Câncer de Colo do Útero

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Câncer de Colo do Útero

  1. 1. Câncer de Colo do Útero 24/09/2015
  2. 2. Você sabe o que é Câncer de Colo do Útero? É a consequência do aparecimento de células anormais que adquirem a capacidade de se dividir e invadir outros tecidos, na maioria das vezes, devido à infecção pelo vírus HPV. Existem dois tipos principais de câncer do colo de útero, o carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma. Cerca de 80% a 90% dos cânceres cervicais são carcinomas de células escamosas. O câncer do colo do útero, quando detectado precocemente, é altamente curável. No entanto, no Brasil ainda são frequentes as mortes por câncer de colo do útero, o que denota um diagnóstico e tratamento tardios.
  3. 3. Sinais e Sintomas do Câncer Quando as células do colo uterino (também chamado cérvice) se tornam cancerosas, raramente ocorrem quaisquer sinais de alerta. No entanto, com a progressão e crescimento do tumor, podem ocorrer os seguintes sintomas: • Sangramento vaginal anormal. • Sangramento menstrual mais longo que o habitual • Secreção vaginal incomum, com um pouco de sangue. • Sangramento após a menopausa. • Sangramento após a relação sexual. • Dor durante a relação sexual.
  4. 4. Fatores de Risco para Câncer de Colo do Útero • Infecção por Papiloma Vírus Humano (HPV) e o Herpes vírus Tipo II (HSV). • Fatores sociais, como baixa condição socioeconômica. • Falta de higiene íntima. • Uso prolongado de contraceptivos orais. • Início da atividade sexual precoce. • Múltiplos parceiros sexuais. • Tabagismo, diretamente relacionado com o número de cigarros.
  5. 5. Causa do Câncer do Colo do Útero: HPV Existem cerca de 40 tipos de Papiloma Vírus humano (HPV) que podem infectar as áreas genitais e oral, e alguns têm alto risco de provocar câncer cervical, câncer de ânus e câncer na cavidade oral. Não é a simples exposição ao vírus que determina o futuro aparecimento do câncer, já que a maior parte da população é exposta ao vírus, mas somente poucos acabam evoluindo para lesões pré-cancerígenas ou cancerígenas. Dentre os diversos tipos de HPV, o HPV 16 e 18 são os que mais frequentemente causam câncer.
  6. 6. Sintomas de Infecção pelo HPV As infecções por HPV geralmente não apresentam sintomas. Alguns dos vírus HPV podem causar verrugas genitais, mas estas não são os mesmos tipos associados ao câncer do colo uterino. É importante mencionar que as verrugas genitais não se transformarão em câncer, mesmo se não forem tratadas. Os tipos cancerigenos de HPV podem permanecer no organismo durante anos, sem provocar quaisquer sintomas. O tempo que leva entre a infecção pelo HPV e o desenvolvimento do câncer costuma ser superior a 15 - 20 anos. É por isso que há ampla oportunidade para a detecção e o tratamento precoce.
  7. 7. Quem tem Risco de desenvolver o HPV? O HPV é tão comum que a maioria das pessoas que já tiveram relações sexuais – homens e mulheres – têm (ou terão) o vírus em algum momento da vida. Já que o HPV pode permanecer sem se manifestar, é possível propagar o vírus com facilidade entre parceiros sexuais. Vale mencionar que a infecção também ocorre com o contato genital-oral. Os preservativos reduzem significativamente o risco de contaminação pelo HPV, mas não protegem totalmente contra o vírus. O HPV também está associado a outros tipos de câncer como de vulva, vagina, pênis, câncer de ânus e de cavidade oral, em ambos os sexos.
  8. 8. O que são Captura Híbrida e Hibridização Molecular? São métodos que pesquisam se existe material genético do HPV dentro das células do organismo humano. Em caso do resultado ser positivo, isto significa que o organismo entrou em contato com o HPV, mas não é possível predizer quem irá desenvolver lesões. A captura híbrida é o teste mais utilizado na prática clínica e permite identificar dois grupos de vírus (de baixo e alto risco oncogênico), além da carga viral.
