Portfolio prática morfofisio final

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Portfolio prática morfofisio final

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA E FISIOLOGIAL ANIMAL CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICASDISCLIPLINA – PRÁTICA DE MORFOLOGIA E FISIOLOGIA HUMANA PROF ª DR ª BETHANIA GUILHEME PORTFÓLIO Prática de Morfologia e Fisiologia Humana Portfólio apresentado pelos (as) educandos (as) André Costa, Anderson Portnoy, Ednalva, Emanuella Maria, Jakeline Azevedo, Reginaldo Morais, Kely Milena e Kléber Cruz do curso de Licenciatura Plena em ciências Biológicas da UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco, como requisito à conclusão da disciplina Prática de Morfologia e Fisiologia Animal, ministrada pela professora Dr. Betânia Cristina Guilherme. Recife 2012
  2. 2. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO................................................................................................................032. REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................................043. OBJETIVOS.....................................................................................................................114. METODOLOGIAS..........................................................................................................115. ATIVIDADES..................................................................................................................116. CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................................................337. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................348. ANEXOS .........................................................................................................................35 2
  3. 3. INTRODUÇÃO Dentro da construção de diferentes saberes sobre ensino-aprendizagem, a disciplina deprática de morfologia e fisiologia se constitui como sendo uma importante disciplina naformação docente do biólogo. Segundo Mendes e Munford, no percurso de sua formaçãoenquanto biólogo, o aluno, de fato, não tem uma vivência da docência como profissão quedemanda saberes específicos. Em outras palavras, os saberes envolvidos na formação de“biólogos pesquisadores” são colocados como suficientes para a formação do biólogoprofessor. Logo, disciplinas práticas constituem-se como sendo “âncoras” na formaçãoprofissional do docente e da sua atuação profissional. Dentro da classificação de Pimenta(1999), a autora divide os saberes como sendo da experiência, do conhecimento e ossaberes pedagógicos. Segundo ela, os saberes pedagógicos são aqueles que abrangem aquestão do conhecimento juntamente com o saber da experiência e dos conteúdosespecíficos e que será construído a partir das necessidades pedagógicas reais. A vivêncianas aulas de pratica de morfologia e fisiologia nos ajuda há entender um pouco o universoda sala de aula, bem como as estratégias que o professor precisa criar para deixar sua aulacada vez mais próxima da realidade do aluno. Diante das novas perspectivas avaliativas, o portfólio constitui-se como sendo umsistema de registro muito eficaz para algo que se deseja avaliar. De acordo com De Sordi,esta é uma possibilidade interessante para avaliar a aprendizagem do estudante universitáriode modo contínuo e processual, reunindo sistematicamente as diferentes produções dosalunos, estimulando-os as mais diversas formas de expressão de suas qualidades,rompendo, portanto com o vício de supervalorizar a escrita e a comunicação oral emsituações formais previamente estipuladas pelo professor. O portfólio ajuda o professor a avaliar a produção dos seus alunos de forma muitoeficaz, garantindo o sucesso da aprendizagem. Para o aluno ele garante a possibilidade daauto-avaliação e da reflexão daquilo que ele pôde construir no decorrer das aulas. Em umportfólio estão organizados todos os documentos e registros, bem como imagens, de tudoaquilo que foi vivenciado na sala de aula. Para nós que cursamos a disciplina de prática de morfologia e fisiologia, o portfóliopassa a ser um instrumento importante para nós alunos e para o professor, onde é possível a 3
  4. 4. partir dele, refletir sobre o ensino e a aprendizagem. Nele estarão contidos os relatos detodas as atividades práticas realizadas pelos grupos e pelo próprio professor, no decorrer doperíodo letivo. A disciplina de prática de Morfologia e Fisiologia Animal ministrada pela professoraBetânia Cristina, teve como objetivo principal orientar os licenciandos em Biologia sobre aprática docente. No decurso da disciplina foram vistos os seguintes temas; modalidadedidática, processo de aprendizagem, análise dos livros didáticos, experimentaçãoconstrutivista, professor pesquisador e mapas conceituais. Modalidades didáticas, tendo-se decidido que os alunos, durante o curso, devemaprender conceitos básicos, vivenciar o método cientifico e analisar as implicações sociaisdo desenvolvimento da Biologia, resta escolher os conteúdos correspondentes maisrelevantes, fundamentais e atualizados. Em seguida devem-se selecionar as atividades eexperiências que melhor levem à consecução dos objetivos proposto. A escolha damodalidade didática, por sua vez, vai depender do conteúdo e dos objetivos selecionados,da classe que se destina, do tempo e dos recursos disponíveis, assim como dos valores econvicções do professor (MYRIAM, 1996). Segundo Ascher, apud, podem ser agrupadas de acordo com as atividades que oprofessores desenvolvem, tais como; falar-aulas expositivas, discussões, debates; fazer-simulações, aulas práticas, jogos,projetos e mostrar- demonstrações, filmes etc. As praticas pedagógicas devem ser discutidas e avaliadas constantemente dentro docontexto cultural em que a escola esta inserida, pois o processo ensino-aprendizagem tempapel de destaque dentro da escola. E direcionando ao ensino de ciências percebemos queeste compete a um exercício muito importante, ao raciocínio, pois desperta no indivíduo oespírito da curiosidade, os questionamentos e o interesse de forma que promove o aumentodo conhecimento. Por tal motivo é tão importante pensarmos a pratica pedagógica adotadanas disciplinas cientificas O processo de aprendizagem foi estudando sob a óptica de David Paul Ausubel, ondesua idéia fundamental da teoria é a de que a aprendizagem significativa é um processo emque as novas informações ou conhecimentos estejam relacionadas com um aspectorelevante, existente na estrutura de conhecimentos de cada individuo. Ou seja, a través da 4
  5. 5. aprendizagem significativa que as novas idéias aprendidas ficaram por mais tempodisponíveis na estrutura cognitiva do aluno. Sem receio de ser redundante, aprender deformar significativa, nada mais é do que aprender com sentido, ou com significado, estetipo de aprendizagem permite a evocação das idéias aprendidas quando elas se fizeremnecessárias, devido ao fato de serem mais estáveis e disponíveis na mente do sujeito(NOVAK, 2000, p. 51). As discussões sobre Teoria da Aprendizagem Significativa, noprimeiro momento foram bastante calorosas dividindo a sala em dois grupos dos que eramfavoráveis e dos eram contra, a divergência é justificada pelo fato de que os discentesdesconheciam o trabalho de Ausubel. No segundo momento a professora levou umapanhado de artigos científicos falando sobre TAS, após mais um bloco de discussão nofinal da aula a maioria dos discentes mostraram-se a favor da teoria. A análise de livros didáticos foi realizada em sala de aula nos livros de Biologia doEnsino Médio, de vários autores trazidos pela professora. O livro didático é um suporte de conhecimentos e de métodos para o ensino, e servecomo orientação para as atividades de produção e reprodução de conhecimento. Assim, éfundamental que estimule outras leituras e apresente variadas referências bibliográficas, pormeio de diferentes possibilidades: revistas especializadas, obras disponíveis em bibliotecas(da escola, da cidade, de instituições de ensino superior, dentre outras), além de obras e/outextos obtidos por meio da rede mundial de computadores (Internet), (MELLO, 2004) Escolher o livro didático não é uma tarefa simples, e é de grande responsabilidade. As categorias apresentadas:1º- Abordagem pedagógica destaca como os autores apresentam os fundamentospedagógicos da obra e como os diferentes conteúdos podem ser trabalhados para permitirao estudante o desenvolvimento de habilidades necessárias ao estudo e à compreensão daCiência.2º- Abordagem do conteúdo apresenta comentários relativos aos conteúdos tratados emcada coleção, bem como o tratamento oferecido a temas interdisciplinares e do cotidianodos estudantes. 5
