Abordagens 0606

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Abordagens 0606

  1. 1. TEORIAS DO CONHECIMENTO E ABORDAGENS EPISTEMOLÓGICAS Silvio Sánchez Gamboa (Unicamp) <ul><li>CATEGORIAS UTILIZADAS: </li></ul><ul><li>Relação SUJEITO - OBJETO </li></ul><ul><li>Delimitação do todo </li></ul><ul><li>Relação todo-partes </li></ul><ul><li>Relação com o contexto ou entorno </li></ul><ul><li>Direção do caminho (método) </li></ul><ul><li>Mediação instrumental </li></ul><ul><li>Concepção de tempo </li></ul><ul><li>Paradigma (exemplo) </li></ul>S O Mediação Entorno ou contexto I lustração Agenda :
  2. 2. Abordagem empírico analítica (experimentalismo, positivismo, funcionalismo, sistemismo) <ul><li>Sujeito ativo (controlador) </li></ul><ul><li>Objeto empírico Totalidade delimitada </li></ul><ul><li>Dividido em partes (variáveis ou fatores) </li></ul><ul><li>Contexto controlado ou isolado (laboratório) </li></ul><ul><li>Método : do Todo para as partes: analisar </li></ul><ul><li>Mediação controle técnico </li></ul><ul><li>Tempo “presente conjuntural” Sincronia </li></ul><ul><li>Paradigma : Fotografia </li></ul>S O Mediação técnica (trabalho) Entorno controlado isolado Agenda: objetividade
  3. 3. Abordagem Fenomenológico-Hermenéutica (Historicismo, fenomenologia, etnografia, estruturalismo) <ul><li>Sujeito: transcendental, intérprete </li></ul><ul><li>Objeto: Construído. </li></ul><ul><li>Totalidade : escondida a ser recuperada, invariante “ Noúmeno ”. </li></ul><ul><li>Partes : variantes, manifestações, Fenômenos </li></ul><ul><li>Contexto: cenário “ locus ”, horizonte cultural. Interativo, dá sentido ao texto. </li></ul><ul><li>Método : das partes para o todo no contexto: compreender </li></ul><ul><li>Mediação da linguagem, busca do consenso intersubjetivo. </li></ul><ul><li>Tempo “contexto”, Duração da exposição, Sincronia. </li></ul><ul><li>Paradigma : Radiografia. </li></ul>S O Mediação da linguagem Entorno: Contexto, cenário, interativo Agenda: Subjetividade
  4. 4. Abordagem crítico-dialética (materialismo histórico, teorias críticas) <ul><li>Sujeito: concreto, socialmente construido, ativo, transformador. </li></ul><ul><li>Objeto: Construído historicamente. </li></ul><ul><li>Totalidade : Síntese de múltiplas determinações. </li></ul><ul><li>Partes : especificidades num todo. </li></ul><ul><li>Contexto: condições materiais históricas, determinantes </li></ul><ul><li>Método : do todo sincrético para as partes, destas para o todo compreensivo nas suas inte-relações. Historiográfico. </li></ul><ul><li>Mediação da práxis transformadora (emancipadora ) </li></ul><ul><li>Tempo: devir, transformação Diacronia </li></ul><ul><li>Paradigma : Roteiro, filme </li></ul>Ss Oe Mediação da práxis (poder) Entorno: Condições históricas materiais Agenda: concreticidade Cp
  5. 5. Abordagens pós-modernas “linguistic turn” ( Pós-estruturalismo, teorias pós-criticas, neo-pragmatismo ) <ul><li>Sujeito: deslocado do textos </li></ul><ul><li>Objeto: O texto (separado do referente, da realidade e do autor) </li></ul><ul><li>Totalidade : Não existe, ilusão consoladora. Fragmentos, segmentos, migalhas. </li></ul><ul><li>Partes : pequenas totalidades dispersas, desconexas, sem todo (rizomas). </li></ul><ul><li>Contexto: cenários multiplos, deslocados, vituais </li></ul><ul><li>Método : arqueologia das palavras </li></ul><ul><li>Mediação das linguagens </li></ul><ul><li>Tempo: presente ilimitado. Fim da história. Acronia ( Negação do tempo) </li></ul><ul><li>Paradigma : Polifonia </li></ul>S S S s s O Texto Mediação da linguagem Entorno: Cenários múltiplos, virtuais Agenda: desconstrução
