Homossexualidade

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Homossexualidade

  1. 1. Catarina Martins de Assis Kelly Correia Lima Priscila da Silva Nascimento Priscilla Carvalho Rodrigo de Souza Araujo UNICASTELO – Universidade Camilo Castelo Branco Curso de Psicologia – Formação de Psicólogo Psicologia da Diversidade Profa. Silvana Sinatolli
  2. 2.  Século XIX – Nosografia psiquiátrica: a homossexualidade entendida e acolhida como um desvio de normalidade; resumia-se na atração sexual orientada para pessoas do mesmo sexo.  CID-9 (1975): o homossexualismo fazia parte do grupo que circunscreve as Desordens Neuróticas, Desordens de Personalidade e Outras Não Psicóticas. A homossexualidade era classificada entre os Desvios e Transtornos Sexuais, sob o código 302.0.  Definição de homossexualidade no CID-9 (1975): “A atividade sexual dirigida primariamente para pessoas do mesmo sexo ou que se processa por meio de atos sexuais não associados normalmente ao coito, ou coito realizado sob circunstâncias anormais”. Homossexualismo: os caminhos da oficialidade psiquiátrica
  3. 3.  DSM-III (1980): a homossexualidade constava entre os Distúrbios Sexuais, inserida na categoria Outros Transtornos Psicossociais, em que aparecia como Homossexualidade Egodistônica.  DSM-III-R (1987): já não constava mais o termo homossexualidade entre os Distúrbios Sexuais.  DSM-IV (1994): pode-se encontrar a classificação do Distúrbio de Identidade de Gênero, entre os quais estariam contempladas situações clínicas envolvendo persistente e marcado sofrimento relativo à orientação sexual. Homossexualismo: os caminhos da oficialidade psiquiátrica
  4. 4.  CID-10 (1992): possui o item Transtornos Psicológicos e de Comportamento Associados ao Desenvolvimento e Orientação Sexual (F66) e o subitem Orientação Sexual Egodistônica (F66.1).  Assim, escolha homossexual de objeto só se constituiria como patológica à medida que determinasse sofrimento e desconforto pessoal ao indivíduo. Homossexualismo: os caminhos da oficialidade psiquiátrica
  5. 5. A homossexualidade como destino identificatório Em Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905), Freud postula a noção de objeto sexual como sendo aquele que é capaz de exercer atração sexual e mediante o concurso do qual a tensão sexual pode ser descarregada.
  6. 6. A homossexualidade como destino identificatório Freud Postula: “A opinião popular tem ideias muito precisas a respeito da natureza e das características deste instinto sexual. A concepção geral é que ele está ausente na infância, que se manifesta na maturidade e se revela nas manifestações de uma atração irresistível exercida por um sexo sobre o outro; quanto ao seu objetivo, presume- se que seja a união sexual, ou pelo menos, atos que conduzam nesta direção”.
  7. 7. A homossexualidade como destino identificatório Onde se lê “opinião popular”, na verdade, Freud tece uma crítica à visão científica da época que supunha um objeto natural da sexualidade e, assim, propunha que a condição filogenética definiria o vetor de normalidade sexual e todas as possibilidades de desvio dessa norma; ao chegar à maturidade, o ser humano experimentaria uma atração, irresistível pelo sexo oposto, exceção feita unicamente aos casos de profundo transtorno orgânico.
  8. 8.  Freud propõe a desnaturalização do objeto sexual; com relação à homossexualidade, haveria um desvio relativo à escolha do objeto sexual. Assim, definia-se os homossexuais como invertidos absolutos, invertidos anfigênicos e invertidos ocasionais.  Essa classificação leva em consideração as características de exclusividade na escolha objetal, estabilidade da escolha e o momento de aparecimento desta e, promove um abrandamento na rigidez das fronteiras entre normal e patológico.  Ao reunir as várias formas de inversão – absoluta, anfigênica e ocasional – Freud acentua o fato de que a sexualidade está sob o poder imperativo da busca de prazer e, portanto, de forma alguma restrita aos limites biológicos da procriação. A desnaturalização do objeto sexual
  9. 9. A identidade sexual para a psicanálise  A identidade sexual para psicanálise: é uma construção que se dá a partir do percurso erótico na relação com o outro – normalmente o pai e a mãe, ou, quando da ausência destes, as pessoas que cuidaram da criança durante a infância – e não como a realização de um desígnio biológico.
