Unidade iii sexualidade e questões de gênero

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Unidade iii sexualidade e questões de gênero

  1. 1. UNIDADE III: Sexualidade e questões de gênero
  2. 2. Amor E Sexo Rita Lee Amor é um livro Sexo é esporte Sexo é escolha Amor é sorte... Amor é pensamento Teorema Amor é novela Sexo é cinema.. Sexo é imaginação Fantasia Amor é prosa Sexo é poesia... O amor nos torna Patéticos Sexo é uma selva De epiléticos...
  3. 3. Amor é cristão Sexo é pagão Amor é latifúndio Sexo é invasão Amor é divino Sexo é animal Amor é bossa nova Sexo é carnaval Oh! Oh! Uh! Amor é para sempre Sexo também Sexo é do bom Amor é do bem...
  4. 4. Amor sem sexo É amizade Sexo sem amor É vontade... Amor é um Sexo é dois Sexo antes Amor depois... Sexo vem dos outros E vai embora Amor vem de nós E demora...
  5. 5. Amor é cristão Sexo é pagão Amor é latifúndio Sexo é invasão Amor é divino Sexo é animal Amor é bossa nova Sexo é carnaval Oh! Oh! Oh! Amor é isso Sexo é aquilo E coisa e tal! E tal e coisa! Uh! Uh! Uh! Ai o amor! Hum! O sexo!
  6. 6. Sexo ou sexualidade Os sociólogos explicam o sexo como uma caracterização física, enquadrando o ser humano na condição de homem ou mulher, apesar de algumas mudanças no corpo em função das relações sociais, como maquiagem, tipo de cabelo, padrão de beleza, também interferirem na aparência do indivíduo. A maior definição entre mulher e homem reside, sem dúvida, nas características físicas.
  7. 7. A está mais direcionada para a forma como as pessoas lidam com o sexo, ou seja, como manifestam seus desejos e interesses sexuais. Algumas sociedades reprimem os desejos sexuais, proporcionando pouca vivência da sexualidade; outras motivam a liberdade sexual, ampliando o entendimento da sexualidade.
  8. 8. O brasileiro vive sua sexualidade de maneira mais espontânea, pelo fato de ter em sua cultura o costume de abraçar, beijar, tocar no outro quando conversa etc. A inexistência da expressão dos sentimentos, desejos e pensamentos impede o exercício da sexualidade, restringindo o vínculo à satisfação do instinto.
  9. 9. Atualmente, entende-se que a conversa sobre sexualidade auxilia no entendimento dos sentimentos e desejos, proporcionando a autorrealização e o usufruto mais responsável. Persiste, porém, a errada crença de que conhecer detalhadamente os órgãos genitais, os locais de prazer e a forma de tocar sejam pontos suficientes para satisfazer integralmente a sexualidade.
  10. 10. O excesso de informação, inclusive via internet, televisão e revistas especializadas, nem sempre significa esclarecimento necessário à vida. , trocar experiências com pessoas que já tiveram frustrações e alegrias na realização da sua sexualidade, expressar suas necessidades ao parceiro, desprender-se dos pudores, .
  11. 11. é necessário cumprir uma regra social; há tempo certo para se desenvolver a sexualidade: ela acompanha o crescimento humano. que se vive, não uma característica biológica.
  12. 12. Diferenças de gênero : Masculino ou Feminino; Biológico, natural. : comportamento; Cultural. O gênero nem sempre acompanha a estrutura física do indivíduo. O gênero está ligado a .
  13. 13. O gênero refere-se às atribuições que a sociedade oferece para o masculino e o feminino, ou seja, o que esses personagens devem assumir perante a sociedade.
  14. 14. Masculinidade X Feminilidade A função feminina restringia-se aos afazeres domésticos e à criação dos filhos. A masculina era prover a família, por intermédio de trabalho fora de casa. Ficou estabelecido também que o homem teria características mais agressivas, ativas e robustas do que a mulher, de perfil delicado e passivo.
  15. 15. A modernidade imprimiu alterações na sociedade, e os papéis foram sofrendo complementações. O homem veio para mais perto de casa e a mulher se lançou no mercado de trabalho. Esse fato não extinguiu a desigualdade entre os gêneros. as mulheres ainda realizam atividades pouco valorizadas na sociedade e têm remuneração menor com relação aos homens.
  16. 16. Hoje, as relações ainda se mantêm divididas em femininas e masculinas, mas com outra configuração: a mulher tem participação mais ativa, com dupla jornada de trabalho, e o homem ainda desempenha papel ativo, mas se insere nas atividades domésticas e expressa sua sensibilidade. Essas mudanças resultaram das diversas lutas dos movimentos feministas e demais reivindicações dos direitos humanos, posicionando homem e mulher em situação mais igualitária.
  17. 17. Um indivíduo do sexo masculino pode desenvolver características psicológicas, sociais e culturais do feminino, classificando-se como homossexual, ou vice-versa. Médicos, psicólogos e sociológicos não explicam da mesma forma a homossexualidade. Até o momento, não há explicação única sobre o surgimento da homossexualidade. O importante é que temos a possibilidade de conhecer a sexualidade de forma mais detalhada, para exercermos nossa orientação sexual de forma consciente e sadia.
  18. 18. No estudo da homossexualidade, encontram-se diversas formas de expressar a orientação sexual. Giddens cita as identidades sexuais classificadas por Judith Lorber: a mulher heterossexual, o homem heterossexual, a mulher lésbica, o homem gay, a mulher bissexual, o homem bissexual, a mulher travesti (mulher que frequentemente se veste como homem), o homem travesti (homem que frequentemente se veste como mulher), a mulher transexual (homem que se torna mulher) e o homem transexual (mulher que se torna homem)
