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Ministério de Família
Curso de
Aconselhamento Pastoral
Brasília
27/09/2014
Pastorcarlos.ibuc@gmail.com (61) 9201-7540
Pr. Carlos Soares
Ementa
 Estudar os fundamentos teóricos seculares
e cristãos da psicologia aplicada ao
aconselhamento.
 Desenvolver princípios e técnicas básicas
de aconselhamento para diversas fases
etárias e para as várias necessidades
humanas.
 Identificar e capacitar preliminarmente
líderes para o exercício do
aconselhamento cristão.
Metodologia, Recursos
Didáticos e Avaliação
 As aulas serão expositivas com leitura
complementar.
Conteúdo Programático
 Unidade 1 – A Necessidade e a
Importância do Aconselhamento
 Unidade 2 – A Pessoa e a Tarefa do
Conselheiro Cristão.
 Unidade 3 – Os Conceitos e Abordagens
Psicológicas Básicas à Luz da Bíblia.
 Unidade 4 – Os Temas e Problemáticas
mais Comuns no Aconselhamento.
Unidade I
A Necessidade e a
Importância do
Aconselhamento Cristão
Aspectos Psico-Emocionais da
Depravação Total do Ser Humano
Por que eu sou assim?
Por que eu me sinto assim?
Por que eu faço isto?
Três Verdades:
 O homem é um ser criado à imagem de Deus
 O homem é um ser caído espiritual, moral e emocionalmente
 A obra de Cristo inclui restabelecer a imagem no homem
I
Panorama da Prática do
Aconselhamento na Bíblia
Atitudes e Procedimentos
consolar, exortar, corrigir etc.
Sentimentos e Emoções
medo, ira, ansiedade etc.
Pessoas e Episódios
Jesus, o Conselheiro, Natã e Davi etc.
____
Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo, instruí-vos e
aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria.
Colossenses 3:16
I
A Relação entre Teologia e
Aconselhamento
A Teologia influencia o Aconselhamento.
“seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso” Romanos 3:4
1. A doutrina das Escrituras 2 Pedro 3.15-16
2. A doutrina da Responsabilidade Humana
3. A doutrina de Deus
4. A doutrina do Pecado
5. A doutrina da Santificação Progressiva
As Tarefas Práticas são o
Modus Operandi do Aconselhamento Cristão
I
A Relação entre Teologia e
Aconselhamento
A Doutrina das Escrituras conduz o conselheiro,
o aconselhado e o processo de aconselhamento
a submeterem-se à autoridade
absoluta das Escrituras.
“A área do aconselhamento tem se divorciado da Palavra” Powlison
“A palavra deve ser ministrada no aconselhamento com tanta
prontidão quanto na pregação”. Adams
I
A Relação entre Teologia e
Aconselhamento
A Doutrina da Responsabilidade Humana conduz o
homem a uma verdadeira, clara e objetiva
avaliação de si mesmo.
“O conselheiro bíblico oferece muito mais que um ouvido atento e
palavras de conforto ou compreensão. Ele também conduz o
aconselhado à compreensão bíblica de si mesmo e dos seu
problemas, à luz de quem Cristo é. O conselheiro bíblico
esforça-se desde o início para promover uma imersão do
aconselhado na Palavra de Deus, de modo que aquilo que o
aconselhado planeja alcançar com o aconselhamento seja cada
vez mais condizente com o plano bíblico. Desde o início do
aconselhamento, ele é colocado sob
a autoridade de Deus por meio das Escrituras”.
I
A Relação entre Teologia e
Aconselhamento
A Doutrina de Deus conduz o aconselhado a um
encontro e a um relacionamento com Deus.
“A fé cristã é capaz de fazer a grande síntese, unindo o todo
da vida: o corpo em sua dimensão física,
relacionamentos, pensamentos, sofrimento, emoções...”.
Powlison
“Homem algum pode fazer um exame de si mesmo sem ter que
imediatamente se voltar para a contemplação
do Deus em quem ele vive e se move”
Calvino
I
A Relação entre Teologia e
Aconselhamento
A Doutrina do Pecado conduz o aconselhado a
repensar a maneira de compreensão dos seus
problemas.
“A mensagem errada e o método errado
têm controlado o aconselhamento.
A abordagem bíblica de mudança não é
supesticiosa nem pietista,
nem moralista nem demonista”.
Powlison
I
A Relação entre Teologia e
Aconselhamento
A Doutrina da Santificação Progressiva conduz o
aconselhado a interagir com outros no
processo de aconselhamento.
“Esta vida, portanto, não é retidão, mas crescimento em
retidão, não é saúde, é cura, não é ser, é se tornar, não é
descanso, mas exercício. Ainda não somos o que viremos
a ser, mas estamos crescendo nessa direção; o processo
ainda não está concluído, mas em andamento; este não é
o fim, mas o caminho. Nem tudo já refulge em glória,
mas tudo está sendo purificado”
Martinho Lutero
I
A Dimensão Sobrenatural do
Aconselhamento
1. A obra do diabo é matar, roubar e destruir.
2. O ser humano é o principal alvo do diabo.
3. O diabo utiliza-se de:
• Uma cultura caída – o mundo.
• Uma natureza caída – a carne.
4. O diabo provoca ou aproveita-se de circunstâncias
humanas.
5. O diabo não tem poder absoluto. O Senhor reina!
I
Unidade II
A Pessoa e a Tarefa
do Conselheiro Cristão
Quem pode ser Conselheiro?
Formação e Ética
II
1. O Aconselhamento é função exercida prioritariamente
por pastores, mas nem todo “pastor” é pastor e
portanto, é conselheiro.
2. O Aconselhamento pode ser exercido por membros,
preferencialmente profissionais, estudantes ou
estagiários de Psicologia ou Psiquiatria, sob a
supervisão espiritual de pastor.
3. Situações Críticas:
• envolvimento emocional – contra-transferência.
• quebra da privacidade do aconselhado.
• manipulação e abuso emocional, sexual ou físico.
Você está bem preparado?
II
1. Faça uma avaliação das suas próprias
atitudes e da sua própria vida.
• Em relação aos seus próprios problemas.
• Em relação à pessoa com quem vai trabalhar.
“O fator mais singular e significativo que afeta o meu
ministério de aconselhamento é a qualidade da minha fé
em Deus, assim como o arrependimento e a obediência”.
Powlison
Você está bem preparado?
II
2. Leia e estude a Bíblia
“Porque à semelhança daqueles a quem ministro,
eu também necessito de uma mudança radical
de mente. Quando eu estou pensando
corretamente, o aconselhamento floresce
e dá frutos bons”.
Powlison
Você está bem preparado?
II
3. Invista tempo para pensar seriamente
nas pessoas que vai aconselhar.
• Revisão dos encontros anteriores.
• Anotações detalhadas durante ou após o
encontro.
• Procure entender as “questões críticas”.
Você está bem preparado?
II
4. Ore por si mesmo e pelas pessoas,
pedindo que Deus atue.
• Dando convicção de verdade ao aconselhado.
• Dando sabedoria, clareza, coragem, ouvido
diligente, amor e graça, honestidade e
praticidade, paciência ao conselheiro.
Você está bem preparado?
II
5. Esboce um plano de ação para o encontro
de aconselhamento.
• Geral e específico, sistemático e flexível ao
mesmo tempo.
Atenção:
O ser humano é imprevisível !!!
Você está bem preparado?
II
6. Faça uma revisão freqüente dos
princípios básicos de aconselhamento
que orientam seu ministério.
• Há esperança! Deus está no controle.
• O problema está lá dentro no coração da pessoa.
• Ame. Conheça. Fale. Faça.
• Qual é a questão específica?
• Pequenas mudanças são bem vindas.
• Nada de mágica, nem técnica, nem cura garantida.
Você está bem preparado?
II
7. Faça coisas que lhe dispõem para a
tarefa ministerial.
• Como é estar no lugar do outro?
• “Aconselhar Pessoas com problemas e não problemas
nas pessoas”. Powlison
• A vida é mais abrangente do que o problema sendo
tratado. A vida é bela!
Você está bem preparado?
II
8. Verifique se está cumprindo o que você
prometeu.
• A credibilidade do conselheiro é
fundamental para o bom andamento do
aconselhamento.
• Pontos importantes:
• Pontualidade e Assiduidade.
