Jornal A Família Católica, 15 edição, agosto 2014

736 visualizações

Publicada em

http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/

Publicada em: Espiritual
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
736
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
509
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Jornal A Família Católica, 15 edição, agosto 2014

  1. 1. O segredo admirável do santíssimo rosário para se converter e se salvar São Luís Maria Grignion de Montfort SANTOS E FESTAS DO MÊS: 02– Santo Afonso M. Ligório; 04– São Domingos de Gus- mão; 06– Transfiguração de Nosso Senhor; 08– São João Maria Vianney; 12– Santa Clara; 15– Assunção de Nossa Se- nhora; 16– São Joaquim; 20– São Bernardo; 21– Santa Joana Francisca F. de Chantal; 22– Imaculado Coração de Maria; 25– São Luís, rei da França; 28– Santo Agostinho; 30– Santa Rosa de Lima; N E S T A E D I Ç Ã O : Rosário 1,2 Entronização 3 Imitação de Maria 4 Obrigações de cada estado 4 Agosto/ 2014Edição 15 A Família CatólicaC A P E L A N O S S A S E N H O R A D A S A L E G R I A S o mundo? – Ó Senhora, respondeu ele, Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois de Vosso Filho Jesus Cristo fostes Vós o principal instrumento da nossa salvação.” Ela acrescen- tou: “Sabe que a princi- pal arma foi o Saltério Angélico, que é o funda- mento do Novo Testa- mento; portanto, se que- res ganhar para Deus esses corações endure- cidos, reza o meu Salté- rio.” O santo levantou-se todo consolado e, arden- do de zelo pela salvação daquela população, diri- giu-se à catedral para pregar. Os sinos come- çaram a tocar por inter- venção dos anjos para reunir os habitantes, e assim que São Do- mingos começou o seu sermão levantou-se uma tempestade, a terra tremeu, o sol obs- cureceu-se, e os repetidos trovões e relâm- pagos fizeram empalidecer e estremecer todos os ouvintes. O seu terror aumentou quando viram uma imagem da Santíssima Virgem exposta num lugar proeminente, levantar os braços três vezes ao Céu pedin- do vingança a Deus contra eles, se não se convertessem e não recorressem à proteção da Santa Mãe de Deus. O Céu queria através destes prodígios au- mentar a nova devoção do Santo Rosário e torna-la mais famosa. Por fim a tempestade cessou com as ora- ções de São Domingos. Ele continuou o seu sermão e explicou com tanto fervor e força a excelência do Santo Rosário que quase to- dos os habitantes de Toulouse abraçaram a sua prática, renunciando aos seus erros; e viu-se, em pouco tempo, uma grande mu- dança na vida e nos costumes da cidade. Todas as coisas, mesmo as mais santas, estão sujeitas a mudanças, sobretudo quan- do dependem da vontade dos homens. Não O Rosário compreende duas coisas: a oração mental e a oração vocal. A oração mental do San- to Rosário não é mais que a meditação dos principais mistérios da Vida, da Morte e da Gló- ria de Jesus Cristo e de Sua Santíssima Mãe. A oração vocal consiste em dizer quinze dezenas de Aves Maria procedidas por um Pai Nosso en- quanto que se meditam e se contemplam as quinze virtudes principais que Jesus e Maria praticaram nos quinze mistérios do Santo Rosário. Uma vez que o Santo Rosário é essencialmen- te composto pela oração de Jesus e pela Sauda- ção Angélica, ou seja, o Pai-Nosso e a Ave- Maria, e pela meditação dos mistérios de Je- sus e de Maria, é sem dúvida a primeira ora- ção e a primeira devoção dos fiéis, que após os apóstolos e os discípulos foi posta em práti- ca de século em século até aos nossos dias. Contudo