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De 1946 a 1948, são publicados, emrevistas e suplementos de jornais, seusprimeiros poemas ligados aoRomanceiro Popular Nor...
No ano seguinte, estréia em palco comCantam as Harpas de Sião, depoisrescrita sob o título de O Desertor dePrincesa (1958)...
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Premiada com a “Medalha de Ouro”da Associação Brasileira de CríticosTeatrais, no mesmo ano a peça épublicada em livro. Enc...
No mesmo ano, inicia carreira docentena Universidade Federal dePernambuco, onde irá lecionar váriasdisciplinas ligadas à A...
Suassuna chama-o “romance armorial-popularbrasileiro”, na intenção de vinculá-lo ao MovimentoArmorial, por ele idealizado ...
Em 1976, torna-se Livre Docente daUFPE, defendendo a Tese A OnçaCastanha e a Ilha Brasil – UmaReflexão sobre a Cultura Bra...
Em 1987, retorna ao teatro com As Conchambranças deQuaderna, trazendo pela primeira vez ao palco o mesmopersonagem do seu ...
Ingressa, depois, nas Academias de Letras de Pernambuco (1993) e daParaíba (2000). Atualmente, dedica-se à escritura de um...
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Trabalho realizado produzido e organizado por Rafael Soler e apresentado por Victória Vasconcelos na Apresentação dos Patronos na Academia Maria Ester de Leitura e Escrita em 2009.

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Ariano Suassuna - Trabalho do Patrono