• Bom trato e Boa apresentação.
• Atenção e Respeito.
Uma Proposta Multidisciplinar
Medicina, Terapia e Bíblia
II
Aconselhamento
Medicina
Medicação
Psicologia
Terapia
Testes
Espiritualidade
Libertação
Bíblia
Criando uma Clínica ou
Ministério de Aconselhamento
II
1. Uma “clínica” ou “ministério” de Aconselhamento deve
ser divulgado como um serviço religioso e não
profissional, equivalente ao confessionário católico.
2. Um ministério independente de Aconselhamento deve ter
um corpo de referência profissional por estar mais
suscetível à fiscalização de CRPs.
3. A cobrança de honorários ou o estabelecimento de
vínculo financeiro é totalmente errado e pode acarretar
consequências graves.
4. É recomendável a documentação de autorização dos
aconselhados ou responsáveis legais para a realização de
testes e procedimentos, bem como o estabelecimento de
garantia contra eventuais ações legais.
Limites do Aconselhamento e
Relação com Entidades
II
Entidades Representativas:
• Conselho Regional de Psicologia - CRP
• Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos – CPPR
Questões Principais:
• Exercício ilegal da profissão
• Discriminação contra homossexuais com tentativa de
cura ou mudança da opção sexual.
• Liberdade de Expressão e de Religião
Unidade III
Os Conceitos e
Abordagens Psicológicas
à luz da Bíblia
A Psicanálise Freudiana
e Pós-Freudiana
III
“Amando-o ou odiando-o,
não se pode deixar de admitir que
Sigmund Freud influenciou a cultura ocidental”
Myers
Fatos da Vida de Freud:
• Formação em Medicina (Universidade de Viena)
A Psicanálise Freudiana
e Pós-Freudiana
III
Idéias Básicas:
• A personalidade humana deriva de um conflito
entre nossos impulsos biológicos, agressivos, que
procuram o prazer, e as restrições sociais a eles.
Freud chama estes impulsos de “pulsões”, sendo
um de vida (“eros”) e outro de morte (“tanatos”).
Resumo:
III
1. Cada perspectiva pode nos ensinar alguma coisa:
• A psicanalítica – inconsciente e aspectos irracionais da
natureza humana.
• Humanista/ACP – senso do eu e o potencial para a
auto-realização.
• Social-cognitiva – a importância do contexto.
_____
A natureza é sempre mais sutil, mais intrincada e mais
elegante do que somos capazes de imaginar” Sagan.
“Homem algum pode fazer um exame de si mesmo sem
ter que imediatamente se voltar para a contemplação
do Deus em quem vive e se move”. Calvino
Integracionismo:
Bíblia e Psicologia
1. O integracionismo é a tentativa de casar a
psicologia secular e o cristianismo.
2. Segundo Powlison, a psicologia com seus
pressupostos seculares e anti-bíblicos tem
pouca ou quase nenhuma valia para o
Conselheiro Cristão.
3. Para ele, “o pensamento integracionista entrou
nas igrejas evangélicas por meio dos
movimentos de cura interior”.
III
Proposta Cristã
III
1. O pecado, em todas as suas dimensões, é
evidentemente o problema com que o conselheiro
cristão se vê a braços.
Propostas Cristãs:
Larry Crabb
III
1. A motivação humana pressupõe necessidades ou
anseios por amor e por realizações significativas.
Exigências idólatras e estratégicas de vida
pecaminosa são reações secundárias e
compensações, maneiras erradas de buscar o
suprimento dessas necessidades.
2. A exegese das Escrituras é reconhecidamente o
ponto de partida. As categorias bíblicas são
suficientes para responder às perguntas do
conselheiro.
3. A psique subsiste em 4 circulos: emocional, volitivo,
racional e pessoal.
Propostas Cristãs:
Cura Interior
III
1. A idéia de que o homem é emocionalmente doente e
precisa ser curado é biblicamente válida.
2. A idéia de que o homem é curado emocionalmente por
meios que independem de sua participação e vontade
não é bíblica.
3. O uso de instrumentos semelhantes a práticas místicas
ou esotéricas é perigoso, ineficaz e anti-bíblico.
4. A teologia da cura interior pode desprezar a doutrina da
suficiência da obra de Cristo no Calvário e sub-estima a
doutrina da Santificação Progressiva.
5. O uso de pessoas leigas em sessões de terapia individual
ou de grupo é extremamente arriscada e não pode ser
minimizada sob qualquer pretexto espiritual ou religioso.
Unidade IV
Os Temas e
Problemáticas
mais Comuns no
Aconselhamento
A Sexualidade Humana e
suas Diversas Facetas
IV
A Psicologia do Sexo:
1. Distúrbios Sexuais – são problemas que
sistematicamente prejudicam o funcionamento
sexual, envolvendo motivação e desempenho
sexual.
2. Orientação Sexual – a persistente atenção por
representantes de determinado sexo.
“O relacionamento entre homens e mulheres deve ser
caracterizado não por um comportamento protetor ou
por exploração, mas por amor, parceria e confiança”.
IV Aconselhamento de
Homossexuais
Observações Importantes:
1. O homossexualismo sobrevive, enquanto o
heterossexualismo prevalece em todas as culturas e
épocas, independentemente da atitude em relação ao
homossexualismo. As estatísticas mais acuradas
apontam 3 a 4% de homossexuais na Europa e EUA.
2. O homossexualismo, que a maioria dos psicólogos
considera não poder ser deliberadamente mudada,
pode levar ao celibato, a uma opção por sexo promíscuo
ou a um relacionamento amoroso sério e prolongado.
IV Aconselhamento de
Homossexuais
3. As possíveis causas psicológicas do
homossexualismo são:
• Relacionamento da criança com os pais, como uma mãe
dominadora e um pai omisso ou uma mãe possessiva e
um pai hostil.
• Ódio ou medo de pessoas do sexo oposto.
• Níveis hormonais.
• Abuso sexual ou sedução de crianças por homossexuais
adultos.
Atenção:
Não há evidências científicas ou estatísticas que
comprovem nenhuma destas hipóteses.
4. A maioria dos psicólogos considera hoje que o
homossexualismo não é doença ou crime
sexual. A American Psychiatric Associationa
tirou o homossexualismo da lista de doenças
mentais em 1973.
IV Aconselhamento de
Homossexuais
IV Aconselhamento de
Homossexuais
Princípios Norteadores:
1. O homossexual é um ser humano como outro
qualquer, portanto tem dignidade intrínseca por
conta da imagem de Deus. A homofobia é
condenável. Humildade, respeito, amor e
aceitação do ser humano são necessários.
2. O homossexualismo não é algo mais sério ou
mais grave do que outros problemas ou
inadequações possíveis da sexualidade humana.
IV Aconselhamento de
Homossexuais
3. O homossexual pode ter razões diversas para
buscar o aconselhamento, que vão desde a
busca por entender o que acontece com sua
sexualidade até a busca de ajuda para mudar
sua condição.
4. O homossexual articulado trabalha com
pressupostos epistemológicos diferentes dos
seus. Exemplo: para você, pecado é
desobedecer a Deus, enquanto pode ser
prejudicar alguém para o homossexual.
5. A lógica homossexual defende que:
• existe uma orientação homossexual que
não é tratada nas Escrituras
• as proibições não se aplicam aos
casamentos homossexuais.
• uma identidade sexual culturalmente
normal.
IV Aconselhamento de
Homossexuais
IV Aconselhamento de
Homossexuais
Argumentos e Refutações Bíblicas:
1. A autoridade das Escrituras deve ser
inegociável. A Bíblia é consistente em suas
proibições contra o homossexualismo
(Lv.18:22/20:13/Jz.19:22,23/ Rom.1:26,27/I
Cor.6:9,10/I Tim.1:9,10/Jd.1:7).
2. Não há base médica, psicológica ou bíblica para
a idéia de uma orientação ou identidade
homossexual.
Aconselhamento de
Homossexuais
3. Algo “culturalmente normal” não é “natural” e
mesmo que fosse não significa que é
“moralmente correto”, pois a natureza
humana é corrupta.
4. O “casamento homossexual” não é legítimo
simplesmente porque envolve respeito,
confiança e amor. Algumas relações
heterossexuais também podem ser amorosas,
respeitosas etc. e mesmo assim não serem
legítimas.