o Santo Rosário, na forma e no método que tem atualmente, foi inspirado à Igreja, oferecido pela Santíssima Virgem a São Domingos para combater os hereges albigen- ses e os pecadores, que no ano de 1214, tal como o conta o Bem-aventurado Alano de la Roche no seu famoso livro intitulado: “De Dig- nitate psalterii”. São Domingos, vendo que os crimes dos homens eram um obstáculo à conversão dos albigenses, entrou numa floresta próxima de Toulouse e aí passou três dias e três noites em contínua oração e penitência, não cessan- do de gemer, de chorar e de macerar o corpo com duras disciplinas, afim de apaziguar a cólera de Deus, até que caiu meio morto. A Santíssima Virgem apareceu-lhe então, acom- panhada de três princesas do Céu, e disse-lhe: “Sabes, meu querido Domingos, de que arma a Santíssima Trindade se serviu para reformar
  2. 2. é pois de admirar que a confraria do Santo Rosário tenha subsistido apenas, no seu primeiro fervor, mais ou menos cem anos, após a sua instituição, tendo depois caído num quase completo es- quecimento. A malícia e a inveja do de- mônio sem dúvida contribuíram para esse esquecimento como meio de travar o curso das graças de Deus que essa devoção lançava ao mundo. Como con- sequência, a justiça divina atingiu todos os reinos da Europa no ano de 1349 com a mais terrível das pestes, a qual, vinda do leste, se espalhou pela Itália, Alemanha, França, Polônia, Hungria, e devastou quase todas as suas terras. Em cada cem homens apenas um sobrevivia; as cidades, os burgos, as aldeias e os mosteiros ficaram completamente des- povoados durante os três anos que du- rou este contágio. E a este flagelo de Deus seguiram-se ainda outros dois: a heresia dos Flagelantes e um desgraça- do cisma em 1376. Assim que, pela misericórdia de Deus, estas misérias se findaram, a Santíssima Virgem ordenou ao Bem-aventurado Ala- no de la Roche, célebre doutor e famoso pregador da ordem de São Domingos, do convento de Dinan de Bretagne, que renovasse a antiga confraria do Santo Rosário, afim de que, uma vez que essa célebre confraria tinha nascido nessa província, um religioso da mesma provín- cia tivesse a honra de a restabelecer. Este bem-aventurado padre começou a trabalhar nesta grande obra no ano de 1460, depois de Nosso Senhor Jesus Cristo, para convencê-lo a pregar o Santo Rosário, se manifestou na Sagrada Hós- tia, quando um dia ele rezava Missa: “Porque me crucificas tu de novo?” “Como, Senhor?”, perguntou-lhe o Bem- aventurado Alano surpreendido. “São os teus pecados que me crucificam, respon- deu-lhe Jesus, e preferiria ser crucificado outra vez a ver meu Pai ofendido pelos pecados que cometeste. E crucificas-Me ainda agora, porque tens o conhecimen- to e quanto é necessário para pregar o Rosário de minha Mãe, e por este meio instruir e desviar muitas almas do peca- do salvando-as e afastando-as de grande males, mas não o fazendo tornas-te cul- pado dos pecados que elas cometem.” Estas terríveis censuras fizerem o Bem- aventurado Alano resolver-se a pregar incessantemente o Rosário. Desde o tempo em que São Domingos estabeleceu a devoção do Santo Rosário até o ano de 1460, em que o Bem- P á g i n a 2 A F a m í l i a C a t ó l i c a aventurado Alano de la Roche, por ordem do Céu, a renovou, se lhe dá o nome de Saltério de Jesus e da Santíssima Virgem; isto porque contém tantas Saudações Angélicas quanto o Saltério de Davi con- tém salmos. Uma vez que os simples e os ignorantes não são capazes de rezar o Saltério de Davi, podem