TCC

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TCC

  1. 1. CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO NA PROMOÇÃO DA APRENDIZAGEM UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 2007
  2. 2. INTERVENÇÕES DO PROFESSOR E A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO EM AMBIENTE DIGITAL ORIENTADORA :Profa. Dra. LUCIANE MAGALHÃES CORTE REAL CURSISTA: TERESINHA BERNARDETE MOTTER
  3. 3. Dúvidas Quais as intervenções do professor baseadas no método clínico piagetiano estavam registradas no ambiente virtual usado para o projeto e se havia “outras” como classificá-las. Certezas Baseado no método clínico há três tipos de intervenções: Exploratórias, Justificação ou Explicativas e de Contra-argumentação .  O professor sendo desafiador precisa intervir .
  4. 4. Viemos de uma escola tradicional onde a concepção é embasada na teoria empirista/instrucionista, ou seja, de transmissão de conhecimento, o conteúdo a ser desenvolvido é determinado pelo professor, pois é esse que tem o poder de “ensinar” e ao aluno resta simplesmente, receber o conhecimento pronto.
  5. 5. <ul><li>Estímulo e Resposta, ligado ao behaviorismo </li></ul><ul><li>Insight, ligada a teoria da gestalt </li></ul>
  6. 6. Ao longo do curso tentamos nos apropriar das teorias que tratam de como o aluno adquire conhecimento e, com mais profundidade, a epistemologia Genética de Jean Piaget.
  7. 7. O termo &quot;Insight&quot; na epistemologia genética não existe porque  “o &quot;de repente&quot; não passa de uma ilusão produzida pelo desfecho de um longo processo quase totalmente inconsciente” ( FERNANDO BECHER, 1999, pág. 32). Do ponto de vista psicológico, os estímulos são fatos significativos e &quot;só se tornam significativos quando há uma estrutura que permite a sua assimilação. Uma estrutura que pode integrar esse estímulo, mas que, ao mesmo tempo, dá uma resposta.&quot;(...)Em palavras de Piaget:&quot;No princípio não está o estímulo, mas sim a estrutura.” ( CASTORINA ,1988, p.17).
  8. 8. Cronograma da Apicação
  9. 11. Vídeo sobre a Aplicação
  10. 12. Reflexões sobre PA
  11. 13. Entretanto, como tende a ocorrer na apropriação de toda nova mídia, o que vemos hoje, na maioria experiências relatadas, é uma simples transposição de práticas pedagógicas. (MONTEIRO; MENEZES; NEVADO; FAGUNDES, 2005) &quot;Sem a tecnologia é quase impossível. A interatividade proporcionada pelos meios telemáticos  acrescenta uma nova dimensão ao currículo: a criança vai estar no mundo.” A utilização das tecnologias da informação e da comunicação, principalmente a Internet, em situações de aprendizagem é um tema que a cada dia desperta o interesse de professores e pesquisadores.
  12. 14. Interessava investigar quais as intervenções baseadas no método clínico piagetiano estavam registradas no ambiente virtual usado para o projeto e se havia “outras” como classificá-las.
  13. 15. Intervenções de exploração quando visam conhecer o que o aluno já sabe sobre o assunto que está pesquisando , identificando os conceitos ou noções envolvidas na temática escolhida , auxiliando o aluno na busca, na seleção e na organização das informações. Visam desvendar a existência e a estruturação para a noção que se quer buscar. Perguntas de justificação ou explicativas, que centram o sujeito sobre as razões do estado atual do objeto e nas explicações concernentes a sua produção, ou seja, visam auxiliar o aluno na compreensão dos dados coletados e na explicitação do que realmente está descobrindo. São perguntas explicativas aquelas que solicitam ao aluno o esclarecimento ou a justificativa de algo ou do funcionamento de alguma coisa, permitindo assim, a discussão e a construção dos conceitos envolvidos. E as de contra-argumentação que têm o propósito de estabelecer se as aquisições das crianças são ou não estáveis , qual o grau de equilíbrio de suas ações ante os problemas bem como apreender sua atividade lógica profunda.
  14. 16. Além das intervenções baseadas no método clínico piagetiano, foram feitas outras como, por exemplo, questões técnicas no uso do programa Cmap tools, quanto a escolha dos conceitos e da ligação entre eles na construção do mapa e a forma de serem julgados. Intervenções relativas à forma de pesquisa na Internet, intervenções de incentivo, de apoio ao trabalho construído pelos grupos, a importância dessas intervenções que somente percebemos na nossa vivência com a metodologia.