  10. 10. A concepção freudiana da bissexualidade e a escolha do objeto sexual  A constituição da escolha de objeto em sua vertente homossexual sustenta-se na concepção freudiana da bissexualidade, que, ao contrário do que afirmava a biologia quando encarava a sexualidade como resultante da conformação anatômica do indivíduo, vai apontar para a importância dos acontecimentos históricos como determinantes do tipo de escolha objetal que cada um fará.  A bissexualidade seria, nesse caso, a disposição originária a partir da qual cada pessoa se defrontaria, potencialmente, com os recursos que lhe permitiriam trilhar o caminho para a definição de sua identificação sexual.  Assim, o ser humano teria a possibilidade de construir uma identificação feminina ou masculina independentemente de sua condição genotípica.
  11. 11. A concepção freudiana da bissexualidade e a escolha do objeto sexual  Em Análise de uma fobia de um menino de cinco anos, Freud afirma: “Não há absolutamente qualquer justificativa para distinguir um instinto homossexual especial. O que constitui um homossexual é uma particularidade não ´na sua vida instintual, mas na sua escolha de um objeto”.  O ser humano nasceria com uma prontidão para a sexualidade, mas o objeto desta não seria dado a priori; antes, teria de ser encontrado a partir de uma história pessoal marcada por vicissitudes especiais e particulares.
  12. 12. A concepção freudiana da bissexualidade e a escolha do objeto sexual  Em 1915, Freud acrescenta uma nota de rodapé ao texto dos Três ensaios: “A pesquisa psicanalítica se opõe com o máximo de decisão que se destaquem os homossexuais, colocando-os em grupo à parte do resto da humanidade, como possuidores de características especiais. Estudando as excitações sexuais, além das que se manifestam abertamente, descobriu que todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que na realidade o fizeram em seu inconsciente”.  Todo ser humano, por conseguinte, tem de lidar, ao longo de seu desenvolvimento rumo à escolha do objeto, com ambas as vertentes eróticas, heterossexual e homossexual.
  13. 13. Os aspectos essenciais da estruturação do sujeito: o complexo de Édipo  A partir de 1920, Freud procura discutir os aspectos essenciais da estruturação do sujeito a partir das vivências ligadas ao complexo de Édipo.  Surge a ideia de que toda criança terá como objetos privilegiados na infância a mãe e o pai ou seus substitutos, com quem aprenderá a linguagem do amor. Será nessa relação que ela vai processar os recursos para construir sua identidade sexual. Para Freud:  “O complexo de Édipo ofereceu à criança duas possibilidades de satisfação, uma ativa e outra passiva. Ela poderia colocar-se no lugar de seu pai, à maneira masculina, e ter relações com a mãe, como tinha o pai, caso em quem cedo teria sentido o último como um estorvo, ou poderia querer assumir o lugar da mãe e ser amado pelo pai, caso em que a mãe se tornaria supérflua”.
  14. 14. Os aspectos essenciais da estruturação do sujeito: a castração  Para Freud, toda condição de subjetivação e, portanto, da constituição da identidade sexual está articulada à castração. Seria exatamente o reconhecimento desta que poria fim à intensa vinculação edípica da criança com os pais.  No caso do menino, Freud afirma que o contato com a castração “... punha fim às duas maneiras possíveis de obter satisfação do complexo de Édipo, de vez que ambas acarretavam a perda de seu pênis – a masculina como punição e a feminina como pré-condição.”  Com a menina é diferente por ela não ser passível de sofrer ameaça de castração. A menina teria seus temores voltados para a possibilidade de perder a condição de ser amada. Para Freud “A renúncia ao pênis não é tolerada pela menina sem alguma tentativa de compensação. Ela desliza – ao longo da linha de uma equação simbólica, poder-se-ia dizer – do pênis para o bebê. Seu complexo de Édipo culmina em um desejo, mantido por muito tempo, de receber um bebê como presente, dar-lhe um filho (ao pai)”.
