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Análise de Redes Sociais de Conteúdos

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Publicada em

Comunicação apresentada no III Encontro de Analistas de Redes Sociais
16.Julho.2012 - ICS (UL)

Publicada em: Educação

Análise de Redes Sociais de Conteúdos

  1. 1. Análise de Redes Sociais de ConteúdosInês Amaral - CECS (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) / Instituto Superior Miguel Torga III Encontro de Analistas de Redes Sociais – Julho.2012 – ICS-UL
  2. 2. Contexto e Pressupostos
  3. 3. Investigação Macro: Ponto de Partida
  4. 4. Investigação Macro: Objectivo
  5. 5. Investigação Macro: Objectivos Específicos (i) Estudar a interacção enquanto processo de comunicação, à luz do fenómeno da Web 2.0 e das noções que o preenchem: media sociais, redes sociais, consumidores 2.0 e prosumers; (ii) Reflectir sobre as redes sociais na Internet e o seu contexto – a mudança de paradigma comunicacional; a reinvenção do conceito de comunidade; a desterritorialização da sociedade; a ideia de cultura participativa e a redefinição de espaço público; o aparecimento do netcitizen e as questões de identidade no âmbito do online; (iii) Analisar redes sociais assimétricas que se desenvolvem em torno de conteúdo com base na premissa da «análise do social pelo social» (Durkheim, 1964), para averiguar se o novo modelo de comunicação que caracteriza a Internet se materializa num paradigma social.
  6. 6. Investigação Macro: Hipóteses de Trabalho (i) No ciberespaço existe uma sociabilidade própria, com relações e práticas sociais distintas das tradicionais, e que tem por base a exclusão do determinismo territorial. (ii) Os media sociais constituem um termómetro social desterritorializado, criado pela participação em rede. (iii) As redes sociais assimétricas constroem uma realidade social própria através da indexação do conteúdo.
  7. 7. Da Comunicação na Rede: EnquadramentoTeórico  Para um contexto de mudança de paradigma comunicativo  Desterritorialização da sociedade  Sociedade 2.0  Redes Sociais  Plataformas e redes sociais na Internet  Conteúdo como laço relacional
  8. 8. Argumento: Das Redes na Rede O conteúdo é o elemento determinante para a formação de redes sociais assimétricas e sustenta a ideia de cultura de participação maximizada, permitindo interpretar a informação publicada pelo utilizador numa lógica viral e identificar a emergência de modalidades de sociabilidade decorrentes de novas práticas que se concretizam em relações sociais distintas das tradicionais.
  9. 9. Das Redes na Rede: Cenário Modelo de «Individualismo em Rede»
  10. 10. Da Rede nas Redes: Contexto A apropriação da rede pelas redes  A análise de redes sociais assimétricas estruturadas pela semântica é uma área ainda embrionária.  O conteúdo como laço mobilizador de capital social relacional não é uma perspectiva muito explorada nos estudos de ARS e nas investigações em Ciências da Comunicação. Objectivo: contribuir para o desenvolvimento de um quadro teórico sobre esta temática no contexto das Ciências da Comunicação.
  11. 11. Das Redes na Rede: Estudos Exploratórios
  12. 12. Das Redes na Rede: Estudo de Caso A apropriação da rede pelas redes: estudo de caso #cablegate Objectivo central: Analisar redes sociais assimétricas conectadas por conteúdo e as relações entre os actores que as compõem, com vista a compreender padrões de interacção e regularidades sociais que permitam aferir se, com a utilização de técnicas de indexação semântica em ferramentas de interacção mediada por computador, emergem novas modalidades de sociabilidade.
  13. 13. Das Redes na Rede: Estudo de Caso -Etapas
  14. 14. Das Redes na Rede: Investigação Micro-Metodologia Abordagem: Estudo de Caso  Etapa 1: Técnicas de observação directa com recolha sistematizada de dados e análise documental  Etapa 2: Análise documental, combinação de índole extensiva/quantitativa e intensiva/qualitativa, e Análise de Conteúdo  Etapa 3: Análise de Redes Sociais
  15. 15. Das Redes na Rede: Investigação Micro-Design do Estudo  Pressuposto: as hashtag networks no Twitter podem representar estruturas que permitem analizar as interacções como redes de utilizadores através da apropriação do conteúdo e das conversações.  Metodologia: Análise Estrutural de Redes Sociais combinada com a Nova Ciência de Redes.  Redes: desenhadas a partir das diferentes apropriações das convenções do Twitter. Análise evolutiva das redes  Dados: Corpus de 27452 tweets indexados com a hashtag #cablegate. – Recolha de 2 dias consecutivos Rede #cablegate Redes de @ Rede de RT #cablegate #cablegate Total de Tweets 27452 3085 13179 Número de users 16304 15466 15388 Interacções 18350 3107 15493
  16. 16. Das Redes na Rede: Resultados #cablegate I Rede Geral #cablegate
  17. 17. Das Redes na Rede: Resultados #cablegate II  14269 utilizadores activos (que participaram activamente na rede, publicando conteúdo indexado).  Núcleo de pequenos grupos altamente clusterizados (agrupados) no centro do grafo e nós com menor conectividade nas extremidades.  Práticas mais comuns são a reprodução para a sua audiência de mensagens recebidas através de reply ou respostas a outro utilizador a partir de reprodução da mensagem recebida com a adição de conteúdo próprio.  Padrões de interacção que decorrem de uma modalidade de sociabilidade organizada (Gurvitch, 1986) adaptada às novas condições espácio-temporais.  Níveis de reciprocidade revelam fraca adjacência (proximidade) entre os nós.  O nível de mutualidade dos arcos é fraco (0.02), revelando uma conectividade fraca e assimétrica, e uma estrutura social baseada no conteúdo e não nas relações.
