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O contexto macro da Argentina e do Brasil  ::   A nível estratégico, o Brasil tem uma visão de desenvolvimento para dentro...
O contexto macro da Argentina e do Brasil  ::  …  e  com um claro objetivo de desenvolvimento para fora (transformando-se ...
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CRISE NOS EUA: As 3 grandes de Detroit mantêm seus problemas de produção  por elevados custos e mudanças nas pautas de con...
 
 
 
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O cenário setorial bilateral (terminal)  ::   A relação com o Brasil da ótica dos terminais <ul><li>Mercosul:  </li></ul><...
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<ul><li>FATORES GERAiS  </li></ul><ul><li>Incerteza:  </li></ul><ul><ul><li>Macro: ciclo econômico com história de volatil...
 
O cenário setorial bilateral (autopeças)  ::  … com um consequente aumento do déficit comercial argentino no intercâmbio d...
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Comentários finais <ul><ul><li>A percepção geral sobre o Brasil e o sua função no âmbito regional  </li></ul></ul><ul><ul>...
Comentários finais <ul><ul><li>A situação setorial  </li></ul></ul><ul><ul><li>A nível da cadeia de valor automotivo, se b...
Comentários finais <ul><ul><li>O plano da cooperação bilateral no setor automotivo </li></ul></ul><ul><ul><li>O processo d...
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  1. 1. Setor Automotivo Regional “ O Olhar Sul-Americano” Rio de Janeiro, 23 de Septiembre de 2008 Lic. Dante Sica Colégio Brasileiro de Altos Estudos Universidade Federal do Rio de Janeiro
  2. 2. <ul><li>O contexto macro da Argentina e do Brasil </li></ul><ul><ul><li>Divergência na evolução de longo prazo entre a Argentina e o Brasil: aspectos políticos, econômicos/comerciais e de posicionamento internacional </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial global e regional </li></ul><ul><ul><li>O impulso produtivo e comercial dos emergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>O Brasil melhora a sua posição no mundo e na América Latina. </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial bilateral </li></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das terminais: evolução histórica comparada. Per cepção sobre a performance da região. A busca pela “integração produtiva” como uma forma de “cooperação”. A s pautas do comércio bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das autopeças: As divergências nas dimensões entre ambos os países. A consolidação do Brasil no setor de autopeças e a fraqueza produtiva argentina. O déficit comercial bilateral para a Argentina. A função do Brasil a partir dos investimentos </li></ul></ul><ul><li>Comentários finais </li></ul>INDICE GERAL
  3. 3. <ul><li>O contexto macro da Argentina e do Brasil </li></ul><ul><ul><li>Divergência na evolução de longo prazo entre a Argentina e o Brasil: aspectos políticos, econômicos/comerciais e de posicionamento internacional </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial global e regional </li></ul><ul><ul><li>O impulso produtivo e comercial dos emergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>O Brasil melhora a sua posição no mundo e na América Latina. </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial bilateral </li></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das terminais: evolução histórica comparada. Per cepção sobre a performance da região. A busca pela “integração produtiva” como uma forma de “cooperação”. A s pautas do comércio bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das autopeças: As divergências nas dimensões entre ambos os países. A consolidação do Brasil no setor de autopeças e a fraqueza produtiva argentina. O déficit comercial bilateral para a Argentina. A função do Brasil a partir dos investimentos </li></ul></ul><ul><li>Comentários finais </li></ul>INDICE GERAL
