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Profª Drª Devani Salomão
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08 nov. 2016
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receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
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• Fazer cumprir estes mandamentos da Constituição é, acima
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• Prioridades da sociedade e de seus dirigentes no fim
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social, democracia e cidadania se solidificou e
passou a ocupar um espaço de maior prioridade
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• Comunicação de interesse público : ideias que movem
pessoas e fazem um mundo melhor: Toda vez que a
comunicação busca o interesse público, promovendo
resultados concretos para o indivíduo e a sociedade, estamos
falando de Comunicação de Interesse Público
• Comunicação pública, a publicidade de interesse público e o
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vertente da comunicação que comungue dos fundamentos
primordiais da CIP
• Ex: campanhas de vacinação, alertas governamentais
CIP – João Roberto Vieira da Costa
Communication of Public Interest
• A comunicação de interesse público é um campo emergente, e aqueles
que praticam ou estudam estão aplicando continuamente novos
conhecimentos e técnicas para tornar seu trabalho mais eficaz. O campo
pede os elementos a partir dos seus campos afins como das relações
públicas, publicidade, jornalismo e marketing, mas é apoiado pela
sociologia, psicologia, ciência política e neurociência.
• É o desenvolvimento e implementação de campanhas de comunicação,
estratégicas planejadas com base científica, com o objetivo principal de
alcançar uma transformação comportamental positiva significativa e
persistente sobre uma questão de interesse público que transcende os
interesses particulares de uma única organização.
• Então em que é base está se usando essa comunicação para impulsionar a
mudança social.
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tradicionais de relacionamento, informações e
prestação de serviços entre governo, os cidadãos e as
organizações
Comunicação digital
Plano informacional – o governo propicia aos cidadãos
informações on-line com maior efetividade
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aos cidadão por meio de um portfólio de serviços on-
line (RG, CPF, IR, multas e taxas, BO etc.)
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Ruptura  a lógica do razoável que
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Análise da comunicação pública
• A característica de comunicação do
Ministério Saúde na cartilha é a da
previsão e do planejamento. As
mensagens são abstratas, pois estão
dirigidas a um idoso geral, do Oiapoque
ao Chuí, assim também as prescrições
são genéricas. Zemor (1995, p. 6-10)
Análise da comunicação pública
• A relação do Ministério da Saúde, enquanto emissor
da mensagem, com o idoso-receptor foi uma relação
na qual o cidadão-idoso foi visto apenas como
usuário do serviço público, onde não foi reconhecido
seu papel de contribuinte e eleitor, o que lhe daria
direito de decisão, ainda que limitado. A cartilha é
um espaço da prescrição da ordem. Apenas nos
capítulos três e cinco aponta comportamentos como
“mais adequados” e não como “determinantes” para
promoção da saúde e qualidade de vida (REIS, 2005)
• A cartilha representa a comunicação pública
de “Promoção ou Valorização” do Ministério
da Saúde, pois houve a intenção de diminuir
as internações dos idosos nas unidades de
saúde pública e também difundir informações
que melhorem a saúde e qualidade de vida da
população idosa, que tem alto percentual no
país, portanto está enquadrada no que Zemor
(1995, p. 19) denomina ‘grande causa social’.
Análise da comunicação pública
Análise da comunicação pública
• A cartilha Viver mais e melhor está ajustada
ao referencial de Zemor, do que é
comunicação pública. No entanto, faltou o
diálogo do Ministério com os usuários das
unidades de saúde pública, que é uma via
essencial para a avaliação daqueles serviços. A
pesquisa científica seria a via formal para esse
procedimento (REIS, 2005).
Referências
BRANDÃO. Elizabeth. Conceito de comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (org.). Comunicação pública:
estado, mercado, sociedade e interesse público. São Paulo: Atlas, 2009, p. 01-33.
COSTA, João Roberto Vieira da. Comunicação de interesse público: ideias que movem pessoas e fazem um
mundo melhor (São Paulo: Jaboticaba, 2006.
