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BEABÁ DAS CÉLULAS

BEABÁ DAS CÉLULAS

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BEABÁ
DAS
CÉLULAS
Eliéser D’Ávila
2
3
IndiceIndiceIndiceIndice
1º Passo - Motivando a Igreja........................................................ Página 5
2º Passo - Transição...................................................................... Página 8
3º Passo - Célula de Evangelismo................................................ Página 17
4º Passo - Estratégias de Crescimento........................................ Página 20
5º Passo - Multiplicação................................................................. Página 23
6º Passo - Trilho do Crescimento................................................. Página 28
7º Passo - Próximas Gerações..................................................... Página 31
4
Introdução
Certamente quando o assunto é Igreja em Células, ou Igreja com
Células muitas pessoas oferecem métodos, estratégias, materiais e
compartilhamento de experiências diversas a respeito desse assunto, que está
tão em voga no momento. O crescimento da igreja tem sido o foco de milhares
de pastores e é a finalidade do Reino de Deus, ou seja, que ninguém se perca
antes todos se salvem. (I Tm 2:3-4). A ordem expressa de Jesus para nós em
Mateus 28:18-20 é de nossa responsabilidade cumprir, mas como fazer para
implantar tal “metodologia” para que nossa igreja obtenha um crescimento
tanto quantitativo como qualitativo?
O que será abordado nos capítulos a seguir, de maneira nenhuma é
uma regra a ser aplicada como se outras formas de trabalho fossem boas, mas
sim um compartilhar de experiências que vividas na prática com êxito, bem
como demonstrar que o trabalho em células, apesar de simples, não indica que
achamos a “galinha dos ovos de ouro”, porém que o trabalho sério de uma
igreja consegue obter resultados expressivos para Deus.
O assunto “Células” é tão antigo que existem vários relatos deste
trabalho sendo aplicado na igreja primitiva. (Atos 2:42,43) O que veremos são
estratégias práticas de como se implantar Células em sua igreja e aplicar a tão
temida “Transição” (termo utilizado para o movimento de deixar de ser igreja
tradicional para ser igreja predominantemente celularizada) de uma forma
menos traumática evitando o desperdício de material humano (chamados de
membros, discípulos, obreiros) ensinando a todos que trabalhar para o
crescimento do Reino de Deus deve ser um estilo de vida do crente e mais,
fazendo tudo em amor e assim obtendo resultados eternos.
5
1º Passo
MOTIVANDO
A
IGREJA
6
Primeiramente, é necessário estar ciente de que por mais capacitados e
inteligentes que sejamos não devemos ter a pretensão de achar que todas as
pessoas de nossa igreja nos entendem e compreendem imediatamente, pois
todas novas atividades, com intuito durador, requer tempo para adaptação.
Temos a obrigação de dominar o assunto antes de difundi-lo e ter paciência
para que ele seja desenvolvido de maneira satisfatória.
Para essa etapa, onde iremos passar a visão de trabalho e quais
resultados que podem ser alcançados sugerimos a realização de um Seminário
Motivacional Explicativo, onde cada pessoa terá a oportunidade de ser
ministrada a respeito da real vontade de Deus (que o mundo conheça a
verdade sobre Jesus Cristo); bem como ser ensinada sobre conceitos de uma
Igreja Celular; seu funcionamento; onde ela se enquadra; o que muda em
relação ao modelo chamado convencional (tradicional); também se inteirar da
linguagem celular tendo a oportunidade de fazer perguntas trazendo assim,
enriquecimento ao conteúdo do seminário e não permitindo que questões
chaves fiquem sem explicação.
Procedimento inicial:
É importante que o pastor titular já venha comunicado à igreja sobre o
trabalho que será implantado com pelo menos um mês de antecedência e não
permita que a igreja venha para o seminário para serem convencidos sobre o
trabalho celular. Na realidade toda a igreja é convidada a participar de um
processo que não terá mais retorno, por isso a importância do pastor usar de
uma linguagem que construa a ponte de ligação entre Igreja e Seminário, pois
a rota de trabalho a ser percorrida é determinada pelo líder.
É recomendável que esse seminário seja ministrado por uma pessoa
que não faça parte do convívio da igreja. Nesse dia o pastor titular senta com
seu rebanho para escutar e receber respaldo para iniciar o novo trabalho. Com
isso seu rebanho se sentirá seguro para abrir o seu coração.