  15. 15. Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos  Em Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos, Freud aponta que a percepção da diferença anatômica entre os sexos funcionaria como um divisor de águas na história da constituição da identidade sexual.  Para o menino, ela colocaria em questão a onipotência de sua escolha edípica à medida que esta o exporia ao risco de perder seu pênis – objeto privilegiado de seu investimento narcísico. Caberia à ele aceitar os limites impostos pela castração e identificar-se com o pai como saída de sua posição masculina. Ao mesmo tempo, deveria aceitar a interdito de sua escolha incestuosa e abrir mão da mãe como objeto sexual.
  16. 16. Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos  No caso da menina, a distinção anatômica entre os sexos a confrontaria com a inferioridade das proporções clitoridianas em comparação com o órgão sexual masculino. Esta seria a inveja do pênis que, por sua vez, seria impulsionada do percurso da menina em direção ao amor do pai. Antes desse momento a menina estaria vivendo sua sexualidade de modo fálico a partir da masturbação clitoridiana. Segundo Freud:  “Seu reconhecimento da distinção anatômica entre os sexos força-a a afastar-se da masculinidade e da masturbação masculina, para novas linhas que conduzem ao desenvolvimento da feminilidade”.  O caminho para a feminilidade seria alcançado mediante a renúncia da menina ao desejo de ter um pênis, fazendo uma transposição simbólica para a aspiração de ter um filho do pai.
  17. 17. Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos  Conforme Freud, a sexualidade feminina seria considerada secundária a suposta posição masculina originária. Todo ser humano encontraria sua primeira condição identificatória diante do masculino (fálico).  A condição feminina seria o fracasso das tentativas da menina de ter um pênis e realizar-se como um menino.  Em conclusão, a resolução do complexo de Édipo da menina se daria, por conseguinte, por linhas bem diferentes daqueles que envolveriam a situação do menino.  Quanto ao desejo de ter um filho do pai, este progressivamente perderia sua força diante da persistente frustração a que era submetido pela realidade. Restaria, no melhor dos casos, apenas o traço inconsciente que, mais tarde, possibilitaria a menina viesse de investir amorosamente um substituto paterno com quem reviveria seu desejo simbolicamente articulado à equação pênis-bebê.
  18. 18. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância Em Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância (1910), Freud lançou as bases para a compreensão dinâmica de um tipo de escolha homossexual no menino. Ressalta-se que sua pretensão não era abarcar com esse modelo todos os casos de homossexualidade.
  19. 19. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância A ligação intensa de Leonardo a sua mãe, em seus primeiros anos de vida, mais a absoluta ausência da figura paterna produziram uma escolha de objeto muito específica. O apego excessivo de Leonardo à sua mãe fez dele prisioneiro de seus carinhos e o deixou cativo de sua devotada atenção.
  20. 20. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância A falta de interdição paterna a essa relação de exclusividade com a mãe favoreceu imensamente a persistência dessa escolha edípica de objeto. O tributo pago pela intensidade e exclusividade do afeto recebido nessa relação com a mãe levou a uma escolha de objeto homossexual.
  21. 21. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância Podemos compreender essa escolha a partir de Freud: “O amor da criança por sua mãe não pode mais continuar a se desenvolver conscientemente – ele sucumbe a repressão. O menino reprime o amor pela mãe; coloca-se em seu lugar, identifica-se com ela, e toma a si próprio como modelo a que devem assemelhar-se os novos objetos de amor”.
  22. 22. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância A identificação homossexual seria, por conseguinte, decorrente da manutenção da fidelidade ao amor materno por um lado – transformado em identificação – e, por outro, da escolha de objetos que reproduziriam narcisicamente ele próprio. Dessa forma, ele poderia amar objeto nos quais pudesse reencontrar a si mesmo para amá-los como sua mãe o amara.