DAGNINO, E. Sociedade civil e espaços públicos no Brasil (2002). In: DAGNINO, E. (org.). Sociedade civil e
espaços públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, p. 09-16.
DUARTE, Jorge. Sobre a emergência do(s) conceito(s) de comunicação pública. In: KUNSCH, Margarida M.
Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011.
HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. Tradução de Flávio Kothe, Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro, 1984.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Tradução de Antônio Caporale, Porto Alegre: L&PM Pocket, 1999.
MATOS, Heloiza. Comunicação pública, democracia e cidadania: o caso do Legislativo. In: SILVA, Luiz Martins da
(org.). Comunicação pública. Brasília: Casa das Musas, 2003.
MONTEIRO, Graça França. A singularidade da comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (Org.). Comunicação
pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
REIS, Devani Salomão de Moura. Comunicação pública dos serviços de saúde para o idoso: análise da
produção e percepção da cartilha “Viver Mais e Melhor”. Tese de Doutorado, Escola de Comunicações e
Artes/USP. 2005.
REIS, Patrícia Cerqueira. Tevê pública digital: análise da política pública para um espaço midiático interativo,
participativo e democrático. In: KUNSCH, Margarida M. Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e
cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011.
ZEMOR, Pierre. La communication publique. PUF, Col. Que sais-je ? Paris, 1995.
Comunicação Pública
Comunicação de
Interesse Público
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Comunicação pública - teorias

  • 1. Comunicação Pública Comunicação de Interesse Público Profª Drª Devani Salomão devani.salomao@gmail.com Me. Simone Carvalho carvalho.simone@gmail.com USCS 08 nov. 2016
  • 2.
  • 3. • Artigo 37: resguarda que a administração pública direta e indireta tem por dever obedecer, dentre outros, o princípio da publicidade – preceito central para a transparência dos atos e fatos administrativos • Artigo 5º inciso XXXIII: estabelece que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (LENZA, 2009, p. 689) • Fazer cumprir estes mandamentos da Constituição é, acima de tudo, exercer um direito fundamental e cidadão Constituição Federal
  • 4. • Benefícios concretos à sociedade ou a partes dela, surgindo da necessidade da manifestação do exercício de cidadania através das ferramentas de comunicação • Melhorias na compreensão e vivência de mundo • Prioridades da sociedade e de seus dirigentes no fim do século XX, quando a preocupação com sustentabilidade, responsabilidade social, democracia e cidadania se solidificou e passou a ocupar um espaço de maior prioridade para a sociedade Comunicação de Interesse Público
  • 5. • Comunicação de interesse público : ideias que movem pessoas e fazem um mundo melhor: Toda vez que a comunicação busca o interesse público, promovendo resultados concretos para o indivíduo e a sociedade, estamos falando de Comunicação de Interesse Público • Comunicação pública, a publicidade de interesse público e o jornalismo de interesse público, além de qualquer outra vertente da comunicação que comungue dos fundamentos primordiais da CIP • Ex: campanhas de vacinação, alertas governamentais CIP – João Roberto Vieira da Costa
  • 6. Communication of Public Interest • A comunicação de interesse público é um campo emergente, e aqueles que praticam ou estudam estão aplicando continuamente novos conhecimentos e técnicas para tornar seu trabalho mais eficaz. O campo pede os elementos a partir dos seus campos afins como das relações públicas, publicidade, jornalismo e marketing, mas é apoiado pela sociologia, psicologia, ciência política e neurociência. • É o desenvolvimento e implementação de campanhas de comunicação, estratégicas planejadas com base científica, com o objetivo principal de alcançar uma transformação comportamental positiva significativa e persistente sobre uma questão de interesse público que transcende os interesses particulares de uma única organização. • Então em que é base está se usando essa comunicação para impulsionar a mudança social.
