Pré-Modernismo (1902- 1922)
Que país é esse?
Profª karin
Que país é esse?
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Que país é esse?
- O avanço científico e tecnológico no início
do século XX traz novas perspectivas à
humanidade.
- As invenções contribuem...
- É em meio a tanto progresso que a 1ª
Guerra Mundial eclode. Em meio a tantos
acontecimentos, havia muito que se dizer, e...
Enquanto a Europa preparava-se para a
guerra, o Brasil vivia a chamada política do “café-
com-leite”, onde os grandes lati...
Na Bahia, ocorre a famosa “Revolta de
Canudos”, que inspirava a obra “Os Sertões” do
escritor Euclides da Cunha. Em 1910, ...
Pré-modernismo
Período que não é um
movimento literário, mas sim
uma época de transição das
estéticas vigentes ainda em fi...
O fator característico dessa fase
é o nacionalismo temático: um
nacionalismo com olhar crítico,
questionador, muito difere...
A literatura passa a ser um
instrumento para que os
brasileiros conheçam melhor
o seu Brasil. O fazer literário
se torna u...
No entanto, essa literatura
não era a que agradava aos
governantes do país: para
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Era o período da Belle époque -
expressão francesa que
denomina o período entre 1885 e
1918, no qual Paris exportava
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Desigualdades sociais
Essa não era, entretanto, a
verdade geral. Havia enormes
diferenças sociais entre as regiões
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Brasil e seus brasis:
desigualdade social
O Brasil não-oficial
Os escritores pré-
modernistas se encarregaram
de revelar o Brasil não-oficial,
não propagandeado, o ...
Os tipos humanos marginalizados,
como o sertanejo nordestino, o
habitante dos subúrbios cariocas, o
caipira paulista, ganh...
Características
Ruptura com o passado: inovação nas obras,
rompimento com os moldes pré-estabelecidos
das obras dos períod...
Regionalismo: descrição do universo
brasileiro: o norte e nordeste são
mostrados por meio da obra de Euclides
do Cunha; o ...
Ligação com fatos políticos,
econômicos e sociais: diminui a
distância entre a realidade e a ficção.
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O marco do Pré-Modenismo no Brasil é a publicação, em
1902, de Os Sertões, obra na qual Euclides da Cunha
denuncia o absur...
Mapa do estado da Bahia
com destaque para uma
cidadezinha quase na
fronteira com o Estado de
Pernambuco, que leva o
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A Guerra de Canudos
ocorreu entre os anos de 1896
e 1897 no sertão da Bahia.
Seu líder messiânico foi
Antônio Conselheiro,...
A Guerra de Canudos foi um conflito singular na
história dos primeiros anos do Brasil República, que
aconteceu no período ...
Os número final de mortes na
Guerra de Canudos é assustador.
Mais de 5.000 homens mortos em
batalha. Ao fim da guerra, um ...
Dois olhares sobre um mesmo conflito:
Euclides da Cunha, no final de Os Sertões, registrava:
“Canudos não se rendeu. Exemp...
Já Olavo Bilac, poeta parnasiano, escrevendo
sobre o mesmo episódio, comemorava:
“Enfim, arrasada a cidadela maldita!enfim...
Antônio Conselheiro:
“O sertão vai virar mar”
•Hoje, o arraial de Canudos, à beira do rio
Vaza-barris, em pleno sertão baiano,
encontra-se submerso nas águas do açude
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Outros autores
Lima Barreto: a vida nos subúrbios
cariocas. Afonso Henriques de Lima
Barreto nasceu no Rio de Janeiro em
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LIMA BARRETO
O romance mais conhecido do autor
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Policarpo é considerado o Dom
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Monteiro Lobato: descrição do
caipira paulista; denúncia da
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angústia e do pessimismo (o poeta
do desencanto)
•Autor que recebeu influência de
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•O uso de termos científicos marca a
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preferência pelo soneto traz ecos do
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“Tome, Dr., esta tesoura, e ... corte
Minha singularíssima pessoa.
