Pr modernismo-Profª Lisandra

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Pr modernismo-Profª Lisandra

  1. 1. PRÉ – MODERNISMO 1902 A 1922
  2. 2. PRÉ -MODERNISMO 1902 A 1922
  3. 3. PRÉ- MODERNISMO Foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o Parnasianismo e Simbolismo e o movimento Modernista seguinte em Portugal.
  4. 4.  O fim do século XIX marca o início da “República do café-com-leite”, na qual os grandes proprietários rurais exerciam enorme influência. Caricatura de Osvaldo Storni sobre as eleições de 1910
  5. 5. O QUE ERA ESSA POLÍTICA:  Ficou conhecida como "política do café-com-leite" o arranjo político que vigorou no período da Primeira República (mais conhecida pelo nome de República Velha), envolvendo as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais e o governo central no sentido de controlar o processo sucessório, para que somente políticos desses dois estados fossem eleitos à presidência de modo alternado. Assim, ora o chefe de estado sairia do meio político paulista, ora do mineiro.  O surgimento do nome "café- com-leite" batizando tal acordo seria uma referência à economia de São Paulo e Minas, grandes produtores, respectivamente, de café e leite. Entretanto, alguns autores contestam tal explicação para o surgimento da expressão, pois o Rio Grande do Sul seria o maior produtor de leite à época.
  6. 6.  Nossa urbanização, ainda incipiente, não produzia o quadro de tensão no qual vivia a Europa, mas já dava sinais de crescimento principalmente em São Paulo. Rua 15 de Novembro - 1915
  7. 7. O ciclo da borracha desloca para o norte a riqueza do país, acentuando os contrastes sociais: algumas regiões prosperavam em meio ao atraso irremediável de outras.
  8. 8. As tensões geraram inúmeras revoltas, como a Revolta de Canudos, na Bahia; a série de conflitos no Ceará em torno do religioso Padre Cícero; e o cangaço, em pleno sertão nordestino, que nos apresentou a figura de Virgulino Ferreira, o Lampião. O bando de cangaceiros de Lampião
  9. 9. A capital, Rio de Janeiro, sangrava seus problemas sociais. A insurreição ao poder constituído foi desde a Revolta da Vacina – uma rebelião popular contra a vacinação obrigatória, mas que guardava suas reivindicações sociais – até a Revolta da Chibata – uma rebelião de marinheiros contra os castigos físicos. Charge de Leônidas sobre a Revolta da Vacina
  10. 10. Não se pode dizer que o Pré-modernismo constitui-se em uma escola literária em si. É, em verdade, um conjunto de manifestações do espírito de uma época, que apresentava o novo, rompia com o velho, mas ainda não possuía um rumo certo ou uma clara intenção estética.
  11. 11. Lima Barreto Euclides da Cunha Graça Aranha Pré-modernistas Monteiro Lobato Augusto dos Anjos
  12. 12. No nordeste do Brasil
  13. 13. CARACTERÍSTICAS  1- Ruptura com o passado;  2- Denúncia da realidade brasileira;  3- Regionalismo;  4- Tipos humanos marginalizados.
  14. 14.  Esses novos autores demonstram um grande interesse pela realidade nacional, contrariando o universalismo dos modelos realista- naturalistas. O cotidiano brasileiro passa a ser exposto nas páginas dos livros, dando espaço a criação de obras de nítida preocupação social. Os tipos marginalizados, as lutas inglórias e as mazelas do povo passam a ser os temas da prosa pré-modernista.
  15. 15.  A aproximação com a realidade brasileira traz como consequência formal a busca por uma linguagem mais simples, mais direta, coloquial, próxima da população. Os textos apresentam linguagem jornalística, aproximando-se, por vezes, mais da realidade que de um estilo artístico propriamente dito.
  16. 16. AUTORES PRÉ-MODERNISTAS Augusto dos Anjos Monteiro Lobato Lima Barreto Graça Aranha Euclides da Cunha
  17. 17. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário.” Os sertões
  18. 18. “E era assim todos os dias, há quase trinta anos. Vivendo em casa própria e tendo outros rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior ao seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado.” Triste Fim de Policarpo Quaresma
  19. 19. “- Upa! Cavalgo e parto. Por estes dias de março a natureza acorda tarde. Passa as manhãs embrulhada num roupão de neblina e é com espreguiçamentos de mulher vadia que despe os véus da cerração para o banho de sol. A névoa esmaia o relevo da paisagem, desbota- lhe as cores. Tudo parece coado através dum cristal despolido.” Urupês
  20. 20. Versos Íntimos (...) Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!

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