  6. 6. 3º- Pesquisa e experimentação expõe a estratégia dos autores quanto ao trabalho comatividades práticas, as quais incluem a observação de fenômenos e a realização deexperimentos.4º- Cidadania e ética destaca a importância que a obra atribui a uma postura de respeito àsleis e às diversidades culturais, étnico-raciais, de gênero e de religião; ao debate sobre aCiência e sua ética; e às discussões na sociedade com implicação no exercício da cidadania.5º- Ilustrações, diagramas e figuras examina se esses recursos contribuem para a construçãocorreta dos conceitos propostos e se motivam os alunos para um envolvimento ativo com oslivros.6º- Incentivo ao uso de outros recursos e meios avalia o incentivo ao uso de recursos paracomplementar as atividades propostas nos livros, especialmente a Internet, e ao uso demúltiplas formas de comunicação e expressão do conhecimento.Critérios de avaliação:I. Proposta pedagógica1. O livro considera o desenvolvimento cognitivo dos estudantes na seleção e abordagemdos conceitos e nos textos e atividades?2. Valoriza a manifestação do conhecimento prévio que o estudante detém sobre o que sevai ensinar?3. As atividades propostas consideram esse conhecimento prévio na sua realização?4. O trabalho com os conteúdos é proposto de maneira contextualizada?5. As atividades propostas têm conexão com o cotidiano dos estudantes?6. Favorece o reconhecimento, pelo estudante, de que a construção do conhecimento é umempreendimento laborioso e dinâmico, envolvendo diferentes pessoas e instituições, àsquais se devem dar os devidos créditos?7. Evidencia a historicidade do conhecimento científico, considerando que novas teorias econhecimentos têm múltiplas autorias e se concretizam em contextos históricos que devemser enfatizados e trabalhados?II. Conhecimentos e conteúdos 6
  7. 7. 8. A proposta de ensino está em consonância com o conhecimento científico, veiculandoinformações corretas, precisas, adequadas e atualizadas?9. Garante o acesso a conceitos científicos fundamentais adaptados à idade e ao nível deescolaridade dos estudantes que pretende atingir, contemplando uma progressão gradual deconceitos?10. Os conceitos e informações são propostos e trabalhados adequadamente, evitandoindução de aprendizagens equivocadas?11. É apresentada terminologia científica, fazendo uso, quando necessário, de aproximaçõesadequadas, sem, no entanto, ferir o princípio da correção conceitual?12. Existe preocupação com significados de senso comum na construção de conceitoscientíficos?13. Analogias são apresentadas de modo adequado?14. Propicia ao estudante uma compreensão progressiva de conceitos científicos e detécnicas operatórias, associada a uma consolidação da expressão oral e escrita?III. Pesquisa e experimentação15. São propiciadas situações de pesquisa, tanto coletivas como individuais, paraquestionamentos, observações, formulação de hipóteses, experimentação, coleta, análise einterpretação de dados, visando à construção progressiva e autônoma de conhecimentos?16. São propostos experimentos e práticas viáveis, com resultados confiáveis epossibilitando interpretações científicas válidas?17. Os experimentos e atividades de investigação científica são propostos dentro de riscosaceitáveis? Alerta sobre esses riscos e recomenda claramente os cuidados para prevençãode acidentes na realização das atividades propostas?18. São propostas atividades de sistematização de conhecimentos, por meio de textos,desenhos, figuras, tabelas e outros registros característicos da área ?19. É sugerido que cada estudante tenha um caderno próprio para registro de atividades,com suas próprias palavras (anotações) e desenhos?20. É estimulado o emprego de tabelas, diagramas e gráficos ou similares como parte daapresentação de resultados de análise de atividades práticas e pesquisas?IV. Cidadania e ética 7
  8. 8. 21. Apresenta uma postura de respeito às leis, normas de segurança e direitos do cidadão?22. São trabalhados temas atuais, objetos de debate na sociedade, estabelecendo relaçõesentre conhecimento científico e exercício da cidadania?23. A coleção contempla as diversidades geográfica, social e política no trabalho com osconceitos das ciências, explorando contextos locais, regionais, nacionais e globais?24. É incentivada uma postura de conservação, uso e manejo correto do ambiente?25. Respeita a diversidade econômico-social, cultural, étnico-racial, de gênero, religiosa ouqualquer outra forma de manifestação individual e coletiva, evitando estereótipos eassociações que depreciem determinados grupos ou que desvalorizem a contribuição detodos os diferentes segmentos da sociedade?26. Estimula o debate entre as relações do conhecimento popular e do conhecimentocientífico?27. É estimulado o debate sobre a ética na Ciência e as relações entre conhecimento epoder, abordando de forma adequada as repercussões, relações e aplicações doconhecimento científico?28. Estimula as questões da bioética no tratamento com os animais?V. Ilustrações, diagramas e figuras29. Na apresentação das ilustrações são utilizados recursos (cores, escalas etc.) quecontribuem para a formação correta dos conceitos?30. A coleção apresenta nas ilustrações (fotos, esquemas e desenhos) citação de fontes,locais, datas e outras informações necessárias ao crédito?31. As ilustrações (fotos, esquemas, gráficos, tabelas, desenhos, molduras, pano de fundoetc.) são adequadas, apresentando uma diagramação que estimula a leitura e o estudo?VI. Incentivo ao uso de outros recursos e meios32. O estudante é desafiado a procurar informações por conta própria? É estimulada aconsulta e leitura de textos complementares, revistas de Ciência para crianças e livrosparadidáticos?33. É estimulado o uso de computadores e recursos da informática, em especial os objetoseducacionais digitais (softwares, animações, audiovisuais etc.) para os processos de ensinoe de aprendizagem? 8
  9. 9. 34. Há orientações adequadas para procura de informações pela Internet, coerentes com onível de escolaridade dos alunos?35. Estimula a exibição de vídeos e de documentários científicos sobre o assunto abordado?36. Sugere visitas a museus e centros de ciências e a outros espaços pedagógicos?37. É valorizada a comunicação da Ciência, sugerindo-se o uso de diferentes meios(dramatização, painéis, exposições, feiras de ciências), em linguagens e formatosapropriados para o público ao qual se dirige?38. Propõe a integração das diversas linguagens e a interação com outras disciplinas?39. Estimula a participação das famílias e de moradores do bairro para cooperar com otrabalho realizado em classe?40. Estimula a busca de parceiros científicos (nas universidades ou grandes escolas) paraque acompanhem o trabalho da classe e coloquem sua competência à disposição?(Texto adaptado do Guia de Livros Didáticos, PNLD 2010 Ciências). Trabalhar com o tema “Professor-pesquisador como instrumento de melhoria doensino de ciências”, foi importantíssimo, mostrou a turma que sem a pesquisa a práticadocente fica seriamente comprometido, haja vista que é através da pesquisa queencontramos o caminho promissor para criar uma nova postura frente ao grande desafio dabusca pelo conhecimento. O professor que adota uma postura critica frente aos conteúdosque pretende trabalhar com seus alunos está articulando seu currículo a favor daaprendizagem e não restringindo seu trabalho ao mero repasse de informações. Durantemuito tempo e, infelizmente ainda hoje, muitos professores acabam por assumir umapostura neutra em relação ao conteúdo a ser estudado com seus alunos, o que por sua vez,acaba sendo responsável pelo desinteresse dos alunos em estudar determinado assunto. Segundo Moreira 1988, no começo toda pesquisa é árdua, mas o professor não precisacomeçar sozinho essa jornada. Ele pode contar com a colaboração de outros professores ouaté mesmo de especialistas. Contudo é necessário que os professores se conscientizem deque podem fazer pesquisa e que podem fazer pesquisa e que devem fazê-la se quiseremassumir a responsabilidade de sua própria prática. Na mesma perspectiva Shsmitid fala que, pesquisar significa a aliança entre oprofessor e sua prática pedagógica. Cabe ao professor o comprometimento com seu papel, 9
