Na minha época, a alfabetização era tão diferente! Como o CIMAN trabalha a alfabetização? Quando meu(minha) filho(a) vai c...
COMO  ENTENDEMOS  A  ALFABETIZAÇÃO    NO COLÉGIO CIMAN?
  O trabalho pedagógico do CIMAN, inclusive do processo de alfabetização,  tem o foco na  APRENDIZAGEM  DA  CRIANÇA .
ALFABETIZAÇÃO  (LÍNGUA ESCRITA)   QUAIS APRENDIZAGENS? Desvendar o sistema alfabético de escrita, ou seja, descobrir como ...
ALFABETIZAÇÃO  (LÍNGUA ESCRITA)   QUAIS APRENDIZAGENS ?   Apoderar-se de  um sistema de grafia  que envolve reconhecer  e ...
A linguagem escrita possibilita à criança ampliar seu conhecimento do mundo. Portanto, a relação entre escrita e significa...
“ ...por trás da mão  que pega o lápis, dos olhos que olham,  dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa"  (Em...
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AS CRIANÇAS  Aprendem quando são convidadas a pensar/repensar sobre suas ações /produções;   Desenvolvem “ lógicas pró...
A língua escrita é um sistema de relações, com dois processos:  ler e escrever .
Na aprendizagem desses processos, as crianças percorrem um longo caminho, passando por  diferentes momentos de elaboração.
  Nível pré-silábico Não há, ainda, a preocupação da correspondência com o som. As hipóteses das crianças são estabelecida...
O que a criança tenta nesse nível  Diferenciar desenho e escrita   Utilizar no mínimo duas ou três letras para escreve...
 
CRIANDO OUTRO FINAL PARA UMA HISTÓRIA
Onde fazemos natação? Onde há brinquedos e podemos brincar na hora do recreio?  Onde há muitos computadores? Onde podemos ...
Nível silábico Pode ser dividido entre   silábico  silábico alfabético
  Silábico  A criança supõe que a escrita representa a fala e que as diferenças na representação escrita estão relaciona...
Uma  letra  para  representar  cada  sílaba P I R U L I T O C H I C L E T E C H O C O L A T E
 
 
Silábico-alfabético   A criança começa a superar a hipótese silábica e avança para a hipótese alfabética, podendo “mistur...
Oscilando entre uma letra  para representar cada sílaba e  a representação da sílaba completa...
 
 
 
Nível alfabético  A criança agora  entende que a sílaba não pode sempre ser representada com um único sinal gráfico.  ...
Representando alfabeticamente (nem sempre ortograficamente) cada fonema da palavra.
 
 
 
 
 
Incluindo  progressivamente aspectos ortográficos  em sua produção escrita ~^
 
Podemos entender o processo de aquisição da escrita pelas crianças sob diferentes pontos de vista.
 O ponto de vista mais comum é o da escrita imutável, que deve seguir o modelo "correto" do adulto.
 O ponto de vista do trabalho da psicogênese da língua escrita  (Emília Ferreiro) mostra a escrita como um objeto de conh...
 O ponto de vista da interação inclui o aspecto social da língua escrita, em que a alfabetização é um processo discursiv...
O que é interessante quando a criança  “erra”   Perceber  e verbalizar o que ela “acertou” (ter em mente que ela está ap...
O que não é interessante quando a criança  “erra”   Criticá-la  ou demonstrar aborrecimento por que ela errou (lembrar q...
Então, vamos deixar a criança fazer do seu jeito, escrever do seu jeito, não se preocupar com os erros, deixar que ela vá ...
NÃO! Não é porque a criança participa de forma direta da construção do seu conhecimento que não seja preciso ensiná-la.
Nessa perspectiva, ensinar é  organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando ...
PARA NÍVEIS DIFERENTES – OBJETIVOS DIFERENTES  PARA  OBJETIVOS DIFERENTES – INTERVENÇÕES  DIFERENTES E DIVERSIFICADAS.
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Exemplo de uma possibilidade de  mediação pelo professor para intervir na hipótese da criança     B_R__ _L_TA Escrita  ini...
E NAS TAREFAS DE CASA, COMO AJUDAR?  DEFINA  E PREPARE UM LOCAL ADEQUADO.  ORGANIZE ROTINA (CRITÉRIOS) E HORÁRIOS. SEJ...
Em que aspectos a criança precisa pensar quando é convidada a escrever?
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DESAFIOS A SEREM VENCIDOS  PELA CRIANÇA    NO DECORRER DO 1o ANO  Refletir sobre o código escrito, avançar em suas hipót...
 Associar, progressivamente, algumas características ortográficas à escrita das palavras.   Produzir textos de autoria...
  O sucesso na alfabetização exige a transformação da escola (e se possível, também, da casa) em um “ambiente alfabetizado...
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Processo e objetivos da alfabetizacao