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  • 2. 2
  • 3. 3 IndiceIndiceIndiceIndice 1º Passo - Motivando a Igreja........................................................ Página 5 2º Passo - Transição...................................................................... Página 8 3º Passo - Célula de Evangelismo................................................ Página 17 4º Passo - Estratégias de Crescimento........................................ Página 20 5º Passo - Multiplicação................................................................. Página 23 6º Passo - Trilho do Crescimento................................................. Página 28 7º Passo - Próximas Gerações..................................................... Página 31
  • 4. 4 Introdução Certamente quando o assunto é Igreja em Células, ou Igreja com Células muitas pessoas oferecem métodos, estratégias, materiais e compartilhamento de experiências diversas a respeito desse assunto, que está tão em voga no momento. O crescimento da igreja tem sido o foco de milhares de pastores e é a finalidade do Reino de Deus, ou seja, que ninguém se perca antes todos se salvem. (I Tm 2:3-4). A ordem expressa de Jesus para nós em Mateus 28:18-20 é de nossa responsabilidade cumprir, mas como fazer para implantar tal “metodologia” para que nossa igreja obtenha um crescimento tanto quantitativo como qualitativo? O que será abordado nos capítulos a seguir, de maneira nenhuma é uma regra a ser aplicada como se outras formas de trabalho fossem boas, mas sim um compartilhar de experiências que vividas na prática com êxito, bem como demonstrar que o trabalho em células, apesar de simples, não indica que achamos a “galinha dos ovos de ouro”, porém que o trabalho sério de uma igreja consegue obter resultados expressivos para Deus. O assunto “Células” é tão antigo que existem vários relatos deste trabalho sendo aplicado na igreja primitiva. (Atos 2:42,43) O que veremos são estratégias práticas de como se implantar Células em sua igreja e aplicar a tão temida “Transição” (termo utilizado para o movimento de deixar de ser igreja tradicional para ser igreja predominantemente celularizada) de uma forma menos traumática evitando o desperdício de material humano (chamados de membros, discípulos, obreiros) ensinando a todos que trabalhar para o crescimento do Reino de Deus deve ser um estilo de vida do crente e mais, fazendo tudo em amor e assim obtendo resultados eternos.
  • 6. 6 Primeiramente, é necessário estar ciente de que por mais capacitados e inteligentes que sejamos não devemos ter a pretensão de achar que todas as pessoas de nossa igreja nos entendem e compreendem imediatamente, pois todas novas atividades, com intuito durador, requer tempo para adaptação. Temos a obrigação de dominar o assunto antes de difundi-lo e ter paciência para que ele seja desenvolvido de maneira satisfatória. Para essa etapa, onde iremos passar a visão de trabalho e quais resultados que podem ser alcançados sugerimos a realização de um Seminário Motivacional Explicativo, onde cada pessoa terá a oportunidade de ser ministrada a respeito da real vontade de Deus (que o mundo conheça a verdade sobre Jesus Cristo); bem como ser ensinada sobre conceitos de uma Igreja Celular; seu funcionamento; onde ela se enquadra; o que muda em relação ao modelo chamado convencional (tradicional); também se inteirar da linguagem celular tendo a oportunidade de fazer perguntas trazendo assim, enriquecimento ao conteúdo do seminário e não permitindo que questões chaves fiquem sem explicação. Procedimento inicial: É importante que o pastor titular já venha comunicado à igreja sobre o trabalho que será implantado com pelo menos um mês de antecedência e não permita que a igreja venha para o seminário para serem convencidos sobre o trabalho celular. Na realidade toda a igreja é convidada a participar de um processo que não terá mais retorno, por isso a importância do pastor usar de uma linguagem que construa a ponte de ligação entre Igreja e Seminário, pois a rota de trabalho a ser percorrida é determinada pelo líder. É recomendável que esse seminário seja ministrado por uma pessoa que não faça parte do convívio da igreja. Nesse dia o pastor titular senta com seu rebanho para escutar e receber respaldo para iniciar o novo trabalho. Com isso seu rebanho se sentirá seguro para abrir o seu coração.