IV
IV Aconselhamento de
Homossexuais
Causa
Primária
Genética
Problemas de
relacionamento
c/ pais-adultos
Baixa
auto-estima
Outros fatores
Causa
Secundária
Pecado
Resposta
Pensamenos
Homossexuais
Atos
Homossexuais
Um Entendimento Comum e Errôneo
sobre o Desenvolvimento do Homossexualismo
IV Aconselhamento de
Homossexuais
Causa
Suficiente
Coração
pecaminoso
Mateus
7:21-23
“de dentro, do
coração dos
homens é que
procedem...”
Possíveis
Influências
Necessárias
Genética
Colegas
Família
Abuso sexual
Outras
influências
Prática
Pecaminosa
Pensamenos
Homossexuais
Atos
Homossexuais
A Perspectiva Bíblica sobre o Desenvolvimento do Homossexualismo
IV Aconselhamento de
Homossexuais
O Procedimento do Aconselhamento
• O homossexualismo não cede fácil, nem
rapidamente.
• É preciso ministrar simultânea e
equilibradamente dois temas: o conhecimento
de nós mesmos e o conhecimento de Deus, que
identifiquem e destronem ídolos do coração.
• É preciso ouvir com amor e disposição de
ajudar.
IV Aconselhamento de
Homossexuais
4. Perguntas críticas:
• Como a pessoa encara sua luta com o
homossexualismo?
• Quais as circunstâncias que moldaram a
expressão atual de homossexualismo?
• De que forma a pessoa foi prejudicada em
relacionamentos?
• O quanto tem sido doloroso para ele manter
um estilo de vida homossexual?
IV Aconselhamento de
Homossexuais
5. Mais Perguntas críticas:
• A pessoa tem perguntas a respeito de
orientação homossexual?
• Ela tem a impressão de que está sempre
mais interessada em relacionamentos com
pessoas do mesmo sexo?
• Que expectativas há de mudança? Qual é o
alvo?
• Quanto tempo é necessário?
IV Aconselhamento de Pessoas
Abusadas Sexualmente
1. O abuso sexual, incluindo o estupro, é uma das
maiores violências que podem ser cometidas contra
a pessoa humana, especialmente se for criança ou
jovem, caracterizando-se pela imposição emocional
e física.
2. O abuso sexual torna-se ainda mais traumático
quando praticado por alguém ligada afetivamente à
pessoa abusada, o que é freqüente.
3. O abuso sexual é um crime (aspecto legal)
psicopatologia (aspecto psicológico) e um pecado
(aspecto espiritual).
IV Aconselhamento de Pessoas
Abusadas Sexualmente
4. O abuso sexual é cometido por pessoas que
desenvolveram psicopatologias relacionadas à
identidade sexual, com causas diversas que incluem:
• Abuso sofrido no período da formação da personalidade.
• Emoções agressivas mal resolvidas e sexualmente mal
direcionadas.
• Sentimentos de inferioridade e desajuste ou inadequação
social.
5. O abusador é normalmente alguém tímido, com
sinais perceptíveis de ansiedade e fixação, mas é
impossível traçar um perfil geral dele.
IV Aconselhamento de Pessoas
Abusadas Sexualmente
Como ajudar alguém que foi Abusado:
1. Descaracterizar qualquer noção de culpa pessoal por
ter sido abusado.
2. Desistir da tentativa de apresentar explicações ou
atenuantes para a situação.
3. Reafirmar o valor pessoal do abusado aos olhos de
Deus e da sociedade.
4. Enfatizar a necessidade do perdão terapêutico.
5. Focalizar na perspectiva futura, ressaltando
sentimentos de esperança e restauração.
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
1. O casamento é uma benção divina para todo o gênero
humano, mas o celibato também pode ser uma vocação
(Mt. 19:11-12/I Cor.7:1-9,17-40)
2. O casamento é o ambiente e a relação propícia para o
desenvolvimento da intimidade entre pessoas de sexos
diferentes, visando a satisfação e a procriação.
3. O casamento é essencialmente um desafio de pessoas
caídas de cumprir o ideal divino pré-queda. O conflito faz
parte do casamento e deve ser vivido à luz do amor,
confiança e fidelidade.
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
4. Há cinco aspectos cruciais no casamento que
devem ser tratados antes e durante o
casamento:
• A vida sexual do casal – paixão e atração física.
• A vida financeira e profissional do casal – equilíbrio e
compromisso pelo bem comum.
• A relação de cada cônjuge com a família do outro – honrar
as origens, preservando o relacionamento.
• Os valores e o modo de criação de filhos – concordância
sobre um estilo coerente com papéis definidos.
• A vida espiritual e religiosa do casal – concordância mínima
sobre valores e práticas.
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
5. O casamento envolve renúncia individual e
compromisso com o outro, ao mesmo tempo que se
preservam as individualidades mínimas de cada um.
6. A dinâmica da maior parte dos conflitos passa pela
sensação real ou imaginária de que na sociedade do
casamento alguém está usufruindo mais do que
contribuindo (assimetria conjugal).
7. A possibilidade do divórcio tem sido perniciosa em
muitos sentidos por descaracterizar a sacralidade do
matrimônio, mas pode tornar-se uma válvula de
escape em situações extremas segundo critérios
bíblicos (Mt. 19:1-9/I Cor. 7:10,11,39/Rom 7:2,3)
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
Como ajudar pessoas a decidir se devem se casar:
1. Ambos são espirituais? (II Coríntios 6:14-16)
• O casamento é que vai lhe fazer feliz, dar identidade
ou propósito?
• Você traz marcas ou feridas abertas e não tratadas de
relacionamentos anteriores?
• Você sabe e pratica a resolução de problemas
biblicamente?
• Em que aspectos, você tem consciência de que precisa
mudar?
• Há uma prática de oração/diálogo já existente entre
vocês?
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
2. Vocês têm o mesmos alvos e objetivos na vida? (Am. 3:3)
• Há compatibilidade profissional entre vocês?
• Há ideais e valores em comum?
• Há concordância de como vocês querem estar daqui a
5, 10, 10 anos à frente?
3. Vocês estão dispostos “a deixar e se unir?
• Há disposição para romper laços emocionais e
financeiros com os pais?
• Há disposição para romper laços existenciais com o
estilo de vida de solteiro e com amigos, se necessário?
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
3. Vocês estão dispostos a deixar e se unir? (Continuação)
• Há disposição para estabelecer expectativas materiais e
financeiras em comum?
• Qual o nível de envolvimento que vocês desejam ter com
a igreja local?
• Vocês concordam nos pontos de vista teológicos básicos?
• Vocês concordam sobre os papéis bíblicos do homem e da
mulher no casamento?
• Vocês concordam com o número de filhos e a maneira de
educá-los?
• Vocês já definiram como será e qual será a freqüência do
relacionamento com as famílias originais de vocês?
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
4. O que as pessoas que lhes conhecem bem
pensam acerca do seu relacionamento? (Prov.
15:22)
5. Vocês têm consciência de que casamento é um
compromisso perpétuo e uma aliança para ser
construída a cada dia?
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
Como ajudar um casal:
1. Partir do pressuposto que em todo relacionamento,
ambos são responsáveis pelo sucesso/fracasso.
2. Manter uma posição/prática de isenção, mas não de
indiferença. Orar por/com eles é fundamental.
3. Estabelecer um plano de ação com objetivo e metas
para o aconselhamento.
4. Envolver dimensões e elementos como filhos, futuro
profissional, igreja etc. apenas quando for
necessário e nunca como causa primária para a
resolução/reconciliação.
IV Aconselhamento Pré-Nupcial
e de Casais
Como ajudar um casal:
5. Incentive o diálogo mediado por você.
6. Incentive o auto-conhecimento através de
questionários etc.
7. Identifique quais são as raízes e os nós do
relacionamento.
8. Incentive a projeção do futuro em busca de
trazer esperança.
9. Ministre a Palavra.
IV Aconselhamento em Situações
de Crise, Doença e Luto
1. Há uma vulnerabilidade explícita em momentos
de perda, portanto o aconselhamento é
necessário e estratégico nesses momentos.
2. A perda é um fato comum e inescapável a todo
ser humano, mas as pessoas reagem de maneira
diferente, dependendo da personalidade e das
circunstâncias.
3. O aconselhamento na perda nem pode exaltar a
dor e o sofrimento, nem ignorá-los.
