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<ul><li>O trajeto de Pedro da Maia, como o de Carlos da Maia e o de Eusebiozinho são fortemente condicionados por fatores ...
<ul><li>no tempo de Carlos, parece prolongar-se ainda este tipo de educação, quando observamos o comportamento e o aspeto ...
<ul><li>em vez do  latim  e da cartilha defendidos pelo abade  Custódio , a educação de Carlos privilegia agora o exercíci...
<ul><li>Entretanto, o que a ação d’ Os Maias  acaba por mostrar é que nem essa educação supostamente  saudável  foi capaz ...
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<ul><li>A fraqueza física, os abatimentos, a melancolia são, assim, efeitos de uma  herança  biológica que parece não afet...
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<ul><li>Da parte de Afonso há um optimismo posto ao serviço da educação de Carlos que é coerente com a renovação da nature...
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Apresentação para décimo primeiro ano, aula 44

  1. 6. <ul><li>Este excerto pertence ao capítulo III. A pretexto da visita/ida/chegada de Vilaça a Santa Olávia , temos em boa parte do capítulo uma série de informações acerca da educação de Carlos, que, mais do que narradas na 3.ª pessoa, nos surgem comentadas pelas personagens . </li></ul>
  2. 7. <ul><li>Além do momento que temos no trecho reproduzido na Antologia (180-181) — correspondente à chegada de Vilaça e imediata preparação para o jantar (que é muito mais cedo do que o procurador julgava) —, teremos outras peripécias que visam mostrar o tipo de educação de Carlos, contrastada com a de Eusebiozinho . </li></ul>
  3. 8. <ul><li>Ao jantar, ficamos a saber que Carlos ainda não sabia latim , mas consegue lidar com animais, fala inglês com o preceptor e tinha brigado com outros rapazes. </li></ul>
  4. 9. <ul><li> Vai seguir-se a cena em que, orientado por Brown , Carlos faz exercícios num trapézio , impressionando Vilaça, que ouvirá também o desconsolo do abade Custódio por Carlos não saber o catecismo . </li></ul>
  5. 10. <ul><li>Ao serão, com a presença das irmãs Silveira[s] , ficam evidentes as diferenças entre Eusebiozinho e Carlos. Eusebiozinho tem prendas típicas da educação convencional (recita poemas ultra-românticos) mas, molengão e frágil, não aguenta as brincadeiras/tropelias de Carlos (cuja irreverência e «atraso» nas matérias tradicionais chocam D. Ana Silveira). </li></ul>
  6. 12. <ul><li>No parágrafo nas linhas 12-23, predomina o discurso indirecto livre . Para nos apercebermos das características desta maneira de reproduzir o diálogo, completa com o que corresponderia nos outros modos de relato do discurso : </li></ul>
  7. 13. <ul><li>Discurso directo: </li></ul><ul><li>— Vossa Senhoria, diz «mimos e mais mimos»? Coitadinho dele, que foi educado com uma vara de ferro! Se eu fosse a contar ao sr. Vilaça ! Não tinha a criança cinco anos já dormia num quarto só, sem lamparina; e todas as manhãs, zás, para dentro de uma tina de água fria, às vezes a gear lá fora... E outras barbaridades. </li></ul>
  8. 14. <ul><li>Se não se soubesse a grande paixão do avô pela criança, havia de se dizer que a queria morta. Deus me perdoe, [eu, Teixeira,] cheguei a pensá-lo ... Mas não, parece que é o sistema inglês. Deixa-o correr, cair, trepar às árvores, molhar-se, apanhar soalheiras, como um filho de caseiro. </li></ul>
  9. 15. <ul><li>E depois o rigor com as comidas! Só a certas horas e de certas coisas... E às vezes a criancinha, com os olhos abertos, a aguar! Muita, muita dureza. — desiludiu o Teixeira, muito grave, muito sério, Vilaça. / disse / retorquiu o Teixeira, muito grave, muito sério, desiludindo Vilaça. </li></ul>
  10. 16. <ul><li>Discurso indirecto: </li></ul><ul><li>Mas o Teixeira, muito grave, muito sério, desiludiu Vilaça, retorquindo-lhe que Carlos não era mimado e que o coitado fora educado com uma vara de ferro. Disse ainda que se fosse a contar a Vilaça como fora a educação de Carlos este se surpreenderia muito . </li></ul>
  11. 17. <ul><li>directo > indirecto livre </li></ul><ul><li>Vossa > Sua </li></ul><ul><li>diz > dizia </li></ul><ul><li>foi > tinha sido </li></ul><ul><li>eu > ele </li></ul><ul><li>me perdoe > lhe perdoe </li></ul><ul><li>cheguei > chegara </li></ul><ul><li>é > era </li></ul><ul><li>deixa-o > deixava-o </li></ul>