  10. 10. despindo-se da postura autoritária e detentora do conhecimento e trabalhando com osalunos com a equipe. A realização de pesquisas encontra nos espaços pedagógicos oambiente perfeito para sua realização, haja vista que o espaço pedagógico reúne alunos eprofessores na busca pelo saber. O professor em parceria com seus alunos pode criar umespaço altamente producente na elaboração de projetos e de pesquisa. Abordando questõespertinentes ao contexto da turma, investigando “com os alunos” temas de interesse,levantando problemas e questionamentos a serem resolvidos. Este tipo de trabalho instiga acuriosidade e o interesse do aluno, a parti do momento, que o aluno sentindo no processoeducativo, ele passa a interagir e participar efetivamente das aulas. Desenvolver projetoscom alunos torna-se uma prática indispensável na educação, frente aos avanços datecnologia, ao dinamismo oferecido pela internet, a rapidez e instantaneidade dasinformações, o professor necessita otimizar seu trabalho em sala de aula. Moreira conclui brilhantemente em seu trabalho, que uma verdadeira melhoria doensino de ciências depende de muitos fatores, mas a pesquisa em ensino parece ter muito acontribuir nesse sentido, principalmente a pesquisa com fundamentação teórica eepistemológica. Essa pesquisa, no entanto, não pode ficar apenas nas mãos deinvestigadores isolados em universidades. A experiência já de mostrou que, assim, osresultados são pouco significativos e não chegam à sala de aula. É preciso engajar osprofessores nessa pesquisa. Aprendemos que uma experimentação construtivista baseasse principalmente emtrês momentos; 1º problematização, onde há um levantado dos conhecimentos prévios doseducandos, através de questionamentos acerca do contudo visando colher o máximo deinformações sobre a idéias pre-estabalecidas. 2º organização do conhecimento, o professorutiliza as respostas dos alunos como ponto de partida para iniciar a aula. 3º aplicação doconhecimento, nesse momento os alunos irão por em prática o que foi discutido nosprimeiro e segundo momentos. No ensino de Biologia a experimentação é de suma importância e praticamenteinquestionável (MOREIRA, 2003), pois a própria Ciência permite o desenvolvimento dasatividades, uma vez que os fenômenos acontecem naturalmente e os materiais estãodisponíveis na própria natureza. Desta forma, a experimentação é excelente para o contato 10
  11. 11. direto com material biológico e fenômenos naturais, incentivando o envolvimento, aparticipação e o trabalho em equipe. O uso de Mapas conceituais é uma importante ferramenta a disposição de professorese alunos. Esta técnica desenvolvida por Joseph D. Novack apresenta uma estratégia a sertrabalhada, um método e um recurso esquemático. Segundo o próprio Novack, um mapaconceitual se trata de uma projeção prática da teoria da aprendizagem de Ausubel, nãopodendo estar nunca desvinculada da finalidade a qual se presta. Eles propiciam um resumoesquemático do que foi aprendido, podendo este ser organizado de forma hierárquica erepresentado em vários níveis de abstração. Um mapa deve sempre três elementos fundamentais, o conceito, a proposição e aspalavras de ligação. Na construção de um mapa é preciso atentar para a hierarquização deconceitos, listados em ordem de importância e a seleção de termos mais importantes, dasidéias centrais dos temas trabalhados. Dentro da perspectiva de continuidade dos trabalhos de Ausubel, os mapas conceituaistendem a trabalhar com a conexão dos conhecimentos prévios dos alunos, a inclusão, adiferenciação progressiva e a reconciliação integradora. Logo um mapa conceitual podeajudar o professor a identificar erros na formação da estrutura cognitiva do aluno, a pontode poder intervir a tempo, ajudando o aluno na sua formação intelectual.OBJETIVOS O presente portfólio tem como pressuposto relatar as experiências vivenciadasdurante as aulas da disciplina de prática de morfologia e fisiologia. Nele é possíveldescrever todas as atividades realizadas, podendo fundamentá-las dentro das teoriasexistentes e analisar de que forma essa vivência vai contribuir para a nossa formaçãoenquanto estudantes de uma licenciatura.METODOLOGIA 1. Aulas expositivas com os grandes temas propostos. 2. Pesquisa mediante a leitura de livros e artigos científicos relacionados ao ensino e a postura do professor pesquisador. 11
  12. 12. 3. Uso de material de apóio didático, ora trazido pela professora,ora trazidos pelos próprios alunos nas participações das contruções experimentais. 4. Grupos de discussões para grandes temas e microtemas escolhidos pelos alunos antes da complementação de uma atividade. 5. Exibição de video educativos com o depoimento de pesquisadores na área de educação.ATIVIDADES Afim de melhorar a compreensão das competências desenvolvidas ao longo da disciplinade Prática de Morfologia e Fisiologia Humana, dividimos os Temas em Módulos eintegramos em blocos de construção de conhecimentos.Módulo I – Prática Pedagógica e Desenvolvimento Didático13/03/2012Atividade 1 - Necessidades formativas de um Professor no ensino de ciências e biologia.Discussão em grupo sobre o perfil do Professor.Atividade 2 - Caracterização do perfil desejado para o profissional.Atividade 3 - Indicação para leitura : Livro 10 Competências para um professor ensinar –Terrinoux.Momento Pedagógico: Avaliou-se o conhecimento prévio sobre o assunto e o quê aliteratura descrevia como qualidades necessárias para a tarefa de um educador naconstrução do conhecimento. A academia não proporciona a adaptação total para a práticada flexibilidade do professor, devendo este procurar ser um facilitador na construção daaprendizagem.Sugestão para Leitura: Livro 10 Competências para um professor ensinar – Terrinoux.Produto Final: Tabela 1 – Qualidades Desejadas, construída pelo grupo. Inicio da Atividade Após a Atividade Oferecer diversidade de conteúdos Apresentar conteúdo Holístico Exercer a prática de Laboratório Ser Inovador, oferecer diversidade Flexibilidade para o aprendizado Desenvolver práticas CTSA Formação continuada Buscar o equilíbrio pedagógico Motivação pessoal Exercer autoridade e efetivação, sempre com interação com alunos e ambiente de aprendizado Tabela 1 – Qualidades desejadas no perfil de um professorMódulo II – Domínio da teoria a práticas interdisciplinares, autoridade einteratividade. 12
  13. 13. 13/03/2012 Atividade 1 – Aula expositiva sobre como apresentar um conteúdo, poder de síntese e adaptação do conteúdo a realidade. Atividade 2 – Aula expositiva – O professo guia, na perspectiva do despertar novas concepções para o aprendizado. Atividade 3 – Discussão em grupo: O Saber avaliar e o ampliar os conceitos de avaliação na construção do saber.Momento Pedagógico: Os Conteúdos podem ser discutidos a partir de maquetestridimensionais, peças em 3D, jogos interativos, com correlação aos dados que perspassampor outras disciplinas desde que abranjam o conteúdo proposto em sala. O ímpeto pordespertar novas maneiras de organizar os conteúdos deve ser precedido pelo uso da lógicalevando-se em conta o menor custo e o maior beneficio. O uso dos processos de avaliaçãodevem ser cuidadosamente planejados a fim de evitar-se os exageros e vícios de rotina detrabalho tornando enfadonho o processo tanto para o aluno quanto ao professor.Aprendemos que organização, disciplina mental e flexibilização de materiais e conteúdosdevem, portanto nortear a prática do professor de ciências, sem contudo o mesmo perdersua identidade enquanto ator no processo educativo.Sugestão para Leitura: Formação de Professores de Ciencias - 8ª Ed. Editora Cortes –pag(14-61).Produto Final: Ficou como sugestão de trabalho uma futura apresentação de um plano deaula ou aula expositiva com o uso de recursos didáticos para que todos os grupos seautoavaliassem.Módulo III - O uso do Livro didático e análise de conteúdos.20/03/2012 Atividade 1 – Aula expositiva: O Uso do livro didático em sala de aula. Atividade 2 – Analise em grupo de um Tema em um Livro didático e a qualidade de seu conteúdo empregado na aprendizagem, nesta abordagem usamos o livro de Biologia dos Organismos vol 2 – José Mariano Amabis, o tema analisado foi: Nutrição e sistema digestório. Tomamos como roteiro pra analise o seguinte fluxo: Tabela 2 Assunto O que analisar Tema do Assunto Relevante ou repetitivo Objetivos Específicos ou generalistas Metodologia utilizada Fácil compreensão e aplicabilidade Resultados esperados Fácil assimilação e reprodução de dados Apresentação do Método exposto Rico em imagens, tabelas, modelos e outros recursos com links bibliográficos e artigos correlatos Tabela 2 – Estrutura de analise do livro didático 13
