Literatura de Cordel

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  • Muito legal .Ajudou a enriquecer a minha pesquisa sobre a utilização do cordel em sala de aula como facilitador da aprendizagem do estudante.
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Literatura de Cordel

  1. 1. LITERATURA DE CORDEL Por: JAQUELINE MURTA
  2. 2. Francisco Ferreira Filho Diniz Literatura de Cordel É poesia popular, É história contada em versos Em estrofes a rimar, Escrita em papel comum Feita pra ler ou cantar. A capa é em xilogravura, Trabalho de artesão, Que esculpe em madeira Um desenho com ponção Preparando a matriz Pra fazer reprodução. Ou pode ser um desenho, Uma foto, uma pintura, Onde o título resume O que diz a escritura; É uma bela tradição Que exprime nossa cultura. Os folhetos de cordel Nas feiras eram vendidos Pendurados num cordão Falando do acontecido, De amor, luta e mistério, De fé e do desassistido. A minha literatura De cordel é reflexão Sobre a questão social E orienta o cidadão A valorizar a cultura E também a educação. Mas trata de outros temas: Da luta do bem contra o mal, Da crença do nosso povo, Do hilário, coisa e tal E você acha nas bancas Por apenas um real. O cordel é uma expressão Da autêntica poesia Do povo da minha terra, Que luta pra que um dia Acabem a fome e miséria, Haja paz e harmonia.
  3. 3. Origem do Nome
  4. 4. Diferenças Estéticas BRASIL PORTUGAL Temos eram do cotidiano nordestino. Temas eram vidas de nobres e cavaleiros. Os folhetos guardavam fortes vínculos com a tradição oral. As matrizes das quais saíam os cordéis pertenciam à cultura escrita. Poetas eram proprietários de sua obra podendo vendê-la. Os editores trabalhavam com obras de domínio público. Autores e público pertenciam às camadas populares. Os textos dirigiam-se ao conjunto da sociedade . Autores que viviam de compor e vender seus versos. Adaptadores de textos de sucesso.
  5. 5. <ul><ul><ul><ul><li>ROMANCE DO EMIGRANTE </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Os meus olhos emigraram Como se lágrima fosse…. </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Na barca Flor das Marés, - Josèzinho foi para a Bahia. </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Minha mãe ficou chorando, Era a sua sorte… acabou-se! </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Meu Pai, de pobre, morreu; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Lá no arejo da Rampa E em verso eu cate o piolho de oiro </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Aquele moleque sou eu Que de saudade se nutria! </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Faz cafuné na minha cabeça, </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ó Bahia piedosa, Minha Bahia! </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Faz cafuné na minha cabeça! Faz cafuné! </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Todo eu em ti sou piolhos de oiro, Que bom que foi meu tio José! </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>De tua talha em meu pecado, </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Do meu desterro em teu ouvido. </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Mentira… Não emigrei! </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>O galeguito foi meu Tio </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Que há bons seis anos eu levei </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>À nossa ilha, tão redonda (Obras Completas, vol.II) </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Que minha Avó a choraria Poesias </li></ul></ul></ul></ul>Vitorino Nemésio
