Simone Steyer Lampert - 30mai14 1º Congresso A&R SUS

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Simone Steyer Lampert - 30mai14 1º Congresso A&R SUS

  1. 1. 1
  2. 2. Programa de capacitação em identificação precoce do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para agentes comunitários e visitadores em saúde: Evidências de efetividade Doutoranda Simone Steyer Lampert Orientação: Profª Cleonice Alves Bosa Instituto de Psicologia Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  3. 3. Identificação precoce do TEA  A maioria das crianças apresenta os primeiros sinais entre os 12 e 24 meses  São denominados indicadores precoces ou sinais de alerta:  Ausência de comportamentos que denotam intenção comunicativa clara  Dificuldades no desenvolvimento de comportamentos sociocomunicativos (e.g. atenção compartilhada, linguagem compreensiva e expressiva)  Perda de habilidades previamente adquiridas – Regressão desenvolvimental (e.g. perda de palavras)  Comportamentos repetitivos e interesses restritos Backes, Zanon & Bosa (2013) Carpenter, Pennington & Rogers (2002) Chawarska, Ozanoff et. al. (2008)
  4. 4. Implicações da identificação precoce do TEA  Promove oportunidade para a intervenção precoce, permitindo o melhor desenvolvimento da criança e prevenindo a severidade na expressão dos sintomas de TEA e de outros sintomas secundários (e.g. agressividade e comportamentos autolesivos);  Protege a família do estresse ocasionado pela busca longa por um diagnóstico e apoio;  Requer conhecimento prévio dos profissionais da saúde sobre o desenvolvimento social e comunicativo, ao longo dos 3 primeiros anos de vida; Dawson (2008) Helt, et. al. (2008) Rogers & Vismara (2008)
  5. 5. Conhecimento dos profissionais de saúde sobre o TEA  Conhecimentos e crenças equivocadas em relação a aspectos sociais, emocionais e cognitivos do TEA. Ex: “Crianças autistas não formam vínculo social, nem mesmo com seus pais”;  Pesquisa com 152 estudantes de medicina do primeiro e sexto anos, demonstrou conhecimento muito limitado sobre TEA, não havendo diferença no conhecimento sobre TEA entre alunos do primeiro e último semestre do curso;  Insegurança dos profissionais em reconhecer sinais e sintomas que permitem a identificação de TEA. Heidgerken et. al. (2005) Muller (2012) Stone (1987)
  6. 6. Políticas de saúde voltadas ao TEA  “Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo” (BRASIL, 2013): determina que as ações de assistência materno-infantil da Atenção Básica são importantes na tarefa de identificação de sinais de alerta às alterações no desenvolvimento da criança (e.g. a qualificação das equipes profissionais);  A Atenção Básica é a porta de entrada no sistema de saúde, portanto se configura como o contexto a partir do qual é necessário implementar programas de capacitação em saúde efetivos com relação à identificação de sinais de alerta do TEA.
  7. 7. Conceito de efetividade  Efetividade = Enfatiza a avaliação contínua do processo.  O efeito real sobre determinado sistema ou situação  Consiste no efeito de determinado serviço de saúde sobre um grupo populacional, ou seja, grau em que as práticas cotidianas de cuidado, alçam-se ao nível de melhoria da saúde  Tem sido vista, ainda, como um atributo composto pela eficiência (ação de produzir um efeito) e pela eficácia ( a capacidade de realizar objetivos) Donabedian (1992) Silva & Formigli (1994)
  8. 8. Avaliação de programas em saúde Avaliação de programas em saúde Estrutura: Condições físicas, equipamentos, materiais, número de profissionais Processo: Conjunto de atividades desenvolvidas – diagnóstico ou reabilitação Resultado: Mudanças verificadas na condição de saúde do paciente
  9. 9. Modelo de avaliação de programas de capacitação • Investiga o nível de satisfação e atitudes em relação aos conteúdos, técnicas e habilidades abordadas, a aplicabilidade e a utilidade do treinamento. Reação • Verifica se houve a retenção dos conteúdos trabalhados e se os objetivos instrucionais da capacitação foram alcançados. Aprendizagem • Averigua se há transferência da aprendizagem ao contexto do trabalho, avaliando o desempenhos dos indivíduos. Comportamento no cargo (Hamblin, 1978)
  10. 10. Objetivos Objetivo principal  Avaliar a efetividade de um programa de capacitação para trabalhadores dos serviços de Atenção Básica em Saúde da Criança com vistas à identificação precoce dos sinais de alerta para o TEA.
  11. 11. Participantes  50 agentes comunitários de saúde – ESF  Visitadores “Primeira Infância Melhor – PIM” ( http://www.pim.saude.rs.gov.br
