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CRUZADAS
RESUMÃO/3ÃO
CIVILIZAÇÃO
ÁRABE
4A – aula 08
ARÁBIA PRÉ-ISLÂMICA:
Antes da criação do Islamismo por Maomé, os
Árabes eram politeístas.
Estes povos tem sua origem na península Arábica
(atual Arábia Saudita).
 Região de clima seco e quente.
 Os Árabes do deserto eram chamados de Beduínos.
deserto, como camelos eCriavam animais resistentes ao
dromedários.
A região litorânea era
conhecida pelo desenvolvimento
de um intenso comércio.
MAOMÉ (Muhammad)
Nasceu em 579 d.C. na cidade de Meca.
Trabalhando como Marinheiro no Mediterrâneo,
conheceu e estudou o Cristianismo e o Judaísmo.
e tradiçõesFundiu elementos judaico-cristãos
árabes.
Segundo a tradição islâmica,
ele recebeu revelações do anjo
Gabriel que só existia um deus,
e seu nome era Alá.
As revelações e profecias feitas
a Maomé pelo anjo Gabriel são a base do Alcorão.
MAOMÉ
Em 622 Foi expulso de Meca, pois suas pregações
incomodava os antigos sacerdotes.
 Hégira (A Fuga) = ano 1 do calendário muçulmano.
Em Yatrib (futura Medina, a cidade do profeta)
Maomé consegue apoio dos comerciantes locais e
dos beduínos para conquistar Meca.
 Com o tempo converteu os povos da península Arábica.
O Profeta orando na
Caaba, numa gravura
otomana do século
XVI. Seu rosto está
vendado,
comum na
algo
arte
islâmica da época.
EXPANSÃO:
Em 632 d.C. Maomé morreu e deixou o mundo Árabe unificado politicamente e
agrupado em torno da religião islâmica.
 Na ausência de Maomé, surgiram os Califas (Chefes políticos, religiosos e militares) que
governavam o império e a religião (Estado Teocrático).
Estimulada pelo interesse em dominar as rotas comerciais.
 632 – 661 = Pérsia, Síria, Palestina e Egito.
 661 – 750 = Noroeste da china, norte da África e parte da Península Ibérica.
Governo dosOmíadas.
 750 – 1258 = Fortaleceram o Império e a participação na vida das pessoas.
Em 711 d.C. os Árabes cruzaram o Estreito de Gibraltar.
 Expandindo por terras espanholas.
 Foi o ponto máximo da expansão Árabe.
Tentaram ocupar a França, mas foram derrotados em 732 na batalha de Poitiers.
Dentro do território espanhol, fundaram um reino autônomo.
 O Califado de Córdoba.
Mantinha o contato entre a cultura do Islã com a Europa Ocidental Cristã.
 Nesta região foi construída uma brilhante civilização.
Os mouros convertiam os católicos e os judeus.
 Rica experiência nas artes, nas ciências, na filosofia, medicina e nos costumes em geral.
•Nas regiões dominadas, quem não se convertia ao islã era obrigado a
pagar tributos.
Jihad
De acordo com o historiador Peter Demant, Jihad é o
esforço em favor de Deus, é o compromisso pessoal
que orienta a vida do fiel muçulmano de acordo com as
leis prescritas por Deus.
 Apesar de desenvolver a noção de uma guerra de autodefesa para
proteger os valores que considera nobres, não santifica a guerra, já
que condena a agressão e o assassinato.
Entretanto, este termo árabe foi inúmeras vezes
apropriado no sentido de Guerra Santa para justificar
as batalhas travadas pelos mulçumanos, para legitimar
o uso da violência (como em outras religiões).
Cultura e influência Árabe-
islâmica para o Ocidente.
Os Árabes souberam aproveitar os conhecimentos
adquiridos para melhorar suas atividades comerciais e,
adaptando algumas ideias estrangeiras, desenvolveram
hábitos e costumes bastante originais.
 No oriente conheceram instrumentos para observar e determinar a
altura dos astros;
 Desenvolveram a bússola e o astrolábio.