  4. 10. O contexto macro da Argentina e do Brasil :: A nível estratégico, o Brasil tem uma visão de desenvolvimento para dentro (ex: PDP)… INVESTIMENTO/PIB 2007: 17,6% (R$ 450.000 milh) Meta 2010: 21% (R$ 620.000 milh) Crescimento médio anual de 11,3% entre 2008-2010 PART EN EXPORTAÇÕES MUNDIAIS 2007: 1,18% (US$ 160.600 milh) Meta 2010: 1,25% (US$ 208.800 milh) Crescimento médio anual de 9,1% entre 2007-2010 I+D PRIVADA/PIB 2005: 0,51% (R$ 11.500 milh) Meta 2010: 0,65% (R$ 18.200 milh) Crescimento médio anual de 9,8% entre 2007-2010 NÚMERO DE PMES EXPORTADORAS 2006: 11.792 empresas Meta 2010: aumentar 10% a quantidade de PMEs exportadoras Metas por programas específicos <ul><li>Políticas: </li></ul><ul><li>Ampliação das exportações </li></ul><ul><li>Fortalecimento das PMEs </li></ul><ul><li>Regionalização </li></ul><ul><li>Integração produtiva com a América Latina </li></ul><ul><li>Integração com a África </li></ul><ul><li>Produção Sustentável </li></ul>Ações sistêmicas: focadas em fatores geradores de externalidades positivas para o conjunto da estrutura produtiva Destaques estratégicos: temas de política pública escolhidos pela sua importância para o desenvolvimento produtivo do país no longo prazo Como exemplo, nos últimos anos… Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) Maiores diferenças no olhar estratégico de longo prazo Aumento da taxa de investimento fixo Melhorar a participação das expo brasileñas no comércio mundial Elevação do gasto privado em I+D Ampliar o número de PMEs exportadoras Macrometas 2010
  5. 11. O contexto macro da Argentina e do Brasil :: … e com um claro objetivo de desenvolvimento para fora (transformando-se em jogador global)… Impulso da UNASUL (ex Comunidade Sul-Americana) Foi criada em 23 de maio passado e tem o objetivo de implantar um espaço sul-americano de livre comércio, embora na prática vise garantir a governabilidade da região. Consolida a liderança do Brasil na América do Sul, sustraindo a região da influência dos E.U.A. Substitui ou complementa o MERCOSUL? – Permite diminuir incidência da Argentina Disputa por um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU A reforma do Conselho estabelece que podem ser acrescentados 4 membros permanentes adicionais. Os candidatos são Brasil , Alemanha, Japão e Índia, que se somariam aos 5 atuais: EUA, Rússia, França, Reino Unido e China. A Argentina apresentou um projeto diferente, com membros não permanentes. Sentado na mesa pequena da OMC O Brasil faz parte do G7, o grupo das potências representativas dos principais interesses em pugna: EUA., UE, Japão, Índia, Brasil, Austrália e China. Discutem-se os principais linhamentos e depois abre-se o jogo aos outros. No final apoiou a proposta de consenso rompendo a frente comum com a Argentina. Desde 2007 é sócio estratégico da União Européia
  6. 12. O contexto macro da Argentina e do Brasil :: … enquanto do lado argentino as políticas de desenvolvimento não são claras <ul><li>Analisando as últimas décadas fica clara a inestabilidade e as marchas e contramarchas da política econômica argentina, que atravessou diferentes etapas marcada a miúde por políticas contrapostas. </li></ul>Décadas de ’70 e ‘80: <ul><li>A política industrial era baseada em uma rede de apoio a determinados setores e regiões. </li></ul><ul><li>Utilização de regimes especiais de promoção, vantagens impositivas, subsídios, barreiras às importações. </li></ul><ul><li>Ambiente macroeconómico altamente inestável </li></ul>Não há uma visão estratégica sustenida no tempo Década de ‘90 <ul><li>Etapa de desregulamento e abertura unilateral da economia </li></ul><ul><li>Diminuição de recursos destinados à promoção econômica </li></ul><ul><li>Apreciação cambial que reduzia a competitividade produtiva </li></ul>Década atual <ul><li>Recomposição industrial a partir da vantagem cambial e proteção do mercado interno frente às importações </li></ul><ul><li>Déficit de financiamento a taxas competitivas </li></ul><ul><li>Políticas que criam um marco de incerteza para o investimento. Escassa credibilidade nas políticas públicas </li></ul>