encontrar na reci- tação do Santo Rosário um fruto igual, e mesmo superior, àquele que se colhe da recitação dos salmos: 1) Porque o Saltério Angélico tem um fruto mais nobre, que é o Verbo encarnado, enquanto que o Saltério de Davi não faz mais que profetizá-lo; 2) Porque da mesma maneira que a verdade suplanta a imagem e o corpo a sombra, assim o Saltério da Santíssima Virgem suplanta o Saltério de Davi, que mais não foi que imagem e sombra; 3) Porque o Saltério da Santíssima Virgem ou Rosário, composto pelo Pai-Nosso e pela Ave- Maria, é obra direta da Santíssima Trinda- de. O Saltério ou Rosário da Santíssima Vir- gem é dividido em três terços de cinco dezenas cada um: 1) para honrar as três pessoas da Santíssima Trindade; 2) para honrar a vida, a morte e a glória de Jesus Cristo; 3) para imitar a Igreja triunfante, para socorrer a militante e para consolar a sofredora; 4) para imitar as três partes dos salmos cuja primeira é sobre a vida purga- tiva, a segunda sobre a vida iluminativa e a terceira sobre a vida unitiva; 5) para nos encher de graça durante a vida, de paz na hora da morte e de glória na eternidade. Depois de o Bem-aventurado Alano de la Roche ter renovado esta devoção, a voz pública, que é a voz de Deus, deu-lhe o nome de Rosário, que significa coroa de rosas. O mesmo é dizer que todas as ve- zes que se reza como é devido o Rosário, se coloca sobre a cabeça de Jesus e de Maria uma coroa composta de cento e cinquenta e três rosas brancas e de seis rosas vermelhas do Paraíso, as quais não perderão jamais a sua beleza nem o seu brilho. A Santíssima Virgem aprovou e confirmou o nome de Rosário, revelando a muitos devotos que por cada Ave-Maria que rezavam a presenteavam com uma bela rosa, e que por cada Rosário lhe ofe- reciam uma coroa feita dessas rosas. O irmão Alfonso Rodriguez, da Compa- nhia de Jesus, rezava o seu Rosário com tanto ardor que via com frequência, a ca- da Pai-Nosso, sair de sua boca uma rosa vermelha, e a cada Ave-Maria uma rosa branca; ambas iguais em beleza e perfu- me e apenas distintas na cor. As crônicas de São Francisco contam que um jovem religioso tinha o louvável costume de rezar todos os dias, antes da refeição, a coroa da Santíssima Virgem. Um dia, não sei porque razão, não o fez. Chegou a hora do jantar e ele pediu ao superior que lhe permitisse rezá-la antes de ir para a mesa; com esta permissão, retirou-se para a sua cela. Como demora- va, o superior enviou um religioso a chamá -lo, o qual o encontrou em sua cela, todo resplandecente de uma celeste luz, e com a Santíssima Virgem e dois anjos a seu lado. À medida que ele rezava as Aves Maria, belas rosas saíam da sua boca, e os anjos apanhavam essas rosas, uma após outra, e metiam-nas sobre a cabeça da Santíssima Virgem que lhes dava o seu consentimento. Dois outros religiosos envi- ados para ver a causa da demora dos an- teriores viram todo este mistério, e a San- tíssima Virgem não desapareceu antes que toda a coroa fosse rezada. O Rosário é pois uma grande coroa e o Terço uma pequena grinalda de flores ou uma pequena coroa de rosas celestes que se colocam sobre a cabeça de Jesus e de Maria. A rosa é a rainha das flores, do mesmo modo o Rosário é a rosa e a pri- meira das devoções. Não é possível exprimir o quanto a San- tíssima Virgem estima o Rosário acima de todas as devoções e o quanto é magnífica a recompensar aqueles que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo; e, pelo contrário, como é terrível para aque- les que querem opor-se-lhe. A