  23. 23. Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância teve o mérito de inaugurar uma efetiva e mais ampla distinção entre as formas anteriores de se compreender a homossexualidade e o que viria a firmar-se como a concepção psicanalítica dos destinos da subjetivação.
  24. 24. O estudo da homossexualidade na obra de Freud  Um aspecto fundamental referente a essa nova forma de abordar a questão da homossexualidade, promovido pela compreensão trazida pela psicanálise, teve como consequência a retirada da homossexualidade de sua imobilidade nosográfica do campo das patologias consideradas como perversão .  O trabalho de Freud definiu a homossexualidade como um modo de subjetivação, na maior parte das vezes tão elaborado e estável quanto o modelo heterossexual de escolha de objeto.  O comportamento homossexual poderia estar presente em qualquer forma de organização psíquica – perversa, neurótica ou psicótica – sendo marcado pelas características específicas da organização em questão.
  25. 25. O estudo da homossexualidade na obra de Freud  No caso da psicose a questão da homossexualidade está revestida de características muito distintas, já que o que está em jogo é a própria impossibilidade diante da sexuação.  O psicótico está aquém da condição de simbolizar a castração e reconhecer-se como ser incompleto. Sendo assim, encontra-se impedido de identificar-se – a partir do limite dado pelas diferenças anatômica entre os sexos – como homem ou como mulher.  Neste caso a homossexualidade não pode ser colocada como um encaminhamento erótico da subjetividade, mas sim como um impasse ao ingresso às vivências edípicas que lhe permitiriam tal encaminhamento.
  26. 26. A homossexualidade feminina  A atenção de Freud para a homossexualidade feminina só foi despertada a partir do atendimento de uma jovem, cujo caso foi publicado em A psicogênese de um caso de homossexualismo numa mulher.  Este texto significou uma retomada das questões ligadas à sexualidade feminina.  A compreensão da situação dinâmica que a teria levado à construção de sua identidade sexual acompanhava o mesmo raciocínio que ele sustentava com relação à homossexualidade masculina: a importância do relacionamento com os pais como determinante do destino identificatório da paciente.
  27. 27. A homossexualidade feminina  Conforme Freud: “...no exato período em que a jovem experimentava a revivescência de seu complexo de Édipo infantil, na puberdade, sofreu seu grande desapontamento. Tornou-se profundamente cônscia do desejo de possuir um filho, um filho homem; seu desejo de ter o filho de seu pai e uma imagem dele, na consciência ela não podia conhecer. Que sucedeu depois? Não foi ela quem teve o filho, mas sua rival inconscientemente odiada, a mãe. Furiosamente ressentida e amargurada, afastou-se completamente do pai e dos homens. Passado este primeiro revés, abjurou de sua feminilidade e procurou outro objetivo para sua libido”.  A visão freudiana do feminino esteve sempre carregada de uma certa negatividade. O feminino para Freud é, de fato, uma decorrência do masculino e nem se poderia de fato dizer exatamente; tampouco poder- se-ia dizer que se trata de uma feliz decorrência!
  28. 28. Padre Roberto Francisco Daniel e o respeito à diversidade humana  Pe. Roberto Francisco Daniel questiona dogmas da Igreja Católica e afirma a possibilidade de existir amor entre pessoas do mesmo sexo, inclusive por parte de bissexuais que mantêm casamentos heterossexual.  Ele também questionou os conceitos de fidelidade matrimonial, dizendo que casos extraconjugais não consistiam em traição se fossem "abertos".  As declarações provocaram reações de católicos tradicionais da comunidade de Bauru, que não aceitam a postura do padre.  Vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=3mWSUaADloA
  29. 29. Bauru protesta contra excomunhão de padre que defendeu homossexuais  Vestidas com roupas brancas e munidas de faixas, cartazes, apitos e megafone, cerca de 500 pessoas participaram neste sábado, 4, de um ato de protesto contra a excomunhão do padre Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, em Bauru (SP). O padre foi excomungado na última segunda-feira, 29, por ter criticado as posições da Igreja contra os homossexuais e os bissexuais.  Os manifestantes, em sua maioria católicos de diversas paróquias da cidade, se reuniram por volta das 10h30 na frente da Catedral Divino Espírito Santo, a principal da Igreja Católica de Bauru. Eles gritavam palavras de apoio ao padre e, depois, saíram em caminhada pelo calçadão do comércio local, parando algumas vezes para rezar a Ave Maria e, novamente, gritar palavras de ordem pelo megafone, seguidas de um apitaço.