 Aprenderam a utilizar um sistema numérico hindu;
 Criaram os algarismos arábicos, com acréscimo do zero.
 Aperfeiçoaram o uso do papel e da pólvora.
 Domínio da Química permitiu a fabricação de inúmeros produtos
farmacêuticos.
Conflitos Internos:
No Islamismo também existe conflitos internos:
Em 632 d.C., com a morte de Maomé surgiram dois
grupos:
 Sunitas: maioria dos muçulmanos, segundo eles o sucessor
do profeta poderia ser qualquer pessoa.
 Xiitas: mais radicais e minoria, apenas 15% (a maior
concentração está no Irã). Segundo este grupo, o sucessor
deveria ser um descendente de Maomé.
Essas disputas permanecem ainda nos dias atuais.
BAIXA IDADE MÉDIA
Séculos X ao XV;
Aumento da população européia;
 Desestruturação do Sistema Feudal com a Primogenitura.
Direito do filho mais velho herdar a terra.
 Aumento de uma nobreza sem terra.
Crescimento populacional -> Direito de
Primogenitura.
 Aumento de bandidos, ladrões e saques.
Para diminuir as guerras fratricidas a Igreja criou a
Paz de Deus: Proibindo guerras em determinados
locais.
• Trégua de Deus: Proibindo guerras aos domingos e em feriados.
 "Que nenhum cristão mate outro cristão“.
CRUZADAS: séc. XI ao XIII
CRISTÃOS X MUÇULMANOS
OBJETIVO ESPIRUTUAL:
Guerras para libertar Jerusalém dos Muçulmanos;
 Expansão do Cristianismo;
 Combater a expansão islâmica.
OBJETIVO MATERIAL:
 Conquistar terras para expandir o feudalismo e alocar a
população excedente.
 Dominar cidades estratégicas do Oriente.
 Pequenos comerciantes interessados na expansão do comércio.
Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096)
A Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096) foi um acontecimento extra-oficial que consistiu em um movimento
popular que bem caracteriza o misticismo da época e começou antes da Primeira Cruzada oficial. O monge
Pedro, o Eremita, graças a suas pregações comoventes, conseguiu reunir uma multidão. Entre os guerreiros,
havia uma multidão de mulheres, velhos e crianças.
Primeira Cruzada (1096-1099)
Foi chamada também de Cruzada dos Nobres ou dos Cavaleiros. Ao pregar e prometer a salvação a todos os
que morressem em combate contra os pagãos (neste caso, se referia aos muçulmanos) em 1095, o papa Urbano
II estava a criar um novo ciclo. É certo que a ideia não era totalmente nova: parece que já no século IX se
declarara que os guerreiros mortos em combate contra os muçulmanos na Sicília mereciam a salvação.
Segunda Cruzada (1147-1149)
Em 1145, foi pregada uma nova cruzada por Eugénio III e São Bernardo. A perda do Condado de Edessa provocou
a organização dessa cruzada. Desta vez foram reis que responderam ao apelo: Luís VII da França e Conrado III
do Sacro Império, para nomear os mais importantes. Curiosamente, os contingentes flamengos e ingleses
acabaram por conquistar Lisboa e voltar para as suas terras na sua maioria, uma vez que eram concedidas
indulgências para quem combatia na Península Ibérica.
Terceira Cruzada (1189-1192)
A Terceira Cruzada, pregada pelo papa Gregório VIII após a tomada de Jerusalém pelo sultão Saladino em 1187, foi
denominada Cruzada dos Reis. É assim denominada pela participação dos três principais soberanos europeus
da época: Filipe Augusto (França), Frederico Barba-Ruiva (Sacro Império Romano-Germânico) e Ricardo
Coração de Leão (Inglaterra).
AS CRUZADAS TRADICIONAIS...
