Neoplasias

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Neoplasias

  1. 1. Hemopoese. Linhagem mielóide. CFU - Eos Eosinófilo Eosinó Stem cell CFU - Mast/Bas Basófilo Basó CFU - G Neutrófilo Neutró CFU - GM CFU-GEMM CFU- CFU - M Monócito Monó BFU - E CFU - E Hemácias Hemá BFU - Meg CFU - Meg Plaquetas Hemopoese. Linhagem mielóide. CFU - G Mieloblastos Pró-mielócitos Mielócitos Metamielócitos Bastões Granulócitos
  2. 2. Hemopoese. Linhagem linfóide. Lifócito T Lifó Citotóxico Citotó CD8 Stem cell Pró- Pró Timócito Timó Timócito Timó Linfócito T Linfó Helper Timo CD4 Progenitor Linfóide Linfó Célula B Progenitor B Pré-B Pré Pré-B Pré Célula B memória memó precoce Órgão Linfóide rgã Linfó Plasmócito Plasmó Secundário Secundá
  3. 3. Trombocitopoese. Controle Humoral. SF IL-3 IL- IL-11 IL- TPO CFU-GEMM CFU- BFU-Meg BFU- CFU-Meg CFU- Megacarioblasto Megacariócito Megacarió Plaquetas
  4. 4. Neoplasias Hematológicas. Marcos Fleury UFRJ
  5. 5. Neoplasias Hematológicas. • São doenças causadas pela proliferação descontrolada de células hematológicas doenç proliferação cé hematoló malignas ou incapacidade da medula de produzir a quantidade de células cé adequada. • Podem ser estudadas através da microscopia ótica, colorações especiais, atravé colorações reações imunológicas (citometria), técnicas citogenéticas (cariotipagem), e PCR. reações imunoló té citogené • A medula óssea é a principal afetada nestas enfermidades e seu exame é necessário para o diagnóstico. necessá diagnó Neoplasias Hematológicas. Normal Neoplasia Óbito QT
  6. 6. Neoplasias Hematológicas. • Remissão hematológica – ausência de doença à inspeção citológica (baixa Remissã hematoló ausê doenç inspeção citoló sensibilidade). • Carga tumoral – quantidade de células malignas num dado momento da cé doença. doenç Sintomatologia quando o clone maligno atinge de 1011 a 1012 células. Sem tratamento → 1013 células – incompatível com a vida. incompatí • Doença residual – vigilância imunológica. Doenç vigilâ imunoló • Imunodeficiências e transplantes – risco de desenvolvimento de neoplasias Imunodeficiê de células B (50X). cé Neoplasias Hematológicas. 1013 Morte 1012 Detecção clínica Detecção clí 1010 Remissão hematológica Remissã hematoló Remissão citogenética Remissã citogené 5 x 108 Remissão imunológica Remissã imunoló (citometria) 106 Remissão molecular Remissã (PCR) (Zago MA, 2001)
  7. 7. Neoplasias Hematológicas. Detecção de Doença Residual Mínima Detecção Doenç Mí • Morfologia - ↓ sensibilidade (1cel/100), ↑ especificidade. Falso negativo. • Imunofenotipagem – marcadores peculiares (1 cel/ 10.000) com 3 marcadores (1cel/100.000). • Citogenética - ↑ especificidade (ex. cromossomo Ph), baixa sensibilidade Citogené (1cel/100). • Hibridização in situ Fluorescente (Fish) – sonda + fluorocromo. Hibridização • PCR - ↑ sensibilidade (1 cel/106). Localiza alterações cromossomiais ou alterações seqüências anormais seqüências Neoplasias Hematológicas. Neoplasia Oncogene Proliferação Normal Anti- oncogene Diferenciação Regulador da apoptose Apoptose Oncogenes – Crescimento celular Anti-oncogenes – Supressores de tumor
  8. 8. Neoplasias Hematológicas. ↑ leucócitos malignos (MO e SP) Infiltração de órgãos Fisiopatologia das Substâncias Leucemias Fígado, baço, inibidoras linfonodos, meninges pele e testículos Inibição física Insuficiência medular Anemia Neutropenia Trombocitopenia Neoplasias Hematológicas. Apresentação Apresentação Leucemias Leucemias Agudas Crônicas Crô Início Iní Agudo Insidioso Curso clínico clí Semanas Anos Idade Todas Adultos Leucometria N,A ou D A Celularidade Blastos Maduras Neutropenia Presente Ausente Anemia Presente Presente Plaquetas Diminuídas Diminuí N ou A Organomegalia Discreta Severa