  14. 14. Atividade 3 – Discussão por todos os grupos sobre o conteúdo do livro didático e seu uso em sala de aula.Momento Pedagógico: A partir da analise estrutural e contextual do material didático,procuramos determinar os meios adequados para ilustrar ou visualizar os conteúdos efacilitar a discussão com o grupo sobre o tema escolhido. Para alguns do grupo meio quehorrorizados pela idéia de tomarem contato com um livro didático como instrumento detrabalho pela primeira vez, se tornou óbvio a necessidade de um material completo eestruturado que vise facilitar a sequência de introdução a novos conhecimentos.Concluímos que um bom livro didático deve “Internalizar o conteúdo de forma aintegralizar seus dados de maneira mais natural possível”.Para que isso seja possível deve-se correlacionar o aprendizado com o método oferecido,apresentando textos com links para outros assuntos correlatos, possuir figuras, gráficos,mapas conceituais, e tabelas bem organizados em relação ao conteúdo.Possuir guia de leitura complementar com seções em destaque para o conteúdo abordado.Sendo seu conteúdo contíguo, não fragmentado, a ponto do aluno perder o foco principal nogrande tema abordado e subtemas relacionados.Em meio a esta reflexão surgiu paralelamente a dúvida se é ético ou prático reduzirconteúdos propostos para a aula em função do tempo disponível. Aprendemos que semprehaverá um modelo didático em função da grade de disciplinas, e planejamento é aferramenta por excelência para sua execução e aplicabilidade.Sugestão para Leitura: Guia do Livro didático – Vol. único – MEC – 2011.Produto Final: Discussão em grupo sobre a qualidade dos conteúdos em livros didáticos.Módulo IV – O Livro Didático como instrumento de trabalho.20/03/2012 Atividade 1 – Discussão em grupo sobre o uso do livro didático em sala. Atividade 2 – Leitura e discussão em grupo sobre o uso de recursos audiovisuais e complementares ao livro didático. Atividade 3 – Escolha de um tema para apresentação em aula expositiva pelo grupo. Escolhemos o tema “Nutrição”.Momento Pedagógico: O livro didático deve ser utilizado como apoio e não como únicoinstrumento de consulta para o assunto em sala de aula. Com o advento da Web e suastecnologias se torna cada vez mais freqüente o uso de instrumentos eletrônicos como canaisde consulta e apoio didático nas salas de aula. Ao analisarmos outros livros verificamos quealguns são muito deficientes como único instrumento em sala e alguns inadequados naconstrução do conhecimento por conterem conteúdos desorganizados e não seqüenciais.Alguns momentos em sala de aula durante a analise de livros didáticos: 14
  15. 15. Biologia dos Organismos- Vol 2 – Amabis Analisando os ConteúdosSugestão para Leitura: Artigos relacionados a prática do ensino de morfologia e fisiologiahumana.Produto Final: Tabela 3 - Analise dos GruposGrupo Temas Gerais Analise geralPrimeiro Ilustrações e figuras O uso de Figuras esquemáticas não eram tão bem definidas enquanto apóio didático, algumas figuras de difícil compreensão.Segundo Contextualização Cabe ao professor também contextualizar e ilustrar os assuntos juntamento com o uso dolivro didático.Terceiro(Nosso) Integração dos Conteúdos Torna-se necessário além do uso deste instrumento, contextualizar os assuntos a partir de abordagens que involvam dinâmicas em grupos, oficinas coletivas do fazer, grupo de pesquisas.Tabela 3 – Analise individual por gruposMódulo IV – Aplicabilidade do Uso de Livro didático e adaptação ao temas27/03/2012 Atividade 1 – Momento de discussão pelo grupo sobre os objetivos e resultados esperados com a aula expositiva sobre o tema “Nutrição”. Neste momento o grupo decidiu a readequação do modelo proposto para roteiro da aula contemplando outros recursos para o apoio ao tema escolhido, como por exemplo, o uso de data show para a apresentação, o uso de recursos de jogos 15
  16. 16. educativos para a interação, cartazes e grupos temáticos. Tendo como objetivo principal possibilitar aos estudantes compreenderem a importância de uma boa e equilibrada alimentação e a construção e compreensão da pirâmide alimentar. Atividade 2 – Apresentação pelos grupos dos temas escolhidos em 20/03/2012 com um modelo de plano de aula. Após a apresentação dos primeiros grupos, refletimos e construímos de forma mais coordenada o seguinte roteiro para apresentação de nosso tema:Tabela 4 – Roteiro para apresentaçãoObjetivo 1- Possibilitar ao estudante reconhecer a importância dos grupos alimentares como fonte de energia, crescimento e manutenção do organismo, analisando os diversos grupos funcionais, vitaminas, enzimas, aprender o conceito e funcionamento de uma pirâmide alimentar. 2- Formar grupos para pesquisar e apresentar em momento hábil um tema: Alimentos saudáveis e antioxidantes.Recursos Didáticos Data Show, Gravuras, Cartazes, Quadro BrancoMetodologia 1- Iniciar a aula pedindo aos estudantes que listem os alimentos que consomem diariamente. 2- Apresentar imagens de alimentos variados, vegetais, grãos, carnes, e tubérculos. 3- Iniciar exposição comentando sobre o lactente e o leite como primeiro alimento. 4- Iniciar uma viagem pelas diferentes fases que o alimento percorre o organismo. 5- Questionar a função dos alimentos e grupos funcionais, correlacionando o emprego de vitaminas, ação das enzimas, e mutações gênicas em alimentos (transgênicos).Resultados esperados 1 - Fixação do conhecimento da funcionalidade dos alimentos. 2 – Aprendizagem do conceito de pirâmide alimentar. 3 – Noções de alimentos antioxidantes e transgênicos.Tabela 4 – Plano de aula simplificado 16
  17. 17. Momento pedagógico: A escolha de um tema contido em um livro didático parapreparação de uma aula no ensino de ciências perspassa o sentido de transmitir somente oconhecimento, a construção do saber é algo gradativo e ao mesmo tempo construído deforma intrínseca e extrínseca, cabendo ao professor adaptar em sala a melhor forma deapresentar o conteúdo e despertar o interesse do estudante na construção da novainformação a fim de que o dado se torne efetivamente me saber. Neste momentoverificamos a importância do fazer e refazer planos e reorganizar conteúdos em função dopróprio nível da classe e ambiente oferecido para o trabalho.Sugestão para Leitura:Bardin, L. (2000). Análise de Conteúdo (Reto, L.A.; Pinheiro, A., Trad.). Lisboa: Edições70. (Original Publicado em 1977).Bogdan, R.C. e Biklen, S. K. (1994). Investigação qualitativa em educação: umaintrodução à teoria e aos métodos (Alvarez, M.J. Trad.). Portugal, Porto Editora. (OriginalPublicado em 1982).Produto Final: Apresentação em ppt de aula expositiva Nutrição e Sistema Digestório. Apresentação em PPT Nutrição e Sistema DigestórioMódulo V – Conceitos e teorias construtivistas04/04/2012 Atividade 1 – Aula expositiva sobre alguns conceitos sobre modelos de educação. Modelos tradicionais e estáticos e modelos flexíveis e interativos. Atividade 2 – Discussão sobre Teorias construtivistas e sua aplicabilidade. Atividade 3 – O que é construtivismo? . 17
