Ética e Alimentos Transgenicos

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Ética e Alimentos Transgenicos

  1. 1. ÉTICA E ALIMENTOS TRANSGÊNICOS Daniela Kawakami Débora Thomaz Kelton Silva Marlon Almeida Paulo Pacheco  
  2. 2. <ul><li>O engenharia genética? </li></ul><ul><li>Engenharia Genética é o termo usado para descrever algumas técnicas modernas em biologia molecular que vêm revolucionado o antigo processo da biotecnologia. </li></ul><ul><li>“ A engenharia genética, de uma maneira geral, envolve a manipulação dos genes e a consequente criação de inúmeras combinações entre genes de organismos diferentes. Os primeiros experimentos envolveram a manipulação do material genético em animais e plantas com a transferência (transfecção) dos mesmos para microorganismos tais como leveduras e bactérias, que crescem facilmente em grandes quantidades. Produtos que primariamente eram obtidos em pequenas quantidades originados de animais plantas, hoje podem ser produzidos em grandes escala através desses organismos recombinantes.” </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Outros benefícios também foram obtidos com as técnicas da engenharia genética:   </li></ul><ul><li>Ø      A inserção de genes de uma determinada espécie em outra não correlacionada, pode vir a melhora esta última, que passa a apresentar determinadas características outrora não existentes. </li></ul><ul><li>Produção de vacinas, melhora de características agrônomicas de plantas e da qualidade dos animais de corte, por exemplo, perfazem um quadro das melhoras trazidas com a utilização da tecnologia do DNA recombinante ou da chamada engenharia genética. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>O que é alimento transgênico? </li></ul><ul><li>* estudo de engenharia genética com amostragem de bactérias </li></ul><ul><li>“ O alimento transgênico, portanto, é um alimento geneticamente modificado, onde algumas propriedades de certas bactérias são introduzidas nas plantas e delas começam a fazer parte.” </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Melhoramento genético (tradicional) e transgenia </li></ul><ul><li>*cruzamentos sexuais entre plantas. </li></ul><ul><li>*Introgressao de genes. </li></ul><ul><li>* retrocruzamentos. </li></ul><ul><li>Maior impacto da técnica. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Riscos potenciais: </li></ul><ul><li>1º - saúde humana </li></ul><ul><li>2º - meio ambiente </li></ul><ul><li>3º - patenteamento </li></ul><ul><li>4º - desaparecimento da pequena e até da média agricultura </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Minimização de riscos e exaltação de vantagens </li></ul><ul><li>As plantas transgênicas são substancialmente equivalentes em ralação às variedades convencionais das quais derivam, dispensando, assim, maiores estudos e avaliações em relação aos riscos. Afirma-se categoricamente pela segurança alimentar e ambiental dos produtos advindos da transgenia. Afirma-se que os genes utilizados e as proteínas produzidas são suficientemente estudadas e conhecidas e que não há margens para incertezas ou riscos. Afirma-se mais: que a natureza já faz recombinação de material genético, portanto, transgênicos. Afirma-se também que já se come transgênicos há anos e que até hoje não fez mal a ninguém </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Nova fronteira da ciência </li></ul><ul><li>biotecnologia moderna – técnica do DNA recombinante </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Avaliação criteriosa </li></ul><ul><li>fatores essenciais na questão dos transgênicos: </li></ul><ul><li> a) o método de inserção dos genes de interesse na estrutura genética do ser vivo modificado (normalmente utilizados biobalística ou vetor viral); </li></ul><ul><li>b) as interações ecológicas no meio ambiente; </li></ul><ul><li>c) o fato de tratar-se de um “pacote tecnológico” e não apenas de uma modificação genética isolada – a planta transgênica interage com agrotóxicos nela aplicados ou por ela produzidos. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Alguns elementos concretos, fáticos, apontam para a necessidade de análise séria dos riscos: </li></ul><ul><li>- Reações alérgicas já comprovadas com a ingestão de alimentos transgênicos; </li></ul><ul><li>- Contaminação de banco genético de sementes básicas já comprovado com o milho do México, maior centro mundial de origem desta cultivar, o que dá a idéia, junto com outros fatos semelhantes, dos possíveis impactos ambientais desta tecnologia; </li></ul><ul><li>- Imprevisibilidade científica comprovada com a constatação da presença de seqüências extras de DNA ( 534 pares de base) na soja transgênica da Monsanto (Roundup Ready), imprevistas e indesejadas. O fato desmonta os argumentos científicos da total segurança da tecnologia.( Nodari & Guerra in Bioética e Biorisco.) </li></ul><ul><li>- Os instrumentais científicos de acompanhamento, avaliação e controle de riscos estão, ainda, muito pouco desenvolvidos. Avançou a bioengenharia mas a biosegurança ainda engatinha e esta é essencial para população. </li></ul><ul><li>- Concentração de patentes sobre produtos transgênicos controladas por um pequeno grupo de grandes empresas transnacionais. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Impactos sociais e econômicos </li></ul><ul><li>·        monopólios do complexo agro-alimentar = nova onda de seleção e exclusão; </li></ul><ul><li>·        monoculturas em extensas regiões do planeta = descontrole e aumento desordenado de insetos indesejados, fungos, plantas concorrentes, perda de biodiversidade, contaminação das águas, ar, solo e alimentos; </li></ul><ul><li>·        controle econômico = patenteamento; </li></ul><ul><li>·        monopólio cientifico = paises pobres possuidores de grande biodiversidade; </li></ul><ul><li>·        impactos ecológicos = intervenção no ciclo normal da natureza; </li></ul><ul><li>conseqüências sociais = avaliação política e ética. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Implicações teológicas </li></ul><ul><li>posição de dom pauloII </li></ul><ul><li>“ A Igreja respeita e apóia a investigação científica, quando procura uma orientação autenticamente humanista, evitando qualquer forma de instrumentalização ou destruição do ser humano e mantendo-se livre da escravidão dos interesses políticos e econômicos” </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O Primado da ética </li></ul><ul><li>Baseou-se nos princípios éticos enfocados, com intuito de nortear a reflexão e a prática cristã em relação aos cultivos e alimentos transgênicos: </li></ul><ul><li>Ø     Principio não-maleficência </li></ul><ul><li>Ø     Principio justiça social, </li></ul><ul><li>Ø     Principio justiça ecológica </li></ul><ul><li>Ø     Principio precaução </li></ul><ul><li>Ø     Principio beneficência </li></ul><ul><li>Ø     princípio da precaução. </li></ul><ul><li>Ø     Principio transparência </li></ul><ul><li>Ø     princípio do mal menor </li></ul><ul><li>princípio do duplo efeito </li></ul>

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