Multiletramentos Letramento Visual Kress

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Multiletramentos Letramento Visual Kress

  1. 1. LETRAMENTO VISUAL
  2. 2. O que é Letramento ? O termo letramento (literacy) surge na década de 80 em muitos países da Europa e América, a partir da necessidade de reconhecer e nomear práticas sociais de leitura e escrita mais avançadas e complexas que o simples ato de ler e escrever (alfabetização). Ocorreu então uma progressiva extensão do conceito de alfabetização (conhecimento do código linguístico) para o letramento (capacitação do aprendiz nas práticas sociais de linguagem e seu uso nos domínios discursivos).
  3. 3. LETRAMENTO Visual Kress (Literacy in the New Media) também considera que as práticas de leitura e escrita acontecem em seu contexto onde o letramento é visto como uma prática social permeado por aspectos sociais, tecnológicos e fatores econômicos. http://www.britishcouncil.org/learnenglish/kids.htm
  4. 4. Letramento Visual O contexto atual ESTUDOS TEÓRICOS : No contexto australiano (Unsworth, 2002) No Reino Unido (Kress, 2000) Estados Unidos (Lemke,1998) LEMKE, J. 1998. Metamedia literacy: transforming meanings and media. In D. Reinking, M.C. Mckenna, L.D. Labbo,; R.D. Kieffer, R.D. (Eds.), Handbook of literacy and technology: Transformations in a post-typographic world. Mahwah, NJ: Erlbaum. A próxima geração de ambientes de aprendizagem interativos inclui imagens visuais, som, vídeo e animação, todos práticos quando velocidade e capacidade de armazenamento permitem acomodar essas formas de significação topológicas desamente informativa (LEMKE, 1998)
  5. 5. <ul><li>CONTEXTO ATUAL </li></ul><ul><li>Image EMOTION </li></ul><ul><li>Movement Sound </li></ul>
  6. 6. ISD e Letramento Visual Pontos em comum <ul><li>Privilegiam a análise de ações verbais e não verbais; </li></ul><ul><li>os objetos de análise são as ações de linguagem que se desenvolvem na atividade social;  </li></ul><ul><li>realizam tarefas por meio de um conjunto de operações de linguagem que são aprendidas nas interações sociais. </li></ul>C U @ 8.
  7. 7. Letramento Visual Conceito <ul><li>Letramento Visual é a habilidade de interpretar a informação visualmente apresentada baseando-se na premissa de que imagens podem ser lidas, e que seu significado pode ser decodificado através de um processo de leitura. </li></ul><ul><li>HABILIDADES a serem desenvolvidas: </li></ul><ul><li>Observar, identificar detalhes, compreender as relações visuais, pensar, analisar criticamente, criar e comunicar criativamente através de recursos imagéticos. </li></ul>
  8. 8. Letramento Visual Considerações de Gunther Kress e van Leuween (1996) <ul><li>As imagens visuais podem ser lidas como um texto. </li></ul><ul><li>A multiplicidade de significados dos textos multimodais deve estar pautada nos seus contextos sociais. </li></ul><ul><li>As imagens visuais, como a linguagem e todos os modos semióticos, é socialmente construída. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Kress (2001) aponta uma mudança no desenvolvimento da comunicação visual: a representação visual está cada vez mais suportando sozinha as mensagens não fazendo o papel apenas de complementar o texto verbal. </li></ul><ul><li>A imagem visual passa a ter sua própria mensagem (sua própria manchete) imprimindo um caráter de autonomia em relação ao texto verbal. </li></ul>Letramento Visual
  10. 10. As ferramentas digitais estão mudando muito a maneira de como damos significado ao que vemos e interpretamos o mundo . A imagem dialoga com o texto verbal formando um todo significante.
