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Aulas da disciplina Elaboração e Gestão de Linguagens Documentárias

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Elab2010

  1. 1. Linguagens documentárias Aulas 1 e 2 – Apresentação e LDs Profa. Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos Profa. Elizabeth Sardelli Mazzini 2010
  2. 2. <ul><li>Programa </li></ul><ul><li>Apresentação do Blog http://elabld.blogspot.com/ </li></ul><ul><li>Twitter http://twitter.com/IndexLDs </li></ul><ul><li>Orientação sobre a elaboração do tesauro </li></ul><ul><li>Revisão do conjunto de documentos indexados </li></ul><ul><li>Roteiro para elaboração de lds </li></ul><ul><li>Linguagens documentárias </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Importância do vocabulário controlado e da organização da informação </li></ul><ul><li>Relação entre vocabulário controlado e indexação </li></ul><ul><li>Compreensão dos princípios de “garantia do usuário” e garantia literária </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Utilização das LDs </li></ul><ul><ul><li>indexação e recuperação, gestão do conhecimento e em projetos de arquitetura da informação </li></ul></ul><ul><li>Relação com o mundo real </li></ul><ul><ul><li>sistemas de indexação, agências governamentais, intranets, search engines, coleções digitalizadas, meio de aprendizagem digital, projetos empresariais e colaborativos, ONGs, arquivos </li></ul></ul><ul><li>Construção / elaboração de LD X adaptação </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Indexação e resumos </li></ul><ul><ul><li>Manual e indexação automática / assistida </li></ul></ul><ul><ul><li>Tipos de índices (exemplo – índices da Base LILACS ) </li></ul></ul><ul><li>Sistemas de organização do conhecimento </li></ul><ul><ul><li>Construção e uso de linguagens documentárias </li></ul></ul>
  6. 6. Elaboração de índices <ul><li>Regras tradicionais </li></ul><ul><ul><li>hábito </li></ul></ul><ul><ul><li>experiência </li></ul></ul><ul><ul><li>conhecimento intuitivo </li></ul></ul><ul><li>Resultado </li></ul><ul><ul><li>heterogeneidade dos resumos e dos índices em razão do uso de estratégias inadequadas; </li></ul></ul><ul><ul><li>seleção incompleta ou equivocada de dados. </li></ul></ul>
  7. 7. Condensação de conteúdos texto Generalização crescente Perda de informação semântica resumo índice
  8. 8. Metodologia de indexação <ul><li>Princípio: caracterização do conteúdo informacional de um documento através de uma Linguagem Documentária. </li></ul><ul><li>Operações: </li></ul><ul><ul><li>1) identificação do tema </li></ul></ul><ul><ul><li>2) elaboração do enunciado temático </li></ul></ul><ul><ul><li>3) representação por tradução do enunciado temático. </li></ul></ul>
  9. 9. Identificação do tema <ul><li>Operação : leitura para identificação do objetivo do texto. </li></ul><ul><li>Parâmetro da leitura : categorias da estrutura temática: </li></ul><ul><ul><li>categoria essencial - O quê </li></ul></ul><ul><ul><li>categorias acessórias - Quando, Onde, Como </li></ul></ul>
  10. 10. Elaboração do enunciado <ul><li>Operação : seleção e combinação das categorias temáticas pertinentes </li></ul><ul><li>Parâmetro de seleção : política do sistema de informação </li></ul>
  11. 11. Representação do tema <ul><li>Operação: Conversão do enunciado temático para a linguagem do sistema </li></ul><ul><li>Parâmetro de conversão : Linguagem documentária e política do sistema de informação . </li></ul>
  12. 12. Indexação: operação parâmetro Representação . linguagem documentária . política do sistema . seleção de categorias . política do sistema Estrutura temática Identificação do tema Elaboração do enunciado temático
  13. 13. INDEXAÇÃO (segundo norma) <ul><li>Análise do conteúdo informacional de textos e sua expressão na linguagem do sistema de informação. </li></ul><ul><ul><li>b) expressar esses conceitos na linguagem do sistema de indexação . </li></ul></ul><ul><ul><li>a) selecionar os conceitos indexáveis de um documento; </li></ul></ul>
  14. 14. Política de Indexação <ul><li>Seleção, tratamento, promoção do acesso à informação são condicionadas pelas coerções imanentes aos sistemas documentários: </li></ul><ul><ul><li>a) instituição onde se desenvolve; </li></ul></ul><ul><ul><li>b) necessidades do usuário; </li></ul></ul><ul><ul><li>c) características do domínio tratado; </li></ul></ul><ul><ul><li>d) recursos humanos, físicos e financeiros; </li></ul></ul><ul><ul><li>e) produtos e serviços visados; </li></ul></ul><ul><ul><li>f) relação custo/desempenho. </li></ul></ul>
  15. 15. Política de indexação <ul><li>EXAUSTIVIDADE: emprego de um grande número de termos na indexação de um documento. </li></ul><ul><li>ESPECIFICIDADE: emprego de um número restrito de termos, porém mais específicos, na indexação de um documento. </li></ul><ul><li>Exaustividade </li></ul><ul><ul><li>maior revocação (maior número de documentos recuperados), menor precisão . </li></ul></ul><ul><li>Especificidade </li></ul><ul><ul><li>menor revocação, maior precisão . </li></ul></ul>
  16. 16. Fluxo documentário Política de indexação Fabricação da informação documentária (metadado) documento usuário Seleção Análise documentária Análise da pergunta Pergunta Representação Resumos Índices Recuperação da info. documentária (metadado) Questão do usuário
  17. 17. Índices documentários <ul><li>Palavras-chave </li></ul><ul><ul><li>elementos extraídos do título ou do texto </li></ul></ul><ul><li>Notações classificatórias </li></ul><ul><ul><li>símbolos de um sistema de classificação; amalgamento de relações hierárquicas e não-hierárquicas </li></ul></ul><ul><li>Cabeçalhos de assunto </li></ul><ul><ul><li>expressões de listas alfabéticas parcialmente estruturadas </li></ul></ul><ul><li>Descritores </li></ul><ul><ul><li>unidades de um tesauro ou vocabulário controlado; contém relações hierárquicas, não-hierárquicas e de equivalência </li></ul></ul>
  18. 18. Linguagens documentárias <ul><li>Instrumento para tratamento e recuperação da informação </li></ul><ul><li>Tipos </li></ul><ul><ul><li>Sistemas de Classificação </li></ul></ul><ul><ul><li>Listas de cabeçalho de assunto </li></ul></ul><ul><ul><li>Tesauros </li></ul></ul><ul><ul><li>Vocabulários Controlados </li></ul></ul>
  19. 19. Linguagens documentárias <ul><ul><li>DESCRITORES </li></ul></ul><ul><ul><li>NÃO-DESCRITORES </li></ul></ul><ul><ul><li>REGRAS DE ORGANIZAÇÃO </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>HIERARQUIA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ASSOCIAÇÃO NÃO-HIERÁRQUICA </li></ul></ul></ul>
  20. 20. Linguagens documentárias Aula 3 – Conceitos: sinonímia ... Profa. Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos Profa. Elizabeth Sardelli Mazzini 2010
  21. 21. <ul><li>Linguagem Natural </li></ul><ul><ul><li>Dificuldades que gera para recuperação da informação </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sinonímia: duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes – SINÔNIMOS </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ex.: Cômico - engraçado Débil - fraco, frágil Distante - afastado, remoto </li></ul></ul></ul>
  22. 22. <ul><ul><ul><li>Homonímia: palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica - HOMÔNIMOS. As homônimas podem ser: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) - palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Ex.: gosto ( substantivo) - gosto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo gostar) Conserto ( substantivo) - conserto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo consertar) </li></ul></ul></ul>
  23. 23. <ul><ul><ul><li>Homófonas heterográficas ( ou homófonas) - palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Ex.: cela (substantivo) - sela ( verbo) Cessão (substantivo) - sessão (substantivo) Cerrar (verbo) - serrar ( verbo) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) - palavras iguais na pronúncia e na escrita. Ex.: cura (verbo) - cura ( substantivo) Verão ( verbo) - verão ( substantivo) Cedo ( verbo ) - cedo (advérbio) </li></ul></ul></ul>