  • 7. 7 Na prática: Para obter um melhor resultado, o Seminário Motivacional Explicativo pode ser dividido em duas etapas: primeiro com líderes reconhecidos pela igreja: família pastoral, pastores auxiliares, obreiros, diáconos, líderes de grupos missionários, CDL. E num segundo momento abrir um convite a toda à igreja e convocar os líderes principais já ministrados para estarem do seu lado. Ao final desta última etapa toda igreja já estará instruída quanto ao trabalho em Células e de quando ele irá, efetivamente, começar. Acreditamos que se essa preliminar for bem feita o pastor titular terá pelo menos 80% de adesão espontânea. Observação: os detalhes sobre qual seminário mais adequado a sua realidade devem ser discutidos pessoalmente.
  • 9. 9 É importante salientar que nesse processo serão necessárias várias reuniões, tanto Reuniões Pessoais (particulares e individuais) como Reuniões em grupo. Gaste todo tempo necessário para que toda equipe seja engravidada da ideia, mostre sua visão para a igreja, compartilhe sonhos e não permita discursos pessimistas. Foco Inicial: Antes de entrar no assunto Transição temos que entender que esse passo depende da quantidade de membros que a igreja possui e qual o nível de envolvimento que possuem com o ministério. Na transição o primeiro objetivo é levantar líderes que assumam células em lugares estratégicos da cidade. Deve-se pedir direção a Deus para a escolha dessas pessoas, pois elas irão ajudar o pastor titular no envolvimento de toda igreja durante todo o processo de transição. Não tome decisões por afinidade apenas, pois é necessário que em sua equipe existam pessoas com diversidade de características e dons. Com Jesus foi assim! Compondo a Célula Matriz: Chamamos de Célula Matriz a primeira equipe formada no processo celular. Recomendamos que a quantidade de pessoas dessa equipe seja proporcional à membresia da igreja. Ex. Uma igreja com 100 membros não pode ter uma equipe com 50 pessoas, pois quando direcionarmos as pessoas a um líder ele terá no máximo uma pessoa em sua célula, o que descaracteriza completamente uma célula. Ao longo de muitos anos percebemos que a quantidade de pessoas para que uma célula tenha vida própria é entre TRÊS e CINCO pessoas. Célula com menos pessoas desmotiva os participantes e não abre um leque de relacionamento satisfatório.
  • 10. 10 Levantando Equipes: Membresia Equipe Igreja com até 50 membros 4 homens e 4 mulheres Igreja com até 100 membros 10 homens e 10 mulheres Igreja com até 300 membros 15 homens e 15 mulheres Igreja com até 500 membros 20 homens e 20 mulheres Igreja acima de 500 membros 25 homens e 25 mulheres Nesse processo é importante se implantar a linguagem: Homem discípula homem e mulher discípula mulher! Porém isso não significa que não poderão existir células de casais, ou mistas. A preocupação inicial do pastor deve ser levantar sua equipe principal, posteriormente as células se adequarão a realidade da igreja local. Aproveite todas as situações e portas que se abrem para abertura de células. Não rotule, porém nunca permite que sexos opostos se discipulem! A quantidade de mulheres nas igrejas é sempre maior que a quantidade de homens, com isso nesse processo as mulheres terão células mais cheias que a dos homens. Mulheres tem uma maior capacidade de dar cobertura espiritual, acompanhamento e aconselhamento, mesmo que tenham várias mulheres em sua cobertura. Homens são mais limitados em tempo e concentração, porém conseguem gerar um vínculo de companheirismo que as mulheres não geram facilmente. A competitividade entre homens é menor e depois da confiança adquirida podem surgir verdadeiros aliados de batalha.
  • 11. 11 Como escolher sua Equipe – Célula Matriz: A primeira equipe a ser escolhida se chamará Célula Matriz. Será uma célula com pessoas mais maduras e promissoras. Será uma célula de Discipulado restrita. O critério para a escolha deve seguir as seguintes orientações: - primeiro os pastores; líderes de Grupos Missionários ou Redes; - diáconos; - filtrar pessoas de grande potencial dentro da igreja. Essa escolha deve ser feita particularmente, de uma forma discreta e demonstrando o valor do momento. Peça discrição a pessoa escolhida, pois essa discrição é fundamental para não gerar uma competitividade desnecessária dentro da igreja. Esse momento é um chamamento a um trabalho ministerial sério e não o nascimento de um clube social restrito, uma elite clerical! Nomenclatura da Equipe: O nome da função exercida é extremamente importante para a equipe e deve ser escolhido pelos pastores principais. Exemplos: Supervisores, Discipuladores, Facilitadores, 1ª Equipe etc. Essa nomenclatura é importante para a visibilidade da equipe perante a igreja e também estabelecer uma hierarquia ao trabalho celular. Essa hierarquia não deve competir com o CDL, e sim funcionar somente para questões relacionadas a células. É bom sempre deixar isso claro, pois quando o trabalho gerar volume de resultados a tendência é surgir novos líderes fortes que terão visibilidade e voz ativa dentro igreja. Estabelecer limites é imprescindível!
