Apresentação para décimo primeiro ano, aula 41

1.726 visualizações

Publicada em

Publicada em: Tecnologia, Negócios
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.726
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
520
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
15
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação para décimo primeiro ano, aula 41

  1. 2. <ul><li>1. Telefone — palavra composta pelos elementos de origem grega tele e fone , significa ‘ som à distância’. </li></ul><ul><li>Fotografia — formada a partir dos elementos de origem grega foto e grafo , traduz a ideia de inscrição de uma imagem numa superfície sensível à luz. </li></ul><ul><li>Ónibus — deriva do pronome latino omnibus (‘para todos’), foi usada no francês do século XIX na expressão «voiture omnibus», que significava ‘carro para todos ’, e depois foi abreviada. </li></ul>
  2. 3. <ul><li>Electricidade — formada a partir do vocábulo latino «electrum», que sugere a ideia de ‘força atractiva’. </li></ul><ul><li>Auscultador — derivada do verbo latino «ausculto» (1.ª pessoa; infinitivo: «auscultare»), significando aquele que ouve ou aquilo que permite ouvir. </li></ul><ul><li>Saxofone — composta a partir do nome do inventor deste instrumento e do elemento grego fone (‘som’). </li></ul>
  3. 4. <ul><li>2.1-2. </li></ul><ul><li>Conferençofone — ‘aparelho que transmite som das conferências ’. A palavra é composta pelo elemento grego fone e pelo nome «conferência». </li></ul><ul><li>Teatrofone — ‘aparelho que transmite o som do teatro’. A palavra é composta pelo mesmo elemento grego fone e pelo nome «teatro». </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Desanuviado — ‘sem preocupações, tranquilo’. É derivada do nome « nuvem » por prefixação e sufixação. </li></ul><ul><li>[ou derivada por parassíntese ?] </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Desenvencilhado — ‘liberto, solto’. Particípio passado do verbo «desenvencilhar». </li></ul><ul><li>Mesmice — ‘monotonia’. Palavra formada por derivação do pronome «o mesmo» (com o sufixo –ice , encontrável em tantos nomes abstractos). </li></ul>
  6. 7. <ul><li>3.1. </li></ul><ul><li>«penugenta» (aplicado a «algazarra»); «tolerador», «pingolejava», «descontada» (enquanto inverso de «narrada»), « desvistado », « siamensal ». </li></ul>
  7. 8. <ul><li>3.2-3. </li></ul><ul><li>Já conhecemos do ano passado a propensão de Mia Couto para a invenção de palavras. Percebemos que «siamensal» é um neologismo criado através de entrecruzamento . </li></ul><ul><li>Na criação de «desvistado» (como na de «descontada»), o processo de formação que o escritor simulou foi o da derivação . </li></ul>
  8. 9. <ul><li>4. «Telemóvel» aproveita o elemento grego tele , que significa ‘ à distância ’. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Duas das palavras — « hambúrguer » e « biquíni » — implicaram, em certo momento da sua evolução, derivação imprópria , já que são nomes comuns que têm como étimo mais distante um nome próprio. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>(Um pouco à margem: «monoquíni» resultou de uma derivação regressiva a partir de «biquíni», já que assenta na errada interpretação da sílaba bi como se fosse um prefixo e significasse ‘dois’.) </li></ul><ul><li>triquíni </li></ul>
  11. 12. <ul><li>gaj ão (< gajón) > gajo </li></ul>
  12. 13. <ul><li>«Internetwork» — que, na última aula, vimos não estar dicionarizada — é o étimo de «internet», resultando de uma redução ou truncamento (como «foto» ou «prof»). </li></ul><ul><li> «Disquete» é um galicismo . </li></ul>
  13. 14. <ul><li>5.1. Whist — ‘jogo de cartas, jogado a pares, antepassado do bridge’. </li></ul><ul><li>Dandy — ‘indivíduo que tem a preocupação de se vestir com elegância’. </li></ul><ul><li>5.2. Ambas as palavras já foram adaptadas à grafia portuguesa: o dicionário atesta « uíste » e « dândi ». </li></ul>
  14. 15. <ul><li>6.1. coupé , poseur , boulevard , soirée , blague . Os significados são: ‘carruagem fechada’; ‘afectado’; ‘avenida’; ‘serão, espectáculo nocturno’; ‘gracejo, dito espirituoso’. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>6.2. Francês (trata-se, portanto, de galicismos ). </li></ul>
  16. 17. <ul><li>6.3. O século XIX é o século dos empréstimos linguísticos franceses, como o XX é o dos ingleses , o que tem a ver com a influência da cultura francesa em oitocentos. Eça chegou a ser muito criticado, pelos gramáticos puristas, por recorrer constantemente a galicismos . Alguns dos que se consideraram escusados: gôche (‘desajeitado’); debute (‘estreia’); grande ar (‘ar livre’); etc. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>7. </li></ul><ul><li>a) drive-in ; </li></ul><ul><li>b) funk; </li></ul><ul><li>c) mass media; </li></ul><ul><li>d) must; </li></ul><ul><li>e) motel; </li></ul><ul><li>f) plantel; </li></ul>