  1. 1. Na minha época, a alfabetização era tão diferente! Como o CIMAN trabalha a alfabetização? Quando meu(minha) filho(a) vai começar a ler e a escrever? Por que meu(minha) filho(a) traz tarefas para casa que envolvem a escrita se ele ainda não está totalmente alfabetizado? Eu vi, no mural da sala do meu filho, algumas produções de crianças com palavras escritas “errado”. Por que isso não é corrigido? Meu filho, quando vai escrever do “seu jeito”, deixa de colocar algumas letras na palavra. Por que isso acontece? Como devo orientar as tarefas de casa?
  2. 2. COMO ENTENDEMOS A ALFABETIZAÇÃO NO COLÉGIO CIMAN?
  3. 3. O trabalho pedagógico do CIMAN, inclusive do processo de alfabetização, tem o foco na APRENDIZAGEM DA CRIANÇA .
  4. 4. ALFABETIZAÇÃO (LÍNGUA ESCRITA) QUAIS APRENDIZAGENS? Desvendar o sistema alfabético de escrita, ou seja, descobrir como é possível, com um número limitado de letras (o alfabeto), representar um número infinito de palavras.
  5. 5. ALFABETIZAÇÃO (LÍNGUA ESCRITA) QUAIS APRENDIZAGENS ? Apoderar-se de um sistema de grafia que envolve reconhecer e estabelecer relações gráficas, sonoras e ortográficas.
  6. 6. A linguagem escrita possibilita à criança ampliar seu conhecimento do mundo. Portanto, a relação entre escrita e significado é essencial. Não há possibilidade de alfabetização sem relação escrita/mundo, escrita/contexto.
  7. 7. “ ...por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa" (Emília Ferreiro)
  8. 8. AS CRIANÇAS  Têm muitos conhecimentos adquiridos ao longo da vida, desde o momento em que nascem;  Têm histórias de vida ( e de aprendizagens) diferentes entre si. Pensam e, portanto, são capazes de pensar sobre o que precisa ser feito, sobre o que fazem ou sobre o que queriam fazer;
  9. 9. AS CRIANÇAS  Aprendem quando são convidadas a pensar/repensar sobre suas ações /produções;  Desenvolvem “ lógicas próprias ” para pensar sobre a escrita.  São capazes de desenvolver, progressivamente e em momentos diferentes, habilidades para utilizar o sistema alfabético da escrita .
  10. 10. A língua escrita é um sistema de relações, com dois processos: ler e escrever .
  11. 11. Na aprendizagem desses processos, as crianças percorrem um longo caminho, passando por diferentes momentos de elaboração.
  12. 12. Nível pré-silábico Não há, ainda, a preocupação da correspondência com o som. As hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo.
  13. 13. O que a criança tenta nesse nível  Diferenciar desenho e escrita  Utilizar no mínimo duas ou três letras para escrever palavras  Reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas, escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita Ela já percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes.
  14. 15. CRIANDO OUTRO FINAL PARA UMA HISTÓRIA
  15. 16. Onde fazemos natação? Onde há brinquedos e podemos brincar na hora do recreio? Onde há muitos computadores? Onde podemos comprar suco, salgados e dindim? Onde podemos lavar as mãos? Onde há cadeiras e mesas e fazemos nossas atividades? O que é, o que é?
  16. 17. Nível silábico Pode ser dividido entre  silábico  silábico alfabético
  17. 18. Silábico  A criança supõe que a escrita representa a fala e que as diferenças na representação escrita estão relacionadas com o "som" das palavras.  Entende que a menor unidade da língua é a sílaba e que deve escrever tantos sinais quantas forem as vezes que ela “mexe a boca”.  Pode ou não ter adquirido a compreensão do valor sonoro convencional das letras.  Pode utilizar os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras.
  18. 19. Uma letra para representar cada sílaba P I R U L I T O C H I C L E T E C H O C O L A T E
  19. 22. Silábico-alfabético  A criança começa a superar a hipótese silábica e avança para a hipótese alfabética, podendo “misturar” as duas hipóteses na mesma palavra.  A criança pode escolher as letras de forma ortográfica ou fonética .
  20. 23. Oscilando entre uma letra para representar cada sílaba e a representação da sílaba completa...
  21. 27. Nível alfabético  A criança agora  entende que a sílaba não pode sempre ser representada com um único sinal gráfico.  Já identifica o valor sonoro de todas ou quase todas as letras e sabe que a escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras.  Pode ainda não separar todas as palavras nas frases e comete diversos erros ortográficos.  Começa a entender que a identificação do som não é garantia da identificação da letra (início de algumas percepções acerca da ortografia).
  22. 28. Representando alfabeticamente (nem sempre ortograficamente) cada fonema da palavra.