  • 12. 12 Mapeamento da Igreja – Cadastro local; É necessário que se faça um mapeamento de toda a igreja com um CADASTRO objetivo, contendo: NOME, ENDEREÇO COMPLETO, E-MAIL e TELEFONE. Estenda esse cadastro por um mês até que toda a igreja seja mapeada. Se necessário gaste mais tempo com isso, porém junto com esse tempo promova a mudança que ocorrerá na igreja. Posicione mesas em sua igreja com as fichas de cadastro. Essas fichas devem ser preenchidas por sua equipe da Célula Matriz demonstrando o prazer em servir. Todos devem ser cordatos, pacientes durante esse processo. Nunca confrontem nenhum membro caso ele se negue a preencher o cadastro! Essas pessoas serão convidadas posteriormente a participarem de uma célula mais próxima da casa dela, por isso o desgaste de relacionamento é nocivo e desnecessário. Reunião para Distribuição de Fichas de Contato; Para essa reunião é necessário que todos os cadastrados estejam numa listagem separados por bairro e região. Adquira um mapa de sua cidade, coloque numa moldura e utilize percevejos coloridos para visualizar os locais das células. Isso dará conotação de organização, planejamento e foco! É importante uma explicação prévia sobre qual o critério utilizado na distribuição das fichas para contato. A distribuição das fichas deve obedecer aos seguintes critérios: - Localização; esse critério é primordial, pois devemos facilitar, ao máximo, tudo para os futuros participantes da célula. Evite fazer grandes deslocamentos de pessoas, pois isso produz uma maior possibilidade de problemas para que os mesmos cheguem ao local da célula. - Faixa etária; se possível equipare as idades, isso é importante para que pessoas não venham a se sentir deslocadas dentro da célula. A linguagem a ser aplicada a um idoso é diferente de um adolescente por isso a importância que esse vínculo seja feito de acordo com o nível de maturidade das pessoas.
  • 13. 13 Adolescente com adolescente, jovem com jovem, casais com casais, senhoras com senhoras e etc. - Vínculos de trabalho; esse critério se aplica quando o membro já atua em alguma área da igreja junto com um dos líderes escolhidos para equipe principal. Ex. pode-se fazer uma célula com integrantes do Ministério de Louvor, Teatro, Dança, Diaconato etc. O pastor titular deve estar atento à articulação da equipe na distribuição das fichas, pois como responsável por todo rebanho tem que tomar conhecimento de todos os casos e resolvê-los para melhor adequação das pessoas nas células. Ao receber a lista de nomes: Cada um da equipe principal terá uma lista com vários nomes já identificados para o primeiro contato. Neste momento podem-se gerar dúvidas como: O que fazer? Onde será a célula? Como devo abordar as pessoas? Com os contatos em mãos o plano segue com uma análise de onde será a célula. A principio o Anfitrião da célula deverá ser o líder, porém se a casa do mesmo for num lugar de difícil acesso deve-se analisar se alguém de sua lista tem a disponibilidade de ser o Anfitrião. De preferência pessoas já firmadas na fé, pois a chance de problemas com a realização da célula será menor. ATENÇÃO! Só depois que LOCAL, DIA e HORÁRIO da célula estiverem definidos começa-se o processo de contato com as pessoas das listas. Entrando em Contato; Quando ligar, retifique que esta etapa é parte do processo de celularização da igreja e que você foi a pessoa escolhida (indicada) para lhe
  • 14. 14 dar toda a assistência de adequação ao novo formato. Como, a principio, o processo de Transição é feito com a membresia da igreja, faz-se necessário a utilização de linguagem celular uniforme (todos falando a mesma língua). A partir deste momento começa-se a usar a linguagem Discípulo e Discipulador! Por mais que a linguagem Membros não seja errada, o termo Discípulo é mais profundo e aponta para um relacionamento de acompanhamento de crescimento espiritual. Nesta etapa procura-se ter todo cuidado em explicar ao novo discípulo como funcionará a célula, por isso passe convicção do que vocês estarão vivendo: um novo tempo de Deus, um tempo de qualidade de relacionamento. Não exija a presença do convidado, pois é normal que alguns esperem o início do trabalho para ganhar confiança. Ao término desse processo a igreja estará iniciando o trabalho das Células de Evangelismo. É recomendável