  24. 24. <ul><li>Antonímia </li></ul><ul><li>É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários - ANTÔNIMOS. </li></ul><ul><li>Ex.: Economizar - gastar Bem - mal Bom - ruim </li></ul>
  25. 25. <ul><ul><li>Polissemia: é a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ex.: Ele ocupa um alto posto na empresa. Abasteci meu carro no posto da esquina. Os convites eram de graça . Os fiéis agradecem a graça recebida. </li></ul></ul></ul>
  26. 26. <ul><li>Conotação e Denotação </li></ul><ul><ul><li>Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Ex.: Você tem um coração de pedra . Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Ex.: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas </li></ul></ul>
  27. 27. <ul><li>Nem toda palavra é neutra , de uso geral , de significado único e preciso . Isso se deve à conotação . </li></ul><ul><li>Termos referencialmente sinônimos mas não efetivamente sinônimos </li></ul><ul><ul><li>Ex: os termos 'música sertaneja ' e 'música caipira '. </li></ul></ul><ul><ul><li>Os dois termos apontam para o mesmo referente mas aparecem nos discursos em distribuição complementar , ou seja, nos contextos em que se usa um não se usa outro. </li></ul></ul><ul><ul><li>Isso se deve a impressões e opiniões agregadas a cada termo acerca do referente. Quando se usa 'música caipira', fica subentendido que a música é de má qualidade, ou rústica. Caso se use 'música sertaneja', subentende-se música de boa qualidade. </li></ul></ul>
  28. 28. <ul><li>Palavras com referente mutável contexto a contexto, receptor a receptor </li></ul><ul><li>Ex: a palavra ' burguês '. Para um historiador, o burguês é o morador do burgo que desencadeia a revolução industrial. Para um marxista, burguês é o explorador da sociedade. Para um adepto da contracultura, o burguês é o símbolo da decadência da sociedade de consumo. O referente é o mesmo para todos os emissores, mas cada um deles agrega à palavra diferentes impressões e opiniões . </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Palavras ligadas a dados contextos </li></ul><ul><li>Certas palavras só são adequadas ou toleráveis em dadas situações, tipos de discurso, ocasiões. </li></ul><ul><li>Exemplo: o chulo. Os termos considerados chulos só costumam aparecer em contextos informais, pois somente nesses contextos eles são tolerados. Para contextos formais existem equivalentes próprios. </li></ul><ul><li>A palavra é típica de um grupo, região, época ou estilo </li></ul><ul><li>Exemplos: gírias, regionalismos e jargões. </li></ul><ul><li>Os termos que são marca de um grupo ficam impregnados das impressões e opiniões que a comunidade tem sobre ele. As gírias, via de regra, não são aceitas pela comunidade conservadora. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Exercícios </li></ul><ul><li>Identifique os sinônimos: </li></ul><ul><ul><li>Beijo, Cara, Cauteloso, Deus, Educador, Ventas, Face, Gorjeta, Mestre, Narinas, Ósculo, Professor, Prudente, Recompensa, Rosto, Tripas, Todo Poderoso, Fisionomia, Gratificação, Vísceras. </li></ul></ul><ul><ul><li>Como ficam os sinônimos na LD? </li></ul></ul>
  31. 31. <ul><li>Exercícios </li></ul><ul><li>Indique o significado da palavra grifada nas frases abaixo: </li></ul><ul><ul><li>Doença grave </li></ul></ul><ul><ul><li>Voz grave </li></ul></ul><ul><ul><li>Vocábulo grave </li></ul></ul><ul><ul><li>Homem de aspecto grave </li></ul></ul><ul><ul><li>Como ficam os sinônimos na LD / qualificadores na LD? </li></ul></ul>
  32. 32. <ul><li>Relacione os antônimos entre si: </li></ul><ul><ul><li>Como ficam os antônimos na LD? </li></ul></ul>Abrir Anormal Ceder Claro Deslealdade Escuro Fechar Feliz Infeliz Lealdade Leve Normal Pesado Resistir
  33. 33. <ul><li>A palavra &quot;agudo&quot; com significado de &quot;perspicaz&quot; ocorre apenas em: </li></ul><ul><ul><li>As paredes do quarto formavam um estranho ângulo agudo , revelando a construção precária, prestes a ruir. </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma crise aguda dos rins levou-o a uma internação repentina na Santa Casa da cidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>raciocínio agudo de Carlos surpreendeu os conferencistas e tirou-lhes elogios! </li></ul></ul><ul><ul><li>É pequena, frágil, possui uma voz aguda que sempre perturba e incomoda os ouvintes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Matou-a com a ponta aguda do punhal, assustando-se e deliciando-se a cada gota de sangue que tocava o chão </li></ul></ul>
  34. 34. <ul><li>Texto: A cozinha chinesa cria sobre a escassez. Ingredientes bons mas esparsos, ou abundantes mas pobres, precisam render e ficar saborosos. Daí molhos, combinações diferentes, temperos ousados e várias técnicas de cocção. (...) Armando Coelho Borges ­ VejaSP , 10 de maio de 2000 </li></ul><ul><ul><li>No contexto, a palavra &quot;cocção&quot; seria adequadamente substituída por: </li></ul></ul><ul><ul><li>a. cozinha b. culinária c. facção d. cozimento e. misturas </li></ul></ul>
  35. 35. <ul><li>Exemplos práticos </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa nas base de dados LILACS e MEDLINE </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>SANTOS </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>LIMA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>INDIO </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>CELULAR </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>DIETAS DA MODA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>OBESIDADE </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>STREET FOOD </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ANOREXIA NERVOSA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>http://www.saudepublica.bvs.br </li></ul></ul></ul>
  36. 36. <ul><li>Exemplos práticos </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa na base DEDALUS </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>SANTOS </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>LIMA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>INDIO </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>CELULAR </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>DIETAS DA MODA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>OBESIDADE </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>STREET FOOD </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ANOREXIA NERVOSA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Buscar pelo Vocabulário USP os exemplos acima </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>http://dedalus.usp.br :4500/ALEPH/por/USP/USP/DEDALUS/START </li></ul></ul></ul>
  37. 37. Linguagens documentárias Aula 4 – Conceitos e Sistema Nocional Profa. Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos Profa. Elizabeth Sardelli Mazzini 2010
  38. 38. Sistema Nocional <ul><li>Todo e qualquer campo do conhecimento corresponde a um conjunto de noções. </li></ul><ul><li>As áreas especializadas tem seu universo nocional devidamente identificado, a partir de um dado ponto de vista (terminologia de área). </li></ul><ul><li>Organizada de forma sistemática, inter-relacionada. </li></ul><ul><li>A ausência do sistema de noções, ocasiona a falta de compreensão ou a compreensão incorreta das possibilidades de relacionamento entre os termos. </li></ul>
  39. 39. Noções coordenadas <ul><li>Sistema hierárquico pode ser agrupado com uma ou mais noções do mesmo nível (coordenadas entre si) para formar um nível superior ou super-ordenado. </li></ul>Super-ordenação Coordenação Subordinação
  40. 40. Relações <ul><li>As relações entre as noções compõem o sistema de noções (nocional) e se expressam em relações hierárquicas e relações não-hierárquicas. </li></ul><ul><li>Relações hierárquicas – conceito de super-ordenação e subordinação </li></ul><ul><li>Super-ordenação consiste na possibilidade de subdivisão de uma noção hierárquica mais alta em um certo número de noções de nível inferior chamadas noções subordinadas. </li></ul><ul><li>O processo de subdivisão chama-se subordinação. </li></ul>