  9. 9. Neoplasias Hematológicas: Classificação. Neoplasias Hematológicas Leucemias Síndromes Síndromes Síndromes Agudas Mielo-proliferativas Mielo-displásicas Linfo-proliferativas Leucemias agudas. • As leucemias agudas resultam de uma proliferação clonal de células imaturas, com pouca ou proliferação cé nenhuma maturação na medula óssea (blastos). maturação • De acordo com o grupo FAB, a presença de mais presenç de 25% de blastos na MO é considerado como critério diagnóstico de LA. crité diagnó • Antígenos determinantes CD13, CD33, CD117 e Antí mieloperoxidase. • Anormalidades citogenéticas caracterizam alguns citogené dos subtipos. • A classificação é feita pela morfologia, citoquímica, classificação citoquí citogenética e imunofenotipagem. citogené
  10. 10. Leucemias agudas. Significado da leucemia aguda em adulto. • É uma urgência hematológica. urgê hematoló • É fatal em semanas sem tratatmento. • Alta taxa de mortalidade durante a quimioterapia. • A notificação deve ser feita imediatamente se houver suspeita da doença. notificação doenç Leucemia linfoblástica aguda. • Representa cerca de 75% das leucemias em crianças. crianç • Os linfoblastos são 2 a 3 vezes maiores que os linfócitos com citoplasma sã linfó escasso de coloração azul-pálida, cromatina densa, uniforme e nucléolo pouco coloração azul- nuclé aparente.
  11. 11. LLA: Classificação FAB L1 L2 L3 Tamanho pequeno. pequeno. grande. Núcleo regular, com ou irregular, regular,oval sem endentação. endentação. endentado. ou redondo. Cromatina fina ou em grumos. fina. homogênea. homogê Nucléolo Nuclé invisível. invisí 1 ou 2 visíveis. visí 1 ou 2 visíveis. visí Citoplasma escasso, levemente moderado, hiperbasófilo e hiperbasó azulado. levemente azulado. vacuolizado. Leucemia linfoblástica aguda. L1
  12. 12. Leucemia linfoblástica aguda. L1 Leucemia linfoblástica aguda. L2
  13. 13. Leucemia linfoblástica aguda. L2 Leucemia linfoblástica aguda. L3
  14. 14. Leucemia linfoblástica aguda. L3 LLA: Classificação imunológica. L1 L2 L3 Célula Pré-B precoce Pré 90% 10% 0% Célula Pré-B Pré 90% 10% 0% Célula B 10% 15% 75% Célula T 95% 5% 0%
  15. 15. LLA: Aspectos clínicos. Cansaço Cansaç 92% Dor óssea ou articular 79% Febre sem infecção infecção 71% Perda de peso 66% Púrpura 51% Infecção Infecção 17% LLA: Aspectos laboratoriais. Anemia normocrômica normocrô Ht < 30% 65% e normocítica. normocí Ht > 30% 35% Plaquetas. < 50 62% (x109/L) 50 -150 30% >150 8% Leucometria < 10 40% (x 109/L) 10 - 49 34% 50 - 99 15% >100 11% Granulócitos Granuló <1 73% (x 109/L) 1-2 9% >2 18%
  16. 16. LLA: Diferenciação linfóide. • Linhagem B - 80 a 85% dos casos. • Linhagem T – 15 % dos casos. • Importância terapêutica no reconhecimento de leucemias derivadas de Importâ terapê precursores B ou linfócitos B ou T maduros. linfó • Citogenética e genética molecular – análise do cariótipo evidenciando Citogené gené aná carió alterações estruturais em 80 % dos casos (inversões, deleções e alterações (inversõ deleções translocações) translocações) Leucemia mieloblástica aguda. Morfologia. • Blastos com características mielóides, caracterí mieló alguns exibindo bastonetes de Auer.