  15. 17. Para classificá-las nos valemos da tese de nossa orientadora nesse trabalho, Professora Doutora Luciane Magallhães Corte Real, “Aprendizagens Amorosas na Interface Escola - projeto de aprendizagem e tecnologias digitais” (2007) [...] no sentido de encaminhar o trabalho em grupo e de reconhecimento das produções realizada por eles a partir de elogios, pois o reconhecimento promove transformações em seu seus domínios de ações gerando um emocionar diferente e, consequentemente, ações de produção da tarefa.[...].
  16. 18. Os projetos
  17. 19. “ Por que há pessoas que ficam vermelhas quando falam em público?”(a pergunta foi modificada como veremos a seguir), ficando estabelecida entre o grupo como a questão de investigação. Desde as primeiras interações entre as alunas, houve um direcionamento para o estudo da timidez, tornando a pergunta principal, secundária. Intervenções Exploratórias
  18. 20. Escolheram o assunto por serem tímidas e assim, estavam muito interessadas em pesquisar o porquê da timidez. Certamente houve falha na nossa intenção de centrá-las na elaboração da questão norteadora da pesquisa. No dia 28 de março de 2007, depois de ter acontecido cinco encontros, o grupo Falar em Público ainda não havia decidido quais eram as dúvidas e quais eram as certezas conforme mostra a figura abaixo:
  19. 23. A Intervenção classificada como exploratória feita no grupo Aquecimento Global foi no sentido de entender porque as dúvidas elaboradas pelo grupo eram, em nossa opinião, tão pessimistas, poderíamos reverter ou prevenir esse processo para salvar a raça humana?
  20. 24. Intervenções-Justificativas
  21. 25. Verificando que a pesquisa não estava contemplando as dúvidas e certezas e, tentando incentivá-las para a resposta da questão norteadora, fizemos mais uma intervenção que consideramos explicativas.
  22. 26. Intervenções de esclarecimentos, de apoio de incentivo
  23. 30. As alunas estavam pesquisando na Internet, foram somente dois encontros dedicados à pesquisa, navegavam de site em site e, como foi enfatizado por nós que não deveriam “copiar e colar”, a publicação nas páginas sobre os temas escolhidos pelos grupos que ficaram sob minha orientação, estava sendo muito pequena. Das observações que fizemos até aqui, esse momento é também muito significativo, pois em todos os três grupos o problema foi sentido na mesma proporção. As alunas na sua grande maioria não sabem pesquisar, não sabem interpretar, não possuem construção própria o que penso não ser um problema só das alunas, mas de todos nós que nos formamos em uma metodologia onde tudo é dado pelo professor como pronto.
  24. 31. Mesmo assim, sentimos necessidade de que,  nesse momento, fosse feita uma socialização no grande grupo, com o objetivo também de explicar os dados coletados até esse ponto, pois pensamos da forma que nos diz a  mensagem   postada no fórum  da disciplina de  Metodologia Problematizadora de Interação e Intervenção em Ambientes Informatizados do curso que estamos concluindo:   (Contribuição)  - Enviado por : Iris Elisabeth Tempel Costa - 23/09/2006 23:42     (...) Se pretendemos formar indivíduos autônomos do ponto de vista intelectual, precisamos criar situações nas quais nossos alunos (...) possam realizar projetos, jogos, atividades, discussões  que possibilitam a colaboração e a cooperação entre eles. (...)
  25. 32. Socialização Desigualdades Sociais
  26. 33. Não iniciamos as intervenções de contra-argumentação, pois nosso trabalho com o grupo foi interrompido nesse ponto. Explicação no anexo VI
  27. 35. Ao finalizar esse trabalho queremos dizer que nossa experiência nos permitiu lançar-nos a novos desafios, atualmente estamos orientando projetos de Aprendizagem em uma escola de Caxias do Sul. São cento e vinte alunas distribuídas em quase quarenta projetos. Projetos de aprendizagem
  28. 36. A simples mudança de concepção epistemológica não garante, necessariamente, uma mudança de concepção pedagógica ou de prática escolar, mas sem essa mudança de concepção superando o empirismo e o apriorismo certamente não haverá mudança profunda na teoria e na prática de sala de aula. O docente precisa refletir, primeiramente, sobre a prática pedagógica da qual é sujeito Segundo Fernando Becker (1994): Somente então apropriar-se-á de teoria capaz de desmontar a prática conservadora e apontar para as construções futuras.

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