  11. 11. Função social do Letramento Visual <ul><li>Instiga a criatividade (a imaginação), o pensar por si próprio. </li></ul><ul><li>Os indivíduos utilizam uma série de modos representacionais e possuem vários meios de produção de significado, cada um afetando sua subjetividade </li></ul><ul><li>As imagens servem como um treinamento mental para que os alunos sejam capazes de aperfeiçoar seu julgamento do mundo, seu pensamento crítico e criativo. </li></ul><ul><li>As imagens conseguem fazer o aluno mergulhar em um mundo diferente do verbal. Nesse mundo ele é convidado a pensar, analisar, julgar e interagir com o que vê. </li></ul>Source: blog Crategist
  12. 12. Função social do Letramento Visual <ul><li>Imagens podem ser mais impactantes que palavras e podem trazer um novo sentido ao que vemos. </li></ul><ul><li>Estimula a percepção formando aprendizes que percebam os diferentes enfoques e possíveis ângulos de interpretação dos recursos visuais. </li></ul><ul><li>  Contribui positivamente para a compreensão textual, uma vez que leva o leitor a gerar mais inferências conectivas no ato da leitura. (Coscarelli, 2009) </li></ul><ul><li>Auxilia no letramento digital, pois as imagens fazem parte da situação de produção de gêneros que estão circulando no suporte virtual. </li></ul>Source: blog Crategist
  13. 13. MULTIMODALIDADE <ul><li>Infográfico </li></ul><ul><li>Diagramas </li></ul><ul><li>Mapas mentais </li></ul><ul><li>Fotografias </li></ul><ul><li>Desenhos </li></ul><ul><li>Diagramas conceituais </li></ul><ul><li>Arte </li></ul><ul><li>Hipertexto </li></ul>www.visual-literacy.org see things…. provoke our imaginations
  14. 14. Gramática Visual Kress e van Leuween <ul><li>A gramática aqui não é vista como um conjunto de regras, mas sim um conjunto de recursos socialmente construída para a construção de significados </li></ul><ul><li>É um trabalho para análise de imagens baseado na gramática sistêmica funcional proposta por Halliday (1994). </li></ul><ul><li>Gramática vai além de regras formais de correção. Ela é um meio de representar padrões da experiência. Ela possibilita aos seres humanos construir uma imagem mental da realidade, a fim de dar sentido às experiências que acontecem ao seu redor e dentro deles. (HALLIDAY, 1994 ) </li></ul>
  15. 15. How do we read these posters? Oscar 2010
  16. 16. Gramática Visual Kress e van Leuween <ul><li>Aspectos considerados: </li></ul><ul><li>O contexto </li></ul><ul><li>A audiência (leitor/receptor) </li></ul><ul><li>O propósito (enunciado/mensagem) </li></ul><ul><li>O produtor (emissor) </li></ul><ul><li>O lay-out (os elementos dentro da imagem enfatizam um enunciado verbal) </li></ul><ul><li>Os textos como uma união social e cultural </li></ul><ul><li>As imagens representam ações, objetos e situações </li></ul><ul><li>As imagens produzem interação ou significado interpessoal entre o que vê e o que é visto pelo uso de característica como cor, angulos, distância, e tipo de mídia empregada (fotografia, desenho, diagrama, etc.) </li></ul>
  17. 17. GRAMÁTICA VISUAL Letramento Crítico de Textos Multimodais <ul><li>Kress e van Leuween apontam a necessidade de práticas pedagógicas desenvolvendo no aprendiz a capacidade de questionar, interpretar e criticar desenvolvendo no aluno um letramento crítico para este processo de leitura. </li></ul><ul><li>A multimodalidade tem que formar um todo significativo para que uma composição seja considerada um texto multimodal e é preciso que haja coerência e coesão ao ser transmitida a mensagem . </li></ul><ul><li>Os elementos Representacionais e Interativos têm que estar muito bem integrados , sendo que alguns elementos podem receber mais ou menos atenção do leitor na composição do todo integrado. </li></ul><ul><li>Há três princípios de composição sugeridos por Kress e van Leeuwen (op. cit.) para essa composição (todo significativo). </li></ul>
  18. 18. Gramática Visual <ul><li>PRINCÍPIO 1 - Valor de informação </li></ul><ul><li>O LOCAL dos elementos tem específicos valores informacionais anexados às várias zonas da imagem: direita e esquerda, parte superior e parte inferior, centro e margem. </li></ul>
  19. 19. Layout: Sistema Dado-Novo <ul><li>Estes aspectos valem tanto para a imagem quanto para o texto verbal. (Teen magazine) </li></ul>Conhecido Lado Esquerdo DADO NOVO Lado Direito Informação merecedora de maior atenção do leitor.