  1. 1. Poeta, dramaturgo eromancista, Ariano Vilar Suassunanasceu na cidade da Paraíba (hojeJoão Pessoa), capital do Estado daParaíba, a 16 de junho de 1927. Seupai, João Suassuna, exercia, àépoca, mandato de “Presidente”, o quecorrespondia ao atual cargo deGovernador. Terminado seu mandato, João Suassuna deixa o litoral e volta ao sertão, sua terra de origem, fixando-se na fazenda “Acauhan”, no município de Sousa.
  2. 2. Em 9 de outubro de 1930, quandoAriano contava apenas três anos deidade, João Suassuna, entãoDeputado Federal, é assassinado noRio de Janeiro, vítima das divisões elutas políticas ligadas à Revoluçãode 30. É no Sertão da Paraíba queAriano passa boa parte da infância,primeiro na “Acauhan”, depois no município de Taperoá. Em 1942, a família Suassuna fixa-se em Recife, capital de Pernambuco.
  3. 3. É em Recife que Ariano inicia a sua Noturnovida literária, com a publicação do [...]poema Noturno, a 07 de outubro de Que vale a natureza sem teus1945, no Jornal do Commercio. Ao Olhos,ingressar na Faculdade de Direito, em ó Aquela por quem meu1946, liga-se ao grupo de estudantes Sangue pulsa?que retoma, sob nova inspiraçãoteórica, o Teatro do Estudante de Da terra sai um cheiro bomPernambuco (TEP). Mais do que um de vidamovimento teatral, o TEP foi um e nossos pés a Ela estão movimento de revalorização da ligados. cultura brasileira, com Deixa que teu cabelo, solto atuação em várias áreas ao vento, da criação artística. abrase fundamente as minhas mão... [...]
  4. 4. De 1946 a 1948, são publicados, emrevistas e suplementos de jornais, seusprimeiros poemas ligados aoRomanceiro Popular Nordestino,universo de poemas e canções queinclui desde a poesia improvisadados cantadores até a Literatura deCordel e de tradição oral decorada.É partindo principalmente dosfolhetos do Romanceiro que Suassuna vai encontrar o caminho para criar toda a sua obra teatral. Em 1947, escreve a sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol.
  5. 5. No ano seguinte, estréia em palco comCantam as Harpas de Sião, depoisrescrita sob o título de O Desertor dePrincesa (1958). Ainda estudante deDireito, escreve Os Homens de Barro(1949) e o Auto de João da Cruz, esta noano de sua formatura (1950). Em1951, em Taperoá, para onde vai a fimde curar-se do pulmão, escreve eencena, com mamulengos, o entremezTorturas de um Coração ou Em Boca Fechada Não Entra Mosquito. Esta peça é extremamente importante no teatro de Suassuna.
  6. 6. Em primeiro lugar, porque, aexemplo de outros entremezes,serviu como núcleo inicial de umapeça maior, A Pena e a Lei. Depois,porque Torturas é o primeirotrabalho de Suassuna ligado aocampo do Cômico. Até aí, Suassunasomente se dedicava à composiçãode tragédias – excetuando-se oAuto de João da Cruz, um drama sacramental. Após Torturas, o autor escreve mais uma tragédia, O Arco Desolado (1952), para então dedicar-se às comédias que o deixaram famoso:
  7. 7. Auto da Compadecida (1955), OCasamento Suspeitoso (1957), O Santo ea Porca (1957), A Pena e a Lei (1959) eFarsa da Boa Preguiça (1960), paramencionar as peças publicadas em livroe sem considerar outros entremezes,todas comédias importantíssimas para oteatro brasileiro contemporâneo. Apartir da encenação, no Rio de Janeiro,do Auto da Compadecida, em janeirode 1957, durante o Primeiro Festival de Amadores Nacionais, Suassuna é alçado à condição de um dos nossos maiores dramaturgos.
  8. 8. Premiada com a “Medalha de Ouro”da Associação Brasileira de CríticosTeatrais, no mesmo ano a peça épublicada em livro. Encenado emdiversos países, o Auto encontra-seeditado em vários idiomas, dentre osquais o alemão, o francês, o inglês, oespanhol e o italiano, e recebeu, atéhoje, três versões para o cinema. Apartir de 1956, com A História do Amor de Fernando e Isaura, versão nordestina de Tristão e Isolda, Ariano passa a dedicar-se, também, ao romance.
  9. 9. No mesmo ano, inicia carreira docentena Universidade Federal dePernambuco, onde irá lecionar váriasdisciplinas ligadas à Arte e à Cultura,até se aposentar, em 1989. Em 1959,funda, com Hermilo Borba Filho, oTeatro Popular do Nordeste (TPN). Em1960, forma-se em Filosofia pelaUniversidade Católica de Pernambuco.De 1958 a 1970, trabalha em um longoromance, editado em 71 – o Romance d‟A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, saudado pela crítica como um dos mais importantes romances da Língua Portuguesa.
  10. 10. Suassuna chama-o “romance armorial-popularbrasileiro”, na intenção de vinculá-lo ao MovimentoArmorial, por ele idealizado e lançado oficialmente noRecife, a 18 de outubro de 1970. Segundo o próprioSuassuna, “a Arte Armorial Brasileira tem como traçocomum principal a ligação com o espírito mágico dos„folhetos‟ do Romanceiro Popular do Nordeste (LiteraturadeCordel), com a Música de viola, rabecaou pífano que acompanha seus„cantares‟, e com a Xilogravura queilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados”.
  11. 11. Em 1976, torna-se Livre Docente daUFPE, defendendo a Tese A OnçaCastanha e a Ilha Brasil – UmaReflexão sobre a Cultura Brasileira,ainda inédita. De 1975 a 1977, publica,em folhetins semanais, no Diário dePernambuco, duas partes da Históriad‟O Rei Degolado nas Caatingas doSertão, segundo volume da trilogiainiciada com A Pedra do Reino.
  12. 12. Em 1987, retorna ao teatro com As Conchambranças deQuaderna, trazendo pela primeira vez ao palco o mesmopersonagem do seu romance, Dom Pedro Dinis Ferreira-Quaderna, o Decifrador. Em 1990, toma posse na AcademiaBrasileira de Letras, para a qual foi eleito em 1989.
  13. 13. Ingressa, depois, nas Academias de Letras de Pernambuco (1993) e daParaíba (2000). Atualmente, dedica-se à escritura de um novoromance, com o qual pretende não só rever toda a sua obra, masconcluir a trilogia iniciada com A Pedra do Reino e interrompida comO Rei Degolado.
  14. 14. FIM

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