  30. 30. Bauru protesta contra excomunhão de padre que defendeu homossexuais  Durante a passeata uma manifestante foi atingida por ácido, jogado por uma pessoa não identificada que estava numa sobreloja. A bióloga Viviane Moreira sofreu queimaduras nos braços e no rosto. A Polícia Militar registrou a ocorrência para apuração do incidente.  A manifestação foi convocada pelo grupo Eu Apoio Padre Beto, criado depois do ato de excomunhão por fiéis da paróquia São Benedito, onde o padre rezava missas. “O que queremos é que a Igreja se transforme, porque achamos que, se uma pessoa pode transformar a Igreja, estamos aqui, em centenas, pra pedir que ela se transforme, porque não estamos mais na inquisição”, disse Cristiane Faustino, uma das líderes do grupo e organizadora da manifestação.
  31. 31. Projeto da Cura Gay entra na pauta da Comissão de Direitos Humanos  Desde que foi escolhido para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM/CD), o deputado Marco Feliciano é alvo de protestos pelo país em razão de declarações consideradas homofóbicas e racistas. Na véspera do feriado de 1º de maio, o parlamentar colocou na pauta da próxima quarta-feira (8), o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 234/2011, que pretende sustar parte da Resolução 001/99, do Conselho Federal de Psicologia (CFP).  A Resolução CFP 001/99 orienta profissionais da área a não usar a mídia para reforçar preconceitos contra os homossexuais nem propor tratamento para curá-los. A homossexualidade deixou de constar no rol de doenças mentais classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há mais de 20 anos, no entanto, ainda há pessoas que insistem em tratá-la como patologia e propõem formas de cura.
  32. 32. Projeto da Cura Gay entra na pauta da Comissão de Direitos Humanos  O objetivo do PDC 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), é suspender dois artigos da Resolução do CFP. Um deles impede a atuação dos profissionais para tratar homossexuais e qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo usuário. O outro determina que psicólogas (os) não se pronunciem de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais. O pastor Anderson Ferreira foi indicado para relatoria do texto em março desde ano, pelo também pastor Marco Feliciano. O presidente do CFP, Humberto Verona, considera o PDC inconstitucional. Para ele, o cuidado da Psicologia, que baliza a atuação ética de psicólogas (os), está voltado para reduzir ou mesmo dirimir o sofrimento gerado pelo preconceito social e pela humilhação que esse preconceito cotidianamente produz.  "A atuação profissional, desta forma, deve estar vinculada diretamente ao respeito, proteção e expansão dos direitos de todos os cidadãos, independente de sua identificação étnico-racial, de gênero ou de orientação sexual", disse Verona. O texto está na pauta da CDHM, mas não significa que será apreciado pelos parlamentares. O PDC deve ser analisado, ainda, pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
  33. 33. Referências Bibliográficas CAMARGO, Cristina. Padre que defende homossexualidade pede afastamento da Igreja. 27 de abril de 2013. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/04/1269948-se-refletir-e- pecado-sou-pecador-diz-padre-ao-pedir-afastamento-da-igreja.shtml>. Acesso em 02 de maio de 2013 [Online]. CRP-SP. Fique de olho: diversidade sexual. 02 de maio de 2013. Disponível em: <http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=605>. Acesso em 02 de maio de 2013 [Online]. GARCIA, José Carlos. Problemáticas da identidade sexual. Coleção “Clínica Psicanalítica”. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001. SIQUEIRA, CHICO. Bauru protesta contra excomunhão de padre que defendeu homossexuais. 04 de maio de 2013. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,bauru- protesta-contra-excomunhao-de-padre-que-defendeu-homossexuais,1028471,0.htm>. Acesso em 05 de maio de 2013 [Online].

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