  20. 20. Layout : Ideal-Real IDEAL Parte Superior Significa um sonho ou aspiração REAL Parte Inferior Fato real, representa o mundano
  21. 21. Layout: Luminosidade (Contrates) SECULAR /MUNDANO REAL DIVINO ou ASSOMBROSO IDEAL Parte Superior
  22. 22. <ul><li>Princípio 2 : A Saliência </li></ul><ul><li>Estabelece uma hierarquia de importância entre os elementos que são feitos para atrair a atenção do leitor (espectador )em diferentes graus: </li></ul><ul><li>Elementos : </li></ul><ul><li>Plano de fundo ou primeiro plano </li></ul><ul><li>Tamanho </li></ul><ul><li>Contrastes de tons e cores </li></ul><ul><li>Tipo e formato de letra </li></ul>Gramática Visual
  23. 23. <ul><li>Princípio 3: Estruturação </li></ul><ul><li>É a presença ou ausência de planos de estruturação realizado por elementos que criam linhas divisórias, ou por linhas de estruturação reais. São elementos da imagem, significando que eles pertencem ou não ao mesmo sentido. </li></ul>Gramática Visual
  24. 24. Qual é o caminho desta leitura? <ul><li>A leitura segue o caminho do elemento que está mais em evidência indo até os elementos que estão menos evidenciados. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>VETORES </li></ul><ul><li>Os vetores guiam o leitor de um elemento ao outro através de setas, linhas, etc. (vetores visíveis). Podem ser criados através do olhar, dedos apontando, braços estendidos, ou objetos direcionados (vetores invisíveis) </li></ul><ul><li>Quanto mais vetores, mais ação. </li></ul>Qual é o caminho desta leitura? http://www.slideshare.net/rjp152/visual-literacy-1992223
  26. 26. <ul><li>Interação entre a imagem (produtor) e o leitor (espectador da imagem) </li></ul><ul><li>Elementos da multimodalidade contribuem para que a primeira leitura seja destinada ao desenho, o que significa obter uma resposta mais curta, rápida e satisfatória para a decodificação da mensagem. </li></ul><ul><li>A interação envolve os Participantes Representados (pessoas, lugares, coisas representadas em imagens) e os Participantes Interativos (pessoas que se comunicam com outras por meio de imagens, os produtores e os espectadores dessas imagens). </li></ul>Kress e Leeuwen (1996) Gramática Visual Representação e Interação
  27. 27. Kress e Leeuwen (1996) Gramática Visual Representação e Interação Imagem de DEMANDA Consiste em um olhar fixo, ou um gesto por parte do Participante Representado (pessoas ou objeto), o qual solicita alguma coisa ao Espectador.
  28. 28. Imagem de OFERTA Oferece o Participante Representado (imagem) ao Espectador (leitor) como item de informação, como objeto de comtemplação. A característica essencial para que a Demanda e a Oferta ocorra é de que as imagens/objetos sejam humanizados.
  29. 29. Kress e Leeuwen (1996) Gramática Visual Representação e Interação Imagem SUBJETIVA São imagens que representam cópias fiéis da realidade empírica. São mais naturalistas. Imagem OBJETIVA São imagens que revelam que há algo para conhecer a respeito dos Participantes Representados (imagens) como se fosse necessário violar as leis de representação natural. São imagens mais simbólicas.