  41. 41. Relações <ul><li>Noções geral/particular e todo/parte – relações genéricas (gênero) , relações específicas (particulares) e relações partitivas (parte de um todo) </li></ul><ul><li>Relações genéricas – relações hierárquicas, noção super-ordenada que comporta as mesmas características das noções subordinadas a partir dela. </li></ul>
  42. 42. Relações <ul><li>Noção genérica – conjunção de características comuns- super-ordenação vai das diferenças para as semelhanças Ex: Embarcação e seus tipos (canoa, iate, jangada, navio) </li></ul>
  43. 43. Relações <ul><li>Relações específicas – relações hierárquicas subordinadas que compartilham das mesmas características da noção superordenada, mas apresenta pelo menos uma característica a mais que a diferencia. </li></ul><ul><li>Noção específica – disjunção a partir da conjunção dada – noção subordinada que indica a existência de uma diferença, face a um conjunto de características comuns. Ex: Mamífero dividido em duas espécies Racional e Irracional. </li></ul>
  44. 44. Relações <ul><li>Relação partitiva – tipo de relação hierárquica – noção super-ordenada refere-se a objeto considerado como um todo e as noções subordinadas a objetos considerados partes. Ex: Navio e suas partes (quilha, convés, mastro) </li></ul>
  45. 45. Relações <ul><li>Relações não-hierárquicas – relações que não são hierárquicas, podem ser elementos coordenados, que estão em um mesmo nível na hierárquica como racional e irracional, ou termos que não tem relação evidentes como boi e arvore. </li></ul><ul><li>Relações associativas – tipo seqüenciais com relação espacial ou temporal com noções de causa / efeito, produtor e produto, etapas de um processo, relações de oposição e contradição. Não são hierárquicas. </li></ul>
  46. 46. Relações <ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Causa / efeito – tempo seco – infecções respiratórias </li></ul><ul><li>Produtor / produto – Usineiro – álcool </li></ul><ul><li>Etapas de um processo – Reforma do setor saúde - Descentralização </li></ul><ul><li>Oposição / contradição – reações químicas a frio – reações químicas a calor </li></ul>
  47. 47. Normalização <ul><li>ISO 1087: 2000 refere-se ao sistema nocional como sendo conjunto estruturado de noções que reflete as relações estabelecidas entre as noções que o compõem e no qual cada noção é determinada pela sua posição no sistema. </li></ul>
  48. 48. Normalização <ul><li>ISO 2788 e ISO 5964 – Diretrizes para elaboração de tesauros monolingues / multilingues. </li></ul><ul><li>ISO 5963 – Diretrizes para indexação. </li></ul><ul><li>ISO 1087-1:2000 Vocabulário: Teoria e aplicação. </li></ul><ul><li>ISO 1087-2:2000 Vocabulário: Aplicações informáticas </li></ul><ul><li>ISO 704:2000 Trabalho terminológico: Princípios e métodos. </li></ul><ul><li>ISO 860:1996 Trabalho terminológico: Harmonização de conceitos e termos. </li></ul><ul><li>ISO 12199:2000 Ordenação alfabética de dados terminológicos. </li></ul>
  49. 49. Normalização <ul><li>Passos: </li></ul><ul><li>Enumerar as noções </li></ul><ul><li>Determinação das relações </li></ul><ul><li>Estabelecer as posições relativas </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Sistema Nocional – exercícios </li></ul><ul><li>ANTROPOLOGIA </li></ul><ul><li>CIÊNCIAS SOCIAIS </li></ul><ul><li>SOCIOLOGIA </li></ul><ul><li>CIENCIAS BIOLOGICAS </li></ul><ul><li>FENÔMENOS BIOLÓGICOS </li></ul><ul><li>FENÔMENOS BIOQUÍMICOS </li></ul><ul><li>FENÔMENOS CELULARES </li></ul><ul><li>FISIOLOGIA CIRCULATÓRIA </li></ul><ul><li>FISIOLOGIA REPRODUTIVA </li></ul><ul><li>FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA </li></ul><ul><li>FISIOLOGIA URINÁRIA </li></ul><ul><li>GENÉTICA </li></ul><ul><li>METABOLISMO </li></ul><ul><li>NUTRIÇÃO </li></ul><ul><li>PROCESSOS FISIOLÓGICOS </li></ul>
  51. 51. <ul><li>Sistema Nocional – exercícios </li></ul><ul><li>ANATOMIA </li></ul><ul><li>BIOFÍSICA </li></ul><ul><li>BIOLOGIA </li></ul><ul><li>BIOMASSA </li></ul><ul><li>BIOQUÍMICA </li></ul><ul><li>BIOTA </li></ul><ul><li>BIOTECNOLOGIA </li></ul><ul><li>CIÊNCIAS BIOLÓGICAS </li></ul><ul><li>FARMACOLOGIA </li></ul><ul><li>FAUNA </li></ul><ul><li>FISIOLOGIA </li></ul><ul><li>FLORA </li></ul>
  52. 52. <ul><li>Sistema Nocional – exercícios </li></ul><ul><li>CHUVAS </li></ul><ul><li>CLIMA </li></ul><ul><li>CLIMA FRIO </li></ul><ul><li>CLIMA TEMPERADO </li></ul><ul><li>CLIMA TROPICAL </li></ul><ul><li>CLIMA ÚMIDO </li></ul><ul><li>CLIMATOLOGIA </li></ul><ul><li>EFEITOS DO CLIMA </li></ul><ul><li>ESTATÍSTICAS METEOROLÓGICAS </li></ul><ul><li>FATORES METEOROLÓGICOS </li></ul><ul><li>FURACÕES </li></ul><ul><li>HIDROMETEOROLOGIA </li></ul><ul><li>MEDIDAS DE PRECIPITAÇÃO </li></ul><ul><li>METEOROLOGIA </li></ul><ul><li>MUDANÇAS CLIMÁTICAS </li></ul><ul><li>UMIDADE </li></ul>
  53. 53. <ul><li>Sistema Nocional - exercícios </li></ul><ul><li>ARTE </li></ul><ul><li>CARICATURAS </li></ul><ul><li>ESCULTURA </li></ul><ul><li>FILATELIA </li></ul><ul><li>GRAVURAS </li></ul><ul><li>ILUSTRAÇÃO </li></ul><ul><li>NUMISMÁTICA </li></ul><ul><li>PINTURAS </li></ul><ul><li>RETRATOS </li></ul>
  54. 54. <ul><li>Sistema Nocional - exercícios </li></ul><ul><li>ASTRONOMIA </li></ul><ul><li>ATIVIDADE SOLAR </li></ul><ul><li>JÚPITER </li></ul><ul><li>MARTE </li></ul><ul><li>MERCÚRIO (PLANETA) </li></ul><ul><li>METEORÓIDES </li></ul><ul><li>NETUNO </li></ul><ul><li>PLANETAS </li></ul><ul><li>PLANETAS MENORES </li></ul><ul><li>PLUTÃO </li></ul><ul><li>SATURNO </li></ul><ul><li>SISTEMA SOLAR </li></ul><ul><li>URANO </li></ul><ul><li>VÊNUS </li></ul>
  55. 55. <ul><li>Sistema Nocional - exercícios </li></ul><ul><li>CONTROLE DA POPULAÇÃO </li></ul><ul><li>DEMOGRAFIA </li></ul><ul><li>DINÂMICA POPULACIONAL </li></ul><ul><li>ESTATÍSTICAS VITAIS </li></ul><ul><li>POPULAÇÃO </li></ul><ul><li>TAMANHO DA POPULAÇÃO </li></ul><ul><li>ADMINISTRAÇÃO DE DESASTRES </li></ul><ul><li>AVALIAÇÃO DE DANOS </li></ul><ul><li>DESASTRES </li></ul><ul><li>EDUCAÇÃO EM DESASTRES </li></ul><ul><li>ESTADO DE ALERTA EM EMERGÊNCIAS </li></ul><ul><li>IMPACTO AMBIENTAL </li></ul><ul><li>IMPACTO DE CALAMIDADES </li></ul><ul><li>IMPACTO PSICOSSOCIAL </li></ul><ul><li>LEGISLAÇÃO SOBRE DESASTRES </li></ul>
  56. 56. <ul><li>Sistema Nocional - exercícios </li></ul><ul><li>ALIMENTOS </li></ul><ul><li>BEBIDAS </li></ul><ul><li>TECNOLOGIA DE ALIMENTOS E BEBIDAS </li></ul><ul><li>ABASTECIMENTO DE ALIMENTOS </li></ul><ul><li>ALIMENTOS FORMULADOS </li></ul><ul><li>ALIMENTOS FORTIFICADOS </li></ul><ul><li>ALIMENTOS INFANTIS </li></ul><ul><li>CARBOIDRATOS </li></ul><ul><li>ESTADO NUTRICIONAL </li></ul><ul><li>INGESTÃO DE ENERGIA </li></ul><ul><li>LEGISLAÇÃO SOBRE ALIMENTOS </li></ul><ul><li>LIPÍDIOS </li></ul><ul><li>MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS </li></ul><ul><li>NECESSIDADES NUTRICIONAIS </li></ul><ul><li>PROTEÍNAS </li></ul><ul><li>QUALIDADE DOS ALIMENTOS </li></ul><ul><li>TECNOLOGIA DE ALIMENTOS </li></ul><ul><li>TRANSTORNOS NUTRICIONAIS </li></ul><ul><li>VITAMINAS </li></ul>
  57. 57. Referências <ul><li>CINTRA, A.M; KOBASHI, N.Y; LARA, M. L. G. Para entender as linguagens documentárias . São Paulo: POLIS, 2002. </li></ul><ul><li>ISO – International Standards Organization </li></ul><ul><li>SANTOS, C. A C. MARQUES dos. Análise da capacidade de codificação da informação de vocabulário controlado na área de saúde . </li></ul><ul><li>TÁLAMO, M.F.G..M; KOBASHI, N.Y; LARA, M. L. G. Contribuição da terminologia para a elaboração de tesauros. Ciência da Informação , Brasília, v.21, n.3, p.197-200, 1992. </li></ul>
  58. 58. Linguagens documentárias Aula 5 Profa. Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos Profa. Elizabeth Sardelli Mazzini 2010
  59. 59. Linguagens Documentárias <ul><li>Devem ter significados recortados e fixados para evitar a polissemia. </li></ul><ul><li>Significados partilhados com a comunidade de usuários do sistema informacional. </li></ul><ul><li>Os descritores devem ter significado invariante para representar informações de maneira previsível. </li></ul>