que um domingo antes da semana que se iniciará o trabalho com as células, os líderes sejam chamados ao altar e apresentados à igreja. Faça uma unção delegando autoridade e os constituindo líderes de célula. No trabalho celular é de extrema importância à conservação da pureza na linguagem e o ânimo dos líderes, então seminários de motivação, investimento em viagens a lugares com êxito, reuniões pessoais periódicas são imprescindíveis para a permanência da qualidade nos resultados. Nunca hesite em investir no seu discípulo, e em ensiná-lo a investir em si mesmo, o retorno no trabalho também depende do desprendimento financeiro! Alguns termos para relembrar:
  • 15. 15 Discípulo: aquele que segue um líder e se coloca debaixo de sua tutela para orientações e crescimento espiritual. Todos somos discípulos de Jesus e temos sobre nós alguma autoridade espiritual, um tutor ou mentor. Discipulador: autoridade espiritual; condutor de pessoas com um propósito de crescimento espiritual, maturidade, frutificação e serviço. Anfitrião: aquele que cede um espaço particular para a realização de uma célula sendo residência, local de trabalho, sala de aula entre outros. Célula Matriz: reunião semanal de discipulado com toda liderança, ministrada pelos pastores da igreja. Reunião reservada. Célula de Evangelismo: reunião domiciliar realizada semanalmente aberta a visitantes crentes e principalmente não crentes. Nessa reunião os temas são previamente definidos pelos líderes e seguem um roteiro programado.
  • 17. 17 Organização: Existem vários padrões para a realização de uma célula, porém iremos adotar um modelo que já funciona em estratégias como Cultos Simultâneos. Formato da Célula: Sentem em círculo: esse formato quebra as formalidades e passa uma impressão de igualdade. Abertura: Só o líder se levanta e faz uma breve oração de agradecimento pelas vidas que vieram, pedindo a Deus que todas saiam cheias do Espirito Santo com suas necessidades supridas por Sua palavra. Testemunho de bênçãos: coordene para que os testemunhos sejam objetivos. Música: deve ser escolhida com antecedência e se possível de acordo com o tema que irá ser ministrado. Se possuir recursos para oferecer a letra da música aos que não a conhecem o faça para um melhor aproveitamento. Caso não, peça a todos que fiquem de olhos fechados e meditem na letra da canção. Sermão: a palavra a ser ministrada deverá ser padronizada para todas as células. Assuntos semanais e de fácil absorção pelo líder. Pode-se enriquecer o tema, porém sem fugir da verdade central da palavra. Sempre ore ao final da ministração declarando das verdades ministradas. Apelo: faça a oração de confissão toda vez que houver não crentes na célula! Se houver conversão no dia sempre tenha papel e caneta em mãos para anotar os dados da pessoa para contatos futuros. Pedidos de oração: pergunte se existem pedidos de oração e em seguida ore por eles declarando a benção. Agradecimento: agradeça pela presença de todos e avise que na próxima semana a reunião é no mesmo dia e horário. Término: Ore para terminar a célula e por todos que vieram. Declare sempre que na próxima semana haverá muito mais pessoas!
  • 18. 18 Duração: no máximo 1 hora! Desenvolva a habilidade de começar e terminar no horário, pois isso trará credibilidade ao seu trabalho. Se houver condições financeiras sempre prepare algo para um breve lanche, isso é importante para a comunhão! As pessoas costumam ficar para conversar e se conhecer melhor. Líder em treinamento: Como a Visão Celular tem o objetivo de frutificação é importante que o líder da célula, no primeiro momento, comece a enxergar qual de seus discípulos tem um perfil de liderança. Esse discípulo terá um estimulo da parte do líder para ser seu “braço direito”, um Líder em Treinamento que substituirá seu discipulador em ausências ou em qualquer momento que for requisitado. Tenha cuidado ao escolher essa pessoa, pois alguns quando são escolhidos alteram seu comportamento. Saliente que não existe uma hierarquia aberta dentro da célula e sim um só discipulador. O líder em treinamento terá o reconhecimento de forma natural com o tempo pelos serviços. Alguns usam o termo “Timóteo” fazendo menção ao personagem bíblico Timóteo que foi discípulo e companheiro de Paulo em suas viagens missionárias.
