O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

Vidas secas

20.645 visualizações

Publicada em

Resumo de um dos livros que cai no vestibular da UFPR 2011.

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

Vidas secas

  1. 1. VidasSecasGraciliano Ramos<br />
  2. 2. Personagens<br />Fabiano<br />Sinhá Vitória<br />Filho mais velho<br />Filho mais novo<br />Cachorra Baleia<br />
  3. 3. Personagens Secundários<br />Soldado Amarelo<br /><ul><li>Corrupto, oportunista e medroso.
  4. 4. Símbolo de repressão e do autoritarismo pelo qual é comandado (ditadura).
  5. 5. Não é forte sozinho; sem as ordens da ditadura, é fraco e acovarda-se diante de Fabiano.</li></ul>Dono da fazenda<br /><ul><li>Contrata Fabiano para trabalhar em sua fazenda.
  6. 6. Desonesto, explorava seus empregados.</li></ul>Fiscal da Prefeitura<br /><ul><li>Intolerante e explorador.</li></ul>Tomás de bolandeira <br /><ul><li>Aparece somente por meio de evocações
  7. 7. É tido como referência por Fabiano e Sinhá Vitória.</li></ul>Seu Inácio<br /><ul><li>Dono do bar.</li></li></ul><li>Enredo<br />A história começa com a fuga de uma família nordestina fugindo da seca do sertão. <br />Fabiano, o pai da família, é um vaqueiro com dificuldade de se expressar. Não tem aspirações nem esperanças de vida.<br />
  8. 8. Sinhá Vitória é a mãe, é mais "madura" do que seu marido Fabiano, também não se conforma com sua situação miserável, e sonha com uma cama de ouro como a de Tomás da Bolandeira. <br />Os dois filhos e a cadela Baleia acabam por concluir essa família.<br />
  9. 9. O menino mais novo sonha ser como o pai, já o mais velho desejava a presença de um amigo, conformando-se assim com a presença de sua cadela Baleia, a qual portava-se não como um animal, mas sim tratada como um ente e ajudava Fabiano e sua família a suportar as péssimas condições.<br />
  10. 10. A família fica sem a companhia do outro animal da família, um papagaio, que fora sacrificado na véspera a fim de aplacar a fome que se abatia sobre aquelas pessoas. Na verdade, era um papagaio estranho, que pouco falava, talvez porque convivesse com gente que também falava pouco. <br />
  11. 11. Depois de muito caminhar a família chega a uma fazenda abandonada, onde acabam ficando. Após de um curto período de chuva o dono da fazenda retorna e contrata Fabiano como seu<br /> vaqueiro. <br />
  12. 12. Fabiano vai a venda comprar mantimentos e lá começa a beber. Aparece um policial que Fabiano chama de Soldado Amarelo, que o convida para jogar baralho com os outros. <br />O jogo acontece e numa desavença com o Soldado Amarelo, Fabiano é preso maltratado e humilhado, aumentando assim sua insatisfação com o mundo e com sua própria condição de homem selvagem do campo.<br />
  13. 13. Fabiano é solto e continuando assim sua vida na fazenda. Sinhá Vitória desconfia que o patrão de Fabiano estaria roubando nas contas do salário do marido. <br />A família participa da festa de Natal da cidade onde se sentem humilhados por diversos “patrões” e “Soldados Amarelos”.<br />
  14. 14. Pêlos caídos, feridas na boca e inchaço nos beiços, fizeram Fabiano achar que ela estivesse com raiva. Resolveu sacrificá-la. Sinhá Vitória recolheu os meninos, desconfiados,  a fim de evitar-lhes a cena. <br />Baleia era considerada como um membro da família, por isso os meninos protestaram, tentando impedir a trágica atitude do pai. Sinhá Vitória lutava com os pequenos, porque aquilo era necessário, lamentou o fato de que ele não tivesse esperado mais para confirmar a doença da cachorrinha. <br />
