A partilha da áfrica o processo de roedura

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A partilha da áfrica o processo de roedura

  1. 1. A Partilha da África O Processo de “roedura” do continente africano Profª.: Ana Paula Carvalho
  2. 2. O processo de roedura da África, já começava anteriormente da conferencia de Berlim, com os portugueses que ali estiveram por volta de 1430. A necessidade de manutenção do reino de Portugal, em primeiro momento a busca de cereais para abastecer a economia de subsistência. Em segundo, a intenção de chegada às índias, que pelo caminho, favoreceu a um comércio de especiarias e metais preciosos. Tudo financiado pela coroa Portuguesa.
  3. 3. <ul><li>Tratar da partilha européia e da conquista da África significa repor o protagonismo europeu no momento em que são traçadas as fronteiras do continente na conferencia de Berlim (1884-85), desencadeou-se um processo cujas conseqüências se fazem sentir até os dias atuais. (HERNANDEZ, 2005, p. 45). </li></ul>
  4. 4. O Processo de roedura
  5. 12. <ul><li>A espoliação portuguesa se dá nesse momento, não somente nas riquezas oriundas dos minerais e escravos, mas também consegue trabalhar a mentalidade, observando os ideais e a cultura africana, impondo os viveres ocidental. </li></ul>
  6. 13. <ul><li>[...] a região ocidental concentrada em cerca de 80 quilômetros entre a costa atlântica e o interior, [...], transformou-se no centro de produção e circulação dos negros feitos cativos, basta lembrar que foram retiradas de Pinda e da Angola cerca de 4 mil negros, só no ano de 1530 (HERNANDEZ, 2005, p. 49). </li></ul>
  7. 14. <ul><li>Os Missionários e os Exploradores </li></ul><ul><li>Foi com o desenvolvimento de missionários e exploradores que o continente começou a ser efetivamente rasgado. Os primeiros, em especial a partir de 1830, eram anglicanos, metodistas, batistas e presbiterianos a serviço da Grã-Bretanha desenvolvendo seus trabalhos em serra Leoa, na Libéria, na Costa do Ouro e na Nigéria. (HERNANDEZ, 2005, p. 53). </li></ul>
  8. 15. <ul><li>No século XIX, as práticas de exploração foram mudadas, pois a necessidade de matérias primas para o desenvolvimento industrial, principalmente da Inglaterra, faz surgir através da religiosidade, um elemento muito forte, pois vai afetar o espírito desses africanos, visto que, já obtém um contato religioso, alem de sua cresça nativa com o islamismo. </li></ul>
  9. 16. <ul><li>Lá desenvolveram um trabalho de conversão ao cristianismo entre os Khois e o povo tswana ao norte do rio Orange. Mais tarde, quando a colônia do cabo expandiu-se para leste e natal foi anexada, missionários de diversos credos deslocaram-se da Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, Suécia e dos Estados Unidos para a África meridional. (HERNANDEZ, 2005, p. 53). </li></ul><ul><li>Esses países que participaram nesse momento da expansão missionária, mais adiante, vão fazer a partilha da África, sendo então, o elemento missioneiro o principal formador de unidade coletiva, isto é, com a religiosidade sendo imposta través dos missioneiros, a grande jogada é manter um exército de mão-de-obra, para promover o início do imperialismo na África. </li></ul>
  10. 17. <ul><li>O sacerdote Daniel Comboni; “regeneração da África pela própria África”, o sacerdote tenta dizer que, para se reformular as bases da identidade africana, é necessário refazer uma nova idéia de sociedade, onde preservando – o que seria correto – a cultura, política, crenças e sociedade, através de um processo de evangelização, com trabalhos educativos, que conseguisse rever os valores existentes, conseguiria fomentar uma sociedade mais voltada para dentro de cada aldeia africana ou em um todo como continente, sem a interferência das políticas imperialistas européias. </li></ul>
  11. 18. <ul><li>[...] tinha três pontos em comum. O primeiro era empreender a conversão dos africanos não apenas ao cristianismo, mas ao conjunto de valores próprios da cultura ocidental européia. O segundo, por sua vez, era ensinar a divisão das esferas espiritual e secular crença absolutamente oposta à base do variado repertório cultural africano fundado na unidade entre vida e religião. Já a terceira referia-se à pregação contrária a uma série de ritos sagrados locais, o que minava a influência dos chefes tradicionais africanos. (Hernandez, 2005, p. 54). </li></ul>