  17. 17. Leucemia mieloblástica aguda. Classificação morfológica dos blastos mielóides. Classificação morfoló mieló Blastos Tipo I – Apresentam pouca diferenciação, sem diferenciação, granulações citoplasmáticas. granulações citoplasmá Blastos Tipo II – Alguma diferenciação diferenciação presente; pequena quantidade de granulações citoplasmáticas. granulações citoplasmá Blastos Tipo III – Células bem diferenciadas apresentando evidente granulação no citoplasma. granulação LMA: Classificação FAB. Classificação Classificação % de casos Prognóstico Prognó M0 - Mínima diferenciação diferenciação 5% Ruim M1 - Sem maturação maturação 15% Médio M2 - Com maturação maturação 25% Bom M3 – Promielocítica Promielocí 15% Muito bom M4 - Mielomonocítica Mielomonocí 20% Médio M5 - Monocítica Monocí 10% Médio M6 – Eritroleucemia 5% Ruim M7 – Megacarioblástica Megacarioblá 5% Ruim
  18. 18. Leucemia mieloblástica aguda. Stem cell CFU-GEMM CFU- LMA M4 LMA M1, M2 LMA M7 BFU-E BFU- CFU-GM CFU- LMA M5 LMA M6 CFU-Meg CFU- LMA M3 CFU-G CFU- CFU-E CFU- CFU-M CFU- LMA: Peroxidase positiva.
  19. 19. Leucemia mieloblástica aguda. M0 M0 - Mínima diferenciação diferenciação • ≥ 30% das células nucleadas são blastos Tipo I. cé sã • < 3% dos blastos são MP / SB positivos. sã • 20% dos blastos são positivos para antígenos sã antí mielóides e negativos para Ag linfóides. mieló linfó Leucemia mieloblástica aguda. M1 M1 – Sem maturação maturação • ≥ 30% das células nucleadas são blastos Tipo I e Tipo II cé sã • ≥ 90% das células não eritróides são blastos. cé nã eritró sã • ≥ 3% dos blastos são positivos para SB / MP. sã
  20. 20. Leucemia mieloblástica aguda. M2 M2 – Com maturação maturação • ≥ 30% das células nucleadas são blastos Tipo cé sã I e Tipo II • < 90% das células não eritróides são blastos. cé nã eritró sã • ≥ 10% das células não eritróides são cé nã eritró sã promielócitos ou granulócitos mais maduros. promieló granuló • < 20% das células não eritróides cé nã eritró são da linhagem monocítica. monocí • > 85% das células leucêmicas são cé leucê sã positivas para SB / MP. Leucemia mieloblástica aguda. M3 M3 - Promielocítica hipergranular Promielocí • ≥ 30% dos blastos são promielócitos hipergranulares. sã promieló • Bastonetes de Auer isolados ou múltiplos. mú • > 85% das células leucêmicas são positivas para SB / MP. cé leucê sã
  21. 21. Leucemia mieloblástica aguda. M3V M3V - Promielocítica microgranular Promielocí • ≥ 30% dos blastos são promielócitos microgranulares. sã promieló • Bastonetes de Auer são raros. sã • > 85% das células leucêmicas são SB / MP (+). cé leucê sã Leucemia mieloblástica aguda. M3V MPO Sudan Black
  22. 22. Leucemia mieloblástica aguda. M4 M4 - Mielomonocítica Mielomonocí • ≥ 30% das células nucleadas são blastos cé sã Tipo I e Tipo II. • ≥ 30% de mieloblastos, promielócitos, promieló mielócitos e granulócitos mais maduros. mieló granuló • < 80% das células não eritróides são cé nã eritró sã monoblastos, promonócitos ou monócitos. promonó monó • > 20% dos blastos são SB / MP sã (+). • > 20% dos blastos são αNAE e sã αNBE (+). Leucemia mieloblástica aguda. M4 M4 - Citoquímica Citoquí • Coloração laranja – αNBE – Coloração monoblasto. • Coloração azul - CAE – Mieloblasto. Coloração Cloracetato + α naftil butirato esterase Cloracetato + α naftil butirato esterase Cloracetato + α naftil butirato esterase
  23. 23. Leucemia mieloblástica aguda. M4 Cloracetato + α naftil butirato esterase Leucemia mieloblástica aguda. M4E M4E – Mielomonocítica com eosinofilia Mielomonocí • Igual a M4 com eosinofilia anormal. • Eosinófilos com grandes grânulos basofílicos anormais CAE (+). Eosinó grâ basofí
  24. 24. Leucemia mieloblástica aguda. M5A M5A - Monocítica Monocí • ≥ 30% das células nucleadas são blastos. cé sã • ≥ 80% das células não eritróides são cé nã eritró sã monoblastos, promonócitos ou monócitos. promonó monó • ≥ 80% das células monocíticas são cé monocí sã monoblastos. • < 20% das células leucêmicas são CAE (+) cé leucê sã • ≥ 80% das células leucêmicas são cé leucê sã αNAE e αNBE (+). Leucemia mieloblástica aguda. M5B M5B – Monocítica Diferenciada Monocí • ≥ 30% das células nucleadas são blastos. cé sã • ≥ 80% das células não eritróides são cé nã eritró sã monoblastos, promonócitos ou monócitos. promonó monó • < 80% das células monocíticas são cé monocí sã monoblastos. • < 20% das células leucêmicas são CAE (+) cé leucê sã • ≥ 80% das células leucêmicas são αNAE e cé leucê sã αNBE (+).