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Resumo das
características
As duas principais características desse
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conservadorismo – que cultivavam os
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Ruptura com o passado
Os autores adotaram inovações que feriam o
academicismo.
Regionalismo
A realidade rural brasileira é...
Contemporaneidade
A literatura retrata fatos políticos, situação econômica e social
contemporâneos, diminuindo a distância...
Euclides da Cunha (1866-
1909) - carioca
Obras:
Os Sertões (1902) - Retrata a Guerra
dos Canudos, sendo publicado nos
segu...
Monteiro Lobato
(1882-1948)
Obras:
Urupês (1918) - Aborda a decadência da
agricultura no Vale do Paraíba, após o
“ciclo” d...
Lima Barreto (1881-
1922) - carioca
Obras:
Recordações do Escrivão Isaías
Caminha (romance – 1909)
Triste Fim de Policarpo...
AUGUSTO DOS ANJOS
(1884-1914)
PARAIBANO
OBRAS:
Saudade (poema - 1900) - Mostra que
tanto os atos bons quanto os ruins do
p...
Graça Aranha (1868-
1931) – maranhense
Obras:
Canaã (1902/romance)
Estética da Vida (1921/ensaio)
Espírito Moderno (1925/e...
Simões Lopes Neto
1865-1916 - gaúcho
Obras:
Pré modernismo (1902- 1922) profª karin
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Pré modernismo (1902- 1922) profª karin

  1. 1. Pré-Modernismo (1902- 1922) Que país é esse? Profª karin
  2. 2. Que país é esse?
  3. 3. Que país é esse?
  4. 4. Que país é esse?
  5. 5. - O avanço científico e tecnológico no início do século XX traz novas perspectivas à humanidade. - As invenções contribuem para um clima de conforto e praticidade. Afinal, o telefone, a lâmpada elétrica, o automóvel e o telégrafo começam a influenciar, definitivamente, a vida das pessoas. - Além dessas, a arte mostrou um inovado meio de comunicação, diversão e entretenimento: o cinema.
  6. 6. - É em meio a tanto progresso que a 1ª Guerra Mundial eclode. Em meio a tantos acontecimentos, havia muito que se dizer, e por isso, a literatura é vasta nos primeiros anos do século XX. - Logo, os estilos literários vão desde os poetas parnasianos e simbolistas (que ainda produziam) até os que se concentravam na política e nas peculiaridades de sua região. Chamamos de Pré-Modernismo a essa fase de transição literária entre as escolas anteriores e a ruptura dos novos escritores com as mesmas.
  7. 7. Enquanto a Europa preparava-se para a guerra, o Brasil vivia a chamada política do “café- com-leite”, onde os grandes latifundiários do café dominavam a economia(domínio paulista/mineiro nas eleições presidenciais). Ao passo que esta classe dominante e consumista seguia a moda europeia, as agitações sociais aconteciam, principalmente no Nordeste.
  8. 8. Na Bahia, ocorre a famosa “Revolta de Canudos”, que inspirava a obra “Os Sertões” do escritor Euclides da Cunha. Em 1910, a rebelião “Revolta da chibata” era liderada por João Cândido, o “Almirante Negro”, contra os maltratos vividos na Marinha.
  9. 9. Pré-modernismo Período que não é um movimento literário, mas sim uma época de transição das estéticas vigentes ainda em fins do século XIX e início do XX (Realismo-Naturalismo, Simbolismo e Parnasianismo) para o Modernismo.
  10. 10. O fator característico dessa fase é o nacionalismo temático: um nacionalismo com olhar crítico, questionador, muito diferente da visão idealizada dos românticos e muito próximo da perspectiva de país contornada pelo Modernismo a partir de 1922.
  11. 11. A literatura passa a ser um instrumento para que os brasileiros conheçam melhor o seu Brasil. O fazer literário se torna uma forma de ação social.
  12. 12. No entanto, essa literatura não era a que agradava aos governantes do país: para os tais, o texto literário deveria expor a face bela e modernizante que o Brasil vivia.