  • 20. 20 A finalidade do trabalho em células é alcançar as almas perdidas e assim proporcionar o crescimento da igreja de uma maneira sadia. Para isso precisamos estar atentos a tudo o que acontece a nossa volta para tirarmos proveito de todas as situações a fim aumentarmos nosso grau de atuação na sociedade. Se não formos vistos em meio à sociedade não conseguiremos conquista-la para Jesus. Oração de Três Não existe crescimento sem oração. Quando determinamos que vamos ganhar almas para Jesus uma guerra surge no mundo espiritual e surgem dificuldades na abordagem de evangelismo. Às vezes até estratégias infalíveis com chamar alguém para uma partida de futebol ou um almoço onde nós pagamos a conta podem se tornar extremamente dificultosas. Como sugestão podemos adotar o sistema da Oração de Três que consiste em pedirmos a Deus revelação de pelo menos três “vidas alvo”. Esta relação de vidas é passada em reunião específica de oração a toda a equipe, nome por nome onde todos da equipe principal oram não somente pelos seus próprios alvos como também pelos de todos os da equipe. Casos de alvos de extrema dificuldade devem ser compartilhados para que haja uma interação de toda equipe. Estratégia de crescimento é avaliar qual o público alvo e definir metas de como alcançá-los. Como a células podem se infiltrar em todas as esferas da sociedade e abrangem todas as faixas etárias podemos ser muito versáteis em nossas ideias de abordagem. Para cada tipo de público é necessário à estratégia correta. Como um perito em pescaria diz: para cada tipo de peixe existe um tipo de isca correta e um tipo de equipamento correto. Pescar almas é nossa meta, por isso podemos ter ideias de evangelismo para cada tipo de público: - Crianças: musicais, teatro, artes, e atividades que agradem os filhos e envolvam os pais. - Adolescentes: atividades específicas para a idade, games semanais, campeonatos periódicos, viagens etc.
  • 21. 21 - Jovens: baladas gospel, shows, grupos de estudo, viagens, encontros específicos, dinâmicas, esportes etc. - Casados: jantares, passeios, eventos que envolvam os filhos, churrasco etc. - Idosos: artesanato, viagens, visitas, etc. O importante é entrarmos no convívio social das pessoas, já que no mundo atual dificilmente ganharemos novas vidas sem que elas se simpatizem conosco e tenham credibilidade em nosso estilo de vida. Temos que aproveitar todas as oportunidades para nos socializar com as pessoas. Desde uma partida de futebol, um churrasco ou um favor prestado, em todos os eventos de nosso dia, é sempre uma nova oportunidade de ampliar nossa rede de relacionamento. Sem esse empenho diário as células podem estagnar e sobreviver por um tempo apenas com crentes e isso não é bom, comodismo não é bom!
  • 23. 23 Uma célula só pode gerar outra célula quando chega ao ponto de “maturação”, ou seja, quando atinge uma frequência mensal satisfatória e com discípulos frutificando. Célula que gera outra célula entrou no processo de Multiplicação! Só pode haver multiplicação celular quando as células e seus participantes produzem vidas para o reino de Deus, e para não provocar o “inchaço” dentro do estabelecimento, bem como a dificuldades nos relacionamentos, sugere-se a abertura de uma NOVA CÉLULA! Para sabermos qual o tempo exato de maturação de uma célula temos que estabelecer critérios. E qual é o critério correto? Com certeza se avalia pela quantidade de pessoas que conseguimos prestar uma excelente assistência! Sem menosprezar nenhum tipo de experiência que alguém possa ter tido com células, entendemos que o fundamento da Visão Celular é repartir a responsabilidade do pastoreio. Um pastor sozinho conseguirá dar uma boa assistência a um número seleto de pessoas, porém se esse número crescer demasiadamente haverá um enorme desgaste do pastor caso ele queira conservar num nível satisfatório de seus atendimentos e aconselhamentos. Nesse caso, o pastor fica sobrecarregado, doente, ou se conforma com sua limitação e presta serviço a quem for possível. Exemplo: pense num pastor com 60 membros em sua igreja. Com esse número de pessoas um pastor pode dar cinco aconselhamentos por mês que em um ano todos os membros serão atendidos sem desgastes. Um pastor de uma igreja com 600 membros terá que fazer 50 aconselhamentos por mês se quiser chegar ao fim do ano com todos atendidos. Média de quase dois por dia, incluindo finais de semana e feriados! Pensando dessa forma é inteligente fazer discípulos que andem conosco, falem nossa linguagem e nos ajudem a cuidar das ovelhas, das vidas. Portanto, é importante criar um modelo a ser seguido por todos e não podemos admitir células com um número exagerado de pessoas, porque não conseguirão ser bem cuidadas.