IV Aconselhamento em Situações
de Crise, Doença e Luto
4. Os sentimentos mais comuns na perda são
raiva, solidão, confusão, mágoa, fragilidade e
impotência, frustração, negação etc.
5. Talvez a maior armadilha na perda é tentar
encontrar as razões e os motivos para o
sofrimento.
IV Aconselhamento em Situações
de Crise, Doença e Luto
Como ajudar pessoas em situação de perda:
1. Expresse empatia e sincera compaixão.
2. Contrabalançe o sofrimento. Fazer ver além da dor.
3. Relembrar situações de perda na própria vida e na de
outros pode ajudar.
4. Estimule a expressão da dor em palavras e choro.
5. Estimule a fé na presença e no amor de Deus, mesmo que
Ele pareça ausente ou culpado pela dor.
6. Estimule a reflexão sobre o propósito e não a causa do
sofrimento.
7. Se for o caso, estabeleça responsabilidades de outros.
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
1. Onde devemos traçar o limite entre
normalidade e anormalidade?
2. Como devemos
• Definir
• Compreender
• Classificar
• Ajudar pessoas com distúrbios psicológicos?
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
1. Comportamento psicologicamente perturbado é
um comportamento atípico, conturbado,
desajustado e injustificado.
2. A Perspectiva Médica trata de doença mental ou
psicopatologia que precisa ser diagnosticada com
base em seus sintomas e curada por meio de
terapia que pode incluir tratamento num hospital
psiquiátrico. Alguns exemplos são demência,
esquizofrênia e alguns estados depressivos.
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
3. A Perspectiva Biopsicossocial sustenta que todo
comportamento normal ou perturbado deriva da
interação de natureza (fatores genéticos e
fisiológicos) e criação (experiências passadas e
presentes).
Biológicos
evolução, gens, estrutura e
química do cérebro
Socioculturais
papéis, expectativas,
definição de normalidade e
distúrbio
Psicológicos estresse,
trauma, desamparo
adquirido, percepções
e memória
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
4. A psicologia classifica com o fim de descrever um
distúrbio, prever o seu curso futuro, seguir um
tratamento adequado e estimular a pesquisa de
suas causas. O esquema usado é o do Diagnostic
and Statistical Manual of Mental Disordes, da
American Psychiatric Association (DSM-IV).
5. O DSM-IV classifica 230 distúrbios em 17
categorias, de um modo geral como:
• Distúrbios neuróticos – aflitivos, mas que permitem o
pensamento racional e o desempenho social.
• Distúrbios psicóticos – mais sérios e debilitantes.
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
1. Distúrbios de Ansiedade - a ansiedade
que até certo ponto é normal, torna-se
incapacitante quando as pessoas
• tornam-se tensas de uma maneira inexplicável e
incontrolável (a ansiedade generalizada),
• sentem um medo irracional de alguma coisa (fobia)
• são perturbadas por pensamentos e ações repetitivas
(transtorno obsessivo-compulsivo)
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
Ansiedade Generalizada
1. Os sintomas são tensão e nervosismo
exagerados, preocupação infundada com perigos
imagináveis, excitação do sistema nervoso
autônomo (coração disparado, mãos suadas,
cólicas estomacais ou sonolência).
2. A Sindrome do Pânico é um ataque de pânico
episódico, quando os sintomas são exarcebados
ainda mais.
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
Fobias
As fobias focalizam a ansiedade em algum objeto,
atividade ou situação específica, sendo um medo
irracional que afeta o comportamento.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Comportamento persistentes que interfere com a
maneira como se vive causando aflição
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
2. Distúrbios Disassociativos - são os
distúrbios nos quais a percepção consciente se
torna disassociada, separada de memórias,
pensamentos e sentimentos anteriores.
• Alguns exemplos são a amnésia disassociativa, a
fuga disassociativa e a disassociação da
identidade (dupla personalidade)
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
3. Distúrbios de Ânimo –
• Distúrbio depressivo profundo – experiência
de desespero e apatia profundos por um
período mais longo, porém não permanente.
• Distúrbio Bipolar (distúrbio maníaco-
depressivo) - alternância entre a depressão e
a mania, um estado superexcitado e
hiperativo
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
4. Esquizofrênia – é um distúrbio psicótico
em que uma pessoa perde o contato com
a realidade, experimentando idéias
bastante irracionais ou percepções
distorcidas
IV
A Personalidade:
Transtornos, Desvios
Comportamentais e Patologias.
Distúrbios de Personalidade
1. Personalidade Histriônica – emoções superficiais
para atrair a atenção.
2. Personalidade Narcisista – exagero da própria
importância com fantasias de sucesso.
3. Personalidade Limítrofe – identidade,
relacionamentos e emoções instáveis.
4. Personalidade anti-social (sociopatia ou
psicopatia) – comportamento agressivo, sexual
descontrolado etc.
Indicações
1. O tratamento adequado de quadros
psicológicos anormais deve ser
conduzido exclusivamente por
profissionais médicos ou psicólogos.
2. O papel do conselheiro cristão pode ser
de apoio ao paciente e família.
IV
IV Transtornos Alimentares:
Obesidade, Bulimia e Anorexia
1. Uma das obsessões mais notáveis na nossa
cultura é a busca da saúde e da beleza
física.
2. Um dos aspectos do bem estar é a relação
da pessoa com a alimentação. A gula é um
dos chamados pecados capitais e uma obra
da carne.
3. A relação da pessoa com a alimentação pode
refletir o estado do coração de alguém.
IV Transtornos Alimentares:
Obesidade, Bulimia e Anorexia
4. O modo desordenado de comer pode ter
origem em diferentes motivações:
• Independência e orgulho.
• Cobiça e Compulsão.
• Ansiedade e Frustração.
IV Transtornos Alimentares:
Obesidade, Bulimia e Anorexia
5. Perguntas Críticas:
• Como você reage quando é tentado a
ficar preocupado, irado, cheio de si ou
deprimido?
• Como você reage quando sente dor,
cansaço, tédio ou solidão?
• A comida em algum momento torna-se
sua melhor companhia?
IV Transtornos Alimentares:
Obesidade, Bulimia e Anorexia
6. Definindo termos:
1. Obesidade – peso além do saudável com
conseqüências para a saúde física e
emocional.
2. Bulimia e Anorexia – ciclo habitual de
comportamento caracterizado por ingerir
uma grande quantidade de alimentos e,
em seguida, induzir-se ao vômito ou a
qualquer outra forma de purgação
IV Transtornos Alimentares:
Obesidade, Bulimia e Anorexia
Como ajudar pessoas com
transtornos alimentares
1. Ajudar a identificar os hábitos de cobiça e o desejo de
gratificação instantânea.
2. Ajudar a identificar o desejo pecaminoso de
perfeccionismo físico.
3. Ajudar a identificar a preguiça típica de quem quer
soluções instantâneas.
4. Identificar a participação da família e amigos no
transtorno e num possível plano de ação terapêutica.
5. Estabelecer metas progressivas com empatia e paciência.
IV Stress e Burn Out
1. Stress é o processo ou maneira como avaliamos
e lidamos com as ameaças e desafios do
ambientes.
2. Há fatores estressantes positivos, motivando-
nos para superar os problemas.
3. Há fatores estressantes negativos, ameaçando
nossos recursos, posição, segurança e bem
estar.
4. O stress tem um componente fisiológico e outro
psico-emocional.
IV Stress e Burn Out
5. Os eventos mais estressantes da vida estão
relacionados a:
• Mudanças significativas.
• Catástrofes.
• Problemas do cotidiano.
6. Pessoas diferentes reagem diferentemente a
estímulos estressantes, variando dos extremos
patológicos da apatia até o pânico.
IV Stress e Burn Out
7. O burn-out (literalmete, queimando) é o stress
relacionado à atividade profissional.
8. O sentimento de controle sobre a vida (controle
percebido ou simplesmente otimismo) é um dos
fatores protetores contra o stress.
9. Há uma correlação direta e comprovada do stress
com doenças coronarianas, conectadas com baixa
imunidade e câncer.
10. As principais abordagens contra o stress incluem
exercícios físicos, de relaxamento e terapia em
grupo.
IV Uma Palavra Final
O Conselheiro Cristão é o ombro amigo que o
Espírito Santo materializa para ajudar ao próximo
e, ao mesmo tempo, é o meio de conscientizar,
despertar e apoiar na direção da mudança.