  13. 13. Era o período da Belle époque - expressão francesa que denomina o período entre 1885 e 1918, no qual Paris exportava cultura e modelos de comportamento -, e o Brasil passava por melhorias urbanas, especialmente no Rio de Janeiro, então capital brasileira.
  14. 14. Desigualdades sociais Essa não era, entretanto, a verdade geral. Havia enormes diferenças sociais entre as regiões brasileiras. A literatura então se engaja e denuncia as inverdades da propaganda oficial, que procurava transmitir a sensação de que a República (1888) era a chegada da modernidade e da democracia para o país como um todo.
  15. 15. Brasil e seus brasis: desigualdade social
  16. 16. O Brasil não-oficial Os escritores pré- modernistas se encarregaram de revelar o Brasil não-oficial, não propagandeado, o país dos contrastes, os locais onde a modernidade não chega, inclusive, até os dias de hoje.
  17. 17. Os tipos humanos marginalizados, como o sertanejo nordestino, o habitante dos subúrbios cariocas, o caipira paulista, ganharam espaço - e com eles a realidade de que faziam parte. O Brasil encontrou-se com os diferentes "Brasis" nesse trabalho de investigação e análise da realidade cultural.
  18. 18. Características Ruptura com o passado: inovação nas obras, rompimento com os moldes pré-estabelecidos das obras dos períodos anteriores. A linguagem de Augusto dos Anjos, por exemplo, é cheia de palavras não-poéticas (cuspe, vômito, escarro, vermes...), oposição direta ao modelo parnasiano, ainda em vigor na época. Denúncia da realidade brasileira: o Brasil deixa de ser idealizado e os verdadeiros problemas são mostrados, avesso da idealização romântica.O Brasil não-oficial dos nordestinos, caboclos e caipiras é exposto.
  19. 19. Regionalismo: descrição do universo brasileiro: o norte e nordeste são mostrados por meio da obra de Euclides do Cunha; o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito Santo com Graça Aranha e o subúrbio carioca com Lima Barreto.
  20. 20. Ligação com fatos políticos, econômicos e sociais: diminui a distância entre a realidade e a ficção. Em Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, por exemplo, é retratado o governo de Floriano Peixoto e a Revolta da Armada; Os Sertões, de Euclides da Cunha, demonstra a crueldade da Guerra de Canudos; Canaã, de Graça Aranha, documenta a imigração alemã no Espírito Santo.
  21. 21. O marco do Pré-Modenismo no Brasil é a publicação, em 1902, de Os Sertões, obra na qual Euclides da Cunha denuncia o absurdo da Guerra de Canudos. Com forte teor determinista, segundo o qual o homem é fruto do meio, é o primeiro pré-modernista a aproximar literatura e História. A estrutura do livro é a seguinte: •A terra: caracteriza o sertão nordestino: clima, solo, relevo, vegetação... •O homem: quem é o sertanejo e quem foi Antônio Conselheiro. •A luta: confronto: narração da luta entre as tropas oficiais e os seguidores de Conselheiro. O livro termina com a descrição da queda do Arraial de Canudos e a destruição de todas as casas erguidas no local.
  22. 22. Mapa do estado da Bahia com destaque para uma cidadezinha quase na fronteira com o Estado de Pernambuco, que leva o nome da histórica Canudos, a 10 km da cidade original
  23. 23. A Guerra de Canudos ocorreu entre os anos de 1896 e 1897 no sertão da Bahia. Seu líder messiânico foi Antônio Conselheiro, que estabeleceu uma comunidade em Canudos. Seu intuito era governá-la e torna-lá auto- sustentável.
  24. 24. A Guerra de Canudos foi um conflito singular na história dos primeiros anos do Brasil República, que aconteceu no período do governo do primeiro presidente civil da história de nosso país: presidente Prudente de Moraes (1894-1898). Após quatro expedições militares, no dia 5 de outubro de 1897, um ano de incensáveis lutas e uma feroz resistência por parte de seus defensores, o arraial chamado Belomonte, fundado por Antônio Conselheiro no Nordeste da Bahia, foi finalmente tomado pelo exército.