  12. 18. <ul><li>Não é discurso indirecto puro [gramatical]: </li></ul><ul><li>ausência do «que» e ausência [de reforço] dos verbos introdutores («E outras barbaridades.») </li></ul><ul><li>manutenção de marcas de oralidade ou idiossincrasias da linguagem («mimos e mais mimos»; «coitadinho»; «senhor administrador»; «zás»; ...) </li></ul><ul><li>manutenção de pontos de interrogação, de exclamação; de reticências </li></ul><ul><li>manutenção de tempo («Deus lhe perdoe», por «Deus lhe perdoasse») </li></ul>
  13. 20. <ul><li>O trajeto de Pedro da Maia, como o de Carlos da Maia e o de Eusebiozinho são fortemente condicionados por fatores educativos. Crescendo na Inglaterra, Pedro escapa, por vontade da mãe, à influência pedagógica da sociedade inglesa e é confiado ao padre Vasques ; </li></ul>
  14. 21. <ul><li>no tempo de Carlos, parece prolongar-se ainda este tipo de educação, quando observamos o comportamento e o aspeto físico de Eusebiozinho , em Santa Olávia. E, contudo, Afonso da Maia, como que procurando afastar de Carlos os estigmas que haviam destruído Pedro , adota um modelo educativo britânico regido pelo precetor Brown : </li></ul>
  15. 22. <ul><li>em vez do latim e da cartilha defendidos pelo abade Custódio , a educação de Carlos privilegia agora o exercício físico e o contacto com a natureza , o que confere à criança um vigor que contrasta com a debilidade de Eusebiozinho . </li></ul>
  16. 23. <ul><li>Entretanto, o que a ação d’ Os Maias acaba por mostrar é que nem essa educação supostamente saudável foi capaz de levar Carlos a uma existência fecunda e produtiva. </li></ul>
  17. 24. <ul><li>Algumas das personagens d’ Os Maias [...] reclamam a explicação da hereditariedade, ainda que por vezes em termos ambíguos. O desastroso trajeto de vida de Pedro da Maia pode ser explicado pela educação recebida, mas ele deve-se também à presença, no seu temperamento, de elementos psico-somáticos herdados da família Runa. </li></ul>
  18. 25. <ul><li>A fraqueza física, os abatimentos, a melancolia são, assim, efeitos de uma herança biológica que parece não afetar Carlos , como se neste se tivesse recuperado (também devido à educação) a tal força dos Maias; </li></ul>
  19. 26. <ul><li>e contudo, apesar disso, Carlos acaba por ser envolvido numa relação amorosa condenada ao fracasso, [...] como se essa outra raça, que é a dos Maias enquanto família antiga e poderosa, fosse incapaz, afinal, de contrariar a força de um destino que a transcende. </li></ul>
  20. 28. <ul><li>trajeto | fatores | aspeto | adota </li></ul><ul><li>c c c p </li></ul><ul><li>precetor | ação | afetar </li></ul><ul><li>p c c </li></ul>
  21. 29. <ul><li>Deixam de se escrever as consoantes mudas (ou não articuladas) nos grupos ct , pt , cç , entre outros. </li></ul>
  22. 31. <ul><li>Muito característica do estilo de Eça é a hipálage, figura de estilo em que se transferem caracterizações humanas para as partes do corpo, para tecidos ou vestidos, para objectos, etc. (Vê também a definição no glossário da Antologia , p. 297.) Por exemplo, em </li></ul>
  23. 32. <ul><li>«Carlinhos, arreganhando para Eusebiozinho um lábio feroz», </li></ul><ul><li>o adjectivo « feroz » reporta-se, no fundo, a Carlinhos , mas, gramaticalmente, serve de atributo a « lábio ». </li></ul>
  24. 33. <ul><li>cigarro pensativo </li></ul><ul><li>cigarro lânguido </li></ul><ul><li>sobrancelhas meditativas </li></ul><ul><li>lábios devotos </li></ul><ul><li>mão pacificadora </li></ul><ul><li>sedas impúdicas </li></ul><ul><li>braço concupiscente </li></ul><ul><li>braços pasmados </li></ul><ul><li>sala séria de tons castos </li></ul><ul><li>leito de ferro virginal </li></ul>
  25. 34. <ul><li>as tias, fazendo as suas meias sonolentas [ vs. meias, sonolentas] </li></ul><ul><li>lenta humidade das paredes fatais do Ramalhete </li></ul><ul><li>chá respeitoso </li></ul><ul><li>o peixe austero </li></ul><ul><li>as lojas loquazes dos barbeiros </li></ul><ul><li>saias ligeiras e ilegítimas </li></ul><ul><li>raspar espavorido dos fósforos </li></ul>
  26. 35. <ul><li>Da parte de Afonso há um optimismo posto ao serviço da educação de Carlos que é coerente com a renovação da natureza e a paz. Algumas das personagens em torno de Afonso e de Carlos estarão cépticas relativamente às teorias educativas de Afonso, mas não parecem prejudicar muito o espírito de que Afonso está imbuído. Ao contrário, as notícias acerca de Maria Monforte talvez possam nublar o ambiente geral. </li></ul>
  27. 36. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Continuar a avançar em Os Maias . </li></ul><ul><li>Ir revendo gramática. </li></ul><ul><li>Quem fez «Carta ao Padre» e não me entregou reformulação talvez o pudesse fazer ainda (juntando o original). </li></ul>

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