Quarta Cruzada (1202-1204)
A Quarta Cruzada foi denominada também de Cruzada Comercial, por ter sido desviada de seu intuito
original pelo doge (duque) Enrico Dandolo, de Veneza, que levou os cristãos a saquear Zara e
Constantinopla, onde foi fundado o Reino Latino de Constantinopla, fazendo com que o abismo
entre as igrejas Ocidental e Oriental se estabelecessedefinitivamente.
Cruzada das Crianças (1212)
A Cruzada das Crianças, é um misto de fantasia e fatos. A lenda baseia-se em duas movimentações
separadas com origem na França e na Alemanha, no ano de 1212. Esta cruzada teria ocorrido entre
a Terceira e a Quarta Cruzada e seria um movimento extraoficial, baseado na crença que apenas as
almas puras (no caso as crianças) poderiam libertar Jerusalém. A ideia teria surgido após a notícia
de que Constantinopla, uma cidade cristã, tinha sido saqueada pelos cruzados, fazendo cristãos
crerem que não se poderia confiar em adultos.
Quinta Cruzada (1217-1221)
Também pregada por Inocêncio III, partiu em 1217 e foi liderada por André II, rei da Hungria, e por
Leopoldo VI, duque da Áustria. Decidiu-se que para se conquistar Jerusalém era necessário
conquistar o Egito primeiro, uma vez que este controlava esse território.
Sexta Cruzada (1228-1229)
Foi liderada pelo imperador do Sacro Império Frederico II de Hohenstauffen, que tinha sido
excomungado pelo papa. Ele partiu com um exército que foi diminuindo com as deserções, e uma
semi-hostilidade das forças cristãs locais devido à sua excomunhão. Aproveitando-se das discórdias
entre os muçulmanos, Frederico II conseguiu, por intermédio da diplomacia, um tratado com o
sultão aiúbida al-Kamil que lhe concedia a posse de Jerusalém, Belém e Nazaré por dez anos. Mas a
derrota dos cristãos em Gaza fê-los perder os Santos Lugares em1244.
Sétima Cruzada (1248-1254)
Foi liderada pelo rei da França Luís IX, posteriormente canonizado como São Luís. Ele
desembarcou diretamente no Egito e, depois de alguns combates, conquistou Damietta.
Novamente o sultão ofereceu Jerusalém e novamente foi recusado. Em Mansurá, depois de
quase terem vencido, os cruzados são derrotados pela imprudência do irmão do rei, Roberto
de Artois. Depois de uma retirada desastrosa, o exército rendeu-se. Luís IX caiu prisioneiro e
os cristãos tiveram de pagar um pesado resgate pela sua libertação. Somente a resistência da
rainha francesa em Damietta permitiu que se conseguisse negociar com os egípcios. Luís
ficou mais algum tempo e conseguiu salvar o território de Outremer (indiretamente, as
invasões mongóis deram o seu contributo).
Oitava Cruzada (1270)
O Oriente Médio vivia uma época de anarquia entre as ordens religiosas que deveriam defendê-
lo, bem como entre comerciantes genoveses e venezianos.
O rei francês Luís IX retomou então o espírito das cruzadas e lançou novo
empreendimento armado, a Oitava Cruzada, em 1270, embora sem grande percussão na
Europa. Os objetivos eram agora diferentes dos projetos anteriores: geograficamente, o
teatro de operações não era o Levante mas antes Túnis, e o propósito, mais que militar, era a
conversão do emir da mesma cidade norte-africana.
EFEITO DAS CRUZADAS...
Os exércitos cristãos não conseguiram derrotar os
muçulmanos.
Possibilitou intercâmbio: Cultural e Comercial.
A Europa passou a manter contato com outras
civilizações: Bizantina e Islâmica.
 Passaram a conhecer o requinte e o luxo.
Ex: especiarias, tapetes, jóias, tecidos finos,marfim...
O Mar Mediterrâneo
passou as ser controlado
pelos comerciantes
italianos.
CONSEQUÊNCIAS...
Apesar de não terem alcançado totalmente seu
objetivo religioso, as Cruzadas promoveram grandes
mudanças em toda a Europa, como:
a reabertura do Mediterrâneo à navegação e
ao comércio europeu.