  7. 13. <ul><li>O contexto macro da Argentina e do Brasil </li></ul><ul><ul><li>Divergência na evolução de longo prazo entre a Argentina e o Brasil: aspectos políticos, econômicos/comerciais e de posicionamento internacional </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial global e regional </li></ul><ul><ul><li>O impulso produtivo e comercial dos emergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>O Brasil melhora a sua posição no mundo e na América Latina. </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial bilateral </li></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das terminais: evolução histórica comparada. Per cepção sobre a performance da região. A busca pela “integração produtiva” como uma forma de “cooperação”. A s pautas do comércio bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das autopeças: As divergências nas dimensões entre ambos os países. A consolidação do Brasil no setor de autopeças e a fraqueza produtiva argentina. O déficit comercial bilateral para a Argentina. A função do Brasil a partir dos investimentos </li></ul></ul><ul><li>Comentários finais </li></ul>INDICE GERAL
  8. 14. CRISE NOS EUA: As 3 grandes de Detroit mantêm seus problemas de produção por elevados custos e mudanças nas pautas de consumo , isto determina grandes alterações no mapa produtivo mundial. Inicia-se mudança trascendental na demanda de veículos. FORÇA NO MEXICO: A indústria automotiva mexicana é “puxada” pela demanda norte-americana e se expande graças aos seus baixos custos de produção . A AMÉRICA DO SUL CRESCE: possui perspectivas de crescimento muito favoráveis em vendas e produção. A Argentina superando as 620 mil unidades neste ano e focando-se na fabricação de 1 milhão em 2013. O Brasil consolida-se como um dos principais produtores mundiais. VANTAGEM DE CUSTOS NA INDIA: A parece como um dos países produtores de maior dinâmica nas projeções de produção. PRODUTORES EMERGENTES: A Europa do Leste é um dos grandes captadores dos investimentos do setor automotivo na atualidade. A Rússia, a Polônia e a Eslováquia constituem grandes protagonistas. MERCADO MADURO NA UE: O fato de ser um mercado maduro, somado às desvantagens de custos, provocam que a Europa Ocidental não se perfile como um dos mercados de maior dinâmica no médio prazo. DIVERGÊNCIAS NO CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO: O Sudeste Asiático, especialmente o Japão e a Coréia do Sul não vão expandir sua produção de maneira significativa nos próximos 5 anos. No entanto, outros atores como a Tailândia e a Indonésia vão contribuir com grande dinâmica no setor automotivo regional. BOOM AMARELO: A China aparece como o mercado de maior evolução nos últimos 10 anos. Já se localiza como 3eiro produtor mundial e incorpora firmas locais ao tabuleiro mundial da produção. A ÁFRICA DO SUL EXPANDE PRODUÇÃO: É prevista uma consolidação da Áf rica do Sul tanto no produtivo quanto no relativo ao seu mercado. <ul><li>Em termos qualitativos, observam-se várias mudanças no setor automotivo. Algumas delas: </li></ul><ul><li>Situações diferenciais em países desenvolvidos x países em desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Mudança de liderança em termos de marcas. Perspectiva, em linhas gerais, favorável a marcas japonesas e coreanas, retração em americanas e comportamentos diversos em européias. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de combustíveis alternativos com base em recursos renováveis. </li></ul>O cenário setorial global :: Em um contexto de mudanças qualitativas no setor automotivo…
  9. 18. O cenário setorial regional :: Nesse marco mundial e regional, destacam-se Brasil, México e Argentina <ul><li>Escala de produção </li></ul><ul><li>Acesso privilegiado a EUA </li></ul><ul><li>Localização geográfica favorável </li></ul><ul><li>Competitividade produtiva </li></ul><ul><li>Preferência comercial por múltiplos acordos internacionais </li></ul><ul><li>Vantagem competitiva em diluição </li></ul><ul><li>Indústria automotiva com grande dinamismo: produção e exportações </li></ul><ul><li>Amplo mercado interno </li></ul><ul><li>Diversidade produtiva (quantidade de modelos e segmentos) </li></ul><ul><li>Consolidação regional em matéria de engenharia e design </li></ul><ul><li>Políticas públicas </li></ul><ul><li>Recepção de investimentos </li></ul><ul><li>Semelhança de fisionomia do setor: X/P, impo/consumo interno e reduzida quantidade de modelos em produção </li></ul><ul><li>Complementação por segmento </li></ul><ul><li>Comércio fluído entre os 3 países </li></ul><ul><li>Amplo apoio público en diferentes níveis de governo </li></ul>MÉXICO ARGENTINA BRASIL <ul><li>Os 3 países com maior história e relevância do seu setor automotivo na América Latina são a Argentina, o Brasil e o México. No entanto, cada um tem particularidades próprias. </li></ul>