  • 7. • Promoção da democracia • Novas relações online: transformação dos moldes tradicionais de relacionamento, informações e prestação de serviços entre governo, os cidadãos e as organizações Comunicação digital
  • 8. Plano informacional – o governo propicia aos cidadãos informações on-line com maior efetividade Plano de serviços – o governo mostra-se mais acessível aos cidadão por meio de um portfólio de serviços on- line (RG, CPF, IR, multas e taxas, BO etc.) Plano comunicacional – o governo incrementa e melhora sua comunicação – direta, on-line e interativa – com os cidadãos e organizações, e vice-versa E-Gov
  • 11. Norbert BOBBIO Tolerância Construção jurídico-histórica dos direitos humanos Direitos Morais Legais Naturais Positivos
  • 13. Axel HONNETH Luta por reconhecimento: relações de reconhecimento contêm pretensões normativas na sua estrutura, as quais possibilitam o esclarecimento da mudança social
  • 14. Hannah ARENDT Ruptura  a lógica do razoável que permeia a reflexão jurídica não consegue dar conta da não- razoabilidade que caracteriza uma experiência como totalitária  gerada no bojo da própria modernidade, como um desdobramento inesperado e não-razoável de seus valores
  • 15. John RAWLS Justiça – princípios Justiça – equidade Liberdade Dever Obrigação Racionalidade Democracia Campo político Véu de ignorância
  • 16. Pierre ZÉMOR A comunicação pública é um tipo de comunicação que prioriza o interesse público, contribuindo para a construção da cidadania Interesse relacional
  • 17. Gaudêncio TORQUATO Comunicação política Opinião pública Assessoria de imprensa Imagem dos poderes ELJ Plano de comunicação e marketing na administração pública Comunicação e marketing de campanhas eleitorais
  • 18. Heloiza MATOS Deliberação e participação pública Reconhecimento Capital social Cidadania – aspectos Metodologia e teoria
  • 19. Mariangela HASWANI Público VS privado Estado Publicidade estatal Comunicações públicas: instituição pública; normativa; promoção da imagem; política; social fraterna; serviço; responsabilidade social; instituições quase públicas
  • 22. Rousiley MAIA Visibilidade midiática Deliberação pública Conversação cotidiana Redes cívicas Internet Democracia
  • 23. Wilson GOMES Esfera pública Visibilidade Democracia Capital social Participação política Internet
  • 24. Jorge DUARTE A raiz da evolução da comunicação governamental está na viabilização da democracia e na transformação do perfil da sociedade brasileira a partir da década de 1980
  • 25. Elizabeth BRANDÃO Permeia áreas: comunicação organizacional, comunicação científica, comunicação governamental, comunicação política e comunicação da sociedade civil organizada Todas têm em comum: função de estabelecer uma comunicação entre governo, Estado e sociedade
  • 26. Maria Helena WEBER Poder fiduciário Confiança atribuída Capital simbólico do político Estratégias retóricas de universalização de interesses particulares
  • 27. Venício LIMA Garantir a universalização da liberdade de expressão forte monopolização do setor de comunicação em nosso país
  • 28. David OSBORNE e Ted GAEBLER Maximizar produtividade e eficiência Flexibilizar modelos públicos (burocracia) Descentralizar autoridade Reduzir hierarquia Privilegiar qualidade Aproximar-se e atender clientes (cidadãos) Pertencer à comunidade Estimular competição dentro do setor público Financiar resultados
  • 29. Eric BUCY e Lance HOLBERT Metodologias de pesquisas
  • 30. William GAMSON Consciência política Conversações  negociações de sentidos Engajamento
  • 31. James BOHMAN Deliberação pública Joshua COHEN Legitimidade democrática Deliberação Seyla BENHABIB Legitimidade democrática Modelo deliberativo
  • 32. Maeve COOKE Democracia deliberativa Amy GUTMANN e Dennis THOMPSON Ética e política Comprometimento Democracia deliberativa Jane MANSBRIDGE Conversação cotidiana