  9. 9. O que é Papanicolaou? O Papanicolaou é um exame que pode revelar anormalidades, muitas vezes antes do câncer estar presente. Todas as mulheres devem começar a fazer o teste até três anos após se tornarem sexualmente ativas, pois ele detecta a presença de lesões em até 80% das vezes em que ela está presente. É um método de rastreamento, também denominado prevenção secundária. De forma técnica, o Papanicolaou, também denominado esfregaço cérvico-vaginal, consiste na raspagem do colo uterino com uma espátula para coleta de material (células) que é colocado em uma lâmina de vidro. Este material recebe uma preparação especial e é analisado por um patologista que elabora o laudo do teste.
  10. 10. O que devo fazer se o Teste de Papanicolaou for anormal? Primeiro, tente manter a calma. Se o resultado do teste mostrar uma anormalidade, poderá ser necessário repetir o Papanicolaou. Por esse motivo, é totalmente indispensável o retorno ao médico, levando o resultado desse e de outros exames (caso solicitado). O seu médico poderá solicitar também uma colposcopia, que através de uma lente de aumento, permite ver a extensão da doença ou poderá solicitar uma biópsia para obter uma amostra e observar melhor as alterações no tecido do colo do útero. Lembrando que se as células anormais são pré-cancerosas, elas podem ser tratadas.
  11. 11. Biópsia do Colo do Útero A biópsia remove tecido do colo do útero para exame em laboratório. O patologista analisará a amostra em busca de alterações, células pré-cancerosas e células cancerosas. Existem vários tipos de biópsias que podem ser utilizadas para diagnosticar lesões pré- cancerosas ou cânceres de colo do útero: • Biópsia com Colposcópio. • Curetagem Endocervical (Raspagem Endocervical). • Biópsia em Cone ou conização. O diagnóstico da doença é emitido pelo patologista.
  12. 12. Estágios do Câncer de Colo do Útero O estadiamento é uma forma de descrever um câncer, onde está localizado, se está disseminado e se está afetando as funções de outros órgãos no corpo. O estadiamento da doença é importante para definir o tipo de tratamento e o prognóstico do paciente. Estágio 0 - As células cancerígenas são encontradas apenas na superfície do colo do útero. Estágio I - Quando o câncer não se espalhou para além do colo do útero. Estágio II - Significa que o tumor se espalhou para a parte superior da vagina. Estágio III - Se estende para a parte inferior da vagina e acomete estruturas vizinhas. Estágio IV - O tumor se disseminou para outros órgãos (metástases).
  13. 13. Tratamento Cirúrgico do Câncer de Colo do Útero Se o câncer não progrediu ultrapassando o estágio II, a cirurgia geralmente é recomendada e tem como o objetivo remover qualquer tecido que possa conter células cancerosas. Normalmente, isso também envolve uma histerectomia, a remoção do colo do útero e do útero, bem como alguns dos tecidos circundantes. O cirurgião também pode remover as trompas de Falópio, ovários e os gânglios linfáticos próximos ao tumor. Recomendamos que converse com o seu médico a respeito do assunto e escolham juntos a melhor terapia.
  14. 14. Impacto Sexual da Histerectomia Muitas pessoas acreditam que o diagnóstico do câncer e o tratamento podem acabar com sua vida sexual. Claro que muita coisa muda, mas é importante que você, mulher, saiba que a cirurgia de histerectomia não altera a sua capacidade de sentir prazer sexual. Uma mulher não precisa do útero ou do colo do útero para atingir o orgasmo, por exemplo. A área em torno do clitóris e do revestimento da vagina permanecem tão sensíveis como antes da cirurgia.
  15. 15. Tratamento Radioterápico do Câncer de Colo de Útero Os tipos de radioterapia utilizados no tratamento do câncer de colo útero são: • Radioterapia Externa - Utiliza feixes de radiação externo (a longa distância) para tratar o volume alvo (tumor). • Radioterapia Interna ou Braquiterapia - O material radioativo é inserido, por meio de instrumentos específicos, próximo ao tumor. Os efeitos colaterais mais comuns da radioterapia podem incluir cansaço, dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos, estenose vaginal, secura vaginal, menopausa precoce e problemas urinários.