  10. 19. <ul><li>O contexto macro da Argentina e do Brasil </li></ul><ul><ul><li>Divergência na evolução de longo prazo entre a Argentina e o Brasil: aspectos políticos, econômicos/comerciais e de posicionamento internacional </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial global e regional </li></ul><ul><ul><li>O impulso produtivo e comercial dos emergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>O Brasil melhora a sua posição no mundo e na América Latina. </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial bilateral </li></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das terminais: evolução histórica comparada. Per cepção sobre a performance da região. A busca pela “integração produtiva” como uma forma de “cooperação”. A s pautas do comércio bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das autopeças: As divergências nas dimensões entre ambos os países. A consolidação do Brasil no setor de autopeças e a fraqueza produtiva argentina. O déficit comercial bilateral para a Argentina. A função do Brasil a partir dos investimentos </li></ul></ul><ul><li>Comentários finais </li></ul>INDICE GERAL
  11. 28. O cenário setorial bilateral (terminal) :: A relação com o Brasil da ótica dos terminais <ul><li>Mercosul: </li></ul><ul><ul><li>O Mercosul é percebido como uma das áreas econômicas de maior crescimento produtivo e comercial nos últimos anos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Para a tomada de decisões produtivas e de mercado, o MERCOSUL é visto como um todo. </li></ul></ul><ul><li>Acordo setorial com o Brasil (efeitos): Para alguns referentes dos terminais, o acordo de comércio a nível setorial com o Brasil teve impacto na hora da sua instauração na década de noventa. Dadas as condições que foram estabelecidas de um comércio mais equilibrado e a obrigatoriedade de conteúdo local, naquele momento influenciou na estratégia de cada firma a nível regional e, portanto, no critério de investimentos. </li></ul><ul><li>Livre comércio com o Brasil a futuro </li></ul><ul><ul><li>Posição: é generalizada a posição dos terminais a favor do livre comércio, alegando que o mesmo favorece o nível de investimento. No entanto, não é homogênea a visão sobre o possível impacto na cadeia de valor da liberalização comercial. </li></ul></ul><ul><ul><li>Fatores: os critérios que influenciam entre uma posição mais afim e outra mais cética com relação aos impactos, é a situação própria de cada Terminal de acordo com a sua estratégia de complementaridade regional ou não, ao grau de consolidação produtiva em ambos os países e ao vínculo comercial existente. </li></ul></ul><ul><li>Inconsistências no relacionamento externo ligados ao setor: por um lado, mantém-se um regime de comércio administrado no setor com o Brasil (principal sócio comercial do país no MERCOSUL); mas, por outro lado, já existe liberalização comercial com o México e o Chile. </li></ul>Principais comentários expostos por representantes dos terminais automotivos a respeito da relação comercial com o Brasil
  12. 29. O cenário setorial bilateral (terminal) :: As diferenças com o Brasil da ótica dos terminais Do setor terminal existe a percepção de que o Brasil é mais confiável que a Argentina por uma combinação de questões macro e questões setoriais. <ul><li>Fatores Macro </li></ul><ul><ul><li>Causas próprias do Brasil: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Políticas ortodoxas que dão mais confiança no longo prazo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dimensão do seu mercado interno </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Deficiências da Argentina: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estruturais (ciclos econômicos recorrentes e perda de credibilidade) e conjnturais (dificuldades crescentes de competitividade) </li></ul></ul></ul><ul><li>Fatores Setoriais </li></ul><ul><ul><li>Consolidação do Brasil no setor terminal e, especialmente, no setor de autopeças. </li></ul></ul><ul><ul><li>Crescente concentração de atividades regionais de engenharia e design, tanto no setor terminal quanto no de autopeças. </li></ul></ul><ul><ul><li>Escala de produção maior e com contínuo dinamismo da demanda. </li></ul></ul><ul><ul><li>Maior set de assistência pública ao setor automotivo. </li></ul></ul>