Depender totalmente de Deus na certeza de que
tudo depende dele em última instância, sem
esquecer que deve fazer o seu melhor, como se
tudo dependesse de si é o desafio do equilíbrio no
aconselhamento.

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  • 1. Ministério de Família Curso de Aconselhamento Pastoral Brasília 27/09/2014 Pastorcarlos.ibuc@gmail.com (61) 9201-7540 Pr. Carlos Soares
  • 2. Ementa  Estudar os fundamentos teóricos seculares e cristãos da psicologia aplicada ao aconselhamento.  Desenvolver princípios e técnicas básicas de aconselhamento para diversas fases etárias e para as várias necessidades humanas.  Identificar e capacitar preliminarmente líderes para o exercício do aconselhamento cristão.
  • 3. Metodologia, Recursos Didáticos e Avaliação  As aulas serão expositivas com leitura complementar.
  • 4. Conteúdo Programático  Unidade 1 – A Necessidade e a Importância do Aconselhamento  Unidade 2 – A Pessoa e a Tarefa do Conselheiro Cristão.  Unidade 3 – Os Conceitos e Abordagens Psicológicas Básicas à Luz da Bíblia.  Unidade 4 – Os Temas e Problemáticas mais Comuns no Aconselhamento.
  • 5. Unidade I A Necessidade e a Importância do Aconselhamento Cristão
  • 6. Aspectos Psico-Emocionais da Depravação Total do Ser Humano Por que eu sou assim? Por que eu me sinto assim? Por que eu faço isto? Três Verdades:  O homem é um ser criado à imagem de Deus  O homem é um ser caído espiritual, moral e emocionalmente  A obra de Cristo inclui restabelecer a imagem no homem I
  • 7. Panorama da Prática do Aconselhamento na Bíblia Atitudes e Procedimentos consolar, exortar, corrigir etc. Sentimentos e Emoções medo, ira, ansiedade etc. Pessoas e Episódios Jesus, o Conselheiro, Natã e Davi etc. ____ Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo, instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria. Colossenses 3:16 I
  • 8. A Relação entre Teologia e Aconselhamento A Teologia influencia o Aconselhamento. “seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso” Romanos 3:4 1. A doutrina das Escrituras 2 Pedro 3.15-16 2. A doutrina da Responsabilidade Humana 3. A doutrina de Deus 4. A doutrina do Pecado 5. A doutrina da Santificação Progressiva As Tarefas Práticas são o Modus Operandi do Aconselhamento Cristão I
  • 9. A Relação entre Teologia e Aconselhamento A Doutrina das Escrituras conduz o conselheiro, o aconselhado e o processo de aconselhamento a submeterem-se à autoridade absoluta das Escrituras. “A área do aconselhamento tem se divorciado da Palavra” Powlison “A palavra deve ser ministrada no aconselhamento com tanta prontidão quanto na pregação”. Adams I
  • 10. A Relação entre Teologia e Aconselhamento A Doutrina da Responsabilidade Humana conduz o homem a uma verdadeira, clara e objetiva avaliação de si mesmo. “O conselheiro bíblico oferece muito mais que um ouvido atento e palavras de conforto ou compreensão. Ele também conduz o aconselhado à compreensão bíblica de si mesmo e dos seu problemas, à luz de quem Cristo é. O conselheiro bíblico esforça-se desde o início para promover uma imersão do aconselhado na Palavra de Deus, de modo que aquilo que o aconselhado planeja alcançar com o aconselhamento seja cada vez mais condizente com o plano bíblico. Desde o início do aconselhamento, ele é colocado sob a autoridade de Deus por meio das Escrituras”. I
  • 11. A Relação entre Teologia e Aconselhamento A Doutrina de Deus conduz o aconselhado a um encontro e a um relacionamento com Deus. “A fé cristã é capaz de fazer a grande síntese, unindo o todo da vida: o corpo em sua dimensão física, relacionamentos, pensamentos, sofrimento, emoções...”. Powlison “Homem algum pode fazer um exame de si mesmo sem ter que imediatamente se voltar para a contemplação do Deus em quem ele vive e se move” Calvino I
  • 12. A Relação entre Teologia e Aconselhamento A Doutrina do Pecado conduz o aconselhado a repensar a maneira de compreensão dos seus problemas. “A mensagem errada e o método errado têm controlado o aconselhamento. A abordagem bíblica de mudança não é supesticiosa nem pietista, nem moralista nem demonista”. Powlison I
  • 13. A Relação entre Teologia e Aconselhamento A Doutrina da Santificação Progressiva conduz o aconselhado a interagir com outros no processo de aconselhamento. “Esta vida, portanto, não é retidão, mas crescimento em retidão, não é saúde, é cura, não é ser, é se tornar, não é descanso, mas exercício. Ainda não somos o que viremos a ser, mas estamos crescendo nessa direção; o processo ainda não está concluído, mas em andamento; este não é o fim, mas o caminho. Nem tudo já refulge em glória, mas tudo está sendo purificado” Martinho Lutero I
  • 14. A Dimensão Sobrenatural do Aconselhamento 1. A obra do diabo é matar, roubar e destruir. 2. O ser humano é o principal alvo do diabo. 3. O diabo utiliza-se de: • Uma cultura caída – o mundo. • Uma natureza caída – a carne. 4. O diabo provoca ou aproveita-se de circunstâncias humanas. 5. O diabo não tem poder absoluto. O Senhor reina! I
  • 15. Unidade II A Pessoa e a Tarefa do Conselheiro Cristão
  • 16. Quem pode ser Conselheiro? Formação e Ética II 1. O Aconselhamento é função exercida prioritariamente por pastores, mas nem todo “pastor” é pastor e portanto, é conselheiro. 2. O Aconselhamento pode ser exercido por membros, preferencialmente profissionais, estudantes ou estagiários de Psicologia ou Psiquiatria, sob a supervisão espiritual de pastor. 3. Situações Críticas: • envolvimento emocional – contra-transferência. • quebra da privacidade do aconselhado. • manipulação e abuso emocional, sexual ou físico.
  • 17. Você está bem preparado? II 1. Faça uma avaliação das suas próprias atitudes e da sua própria vida. • Em relação aos seus próprios problemas. • Em relação à pessoa com quem vai trabalhar. “O fator mais singular e significativo que afeta o meu ministério de aconselhamento é a qualidade da minha fé em Deus, assim como o arrependimento e a obediência”. Powlison
  • 18. Você está bem preparado? II 2. Leia e estude a Bíblia “Porque à semelhança daqueles a quem ministro, eu também necessito de uma mudança radical de mente. Quando eu estou pensando corretamente, o aconselhamento floresce e dá frutos bons”. Powlison
  • 19. Você está bem preparado? II 3. Invista tempo para pensar seriamente nas pessoas que vai aconselhar. • Revisão dos encontros anteriores. • Anotações detalhadas durante ou após o encontro. • Procure entender as “questões críticas”.
  • 20. Você está bem preparado? II 4. Ore por si mesmo e pelas pessoas, pedindo que Deus atue. • Dando convicção de verdade ao aconselhado. • Dando sabedoria, clareza, coragem, ouvido diligente, amor e graça, honestidade e praticidade, paciência ao conselheiro.
  • 21. Você está bem preparado? II 5. Esboce um plano de ação para o encontro de aconselhamento. • Geral e específico, sistemático e flexível ao mesmo tempo. Atenção: O ser humano é imprevisível !!!
  • 22. Você está bem preparado? II 6. Faça uma revisão freqüente dos princípios básicos de aconselhamento que orientam seu ministério. • Há esperança! Deus está no controle. • O problema está lá dentro no coração da pessoa. • Ame. Conheça. Fale. Faça. • Qual é a questão específica? • Pequenas mudanças são bem vindas. • Nada de mágica, nem técnica, nem cura garantida.
  • 23. Você está bem preparado? II 7. Faça coisas que lhe dispõem para a tarefa ministerial. • Como é estar no lugar do outro? • “Aconselhar Pessoas com problemas e não problemas nas pessoas”. Powlison • A vida é mais abrangente do que o problema sendo tratado. A vida é bela!