  30. 30. Ângulo ALTO : o leitor está em posição de poder. Ângulo BAIXO: o leitor está embaixo da imagem. Este tipo de imagem causa uma sensação de poder colocando o leitor em uma posição inferior. Ângulo DIRETO : Posição de igualdade Imagens SUBJETIVAS ÂNGULOS Gramática Visual
  31. 31. Medium close Up : Distância pessoal (da cintura para cima ) ESFERA DAS RELAÇÕES SOCIAIS Medium Long shot : Distância social próxima (toda a figura é mostrada) http://www.slideshare.net/rjp152/visual-literacy-1992223 CLOSE UP : distância íntima (foto de uma parte do corpo) ESFERA DAS RELAÇÕES PESSOAIS Long shot : distância social longa (RELAÇOES SOCIAIS) A Esfera das RELAÇÕES SOCIAIS
  32. 32. ÂNGULOS FRONTAL Grande envolvimento do leitor com a imagem. Imprime ao leitor (espectador) uma identificação com a imagem como se ela fizesse parte de seu mundo. OBLÍQUO Envolvimento imparcial. Não fazem parte do mundo do leitor. Transmite a idéia de distanciamento do espectador em relação aos leitor.
  33. 33. EIXO CENTRAL Núcleo da informação EIXO VERTICAL O dado novo (lado direito) é algo que não é conhecido do leitor TOP-BOTTOM Superior (Top) : é o novo Inferior (Botton) : é o real
  34. 34. <ul><li>A verdade e a mentira de um texto podem ser montadas através de detalhes da modalidade socialmente construídos. </li></ul>Gramática Visual Confiabilidade das mensagens
  35. 35. Multimodalidade e Gêneros <ul><li>A Modalidade pode ser utilizada em qualquer gênero com o objetivo de propiciar uma melhor integração entre o texto verbal e o visual a fim de formar um todo significativo. Resulta daí um complexo conjunto de significados . </li></ul>
  36. 36. Elementos da multimodalidade contribuem para que a primeira leitura seja destinada ao desenho, o que significa obter uma resposta mais curta, rápida e satisfatória, no exemplo aqui, o título da reportagem.
  37. 37. <ul><li>O formato de colunas passou a ser dinâmico. São as colunas que se adaptam aos vários elementos. </li></ul><ul><li>Uma representação visual pode invadir o espaço do texto </li></ul>
  38. 38. Letramento Visual e Pensamento Crítico <ul><li>No texto - Reading images: an introduction to visual literacy, os autores afirmam que o letramento visual auxilia os alunos a adquirirem um pensamento crítico com relação às diversas matérias escolares, no seu dia a dia, e a na Web.  </li></ul>Forests are more than just trees...
  39. 39. Letramento Visual e Pensamento Crítico No blog sobre o visual-literacy.org, o autor diz que o ensino com imagens obriga o aluno a pensar de forma diferente.  O visual instiga a criatividade, o pensar por si próprio, com sua individualidade.
  40. 40. Letramento Visual e Pensamento Crítico No blog  Creategist - C om as imagens é possível que pensemos de outras formas. Kress afirma que o mundo atual exige que tenhamos respostas criativas, vendo os diferentes lados da situação em que nos encontramos. As imagens servem, portanto, como um treinamento mental para que os alunos sejam capazes de atingir esse pensamento crítico e criativo perante o mundo.