  23. 34. Incluindo progressivamente aspectos ortográficos em sua produção escrita ~^
  24. 36. Podemos entender o processo de aquisição da escrita pelas crianças sob diferentes pontos de vista.
  25. 37.  O ponto de vista mais comum é o da escrita imutável, que deve seguir o modelo "correto" do adulto.
  26. 38.  O ponto de vista do trabalho da psicogênese da língua escrita (Emília Ferreiro) mostra a escrita como um objeto de conhecimento, levando em conta as tentativas individuais infantis . O “erro” é construtivo – demonstra um processo de construção.
  27. 39.  O ponto de vista da interação inclui o aspecto social da língua escrita, em que a alfabetização é um processo discursivo (letramento).
  28. 40. O que é interessante quando a criança “erra”  Perceber e verbalizar o que ela “acertou” (ter em mente que ela está aprendendo).  Desafiá-la, por meio de questionamentos, a refletir sobre o que fez e sobre o que pretendia fazer.  Fornecer informações complementares.  Desafiá-la a revisar sua produção e tentar novamente.
  29. 41. O que não é interessante quando a criança “erra”  Criticá-la ou demonstrar aborrecimento por que ela errou (lembrar que ela está aprendendo).  Compará-la com outras pessoas que “erram menos” (irmãos, colegas, primos, mãe ou pai quando crianças).  “Desautorizar” a criança e toda sua produção por causa dos “erros”. Sua produção se baseia em uma hipótese sobre a escrita (nem tudo está “errado”).
  30. 42. Então, vamos deixar a criança fazer do seu jeito, escrever do seu jeito, não se preocupar com os erros, deixar que ela vá aprendendo sozinha, no seu ritmo?
  31. 43. NÃO! Não é porque a criança participa de forma direta da construção do seu conhecimento que não seja preciso ensiná-la.
  32. 44. Nessa perspectiva, ensinar é organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
  33. 45. PARA NÍVEIS DIFERENTES – OBJETIVOS DIFERENTES PARA OBJETIVOS DIFERENTES – INTERVENÇÕES DIFERENTES E DIVERSIFICADAS.
  34. 46.  PRODUÇÕES EM DUPLAS  PRODUÇÕES EM GRUPO  INTERVENÇÕES DA PROFESSORA  ATIVIDADES DIVERSIFICADAS  NÍVEIS DIFERENCIADOS DE EXIGÊNCIA
  35. 47. Exemplo de uma possibilidade de mediação pelo professor para intervir na hipótese da criança B_R__ _L_TA Escrita inicial da criança para a palavra BORBOLETA. Hipótese silábico-alfabética. Jogo proposto pela professora: cada tracinho que você está vendo é uma letra que você terá que descobrir (pensando) qual é, pois faz parte dessa palavra. Escrita final da criança. .
  36. 48. E NAS TAREFAS DE CASA, COMO AJUDAR?  DEFINA E PREPARE UM LOCAL ADEQUADO.  ORGANIZE ROTINA (CRITÉRIOS) E HORÁRIOS. SEJA CRITERIOSO.  A TAREFA É DA CRIANÇA – ENSINE-A A RESPONSABILIZAR-SE POR ELA.  A TAREFA É REFERENTE A ALGO QUE ELA JÁ VIVENCIOU/APRENDEU NA ESCOLA.  DIFERENCIE “AJUDAR” DE “FAZER POR”.  OUÇA COM ATENÇÃO E, SEMPRE QUE POSSÍVEL, “DEVOLVA” AS PERGUNTAS DA CRIANÇA SOBRE A TAREFA EM VEZ DE RESPONDÊ-LAS PRONTAMENTE.  VALORIZE AS PRODUÇÕES DA CRIANÇA.  SEJA CUIDADOSO AO FAZER COMENTÁRIOS.
  37. 49. Em que aspectos a criança precisa pensar quando é convidada a escrever?
  38. 50.  O que quero escrever?  Como se escreve?  Quantas letras usar?  Quais letras usar?  Como fazer essas letras.  Na segmentação dos espaços em branco.  Na relação fonema-grafema.  Para quê/ para quem estou escrevendo  Quem ler o que escrevi vai entender?
  39. 51. DESAFIOS A SEREM VENCIDOS PELA CRIANÇA NO DECORRER DO 1o ANO  Refletir sobre o código escrito, avançar em suas hipóteses.  Reconhecer e empregar letras e fonemas adequados ao que quer escrever.  Transformar a língua escrita “hipotética” em uma escrita “culta” – convencional.  Ter habilidade para se comunicar por escrito.  Ter habilidade para decodificar e interpretar textos escritos.  Ler e atribuir sentido ao que foi lido.
  40. 52.  Associar, progressivamente, algumas características ortográficas à escrita das palavras.  Produzir textos de autoria, levando em consideração alguns elementos básicos de coerência e coesão textual.  Conhecer e utilizar elementos básicos de organização textual e pontuação.  Produzir diferentes tipos de textos.  Desenvolver habilidades para revisar o que escreveu.  Conhecer, identificar, traçar corretamente e utilizar a letra cursiva.
  41. 53. O sucesso na alfabetização exige a transformação da escola (e se possível, também, da casa) em um “ambiente alfabetizador”, rico em estímulos que provoquem atos de leitura e escrita , permitam compreender o funcionamento da língua escrita, possibilitem a apropriação de seu uso social e forneçam elementos que desafiem a criança a pensar sobre a escrita.

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