  15. 15. Ao primeiro tiro, que pegou o traseiro da cachorra e inutilizou-lhe uma perna, as crianças começaram a chorar desesperadamente. <br />Baleia sentia o fim próximo, tentava esconder-se e até desejou morder Fabiano. Em meio à agonia, tinha raiva de Fabiano, mas também o via como o companheiro de muito tempo.<br />
  16. 16. Não satisfeito e sentindo-se prejudicado com o patrão, Fabiano resolve conversar com ele, este que ameaça despejar Fabiano da fazenda. Fabiano tenta esquecer o assunto e acaba ficando muito indignado. <br />Na volta da venda Fabiano encontra o Soldado Amarelo perdido no mato. Fabiano pensa em matar o Soldado Amarelo, porém sentindo-se fraco e impossibilitado, acaba ajudando o soldado a voltar para a cidade.<br />
  17. 17. A seca atinge a fazenda e faz com que toda a família fuja novamente, só que desta vez, todos vão para o Sul, em busca da cidade grande, sem destino e sem esperança de vida.<br />
  18. 18. Análise da Obra<br />
  19. 19. Tipos de Narrador<br /><ul><li>Encontramos a narração em terceira pessoa, com narrador onisciente.
  20. 20. É o próprio narrador que revela o interior dos personagens. O foco narrativo ganha destaque ao converter em palavras os anseios e pensamentos das personagens.</li></ul> "... Aí, a cólera diminuiu e Fabiano teve pena". (Cap. 01)<br />
  21. 21. Tempo da Narrativa<br /><ul><li>O tempo de narrativa é acerca de duas secas. A primeira que traz a família para a fazenda e a segunda que a leva para o Sul. Mesmo possuindo algumas referências cronológicas na obra, o tempo é psicológico e circular.</li></ul> "... Sinhá Vitória é saudosista. Lembra-se de acontecimentos antigos, até ser despertada pelo grito da ave e ter a idéia de transformá-la em alimento". (Cap. 01)<br />
  22. 22. Espaço da Narrativa<br /><ul><li>O espaço é físico, refere-se ao sertão nordestino, descrito com precisão pelo autor.</li></ul> "... na lagoa seca, torrada, coberta de caatingas e capões de mato". (Cap. 11)<br />
  23. 23. LINGUAGEM<br /><ul><li>Tipo de discurso: indireto livreFoco narrativo: terceira pessoa
  24. 24. Adjetivos, figuras de linguagem:Metáfora: " - você é um bicho, Fabiano".Prosopopéia: compara Baleia como gente.</li></li></ul><li>ANÁLISE DAS IDÉIAS<br /><ul><li>Esse livro retrata fielmente a realidade brasileira, tanto da época em que o livro foi escrito, quanto dos dias de hoje, tais como injustiça social, miséria, fome, desigualdade e seca, o que nos reflete a idéia de que o homem se animalizou sob condições sub-humanas de sobrevivência.</li></li></ul><li>Intenções do autor<br />
  25. 25. A obra de Graciliano pode ser considerada um marco para a literatura brasileira, em especial o Modernismo Brasileiro, visto que há a implícita (e, em alguns casos, até explícita) crítica social a toda pobreza no sertão nordestino, que atinge uma boa parcela da população, e que, de fato, acaba por prejudicar todo o país, impedindo maiores desenvolvimentos. <br />Há a tentativa, portanto, de se mostrar a desarticulação dessa região com o resto do país (um Brasil pobre dentro de todo o Brasil).<br />
  26. 26. O próprio título da obra, se analisado corretamente, nos dará pistas importantes da mensagem que Graciliano quer passar: "Vidas" se opõe a "Secas" pois a primeira tem sentido de abundância, enquanto, a segunda, de vazio, de falta, configurando um paradoxo (oposição de ideias resultando em uma construção de sentido ilógico). <br />Além disso, denotativamente, o adjetivo "secas" se refere a "vidas", e, dessa forma, teria o sentido de que a família sofre com a seca. Por outro lado, conotativamente, pode-se relacionar aquele adjetivo a uma vida privada, miserável.<br />
  27. 27. FIM<br />

×