  • 24. Você está bem preparado? II 8. Verifique se está cumprindo o que você prometeu. • A credibilidade do conselheiro é fundamental para o bom andamento do aconselhamento. • Pontos importantes: • Pontualidade e Assiduidade. • Bom trato e Boa apresentação. • Atenção e Respeito.
  • 25. Uma Proposta Multidisciplinar Medicina, Terapia e Bíblia II Aconselhamento Medicina Medicação Psicologia Terapia Testes Espiritualidade Libertação Bíblia
  • 26. Criando uma Clínica ou Ministério de Aconselhamento II 1. Uma “clínica” ou “ministério” de Aconselhamento deve ser divulgado como um serviço religioso e não profissional, equivalente ao confessionário católico. 2. Um ministério independente de Aconselhamento deve ter um corpo de referência profissional por estar mais suscetível à fiscalização de CRPs. 3. A cobrança de honorários ou o estabelecimento de vínculo financeiro é totalmente errado e pode acarretar consequências graves. 4. É recomendável a documentação de autorização dos aconselhados ou responsáveis legais para a realização de testes e procedimentos, bem como o estabelecimento de garantia contra eventuais ações legais.
  • 27. Limites do Aconselhamento e Relação com Entidades II Entidades Representativas: • Conselho Regional de Psicologia - CRP • Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos – CPPR Questões Principais: • Exercício ilegal da profissão • Discriminação contra homossexuais com tentativa de cura ou mudança da opção sexual. • Liberdade de Expressão e de Religião
  • 28. Unidade III Os Conceitos e Abordagens Psicológicas à luz da Bíblia
  • 29. A Psicanálise Freudiana e Pós-Freudiana III “Amando-o ou odiando-o, não se pode deixar de admitir que Sigmund Freud influenciou a cultura ocidental” Myers Fatos da Vida de Freud: • Formação em Medicina (Universidade de Viena)
  • 30. A Psicanálise Freudiana e Pós-Freudiana III Idéias Básicas: • A personalidade humana deriva de um conflito entre nossos impulsos biológicos, agressivos, que procuram o prazer, e as restrições sociais a eles. Freud chama estes impulsos de “pulsões”, sendo um de vida (“eros”) e outro de morte (“tanatos”).
  • 31. Resumo: III 1. Cada perspectiva pode nos ensinar alguma coisa: • A psicanalítica – inconsciente e aspectos irracionais da natureza humana. • Humanista/ACP – senso do eu e o potencial para a auto-realização. • Social-cognitiva – a importância do contexto. _____ A natureza é sempre mais sutil, mais intrincada e mais elegante do que somos capazes de imaginar” Sagan. “Homem algum pode fazer um exame de si mesmo sem ter que imediatamente se voltar para a contemplação do Deus em quem vive e se move”. Calvino
  • 32. Integracionismo: Bíblia e Psicologia 1. O integracionismo é a tentativa de casar a psicologia secular e o cristianismo. 2. Segundo Powlison, a psicologia com seus pressupostos seculares e anti-bíblicos tem pouca ou quase nenhuma valia para o Conselheiro Cristão. 3. Para ele, “o pensamento integracionista entrou nas igrejas evangélicas por meio dos movimentos de cura interior”. III
  • 33. Proposta Cristã III 1. O pecado, em todas as suas dimensões, é evidentemente o problema com que o conselheiro cristão se vê a braços.
  • 34. Propostas Cristãs: Larry Crabb III 1. A motivação humana pressupõe necessidades ou anseios por amor e por realizações significativas. Exigências idólatras e estratégicas de vida pecaminosa são reações secundárias e compensações, maneiras erradas de buscar o suprimento dessas necessidades. 2. A exegese das Escrituras é reconhecidamente o ponto de partida. As categorias bíblicas são suficientes para responder às perguntas do conselheiro. 3. A psique subsiste em 4 circulos: emocional, volitivo, racional e pessoal.
  • 35. Propostas Cristãs: Cura Interior III 1. A idéia de que o homem é emocionalmente doente e precisa ser curado é biblicamente válida. 2. A idéia de que o homem é curado emocionalmente por meios que independem de sua participação e vontade não é bíblica. 3. O uso de instrumentos semelhantes a práticas místicas ou esotéricas é perigoso, ineficaz e anti-bíblico. 4. A teologia da cura interior pode desprezar a doutrina da suficiência da obra de Cristo no Calvário e sub-estima a doutrina da Santificação Progressiva. 5. O uso de pessoas leigas em sessões de terapia individual ou de grupo é extremamente arriscada e não pode ser minimizada sob qualquer pretexto espiritual ou religioso.
  • 36. Unidade IV Os Temas e Problemáticas mais Comuns no Aconselhamento
  • 37. A Sexualidade Humana e suas Diversas Facetas IV A Psicologia do Sexo: 1. Distúrbios Sexuais – são problemas que sistematicamente prejudicam o funcionamento sexual, envolvendo motivação e desempenho sexual. 2. Orientação Sexual – a persistente atenção por representantes de determinado sexo. “O relacionamento entre homens e mulheres deve ser caracterizado não por um comportamento protetor ou por exploração, mas por amor, parceria e confiança”.
  • 38. IV Aconselhamento de Homossexuais Observações Importantes: 1. O homossexualismo sobrevive, enquanto o heterossexualismo prevalece em todas as culturas e épocas, independentemente da atitude em relação ao homossexualismo. As estatísticas mais acuradas apontam 3 a 4% de homossexuais na Europa e EUA. 2. O homossexualismo, que a maioria dos psicólogos considera não poder ser deliberadamente mudada, pode levar ao celibato, a uma opção por sexo promíscuo ou a um relacionamento amoroso sério e prolongado.
  • 39. IV Aconselhamento de Homossexuais 3. As possíveis causas psicológicas do homossexualismo são: • Relacionamento da criança com os pais, como uma mãe dominadora e um pai omisso ou uma mãe possessiva e um pai hostil. • Ódio ou medo de pessoas do sexo oposto. • Níveis hormonais. • Abuso sexual ou sedução de crianças por homossexuais adultos. Atenção: Não há evidências científicas ou estatísticas que comprovem nenhuma destas hipóteses.
  • 40. 4. A maioria dos psicólogos considera hoje que o homossexualismo não é doença ou crime sexual. A American Psychiatric Associationa tirou o homossexualismo da lista de doenças mentais em 1973. IV Aconselhamento de Homossexuais
  • 41. IV Aconselhamento de Homossexuais Princípios Norteadores: 1. O homossexual é um ser humano como outro qualquer, portanto tem dignidade intrínseca por conta da imagem de Deus. A homofobia é condenável. Humildade, respeito, amor e aceitação do ser humano são necessários. 2. O homossexualismo não é algo mais sério ou mais grave do que outros problemas ou inadequações possíveis da sexualidade humana.
  • 42. IV Aconselhamento de Homossexuais 3. O homossexual pode ter razões diversas para buscar o aconselhamento, que vão desde a busca por entender o que acontece com sua sexualidade até a busca de ajuda para mudar sua condição. 4. O homossexual articulado trabalha com pressupostos epistemológicos diferentes dos seus. Exemplo: para você, pecado é desobedecer a Deus, enquanto pode ser prejudicar alguém para o homossexual.
  • 43. 5. A lógica homossexual defende que: • existe uma orientação homossexual que não é tratada nas Escrituras • as proibições não se aplicam aos casamentos homossexuais. • uma identidade sexual culturalmente normal. IV Aconselhamento de Homossexuais
  • 44. IV Aconselhamento de Homossexuais Argumentos e Refutações Bíblicas: 1. A autoridade das Escrituras deve ser inegociável. A Bíblia é consistente em suas proibições contra o homossexualismo (Lv.18:22/20:13/Jz.19:22,23/ Rom.1:26,27/I Cor.6:9,10/I Tim.1:9,10/Jd.1:7). 2. Não há base médica, psicológica ou bíblica para a idéia de uma orientação ou identidade homossexual.