  18. 19. <ul><li>g) yuppies; </li></ul><ul><li>h) pane; </li></ul><ul><li>i) surf; </li></ul><ul><li>j) miúra; </li></ul><ul><li>k) blackout/blecaut; </li></ul><ul><li>l) boomerang/bumerangue. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>motel é entrecruzada : </li></ul><ul><li>mot or + hot el </li></ul><ul><li>Charles Boycott </li></ul><ul><li>Eduardo Miúra </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Tepecê grande </li></ul><ul><li>Trabalho tem de ser entregue até daqui a um mês (apontemos para 12/13 de Março — enfim, 16/17 de Março , para quem precise, mas também um pouco mais cedo, a quem isso não desconvenha, já que me seria vantajoso não receber tudo demasiado perto do final do período). </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Como em trabalhos anteriores (microfilme autobiográfico, bibliofilme, publifilme), deve haver discurso oral gravado ( seja em leitura, seja em dramatização, seja em conversa «espontânea», seja em canção, etc.). Embora espere sobretudo filmes WMP , admitem-se gravações audio (como já permitira no caso dos publifilmes). </li></ul>
  22. 24. <ul><li>Trabalhos podem ser individuais ou em dupla (neste caso, com intervenções orais dos dois colegas) </li></ul>
  23. 25. <ul><li>O formato e duração dos filmes são semelhantes aos combinados nos trabalhos anteriores. [especificarei, de novo, em Gaveta de Nuvens ] </li></ul>
  24. 26. <ul><li>São temas: </li></ul><ul><li>(1) Os Maias ; </li></ul><ul><li>(2) algum outro livro de Eça ; </li></ul><ul><li>(3) amores de Pedro e Inês (ou outro amor célebre da literatura portuguesa). </li></ul>
  25. 27. <ul><li>A razão dos temas 1 e 2 é óbvia; o tema 3 é para não descartar a possibilidade de se concorrer ao Concurso Inês de Castro (neste caso, conviria que a gravação ficasse pronta o mais cedo possível, já que o concurso, embora feche a 27/3, implica outras diligências). </li></ul>
  26. 29. <ul><li>Estes temas podem ser tratados de múltiplas formas. De tantas, que nem darei aqui exemplos (fá-lo-ei depois em Gaveta de Nuvens ) — basta lembrar que a relação com o tema pode ser quase literal, mas também é admissível, e talvez até aconselhável, que se estabeleça com ele uma ligação indirecta, inferida apenas (ainda que o filme seja efectivamente relacionável com o assunto original). </li></ul>
  27. 30. <ul><li>texto de Eça ou de ... </li></ul><ul><li>texto próprio </li></ul>
  28. 31. <ul><li>desde a leitura ou dramatização do original </li></ul><ul><li>algum tipo de adaptação, transposição, recriação, paródia, pastiche, inversão, apreciação crítica, ... </li></ul>
  29. 32. <ul><ul><li>enfim, sob qualquer género (de índole narrativa, lírica, ensaística, teatral, etc.), produto inspirado no tema escolhido (nos casos menos óbvios, indicar-me o tipo de transformação operada ou pretexto assumido). </li></ul></ul>
  30. 34. <ul><li>Outono de 1875 . </li></ul><ul><li>Inverno de ano próximo de nós. </li></ul>
  31. 35. <ul><li>Lisboa (bairro das Janelas Verdes ). </li></ul><ul><li>Paris (Austerlitz-Tolbiac). </li></ul>
  32. 36. <ul><li>Em zona de «paz dormente ». </li></ul><ul><li>Em zona de trabalho (perto até do emprego de Nicole). </li></ul>
  33. 37. <ul><li>Casarão a precisar de obras . </li></ul><ul><li>Apartamento novo (ou renovado). </li></ul>
  34. 38. <ul><li>Austero e grande . </li></ul><ul><li>Engraçado mas pequeno. </li></ul>
  35. 39. <ul><li>Permanecera muito tempo desabitado (fora usado apenas em 1870 para arrecadação de mobílias vindas de Benfica). </li></ul><ul><li>Adaptado de modo a ganhar uma assoalhada. </li></ul>
  36. 40. <ul><li>Pedira-se, em tempos, renda exagerada . </li></ul><ul><li>Imobiliária sobreavaliava o espaço. </li></ul>
  37. 41. <ul><li>Vilaça , o procurador da família, teve reacção irónica do candidato à compra e também lhe retorquiu com humor. </li></ul><ul><li>Thierry , o funcionário da imobiliária, mostrou-se pouco argumentativo em resposta à assertiva cliente Nicole </li></ul>
  38. 42. <ul><li>Afonso precisava de uma casa em Lisboa, porque o neto, Carlos , formado em Medicina, não se quereria ir encerrar na Quinta de Santa Olávia, no Douro. </li></ul><ul><li>Nicole queria que o seu noivo, Dan, dispusesse de um escritório no apartamento. </li></ul>
  39. 43. <ul><li>Vilaça aludiu a uma lenda que dizia ser o Ramalhete funesto. </li></ul><ul><li>Thierry procurou salientar vantagens do apartamento. </li></ul>
  40. 44. <ul><li>Afonso respondeu com querer habitar «sob tectos » da família. </li></ul><ul><li>Nicole mostrou o tecto do apartamento para provar que uma sala fora subdvidida. </li></ul>
  41. 46. <ul><li>O T3 em que Manuel se veio instalar naquele dealbar do século XXI ficava no Restelo, nas proximidades do estádio do Belenenses e perto também do Museu de Etnologia. Pertencera antes a um casal de suecos, tal tal tal </li></ul>

×