  25. 25. Leucemia mieloblástica aguda. M5B Cloracetato + α naftil butirato esterase Leucemia mieloblástica aguda. M6 M6 - Eritroleucemia • ≥ 50% das células nucleadas são eritroblastos. cé sã • ≥ 30% das células não eritróides são blastos. cé nã eritró sã • Muitas células precursoras são PAS (+). cé sã
  26. 26. Leucemia mieloblástica aguda. M6 PAS Leucemia mieloblástica aguda. M7 M7 - Megacarioblástica Megacarioblá •≥30% das células nucleadas são cé sã megacarioblastos ou células leucêmicas. cé leucê • Glicoptns I b ou II b / III a (+) (imunocitoquímica). (imunocitoquí
  27. 27. Leucemia mieloblástica aguda. M7 CD 41 LMA: Aspectos Clínicos • Cansaço na quase totalidade dos pacientes. Cansaç • Dor óssea ou articular em até 20% dos pacientes até • Febre sem infecção em 20% dos casos infecção • Mais da metade dos pacientes apresentam perda de peso. • Manifestações hemorrágicas em mais de 50% dos casos. Manifestações hemorrá • A infecção é uma intercorrência freqüente infecção intercorrê freqü • A sobrevida é de cerca de 50% independente da forma de tratamento, QT ou TMO.
  28. 28. LMA: Aspectos Laboratoriais • Anemia normocrômica e normocítica em mais de 90% dos casos. normocrô normocí • Reticulocitopenia. • Presença de eritroblastos. Presenç • Trombocitopenia → plaquetas < 50 x 109/L em mais da metade dos pacientes. • Macroplaquetas. • Plaquetas hipogranulares (hipofuncionais). • Leucometria normal em cerca de metade dos pacientes. • Leucócitos acima de 100 x 109/L em 20% dos pacientes. Leucó • Mais de 50% dos pacientes com menos de 1 x 109/L granulócitos. granuló • Mieloblastos quase sempre presentes; raros em pacientes leucopênicos. leucopê Imunofenotipagem • Determinação da linhagem - mielóide x linfóide. Determinação mieló linfó • Distinção entre LLA T x LLA B. Distinção • Detecção de leucemias de linhagens mistas. Detecção • Prognóstico baseado na expressão de um determinado marcador. Prognó expressã O diagnóstico depende do no de células expressando um determinado marcador. diagnó cé CD 10 + CD 10 + CD 10 + < 5% de 20 a 30 % > 60% MO LLA Púrpura Normal trombocitopênica trombocitopê
  29. 29. Imunofenotipagem Mais do que o percentual de expressão de um marcador, devemos considerar a expressã composição do fenótipo. composição fenó CD 34 Células hematopoéticas imaturas. hematopoé CD 4 Células T. CD 56 Células NK. Prognóstico Na infância infâ • 75 a 90% alcançam a remissão após a indução embora a aplasia profunda seja alcanç remissã apó indução necessária. necessá • Cerca de 50% apresentam 5 anos de sobrevida livre de doença. doenç • Com a remissão o TMO deve ser considerado – 60 –70% atingindo a remissão a remissã remissã longo prazo ou cura. • Leucometria > 100 x 103/ml representa pior prognóstico. prognó • LMA M3 – hemorragias durante a indução. indução.