Santíssima Virgem não favorece so- mente os pregadores do Rosário, mas re- compensa também gloriosamente aqueles que, por seu exemplo, atraem os outros para esta devoção. Que os devotos da Santíssima Virgem procurem conseguir o maior número de fiéis que puderem para a confraria do San- to Rosário, a exemplo destes santos (...); receberão na terra grandes graças e ga- nharão a vida eterna. Qui elucidant me vitam aeternam habebunt. (Eclesiástico, 24:31 “ Aqueles que Me tornam conhecida terão a vida eterna.”) “A Ave Maria, o Santo Rosário ou o Santo Terço, é a minha oração e a minha segura pedra de toque para distinguir aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus daqueles que estão sob a ilusão do espírito maligno.” São Luís Maria Montfort
  3. 3. Não se conhece mais a Jesus Cristo; é por isso que Ele não é mais amado. Tem-se medo d’Ele, fica-se afastado d’Ele. “Fica no tabernáculo enquanto nós viveremos lá longe, mais longe, a nossa vida de família!...Principalmente (como disseram outrora os Israelitas), não te aproximes, não chegues tão perto, não nos fales, pois temos medo de morrer!”, é como Lhe falam. E não se vê senão a Jeová do Sinai no Jesus-Salvador, tão doce, tão bom, tão familiar, no Emanuel, o Deus conosco, que faz suas delícias em habitar com os filhos dos homens, que, nos dias da sua vida mortal, não temia hospedar-se em casa dos publicanos e dos pecadores e mesmo assistir a bodas para mostrar-nos seu desejo de viver com todos os seus sofri- mentos. Alega-se a própria indignidade! Seria digno Zaqueu, aquele pecador que só por curiosidade seguia os passos do Salva- dor? Não, sem dúvida, mas ele teve fé na sua condescendência...ele O recebeu em sua casa. E a Samaritana, então, a mulher de Ca- nanéa, e Simão, o fariseu, e tantos outros! Oh! Tantos outros que se parecem conos- co na sua miséria moral, seriam eles já santos quando se aproximavam de Jesus? Não, nenhum daqueles que rodeavam o Mestre e O seguiam, nenhum deles era digno; mas em compensação eles tinham uma fé imensa no Amor misericordioso que lhes era oferecido e que os chamava. Eles tiveram o grande mérito de acreditar nisso e aceitar com simplicidade e confi- ança o chamado gratuito de glória de que foram objeto. Bem-aventurados os infeli- zes cuja baixeza, de um abismo de horror, atraiu o abismo de beleza divina, o Cora- ção do seu Salvador! Eis aí porque, como na casa de Zaqueu, assim também entrou a salvação naque- les corações endurecidos, naquelas almas obscuras. E com Jesus chegou a salvação, a paz, a conversão: Esta casa recebeu hoje a sal- vação! Alega-se respeito...Ele pede, Ele mendi- ga o amor... Ele nos estende os braços...e fica-se longe...por respeito! Colocam-se entre Deus e nós, verdadei- ros vales....montanhas!!! Por respeito! Oh! Que pretexto farisaico! A um Deus que, por amor, despojou-se do manto de majestade, do seu diadema de glória, e que, como Irmão e como Ami- go, nos estende a mão e oferece-nos o seu coração, a esse Deus todo amor, pa- rece que se está dizendo, com um tom de insolência: “Lembra-Te que és Deus e Rei! Pára! Afasta-Te!” Esquece-se ou ignora-se que o respeito, o verdadeiro respeito cris tão, é sempre, no fundo, um amor por Jesus e não uma simples farsa de etiqueta exterior. O respeito que lhe devemos, nun- ca é, nas nossas relações com o Salvador, uma distância, pois Ele suprimiu a todas pela Encarnação e a Eucaristia. Mesmo assim, suprimindo essas distân- cias, Ele exigiu certamente dos cristãos uma adoração muito mais