  • 33. Simone CHAMBERS Teoria democrática deliberativa Stefano ROLANDO Edifício (estágios) da comunicação pública Juan Camilo JARAMILLO LÓPEZ Advocacy Modelo de participação crescente
  • 34. Adolpho QUEIROZ Marketing político Cicilia PERUZZO Cidadania Maria José da Costa OLIVEIRA Responsabilidade social Nelson FOSSATTI Gestão pública Mário ROSA Escândalos Eugênio BUCCI Jornalismo
  • 36. Análise da comunicação pública • A característica de comunicação do Ministério Saúde na cartilha é a da previsão e do planejamento. As mensagens são abstratas, pois estão dirigidas a um idoso geral, do Oiapoque ao Chuí, assim também as prescrições são genéricas. Zemor (1995, p. 6-10)
  • 37. Análise da comunicação pública • A relação do Ministério da Saúde, enquanto emissor da mensagem, com o idoso-receptor foi uma relação na qual o cidadão-idoso foi visto apenas como usuário do serviço público, onde não foi reconhecido seu papel de contribuinte e eleitor, o que lhe daria direito de decisão, ainda que limitado. A cartilha é um espaço da prescrição da ordem. Apenas nos capítulos três e cinco aponta comportamentos como “mais adequados” e não como “determinantes” para promoção da saúde e qualidade de vida (REIS, 2005)
  • 38. • A cartilha representa a comunicação pública de “Promoção ou Valorização” do Ministério da Saúde, pois houve a intenção de diminuir as internações dos idosos nas unidades de saúde pública e também difundir informações que melhorem a saúde e qualidade de vida da população idosa, que tem alto percentual no país, portanto está enquadrada no que Zemor (1995, p. 19) denomina ‘grande causa social’. Análise da comunicação pública
  • 39. Análise da comunicação pública • A cartilha Viver mais e melhor está ajustada ao referencial de Zemor, do que é comunicação pública. No entanto, faltou o diálogo do Ministério com os usuários das unidades de saúde pública, que é uma via essencial para a avaliação daqueles serviços. A pesquisa científica seria a via formal para esse procedimento (REIS, 2005).
  • 40. Referências BRANDÃO. Elizabeth. Conceito de comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (org.). Comunicação pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. São Paulo: Atlas, 2009, p. 01-33. COSTA, João Roberto Vieira da. Comunicação de interesse público: ideias que movem pessoas e fazem um mundo melhor (São Paulo: Jaboticaba, 2006. DAGNINO, E. Sociedade civil e espaços públicos no Brasil (2002). In: DAGNINO, E. (org.). Sociedade civil e espaços públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, p. 09-16. DUARTE, Jorge. Sobre a emergência do(s) conceito(s) de comunicação pública. In: KUNSCH, Margarida M. Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011. HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. Tradução de Flávio Kothe, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984. MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Tradução de Antônio Caporale, Porto Alegre: L&PM Pocket, 1999. MATOS, Heloiza. Comunicação pública, democracia e cidadania: o caso do Legislativo. In: SILVA, Luiz Martins da (org.). Comunicação pública. Brasília: Casa das Musas, 2003. MONTEIRO, Graça França. A singularidade da comunicação pública. In: DUARTE, Jorge (Org.). Comunicação pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. REIS, Devani Salomão de Moura. Comunicação pública dos serviços de saúde para o idoso: análise da produção e percepção da cartilha “Viver Mais e Melhor”. Tese de Doutorado, Escola de Comunicações e Artes/USP. 2005. REIS, Patrícia Cerqueira. Tevê pública digital: análise da política pública para um espaço midiático interativo, participativo e democrático. In: KUNSCH, Margarida M. Krohling (Org.). Comunicação pública, sociedade e cidadania. São Caetano do Sul (SP): Difusão, 2011. ZEMOR, Pierre. La communication publique. PUF, Col. Que sais-je ? Paris, 1995.
  • 41. Comunicação Pública Comunicação de Interesse Público Profª Drª Devani Salomão Devani.salomao@gmail.com Me. Simone Carvalho carvalho.simone@gmail.com USCS 08 nov. 2016