  • 24. 24 Critérios de Multiplicação Segue abaixo algumas diretrizes: - De 3 a 5 pessoas – Mínimo necessário. Células que mantém um fluxo menor que este não estimula os participantes e caminha para o fechamento. Quando permanecemos muito tempo nesse estágio precisamos remanejar o líder ou alterar a forma de trabalho. - De 6 a 10 – Uma quantidade satisfatória. Nesse estágio a célula tem vida e possui pessoas já comprometidas. Existe um acomodamento natural quando conseguimos uma quantidade de pessoas satisfatória em nossas células, porém temos que nos concentrar e aproveitar esses momentos para romper! Nunca se acomode: a meta é a multiplicação! - De 11 a 15 – É a quantidade ideal para começarmos a pensar em multiplicação. Nessa etapa a célula está madura, quase no ponto de multiplicar. Portanto, temos que analisar qual de nossos discípulos tem trazido vidas a célula, começar a planejar qual discípulo liberar para multiplicação. Recomendamos que não se faça multiplicação de células se a mesma não apresentar as seguintes características: - Acima de 15 participantes de média por três meses. - Se não houver um discípulo que trouxe ao menos três pessoas a célula. - Não havendo local adequado para abertura da mesma. Se houver um discípulo que ganhou almas em sua célula, essas serão designadas a acompanhar o novo líder em sua nova célula. Neste caso o discipulador pode designar também algumas pessoas a mais para dar “volume” à nova célula. Isso se chama Ação de Apoio e deve ser usada sempre que uma célula estiver enfraquecendo. Na visão celular um discípulo cuida do outro.
  • 25. 25 1 + 1 = MULTIDÃO Este conceito pode ser a chave para o crescimento do trabalho. Existe um lema no trabalho celular que ensina que quem Ganha Cuida! Este cuidado se aplica no momento em que encaramos nossa estratégia como Estilo de Vida. Cuidar de alguém com zelo e amor é um estilo de vida que todos os cristãos deveriam ter. Quando falamos de crescimento das células temos que ter consciência de que se não tivermos um diferencial em nossa posição de trabalho ministerial não conseguiremos alcançar multidões. Entendemos que ao ganharmos alguém para Jesus precisamos acompanhar o novo convertido em seu crescimento espiritual e estarmos disponíveis para momentos cruciais dentro de sua formação do caráter cristão. Se o contato for apenas restrito à célula, ou aos cultos de celebração poderão ser desperdiçadas oportunidades de relacionamento ou acontecimentos importantes e cruciais em seu dia a dia. É necessário um algo mais! Quando meditamos, neste tema pela primeira vez, precisamos buscar revolucionar nossa mente e sair do comodismo de nossa rotina. A rotina de um líder de êxito se baseia nas oportunidades que o mesmo tem durante cada dia que nasce. Se tivermos a condição de planejarmos nossa rotina agregando sempre algum discípulo junto criaremos possibilidades para o crescimento do relacionamento. Ex. Ir ao mercado e levar um discípulo para conversarem durante a compra, ou sair para caminhar com o discípulo. Aproveitar uma passagem por perto do trabalho da pessoa e parar para um breve: “olá só vim ver como você está hoje”. Situações INFORMAIS são aliadas dos discipuladores. Temos apenas que amar as vidas e gostar de nossa casa cheia literalmente! Temos que gostar de conviver com pessoas, se interessar pelos assuntos delas.