  60. 60. Linguagens Documentárias <ul><li>Estabelecer o significado nas linguagens documentárias é, uma atividade complexa, pois reconceituar ou delimitar termos da linguagem natural, com sua pluralidade de significados, implica uma escolha entre várias possibilidades. </li></ul>
  61. 61. Linguagens Documentárias <ul><li>Constituídas de parâmetros estáveis e predeterminados cultural e socialmente, vinculadas a características institucionais. </li></ul><ul><li>Interfere nas formas de organização e disseminação da informação. </li></ul><ul><li>A construção de uma linguagem documentária requer, como primeira operação, a determinação de hipóteses de segmentação da área de especialidade em categorias. </li></ul>
  62. 62. Linguagens Documentárias <ul><li>Estes conjuntos são agrupamentos mutuamente excludentes. A identificação das categorias deve ser realizada considerando-se a literatura da área, de modo a conferir garantia literária ao conjunto e responder às necessidades de grupos específicos de usuários. </li></ul>
  63. 63. Linguagens Documentárias <ul><li>O conhecimento categorizado neste tipo de linguagem pretende “ garantir de forma classificatória e preditiva, a organização do universo objeto de representação” além de manter a “ contigüidade e semelhança entre o vocabulário a ser utilizado para a representação e o universo do conhecimento expresso nos textos” (TÁLAMO e col., 1992 p.197). Semelhante categorização permite que, em face de um termo novo, este possa ser facilmente incluído na categoria adequada. </li></ul>
  64. 64. Linguagens Documentárias <ul><li>Vocabulário USP </li></ul><ul><li>Links de Tesauros </li></ul>
  65. 65. Linguagens Documentárias <ul><li>Controle de vocabulário na área – sistema nocional desta área constitui-se um parâmetro básico para organização e sustentação da linguagem. </li></ul><ul><li>A ausência do sistema nocional compromete a indexação e a economia da atividade documentária, fragmentando-a com questões relativas ao significado e compreensão dos termos. </li></ul>
  66. 66. Linguagem Documentária <ul><li>A utilização de uma linguagem documentária supõe a explicitação nocional da área e organização sistemática, pois o sistema nocional corresponde ao conjunto estruturado de noções que reflete as relações estabelecidas entre as noções que o compõem e no qual cada noção é determinada pela sua posição no sistema. </li></ul>
  67. 67. Linguagens Documentárias <ul><li>Vocabulário construído a partir de uma rede de significações lógico-semânticas, baseadas em dicionário terminológico, com descritores definidos de forma clara poderá proporcionar o rigor necessário para a melhoria dos procedimentos de indexação. </li></ul>
  68. 68. <ul><li>A qualidade dos serviços de disseminação da informação depende da linguagem utilizada pelo sistema para a indexação e recuperação dos documentos. </li></ul><ul><li>A linguagem do sistema permite a tradução da linguagem do autor sem que se perca a idéia principal e permite que se traduza a linguagem do usuário de modo que satisfaça suas necessidades de informação. (Mariângela S. L. Fujita) </li></ul>
  69. 69. <ul><li>Gardin et al. (1968) citado por Cintra (2002, p. 35) </li></ul><ul><li>“ [...] é um conjunto de termos, providos ou não de regras sintáticas, utilizadas para representar conteúdos de documentos técnicos-científicos com fins de classificação ou busca retrospectiva de informações.” </li></ul><ul><li>Três - um léxico (lista de elementos descritores); </li></ul><ul><li>elementos - uma rede paradigmática (rede lógico- </li></ul><ul><li> semântica ou classificação); </li></ul><ul><li>- e uma rede sintagmática (coordenar os </li></ul><ul><li> termos que dão conta do tema). </li></ul>
  70. 70. Na Indexação Na recuperação da informação atua na fase tradução, permitindo que a representação do conteúdo documentário seja “traduzido” com os termos da linguagem documentária. atua a partir da formulação da estratégia de busca pelo usuário para representar o conteúdo da solicitação por termos da Linguagem documentária.
  71. 71. <ul><li>Lancaster (1993) </li></ul><ul><li>A linguagem documentária destina-se: </li></ul><ul><li>reduzir as ambigüidades semânticas; </li></ul><ul><li>melhorar a consistência na representação da matéria; </li></ul><ul><li>facilitar a realização de buscas amplas; </li></ul><ul><li>controlar sinônimos, optando por uma única forma padronizada, com remissiva de todas as outras; </li></ul><ul><li>diferenciar homógrafos. Por exemplo PERU (país, PERU (ave); </li></ul><ul><li>reunir termos cujos significados apresentam uma relação mais estreita entre si. Dois tipos de relações são identificadas as hierárquicas e as não-hierárquicas. </li></ul>
  72. 72. <ul><li>É importante para o profissional: </li></ul><ul><li>a) compreender a linguagem das pessoas com quem o sistema interage; </li></ul><ul><li>b) compreender que o sistema faz parte de um todo que inclui indexação, formação de coleções, linguagens documentárias e estudo de usuários. </li></ul><ul><li>c) ferramenta de produção e uso da base de dados. </li></ul>
  73. 73. Linguagens documentárias Aula 6 Profa. Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos Profa. Elizabeth Sardelli Mazzini 2010
  74. 74. <ul><li>• composição de vocabulário; </li></ul><ul><li>• sintaxe; </li></ul><ul><li>• normalização gramatical e semântica; </li></ul><ul><li>• estruturação do sistema conceitual / nocional. </li></ul>
  75. 75. Linguagens documentárias - tipologia <ul><li>Diferenças tipológicas de linguagens documentárias baseia-se no: </li></ul><ul><li>nível de coordenação: pós-coordenada e pré-coordenada; </li></ul><ul><li>estrutura: hierárquicas, alfabéticas e associadas. </li></ul>
  76. 76. Linguagens documentárias - tipologia <ul><li>Linguagens de estrutura hierárquica </li></ul><ul><li>Classificação Decimal de Dewey - CDD </li></ul><ul><li>Classificação Decimal Universal – CDU </li></ul><ul><li>Classificação de Bliss </li></ul><ul><li>Linguagens de estrutura alfabética </li></ul><ul><li>Tesauro e as listas de cabeçalhos de assuntos </li></ul>
  77. 77. Linguagens documentárias - estrutura <ul><li>Linguagens documentárias de estrutura hierárquica possuem muitos benefícios e vantagens, porém, percebe-se que não há “uma exclusão mútua” entre as classes por ela constituída, devido à ocorrência da sinonímia, desfavorável ao controle de vocabulário. </li></ul>
  78. 78. Linguagens documentárias - estrutura <ul><li>Linguagens de estrutura alfabética , quando tem-se um termo em mente, mais facilmente será sua localização, uma vez que os descritores estão estruturados em ordem alfabética, mas existe a desvantagem de não perceber-se claramente as relações léxico-semânticas, dificultando a busca de termos para os usuários que não conhecem a terminologia da área. </li></ul>
  79. 79. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Representação do conteúdo dos documentos </li></ul><ul><li>Sistemas de classificação bibliográfica </li></ul><ul><li>(amplo espectro) CDU, CDD, LCSM </li></ul><ul><li>Precisão de vocabulário </li></ul><ul><li>Sistemas de classificação facetadas </li></ul><ul><li>(domínios particulares) </li></ul><ul><li>Tesauros (controle de vocabulário) </li></ul>
  80. 80. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Instrumentos para organização da informação </li></ul><ul><li>Sistemas de classificação concebidos no final do século XIX </li></ul><ul><li>Tesauros – metade do séc. XX </li></ul><ul><li>Ampliação do conceito biblioteca – acervo limitado para acervo virtual que transcende o universo físico. </li></ul><ul><li>Oferta de ferramentas para tratamento, recuperação e acesso à informação </li></ul><ul><li>Dificuldades nos processos de representação e recuperação não mais exclusivos dos bibliotecários. </li></ul><ul><li>Balanço sobre os benefícios destes instrumentos. </li></ul><ul><li>Sistematização das características, funções e limites. </li></ul><ul><li>Instrumentos construídos em diferentes momentos com diferentes propósitos. </li></ul>