Isso possibilitou a intensificação do comércio entre o
Ocidente e o Oriente, interrompida em grande parte
pela expansão muçulmana.
Prof.Msc.DanielAlvesBronstrup
BLOG: profhistdaniel.blogspot.com
@danielbronstrup
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  • 3. ARÁBIA PRÉ-ISLÂMICA: Antes da criação do Islamismo por Maomé, os Árabes eram politeístas. Estes povos tem sua origem na península Arábica (atual Arábia Saudita).  Região de clima seco e quente.  Os Árabes do deserto eram chamados de Beduínos. deserto, como camelos eCriavam animais resistentes ao dromedários. A região litorânea era conhecida pelo desenvolvimento de um intenso comércio.
  • 4.
  • 5. MAOMÉ (Muhammad) Nasceu em 579 d.C. na cidade de Meca. Trabalhando como Marinheiro no Mediterrâneo, conheceu e estudou o Cristianismo e o Judaísmo. e tradiçõesFundiu elementos judaico-cristãos árabes. Segundo a tradição islâmica, ele recebeu revelações do anjo Gabriel que só existia um deus, e seu nome era Alá. As revelações e profecias feitas a Maomé pelo anjo Gabriel são a base do Alcorão.
  • 6. MAOMÉ Em 622 Foi expulso de Meca, pois suas pregações incomodava os antigos sacerdotes.  Hégira (A Fuga) = ano 1 do calendário muçulmano. Em Yatrib (futura Medina, a cidade do profeta) Maomé consegue apoio dos comerciantes locais e dos beduínos para conquistar Meca.  Com o tempo converteu os povos da península Arábica.
  • 7. O Profeta orando na Caaba, numa gravura otomana do século XVI. Seu rosto está vendado, comum na algo arte islâmica da época.
  • 8. EXPANSÃO: Em 632 d.C. Maomé morreu e deixou o mundo Árabe unificado politicamente e agrupado em torno da religião islâmica.  Na ausência de Maomé, surgiram os Califas (Chefes políticos, religiosos e militares) que governavam o império e a religião (Estado Teocrático). Estimulada pelo interesse em dominar as rotas comerciais.  632 – 661 = Pérsia, Síria, Palestina e Egito.  661 – 750 = Noroeste da china, norte da África e parte da Península Ibérica. Governo dosOmíadas.  750 – 1258 = Fortaleceram o Império e a participação na vida das pessoas. Em 711 d.C. os Árabes cruzaram o Estreito de Gibraltar.  Expandindo por terras espanholas.  Foi o ponto máximo da expansão Árabe. Tentaram ocupar a França, mas foram derrotados em 732 na batalha de Poitiers. Dentro do território espanhol, fundaram um reino autônomo.  O Califado de Córdoba. Mantinha o contato entre a cultura do Islã com a Europa Ocidental Cristã.  Nesta região foi construída uma brilhante civilização. Os mouros convertiam os católicos e os judeus.  Rica experiência nas artes, nas ciências, na filosofia, medicina e nos costumes em geral.
  • 9. •Nas regiões dominadas, quem não se convertia ao islã era obrigado a pagar tributos.
  • 10.
  • 11. Jihad De acordo com o historiador Peter Demant, Jihad é o esforço em favor de Deus, é o compromisso pessoal que orienta a vida do fiel muçulmano de acordo com as leis prescritas por Deus.  Apesar de desenvolver a noção de uma guerra de autodefesa para proteger os valores que considera nobres, não santifica a guerra, já que condena a agressão e o assassinato. Entretanto, este termo árabe foi inúmeras vezes apropriado no sentido de Guerra Santa para justificar as batalhas travadas pelos mulçumanos, para legitimar o uso da violência (como em outras religiões).