  18. 18. Os diversos grupos discutiram desde o perfil do professor até sua postura em sala de aula frentes aos diversos desafios encontrados na aplicabilidade da legislação, curriculos e ambiente oferecido para a prática da docência. Registrando as informações Discussão sobre modelos pedagógicosMomento pedagógico: A leitura de pensadores como Piaget, Skinner, Vygotsky e outros,nos coloca em contato com com termos até então pouco explorados e entendidos nocontexto do aprendizado, palavras tais como cognição, interpolação cognitiva e outras,passam ao largo dos nossos sentidos, somente a partir de algumas experiências com aulasexpositivas e pesquisas no campo de modelos de aprendizagem é que estes conceitospassam a fazerem sentido e serem incorporados em nossos instrumentos no saber fazer. “A partir da metade do século XX, no Brasil, surgem novas teorias nas áreas da psicologia educacional. Piaget e Vygotsky, pais da psicologia cognitiva contemporânea, propõem que conhecimento é construído em ambientes naturais de interação social, estruturados culturalmente. Cada aluno constrói seu próprio aprendizado num processo de dentro para fora baseado em experiências de fundo psicológico. Os teóricos desta abordagem procuram explicar o comportamento humano em uma perspectiva em que sujeito e objeto interagem em um processo que resulta na construção e reconstrução de estruturas cognitivas”. Texto extraído de http://www.trendnet.com.br/users/hargento/Construtivismo.pdf citado por prof ª HeloisaArgentoEnquanto graduandos do curso de licenciatura em ciências biológicas, tomamos contatocom modelos de práticas até então completamente desconhecidas para muitos de nós, nossaadaptação não foi tão prontamente eficaz quanto desejávamos, nos abrigando a questionaraté coisas consideradas mais simples e obvias, a noção do saber pronto e acabado a sertransmitido aos estudantes ainda é muito latente em nosso convívio social, a mudança deparâmetros e inserção de novas tecnologias no modelo de aprendizado se faz de formagradual e continua. Aprendemos que é necessário se repensar modelos e práticas, a inclusão 18
  19. 19. social começa na escola, mas antes de tudo se inicia no modelo social empregado por umasociedade e seus cidadãos.Sugestão para Leitura:BECKER, F, O que é Construtivismo?, Revista de Educação AEC, Ano 21, Nº 23, Abri/Junho de 1992GOULART, I. B. Psicologia da educação. São Paulo: Vozes, 1987Produto Final: Quadro 1 - Características das Salas de Aula Tradicional versusConstrutivista Sala de aula Tradicional Sala de aula ConstrutivistaO currículo é apresentado das partes para o O currículo é apresentado do todo para astodo, com ênfase nas habilidades básicas partes, com ênfase nos conceitos geraisO seguimento rigoroso do currículo pré- Busca pelas questões levantadas pelosestabelecido é altamente valorizado alunos é altamente valorizadaAs atividades curriculares baseiam-se As atividades baseiam-se em fontesfundamentalmente em livros texto e de primárias de dados e materiaisexercícios. manipuláveis.Os estudantes são vistos como "tábulas Os estudantes são vistos como pensadoresrasas" sobre as quais a informação é com teorias emergentes sobre o mundoimpressa.Os professores geralmente comportam-se de Os professores geralmente comportam-se deuma maneira didaticamente adequada, maneira interativa, mediante o ambientedisseminando informações aos estudantes para estudantes.[ "Um sábio sobre o palco"] ["Um guia ao lado"]O professor busca as respostas corretas para O professor busca os pontos de vista dosvalidar a aprendizagem estudantes para entender seus conceitos presentes para uso nas lições subsequentes.Avaliação da aprendizagem é vista como Avaliação da aprendizagem está interligadaseparada do ensino e ocorre, quase que ao ensino e ocorre através da observação dototalmente, através de testes professor sobre o trabalho dos estudantesEstudantes trabalham fundamentalmente Estudantes trabalham fundamentalmente emsozinhos gruposMódulo VI – Conceitos de Ensino CTSA(Ciência, Tecnologia, Sociedade, e Ambiente).04/04/2012 19
  20. 20. Atividade 1 – Continuação de apresentações grupos temáticos livro didático. Atividade 2 – Resumo dos grupos temáticos por apresentação do assunto: Tabela 5 – Resumo Principal Grupo Recurso didático Metodologia Resultados Grupo 1 – Jogo de Passar o conteúdo Fixação do conteúdo a Sistema Perguntas e mediante jogo de partir da interação com o Circulatório fichas perguntas e grupo e uso do apoio do respostas livro didático interagindo com os alunos Grupo 2 – Cartaz com Encaixe das Passar o conteúdo Célula rótulos de organelas com o mediante a interação do Animal e espuma uso das tarjetas grupo com o modelo da Vegetal autoadesiva célula definindo diferenças entre animal e vegetal. Grupo 3 – DataShow, Aula parte Aplicação do Nutrição e Cartaz da expositiva em ppt, conhecimento da pirâmide Aparelho pirâmide parte interativa alimentar, grupos digestório alimentar. com o emprego de funcionais de alimentos, cartaz sobre a funcionamento do construção da aparelho digestório e pirâmide alimentar noções para uma alimentação saudável. Alguns momentos das apresentaçõesUso de jogos educativos Mostra de desenhos de alunos do ensino fundamental sobre o sistema digestório 20
  21. 21. Atividade 3 – A visão na formação do aluno de Biologia sobre a percepção dos alunos e material lúdico em sala de aula (tema para aula em 24/04/2012)Momento pedagógico: Vimos alguns Conceitos de Ensino CTSA(Ciência, Tecnologia,Sociedade, e Ambiente) e sua aplicação em sala de aula, aprendemos que os diversosmétodos empregados lançando mão de inúmeros recursos didáticos são válidos naconstrução do saber, não nos prendendo aquele ou aquele outro método, mas, interagindocom quais forem necessários para o exercício da construção do conhecimento.Sugestão para Leitura:Amorim, A. C., & Curado, M. C. A produção do conhecimento em Aulas de Biologia:processos ou produtos? Revista Ciência & Ensino , p. 4, 3 de dezembro de 1997.Calor, A. R., & Santos, C. M. Filosofia e ensino de ciências: uma convergência necessária.Revista - Ciência Hoje, 2004.Produto Final: Término da apresentações dos grupos temáticos conforme vistos na tabela5.Módulo VII – Emprego de experimentação em sala de aula10/04/2012 Atividade 1 – Aula expositiva “O professor pesquisador, Experimentação e pesquisa cientifica no ensino”. Atividade 2 – Discussão em sala sobre Indutivismo e Empirismo, Conceitos de experimentação Construtivistas e Demonstrativas. Atividade 3 – Desafio para os grupos, construção de um modelo de célula em 3D.Momento pedagógico: A problematização, organização do conhecimento, e aplicação doconhecimento são etapas fundamentais na elaboração de uma experimentação, quer seja nomodelo de pesquisa cientifica formal, quer seja aplicada ao ensino como um todo. Nestecaso especifico não basta saber o que é (Célula), mas sim de demonstrar ou construircumulativamente com alunos um modelo em 3D, onde o entendimento das funções físicase químicas de estruturas e organelas esteja explicitado no saber fazer e no fazer saber. Aopercebermos a importância das metodologias e dos conhecimentos epistemológicosempregados na construção de um experimento, passamos a atuar de forma mais integradaentre conhecimento e necessidade de pesquisas para novos métodos e avaliações noprocesso de aprendizagem ação e reflexão.Assim em um primeiro momento evidenciou-se a necessidade do levantamento doconhecimento prévio do aluno a fim de propor-se uma aula teórica sobre o tema abordado afisiologia e morfologia celular para posterior aplicação na construção do modelo celular.Sugestão para Leitura: Kominsky, L., & Giordan, M. Visões de ciências e sobre cientistaentre estudantes do ensino médio. Química nova na escola , p. 8Produto Final: Sugestão para construção do modelo celular em 3D. 21