  30. 30. Prognóstico Adultos • De 60 a 70% alcançam a remissão ( pior acima de 60 anos). alcanç remissã • Pacientes idosos não toleram o tratamento. nã • O exame citogenético é chave para o prognóstico. citogené prognó • A remissão é menos frequente na LMA pós SMD ou QT. remissã pó • O TMO deve ser considerado. • Os períodos de remissão são mais curtos que nas crianças. perí remissã sã crianç • Cerca de 15 a 25% sobreviverão por 3 anos e podem alcançar a cura. sobreviverã alcanç • LMA M3 – remissão em 70 a 90% dos casos. remissã Síndromes mieloproliferativas • As SMP se originam de uma proliferação clonal das “stem cell” na medula óssea. proliferação cell” • A “stem cell” pode amadurecer seguindo uma ou mais linhagem celular ( mielóide, cell” mieló eritróide ou megacariocitária ). eritró megacariocitá • São de curso crônico e a classificação é feita segundo a linhagem predominante crô classificação na qual a maturação ocorre. maturação Síndromes Mielo-proliferativas Mielo- Leucemia Trombocitemia Policitemia Metaplasia Mielóide Mieló Essencial Vera Mielóide Mieló Crônica Crô Agnogênica Agnogê
  31. 31. Leucemia Mielóide Crônica. Morfologia • Aumento dos basófilos, neutrófilos, basó neutró plaquetas e precursores mielóides. mieló • Cromossomo Filadélfia t(9;22) Filadé Leukos haima Leucemia Mielóide Crônica.
  32. 32. Leucemia Mielóide Crônica. Incidência – 4500 casos / ano. Incidê Incidência Incidê Idade NCI, 2006. Leucemia Mielóide Crônica. Cromossomo Philadelphia • BCR-ABL → Tirosino-cinase alongada. BCR- Tirosino- • Regulação da divisão celular. Regulação divisã FISH – Fluorescence in situ hybridization. Normal Anormal
  33. 33. Leucemia Mielóide Crônica. Fase crônica crô • O diagnóstico acontece geralmente nesta diagnó fase. • Sintomatologia discreta – a maturação maturação celular ocorre. • Não ocorrem sangramentos ou infecções. infecções. • Anemia discreta ou inexistente. • Leucocitose com neutrófilos em todas as neutró fases de maturação. maturação. • Basofilia relativa e absoluta. • Hiperplaquetemia com macroplaquetas. Leucemia Mielóide Crônica. Fase acelerada. • Perda da resposta ao tratamento. • A anemia se instala ou progride. • A leucometria pode diminuir ou aumentar. • Plaquetopenia. • Aumento do número de blastos. nú
  34. 34. Leucemia Mielóide Crônica. Crise blástica blá • Aumento dos blastos no SP e na MO. • Diminuição de plaquetas, neutrófilos e Diminuição neutró hemácias. hemá • Sangramentos, infecções e anemia. infecções • Dor óssea e esplenomegalia. • Similar em sinais e sintomas a uma LA. Trombocitemia essencial. Aspectos clínicos clí • Episódios hemorrágicos (4%) – GI, Episó hemorrá hematomas e petéquias. peté • Tromboses (20%) – tromboflebites e TVP. • Dores de cabeça. cabeç • Tonteiras. • Sintomas visuais. • Deficiências auditivas. Deficiê Aumento do número de nú plaquetas, presença presenç de plaquetas grandes e agregados plaquetários. plaquetá
  35. 35. Trombocitemia essencial. Aspectos laboratoriais / critério diagnóstico. crité diagnó • Trombocitose consistente- plaquetas > consistente- 1000x 109/l. • Hiperplasia do setor megacariocitário. megacariocitá • Descartar SMD. • Ferro sérico e ferritina normais. (PV) sé • Anemia discreta. • Leucocitose < 20 x 109/l. • Neutrofilia com desvio à esquerda. • Eosinofilia e basofilia. • Descartat trombocitose reativa. Policitemia Vera. Sintomatologia Mais frequentes Menos frequentes • Dispnéia. Dispné • Dores de cabeça. cabeç • Cansaço. Cansaç • Tonteiras. • Vermelhidão da pele (rosto). Vermelhidã • Distúrbios visuais. Distú • Prurido. • Hemorragia cutâneo-mucosa. cutâ neo- • Esplenomegalia. • Hepatomegalia. • Perda de peso. • Episódios trombóticos. Episó trombó
  36. 36. Policitemia Vera. Aspectos laboratoriais • Hemoglobina 18 a 24 g/dl • Hemácias Hemá 7 a 10 x 1012/l • Hematócrito Hemató 70 a 92% • Leucometria 25 a 50 x 109/l • Plaquetas 500 a 1000 x109/l • Reticulócitos Reticuló Normais Poiquilocitose, anisocitose, presença de presenç precursores eritróides, eritró • Anisocitose aumento de neutrófilos, basófilos e plaquetas. neutró basó Aumento do número de hemácias. nú hemá • Policromatofilia – Ponteado basófilo. basó • Aumento relativo e absoluto da série mielóide. sé mieló Metaplasia Mielóide Agnogênica. Características Clínicas Caracterí Clí • Anemia. • Esplenomegalia. • Hepatomegalia. • Leucocitose. • Trombocitose. • Perda de peso. • Sangramentos.