  • 12. Cultura e influência Árabe- islâmica para o Ocidente. Os Árabes souberam aproveitar os conhecimentos adquiridos para melhorar suas atividades comerciais e, adaptando algumas ideias estrangeiras, desenvolveram hábitos e costumes bastante originais.  No oriente conheceram instrumentos para observar e determinar a altura dos astros;  Desenvolveram a bússola e o astrolábio.  Aprenderam a utilizar um sistema numérico hindu;  Criaram os algarismos arábicos, com acréscimo do zero.  Aperfeiçoaram o uso do papel e da pólvora.  Domínio da Química permitiu a fabricação de inúmeros produtos farmacêuticos.
  • 13. Conflitos Internos: No Islamismo também existe conflitos internos: Em 632 d.C., com a morte de Maomé surgiram dois grupos:  Sunitas: maioria dos muçulmanos, segundo eles o sucessor do profeta poderia ser qualquer pessoa.  Xiitas: mais radicais e minoria, apenas 15% (a maior concentração está no Irã). Segundo este grupo, o sucessor deveria ser um descendente de Maomé. Essas disputas permanecem ainda nos dias atuais.
  • 14. BAIXA IDADE MÉDIA Séculos X ao XV; Aumento da população européia;  Desestruturação do Sistema Feudal com a Primogenitura. Direito do filho mais velho herdar a terra.  Aumento de uma nobreza sem terra. Crescimento populacional -> Direito de Primogenitura.  Aumento de bandidos, ladrões e saques. Para diminuir as guerras fratricidas a Igreja criou a Paz de Deus: Proibindo guerras em determinados locais. • Trégua de Deus: Proibindo guerras aos domingos e em feriados.  "Que nenhum cristão mate outro cristão“.
  • 15. CRUZADAS: séc. XI ao XIII CRISTÃOS X MUÇULMANOS OBJETIVO ESPIRUTUAL: Guerras para libertar Jerusalém dos Muçulmanos;  Expansão do Cristianismo;  Combater a expansão islâmica. OBJETIVO MATERIAL:  Conquistar terras para expandir o feudalismo e alocar a população excedente.  Dominar cidades estratégicas do Oriente.  Pequenos comerciantes interessados na expansão do comércio.
  • 16.
  • 17. Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096) A Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096) foi um acontecimento extra-oficial que consistiu em um movimento popular que bem caracteriza o misticismo da época e começou antes da Primeira Cruzada oficial. O monge Pedro, o Eremita, graças a suas pregações comoventes, conseguiu reunir uma multidão. Entre os guerreiros, havia uma multidão de mulheres, velhos e crianças. Primeira Cruzada (1096-1099) Foi chamada também de Cruzada dos Nobres ou dos Cavaleiros. Ao pregar e prometer a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos (neste caso, se referia aos muçulmanos) em 1095, o papa Urbano II estava a criar um novo ciclo. É certo que a ideia não era totalmente nova: parece que já no século IX se declarara que os guerreiros mortos em combate contra os muçulmanos na Sicília mereciam a salvação. Segunda Cruzada (1147-1149) Em 1145, foi pregada uma nova cruzada por Eugénio III e São Bernardo. A perda do Condado de Edessa provocou a organização dessa cruzada. Desta vez foram reis que responderam ao apelo: Luís VII da França e Conrado III do Sacro Império, para nomear os mais importantes. Curiosamente, os contingentes flamengos e ingleses acabaram por conquistar Lisboa e voltar para as suas terras na sua maioria, uma vez que eram concedidas indulgências para quem combatia na Península Ibérica. Terceira Cruzada (1189-1192) A Terceira Cruzada, pregada pelo papa Gregório VIII após a tomada de Jerusalém pelo sultão Saladino em 1187, foi denominada Cruzada dos Reis. É assim denominada pela participação dos três principais soberanos europeus da época: Filipe Augusto (França), Frederico Barba-Ruiva (Sacro Império Romano-Germânico) e Ricardo Coração de Leão (Inglaterra). AS CRUZADAS TRADICIONAIS...