  6. 6. Cordelista Lusitano <ul><li>&quot;O meu nome é José e nesta desventura prefaciadora apresento-lhe, caro leitor, o que escreveu este livro. Desde novo se desinteressou pelas letras, vivendo no meio delas. Antes mais se arriscava em ágeis, e muitas vezes desastradas, subidas a árvores e penedos. Daí que sua mãe o alcunhasse de &quot;espalha-brasas&quot;, decerto inspirada na transmontana lareira que a abrigou, até que se fez mulher casada no Porto …” </li></ul>Autor: José Gaspar Ferreira Ilustrações: Joana Quental 76 págs. encadernação em tecido
  7. 7. <ul><li>Poetas niversitário, Poetas de Cademia, De rico vocabularo Cheio de mitologia; Se a gente canta o que pensa, Eu quero pedir licença, Pois mesmo sem português Neste livrinho apresento O prazê e o sofrimento De um poeta camponês </li></ul><ul><li>Depois que os dois livro eu li, Fiquei me sintindo bem, E ôtras coisinha aprendi Sem tê lição de ninguém. Na minha pobre linguage, A minha lira servage Canto o que minha arma sente E o meu coração incerra, As coisa de minha terra E a vida de minha gente. </li></ul><ul><li>Se um dotô me perguntá Se o verso sem rima presta, Calado eu não vou ficá, A minha resposta é esta: — Sem a rima, a poesia Perde arguma simpatia E uma parte do primô; Não merece munta parma, É como o corpo sem arma E o coração sem amô. Meu caro amigo poeta, Qui faz poesia branca, Não me chame de pateta Por esta opinião franca. Nasci entre a natureza, Sempre adorando as beleza Das obra do Criadô, Uvindo o vento na serva E vendo no campo a reva Pintadinha de fulô. </li></ul>Patativa do Assaré Antônio Gonçalves da Silva . Aos Poetas Clássicos Texto extraído de um livreto de cordel com o mesmo título.
  8. 8. XILOGRAVURAS
  9. 9. Gonçalo Ferreira da Silva e um acervo de 13 mil títulos.
  10. 10. <ul><li>fatos do cotidiano </li></ul><ul><li>episódios históricos </li></ul><ul><li>lendas </li></ul><ul><li>temas religiosos </li></ul><ul><li>É comum os autores criarem seus versos improvisadamente diante de um acontecimento ou uma pessoa que queiram homenagear. As formas variaram pouco ao longo do tempo. </li></ul>TEMÁTICA
  11. 11. <ul><li>Forma fixa de rimas </li></ul><ul><li>sendo quadras </li></ul><ul><li>setessilábicas com </li></ul><ul><li>rimas em ABCB que é </li></ul><ul><li>a própria de Portugal </li></ul><ul><ul><li>Eu me chamo Zé Limeira </li></ul></ul><ul><ul><li>Da Paraiba falada </li></ul></ul><ul><ul><li>Cantando nas escritura </li></ul></ul><ul><ul><li>Saudando o pai da coaiada </li></ul></ul><ul><ul><li>A lua branca alumia </li></ul></ul><ul><ul><li>Jesus, Jose e Maria </li></ul></ul><ul><ul><li>Três anjos na farinhada. </li></ul></ul><ul><ul><li>Napoleão era um </li></ul></ul><ul><ul><li>Bom capitão de navio </li></ul></ul><ul><ul><li>Sofria de tosse braba </li></ul></ul><ul><ul><li>No tempo que era sadio, </li></ul></ul><ul><ul><li>Foi poeta e demagogo </li></ul></ul><ul><ul><li>Numa coivara de fogo </li></ul></ul><ul><ul><li>Morreu tremendo de frio </li></ul></ul>ESTRUTURA POÉTICA Grande Contribuição Lusitana para o Cordel
  12. 12. <ul><li>1. As suas gravuras, xilogravuras , representam um importante espólio do imaginário popular; </li></ul><ul><li>2. Pelo fato de funcionarem como divulgadoras da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais, a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a manutenção do folclore nacional; </li></ul><ul><li>3. Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo; </li></ul><ul><li>4. A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo </li></ul>IMPORTÂNCIA
  13. 13. <ul><li>http://www.ablc.com.br/historia/hist_ablc.htm </li></ul><ul><li>http://literaturadecordel.vilabol.uol.com.br/ </li></ul><ul><li>http://www.biblarte.gulbenkian.pt/main.asp </li></ul><ul><li>http://www.in-libris.pt </li></ul><ul><li>NEMÉSIO, Vitorino. Obras Completas. Vol.II-poesia. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. 1989.Lisboa </li></ul><ul><li>ABREL, Márcia. Histórias de Cordéis e Folhetos. Coleção Histórias de Leituras. Mercado de Letras/Associação de Leituras do Brasil. 1999. Campinas </li></ul>BIBLIOGRAFIA

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