  37. 37. Metaplasia Mielóide Agnogênica. Aspectos laboratoriais • Anemia - Hb < 10g/dl. • Normocromia e normocitose. • Hemácias em lágrima. Hemá lá • Policromatofilia – aumento de reticulócitos. reticuló • Eritroblastos. • Eosinofilia e basofilia. • Células granulocíticas jovens. granulocí • Trombocitose com plaquetas grandes. Presença de precursores mielóides e Presenç mieló eritróides, hemácias em lágrima e fibrose eritró hemá lá medular. Síndromes Linfoproliferativas. • As SLP são originadas de uma proliferação clonal de linfócitos sã proliferação linfó anormais. • A proliferação de linfócitos pode ocorrer em qualquer parte do corpo, proliferação linfó entretanto, é mais comum na MO, linfonodos, baço ou trato baç gastro-intestinal. gastro- • A morfologia dos linfócitos é característica do sítio onde ocorre a linfó caracterí sí proliferação. proliferação.
  38. 38. Síndromes Linfoproliferativas. Síndromes Linfo-proliferativas Linfo- Leucemia Mieloma Leucemia Linfoma Hairy Linfóide Linfó Múltiplo Pró- Pró Leucemizado Cell Crônica Crô Linfocítica Linfocí Leukemia Mieloma Múltiplo. • É uma neoplasia de células plasmáticas B cé plasmá que produzem uma imunoglobulina monoclonal. • Acomete pessoas com idade média de 65 mé anos (80%) embora possa ocorrer ocasionalmente na segunda década de vida. dé • A exposição à radiação e a infecção por exposição radiação infecção vírus HHV-8 estão associadas a um aumento na incidência de mieloma. HHV- estã incidê • A sintomatologia é heterogênea e depende basicamente da intensidade heterogê da doença. doenç
  39. 39. Mieloma Múltiplo. Incidência Incidê Idade NCI, 2006. Mieloma Múltiplo. Aspectos Clínicos Clí •Dor óssea causada por compressão vertebral e fraturas (osteopenia) compressã • Lesões líticas causadas por um aumento da atividade osteoclástica e uma Lesõ lí osteoclá aparente inibição dos osteoblastos. inibição • Infecções recorrentes devido a deficiências na imunidade celular. Infecções deficiê • Nefropatia causada pelo esgotamento da capacidade de absorção absorção tubular de cadeias leves ou hipercalcemia. • Hiperviscosidade sanguínea , sangramentos e trombose. sanguí
  40. 40. Mieloma Múltiplo. Características laboratoriais Caracterí • Infiltração medular de plasmócitos com reflexos no sangue periférico. O número Infiltração plasmó perifé nú de plasmócitos tende a aumentar com a evolução da doença. plasmó evolução doenç • Anemia normocrômica e normocítica normocrô normocí e rouleaux. • A trombocitopenia não é significativa. nã • Hipercalcemia. • Niveis de LDH, β2-microglobulina e β2- PC Reativa monitoram o crescimento do tumor. Mieloma Múltiplo. Características laboratoriais Caracterí • Secreção de Ig monoclonal detectável por imunoeletroforese (IgG – 60%, Secreção detectá IgA – 20% , cadeias leves - 20%) Normal Mieloma
  41. 41. Mieloma Múltiplo. Plasmócitos Plasmó • Núcleo excêntrico, oval excê ou redondo. • Citoplasma abundante, azul intenso, levemente granulado. • Sistema de Golgi evidente. Mieloma Múltiplo.