  • 18. Quarta Cruzada (1202-1204) A Quarta Cruzada foi denominada também de Cruzada Comercial, por ter sido desviada de seu intuito original pelo doge (duque) Enrico Dandolo, de Veneza, que levou os cristãos a saquear Zara e Constantinopla, onde foi fundado o Reino Latino de Constantinopla, fazendo com que o abismo entre as igrejas Ocidental e Oriental se estabelecessedefinitivamente. Cruzada das Crianças (1212) A Cruzada das Crianças, é um misto de fantasia e fatos. A lenda baseia-se em duas movimentações separadas com origem na França e na Alemanha, no ano de 1212. Esta cruzada teria ocorrido entre a Terceira e a Quarta Cruzada e seria um movimento extraoficial, baseado na crença que apenas as almas puras (no caso as crianças) poderiam libertar Jerusalém. A ideia teria surgido após a notícia de que Constantinopla, uma cidade cristã, tinha sido saqueada pelos cruzados, fazendo cristãos crerem que não se poderia confiar em adultos. Quinta Cruzada (1217-1221) Também pregada por Inocêncio III, partiu em 1217 e foi liderada por André II, rei da Hungria, e por Leopoldo VI, duque da Áustria. Decidiu-se que para se conquistar Jerusalém era necessário conquistar o Egito primeiro, uma vez que este controlava esse território. Sexta Cruzada (1228-1229) Foi liderada pelo imperador do Sacro Império Frederico II de Hohenstauffen, que tinha sido excomungado pelo papa. Ele partiu com um exército que foi diminuindo com as deserções, e uma semi-hostilidade das forças cristãs locais devido à sua excomunhão. Aproveitando-se das discórdias entre os muçulmanos, Frederico II conseguiu, por intermédio da diplomacia, um tratado com o sultão aiúbida al-Kamil que lhe concedia a posse de Jerusalém, Belém e Nazaré por dez anos. Mas a derrota dos cristãos em Gaza fê-los perder os Santos Lugares em1244.
  • 19. Sétima Cruzada (1248-1254) Foi liderada pelo rei da França Luís IX, posteriormente canonizado como São Luís. Ele desembarcou diretamente no Egito e, depois de alguns combates, conquistou Damietta. Novamente o sultão ofereceu Jerusalém e novamente foi recusado. Em Mansurá, depois de quase terem vencido, os cruzados são derrotados pela imprudência do irmão do rei, Roberto de Artois. Depois de uma retirada desastrosa, o exército rendeu-se. Luís IX caiu prisioneiro e os cristãos tiveram de pagar um pesado resgate pela sua libertação. Somente a resistência da rainha francesa em Damietta permitiu que se conseguisse negociar com os egípcios. Luís ficou mais algum tempo e conseguiu salvar o território de Outremer (indiretamente, as invasões mongóis deram o seu contributo). Oitava Cruzada (1270) O Oriente Médio vivia uma época de anarquia entre as ordens religiosas que deveriam defendê- lo, bem como entre comerciantes genoveses e venezianos. O rei francês Luís IX retomou então o espírito das cruzadas e lançou novo empreendimento armado, a Oitava Cruzada, em 1270, embora sem grande percussão na Europa. Os objetivos eram agora diferentes dos projetos anteriores: geograficamente, o teatro de operações não era o Levante mas antes Túnis, e o propósito, mais que militar, era a conversão do emir da mesma cidade norte-africana.
  • 20. EFEITO DAS CRUZADAS... Os exércitos cristãos não conseguiram derrotar os muçulmanos. Possibilitou intercâmbio: Cultural e Comercial. A Europa passou a manter contato com outras civilizações: Bizantina e Islâmica.  Passaram a conhecer o requinte e o luxo. Ex: especiarias, tapetes, jóias, tecidos finos,marfim... O Mar Mediterrâneo passou as ser controlado pelos comerciantes italianos.
  • 21. CONSEQUÊNCIAS... Apesar de não terem alcançado totalmente seu objetivo religioso, as Cruzadas promoveram grandes mudanças em toda a Europa, como: a reabertura do Mediterrâneo à navegação e ao comércio europeu. Isso possibilitou a intensificação do comércio entre o Ocidente e o Oriente, interrompida em grande parte pela expansão muçulmana.