  22. 22. Módulo VIII – Emprego de experimentação em sala de aula (Continuação)08/05/201210/05/2012 Atividade 1 – Discussão em grupo As competência do professor. Decidir hipóteses para trabalhos, métodos para manutenção de potencialidades, alocar conteúdos e temas para as discussões em grupos, definir tarefas a realizar, perceber habilidades dos estudantes. Atividade 2 – Experimentação Construtivista ou Demonstrativa? Exposição de alguns experimentos para discussão em grupo sobre o caráter dos métodos e modelos apresentados.Alguns momentos nas apresentaçõesDemonstrando a permeabilidade da membrana em pimentões Construção da Célula em 3DMomento pedagógico: A prática pedagógica requer envolvimento e concentração nãodeslocando o foco do aluno a fim de que este seja um parceiro na construção do saber e nãoo repositório final das informações elencadas em um currículo pré-determinado. Nopensamento da pesquisadora Rosalind Driver: “Compromisso central de uma posição construtivista — de que o conhecimento não édiretamente transmitido mas construído ativamente pelo aprendiz — é compartilhado pordiferentes tradições de pesquisa no ensino das ciências. Uma dessas tradições concentra-se na construção individual de significados e nas várias teorias informais que as pessoasdesenvolvem sobre os fenômenos naturais (Carey, 1985; Carmichael et al., 1990; Pfundt eDuit, 1985), como resultado das interações individuais dos aprendizes com os eventosfísicos de sua vida diária (Piaget, 1970). A aprendizagem em sala de aula, a partir dessaperspectiva, é vista como algo que requer atividades práticas bem elaboradas que desafiemas concepções prévias do aprendiz, encorajando-o a reorganizar suas teorias pessoais.” 22
  23. 23. O aluno deve ser encarado como um parceiro e encorajado a testar suas própriasconcepções através da experimentação,leitura e comparações próprias e dirigidas, destaforma passando a perceber a informação como camadas sucessivas de dados a seremintegralizadas em sua cesta de conhecimentos.Sugestão para Leitura:Artigo cientifico: Construindo o conhecimento cientifico na sala de aula.Rosalind Driver, Hilary Asoko, John Leach, Eduardo Mortimer, Philip ScottTradução*: Eduardo MortimerProduto Final: Figura 1 - Organização das Informações Situação Problema Conceitos Procedimentos AtitudesFigura 2 - Organização das Informações a nível sintético Resolução do Problema Partindo da idéia Construção do Reconstruir o Conhecimento do individuo conhecimento Interpretar o ConhecimentoFigura 3 - Organização das Informações a nível cognitivo Situação Problema Interesse do Aluno Cognitivo Zona de desenvolvimento proximalMódulo IX – Emprego de experimentação em sala de aula (Finalização)15/05/2012 Atividade 1 – Construtivismo e Demonstrativo. 23
  24. 24. Montando e apresentando em ppt no datashow ou usando maquetes os grupos se propuseram a apresentarem experimentos construtivistas. Atividade 2 – Apresentação dos grupos.Figura 4 Situação Problema Concepções Resolução do Problema Informações Cientificas Problematização SoluçãoGrupo 2 ConstrutivistaExperimento Modelo simula a inspiração e expiração nos pulmões (Trocas gasosas)Material usado Garrafas pet, vela, canudinhos de refrigerante, bexigas(Balões)Grupo 3 DemonstrativoExperimento Uma cobaia humana com olhos vendados, deverá sentir o gosto de alguns alimentos e sabores. Obs: o experimento visava testar as sensações individuais a partir da gustação dos alimentos. Problema(Hipotese?), situação problema não ficou clara para os alunos.Material usado Doces, salgados, vinagre, mel, outrosGrupo 4 DemonstrativoExperimento Demonstrar caminho percorrido do alimento da boca ao intestino.Material usado Modelo do Sistema Digestório cartaz com tarjetas e figuras em espuma.Grupo 1 (nosso) DemonstrativoExperimento O inicio do processo de digestão onde começa? Obs: Ao demonstrar a presença da ptialina na saliva colhida em um tubo e adicionado uma gota da tintura de 24
  25. 25. iodo, demonstrou-se a presença desta enzima na boca, que dá partida ao processo de digestão havendo alimento ingerido. No entanto a concepção do problema não ficou clara para os alunos.Material usado Àgua pura, iodo, amido, copos descartáveis, pipetas e tubos de ensaio, algodão. Tabela 6 Alguns momentos da apresentação Grupo 1 – Presença de Ptialina na saliva Alunos na sala - QuestionamentosMomento pedagógico:Apesar de propormos concepções interessantes para as apresentações, nem sempre oresultado obtido foi considerado satisfatório, ou porque saltamos algumas etapas noprocesso ou mesmo por não termos seguido corretamente a metodologia descrita para estetipo de evento (a problematização). Desconstruir concepções e reconstruir novamente apartir de outras experiências bem sucedidas nos pareceu o mais óbvio, mas, nem sempre omelhor a fazer, principalmente porque este tipo de atitude pode gerar distorções ao longodo processo, então uma nova revisão em um dado problema(desafio) e passamos a noscolocar no lugar do aluno e fazermos as perguntas que eles fariam durante o processo dainformação, com isso ficou mais claro o caminho a seguir.Aprendendo a aprender fazer, não foi fácil compreender os conceitos envolvidos na tarefade problematizar uma situação ou conceito, para muito de nós o contato com esta novaforma de inferir e auferir informações a partir de uma concepção onde o caminho dasolução do problema passa por toda interação aluno-professor-aluno colocava cada vezmais uma duvida geral, a saber: “Até que ponto o professor deve interferir no processo deconstrução experimental?”, ou o aluno deve seguir um processo que achar maisfácil(adequado)?. 25
  26. 26. Ao aprendermos como fazer e analisarmos nossas falhas iniciais no processo, percebemosque não se pode ignorar etapas necessárias na construção das concepções, na verdade sãoelas que nos dão o rumo da metodologia a seguir, dos próximos passos a trilhar em direçãoa resolução da situação problema que deveria ter sido instituída desde o inicio da conjecturaou proposição do experimento na sala de aula. Aprender a ouvir críticas e sugestõestambém ajuda muito no processo.Sugestão para Leitura: Gewandsznajder,F. Ciências a vida na terra. São Paulo:Atica,2006.268p. Site:. http://revistaescola.abril.com.br Acesso dia 30.05.2012Produto Final: Término das Apresentações Experimentos Construtivistas e plano de aula.Módulo X – O Uso de mapas conceituais.02/10/2012* Atividade 1 – Aula expositiva sobre Conceitos, Métodos, Mapas conceituais. Atividade 2 – Aula expositiva sobre Teoria da aprendizagem significativa com foco nas Teorias de Ausubel. Atividade 3 – Confecção de mapa conceitual abordando um tema escolhido.Momento pedagógico: A teoria de Ausubel baseia-se na idéia de que para que ocorra aaprendizagem, é necessário partir do conhecimento prévio do aluno. Assim, preconiza queos professores e educadores devem criar situações didáticas com a finalidade de descobriresses conhecimentos. Estes conhecimentos foram designados por ele mesmo como“conhecimentos prévios”. Os conhecimentos prévios seriam os suportes em que o novoconhecimento se apoiaria. A este processo ele próprio designou de “ancoragem”. Esta idéiafoi expressa pelo pesquisador na seguinte frase “o fator isolado mais importante queinfluencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Averigúe isso e ensine-o deacordo”. (AUSUBEL, 1980)Esta teoria procura elucidar os mecanismos internos que ocorrem na estrutura cognitivahumana em relação ao processo de aprendizagem. Embora já tenha sido classificada comouma teoria “condutivista”, a TAS(Teoria da aprendizagem significativa) focaliza e entendea aprendizagem de modo cognitivista e procura explicar também como os conhecimentosestão estruturados na mente humana. Contrapondo-se ao modelo da aprendizagem 26
  27. 27. mecânica tão impregnado mesmo nas escolas mais tradicionais e ditas futuristas por algumpunhado de educadores.Baseado nestas postulações o emprego de mapas conceituais e modelos didáticos nainteração aluno-aluno-professor mostra-se como uma ferramenta valiosa na construção dossaberes a partir da vivência dos próprios alunos em relação ao seu cotidiano econhecimentos prévios sobre o assunto abordado, as impressões, sensações e a curiosidadenortearão o aluno ao tentar inferir dados a partir de modelos e a construir mentalmente osprimeiros passos no entendimento, daí o passo seguinte é sintetizar as informações edistribuí-las de forma apresentável em uma sequência lógica e organizada que contextualizetoda a informação processada sobre o tema abordado. A P R E N D IZ A G E M C larificação de Instr ução P esquisa científica; SIG N IFIC A TIV A relações entre individ ualiza da bem criação artística conceitos. program ada A ulas teóricas livros A m aior parte da de texto “pesquisa” e prod uçã o intelectual de rotina T rabalho de laboratório na escola A P R E N D IZ A G E M M ultiplicaçã o: A plicação de T entativ a e erro; M E C Â N C IA tab uada fórm ulas para soluçã o de “q uebra- resolver problem as cabeças” A P R E N DIZ A G E M A P R E N DIZ A G E M A P R E N D IZ A G E M POR R ECEPÇÃO POR POR D E SC O B E R T A D E SC O B E R T A D IR IG ID A AUTÔNOM A Figura 5 – Aprendizagem por recepção e por descoberta estão num continuum distinto entre aprendizagem mecânica e significativa. Quer o ensino se dê por recepção ou por descoberta, ambos podem levar a aprendizagem mecânica ou significativa. (Joseph D. Novak, Aprender criar e utilizar o conhecimento, 1998).Concluímos que para o uso da aprendizagem significativa, utilizando algumas concepçõesconstrutivistas precisamos ter bem claro os seguintes parâmetros: A) Conceitos: A estrutura do conhecimento a partir da vivência e experiência do aprendiz. 27
