Conflitos de gerações tecnologias

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Conflitos de gerações tecnologias

  1. 1. Prof. Dr. Robério Pereira Barreto Email: jpgbarreto@gmail.com
  2. 2. 1) Os conflitos entre as gerações de professores e alunos sempre marcaram os processos educacionais, assim, é fundamental que discutamos as diferenças existentes entre o modo de ensinar e de aprender no contexto da sociedade de comunicação mediada por meio digital. 2) Novas mídias, novos letramentos e nova práticas pedagógicas deveriam ser a pedra de toque da formação continuada dos professores. 3) Para aqueles que nasceram antes da internet, o letramento impresso ainda é centro do ensino e da aprendizagem, enquanto o da tela digital, periférico. 4) O desafio pedagógico é encontrar forma de aproximar a literatura sofisticada, usando a tecnologia digital móvel como ponto de convergência com ela e as demais linguagens. 5) Precisamos tornar o letramento digital – webletramento uma prioridade nas bibliotecas das escolas, distribuindo pontos de acesso à web com velocidade compatível com a necessidade dos alunos. PROVOCAÇÕES INICIAIS: ENTENDENDO GERAÇÕES
  3. 3. Os nascidos entre 1925 – 1950 – filhos de famílias que viveram a Grande Depressão e as duas Grandes Guerras; as dificuldades do período fizeram com as crianças se tornassem obedientes na Escola e, por sua vez, se tornariam empregados obedientes. Os professores adotavam metodologias autoritárias.
  4. 4. Nascidos entre 1951-1964 – seus integrantes viveram na era do rock e na riqueza dos EUA. Ficaram indulgentes e narcisistas, hippies. Sua formação educacional foi influenciada direto e indiretamente pela esperança e pelo idealismo de Martin Luther King Jr, a apatia de Nixon.
  5. 5. No Brasil, a educação era orientada pela método tradicional.
  6. 6. A geração pós boomers - 1965 – 1984 – os nascidos neste período viveram e foram educados num escola influenciada pelos efeitos da Guerra Fria, a Perestroika, a queda do Muro de Berlim e, no Brasil, a luta pelas Diretas Já. O mundo despedia de Mikhail Gorbatchov, Ronald Reagan, Margareth Thatcher. A geração X - 1963 – 1983 - preferiam áreas administrativas e econômicas. No campo social presenciaram o aparecimento da AIDS, no campo cultural o cyberpunk era representado através de Blade Runner – Caçador de Androides
  7. 7. As crianças desta geração – 1984 – 1999 - conheceram a democracia. São livres em expressa pensamentos, É a geração da variedade, das tecnologias que mudam rapidamente. No campo educacional questiona métodos autoritários das gerações anteriores; não aderiram à cultura de um livro só, uma vez que em um clique obtém a mesma informação e toda fortuna crítica feita sobre o assunto por especialistas.
  8. 8. É uma geração com formação especializada e que privilegia o resultado em detrimento do processo. É a geração do agora, curto prazo. Os estímulos das tecnologias digitais lhes permitiram a desenvolver o lado direito do cérebro e são pós-modernos em essência. Logo, metodologias de ensino baseada exclusivamente no processo não lhes agradam.
  9. 9. A geração Z de 2000 – até hoje – se constitui de “nascidos digitais”, Prensky (2004), Palfrey (2010), quem nasceu a partir da segunda metade do anos 90. Tem como referência de aprendizagem as ferramentas da internet. A sua existência se confunde com o ambiente virtual. Não seria se veem sem internet, redes sociais, smartphones, notebooks, iPhones e e-books. Esse aparato permite ser uma geração com plasticidade cerebral superior as demais, tornando- se calculista, prática, imediatista, etc. Sua principal característica é zapear.
  10. 10. O desafio da geração Z é aprender a lidar com a miríade de fontes e informações disponíveis no cotidiano da web. Além disso, tem que transformar Informação em conhecimento e Conhecimento em Criatividade. (I+C=CC) sobre IC.