  18. 18. Das Redes na Rede: Resultados #cablegate III  Nível de prevalência de reciprocidade dos pares revela propriedades de coesão reduzidas e uma dinâmica de referenciação para contextualizar, credibilizar ou complementar conteúdo, com menções mais comuns a actores não activos.  Evidente a centralidade de alguns actores que recebem muitas referências mas que, em simultâneo, sustentam uma modalidade de sociabilidade organizada e níveis de influência consideráveis.  Multiplicidade de laços fracos, revelando que a interacção decorre do relacionamento dos utilizadores com o conteúdo e da apropriação de funcionalidades de comunicação.  Na rede geral #cablegate detectámos 66688 tríades e um grau de transitividade de 0.07. > A passagem de informação de um nó por meio de outro só acontece numa pequena percentagem da rede. > O potencial de cooperação da rede revela-se muito fraco.  A reciprocidade e a transitividade da rede revelam fraca adjacência entre os nós e diversidade nas apropriações da utilização das ferramentas de comunicação.
  19. 19. Das Redes na Rede: Resultados #cablegate IV  Indicadores de potencial de relacionamento revelam fraca densidade e uma grande dispersão da rede. Das 2.66E+08 relações possíveis, só se efectivaram 18350. A rede é pouco compacta e coesa, revelando uma fragmentação intensa.  Grau médio de centralidade da rede é baixo, o que corresponde a uma dispersão do poder social dos actores. Esta propriedade é consequência dos padrões de relações entre os nós. Atendendo à massiva participação nesta rede de conteúdos, o padrão de relações não segue uma estrutura de conversação e que a actividade relacional entre os utilizadores é centrada na apropriação das mensagens e das técnicas.  O grau de correlação é relativamente significativo e explica que os actores que recebem mais ligações são também, tendencialmente, os que fazem mais ligações > Sobreposição nas interacções.  O diâmetro da rede em análise é 24, o que significa que a dimensão do sistema social é significativa.
  20. 20. Das Redes na Rede: Resultados #cablegate V  Apesar da fraca coesão e do diâmetro considerável, verifica-se que a distância geodésica média é de 8 graus de separação. Esta macro característica da rede permite compreender que a informação não demora muito tempo a atravessar toda a população.  O grafo direccionado é profundamente fraccionado. Este argumento é reforçado com a informação de que o maior componente fortemente conectado tem apenas 74 nós, o que revela a multiplicidade destes subgrafos onde os actores estão fragmentados.  Estrutura topológica da rede: a distribuição é semelhante a «scale free»: alguns nós estão altamente conectados mas a conectividade da rede é fraca. - os actores centrais são os mais activos e têm mais ligações ou vínculos com outros.
  21. 21. Das Redes na Rede: Análise de RedesSociais – Conclusões Parciais I Análise da Rede Geral #cablegate «Scale Free Networks»: estruturas sociais auto- organizadas e com efeito de «small world». Redes centradas no conteúdo e na sua apropriação: relações sociais fracas > redes de hashtags: realidade social própria > assimetria Redes que obedecem a leis de potência: mecanismo de ligação preferencial.
  22. 22. Das Redes na Rede: Análise de RedesSociais – Conclusões Parciais II Análise da Rede Geral #cablegate Redes descentralizadas, pouco densas e muito fragmentadas: «individualismo em rede» (Castells, 2003). Padrão de interacção de reduzida conectividade, reciprocidade e transitividade. Padrões de conectividade: permanente mutação, velocidade de transmissão da informação, potencial de viralidade e capacidade para acção colectiva > o conteúdo como laço relacional.
  23. 23. Conclusões Gerais da Investigação I  O Twitter como uma ferramenta de massas, glocalização, termómetro social desterritorializado que permite a expansão de laços fracos e mobiliza a acção colectiva.  A participação implica o conhecimento de códigos e a apropriação de técnicas.  As redes de conteúdo como canais de comunicação e indicador de contextos, opiniões e valor informativo.  A participação nas estruturas de hashtags cria streams sociais temáticos que alteram a própria noção de rede.  Indexação de conteúdos potencia disseminação viral, produção distribuída e consumo colectivo de streamings variados.  O potencial colaborativo dos media sociais estabelece espaços declarados para uma participação pública na Internet.
  24. 24. Conclusões Gerais da Investigação II  A Web social exerce pressão sobre as esferas de poder mas procura a credibilização dos media profissionais.  A mobilização social não passa por uma generalização mas antes pela lógica viral associada à ideia de comunidade: a convocação de múltiplas audiências desterritorializadas.  Não existe um novo tipo de cidadania mas uma maximização das possibilidades à escala global.  A indexação semântica de conteúdo, baseada numa hierarquização dos actores, promove uma interacção social única que não tem paralelo e pode ter repercussões no mundo offline.  Cultura individual de participação em rede: sentimento de pertença, identidade e grupo através da apropriação de códigos e técnicas de indexação > padrão de «individualismo em rede».  As diferentes apropriações da técnica originam redes sociais de conteúdos com especificidades próprias: padrões de conectividade assimétricos que alteram a cultura digital, ao nível da produção e recepção.
  25. 25. Reflexões Finais
  26. 26. Inês Amaral ciberesfera.cominesamaral@ismt.pt

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