  13. 30. <ul><li>O contexto macro da Argentina e do Brasil </li></ul><ul><ul><li>Divergência na evolução de longo prazo entre a Argentina e o Brasil: aspectos políticos, econômicos/comerciais e de posicionamento internacional </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial global e regional </li></ul><ul><ul><li>O impulso produtivo e comercial dos emergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>O Brasil melhora a sua posição no mundo e na América Latina. </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial bilateral </li></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das terminais: evolução histórica comparada. Per cepção sobre a performance da região. A busca pela “integração produtiva” como uma forma de “cooperação”. A s pautas do comércio bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das autopeças: As divergências nas dimensões entre ambos os países. A consolidação do Brasil no setor de autopeças e a fraqueza produtiva argentina. O déficit comercial bilateral para a Argentina. A função do Brasil a partir dos investimentos </li></ul></ul><ul><li>Comentários finais </li></ul>INDICE GERAL
  14. 34. <ul><li>FATORES GERAiS </li></ul><ul><li>Incerteza: </li></ul><ul><ul><li>Macro: ciclo econômico com história de volatilidades, incerteza sobre disponibilidade e custo de energia e mão de obra a futuro </li></ul></ul><ul><ul><li>Setorial: perspectiva de perda gradual de competitividade, desconfiança entre todos os atores da cadeia de valor </li></ul></ul><ul><li>Reduzida escala de produção e dificuldade para amortizar investimentos </li></ul><ul><li>Ausência de políticas públicas de longo prazo: políticas públicas erráticas e pouco operativas. </li></ul><ul><li>Escassa infra-estrutura de apoio técnico ao setor: escassez de laboratórios, dificuldades e prazos extensos de homologação, entre outras. </li></ul><ul><li>FATORES ESPECÍFICOS (segundo o setor de autopeças) </li></ul><ul><li>Vínculo terminal – autopeças a nível comercial: vínculo pouco cooperativo, esstresse comercial por negociações permanentes sobre custos </li></ul><ul><li>Inflexibilidade de terminais: dificuldades para encarar processo de desenvolvimento em co-design entre terminais (falta de interesse e/ou falta de capacidade frente à terminal e/ou aversão ao risco com limitada confiança em produtores de autopeças locais) </li></ul><ul><li>Crescente concorrência de autopeças importadas: forte competência por preço, em alguns casos desleal. </li></ul><ul><li>Efeito de políticas públicas, especialmente, comerciais . </li></ul><ul><li>Atualmente cresce o nível de investimentos no setor de autopeças argentino, mas é insuficiente para as necessidades da malha automotiva. Entre os principais fatores que inibem os investimentos podemos mencionar: </li></ul>O cenário setorial bilateral (autopeças) :: … fato que, somado a condições macro e setoriais locais, dificulta o processo investidor … <ul><li>Ante escassos investimentos de países centrais, o Brasil começa a ocupar um lugar de privilégio nos investimentos do setor de autopeças, também no resto da cadeia de valor. </li></ul>
  15. 36. O cenário setorial bilateral (autopeças) :: … com um consequente aumento do déficit comercial argentino no intercâmbio de autopeças <ul><li>Tanto as exportações quanto as importações são mais do dobro que em 1998, embora estas últimas cresceram a taxas superiores. </li></ul><ul><li>Em 2007, o déficit comercial para a Argentina superou os U$S 1.400 milhões, 127% mais que no ano 1998. Em 2008 vai fechar em um nível </li></ul>Fonte: Universo amplo de autopeças = posições consideradas autopeças pelo Decreto 939/2004 (Ac. Comercial com o Brasil).