  28. 28. B) Métodos: Disseminar o conhecimento considerando modelos experimentais e teóricos conhecidos e presumidamente eficientes. C) Uso de mapas conceituais: Para difundir a abordagem sistêmica, favorecer a discussão em grupo, atualizar a conceitualização (Problema), e construção do modelo apropriado.Alguns momentos na construção ds Mapas: A Origem da Vida Nutrição CelularSugestão para Leitura:AMABIS, José Mariano, MARTHO Gilberto Rodrigues. Guia de apoio didático para ostrês volumes da obra Conceitos de Biologia. Objetivos de ensino mapeamento de conceitossugestões de atividades. São Paulo: Editora Moderna. 2001.AMORIN, Antonio Carlos Rodrigues de. Biologia, tecnologia e inovação no currículo doensino médio. INVESTIGAÇÕES EM ENSINO DE CIÊNCIAS (Revista eletrônica)(Investigaciones en Enseñanza de las Ciencias; Investigations in Science Education) Vol. 3, 28
  29. 29. N. 1, março de 1998. Instituto de Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PortoAlegre, Brasil. <http://www.if.ufrgs.br/ public/ensino/revista.htm>AUSUBEL, David Paul, Novak, Joseph e Hanesian, Helen. Psicologia educacional. Rio deJaneiro: Interamericana, 1980.MOREIRA, Marco Antônio, BUCHTWEITZ, Bernardo. Novas estratégias de ensino eaprendizagem: Os mapas conceptuais e o Vê epistemológico. Lisboa: Plátano ediçõestécnicas, 2000.(*) Em função das greves das Universidades Federais no período, retomamos nossasatividades a partir desta data.Produto Final: Mapa Conceitual elaborado a partir das concepções analisadas sobre TAS.Primeiro Mapa: Figura 5 Origem da Vida Geração Espontanea Teorias Panspermia Oparim Biogenese Miller e Urey Negada CoacervadosSegundo Mapa: Figura 6Refeito a partir de outras discussões sobre a necessidade de clareza nos dados. 29
  30. 30. Origem da Vida Geração Espontanea Teorias Panspermia Expeimento de Redi Biogênese Negada Oparim Coacervados Miller e Urey ConfirmadaA Panspermia ainda é uma teoria em construção no século XXI.Módulo XI – O Uso de livros paradidáticos e modelos na aprendizagem.09/10/2012 Atividade 1 – Aula expositiva sobre uso de livros paradidáticos.“Apesar dos constantes avanços da ciência e das tecnologias observa-se que o ensino deBiologia e Ciências permanece ainda, na maioria dos casos, restrito às aulas expositivascom mínima participação dos alunos. A utilização de outras modalidades didáticas taiscomo: audiovisuais, ferramentas computacionais, práticas no laboratório e na sala deaula, atividades externas, programas de estudo por projetos e discussões, entre outras,quando ocorre, se dá por iniciativas esporádicas de alguns professores, levadas a diantepor enorme esforço pessoal de tais profissionais. Dessa forma o trabalho escolar namaioria das vezes, acontece dissociado do cotidiano do aluno e se apresenta ineficiente noobjetivo de promover uma educação científica.” (KRASILCHIK, 2004).Neste contexto o uso de livros paradidáticos e modelos em escala ou miniaturas vem somara gama de recursos que poderiam ser utilizados na sala de aula, estes recursos são namaioria das vezes relegados a um plano inferior no que diz respeito a aplicabilidade em salapor inúmeros motivos,dependendo do grau de interesse do professor ou da disposiçãodestes recursos nos centros de ensino. De qualquer forma é interessante que o professor 30
  31. 31. ofereça estes recursos a seus alunos afim de despertar-lhes o interesse cientifico,lembrandoque no caso do livro paradidático este deve se usado como apoio didático e não com únicoinstrumento.Ainda foi proposto a entrega de um relatório sobre livros paradidáticos, nossa equipeescolheu enviar exemplar em pdf. Atividade 2 – Aula expositiva sobre o uso de modelos de plástico e afins em sala de aula. Atividade 3 – Confecção de tabela sobre as características destes animais. Atividade 4 – Exibição do vídeo de Celso Antunes – Competência de um Professor.Momento pedagógico: O ensino de biologia no Brasil, apesar dos avanços nas propostascurriculares, ainda requer soluções de vários problemas nas relações ensino-aprendizagemnas escolas de ensino médio, uma vez que é forçoso admitir que os resultados educacionaisnão tenham sido promissores. O uso de práticas pedagógicas envolvendo métodosinovadores para o ensino de Biologia tem como objetivo ampliar as dinâmicas deconcepções e práticas de ensino, promovendo uma articulação entre a teoria e prática,tornando o ato de aprender mais natural e participativo. Observamos nas aulas de fisiologiahumana ministrada pelo Professor Ariosto Afonso que este instituía a prática dareconstrução do saber através de re-testes e modelos práticos empregados pelos alunos,além é claro de serem aulas muito interessantes dado sua maneira didática muito peculiar.Sugestão para Leitura:KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. 4 ed. São Paulo: Editora Harbra daUniversidade de São Paulo, 2004.Produto Final: Tabela confeccionada após a analise de alguns modelos plásticos.Animal Classe Características Reprodução AlimentaçãoAranha Aracnídeo Oito patas, presença de Sexuada, Insetívoras e pelos, e exoesqueleto filhotes carnívoros ovíparosElefante Mamífero Pele grossa, peso 5ton, Sexuada, Herbívoros filhotes vivíparosGalinha Ave Pele recoberta de penas, Sexuada, Onívoras pequeno porte filhotes ovíparosJacaré Réptil Pele grosa escamada, médio Sexuada, Carnívoros porte filhotes ovíparosPolvo Molusco Pele lisa, possue tentáculos Sexuada, Carnívoros com ventosas ovíparos 31
  32. 32. Tabela 7Módulo XII – O Uso de modelos na aprendizagem.23/10/2012 Atividade 1 – Aula expositiva sobre ouso de modelos no ensino. Atividade 2 – Construir uma Chave de Identificação pelas características. Alguns momentos em sala:Analisando os Modelos Criando a Chave de identificaçãoMomento pedagógico: Uma atividade ou projeto de estudo que envolva realmente osalunos provoca a busca de novas informações para a resolução ou entendimento de outrassituações, a concentração, a cooperação entre colegas e a necessidade de organização. Evitaque eles sejam meros espectadores ou receptores passivos de informações que serãotemporariamente memorizadas e o quanto antes esquecido. Tem como objetivo daroportunidade ou mesmo provocar os alunos a organizarem o pensamento e expressá-looralmente ou graficamente, expor seus conceitos e crenças e confrontá-los com os dosdemais colegas e com a argumentação do professor.Mesmo atividades ditas experimentais, desenvolvidas sem essa consistência pedagógica -fazer o aluno refletir - podem ser apenas demonstrativas e acabam reforçando a idéia de quea ciência possui leis imutáveis. Dessa forma, tornam a ciência como um ente distanteoperado por gênios que dispõe de alta tecnologia. Certamente, pensar a ciência dessa forma,além de ser uma visão equivocada afasta o aluno não só da possibilidade de participação naconstrução do conhecimento, como na visão de fazer saber.Sugestão para Leitura: MOREIRA, M. L.; DINIZ, R. E. S. O laboratório de Biologia noEnsino Médio: infra-estrutura e outros aspectos relevantes. In: Universidade EstadualPaulista – Pró-Reitoria de Graduação. (Org.). Núcleos de Ensino. São Paulo: Editora da UNESP, Vol.1, p.295-305, 2003. 32