  42. 42. Tricoleucemia. Aspectos Clínicos e Laboratoriais. Clí • Os pacientes geralmente apresentam uma tríade de sintomas: trí pancitopenia, esplenomegalia e tricoleucócitos circulantes. tricoleucó • Fadiga, fraqueza, e infecções oportunistas. infecções • Cerca de 50% dos pacientes apresentam pancitopenia e a outra metade uma combinação de citopenias: anemia e/ou neutropenia combinação (<500 / µl) e/ou trombocitopenia. • Alterações da função hepática em 20% dos pacientes. Alterações função hepá Tricoleucemia. Morfologia • Núcleo oval ou redondo, dobrado ou até bilobulado. até • Nucléolos evidentes. Nuclé • Citoplasma abundante com projeções citoplasmáticas. projeções citoplasmá
  43. 43. Linfoma leucemizado. Aspectos Clínicos e Laboratoriais Clí • O envolvimento medular nos linfomas é pequena. • Os linfomas denominados” indolentes” denominados” indolentes” são os que apresentam maior expressão periférica. expressã perifé • Anemia e reticulocitose podem estar presentes associadas a anemia Hemolítica autoimune (Coombs +). Hemolí • A trombocitopenia está relacionada a está infiltração medular, infiltração hiperesplenismo ou destruição autoimune. destruição Leucemia Pró-linfocítica. • É uma variante sub-aguda da LLC na qual a metade das células sub- cé leucêmicas circulantes são linfócitos grandes denominados pró- leucê sã linfó pró linfócitos. linfó • Pode haver envolvimento de linfonodos produzindo um padrão de padrã infiltração pseudonodular que é distinto da LLC. infiltração • Em 80% dos casos os pró-linfócitos são células B e os 20% restantes pró linfó sã cé células T.
  44. 44. Leucemia Pró-linfocítica. Aspectos clínicos. clí • Cerca de 50% dos pacientes têm mais de 70 anos ao diagnóstico. tê diagnó • Fadiga, fraqueza, perda de peso e sangramentos. • A esplenomegalia é observada em 2/3 dos pacientes. Aspectos laboratoriais. • Leucometria maior que 100.000 / µl em ¾ dos pacientes. • Anemia normocrômica e normocítica. normocrô normocí • Contagem de plaquetas abaixo de 100.000 / µl. Leucemia Pró-linfocítica. Núcleo irregular, cromatina delicada, nucléolo evidente. nuclé
  45. 45. Leucemia Linfocítica Crônica. • É uma doença neoplásica caracterizada pelo acúmulo de doenç neoplá acú linfócitos B maduros (CD5+) no sangue periférico, na medula linfó perifé óssea e nos tecidos linfóides. linfó • 50% dos pacientes exibem em suas células alterações cé alterações cromossomiais das quais a del 13q14-23.1 é a mais freqüente. 13q14- freqü • Sua incidência aumenta com a idade e é cerca de 3 vezes maior incidê em homens. • A LLC representa cerca de 30% de todas as leucemias. Leucemia Linfocítica Crônica. Características clínicas Caracterí clí • 90% dos pacientes têm mais de 50 anos. tê • 25% dos pacientes são assintomáticos ao diagnóstico. sã assintomá diagnó • Linfadenopatia e linfocitose absoluta. • Cansaço aos esforços, fadiga e indisposição. Cansaç esforç indisposição. • Exacerbação das doenças características da idade Exacerbação doenç caracterí • Esplenomegalia em 50% dos pacientes. • As citopenias têm origem principalmente na infiltração medular tê infiltração e na expressão intermitente de auto-anticorpos. expressã auto-
  46. 46. Leucemia Linfocítica Crônica. Estágio da doença Está doenç • Aumento dos linfócitos no SP e na MO. linfó • Tamanho e distribuição dos linfonodos. distribuição • Tamanho do baço. baç • Intensidade da anemia e da trombocitopenia. • A expressão de CD38 indica uma doença mais invasiva. expressã doenç • Aumento de B2-microglobulina indica maior extensão da doença. B2- extensã doenç Leucemia Linfocítica Crônica. Aspectos laboratoriais • Linfocitose monoclonal superior a 5000 / µl. • Ao diagnóstico a linfocitose geralmente ultrapassa os 10000 / µl. diagnó • Linfócitos de morfologia aparentemente normal, podendo exibir Linfó nucléolo. nuclé • Presença de restos nucleares – fragilidade mecânica. Presenç mecâ • Anemia normocrômica e normocítica em 15% dos pacientes. normocrô normocí • Teste de Coombs positivo em 20% dos pacientes devido a presença de auto-anticorpos (IgG anti-hemácias). presenç auto- anti- hemá • Trombocitopenia.