  25. 25. Os número final de mortes na Guerra de Canudos é assustador. Mais de 5.000 homens mortos em batalha. Ao fim da guerra, um dos aspectos positivos foi a volta do debate sobre o povo sertanejo no Brasil. Milhares de homens que tentavam sobreviver à miséria e à falta de recursos.
  26. 26. Dois olhares sobre um mesmo conflito: Euclides da Cunha, no final de Os Sertões, registrava: “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados. Forremo-nos à tarefa de descrever os seus últimos momentos. Nem poderíamos fazê-lo. Esta página, imaginamo-la sempre profundamente emocionante e trágica; mas cerramo-la vacilante e sem brilhos...”
  27. 27. Já Olavo Bilac, poeta parnasiano, escrevendo sobre o mesmo episódio, comemorava: “Enfim, arrasada a cidadela maldita!enfim, dominado o antro negro, cavado no centro do robusto sertão, onde o Profeta das longas barbas sujas concentrava sua força diabólica, feita de fé e de patifaria, alimentada pela superstição e pela rapinagem…”
  28. 28. Antônio Conselheiro: “O sertão vai virar mar”
  29. 29. •Hoje, o arraial de Canudos, à beira do rio Vaza-barris, em pleno sertão baiano, encontra-se submerso nas águas do açude de Cocorobó. • • E mais: para reforçar a profecia do beato, outra imensa região do sertão baiano virou mar. No vale do rio São Francisco foi construída a imensa barragem de Sobradinho, deixando submersas várias cidades.
  30. 30. Outros autores Lima Barreto: a vida nos subúrbios cariocas. Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881. Era mestiço, pobre e socialista, vítima de toda sorte de preconceitos. Teve também problemas com alcoolismo, o que resultou em sua internação em um hospício, entre 1914 e 1919. Morreu em 1922.
  31. 31. LIMA BARRETO O romance mais conhecido do autor é Triste fim de Policarpo Quaresma. Policarpo é considerado o Dom Quixote Nacional: aquele que acredita em um ideal, se dá por ele, não busca vantagens pessoais e, por causa desse mesmo idealismo, é tido como louco, quando na verdade, é apenas alguém puro de intenções.
  32. 32. Monteiro Lobato: descrição do caipira paulista; denúncia da realidade brasileira Autor das famosas histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo, viveu no interior e pôde observar as dificuldades e os vícios característicos da vida rural, fatos desconhecidos do Brasil "oficial". No livro Urupês (1918), Lobato traça o perfil do caipira que vivia pelo interior de São Paulo. É nessa obra que dá forma ao Jeca Tatu, símbolo do atraso e da miséria do caboclo brasileiro.
  33. 33. Augusto dos Anjos: a marca da angústia e do pessimismo (o poeta do desencanto) •Autor que recebeu influência de várias estéticas, mas não se limita a nenhuma: do Simbolismo recupera o gosto pelas imagens fortes, que despertam sensações, (no caso do autor, de asco e horror) e a preocupação com a construção formal do poema.
  34. 34. linguagem singular •O uso de termos científicos marca a inspiração do Naturalismo. A preferência pelo soneto traz ecos do Parnasianismo. É por essa fusão de escolas literárias que é difícil rotulá- lo como pertencente à uma determinada escola.
  35. 35. “Tome, Dr., esta tesoura, e ... corte Minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa Todo meu coração, depois da morte?!”
  36. 36. Resumo das características
  37. 37. As duas principais características desse movimento são: conservadorismo – que cultivavam os valores naturalistas(observação fiel da realidade , mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade; renovação – falavam sobre a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período e os dilemas vividos pela sociedade na época.
  38. 38. Ruptura com o passado Os autores adotaram inovações que feriam o academicismo. Regionalismo A realidade rural brasileira é exposta sem os traços idealizadores do Romantismo. A miséria do homem do campo é apresentada de forma chocante. Literatura-denúncia Os livros são escritos em tom de denúncia da realidade brasileira. O Brasil oficial (cidades da Região Sul, belezas do litoral, aspectos positivos da civilização urbana) é substituído por um Brasil não- oficial (sertão nordestino, caboclos interioranos, realidade dos subúrbios).