  • 27. 27 Temos que ter um plano de trabalho bem elaborado das etapas da visão celular. A clareza das etapas sendo alcançadas é a chave da motivação da equipe e de todo rebanho. Podemos nos nortear pelo que chamamos de Trilho do Crescimento. 1 – Ganhar 2 – Consolidar 3 – Discipular (Treinar) 4 – Enviar Precisamos mergulhar nesta revelação, pois ela é “espinha dorsal” da visão celular. Podemos até alterar os nomes, mas não a sequência do processo. Ganhar É a captação dos perdidos. É o primeiro processo do novo crente dentro da visão celular. O ganhamos para Jesus e o apresentamos a família de Deus. O ganhar pode acontecer na célula ou na igreja durante os cultos, porém o resultado de permanência é maior quando acontecido dentro da célula. A resposta disso é o vínculo de relacionamento que é mais forte dentro da célula. Não podemos impedir o fluxo natural de pessoas que acontecem nos cultos, mas podemos em nossa abordagem de evangelismo direcionar as pessoas ao ambiente que lhe será mais favorável, a célula. Consolidar É o acompanhamento que damos ao novo crente após sua conversão. Esse processo se estende até o discípulo obter um nível satisfatório de maturidade espiritual. Nesse processo convivemos com a pessoa o máximo de tempo possível, pois ele ainda é uma criança espiritual. Cuidamos dele e o protegemos para que etapas não sejam desprezadas. Discipular (Treinar) É o momento que o discípulo tem a consciência de sua missão em Cristo. Nesta etapa ele começa a receber alimentos mais sólidos e é introduzido a sua equipe de discipulado. Recomendamos que nessa etapa se
  • 28. 28 inicie um estudo de metas a serem alcançadas. Se o discípulo tiver um perfil de liderança é interessante reuniões pessoais para estimulá-lo a ganhar vidas e ter sua própria célula. Os discípulos que não possuírem esse perfil de liderança não devem ser isentados de responsabilidades! Estimule-os a serem ganhadores de almas e apoiadores dos líderes de célula, esse é um papel de extrema honra! Enviar Esse processo acontece quando o discípulo alcança um nível de maturidade espiritual e frutos que o permite a primeira experiência de discipular vidas. Não promovamos pessoas apenas pelos resultados que queremos alcançar e sim pelo mérito do discípulo que se esforçou e pela necessidade de mais uma célula num lugar estratégico. Recomendamos a toda célula que nasce passar por 90 dias de experiência. Podemos usar o nome de Célula em Fase Experimental e após essa fase proceda a emancipação da mesma. Ordem cronológica do Trilho do Crescimento - Ganhar as vidas e trazê-las a Célula; - Na célula a Consolidamos e a preparamos para o Encontro com Deus (Vencedores); - Ao sair do Encontro fazemos a pré-matrícula para a Escola de Líderes (Capacitação e Poder); Discipulamos e acompanhamos seu aprendizado; - Se o mesmo tiver perfil de liderança, colocamos metas para que ele assuma uma célula, o Enviamos.
  • 30. 30 Recomendamos que somente ao alcançar o êxito com primeira geração das células iniciemos o processo Multiplicação das Gerações. Datas e metas são necessárias para termos para termos parâmetros de real crescimento. Lembramos que o pastor principal já possui uma equipe de discipulado restrito, a Célula Matriz, por isso o mesmo não agregará mais discípulos nesse discipulado. Toda vez que vagar uma posição na equipe principal o pastor poderá requerer algum discípulo de outras gerações. Os critérios sempre serão caráter, maturidade e frutos. Multiplicação da Célula Quando uma célula multiplica automaticamente nasce uma nova geração, ou seja, a 2ª Geração do pastor titular. Para não onerar o pastor o próprio líder de célula multiplicador assume o novo líder e inaugura seu próprio discipulado. Não existe uma quantidade adequada de discípulos para a composição de um discipulado. Uns adotam até Cinco, outros até Sete ou Doze. Devemos adotar uma quantidade que facilite nosso cuidado. Exemplo: - Cada um da Equipe Principal (Primeira Geração) gera até Cinco discípulos a frente de célula; - Cada discípulo da Segunda Geração gera mais Cinco discípulos a frente de célula, assim nasce a Terceira Geração. Progressão Geométrica das Células: 50 Matrizes – 1ª Geração Multiplicação - 50 x 5 = 250 50 Matrizes + 200 Evangelísticas – 2ª Geração Multiplicação - 200 x 5 = 1000 50 Matrizes + 1000 Evangelísticas – 3ª Geração Notamos com facilidade onde o êxito em células pode nos levar, porém cálculos matemáticos não são vidas ganhas, então trabalhar muito é necessário para se gerar testemunhos de crescimento. Para uma melhor visualização neste exemplo de cálculo não contamos com a multiplicação das Células Matrizes, mas elas podem ocorrer naturalmente acima de cinco multiplicações. Mergulhemos no trabalho de Deus e conquistemos as multidões para Jesus! Deus os abençoe!