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Paralelismo sintático e semântico

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Slides sobre paralelismo gramatical.

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Paralelismo sintático e semântico

  1. 1. Paralelismo Gramatical Sintático e Semântico Professora Ana Lúcia Moura Neves
  2. 2. O que é paralelismo? Paralela é um conceito da Geometria que define linhas que, num mesmo plano espacial, são equidistantes em toda sua extensão. Em gramática, o paralelismo consiste em criar uma sequência de frases com estrutura idêntica. O paralelismo facilita a leitura do enunciado e proporciona clareza à expressão. Pode ser sintático e semântico.
  3. 3. Paralelismo sintático Ocorre quando os elementos coordenados apresentam estrutura gramatical idêntica. Funcionários cogitam uma nova greve e isolar o governador. Para que tivesse simetria, os núcleos do objeto direto do verbo cogitar teriam de ser de mesma natureza (ambos substantivos ou ambos verbos). Ficando, pois, assim: Funcionários cogitam uma nova greve e o isolamento do governador. ou Funcionários cogitam fazer uma nova greve e isolar o governador.
  4. 4. Paralelismo sintático Observe: A mãe pediu para a menina ir ao supermercado e que, na volta, passasse na farmácia. Sugestão: A mãe pediu para a menina ir ao supermercado e, na volta, passar na farmácia. ou A mãe pediu que a menina fosse ao supermercado e que, na volta, passasse na farmácia.
  5. 5. Paralelismo sintático Observe: Ricardo estava aborrecido por ter perdido a hora do teste e porque seu pai não o esperou. Sugestão: Ricardo estava aborrecido por ter perdido a hora do teste e por seu pai não o ter esperado. ou Ricardo estava aborrecido porque perdeu a hora do teste e porque seu pai não o esperou.
  6. 6. Paralelismo sintático Observe: Manda-me notícias de minha prima Isoldina e se meu pai resolveu aquele problema que o atormentava. Sugestão: Manda-me notícias de minha prima Isoldina e descobre se meu pai resolveu aquele problema que o atormentava.
  7. 7. Paralelismo semântico É a simetria no plano das ideias. Ex.: “O presidente brasileiro negocia com os Estados Unidos as novas propostas sobre a ALCA”. Sugestão: “O presidente brasileiro negocia com o presidente americano as novas propostas sobre a ALCA” ou “O Brasil negocia com os Estados Unidos as novas propostas sobre a ALCA”.
  8. 8. Paralelismo semântico Observe: Meu pai pratica tênis e faz um ótimo churrasco. Sugestão: Meu pai tem duas paixões: praticar tênis e fazer churrasco.
  9. 9. Paralelismos mais comuns Não só... mas (como) também No período de um ano, não só cresceu o número de assaltos e roubos na cidade, mas também o de assassinato por armas de fogo. Esse tipo de construção, além de apresentar a noção de adição (no caso, o número de assassinatos somado ao de assaltos e roubos), introduz com a expressão mas também a noção de destaque para um dos elementos – no caso, o crescimento do número de assassinatos por armas de fogo.
  10. 10. Paralelismos mais comuns Quanto mais... (tanto) mais... Hoje em dia, quanto mais uma pessoa estuda, (tanto) mais ela tem condições de competir no mercado de trabalho. Quanto mais nos esforçamos para sair tudo perfeito, (tanto) mais aparece gente para atrapalhar. Utiliza-se essa estrutura paralelística sempre que houver entre as partes uma noção de progressão com ou sem oposição.
  11. 11. Paralelismos mais comuns Seja...seja, quer...quer, ora...ora De qualquer forma, conte comigo, seja para ajudar na mudança, seja para limpar a nova casa, seja para o churrasco de inauguração. Emprega-se esse tipo de paralelismo quando se quer dar noção de alternância de ações (ora uma coisa, ora outra) ou de opção (por exemplo: quer vá, quer não vá...).
  12. 12. Paralelismos mais comuns Primeiro...; segundo... Ele (Dr. Paes de Barros) afirma que a pobreza no Brasil é erradicável. Para fazê-lo, são necessárias duas coisas: “primeiro, decidir que é isso que se quer; segundo, dar apoios institucionais a quem já trabalha com a pobreza, para viabilizar a decisão”. (Folha de S. Paulo) Utiliza-se esse tipo de recurso quando se deseja fazer uma enumeração sequencial de vários aspectos a serem considerados numa argumentação, ordenando-os por grau de importância. Entre as partes dessa enumeração, é comum empregar o ponto-e-vírgula.
  13. 13. Paralelismos mais comuns Tanto...quanto... As estradas estão muito ruins, tanto para quem vai à capital quanto para quem vem dela. Essa estrutura paralelística, ao mesmo tempo que introduz a noção de adição, acrescenta também uma noção de equiparação ou de equivalência.
  14. 14. Paralelismos mais comuns Não... e não/nem Não pudemos viajar no carnaval passado, nem nas férias de julho, nem nas de janeiro. Emprega-se esse recurso quando se deseja fazer uma sequência de negativas.
  15. 15. Paralelismos mais comuns Por um lado... por outro... Se, por um lado, a venda do sítio resolveu nossos problemas financeiros, por outro (lado) perdemos o único meio de lazer da família. Esse paralelismo introduz uma comparação, geralmente demonstrando os aspectos negativos e positivos de algum ato.
  16. 16. Paralelismos mais comuns Correlação entre tempos verbais Se todos colaborassem, tudo seria mais fácil. Se todos colaborarem, tudo será mais fácil. O emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (colaborassem), na oração subordinada condicional, obriga o emprego do futuro do pretérito (seria) na oração principal. Já o emprego do futuro do subjuntivo obriga o emprego do futuro do presente do indicativo, na principal.
  17. 17. A quebra intencional do paralelismo Observe esta frase do protagonista da obra Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis: “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis, nada menos.” Nessa frase, intencionalmente o autor quebra o paralelismo semântico, já que mistura elementos de natureza diferente: tempo e dinheiro. Como resultado, a quebra provoca o efeito de sentido pretendido pelo narrador: ironizar os interesses financeiros de Marcela.

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