  41. 41. A imagem também precisa ser analisada cuidadosamente e criticamente com os mesmos objetivos do texto escrito: compreender questões como qual foi o motivo que levou um autor a escrever/desenhar sobre determinado assunto, sobre qual perspectiva ele o fez, porque ele incluiu algumas idéias e excluiu outras, entre outras. Objetivo de desenvolver o pensamento crítico, seja no texto escrito ou na imagem é de levar o sujeito a perceber os pressupostos ideológicos que subscrevem tais formas de comunicação, analisando a forma como eles criam e preservam determinados interesses sociais, econômicos e políticos. (Deize, 2010) Letramento Visual e Pensamento Crítico
  42. 42. Porque Jane está nesta posição? (vestibular de 1997) Postado por Ana Cláudia (Silberstein, S. Where the sidewalk ends. Harper & Row Publishers, New York, 1974, p.87) 
  43. 43. Mapas conceituais <ul><li>O princípio é de ordem conceitual, realizado pelas disposições espaciais dos conceitos individuais. Objetos se relacionam por hierarquia. (Sonia Pimenta) </li></ul>WEBSITE EDUCACIONAL
  44. 44. AQUATIC LAND Spider Carnivore Herbivore Omnivore Fish Famous characters are meaningful for students. LIFE SCIENCE A N I M A L CLASSIFICATION HABITAT BODY VERTEBRATE They have backbones. INVERTEBRATE They do not have backbones. Food Birds Reptiles Amphibians mammals
  45. 45. Depoimentos do grupo no forum... <ul><li>Não somos“alfabetizados” para ler imagens . </li></ul><ul><li>confesso que me pareceu um pouco complexa para ser desenvolvida com alunos. </li></ul><ul><li>Esse processo de letramento visual será muito mais árduo para os professores engessados em suas crenças. </li></ul>
  46. 46. Faça a leitura visual destes gêneros... Revista Teen magazine
  47. 47. BLOG WEBSITE
  48. 48. Letramento Visual e a abordagem via gêneros Textuais <ul><li>Gêneros são entidades sócio-discursivas dinâmicas e formas de ação incontornáveis em situações comunicativas. </li></ul><ul><li>São modelos comunicativos determinados pelos propósitos dos falantes, pela natureza do tópico, sendo determinados pelo uso e não pela forma  </li></ul><ul><li>Na sua análise, leva-se em consideração o contexto e o público-alvo para o qual o texto será dirigido, onde e quando será publicado e o ponto de vista do autor. </li></ul>
  49. 49. Ameaça? <ul><li>Kress e Leeuwen (2006, p.17)argumentam que &quot;a oposição à emergência do visual como um meio completo de representação não é baseado em uma oposição ao visual em si, mas uma oposição em situações onde ele forma uma alternativa para a escrita e pode portanto ser visto como uma ameaça em potencial para o presente domínio do letramento verbal entre grupos de elite&quot;. </li></ul><ul><li>Kress e Leeuwen (2006, p.17) argumentam que a oposição à emergência do visual ocorre em situações onde o visual é considerado uma alternativa para a escrita. </li></ul><ul><li>Concordo com os autores que nesta situação o visual é uma ameaça para o verbal. Mas que na minha opinião cada linguagem tem sua função nas interações, mas ambas funcionam de maneira integrada levando-se em consideração a esfera discursiva onde será utilizada. </li></ul><ul><li>Mas o que os autores propõem é a integração do visual e do verbal com o objetivo de gerar o todo significativo na compreensão da mensagem. Nota-se a importância de entendermos os processos de leitura e escrita (para quem, com que objetivo, o que, etc) tanto do visual quanto do verbal. </li></ul><ul><li>As reportagens da revista Veja retratam muito esta situação, onde o visual transmite sua mensagem (que pode ser diferente da mensagem verbal), bem coerente com o verbal e muitas vezes incentivando o leitor a ler o texto verbal ou até mesmo compreendê-lo melhor. </li></ul><ul><li>No ensino de L2 o recurso visual é uma excelente ferramenta, pois o aluno faz a associação direta da imagem com a língua. No contexto bilíngue (content-based instruction) o uso de mapas mentais ajuda muito na compreensão do conteúdo e desenvolve a linguagem oral do aluno na L2. </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Na abordagem da psicogênese da língua escrita, teoria desenvolvida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, a construção da escrita é dividida em 5 níveis. </li></ul><ul><li>No nível 1 (pré-silábico) a criança registra garatujas (desenhos sem configuração). Normalmente, a criança que vive num ambiente urbano, com estimulação linguística e disponibilidade de material gráfico (papel e lápis), começa a rabiscar e experimentar símbolos muito cedo (por volta dos 2 anos, ou mesmo antes). Essa linguagem simbólica comunica significados a respeito do mundo, são representações materiais, intelectuais, emocionais que caracterizam uma sociedade ou um grupo social. </li></ul><ul><li>Nota-se que a primeira forma de expressão de qualquer ser humano foi através da imagem, no caso aqui, do desenho.  </li></ul><ul><li>Conforme citado por Conrado, a questão histórica nos leva também a este tipo de análise, a linguagem, ou melhor a comunicação, a intereção nas práticas sociais foi através de imagens. </li></ul><ul><li>Basta pensarmos nos desenhos (registros) feitos nas cavernas. E na Grécia Antiga, na Idade Média, nos séculos XIX e XX, como eram feitas estas interações? Temos como exemplo, os escravos que utilizavam a dança, o jogo de capoeira como uma forma de comunicação (não utilizavam somente a verbal). Acredito que a expressão corporal também é uma forma de comunicação visual. </li></ul><ul><li>Mas será que a linguagem visual (como outras formas de linguagem) foi estimulada e trabalhada na escola entendendo-a como uma forma de linguagem? Ou a professora, na escola tradicional, disponibilizava somente desenhos descontextualizados para as crianças colorirem? </li></ul><ul><li>Acredito que a revolução tecnológica está mudando muitos paradigmas, pois se estamos falando hoje sobre multiletramentos e modalidade textual é por que as ferramentas digitais estão mudando muito a maneira de como damos significado ao que vemos e interpretamos o mundo conforme abordado por Vinícius quando ele comentou sobre a semiótica visual onde a imagem agora dialoga com o texto verbal formando um todo significante. </li></ul>
  51. 51. O verbal e o não verbal na produção dos efeitos de sentido no gênero charge. <ul><ul><ul><ul><ul><li> </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li> </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li> Maria Irene Pellegrino de Oliveira SOUZA (UEL) </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Rosemeri Passos Baltazar MACHADO (UEL/FACCAR) </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  52. 52. <ul><li>No gênero charge a figura (imagem) e o código verbal se complementam na produção dos efeitos de sentido. </li></ul><ul><li>A charge pode ser definida como um texto visual, isso porque grande parte do efeito de sentido (senão todo) se efetua por meio do desenho (imagem). </li></ul>
  53. 53. <ul><li>Machado (1995, p. 70), “A enunciação não é apenas verbal, mas refere-se a tudo que contribui para sua apreensão. O não dito é também enunciação”. </li></ul><ul><li>A charge pode tornar-se algo extremamente atraente quando bem trabalhada em sala de aula, pois trata-se de um gênero que, através do humor, pode ser formador de opinião. </li></ul>
  54. 54. <ul><li>A Dialogicidade e o Humor Chargístico: </li></ul><ul><li>Bakhtin (1998): dialogismo é o princípio fundamental da linguagem. Para ele, um discurso não se constrói com base nele mesmo, mas sim a partir de um outro já elaborado, por isso discurso não é único e irrepitível. </li></ul><ul><li>Barros (1994, p.3): dialogismo como “o espaço interacional entre o ‘eu’ e o ‘tu’ e o ‘outro’ no texto”. </li></ul>
  55. 55. <ul><li>O humor presente no gênero chargistico via a persuadir, isto é, ao mesmo tempo que existe um “eu” que revela um determinado ponto de vista, esse mesmo “eu” pretende penetrar na subjetividade do “outro” de forma que este compartilhe da mesma opinião. </li></ul>
  56. 56. <ul><li>Donis (1997): o significado não está apenas na organização espacial dos elementos constitutivos da composição (imagem), mas também nos processos perceptivos compartilhados universalmente pelo organismo humano. </li></ul><ul><li>Durante a analise das charges, pode-se verificar que a compreensão dos sentidos emitidos pelas imagens está ligado a um certo acordo entre locutor e ouvinte (pressupostos). </li></ul>
  57. 59. <ul><li>A função dinâmica das partículas modais alemãs doch e ja no ensino de línguas. </li></ul>
  58. 60. Marceli e Simone

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