  81. 81. Sistemas de Classificação Bibliográfica <ul><li>Dewey Decimal Classification (CDD) </li></ul><ul><li>Classificação Decimal Universal (CDU) </li></ul><ul><li>Atualmente não respondem às necessidades. </li></ul><ul><li>O objetivo da CDD não era promover a transferência da informação, mas organizar documentos, razão de sua organização em classes. </li></ul>
  82. 82. Sistemas de Classificação Bibliográfica <ul><li>Referência da proposta de Francis Bacon relativa à divisão do conhecimento, associada a uma divisão decimal. </li></ul><ul><li>Eficiente para acomodar livros e distribuí-los fisicamente nas bibliotecas. </li></ul><ul><li>Classes de assuntos – disciplinas canônicas subdivididas na base dez – assuntos gerais até mais específicos. </li></ul><ul><li>http://www.tnrdlib.bc.ca/dewey.html#000 </li></ul><ul><li>http://www.oclc.org/dewey/about/ </li></ul>
  83. 83. Sistemas de Classificação Bibliográfica <ul><li>A CDU não estava voltada para a organização física de acervos, mas à organização de artigos de periódicos em um grande repertório bibliográfico universal. </li></ul><ul><li>Indício de nova necessidade – perspectiva da informação contida nos documentos (projeto de Paul Otlet e Henri La Fontaine), porém atrelado a CDD. </li></ul><ul><li>Uso dos dois pontos foi inovação significativa, constituiu recurso para escapar das restrições da grade decimal rígida. </li></ul><ul><li>http://www.udcc.org/scheme.htm </li></ul><ul><li>http://www.udcc.org/about.htm </li></ul><ul><li>Curiosidade: CyberDewey </li></ul><ul><li>Apresenta links para sites classificados pelas as classes e sua subdivisões da CDD. </li></ul><ul><li>http://www.anthus.com/CyberDewey/CyberDewey.html </li></ul>
  84. 84. Sistemas de Classificação Bibliográfica <ul><li>Curiosidade: CyberDewey </li></ul><ul><li>Apresenta links para sites classificados pelas as classes e sua subdivisões da CDD. </li></ul><ul><li>http://www.anthus.com/CyberDewey/CyberDewey.html </li></ul>
  85. 85. Linguagens documentárias – análise crítica <ul><li>CDD e CDU são em parte enumerativo (princípio da indução baconiana), em parte hierárquicos (inclusão tipo gênero/espécie). O uso simultâneo dos dois princípios estabelece relações distintas , que potencializada pela base decimal, dificulta a compreensão e o uso. </li></ul><ul><li>Partem da convicção que a representação do conteúdo dos documentos deve ser feita a partir de um parâmetro universal. </li></ul><ul><li>Classificar a partir de disciplinas é uma abordagem que parte de pontos fixos de enunciação e não permite considerar as várias possibilidades de análise e uso da informação. </li></ul><ul><li>Apresenta uma visão de mundo homogênea, estável que não corresponde a realidade. </li></ul><ul><li>Impede que se dê conta da diversidade e da multiplicidade dos pontos de vista de análise. </li></ul><ul><li>CDD e CDU são mais aptas para a formação de estoques e para a reprodução do conhecimento do que para promover a circulação da informação. </li></ul><ul><li>Problemas decorrentes de apresentar numa única hierarquia diferentes gêneros de relações entre termos. </li></ul>
  86. 86. Linguagens documentárias – análise crítica <ul><li>Acomoda relações gênero/espécie e todo/parte por ser hierárquica, mas não da conta das relações associativas tipo causa-efeito, produtor-produto, ação-objeto da ação, agente-instrumento, atividade-agente e impede a multiplicidade de aspectos. </li></ul><ul><li>CDD não permite combinações de conceitos que a CDU com os dois pontos permite. </li></ul><ul><li>CDU notações muito longas para as combinações e precisa controlar a montagem dos assuntos para evitar duplicações e ambigüidades. </li></ul><ul><li>Preservação de acervo </li></ul><ul><li>Manutenção dos monopólios de conhecimento </li></ul><ul><li>Abordagem datada e não permite prática social efetiva </li></ul><ul><li>Restringe-se a operações de encaixe e de pré-coordenação </li></ul>
  87. 87. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Classificação de Bliss </li></ul><ul><li>Bliss Bibliographic Classification </li></ul><ul><li>Sistema de classificação bibliográfica desenvolvido por Henry E. Bliss (1870–1955), publicado em quatro volumes entre 1940 e 1953. </li></ul><ul><li>Associação da Classificação Bliss </li></ul><ul><li>http://www.sid.cam.ac.uk/bca/bchist.htm </li></ul><ul><li>aplicações das classes </li></ul><ul><li>http://www.sid.cam.ac.uk/bca/bcoutline.htm </li></ul><ul><li>http://www.answers.com/topic/bliss-bibliographic-classification </li></ul>
  88. 88. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Classificação da LC </li></ul><ul><li>Library of Congress Classification Outline </li></ul><ul><li>Lista da classificação (com as classes principais e respectivas sub-classes) utilizada na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. </li></ul><ul><li>Classificação muito utilizada pelas bibliotecas universitárias nos EUA e nas bibliotecas especializadas. </li></ul><ul><li>http://www.loc.gov/catdir/cpso/lcco/lcco.html </li></ul>
  89. 89. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Classificações facetadas </li></ul><ul><li>Alteração significativa na teoria da classificação com Ranganathan e sua Colon Classification (1933). 42 classes principais </li></ul><ul><li>Classificação enciclopédica mas, com noção de agrupamento por categorias e facetas. </li></ul><ul><li>Categorias das áreas de assunto: </li></ul><ul><li>Personalidade </li></ul><ul><li>Matéria </li></ul><ul><li>Energia </li></ul><ul><li>Espaço </li></ul><ul><li>Tempo </li></ul><ul><li>Em cada classe de assunto tais categorias se manifestam diferentemente (característica de cada área) </li></ul><ul><li>http://en.wikipedia.org/wiki/Colon_Classification </li></ul><ul><li>http://www-dimat.unipv.it/biblio/isko/doc/colon.htm </li></ul>
  90. 90. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>No interior de cada categoria os conceitos são arranjados em facetas, agrupados segundo características comuns. </li></ul><ul><li>A importância da Colon Classification não está no sistema de classificação, que é quase só utilizado na Índia, mas o principio de isolamento, categorização e facetação dos conceitos. </li></ul><ul><li>As categorias (que devem às categorias Aristotélicas) não se manifestam da mesma maneira nas diversas classes, o que oferece flexibilidade à classificação e possibilidades e análise por aspectos. </li></ul><ul><li>A partir dela desencadeia-se o rompimento com as abordagens anteriores das classificações bibliográficas, mais lineares e dedutivas. </li></ul>
  91. 91. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Outros sistemas de classificações </li></ul><ul><li>http://www.innvista.com/society/education/info/classif.htm </li></ul>
  92. 92. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>A necessidade de índices não-numéricos para os catálogos de assuntos é enfrentada a partir das listas de cabeçalho de assunto. </li></ul><ul><li>Library Congress Subject Headings </li></ul><ul><li>Produzidas a partir de 1899 </li></ul><ul><li>Ordem alfabética </li></ul><ul><li>Cabeçalhos praticamente prontos para serem utilizados como entrada de assunto </li></ul><ul><li>Indicando ordem de citação dos termos (subdivisões de assunto, forma, geográfica, cronológica – MARC) </li></ul><ul><li>Correspondência entre cabeçalhos sugeridos e números das tabelas de classificação da LC Classification </li></ul>
  93. 93. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Alimentada a partir da ocorrência dos termos nos documentos. </li></ul><ul><li>Relações (início) sinonímia (see – ver) e associações entre os termos (see also – ver também) </li></ul><ul><li>Atualmente, relações de superordenação e subordinação como tesauros (BT – Broader Term e NT – Narrower Term) e sinonímia (UF – used for e USE – use) </li></ul><ul><li>Mesmo utilizando simbologia de tesauro não vira tesauro 1) construída empiricamente 2) políticas de termos diversas ao longo dos anos </li></ul><ul><li>Listas de cabeçalhos de assunto são pré-coordenadas (combinação dos termos na entrada do sistema) </li></ul>