  6. 6. Giro lingüístico (linguist tur) <ul><li>Saussure, Barthes, Derridá, White e LaCapra, Foucault. </li></ul><ul><li>A linguagem carece de toda referência à realidade (Saussure) </li></ul><ul><li>Não existe nada fora do texto (Barthes) </li></ul><ul><li>O texto não guarda relação com o mundo exterior, não faz referência à realidade, nem depende de seu autor </li></ul><ul><li>O texto também deve ser liberado do autor (Foucault) </li></ul><ul><li>Não existe unidade entre a palavra (signifiant) e a coisa à qual se refere (signifie) Existe um infinito leque de significados sem um sentido claro (Derridà). </li></ul><ul><li>No texto as intenções do autor carecem de importância (White e La Capra) </li></ul><ul><li>A linguagem constitui em si mesma a única realidade existente, fundamentos de todos os fenômenos sociais. </li></ul><ul><li>Sujeito: Homem desaparece como fator ativo e com ele a intencionalidade humana como elemento criador de significado (pós-humano) </li></ul><ul><li>Objeto: o texto literário, histórico, científico (em si mesmo, sem o seu referente original) </li></ul>
  7. 7. Reações ao giro lingüístico (1) <ul><li>“ Ogiro hermenéutico” Gadamer (1995). Contra Derrida defende que “a obra, literária, artística”nos diz algo atendendo a sua própria intenção”. “a palavra, a frase, o discurso nos remete ao autor e a suas intenções. </li></ul><ul><li>Importância dos contextos na interpretação da linguagem, dado o caráter conversacional como “palavra falada” </li></ul><ul><li>As circunstâncias determinantes presentes na conversação também estão em todo pensar </li></ul><ul><li>em toda conversação as circunstâncias entre pergunta e resposta. “..qualquer manifestação deve se interpretar como resposta a uma pergunta, se é que ser quer chegar a compreender pelo menos aquela”. </li></ul>
  8. 8. Reações ao giro lingüístico (2) <ul><li>“ O Giro pragmático” (Habermas e Apel) o giro hermenéutico (Humboldt e Schleiermacher, Heidegger e Gadamer) apresenta outra versão do giro lingüístico (wittgenstein, Derrida, Rorty). Tanto um como outro pretendem superar a filosofia mentalista (o significado está na mente) com a filosofia lingüística (o significado está na linguagem), mas, “ignoram os aspectos pragmáticos do diálogo... lócus da racionalidade comunicativa” . “pragmática do significado”. </li></ul><ul><li>Entretanto defendem o realismo ( giro ontológico ), já que “...o giro pragmático não deixa espaço para duvidar da existências de um mundo, independente das nossa descrições e comum para todos nós” </li></ul><ul><li>O mundo deveria se conceber como a totalidade dos objetos ( ontologia ), não dos fatos, os quais dependem da linguagem </li></ul>
  9. 9. Reações ao giro lingüístico (3) <ul><li>“ O giro ontológico” vertentes: </li></ul><ul><li>Escola de Budapeste . “Ontologia do ser social” Lukács, Mészáros. Contra a hermenêutica e a gnosiologia. </li></ul><ul><li>Escola de Prigogine . A inclusão do tempo como realidade cosmológica (óntológica), além das nossas medidas (subjetivas), e integrando o devir ao ser. Stengers A superação da tensão das ciências objetivas (exatas) e sujetivas (crenças científicas) através da “ontologia”. A identidade da ciência está em discutir o quê é a realidade, o quê é o mundo. </li></ul><ul><li>Maturana . Provando através da neurobiologia os problemas da percepção se depara com uma “objetividade-entre-parênteses”. Necessidade de discutir: a ontologia da explicação como condição para a constituição da observação, a ontologia da realidade, a ontologia da cognição e a ontologia do social e da ética. </li></ul>
  10. 10. Referências <ul><li>DERRIDA, J. El lenguaje y la instituciones filosóficas . Barcelona: Piados, 1995. </li></ul><ul><li>DERRIDA, J . Torres de Babel , Belo Horizonte: ed. UFMG 2002. </li></ul><ul><li>EAGLETON, T. Depois da teoria . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. </li></ul><ul><li>GADAMER, El giro hermenéutico , Madrid: Cátedra, 1995 </li></ul><ul><li>HABERMAS, J. Verdad e justificación . Madrid: Trotta, 2002 </li></ul><ul><li>______________ La ética del discurso y la cuestión de la verdad . Buenos Aires: Paidós, 2006. </li></ul><ul><li>LUKÁCS, G. Introdução a uma estética marxista , Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978 </li></ul><ul><li>MATURANA. H. Ontologia da realidade , Belo Horizonte : Ed UFMG, 1997 </li></ul><ul><li>Mészáros, I. Filosofia, ideologia e ciência social , São Paulo: Ensaio, 1993. </li></ul><ul><li>PRIGOGINE, I.; STENGERS, I. Entre el tiempo y la eternidad . Buenos Aires: Alianza, 1998 </li></ul><ul><li>STENGERS, I A Invenção das ciências modernas . São Paulo: Ed 34, 2002 </li></ul>

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