  39. 39. Contemporaneidade A literatura retrata fatos políticos, situação econômica e social contemporâneos, diminuindo a distância entre realidade e ficção. Vejamos obras e autores que exemplificam isso: a) Triste fim de Policarpo Quaresma, de LIma Barreto – Retrata o governo de Floriano Peixoto e a Revolta da Armada. b) Os Sertões, de Euclides da Cunha – Faz um relato da Guerra de Canudos, mostrando-a como uma das primeiras manifestações pela terra no Brasil. c) Cidades Mortas, de Monteiro Lobato – Mostra a passagem do café pelo Vale do Paraíba paulista. d) Canaã, de Graça Aranha – Exibe um documento sobre a imigração alemã no Espírito Santo.
  40. 40. Euclides da Cunha (1866- 1909) - carioca Obras: Os Sertões (1902) - Retrata a Guerra dos Canudos, sendo publicado nos seguintes idiomas: alemão, chinês, francês, inglês, dinamarquês, espanhol, holandês, italiano e sueco. Contrastes e Confrontos (1907) - Pode- se dizer que é uma obra científica e uma obra de arte. Trata-se de uma obra única na história das letras brasileiras. À Margem da História (1909) - Publicação póstuma, reúne os artigos de Euclides sobre a Amazônia antes e após sua viagem à região. Os ensaios amazônicos reforçam a tese de uma formação histórica marcada por contrastes e antagonismos. O dever da ciência e dos intelectuais era, para Euclides da Cunha, promover o encontro entre Estado e nação.
  41. 41. Monteiro Lobato (1882-1948) Obras: Urupês (1918) - Aborda a decadência da agricultura no Vale do Paraíba, após o “ciclo” do café. Idéias de Jeca Tatu (1919) - História de Vilela, Camilo e Rita envolvidos em um triângulo amoroso. A Menina do Narizinho Arrebitado (1920) - Tem como personagens principais Emília e Narizinho em mais uma de suas histórias inéditas. O Pica-Pau Amarelo (1939) - Aborda a Turma do Sítio (Emília, Narizinho, Pedrinho, Marquês de Rabicó, Conselheiro, Quindim, Visconde de Sabugosa, Dona Benta, Tia Nastácia, Tio Barnabé, Cuca, Saci, etc) vivendo situações e aventuras que mexem com a imaginação da criançada.
  42. 42. Lima Barreto (1881- 1922) - carioca Obras: Recordações do Escrivão Isaías Caminha (romance – 1909) Triste Fim de Policarpo Quaresma (romance – 1911) Numa e Ninfa (romance – 1915) Morte e M. J. Gonzaga de Sá (romance – 1919) Os Bruzundangas (crônica – 1923) Clara dos Anjos (romance – 1924) Histórias e Sonhos (contos – 1956) Diário Íntimo (memórias – 1956) Cemitério dos Vivos (memórias – 1956)
  43. 43. AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) PARAIBANO OBRAS: Saudade (poema - 1900) - Mostra que tanto os atos bons quanto os ruins do passado de alguém são necessários para completar o indivíduo. Eu e Outras Poesias (único livro de poemas - 1912) - Articula o trinômio como reflexo de um momento histórico marcado por um sentimento de perda, um mal-estar disseminado entre os intelectuais, uma angústia diante da falência da Civilização Ocidental e dos ideais do Progresso. Psicologia de um Vencido (soneto) - Com o uso de palavras rebuscadas e repleto de simbolismo, este soneto aborda o pessimismo marcante e retrata a tragédia da morte com naturalidade. Versos íntimos - Como todos os outros poemas e sonetos de Anjos, este também aborda a morte e o próprio "eu" o centro do seu pensamento.
  44. 44. Graça Aranha (1868- 1931) – maranhense Obras: Canaã (1902/romance) Estética da Vida (1921/ensaio) Espírito Moderno (1925/ensaio) A Viagem Maravilhosa (1927/romance)
  45. 45. Simões Lopes Neto 1865-1916 - gaúcho Obras:

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