  94. 94. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>http://authorities.loc.gov/cgi-bin/Pwebrecon .cgi?DB=local&PAGE= First </li></ul><ul><li>LC Control Number: sh 85010201 LC Class Number: TL1 TL296.5 </li></ul><ul><li>HEADING: Automobiles </li></ul><ul><li>Used For/ See From : </li></ul><ul><li>Autos (Automobiles) </li></ul><ul><li>Cars (Automobiles) </li></ul><ul><li>Gasoline automobiles </li></ul><ul><li>Motorcars (Automobiles) </li></ul><ul><li>Search Also Under : </li></ul><ul><li>Motor vehicles Transportation , Automotive headings beginning with the word Automobile </li></ul><ul><li>Found In: Web. 3: Auto (by shortening) automobile; automobile (Usu. 4-wheeled automotive vehicle designed for passenger transportation on streets ... and commonly propelled by an internal combustion engine. Called also car or esp. Brit. motorcar; motorcar) </li></ul>
  95. 95. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Uso da LCSH no Brasil </li></ul><ul><li>Tradução dos cabeçalhos – rubricas de assunto </li></ul><ul><li>Não é controle de Vocabulário </li></ul><ul><li>“ Controlar o vocabulário não significa apenas padronizar as formas de entrada (significantes) ou registrar a sinonímia: significa operar sobre a significação (significante/significado) dos termos, o que depende inteiramente de delimitações de sentido conferidas pela rede de relações lógico-semânticas amparadas por definições.” </li></ul><ul><li>(Marilda Lopez Ginez de Lara) </li></ul>
  96. 96. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Sears List </li></ul><ul><li>http://www.hwwilson.com/print/searslst_18th.cfm </li></ul><ul><li>http://www.nlc.state.ne.us/libdev/basic/organizationoflibrarymaterials/sears.html </li></ul><ul><li>MESH </li></ul><ul><li>http://www.nlm.nih.gov/mesh/ </li></ul>
  97. 97. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Classificações Facetadas </li></ul><ul><li>As noções de categoria e faceta são em seguida exploradas deforma mais flexível nos trabalhos do Classification Research Group – CRG </li></ul><ul><li>Formado na década de 1950 na Inglaterra por Vickery, Langridge, Foskett, Coates, Kyle. </li></ul><ul><li>Classificações utilizando um critério de funcionalidade relacionado às necessidades de arranjo e organização da informação em áreas de assuntos específicos </li></ul><ul><li>Classificação das Ciências do Solo (Vickery) </li></ul><ul><li>Classificação de Embalagens (Foskett) </li></ul><ul><li>Biblioteconomia e Ciência da Informação (CRG/LISA) </li></ul><ul><li>Ciências Sociais (Bárbara Kyle) </li></ul>
  98. 98. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Os sistemas de classificação do CRG não são categorizados da mesma maneira. </li></ul><ul><li>O tipo e número de categorias de aglutinação variam de acordo com a especificidade da área focalizada. </li></ul><ul><li>CRG identificou categorias recorrentes: Agente, Ação, Modo, Objeto da ação, Tempo, Espaço, Substância, Órgão, Propriedade, Instrumento. </li></ul><ul><li>Previu mecanismos para registrar relacionamentos entre os termos de forma mais potente. </li></ul>
  99. 99. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>A noção de faceta é primordial ao desenvolvimento da teoria da classificação com a possibilidade de abordar diversos pontos de vista, desvinculando dos padrões de divisão do conhecimento baseados exclusivamente nos sistemas filosóficos. </li></ul><ul><li>A teoria da classificação começa a se desenvolver aproximando-se da Lógica e das necessidades concretas dos usuários. </li></ul><ul><li>Altera a ênfase dos processos tradicionais da Biblioteconomia quanto a preservação e cede espaço para a preocupação com a transferência da informação. </li></ul><ul><li>(Marilda Lopez Ginez de Lara) </li></ul>
  100. 100. Linguagens documentárias - histórico <ul><li>Links para tesauros </li></ul><ul><li>http://www.ced.ufsc.br/bibliote/virtual/thesauros.html </li></ul>
  101. 101. Linguagens documentárias - coordenação <ul><li>Pré-coordenadas : Listas de cabeçalhos de assunto e Sistemas tradicionais de Classificação (Classificação Decimal de Dewey, Classificação Decimal Universal, Classificação da Library Congress, Classificações Facetadas) </li></ul><ul><li>Pós-coordenadas : Tesauros e UNITERMO </li></ul><ul><li>Sistemas pré-coordenados : os termos são previamente combinados de acordo com regras sintáticas estabelecidas pela linguagem. </li></ul><ul><li>Sistemas pós-coordenados : os termos serão combinados de acordo com a sintaxe da lógica de busca </li></ul>
  102. 102. Linguagens documentárias - coordenação <ul><li>A coordenação prévia de termos é denominada pré-coordenação e a coordenação de termos na busca, pós-coordenação. </li></ul><ul><li>Sistema pré-coordenados: estabelecem a coordenação dos vários tópicos referentes a um assunto composto no momento de indexação, e com grande subjetividade determinam uma prioridade na citação desses elementos. </li></ul><ul><li>Sistema pós-coordenado: consiste de entradas que normalmente são conceitos únicos (termos indexadores) e de uma saída que permite a comparação das entradas de assunto, com o objetivo de determinar coincidências que revelem documentos pertinentes ao assunto composto pesquisado. </li></ul>
  103. 103. Linguagens documentárias - coordenação <ul><li>Sistema pré-coordenado </li></ul><ul><li>Ordem de Citação dos Conceitos </li></ul><ul><li>Entrada 1: Banco de dados - ecologia </li></ul><ul><li>Entrada 2: Ecologia - banco de dados = cabeçalho de assunto </li></ul><ul><li>Sistema pós-coordenado </li></ul><ul><li>Entradas: Banco de dados Ecologia </li></ul>A coordenação de termos envolve uma ordem de citação dos termos, gerando uma entrada única. A entrada é feita por cada um dos termos sem a necessidade de coordenação e prioridade na ordem de citação.
  104. 104. Linguagens documentárias - coordenação <ul><li>Diferença entre os sistemas pré e pós-coordenados </li></ul><ul><li>Está no momento de combinação dos termos pelo usuário durante a estratégia de busca em sistemas de recuperação da informação. </li></ul>
  105. 105. Linguagens documentárias - coordenação <ul><li>Comparação entre os sistemas pré-coordenados e </li></ul><ul><li>pós-coordenados </li></ul><ul><li>SISTEMA PÓS-COORDENADO: </li></ul><ul><li>LAGOS CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA </li></ul><ul><li>PEIXES COMPOSTOS DE MÉRCÚRIO </li></ul><ul><li>SISTEMA PRÉ-COORDENADO: </li></ul><ul><li>PEIXES – LAGOS – COMPOSTOS DE MERCÚRIO – CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA </li></ul><ul><li>Fonte: LANCASTER, 1995 </li></ul>
  106. 106. Linguagens documentárias - tipologia <ul><ul><li>Sistemas de Classificação </li></ul></ul><ul><ul><li>linguagem documentária hierárquica, controlada, pré-coordenada, numérica e alfanumérica. </li></ul></ul><ul><ul><li>Tesauros </li></ul></ul><ul><ul><li>linguagem documentária alfabética, controlada, pós-coordenada e combinatória. </li></ul></ul><ul><li>Cabeçalhos de Assunto </li></ul><ul><li> linguagens pré-coordenadas, alfabéticas e </li></ul><ul><li>controladas. </li></ul>
  107. 107. Linguagem documentária alfabética <ul><li>O Tesauro apresenta uma estrutura semântica fortemente constituída a partir das unidades léxicas que compõem o seu vocabulário. </li></ul><ul><li>Categorias de Unidades Léxicas </li></ul><ul><li>Títulos de campos semânticos ou temas (categorias e sub-categorias) </li></ul><ul><li>Os descritores </li></ul><ul><li>Os não-descritores </li></ul>