perfeita que aquela que lhe davam tremendo e man- tendo-se afastados, os judeus. Oh! O que diriam esse homens trêmulos se se ouvis- sem chamar, como tantos pecadores, pelo doce nome de “amici mei” - “meus ami- gos”, “filioli” - meus filhinhos”? Talvez, quem sabe, correriam de medo e não de amor. (...) Ah! O AMOR não é amado! Ele não é amado! Ele não é amado. Não se prega bastante o amor de Jesus Cristo, no entan- to, é uma alma, uma flama, uma vida! E não, mil vezes não, um sentimentalismo doentio. É o segredo de todo heroísmo e não, oh! não, uma beatice. Se se meditasse profundamente o Evan- gelho, se se lesse mais o Evangelho, como se ficaria logo convencido do desejo que tem o Mestre de ser familiar conosco! (...) Sim, repito, se alguém tem medo de Jesus é porque não O conhece, não se aproximou d’Ele, não O viu! (...) Contemplai esta cena, a das recepções de Jesus em Betânia; por pouco que se reflita sobre ela, com o coração, vê-se logo que as coisas devem se ter passado as- sim. O quadro é meu, mas a pintura, é, no fundo, evangélica. A primeira vez que Jesus veio pedir hos- pitalidade em Betânia, receberam-n’O — Lázaro e Marta somente; Madalena tinha abandonado o lar, - receberam-n’O digo, com uma certa reserva, um misto de timi- dez, honra e curiosidade...Era um homem famoso, aquele fazedor de milagres de que todo mundo falava. Quem poderia Ele ser? ...Um rabino!... Sentiam-se honrados, curiosos..., mas era tudo; guardaram dis- tâncias respeitosas e, sem dúvida, conten- taram-se em ouvi-Lo e servi-Lo. No entanto alguma coisa de atraente deve ter emana- do da pessoa do Salvador, porque quando Ele se foi, Lázaro e Marta ousaram dizer timidamente: "Mestre, volta um dia!" E Jesus voltou. Esta segunda vez, um sentimento novo aparecia nos corações. Tinham-se prepa- rado para recebê-Lo, desejavam sua che- gada...foram mesmo esperá-Lo à entra- da...e quando Ele chegou, ousaram aproxi- mar-se mais..., a conversa tornou-se mais íntima, mais familiar, mais alegre...O Mes- tre era tão bom, tão simples! Quando Ele partiu, os corações estavam conquistados... foi com insistência que o irmão e a irmã suplicaram: "ó Mestre, vol- ta!...digna-Te fazer nossa morada teu pon- to de pousada habitual". E Jesus prometeu. Ele seria seu Amigo! Ah! esta terceira recepção de Jesus em Betânia, como foi diferente das duas outras!....Prestai bem atenção, é a da Entronização. As almas estavam cheias de ale- gria...tinham-se posto em festa...havia flores por toda parte! Lázaro e Marta contavam as horas...Oh! como o Mestre demorava para chegar! Bem cedo eles não tiveram mais cora- gem de esperar, foram ao seu encon- tro....depois, quando o haviam introduzi- do e instalado no melhor lugar, chegaram bem perto, bem perto..., nada de distân- cias hoje... é o amor, é a familiaridade. A conversa travou-se muito íntima, os cora- ções se derramaram uns nos outros...e de tal modo...que num momento dado, Lázaro vendo o Mestre tão doce, tão bom, tão misericordioso, tão poderoso, pôs-se de joelhos, e juntando as mãos sobre os joelhos de Jesus...com soluços na voz, confiou o doloroso segredo da família: "Mestre!...nós somos dois!...