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Tomografia computadorizada nas emergências aórticas 
Gustavo de Souza Portes Meirelles1 
1 – Doutor em Radiologia pela Esc...
Figura 2. Dissecção aórtica aguda. A seta aponta para a luz verdadeira, 
que geralmente tem menor calibre e maior contrast...
Figura 4. Acidente vascular cerebral isquêmico (setas) como 
complicação de dissecção aórtica e da carótida direita. 
Figu...
2 – Hematoma intramural 
Outra causa de dor torácica aguda é o hematoma intramural, decorrente de ruptura do vasa vasorum ...
Figura 8. Úlcera aórtica penetrante. A seta aponta para imagem compatível com úlcera 
na parede aórtica esquerda, com pree...
5 – Leitura recomendada 
Castañer E, Andreu M, Gallardo X et al. CT in nontraumatic acute thoracic aortic disease: typical...
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TC tórax: emergências aórticas

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TC tórax: emergências aórticas

  1. 1. Tomografia computadorizada nas emergências aórticas Gustavo de Souza Portes Meirelles1 1 – Doutor em Radiologia pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP 1 – Dissecção da aorta A dissecção é a emergência aórtica mais comum. Pode ser aguda ou crônica, quando os sintomas duram mais que 2 semanas. Cerca de 75% dos óbitos por dissecção aórtica ocorrem na fase aguda. A causa mais comum desta condição é a hipertensão arterial sistêmica, mas a dissecção pode ocorrer por outras etiologias, como síndrome de Marfan, colagenoses e gravidez. O mecanismo de lesão é decorrente de uma laceração da camada íntima da aorta, com criação de uma luz falsa, que pode romper com o aumento da pressão sanguínea. Os métodos de imagem são fundamentais na detecção precoce da dissecção. O exame de escolha é a tomografia computadorizada, principalmente se realizada em aparelhos rápidos, do tipo helicoidal multislice. As sensibilidade e especificidade da TC variam entre 90% e 100%. Além disto, o método permite a detecção de diagnósticos alternativos para dor torácica aguda, como embolia pulmonar e pneumotórax. A TC demonstra o septo, também conhecido como “flap”, (figura 1) dividindo as duas luzes (falsa e verdadeira). A luz verdadeira geralmente tem menor calibre e maior contrastação em comparação com a falsa (figura 2). Figura 1. Dissecção aórtica aguda demonstrada na TC. As setas apontam para a linha de dissecção, demonstrando o septo que divide as luzes falsa e verdadeira. Curso Pneumo Atual de Tomografia computadorizada do tórax – aula 12 1
  2. 2. Figura 2. Dissecção aórtica aguda. A seta aponta para a luz verdadeira, que geralmente tem menor calibre e maior contrastação que a falsa. Há 2 classificações para a dissecção aórtica aguda: as de DeBakey (I, II e III) e de Stanford (A e B), de acordo com o local onde a dissecção ocorreu. A mais utilizada na prática é a de Stanford: · Tipo A: dissecção comprometendo a aorta ascendente ou arco aórtico antes da emergência da artéria subclávia esquerda – conduta cirúrgica, pelo risco de tamponamento cardíaco, infarto agudo do miocárdio, insuficiência aórtica aguda e acidente vascular cerebral. · Tipo B: dissecção que compromete o arco aórtico após a emergência da artéria subclávia esquerda ou a porção descendente da aorta – conduta clínica, a não ser que haja complicações associadas. A TC permite detectar a maioria das complicações associadas à dissecção aórtica aguda (figuras 3, 4, 5 e 6). As principais são ruptura aórtica, derrame pleural, derrame pericárdico (que pode levar a tamponamento cardíaco), AVC, isquemias viscerais, infarto agudo do miocárdio e insuficiência aórtica aguda. Figura 3. As setas apontam para derrame pericárdico, decorrente de dissecção aórtica aguda. Reparar na linha de dissecção na aorta descendente. Curso Pneumo Atual de Tomografia computadorizada do tórax – aula 12 2
  3. 3. Figura 4. Acidente vascular cerebral isquêmico (setas) como complicação de dissecção aórtica e da carótida direita. Figura 5. A seta tracejada aponta para dissecção da aorta descendente, que se estendeu para a artéria renal direita, levando a isquemia do rim ipsilateral (seta). Figura 6. Ruptura aórtica com derrame pleural esquerdo. Curso Pneumo Atual de Tomografia computadorizada do tórax – aula 12 3
  4. 4. 2 – Hematoma intramural Outra causa de dor torácica aguda é o hematoma intramural, decorrente de ruptura do vasa vasorum na parede da aorta, úlceras penetrantes ou trauma torácico. Há um sangramento na camada média, sem ruptura da íntima ou adventícia, a não ser que haja complicações. As manifestações clínicas do hematoma intramural, assim como os fatores de risco, classificação e complicações são as mesmas da dissecção de aorta. O que diferencia as duas condições é o aspecto de imagem na TC. O hematoma intramural é caracterizado como zona de maior densidade na parede da aorta, que representa o sangramento na camada média (figura 7). Figura 7. Hematoma intramural na TC. As setas apontam para a zona de maior densidade na parede da aorta, representando o sangramento na camada média. 3 – Úlcera penetrante A úlcera aórtica penetrante é decorrente de uma placa ateromatosa que ulcera a camada íntima, causando um sangramento na média (hematoma intramural). Pode se complicar com aneurismas, pseudoaneurismas ou ruptura aórtica. É mais comum em idosos com aterosclerose, ocorrendo principalmente na aorta descendente. Os sintomas e classificação são os mesmos da dissecção e hematoma intramural. A TC demonstra a ulceração na parede da aorta, que se preenche de contraste intravenoso (figura 8). Curso Pneumo Atual de Tomografia computadorizada do tórax – aula 12 4
  5. 5. Figura 8. Úlcera aórtica penetrante. A seta aponta para imagem compatível com úlcera na parede aórtica esquerda, com preenchimento pelo contraste intravenoso. 4 – Trauma aórtico O trauma torácico fechado pode levar a lacerações da aorta, que geralmente ocorrem na região da crossa. A maior parte dos pacientes morre no local do acidente. A TC demonstra o local da lesão, com linha de laceração na aorta (figura 9). Figura 9. Laceração aórtica na região da crossa (seta) decorrente de trauma torácico por acidente automobilístico. Curso Pneumo Atual de Tomografia computadorizada do tórax – aula 12 5
  6. 6. 5 – Leitura recomendada Castañer E, Andreu M, Gallardo X et al. CT in nontraumatic acute thoracic aortic disease: typical and atypical features and complications. Radiographics 2003;23:S93-110. Gotway MB, Dawn SK. Thoracic aorta imaging with multislice CT. Radiol Clin N Am 2003;41:521-543. Macura KJ, Szarf G, Fishman EK et al. Role of computed tomography and magnetic resonance imaging in assessment of acute aortic syndromes. Semin Ultrasound CT MR 2003; 24:232-254. Curso Pneumo Atual de Tomografia computadorizada do tórax – aula 12 6

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