  • 45. Aconselhamento de Homossexuais 3. Algo “culturalmente normal” não é “natural” e mesmo que fosse não significa que é “moralmente correto”, pois a natureza humana é corrupta. 4. O “casamento homossexual” não é legítimo simplesmente porque envolve respeito, confiança e amor. Algumas relações heterossexuais também podem ser amorosas, respeitosas etc. e mesmo assim não serem legítimas. IV
  • 46. IV Aconselhamento de Homossexuais Causa Primária Genética Problemas de relacionamento c/ pais-adultos Baixa auto-estima Outros fatores Causa Secundária Pecado Resposta Pensamenos Homossexuais Atos Homossexuais Um Entendimento Comum e Errôneo sobre o Desenvolvimento do Homossexualismo
  • 47. IV Aconselhamento de Homossexuais Causa Suficiente Coração pecaminoso Mateus 7:21-23 “de dentro, do coração dos homens é que procedem...” Possíveis Influências Necessárias Genética Colegas Família Abuso sexual Outras influências Prática Pecaminosa Pensamenos Homossexuais Atos Homossexuais A Perspectiva Bíblica sobre o Desenvolvimento do Homossexualismo
  • 48. IV Aconselhamento de Homossexuais O Procedimento do Aconselhamento • O homossexualismo não cede fácil, nem rapidamente. • É preciso ministrar simultânea e equilibradamente dois temas: o conhecimento de nós mesmos e o conhecimento de Deus, que identifiquem e destronem ídolos do coração. • É preciso ouvir com amor e disposição de ajudar.
  • 49. IV Aconselhamento de Homossexuais 4. Perguntas críticas: • Como a pessoa encara sua luta com o homossexualismo? • Quais as circunstâncias que moldaram a expressão atual de homossexualismo? • De que forma a pessoa foi prejudicada em relacionamentos? • O quanto tem sido doloroso para ele manter um estilo de vida homossexual?
  • 50. IV Aconselhamento de Homossexuais 5. Mais Perguntas críticas: • A pessoa tem perguntas a respeito de orientação homossexual? • Ela tem a impressão de que está sempre mais interessada em relacionamentos com pessoas do mesmo sexo? • Que expectativas há de mudança? Qual é o alvo? • Quanto tempo é necessário?
  • 51. IV Aconselhamento de Pessoas Abusadas Sexualmente 1. O abuso sexual, incluindo o estupro, é uma das maiores violências que podem ser cometidas contra a pessoa humana, especialmente se for criança ou jovem, caracterizando-se pela imposição emocional e física. 2. O abuso sexual torna-se ainda mais traumático quando praticado por alguém ligada afetivamente à pessoa abusada, o que é freqüente. 3. O abuso sexual é um crime (aspecto legal) psicopatologia (aspecto psicológico) e um pecado (aspecto espiritual).
  • 52. IV Aconselhamento de Pessoas Abusadas Sexualmente 4. O abuso sexual é cometido por pessoas que desenvolveram psicopatologias relacionadas à identidade sexual, com causas diversas que incluem: • Abuso sofrido no período da formação da personalidade. • Emoções agressivas mal resolvidas e sexualmente mal direcionadas. • Sentimentos de inferioridade e desajuste ou inadequação social. 5. O abusador é normalmente alguém tímido, com sinais perceptíveis de ansiedade e fixação, mas é impossível traçar um perfil geral dele.
  • 53. IV Aconselhamento de Pessoas Abusadas Sexualmente Como ajudar alguém que foi Abusado: 1. Descaracterizar qualquer noção de culpa pessoal por ter sido abusado. 2. Desistir da tentativa de apresentar explicações ou atenuantes para a situação. 3. Reafirmar o valor pessoal do abusado aos olhos de Deus e da sociedade. 4. Enfatizar a necessidade do perdão terapêutico. 5. Focalizar na perspectiva futura, ressaltando sentimentos de esperança e restauração.
  • 54. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais 1. O casamento é uma benção divina para todo o gênero humano, mas o celibato também pode ser uma vocação (Mt. 19:11-12/I Cor.7:1-9,17-40) 2. O casamento é o ambiente e a relação propícia para o desenvolvimento da intimidade entre pessoas de sexos diferentes, visando a satisfação e a procriação. 3. O casamento é essencialmente um desafio de pessoas caídas de cumprir o ideal divino pré-queda. O conflito faz parte do casamento e deve ser vivido à luz do amor, confiança e fidelidade.
  • 55. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais 4. Há cinco aspectos cruciais no casamento que devem ser tratados antes e durante o casamento: • A vida sexual do casal – paixão e atração física. • A vida financeira e profissional do casal – equilíbrio e compromisso pelo bem comum. • A relação de cada cônjuge com a família do outro – honrar as origens, preservando o relacionamento. • Os valores e o modo de criação de filhos – concordância sobre um estilo coerente com papéis definidos. • A vida espiritual e religiosa do casal – concordância mínima sobre valores e práticas.
  • 56. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais 5. O casamento envolve renúncia individual e compromisso com o outro, ao mesmo tempo que se preservam as individualidades mínimas de cada um. 6. A dinâmica da maior parte dos conflitos passa pela sensação real ou imaginária de que na sociedade do casamento alguém está usufruindo mais do que contribuindo (assimetria conjugal). 7. A possibilidade do divórcio tem sido perniciosa em muitos sentidos por descaracterizar a sacralidade do matrimônio, mas pode tornar-se uma válvula de escape em situações extremas segundo critérios bíblicos (Mt. 19:1-9/I Cor. 7:10,11,39/Rom 7:2,3)
  • 57. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais Como ajudar pessoas a decidir se devem se casar: 1. Ambos são espirituais? (II Coríntios 6:14-16) • O casamento é que vai lhe fazer feliz, dar identidade ou propósito? • Você traz marcas ou feridas abertas e não tratadas de relacionamentos anteriores? • Você sabe e pratica a resolução de problemas biblicamente? • Em que aspectos, você tem consciência de que precisa mudar? • Há uma prática de oração/diálogo já existente entre vocês?
  • 58. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais 2. Vocês têm o mesmos alvos e objetivos na vida? (Am. 3:3) • Há compatibilidade profissional entre vocês? • Há ideais e valores em comum? • Há concordância de como vocês querem estar daqui a 5, 10, 10 anos à frente? 3. Vocês estão dispostos “a deixar e se unir? • Há disposição para romper laços emocionais e financeiros com os pais? • Há disposição para romper laços existenciais com o estilo de vida de solteiro e com amigos, se necessário?
  • 59. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais 3. Vocês estão dispostos a deixar e se unir? (Continuação) • Há disposição para estabelecer expectativas materiais e financeiras em comum? • Qual o nível de envolvimento que vocês desejam ter com a igreja local? • Vocês concordam nos pontos de vista teológicos básicos? • Vocês concordam sobre os papéis bíblicos do homem e da mulher no casamento? • Vocês concordam com o número de filhos e a maneira de educá-los? • Vocês já definiram como será e qual será a freqüência do relacionamento com as famílias originais de vocês?
  • 60. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais 4. O que as pessoas que lhes conhecem bem pensam acerca do seu relacionamento? (Prov. 15:22) 5. Vocês têm consciência de que casamento é um compromisso perpétuo e uma aliança para ser construída a cada dia?
  • 61. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais Como ajudar um casal: 1. Partir do pressuposto que em todo relacionamento, ambos são responsáveis pelo sucesso/fracasso. 2. Manter uma posição/prática de isenção, mas não de indiferença. Orar por/com eles é fundamental. 3. Estabelecer um plano de ação com objetivo e metas para o aconselhamento. 4. Envolver dimensões e elementos como filhos, futuro profissional, igreja etc. apenas quando for necessário e nunca como causa primária para a resolução/reconciliação.
  • 62. IV Aconselhamento Pré-Nupcial e de Casais Como ajudar um casal: 5. Incentive o diálogo mediado por você. 6. Incentive o auto-conhecimento através de questionários etc. 7. Identifique quais são as raízes e os nós do relacionamento. 8. Incentive a projeção do futuro em busca de trazer esperança. 9. Ministre a Palavra.
  • 63. IV Aconselhamento em Situações de Crise, Doença e Luto 1. Há uma vulnerabilidade explícita em momentos de perda, portanto o aconselhamento é necessário e estratégico nesses momentos. 2. A perda é um fato comum e inescapável a todo ser humano, mas as pessoas reagem de maneira diferente, dependendo da personalidade e das circunstâncias. 3. O aconselhamento na perda nem pode exaltar a dor e o sofrimento, nem ignorá-los.
  • 64. IV Aconselhamento em Situações de Crise, Doença e Luto 4. Os sentimentos mais comuns na perda são raiva, solidão, confusão, mágoa, fragilidade e impotência, frustração, negação etc. 5. Talvez a maior armadilha na perda é tentar encontrar as razões e os motivos para o sofrimento.