  33. 33. Produto Final: Quadro construído a partir da observação dos modelos e discussão entre osalunos para criarem uma chave simples de entendimento para as espécies listadas.Chave para Identificação de Espécies1 - Animais Terrestres 2 Animais aquáticos 32 – Presença de Pelos 4 – filhotes útero Plascentários Ausência de Pelos 5 – Filhotes ovo Ovíparos3 – Respiração Pulmonar 6 – ausência de escamas Respiração branquial 7 – presença de escamas4 – Plascentários 8 – Carnivoros Lobo, Leão, Homem, Onça 9 - Herbivoros Boi, Cavalo, Elefante5 - Oviparos 10 – pele com penas Aves 11 - pele escamosa Répteis6 - Peixes 12 – Cartilaginosos Tubarão, arraia 13 - Osseos A maioria dos peixes 33
  34. 34. CONSIDERAÇÕES FINAIS A formação de um educador necessita além da formação dos conhecimentos específicosda área de atuação, de uma formação político-pedagógica sólida, que permita a esteeducador interpretar e intervir na realidade educacional, tornando o processo educacionalmuito mais humanizado. Para tal, as disciplinas de prática conseguem entrelaçarpressupostos teóricos com um pouco do cotidiano escolar. Para nós foi de grande valia, podermos participar de todos esses momentos, tãoenriquecedores do nosso conhecimento. No decorrer das aulas, foi possível trazermos paraa prática os conhecimentos já adquiridos em Anatomia e Fisiologia Humana. Cadaatividade prática, cada debate, cada discussão, nos fizeram crescer como estudantes efuturos educadores, que precisam estar atentos a sua prática docente e a forma comoconduzem as suas aulas. Ter professores preocupados com uma formação sólida torna todo o processo maissignificativo. A idéia de ser um professor-pesquisador, onde a prática pedagógica passa aser o seu objeto de investigação e o desafio de pesquisar sua prática de modo reflexivo, namedida em que são instigantes, também se torna difíceis, uma vez que é necessário romperalguns paradigmas antigos da educação e sair da nossa “zona de conforto”, arregaçar asmangas e trabalhar. Nossa concepção de que é preciso sermos esse tipo de professormudou, junto com a idéia de que é preciso que essa tomada de consciência aconteça, paraque as transformações também aconteçam. Diante do exposto foi possível perceber a importância das disciplinas de prática naformação do currículo do licenciando em ciencias biológicas. Nesta disciplina pudemosconstruir uma base sólida e lançar um olhar em torno da nossa própria prática docente,melhorando-a cada vez mais. A construção deste portfólio foi uma proposta de avaliaçãomuito condizente com a proposta da disciplina e do professor, nele foi possível relatar eanalisar tudo o que foi vivenciado e o quanto isso contribuiu para nossa formação. 34
  35. 35. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA • BORGES, R. R.; MORAES, R. O significado de experimentação numa abordagem construtivista: o caso do ensino de ciências. Porto Alegre: Sagra-Luzzatto, 1998. • LEVINSK, E. Z.; CORRÊA C. T. A pesquisa e a prática de ensino na formação do professor de Ciências. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, 8, 2008. Curitiba: Centro de Teologia e Ciências Humanas. • MARANDINO, M.; SELLES, S. E.; FERREIRA, M. S. Ensino de Biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: Cortez, 2009. • MENDES, R.; MUNFORD, D. Dialogando Saberes: pesquisa e prática de ensino na formação de professores de ciências e biologia. Ensaio. Pesquisa em Educação em Ciências, v. 07, p.01, 2005. • MOREIRA, A. M. O professor-pesquisador como instrumento de melhoria do ensino de ciências. Em Aberto, Brasília, ano 7, n. 40. out./dez. 1988. • ONTORIA, A. Mapas conceituais: uma técnica para aprender. São Paulo: Loyola, 2006. • PIMENTA, S.G. Formação de professores: Identidade e saberes da docência. In: Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999. • PIMENTA, S.G. (Org.) Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999. 35
  36. 36. APÊNDICESPLANO DE AULA: SISTEMA DIGESTÓRIO1-Dados de identificação: • Escola Estadual Dom Bosco • Disciplina: Ciências • Série: 7º Turno: Manhã Turma (as): A • Tempo de aula: 50 minutos- 3 aulas • Tema da aula: Sistema Digestório2- Objetivos específicos: • Identificar e localizar os órgãos e estruturas que compõem o sistema digestório, destacando suas funções; • Relacionar a importância das glândulas salivares, dos movimentos peristálticos no processo da digestão; • Descrever o processo de digestão e sua importância para nossa sobrevivência.2.1 Conceituais:Conhecimento e identificação dos órgãos que compõem o sistema digestório.Descrição das características anatômicas e funcionais dos órgãos.2.2 Procedimentais: Discussões dos fenômenos observados durante o experimento.Elaboração de um mapa conceitual sobre o sistema digestório.Construção de uma pirâmide alimentar.2.3 Atitudinais:Reconhecimento da importância do sistema digestório para um bom funcionamento doorganismo.3- Procedimentos metodológicos: 36
  37. 37. • Aula expositiva- dialógica • Utilização de modelo anatômico e figuras • Aula prática, aplicação de um experimento construtivista4- Conteúdo programático:Alimentos e nutrição, organização do sistema digestório, os processos da digestão, destino dosprodutos da digestão, controle da digestão e saúde digestão.5- Procedimento metodológico:1º aula – Para introduzir o conteúdo faremos uma breve explanação da necessidade de adotarmosuma dieta equilibrada e sadia no cotidiano, e da importância dos nutrientes para um bomfuncionamento do organismo, tendo em vista precisamos de energia para executar as atividades donosso dia a dia, e ela é obtida com os alimentos que ingerimos. Bem como adoção de medidas dehigiene para evitar futuras doenças relacionadas ao trato digestivo. Faremos um levantamento dosconhecimentos prévios para dinamizar a aula e estimular à participação dos alunos, buscando assim,correlacionar às experiências adquiridas por eles no cotidiano com o tema da aula, por exemplo,para onde foi o alimento ingerido por vocês desde seu nascimento até hoje? Como nosso organismoutiliza os alimentos para a obtenção de energia? Por que é importante uma alimentação saudável? edentre outros questionamentos. Com a utilização do busto anatômico que servirá de ferramenta paraos alunos fazerem a identificação dos órgãos componentes do sistema digestivo, à medida quefaremos uma breve discussão sobre a função deste dentro do contexto da digestão.2º aula - Iniciaremos as atividades fazendo uma revisão da abordagem anatômica aos órgãoscomponentes do sistema digestivo. A seguir com a utilização do retro projetor será feira umaexplanação sobre a fisiologia da digestão. Em seguida será aplicado um experimento sobre osistema digestório, dividido em oito etapas, primeiro- A ação da saliva, segunda- Importantemastigar bem, terceira- Sentido os sabores, quarto- O movimento da digestão, quinto- A acidez dosuco gástrico, sexto- O detergente da digestão, sétimo- Quebrado as proteínas e oitavo- Absorção deágua pelo corpo. O desenvolvimento dessa atividade visa estimular a observação acurada e oregistro cuidadoso dos dados, promover métodos de pensamentos científicos simples e de sensocomum, desenvolver habilidades manipulativas, treinar resolução de problemas, esclarecer a teoriae promover a sua compreensão acerca dos fenômenos observados. 37
  38. 38. 3º aula- Em grupo, os alunos irão rever os resultados do experimento e retomar as relações quefizeram com o processo de digestão e absorção de nutrientes cada grupo deverá elaborar umapirâmide alimentar e construir um mapa conceitual pré- estabelecido pelo professor.5-Recursos didáticos: Data show Quadro branco Cartazes Peça anatômica (boneco)6-Procedimentos de avaliação:Participação nas aulas e apresentação de trabalhos.7-Distribuição de tempo: • 1º aula - 20mint de discussões e 30mint de explicação teórica • 2º aula- 20mint de explicação teórica e 30 mint. de aula prática. • 3º aula- 20 mint. elaboração dos trabalhos e 30 mint. para apresentação e discussão.8-Bibliografia: • Gewandsznajder, F. Ciências a vida na terra. São Paulo: Ática,2006.268p. • Amabins, J. v. 2 Biologia dos organismos: Classificação estrutura e função nos seres vivos. São Paulo:Moderna,1994.472p. • Lopes, S. Biologia volume único. São Paulo: Saraiva,2005.603p. • Site: http://revistaescola.abril.com.br. Acesso dia 30.05.2012 38

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