  108. 108. <ul><li>Cutter elaborou Rules for a Dictionary Catalogue, publicada em 1876. </li></ul><ul><li>Regras que, embasaram a formação de grandes listas de cabeçalhos de assuntos como: </li></ul><ul><ul><li>LCSH – Library of Congress Subject Headins </li></ul></ul><ul><ul><li>Sears List of Subject Headings </li></ul></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  109. 109. <ul><li>Os cabeçalhos de assunto caracterizam a linguagem alfabética pré-coordenada. </li></ul><ul><li>Os cabeçalhos de assunto apresentam: </li></ul><ul><li>uma gramática bem estruturada; </li></ul><ul><li>rígido controle de sinônimos, quase sinônimos, homógrafos </li></ul><ul><li>uma grande limitação - que fazem referência (ver também) apenas do geral para o específico e de alguns assuntos correlatos; </li></ul><ul><li>os cabeçalhos de assunto são sistemas em que o princípio de hierarquia não é constante. </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  110. 110. <ul><li>Os cabeçalhos de assunto caracterizam a linguagem alfabética pré-coordenada. </li></ul><ul><li>São linguagens não-hierárquicas basicamente enumerativas. </li></ul><ul><li>Prevêem regras fixas a respeito de: </li></ul><ul><ul><li>forma de entrada direta ou invertida; </li></ul></ul><ul><ul><li>formação de síntese através de cabeçalho; </li></ul></ul><ul><ul><li>uso de singular e plural; </li></ul></ul><ul><ul><li>uso de palavras abreviadas ou termos por extenso; </li></ul></ul><ul><ul><li>uso de termos traduzidos e transliterados; </li></ul></ul><ul><ul><li>uso de sinais de pontuação. </li></ul></ul><ul><li>Sintaxe de cabeçalhos de assunto : a combinação dos elementos ou palavras que formam os cabeçalhos compostos. </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  111. 111. <ul><li>ESTRUTURA </li></ul><ul><li>1. Cabeçalhos tópicos: são termos autorizados para representar um assunto. </li></ul><ul><li>1.1 Subdivisões (ou subcabeçalhos): são termos que acrescidos aos cabeçalhos tópicos irão representar aspectos ou facetas dos mesmos. </li></ul><ul><li>1.1.1 Assunto </li></ul><ul><ul><li>Ex : Cinema – Aspectos morais e religiosos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Indústria nuclear - aspectos ambientais </li></ul></ul><ul><ul><li>Habitações rurais - Construção </li></ul></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  112. 112. <ul><li>ESTRUTURA </li></ul><ul><li>1.1.1 Forma </li></ul><ul><ul><li>Ex : Economia – Periódicos. </li></ul></ul><ul><li>1.1.2 Geográfica </li></ul><ul><ul><li>Ex : Criança (Indireta) </li></ul></ul><ul><ul><li>Criança – Estados Unidos. </li></ul></ul><ul><li>1.1.1 Cronológica </li></ul><ul><ul><li>Ex : Arte moderna – Séc. XX </li></ul></ul><ul><ul><li>Manifestações artísticas – França – 1972 </li></ul></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  113. 113. <ul><li>ESTRUTURA </li></ul><ul><li>Ordem de citação </li></ul><ul><li>Subdivisão de assunto </li></ul><ul><li>Subdivisão geográfica </li></ul><ul><li>Subdivisão cronológica </li></ul><ul><li>Subdivisão de forma </li></ul><ul><li>Cabeçalho tópico + subdivisão de assunto + subdivisão geográfica + subdivisão cronológica + subdivisão de forma </li></ul><ul><ul><li>Ex.: Agricultura - manejo de pastagens - Corumbá, MS - 1999 - cd-rom </li></ul></ul><ul><ul><li>Furacão Floyd - New York, USA - 1999 </li></ul></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  114. 114. <ul><li>Relações entre termos </li></ul><ul><li>2.1 Remissiva (x): é a ligação entre termos sinônimos (relação de equivalência). </li></ul><ul><li>Lista de cabeçalho Catálogo de assunto </li></ul><ul><li>Ex : Psicologia infantil Psicologia da criança </li></ul><ul><li>X Psicologia da criança ver Psicologia infantil </li></ul><ul><li>2.2 Referência hierárquica e associativa (xx): é a ligação entre dois cabeçalhos imediatamente próximos na hierarquia e/ou associação do assunto a que pertencem. </li></ul><ul><li>Lista de cabeçalho : Pintura em porcelana (Indireta) </li></ul><ul><ul><li>Para o Brasil usar a forma direta </li></ul></ul><ul><li>XX Decoração e ornamento </li></ul><ul><li>LC China painting </li></ul><ul><li>Porcelain painting </li></ul><ul><li>Catálogo de assunto: </li></ul><ul><li>Decoração e ornamento </li></ul><ul><li>Ver também Pintura em Porcelana </li></ul><ul><li>Pintura em porcelana </li></ul><ul><li>Ver também decoração e ornamento </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  115. 115. <ul><li>Em registro extraído do Banco de Dados Bibliográficos ATHENA - UNESP, identifica-se o cabeçalho de assunto: </li></ul><ul><li>Representando: </li></ul><ul><li>650 = Assunto - Termo tópico </li></ul><ul><li>Indicadores: </li></ul><ul><li>1 = (igual) # (branco) representa Informação [sobre o nível do assunto] não disponível </li></ul><ul><li>2 = 4 representa Fonte [do cabeçalho] não especificada </li></ul><ul><li>Subcampos: </li></ul><ul><li>a Pintura = Termo tópico ou nome geográfico. É o assunto principal </li></ul><ul><li>x História = Subdivisão geral </li></ul><ul><li>z Ribeirão Preto (SP) = Subdivisão geográfica </li></ul><ul><li>y 1889-1930 = Subdivisão cronológica </li></ul><ul><li>Assim: </li></ul><ul><li>Pintura - História = Cabeçalho invertido, com traço; </li></ul><ul><li>Ribeirão Preto (SP), = Subdivisão de assunto, sendo um topônimo com qualificador entre parênteses, indicando a categoria administrativa como parte e </li></ul><ul><li>1889-1930 = Subdivisão cronológica </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto CPD UN000047217 650 #4 a Pintura - x História - z Ribeirão Preto (SP), y 1889-1930.
  116. 116. <ul><li>Em registro extraído do Banco de Dados DEDALUS- USP: </li></ul><ul><li>245 10 |a Linguagens documentarias utilizadas no brasil |b construidas, traduzidas ou adaptadas </li></ul><ul><li>260 __ |a Brasília |b Ibict |c 1984 </li></ul><ul><li>650 -7 |a TRATAMENTO DA INFORMACAO |2 larpcal </li></ul><ul><li>650 -7 |a BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTACAO E ARQUIVOLOGIA |2 larpcal </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  117. 117. <ul><li>Em registro extraído do Banco de Dados DEDALUS- USP: </li></ul><ul><li>100 1_ |a Lara, Marilda Lopes Ginez de </li></ul><ul><li>245 10 |a Representacao documentaria |b em jogo a significacao </li></ul><ul><li>260 __ |a São Paulo |c 1993 </li></ul><ul><li>300 __ |a 133p |e anexos </li></ul><ul><li>502 __ |a Dissertação (Mestrado) </li></ul><ul><li>520 __ |a Abordagem semiotica da questao da representacao documentaria obtida atraves de instrumentos comutadores, diferenciando-a das demais modalidades de representacao da area. Parte-se do pressuposto de que as representacoes documentarias constituem uma etapa determinada do processo global de analise documentaria - caracterizada como disciplina de natureza metodologica - e que elas devem funcionar, globalmente, como instrumentos de comunicacao. 599 __ |a CBD |b BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTACAO </li></ul><ul><li>650 -7 |a DOCUMENTACAO |2 larpcal </li></ul><ul><li>650 -7 |a COMUNICACAO (TEORIA) |2 larpcal </li></ul><ul><li>700 __ |a Smit, Johanna Wilhelmina |4 orient </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  118. 118. <ul><li>Exemplos extraídos da LC: </li></ul><ul><li>http://www.loc.gov/marc/bibliographic/ecbdsubj.html </li></ul><ul><li>650 #0$a Vocal music $z France $y 18th century. 650 #0$a Dentistry $v Juvenile films. 650 #0$a Real property $z Mississippi $z Tippah County $v Maps. 650 #7$a Educational buildings $z Washington (D.C.) $y 1890-1910. $2 lctgm </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  119. 119. <ul><li>Lista de Sears </li></ul><ul><li>pequenas bibliotecas americanas, adaptação da lista de Sears para a língua portuguesa, Wanda Ferraz. </li></ul><ul><li>LCSH – Library Congress of Subject Headings </li></ul><ul><li>mais completa lista de cabeçalhos publicada atualmente; </li></ul><ul><li>adotada por bibliotecas do mundo inteiro; </li></ul><ul><li>é enumerativa portanto, torna-se necessário consultar cada entrada (e suas subdivisões) para saber se é possível usar determinada combinação de cabeçalhos de assunto e sua subdivisão. </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  120. 120. <ul><li>Evolução da Library Congress of Subject Headings – LCSH: </li></ul><ul><li>I ntrodução e uso da nomenclatura de relações semânticas adotadas por tesauro, incluindo uma estrutura lógica de relações hierárquicas anteriormente atrofiada na linguagem </li></ul><ul><li>Portanto, </li></ul><ul><li>a evolução da LCSH, </li></ul><ul><li>os formatos de intercâmbio de registros bibliográficos e </li></ul><ul><li>os catálogos online demonstram que o sistema pré-coordenado e as linguagens alfabéticas pré-coordenadas são importantes para a finalidade de recuperação da informação. </li></ul>Listas de cabeçalhos de assunto