  12. 19. <ul><li>O que deu legitimidade a exploração do continente áfrica, foi à busca constante de matérias prima, pela Inglaterra e França, no fim dos séculos XVIII inicio do XIX, onde os interesses comerciais, onde em busca das nascentes do Nilo, foi descoberto uma vasta rede rios que se transformaram em vias de escoamentos de matéria prima, percorrendo todos o continente da África. </li></ul>
  13. 20. <ul><li>Assim descreve Hernandez: </li></ul><ul><li>De todo o modo, o conceito geral do problema das exportações trazia embutidos os objetivos de controlar os principais cursos dos rios e, em conseqüência, o fornecimento dos produtos de suas circunvizinhanças, e de estabelecer tratados diplomáticos com os principais chefes africanos, em particular nas regiões das bacias do Niger e do Congo. (HERNANDEZ, 2005, p. 57). </li></ul>
  14. 22. <ul><li>A Conferência de Berlim e a Partilha </li></ul><ul><li>[...] como aceleraram o processo de “roedura” do continente e tornaram acaloradas as discussões sobre a partilha, precipitadas pela forte crise do Império Otomano e pelo final do trato negreiro. O marco foi à conferência de Berlim, cujas conseqüências para a África fazem-se presentes até os dias atuais. (HERNANDEZ, 2005, p. 59). </li></ul>
  15. 23. <ul><li>Os principais objetivos da Conferência de Berlim: </li></ul><ul><li>A Ata Geral da Conferência de Berlim, assinada em 23 de fevereiro de 1885, é composta de sei pontos fundamentais formalizados em capítulos. Os principais objetivos eram assegurar as vantagens de livre navegação e livre comércio sobre os dois principais rios africanos que deságuam no Atlântico, quais sejam o níger e o Congo, /visavam também regulamentar as novas ocupações de territórios africanos, em particular da costa ocidental do continente. (HERNANDEZ, 2005, p.62). </li></ul>
  16. 24. <ul><li>O capitulo VII, Disposições Gerais, por meio do qual “de comum acordo” são previstos “modificações ou melhoramentos cuja utilidade seja demonstrada pela experiência” Hernandez (2005). De comum acordo, com quem? Para as potencias imperialistas e não para as sociedades africanas, pois as mesmas estão sendo nesse momento espoliadas e exploradas de toda a sua materialidade cultural e sua economia. Modificações e melhoramentos, pra quem? Melhorar a forma de explorar o povo africano, pois como se sabe, eles não pensão! Se não pensam podem ser manipulados de qualquer forma, ou ainda sujeitos a humilhação e desprezo. Melhorar sempre que possível as praticas de dominação, pois qualquer forma de resistência tem que ser controlada, isto é, pode se reverter contra o sistema empregado do imperialismo. </li></ul>
  17. 25. <ul><li>De Gaulle no Chade </li></ul>
  18. 29. <ul><li>Foi Leopoldo II quem iniciou o sistema de exploração mais desprezível. Este não era muito diferente do sistema árabe-swahili que o rei belga colonizador queria combater em nome da civilização: era até pior. O sistema a árabe-swahili se sustentava sobre dois pilares, o marfim e os escravos; o sistema leopoldiano em três: marfim, borracha e o trabalho forçado, forma moderna e generalizada de escravismo. Ainda que Leopoldo tivesse tomado o cuidado de queimar os arquivos mais comprometedores do Estado Livre do Congo, os mecanismos e os inevitáveis abusos da “pilhagem da bacia do Congo” são </li></ul>
  19. 30. <ul><li>hoje bastante conhecidos. O explorador Stanley profetizou: “sem estrada de ferro, o Congo não vale um centavo”. As companhias ferroviárias foram, portanto, as primeiras a se beneficiar com o regime de grandes concessões e construíram grandes extensões de ferrovias que ligavam o litoral ao centro do país. Apesar desse progresso, o homem continuava a ser um dos meios privilegiados de transporte. </li></ul><ul><li>Elikia M’Bokolo, historiador de origem congolesa e membro da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, no livro Afrique Noire – histoire et civilisations – du XIX à nos jours (Hatier-Auf), organizado por ele. </li></ul>

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