  16. 16. Tratamento Quimioterápico do Câncer de Colo do Útero Quimioterapia é uma modalidade de tratamento denominada sistêmica (a medicação se espalha por todo o organismo), que consiste na administração de medicamentos para destruir às células cancerosas, mas que também matam as células normais, levando a efeitos colaterais. Os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamentos, da dose administrada e do tempo de duração do tratamento. Esses efeitos são temporários e podem incluir fadiga, perda de cabelo, náuseas, vômitos, perda de apetite, feridas na boca, infecção, hemorragias ou hematomas, falta de ar, alterações no ciclo menstrual e neuropatia.
  17. 17. Terapia Alvo no Tratamento do Câncer de Colo do Útero Um maior entendimento sobre as alterações nas células que causam o câncer tem levado ao desenvolvimento de novos medicamentos alvo que visam especificamente estas mudanças. Para os tumores crescerem, eles devem formar novos vasos sanguíneos para mantê-los nutridos. Este processo é chamado de angiogênese. Os medicamentos alvo, que bloqueiam este novo crescimento dos vasos sanguíneos são denominados inibidores da angiogênese. O bevacizumab é um inibidor de angiogênese, que pode ser usado para o tratamento do câncer de colo do útero avançado embora ainda não esteja aprovado para este fim.
  18. 18. Novos Tratamentos para o Câncer de Colo do Útero • Terapia Alvo - Os medicamentos alvo agem de forma diferente dos utilizados na químio convencional, podendo ter efeitos colaterais diferentes. O bevacizumab, que pode ser administrado junto com a quimioterapia para tratamento da doença avançada, é um exemplo de terapia alvo. O pazopanib é uma terapia alvo que bloqueia o efeito de determinados fatores de crescimento nas células cancerígenas. • Hipertermia – É um tratamento que eleva a temperatura na área do tumor usando antenas de radiofrequência colocadas em torno do paciente. Pesquisas indicam que a adição de hipertermia à radioterapia pode impedir a recidiva.
  19. 19. Câncer de Colo do Útero e Fertilidade Para o tratamento do câncer de colo do útero muitas vezes é realizada uma histerectomia (retirada do útero), que pode também envolver a remoção dos ovários, descartando assim a possibilidade de uma futura gravidez. No entanto, se o câncer é diagnosticado precocemente, pode ser feita uma tentativa de tratamento menos agressivo e que possa permitir uma potencial gravidez subsequente. Um procedimento denominado traquelectomia pode remover o colo do útero e parte da vagina, deixando a maioria do útero intacto.
  20. 20. Prevenção do Câncer de Colo do Útero A principal forma de prevenção é a detecção precoce, feita através do exame Papanicolaou. Idealmente, toda relação sexual deveria ocorrer com proteção (camisinha), evitando assim a contaminação e infecção pelo HPV. Já existem vacinas disponíveis contra os dois tipos de HPV mais frequentemente associados ao câncer cervical. Para ambos os tipos, se requerem três doses ao longo de um período de seis meses. Estudos sugerem que as vacinas são eficazes na prevenção de infecções crônicas com os dois tipos de HPV que causam 70% dos cânceres cervicais.
  21. 21. Quem deve receber a Vacina contra o HPV? As vacinas só são utilizadas para prevenir, e não tratar, a infecção pelo HPV. Se trata portanto de uma prevenção primária. Elas são mais eficazes se administradas antes que a pessoa se torne sexualmente ativo. A indicação atual da vacina é para a população feminina de 9 a 26 anos. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a vacinação rotineira contra HPV seja incluída nos programas nacionais de imunização, incluindo nisto a vacinação de meninos e homens, já que estes são transmissores do vírus, embora raramente desenvolvam câncer de pênis.
  22. 22. Vivendo com Câncer de Colo do Útero O câncer é uma experiência de mudança de vida. E, embora não haja uma maneira infalível de prevenir a recidiva, você pode tomar medidas para se sentir e se manter saudável. Comer frutas, legumes, grãos integrais e porções modestas de carne magra é um grande começo. Se você fuma, pare. Evite ou diminua o consumo de álcool. O exercício diário e exames regulares são importantes ajudam a sua saúde e dão paz de espírito.

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