  16. 37. <ul><li>O contexto macro da Argentina e do Brasil </li></ul><ul><ul><li>Divergência na evolução de longo prazo entre a Argentina e o Brasil: aspectos políticos, econômicos/comerciais e de posicionamento internacional </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial global e regional </li></ul><ul><ul><li>O impulso produtivo e comercial dos emergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>O Brasil melhora a sua posição no mundo e na América Latina. </li></ul></ul><ul><li>O cenário setorial bilateral </li></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das terminais: evolução histórica comparada. Per cepção sobre a performance da região. A busca pela “integração produtiva” como uma forma de “cooperação”. A s pautas do comércio bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação Argentina-Brasil a partir da ótica das autopeças: As divergências nas dimensões entre ambos os países. A consolidação do Brasil no setor de autopeças e a fraqueza produtiva argentina. O déficit comercial bilateral para a Argentina. A função do Brasil a partir dos investimentos </li></ul></ul><ul><li>Comentários finais </li></ul>INDICE GERAL
  17. 41. Comentários finais <ul><ul><li>A percepção geral sobre o Brasil e o sua função no âmbito regional </li></ul></ul><ul><ul><li>Na Argentina prevalece a visão de um maior protagonismo regional do Brasil em diferentes dimensões (política/diplomática, econômica/comercial e produtiva, entre outras). Isto lhe permite adotar um olhar mais estratégico no plano internacional como conseqüência da sua consolidação como potência de segundo ordem, destacando-se entre os países emergentes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Por sua vez, o obriga a adotar uma função mais ativa na América Latina e a fortalecer os laços com a região, fato que implicará em assumir maiores custos no processo de integração regional e de união sul-americana. </li></ul></ul><ul><ul><li>Também é generalizada a idéia de que o Brasil se localiza em um estádio macro superior respeito da Argentina, como conseqüência de uma consistência no tempo de suas políticas internas e de política exterior. </li></ul></ul><ul><ul><li>Estes fatores lhe permitiram se consolidar produtivamente, especialmente, em termos manufatureiros, dentro do qual se localiza também a malha automotiva que encontra o Brasil como o principal país produtor da América Latina e em vias de se transformar no sexto maior fabricante do planeta. </li></ul></ul>
  18. 42. Comentários finais <ul><ul><li>A situação setorial </li></ul></ul><ul><ul><li>A nível da cadeia de valor automotivo, se bem que as tendências produtivas e comerciais recentes são favoráveis tanto para a Argentina quanto para o Brasil, aconteceram mudanças estruturais que são difíceis de reverter. </li></ul></ul><ul><ul><li>No setor terminal , ambos os países tendem a se consolidar produtivamente como referentes entre as nações em desenvolvimento, embora existam com diferenças quantitativas e qualitativas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Em um marco de maior especialização produtiva regional, a preeminência brasileira vai além das diferenças em capacidade de produção mas também envolvem aspectos técnico/produtivos, de abastecimento, de design e qualidade, temas nos quais constitui um crescente centro decisório a nível regional. </li></ul></ul><ul><ul><li>No setor de autopeças , as diferenças são mais notórias. O ponto de partida é uma estrutura brasileira mais diversificada e com maior aptidão para afrontar a demanda futura local e internacional. </li></ul></ul><ul><ul><li>Como conseqüência disto, continua sendo significativo o peso das peças brasileiras nos veículos fabricados na região, tema que gera atritos no caso da análise setorial na Argentina. </li></ul></ul><ul><ul><li>Se bem recentemente foi assinada uma extensão do acordo de livre comércio setorial com novas condições até 2013, não está garantido que posteriormente possa iniciar-se o livre comércio no setor automotivo. </li></ul></ul>
  19. 43. Comentários finais <ul><ul><li>O plano da cooperação bilateral no setor automotivo </li></ul></ul><ul><ul><li>O processo de integração regional (Mercosul) foi um fator funcional para a melhoria da performance setorial e para a consecução de uma maior cooperação bilateral. Também, as decisões empresariais foram levadas em consideração pelo bloco em seu conjunto na hora da tomada de decisões produtivas e comerciais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Em conseqüência, aumentou o grau de complementaridade produtiva e o intercâmbio comercial bilateral, promovendo uma maior especialização em cada nação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Além da maior interação produtiva e comercial, também é percebida uma maior fluidez no canal dos investimentos, que outorga uma nova arista ao processo de integração. Particularmente, observa-se um crescente fluxo de investimentos brasileiros na Argentina no setor de autopeças, que serve para mitigar as limitações de investimentos de outras origens e para fortalecer este elo. </li></ul></ul>
  20. 44. Setor Automotivo Regional “ O Olhar Sul-Americano” Rio de Janeiro, 23 de Septiembre de 2008 Lic. Dante Sica Colégio Brasileiro de Altos Estudos Universidade Federal do Rio de Janeiro

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