éramos três...Maria!...nossa irmã, que chamam hoje Madalena, não está mais conosco...ela é a vergonha do nosso lar. Oh! Mestre!....faze com que ela vol- te!!...” E Jesus misturou suas lágrimas às de Lázaro, e quando deixou “seus amigos” naquela noite, lançou em suas almas a palavra de esperança: “Eu vô-lo prometo...Madalena voltará!” Sabe-se o resto..., a pecadora aos pés de Jesus, em casa de Simão, e sua admi- rável conversão. A quarta vez que Jesus voltou a Betâ- nia, eles eram três novamente. Ela estava lá, Maria Madalena, a gran- de ressuscitada do Mestre...e daí em diante o Evangelho nô-la mostrará sem- pre seguindo os passos de seu Salvador. E em torno de Jesus, perto, bem perto do seu Coração, o seu centro, a sua vida, os três irmãos desde então inseparáveis — Betânia refeita para sempre. Jesus, que sabe todas as coisas, co- nhecia bem a desgraça daquela família; no entanto, esperou para dar-lhe remé- dio, que essa desgraça Lhe fosse confia- da. Ele esperou, para fazer seu grande milagre, que fosse recebido no lar e aí encontrasse....o amor confiante e a ami- zade das almas. Não é esta uma adorável cena de bele- za e simplicidade? Pois é a própria cena da Entronização. Todos os dias os milagres mais esplen- didos, mais inesperados, vem correspon- der à confiança das famílias que soube- ram dizer “Mane nobiscum! Sim, fica conosco!” Fica...fecharemos a porta de- pois que entrares, queremos guardar-Te conosco para sempre! A entronização Jesus, Rei de amor — Pe. Mateo Crawley- Boevey
  4. 4. A F a m í l i a C a t ó l i c aE d i ç ã o 1 5 Edição: Capela Nossa Senhora das Alegrias - Vitória, ES. http:/www.nossasenhoradasalegrias.com.br Entre em contato conosco pelo e-mail: jornalafamiliacatolica@gmail.com "(...)Sejas moderada no teu andar, como o fazem as pessoas que vivem na presença de Deus. Não levantes muito a tua voz, nem dê fortes gargalhadas; mas a graça da modéstia envolva sempre o teu semblante. Corrigirás melhor aos maus com a tua modéstia do que com a abundância de tuas palavras. Se tiverdes de falar, sejam as tuas palavras como anzóis com que prendas à piedade aos maus que te escutarem. Sede afável com todos, e os ganharás a todos para Deus. Se todos aqueles que te virem se regozijarem e bendizerem ao Eterno Padre que está nos Céus, e os maus se comportarem na tua presença, então crê, filha Minha, que a modéstia está em ti como a tocha que ilumina e vivifica. Imita-me." ("De la imitacion de la Bienaventurada Virgem Maria Nuestra Señora", por un monje premons­ tratense, Cap. III, pp. 176-177, nueva edición, Madrid, 1926). Obrigações da mulher casada 1– Amar o marido. 2– Respeitá-lo como seu chefe. 3– Obedecer-lhe com afetuosa prontidão. 4– Advertí-lo com discrição e prudência. 5– Responder-lhe com toda a mansidão. 6– Servi-lo com desvelo. 7– Calar, quando o vir irritado. 8– Tolerar com paciência seus defeitos. 9– Não ter olhos, nem coração para outro. 10– Educar catolicamente os filhos. 11– Ser muito atenciosa e obe- diente para o sogro e sogra. Manual das mães cristãs, Re- vmo. Pe. Theodoro Ratisbonne. Obrigações da viúva 1– Viver pura como as virgens. 2– Vigilante como as casadas. 3– Dar exemplos de virtude a umas e outras. 4– Ser amiga do retiro. 5– Inimiga dos divertimentos mundanos. 6– Aplicada à oração. 7– Cuidadosa pelo seu bom nome. 8– Amante da mortificação. 9– Zelosa pela glória de Deus. Manual das mães cristãs, Re- vmo. Pe. Theodoro Ratisbonne. Obrigações das donzelas 1– Em todas as ações guardar suma modéstia. 2– Ser mui considerada nas palavras. 3– Não desejar ver nem ser vista. 4– Não vestir com vaidade. 5– Fugir de conversar a sós com homens. 6– Abominar os namoros, bai- les, teatros, etc. 7– Amar os exercícios de pieda- de. 8– Não estar ociosa, nem um só momento. 9– Fazer alguma discreta morti- ficação. Caminho reto e seguro para chegar ao céu, Santo Antônio Maria Claret.

×