  • 65. IV Aconselhamento em Situações de Crise, Doença e Luto Como ajudar pessoas em situação de perda: 1. Expresse empatia e sincera compaixão. 2. Contrabalançe o sofrimento. Fazer ver além da dor. 3. Relembrar situações de perda na própria vida e na de outros pode ajudar. 4. Estimule a expressão da dor em palavras e choro. 5. Estimule a fé na presença e no amor de Deus, mesmo que Ele pareça ausente ou culpado pela dor. 6. Estimule a reflexão sobre o propósito e não a causa do sofrimento. 7. Se for o caso, estabeleça responsabilidades de outros.
  • 66. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 1. Onde devemos traçar o limite entre normalidade e anormalidade? 2. Como devemos • Definir • Compreender • Classificar • Ajudar pessoas com distúrbios psicológicos?
  • 67. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 1. Comportamento psicologicamente perturbado é um comportamento atípico, conturbado, desajustado e injustificado. 2. A Perspectiva Médica trata de doença mental ou psicopatologia que precisa ser diagnosticada com base em seus sintomas e curada por meio de terapia que pode incluir tratamento num hospital psiquiátrico. Alguns exemplos são demência, esquizofrênia e alguns estados depressivos.
  • 68. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 3. A Perspectiva Biopsicossocial sustenta que todo comportamento normal ou perturbado deriva da interação de natureza (fatores genéticos e fisiológicos) e criação (experiências passadas e presentes). Biológicos evolução, gens, estrutura e química do cérebro Socioculturais papéis, expectativas, definição de normalidade e distúrbio Psicológicos estresse, trauma, desamparo adquirido, percepções e memória
  • 69. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 4. A psicologia classifica com o fim de descrever um distúrbio, prever o seu curso futuro, seguir um tratamento adequado e estimular a pesquisa de suas causas. O esquema usado é o do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disordes, da American Psychiatric Association (DSM-IV). 5. O DSM-IV classifica 230 distúrbios em 17 categorias, de um modo geral como: • Distúrbios neuróticos – aflitivos, mas que permitem o pensamento racional e o desempenho social. • Distúrbios psicóticos – mais sérios e debilitantes.
  • 70. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 1. Distúrbios de Ansiedade - a ansiedade que até certo ponto é normal, torna-se incapacitante quando as pessoas • tornam-se tensas de uma maneira inexplicável e incontrolável (a ansiedade generalizada), • sentem um medo irracional de alguma coisa (fobia) • são perturbadas por pensamentos e ações repetitivas (transtorno obsessivo-compulsivo)
  • 71. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. Ansiedade Generalizada 1. Os sintomas são tensão e nervosismo exagerados, preocupação infundada com perigos imagináveis, excitação do sistema nervoso autônomo (coração disparado, mãos suadas, cólicas estomacais ou sonolência). 2. A Sindrome do Pânico é um ataque de pânico episódico, quando os sintomas são exarcebados ainda mais.
  • 72. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. Fobias As fobias focalizam a ansiedade em algum objeto, atividade ou situação específica, sendo um medo irracional que afeta o comportamento. Transtorno Obsessivo-Compulsivo Comportamento persistentes que interfere com a maneira como se vive causando aflição
  • 73. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 2. Distúrbios Disassociativos - são os distúrbios nos quais a percepção consciente se torna disassociada, separada de memórias, pensamentos e sentimentos anteriores. • Alguns exemplos são a amnésia disassociativa, a fuga disassociativa e a disassociação da identidade (dupla personalidade)
  • 74. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 3. Distúrbios de Ânimo – • Distúrbio depressivo profundo – experiência de desespero e apatia profundos por um período mais longo, porém não permanente. • Distúrbio Bipolar (distúrbio maníaco- depressivo) - alternância entre a depressão e a mania, um estado superexcitado e hiperativo
  • 75. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. 4. Esquizofrênia – é um distúrbio psicótico em que uma pessoa perde o contato com a realidade, experimentando idéias bastante irracionais ou percepções distorcidas
  • 76. IV A Personalidade: Transtornos, Desvios Comportamentais e Patologias. Distúrbios de Personalidade 1. Personalidade Histriônica – emoções superficiais para atrair a atenção. 2. Personalidade Narcisista – exagero da própria importância com fantasias de sucesso. 3. Personalidade Limítrofe – identidade, relacionamentos e emoções instáveis. 4. Personalidade anti-social (sociopatia ou psicopatia) – comportamento agressivo, sexual descontrolado etc.
  • 77. Indicações 1. O tratamento adequado de quadros psicológicos anormais deve ser conduzido exclusivamente por profissionais médicos ou psicólogos. 2. O papel do conselheiro cristão pode ser de apoio ao paciente e família. IV
  • 78. IV Transtornos Alimentares: Obesidade, Bulimia e Anorexia 1. Uma das obsessões mais notáveis na nossa cultura é a busca da saúde e da beleza física. 2. Um dos aspectos do bem estar é a relação da pessoa com a alimentação. A gula é um dos chamados pecados capitais e uma obra da carne. 3. A relação da pessoa com a alimentação pode refletir o estado do coração de alguém.
  • 79. IV Transtornos Alimentares: Obesidade, Bulimia e Anorexia 4. O modo desordenado de comer pode ter origem em diferentes motivações: • Independência e orgulho. • Cobiça e Compulsão. • Ansiedade e Frustração.
  • 80. IV Transtornos Alimentares: Obesidade, Bulimia e Anorexia 5. Perguntas Críticas: • Como você reage quando é tentado a ficar preocupado, irado, cheio de si ou deprimido? • Como você reage quando sente dor, cansaço, tédio ou solidão? • A comida em algum momento torna-se sua melhor companhia?
  • 81. IV Transtornos Alimentares: Obesidade, Bulimia e Anorexia 6. Definindo termos: 1. Obesidade – peso além do saudável com conseqüências para a saúde física e emocional. 2. Bulimia e Anorexia – ciclo habitual de comportamento caracterizado por ingerir uma grande quantidade de alimentos e, em seguida, induzir-se ao vômito ou a qualquer outra forma de purgação
  • 82. IV Transtornos Alimentares: Obesidade, Bulimia e Anorexia Como ajudar pessoas com transtornos alimentares 1. Ajudar a identificar os hábitos de cobiça e o desejo de gratificação instantânea. 2. Ajudar a identificar o desejo pecaminoso de perfeccionismo físico. 3. Ajudar a identificar a preguiça típica de quem quer soluções instantâneas. 4. Identificar a participação da família e amigos no transtorno e num possível plano de ação terapêutica. 5. Estabelecer metas progressivas com empatia e paciência.
  • 83. IV Stress e Burn Out 1. Stress é o processo ou maneira como avaliamos e lidamos com as ameaças e desafios do ambientes. 2. Há fatores estressantes positivos, motivando- nos para superar os problemas. 3. Há fatores estressantes negativos, ameaçando nossos recursos, posição, segurança e bem estar. 4. O stress tem um componente fisiológico e outro psico-emocional.
  • 84. IV Stress e Burn Out 5. Os eventos mais estressantes da vida estão relacionados a: • Mudanças significativas. • Catástrofes. • Problemas do cotidiano. 6. Pessoas diferentes reagem diferentemente a estímulos estressantes, variando dos extremos patológicos da apatia até o pânico.
  • 85. IV Stress e Burn Out 7. O burn-out (literalmete, queimando) é o stress relacionado à atividade profissional. 8. O sentimento de controle sobre a vida (controle percebido ou simplesmente otimismo) é um dos fatores protetores contra o stress. 9. Há uma correlação direta e comprovada do stress com doenças coronarianas, conectadas com baixa imunidade e câncer. 10. As principais abordagens contra o stress incluem exercícios físicos, de relaxamento e terapia em grupo.
  • 86. IV Uma Palavra Final O Conselheiro Cristão é o ombro amigo que o Espírito Santo materializa para ajudar ao próximo e, ao mesmo tempo, é o meio de conscientizar, despertar e apoiar na direção da mudança. Depender totalmente de Deus na certeza de que tudo depende dele em última instância, sem esquecer que deve fazer o seu melhor, como se tudo dependesse de si é o desafio do equilíbrio no aconselhamento.