  47. 47. Leucemia Linfocítica Crônica. Síndromes Mielodisplásicas. Definição. Definição. São causadas por um defeito adquirido no DNA de um ou, mais provavelmente, vários cromossomos do progenitor hemopoético (stem cell vá hemopoé multipotente), podendo evoluir para uma leucemia mieloblástica aguda. mieloblá Etiologia. Agentes químicos (benzeno), radiação / radioterapia, quimioterapia (agentes quí radiação alquilantes).
  48. 48. Síndromes Mielodisplásicas. • As SMD resultam da falência da MO na produção do número adequado de falê produção nú células circulantes. • A falência da MO é o resultado de um dano genético adquirido. As falê gené anormalidades citogenéticas podem ser freqüentemente observadas. citogené freqü • Nas SMD podem ser observadas alterações nas linhagens granulocítica, alterações granulocí eritrocítica e/ou megacariocítica. eritrocí megacariocí Síndromes Mielodisplásicas. Classificação FAB Classificação - Anemia refratária. refratá - Anemia refratária com sideroblastos. refratá SMD - Anemia refratária com excesso de blastos. refratá - Anemia refratária com excesso de blastos em diferenciação. refratá diferenciação. - Leucemia mielo-monocítica crônica. mielo- monocí crô
  49. 49. Síndromes Mielodisplásicas. Aspectos Laboratoriais • Anemia normocítica ou macrocítica. normocí macrocí • Poiquilocitose com macro-ovalócitos, hemácias em lágrima. macro- ovaló hemá lá • Ponteado basófilo, corpúsculos de Howell-Jolly e eritroblastos. basó corpú Howell- • Contagem de reticulócitos normal ou baixa. reticuló • Trombocitopenia ou trombocitose com macroplaquetas. • Linfocitopenia, anomalia de Pelger-Huët. Pelger- Huë • Medula óssea hipercelular. Síndromes Mielodisplásicas. Aspectos Laboratoriais • Anemia em 90 % dos casos. • Pancitopenia em 50 % dos casos. • Anemia e trombocitopenia em 25 % dos casos. • Anemia e neutropenia em 10 % dos casos.
  50. 50. Síndromes Mielodisplásicas. Anemia Refratária Refratá • 1/3 das SMD. • Não progressiva por anos ou décadas. dé • Pancitopenia (Hm + Leuc ou Hm + Leuc + Plaq.) Síndromes Mielodisplásicas. Anemia Refratária Sideroblástica. Refratá Sideroblá • Anemia refratária com defeito na síntese refratá sí do heme. • Presença de sideroblastos em anel. Presenç • Sideroblastos → precursores eritróides eritró apresentando acúmulo de ferro acú mitocondrial. • Eritropoese ineficaz. • Níveis aumentados de ferro tecidual. • Microcitose e hipocromia em graus variados. • Dupla população eritrocitária. população eritrocitá
  51. 51. Síndromes Mielodisplásicas. Anemia refratária com excesso de blastos. refratá • Anemia associada a presença de presenç blastos na MO. • Pancitopenia em graus variados. • Leucemia mielóide com poucos blastos mieló Síndromes Mielodisplásicas. Anemia refratária com excesso de blastos. refratá
  52. 52. ** Síndromes Mielodisplásicas. Anemia refratária com blastos em transformação. refratá transformação.

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