  12. 12. Capacitação em identificação precoce do autismo na atenção básica em saúde FASE 1 PRÉ-TESTE FASE 2 INTERVENÇÃO FASE 3 PÓS-TESTE FASE 4 FOLLOW-UP Questionário de avaliação dos conhecimentos sobre parâmetros de desenvolvimento e sinais de alerta do TEA Protocolo de observação de vídeos – Baseado no PROTEA (Bosa, 1998; Bosa, Zanon, & Backes, 2013; Marques & Bosa, In press) Programa de capacitação 30 horas/aula 4 Eixos programáticos (Lampert & Bosa ,2013) Questionário de avaliação dos conhecimentos sobre parâmetros de desenvolvimento e sinais de alerta do TEA Protocolo de observação de vídeos – Baseado no PROTEA 3 meses: Aplicação do roteiro de entrevista para avaliação da satisfação quanto ao programa de capacitação 4 meses: Avaliação das crianças pelo Social Attention and Communication Surveillance - SACS será realizada por equipe multidisciplinar Objetivo: Avaliar conhecimentos Prévios Objetivo: Capacitar quanto à identificação de sinais de alerta do TEA Objetivo: Avaliar conhecimentos adquiridos Objetivo: Avaliar aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos
  13. 13. Eixos programáticos Eixo I Interação social e comunicação Conceitos principais: Interação face-a-face; imitação de símbolos linguísticos, atenção compartilhada (inciativa e resposta), aspectos pragmáticos da linguagem Objetivo geral: Definir as bases da aquisição da linguagem e seus preditores: símbolos linguísticos, intenção comunicativa, interação/comunicação. Objetivos específicos: Oportunizar a identificação de comportamentos interativos que são esperados nos primeiros anos de vida da criança, de acordo com a faixa etária. Demonstrar como a criança aprende a usar o olhar, as expressões faciais, a orientação do corpo e os gestos para se comunicar e as funções destes sinais comunicativos.
  14. 14. Eixos programáticos Eixo II Brincadeira Conceitos principais: Imitação motora; brincadeira exploratória, funcional e simbólica (teoria sociopragmática) Objetivo geral: Definir como ocorre o desenvolvimento da brincadeira e qual a sua função durante o desenvolvimento infantil. Objetivos específicos: Oportunizar a identificação de diferentes tipos de exploração de brinquedos e brincadeira.
  15. 15. Eixos programáticos Eixo III Planejamento Meta Percepção Conceitos principais: Funções executivas, coerência central e integração da estimulação sensorial Objetivo geral: Definir como a criança percebe e integra os diferentes estímulos e desenvolve um comportamento flexível, interesse pelo novo, e a exploração de várias modalidades sensoriais. Objetivos específicos: Oportunizar a identificação de comportamentos orientados à metas, de automonitoramento, e resposta aos feedbacks de outra pessoa.
  16. 16. Eixos programáticos Eixo IV Sinais de alerta para o TEA: Quais são e como reconhecer Conceitos principais: Indicadores precoces do TEA; Treinamento para o uso do Social Attention and Communication Surveillance - SACS (Barbaro & Dissanayake, 2012) Objetivo geral: Definir comportamentos de risco para o desenvolvimento de TEA (interação social e comunicação social; comportamentos repetitivos e estereotipados), considerando a faixa etária da criança e de acordo com o DSM-5. Objetivos específicos: Exemplificar comportamentos de risco para o desenvolvimento do TEA; Treinar para uso do SACS (Barbaro & Dissanayake, 2012); O treinamento para uso do SACS será realizado pela autora do instrumento com tradução simultânea.
  17. 17. Metodologia e materiais didáticos  Aulas dialogadas;  Relato de casos;  Exercícios práticos em grupo;  Exibição de vídeos contendo cenas de crianças interagindo/brincando (parceria com os alunos da Faculdade de comunicação da PUC-RS e da Educação da UFRGS e serão realizados tendo como referência o próprio contexto de trabalho dos participantes, utilizando a metodologia desenvolvida por Bosa, Nuernberg, Sanini, Monte & Passerino ,2013);  Técnica de “role play”;  Construção de cartilha e folders sobre sinais de alerta para o TEA destinado ao uso na saúde pública.
  18. 18. Análise de dados  Análise de conteúdo (Bardin, 2009);  Estatística descritiva e de testes de comparação de médias de porcentagens de acertos ( teste T de Student ) nas medidas de pré (fase 1) e pós-teste (fase 3);  Quanto ao SACS, os escores obtidos na análise dos vídeos serão comparados ao gabarito para verificação do número de acertos. Estes dados serão descritos em porcentagem, e espera-se que os participantes alcancem um percentual de acertos de no mínimo 70%.
  19. 19. Muito Obrigada! Simone Steyer Lampert mone.steyer@gmail.com www.transtornosdodesenvolvimento.com

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