  11. 11. Alunos Nativos Digitais Professores Imigrantes Digitais Estão conectados a objetos e a tecnologia é uma extensão de seu cérebro Controlam objetos e a tecnologia é um recurso eventual. Preferem receber informação rapidamente, de múltiplas fontes. Preferem oferta de informação lenta e controlada, de fontes limitadas. Preferem processamento paralelo e multitarefa. Preferem processamento linear e tarefas únicas ou limitadas Preferem trabalhar com imagens, som e vídeo, ao invés de texto. Preferem oferecer texto ao invés de figuras, som e vídeo. Preferem acesso randômico à informação multimídia hiperligada Preferem oferecer informação deforma linear, lógica e sequencial. Preferem interagir simultaneamente com muitos, são adeptos do coletivo. Preferem ensinar “se for o caso” (pode cair na prova) Preferem aprender na hora (Just in time) Preferem adiar a gratificação e as recompensas para o final do período. Preferem gratificação e recompensas instantâneas. Preferem ensinar o que está no currículo e testes padronizados.
  12. 12. A desconexão entre a forma como os estudantes aprendem e a forma como os professores ensinam é fácil de compreender quando consideramos que o sistema educacional atual foi projetado para um mundo agrário e de manufatura. Entretanto, o mundo mudou e continua a mudar rapidamente. Os alunos multitarefa de hoje estão melhor equipados para esta mudança do que muitos adultos e professores (grifo meu)[...] Ian Jukes and Anita Dosaj, The informSavvy Group, Febrery, 2003. apud Checcttini, 2011 PONTO DE VISTA 1
  13. 13. Tradicionais Baby- boomers Geração X Geração Y Geração Z Ano de nascimento. Até 1950 1951-1964 1965-1983 1984-1999 A partir de 2000 Perspectiva Prática Otimista Cética Esperanços a Imediatista Ética profissional Dedicados Focados Equilibrados Decididos Calculistas Postura diante da autoridade Respeito Amor/ódio Desinteresse Cortesia Desligados Liderança por... Hierarquia Consenso Competência Coletivismo Agilidade Espírito de Sacrifício Automotivaç ão Anti- compromisso Inclusão Volúvel Características centrais das gerações dos nativos digitais
  14. 14. “[...] agora nós temos uma geração que absorve informação melhor e que toma decisões mais rapidamente, são multitarefas e processam informações em paralelo; uma geração que pensa graficamente ao invés de textualmente, assume a conectividade e está acostumada a ver o mundo através das lentes dos jogos e da diversão.” Use Their Tools! Speak Their Language!” Marc Prensky, march 2004. PONTO DE VISTA 2
  15. 15. Nossos alunos mudaram radicalmente. Os alunos de hoje não são as mesmas pessoas para as quais o sistema educacional foi criado para ensinar. Prensky, 2011. [As crianças] pensam de maneira diferente de todos nós. Elas desenvolvem uma mente de hipertexto. Elas saltam em atividades. É como se suas estruturas cognitivas fossem paralelas, não sequenciais. Willliam D. Winn
  16. 16. ..Tecnologia na escola.pdf
  17. 17. Sugestões de leituras Cintra, José Carlos A. Reiventando a aula expositiva. Editora Jorge Cintra. São Paulo: 2012. Neste livro, Cintra analisa as falhas da relação do professor X e aluno Y e como as diferenças comportamentais geram conflitos no processo de aprendizagem.
  18. 18. VERAS, Marcelo. Inovação e métodos de ensino para nativos digitais. São Paulo: Atlas, 2011 O acúmulo de informação, a velocidade da tecnologia, a evolução constante da prática pedagógica e as profundas transformações ocorridas no perfil do principal sujeito de todo processo - o aluno - trazem questões para as quais não há resposta fácil. Mas uma coisa é certa: o nosso tempo, caracterizado por mudanças constantes e velozes, impõe novas demandas para o professor e o estimula a repensar continuamente seu papel e sua prática. VERAS, 2011
  19. 19. VERAS, Marcelo. Inovação e métodos de ensino para nativos digitais. São Paulo: Atlas, 2011 O professor do século XXI tem toda a produção intelectual dos séculos passados incorporada e o desafio de refutar as visões simplistas que opõem as múltiplas linguagens à realidade do aprendizado acadêmico, lançando mão de métodos mais adequados e adaptados à realidade contemporânea e a sua absorção imediata pelos humores do mercado. VERAS, 2011.
