Aspectos teoricos de análise documentaria

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Aspectos teoricos de análise documentaria

  1. 1. Universidade Federal de São Carlos CECH – Centro de Educação e Ciências Humanas Disciplina: Análise Documentária Docente: Raquel I. Prado Leite de Souza
  2. 2. <ul><ul><li>Amanda Oliveira (RA: 405051) </li></ul></ul><ul><ul><li>Bianca Casonato (RA: ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Klicia Mendonça (RA: 404969) </li></ul></ul><ul><ul><li>Matheus Almeida (RA: ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Nayara Gaban (RA: 404977 ) </li></ul></ul>
  3. 3. Aspectos teóricos de AD <ul><ul><li>        Disciplina relativamente recente tem cerca de 50 anos, e seus teóricos vem de outras disciplinas como linguística, matemática, química, etc. </li></ul></ul><ul><ul><li>        Sua maior preocupação gira em torno da organização para que o usuário tenha acesso aos documentos que necessita. </li></ul></ul><ul><ul><li>        Implica relações com vários outros assuntos e flexibilidade em sua construção. </li></ul></ul>
  4. 4. <ul><ul><li>        Nenhuma agência ou instituição estabelece para todos os documentos, processos e estágios de AD. Assim, a AD tenta criar sua própria terminologia, fazendo uso de termos aceitos em outras disciplinas como qualificação do significado de expressões usadas na linguagem cotidiana. </li></ul></ul><ul><ul><li>        Este propósito tem finalidade de eliminar a ambiguidade léxica e dominar com propriedade todos e cada um dos componentes e operações que integram a AD. </li></ul></ul><ul><ul><li>        Neste sentido, têm-se que trabalhar para elevar uma tabela em que cada um dos elementos destas operações é individualizado, identificado e classificado . </li></ul></ul>
  5. 5. Origens de AD <ul><ul><li>        Se olharmos atentamente para o processo de circulação da informação entre o produtor e o usuário compreenderemos o papel de intermediário atribuído ao difícil conjunto de operações englobadas sob o termo AD, que se divide em dois: análise dos documentos e análise das necessidades documentárias. </li></ul></ul><ul><ul><li>        Assim, seu objetivo é duplo: o documento por um lado, e a pergunta necessária para localizar o documento por outro. </li></ul></ul>
  6. 6. Contribuições Conceituais <ul><li>“ extração do significado de documentos escritos” </li></ul><ul><li>- Gardin </li></ul><ul><li>“ uma operação ou conjunto de operações que passam a representar o conteúdo de um documento de uma forma diferente da original, para facilitar a consulta ou recuperação ” </li></ul><ul><li>- Goyaud </li></ul><ul><li>“ aquilo que serve para identificar um documento e seu conteúdo, a fim de facilitar a busca da informação publicada ” </li></ul><ul><li>- Brugghen </li></ul><ul><li>“ o estudo do documento para extrair as características do seu conteúdo ” - Couture </li></ul><ul><li>“ como uma operação ou conjunto de operações focado em representar o conteúdo de um documento de uma forma diferente da original, a fim de facilitar sua consulta e sua consulta ou referência, numa fase posterior” - Chaumier </li></ul>
  7. 7. Estrutura conceitual da AD <ul><li>• O processo de AD, praticado em documentos primários, busca obter documentos secundários que são representativos dos originais </li></ul><ul><li>• A matéria prima da AD são as unidades texto-contextual </li></ul><ul><li>• O objeto de AD são também as demandas de documentos dos usuários. </li></ul><ul><li>• Principais variações na AD: o conhecimento do analista; e o momento em que o determinado documento foi produzido. </li></ul><ul><li>• Interdisciplinar: cognitiva, textual e lógica. </li></ul><ul><li>• O processo cognitivo constitui-se de três momentos fundamentais: compreensão, interpretação e síntese. </li></ul><ul><li>• Exige métodos rigorosos para validar a qualidade do produto. </li></ul>
  8. 9. Problemas de AD <ul><li>“ Se esquecermos momentaneamente o aspecto formal dos documentos e se concentrar apenas em seu conteúdo, podemos estabelecer três categorias de problemas no AD por um lado, e dado que a grande maioria dos textos são escritos em uma linguagem natural, o primeiro problema surge quando se trata de analisar esses textos é, obviamente, de natureza linguística. O segundo, também  especialmente relacionadas com o conteúdo do documento é de natureza cognitiva (em função dos &quot;esquemas&quot; do autor e as convicções do analista). Eo terceiro, porque AD nasce com a intenção de melhorar a circulação de documentos, recuperando-se os que satisfazem certas necessidades documentarias.” </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  9. 10. Funções de AD <ul><li>Identificação: Como técnica auxiliar  para o desenvolvimento da pesquisa científica e através de suas diversas operações, visa identificar e localizar qualquer documento, no contexto de uma determinada coleção e contribuir para o conhecimento do seu conteúdo (representado atraves de  termos significativo ou  um breve resumo). </li></ul><ul><li>Transformação:  É obrigatorio sua capacidade transformação e reformulação dos documentos originais outros  secundários, meramente informativo. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Recuperação:  Promove a recuperação documental, que só será viável se for baseada em uma técnica  rigorosa de análise. </li></ul><ul><li>Intermediária:   AD não é um fim em si mesmo mas um meio cujo resultado final, incorporados em uma variedade de produtos documentários (catálogos, índices, resumoos), se encaminha o uso direto da comunidade de usuários, o que facilitará a consulta dos documentos originais, para  serem mais acessíveis. Para fazer isso, AD deve reunir  dois requisitos  básicos: objetividade e padronização. </li></ul>
  11. 12. Estrutura dicotómica de AD <ul><li>AD caracterizada por numerosas relações duplas – principalmente da ciência e linguagem </li></ul><ul><li>Dicotomias como algo consubstancial com a AD </li></ul><ul><li>Documentos bibliográficos x não bibliográficos </li></ul><ul><li>AD também como uma questão do usuário que resulta em uma nova dicotomia entre documento e pergunta </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Homem x máquina </li></ul><ul><li>Presença do analista é absolutamente essencial – ela necessita de ambos agentes operativos </li></ul><ul><li>Linguagem natural – onde se apresentam os textos documentais </li></ul><ul><li>Linguagem documental – linguagem artificial criada pelo analista para melhorar a eficácia do processo de análise e do produto resultante </li></ul><ul><li>Enriquece o horizonte especulativo </li></ul>
  13. 14. As outras Análises de Conteúdo <ul><li>A análise documental necessita ser delimitada e diferenciada de outros tipos de análise de conteúdo que não têm a qualificação de documental. </li></ul><ul><li>Em alguns casos, pode se aproximar de outras realizações com fins idênticos. </li></ul><ul><li>De acordo com objetivos comuns, vamos tentar diferenciar AD em alguns desses outros testes, é o caso de análise de conteúdo, lingüística, semiótica e literária. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>A  análise de conteúdo  é uma metodologia para as ciências sociais para estudos de conteúdo em Comunicação e textos que parte de uma perspectiva quantitativa , analisando numericamente a frequência de ocorrência de determinados termos, construções e referências em um dado texto. Assim, a AD trabalha com documentos, enquanto a análise de conteúdo atua em mensagens (comunicação). Quanto aos objetivos, visa a representação simplificada da AD de informação para armazenamento e recuperação, e análise de conteúdo será direcionado para o tratamento de mensagens para inferir novas realidades informativas. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>A análise do texto  centra-se na declaração como parte do discurso, com tudo o que implica limitações, contradições e inconsistências. Nesta análise convergem múltiplas influências técnicas e metodológicas que vão desde a lógica, a psicanálise de Lacan,lingüística estrutural, a análise da distribuição e do discurso de Harris, transformacional de Chomsky, para o trabalho de análise estrutural da história de Levi-Strauss e Greimas </li></ul><ul><li>Sua natureza  é qualitativa, tentando conhecer as condições de produção da fala, e nela existem três níveis de abordagem: análise sintática e paralingüísticos (levando a estruturas formais gramaticais), análise lógica (layout e estrutura do discurso) e análise incomunselementos formais (omissões, silêncios, etc) . </li></ul>
  16. 17. <ul><li>A análise de contingência  tem como objetivo determinar a estrutura do texto, para extrair as relações entre os elementos de uma mensagem previamente definidos.  </li></ul><ul><li>Com base nas reflexões de Osgood, dizer que esta análise não aumenta a freqüência de ocorrência de um significante em um texto, mas sim abrange os mesmos significados para diferentes proximidade, significativas e / ou redundância destes, estabelecer relações entre elementos de uma mesma unidade contextual! </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Quanto à análise semiótica e linguística, devemos esclarecer que eles são parte da AD, mas isso vai muito mais longe do que qualquer um, para levar em conta fatores extra-linguístico que aumentam os resultados. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Enquanto isso, a análise literária varia de acordo com os padrões da escola e do pensamento, não há preocupação com um nível de metalinguagem ou tradução e formalização dos procedimentos na organização de um texto, o alvo da AD </li></ul>
  19. 20. Referência <ul><li>PINTO MOLINA, M. Aspectos teóricos de AD. In: ______. In: Análisis documental: fundamentos y procedimientos. 2. ed. rev. y aum. Madrid: EUDEMA, 1993. cap. 5, p. 76-89. </li></ul>

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