  19. 19. Na , homens jovens deveriam ter relações sexuais com homens mais velhos com a finalidade de absorver virtudes e conhecimentos filosóficos. A sociedade aceitava esse comportamento sem nenhuma conotação pejorativa, mas rejeitava as relações mantidas entre homens mais velhos, inclusive proibindo-os de assumir cargos públicos.
  20. 20. Com o aparecimento do cristianismo, a concepção de homossexualismo mudou, recuperando-se a ideia das relações sexuais exclusivamente para fins de procriação. A doutrina católica disseminou a noção de culpa aos comportamentos concebidos como “errados” socialmente.
  21. 21. Atualmente, a homossexualidade possui razoável aceitação na sociedade, graças às conquistas dos grupos que atuam em favor dos direitos humanos, embora persista muito preconceito. Em junho de 2008, a sigla GLBT mudou para LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), a fim de proporcionar maior visibilidade às lésbicas, reforçando a luta pela participação das mulheres na vida política brasileira.
  22. 22. Outra luta importante do movimento LGBT é da , favorecendo a constituição familiar.
  23. 23. No momento em que a sociedade moderna entrou no processo de laicização, ou seja, deixou de ser influenciada pela Igreja, verificou-se queda no cumprimento de regras religiosas relativas ao comportamento e às relações humanas. Exemplo disso é a abordagem de algumas religiões ao sexo, que serviria apenas à reprodução.
  24. 24. A divulgação de informações relacionadas às doenças que podem ser contraídas por meio do sexo, a necessidade de controlar a natalidade e a independência feminina possibilitaram abertura nos assuntos referentes à sexualidade, proporcionando liberdade de opiniões e práticas à sociedade. O tema, antes considerado “proibido”, é hoje assunto corriqueiro entre crianças, jovens, adultos e idosos, que se referem a ele sem o peso da culpa.
  25. 25. Já não se classifica a mulher apenas como um objeto sexual, mas também como um sujeito que tem desejos e necessita expressá-los. Atualmente, as pessoas já se casam com experiências sexuais anteriores, que foram guiadas por outros valores, como o prazer.
  26. 26. No século XIX, uma família sem filhos era malvista, pois o que importava era a existência de uma prole, não importando em nada a felicidade dos cônjuges. Atualmente, uma família sem filhos, mas com cônjuges felizes, é uma possibilidade muito comum. Isso se reflete diretamente na forma como as pessoas vivenciam o sexo e o casamento.
  27. 27. A é uma preocupação de muitas famílias, porque ela assinala consequências que, muitas vezes, eles não estão preparados para assumir.
  28. 28. O importante, portanto, é despertar a consciência da juventude e muni-la de informações sobre as DST (doenças sexualmente transmissíveis), o planejamento familiar e o profissional. Uma das responsabilidades do jovem é informar-se sobre prevenção.
  29. 29. Segundo reportagens disponíveis no site do Ministério da Saúde, muitas meninas ainda engravidam por motivos diversos: falta de informação e de recursos financeiros, instabilidade comum na adolescência, pretexto para casar e sair da casa dos pais etc. A gravidez, em algumas situações, torna-se opção de vida. A realidade mostra que, na maioria dos casos, a mulher que acredita em ter vida melhor após a gravidez está enganada.
  30. 30. Indústria do sexo A prostituição, presente na humanidade há milênios, tem a mulher como seu principal objeto. Entender a prostituição como opção profissional pode ser atraente para quem teve de fato chance de escolher a profissão e ocupa posição superior na hierarquia, vivendo com bom padrão de vida. Sabe-se que essa é a grande realidade da prostituição.
  31. 31. A situação torna-se pior quando envolve crianças e adolescentes que trocam aspectos essenciais ao seu desenvolvimento sadio — escola, brincadeiras, vida familiar, sonhos — pela prostituição, com vistas à sobrevivência ou às drogas. Muitos se submetem a isso porque necessitam manter-se e, às vezes, manter os próprios pais; outros vendem o corpo para alimentar seu vício em álcool e droga. Ambos os casos se constituem em um dos problemas sociais mais sérios da atualidade.
  32. 32. Além da compra do sexo, há outros abusos e violências ao universo infantojuvenil, como no caso dos pedófilos que usam imagens virtuais de crianças e adolescentes nus ou submetidos à relação sexual. Essa forma de violência sexual tem sido enfaticamente divulgada pela mídia, como meio de combatê-la.
  33. 33. Outra maneira de violentar o corpo: excessiva ênfase à aparência, conduzindo jovens ao endeusamento do próprio corpo, em prejuízo do desenvolvimento intelectual, espiritual e social. Meninas e meninos acabam desenvolvendo bulimia ou anorexia descontroladas para se adequar aos padrões de beleza do mundo da moda.
  34. 34. O ser humano precisa conscientizar-se de que o corpo é mais um instrumento que pode ser encaminhado para o próprio benefício ou malefício.

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