  121. 121. Tesauro <ul><li>O TERMO é o componente fundamental do tesauro porque representa um conceito. </li></ul><ul><li>Principal (um termo preferido) </li></ul><ul><li>Secundário (termo não preferido) </li></ul>
  122. 122. Tesauro <ul><li>A organização dos descritores poderá utilizar os dois modos de subdivisão simultaneamente: por tema ou por faceta. </li></ul><ul><li>Ideal: dentro da subdivisão de cada tema, a indicação de facetas. </li></ul><ul><li>Pois: a cultura de organização dos usuários é fundamentada na organização do conhecimento em disciplinas e o conjunto de facetas não é suficiente para comportar a distribuição dos descritores. </li></ul>
  123. 123. Tesauro <ul><li>Uso de facetas. </li></ul><ul><li>São voltados para o objeto ou melhor para os conceitos orientados ao objeto. </li></ul><ul><li>Ao privilegiar esse enfoque, são desenhados em função de necessidades específicas. </li></ul><ul><li>Nasceu a partir do Thesaurus de Roget, tesauro de língua que trabalhava com associação. </li></ul><ul><li>Primeiro instrumento documentário que trabalha com noção de controle de vocabulário. </li></ul><ul><li>Operação no universo da linguagem, que significa que a transferência da informação está atrelada a sistemas de significação. </li></ul>
  124. 124. Tesauro <ul><li>Lingüística traz a compreensão de que palavras não significam isoladamente, mas relativamente umas às outras. </li></ul><ul><li>Não basta identificar os termos mais freqüentes num determinado domínio, enumerá-los numa lista e utilizá-los à base de equivalência. As listas padronizam o vocabulário, mas não têm a noção de arranjo. </li></ul><ul><li>As redes lógico-semânticas entre os descritores permitem estabelecer um sistema de significação que corresponde a uma hipótese de organização relativa a um domínio. </li></ul>
  125. 125. Tesauro <ul><li>Um termo/descritor se posiciona relativamente a outros termos dentro do universo dado. Alterado o universo focalizado, alteram-se os termos que estarão relacionados. </li></ul><ul><li>A estrutura relacional entre termos não é fixa, varia conforme as definições tomadas. </li></ul>
  126. 126. Tesauro <ul><li>Relacionamento semântico ou de equivalência: entre termos preferidos e não-preferidos, na qual dois ou mais termos designam o mesmo conceito. A reciprocidade é expressa por: </li></ul><ul><li>USE, precedendo o descritor </li></ul><ul><li>UP, (&quot;usado por&quot;), precedendo o não-descritor </li></ul><ul><li>Ex: EXODONTIA </li></ul><ul><li>up Extração de dente </li></ul><ul><li>Extração de dente </li></ul><ul><li>USE EXODONTIA </li></ul>
  127. 127. Tesauro <ul><li>Relacionamentos lógicos </li></ul><ul><li>Relação hierárquica : demonstra os graus de super-ordenação (categoria/classe/todo) e de subordinação (membro/parte) entre os conceitos. A reciprocidade é expressa pelas seguintes abreviaturas: </li></ul><ul><li>TG (termo genérico) precede o termo super ordenado. </li></ul><ul><li>TE (termo específico) precede o termo subordinado. </li></ul>
  128. 128. Tesauro <ul><li>a) Relação genérica: identifica a ligação entre uma classe ou categoria de conceitos e cada um de seus membros. </li></ul><ul><li>b) Relação hierárquica todo/parte : abrange número limitado de classes de termos, em que o nome da parte, subentende o nome do todo. Isto se aplica às quatro principais classes de termos: </li></ul><ul><li>sistemas e órgãos do corpo </li></ul><ul><li>localidades geográficas </li></ul><ul><li>disciplinas ou áreas do discurso </li></ul><ul><li>estruturas sociais hierarquizadas </li></ul>
  129. 129. Tesauro <ul><li>c) Relação poli-hierárquica : um conceito pode ser logicamente designado como membro de mais de uma classe ao mesmo tempo e, nesse caso, diz-se que ele possui relacionamento poli-hierárquico. </li></ul><ul><li> VIATURAS </li></ul><ul><li>VIATURAS VEÍCULOS DE </li></ul><ul><li>RODOVIÁRIAS PASSAGEIROS </li></ul><ul><li>ÔNIBUS </li></ul>
  130. 130. Tesauro <ul><li>Relação associativa : ocorre entre termos que não são equivalentes e tampouco formam uma hierarquia, mas são tão associados mentalmente que esta relação deverá ser esclarecida no tesauro. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>ENTOMOLOGIA </li></ul><ul><li>RT INSETOS </li></ul><ul><li>INSETOS </li></ul><ul><li>RT ENTOMOLOGIA </li></ul>
  131. 131. Linguagens documentárias - coordenação <ul><li>A ordem de citação pela prioridade poderia funcionar para organizar a estratégia de busca em bases de dados e metabuscadores: </li></ul><ul><li>“ Pousada de férias em ilhas brasileiras para pesca submarina”: </li></ul><ul><li>Ordem de citação: coisa – parte – material – ação = ilhas brasileiras – pousadas de férias – pesca submarina. </li></ul><ul><li>Busca no Yahoo : </li></ul>
  132. 132. Referências <ul><li>FUJITA, M..S. L. Linguagens documentárias alfabéticas para a representação documentária (material de aula). </li></ul><ul><li>LARA, M. L. G. de . Dos sistemas de classificação bibliográfica às search engines (I e II). São Paulo: APB, 2001. (Ensaios APB, n.90 e 91). </li></ul><ul><li>LIMA, V. M. A. Terminologia, comunicação e representação documentária . São Paulo, 1998. (Dissertação de Mestrado apresentada a Escola de Comunicação e Artes da USP). Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27143/tde-11052004-122839/publico/Term_Comum_Repres_Documentaria.pdf </li></ul>
  133. 133. Linguagens documentárias Aula 7 Profa. Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos Profa. Elizabeth Sardelli Mazzini 2010
  134. 134. <ul><li>Controle da linguagem e estrutura semântica </li></ul><ul><ul><li>Glossários e dicionários </li></ul></ul><ul><ul><li>Lista de autoridades </li></ul></ul><ul><ul><li>Lista de sinônimos </li></ul></ul><ul><ul><li>Cabeçalhos de assunto </li></ul></ul><ul><ul><li>Classificações </li></ul></ul><ul><ul><li>Taxonomias </li></ul></ul><ul><ul><li>Tesauros </li></ul></ul><ul><ul><li>Mapas conceituais </li></ul></ul><ul><ul><li>Rede semânticas </li></ul></ul><ul><ul><li>Ontologias </li></ul></ul>
  135. 135. <ul><li>Tesauro </li></ul><ul><li>http://www.museudofolclore.com.br/tesauro/ </li></ul><ul><li>Taxonomia </li></ul><ul><li>Organismo --> Sistemas --> Órgãos --> Tecidos --> Células --> Organelas --> Moléculas.    </li></ul>
  136. 136. <ul><li>Mapas Conceituais </li></ul><ul><ul><li>desenvolvidos por John Novak [1977], são utilizados como linguagem para descrição e comunicação de conceitos. Representam uma estrutura que vai desde os conceitos mais abrangentes até os menos inclusivos. </li></ul></ul><ul><ul><li>provêem representações gráficas de conceitos em um domínio específico de conhecimento, construídos de tal forma que as interações entre os conceitos são evidentes. Os conceitos são conectados por arcos, formando proposições mediante frases simplificadas. </li></ul></ul>
  137. 137. Redes semânticas <ul><li>– baseadas na Ärvore de Porfírio </li></ul>
  138. 138. <ul><li>Redes Semânticas </li></ul>
  139. 139. <ul><li>Mapas Conceituais </li></ul>
  140. 140. <ul><li>Ontologias – documento ou arquivo que define formalmente as relações entre termos e conceitos, uma especificação de uma conceituação, para compartilhamento de definições necessárias à criação de um vocabulário comum </li></ul><ul><li>http://www.ontoweb.com.br </li></ul>
  141. 141. Lista de termos: Lista de Sinônimoos Lista de autoridades Glossário/Dicionários Linguagem Natural Linguagem controlada Fracamente estruturado Fortemente estruturado Classificação & Categorização: Cabeçalhos de assunto Classificações Taxonomias Esquemas de categorização Gr. relacionamento : Ontologias Redes Semânticas Mapas Conceituais Tesauros Traduzido de Marcia Lei Zeng

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