  20. 20. REPENSANDO NOSSA MANEIRA DE ENSINAR: TECNOLOGIA DIGITAL NA SALA DE AULA
  21. 21. As redes sociais digitais estão provando que o ser humano deseja participar e desenvolver as competências e habilidades cognitivas e sociais para se tornar um cidadão hibrido, vivendo simultaneamente nas interconexões hoje inconsúteis da realidade física e virtual. SANTAELLA, 2014.
  22. 22. Cotidiano tecno-digital de professor e alunos:
  23. 23. REMANDO AO MOUSE E NAVEGANDO NO INFOMAR: EDUCAÇÃO PARA O FUTURO, E.M. Arlindo Ferreira Fotos de arquivo de Tatiane Gomes
  24. 24. DEPOIMENTO DA COORDENAÇÃO As professoras começaram a utilizar as atividades com o conteúdo programático adequado para cada série. Passamos a trabalhar com exercícios de aquisição da leitura e escrita, contagem, percepção visual e jogos. Pudemos notar o interesse e desenvolvimento contínuo dos alunos. Eles ficavam ansiosos aguardando o horário da aula e passaram a ter independência no uso dos computadores. As “prós” (sic) ficavam cada dia mais encantadas por notarem como eles desenvolvem rápido, tornando o uso dos recursos tecnológicos como algo inerente a eles. (Tatiane Gomes, (Coord. 2014)
  25. 25. Os meus alunos quando tiveram a oportunidade de levar os “uquinhas” para suas casas, eles aproveitaram o máximo. Uns fizeram ótimos vídeos, outros fotografaram bonitas paisagens, animais, suas famílias e trouxeram para sala de aula a fim de que seus colegas e professora, pudessem apreciar. (Professora Lana Sousa, 2012, http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=122305&chapterid=30027. acesso em 22/11/2014. TECNOLOGIA NA ESCOLA: UCA – ESCOLA DUQUE DE CAXIAS – IRECÊ-BA
  26. 26. Nacionalidade canadiano Ocupação Escritor e pesquisador Principais interesses Aprendizagem na era digital Ideias notáveis Conectivismo George Siemens é um teorizador dos processos de aprendizagem na era digital1 . Siemens é professor assistente Center for Distance Education e um pesquisador e estrategista Technology Enhanced Knowledge Research Institute (TEKRI) no Athabasca University em Alberta, no Canadá.
  27. 27. DIAGRAMA DO CONECTIVISMO
  28. 28. CONSIDERAÇÕES 1. Contemporaneamente, a relação do professor com o ensino e a aprendizagem deve está baseada na ideia de conexão, uma vez que as tecnologias digitais expandem as possibilidades de aprender do aluno, ao mesmo tempo em que desafia as metodologias analógicas do professor; 2. As TICs facilitam o conectivismo e com ele as práticas de escritas tornam-se atividades cotidianas dentro e fora do contexto escolar; 3. Internet e as redes sociais tornaram-se difusoras sociais de práticas de escritas; 4. Os dispositivos móveis digitais e as redes sociais constituíram ferramentas psicológicas e cognitivas que ampliaram qualitativa e quantitativamente as possibilidades de aprendizagens enriquecedoras no campo da linguística, da cultura e da prática pedagógica; 5. A escola está inerte aos avanços de aprendizagens propostos pelas tecnologias digitais dentro e fora da sala de aula e; 6. As práticas de escrita têm imposto aos professores ações questionadoras de suas metodologias de ensino e de aprendizagem.
  29. 29. Bibliografias consultadas COLL, César; CARLES, Monereo. Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. LÈVY, Pierre. O futuro da Internet: em direção a uma ciberdemocracia. São Paulo: 2010. NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria. Cabeças digitais: o cotidiano na era da informação. São Paulo: Loyola, 2006. TAPSCOTT, Don. Geração digital: a crescente e irreversível ascensão à geração net. São Paulo: Makron, 1999. PALFREY, John. Nascidos na era digital: entendendo a primeira geração de nativos digital. Porto Alegre: Artmed, 2011. VERAS, Marcelo. Inovação e métodos de ensino para nativos digitais. São Paulo, Atlas, 2011. XAVIER, Antonio Carlos. Hipertexto e cibercultura: links com literatura, publicidade, plágio e redes sociais. São Paulo: Respel, 2011.

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