TOXICOFILIASTOXICOFILIAS
CONCEITOSCONCEITOS• Toxicomania – hábito ao uso de narcóticosToxicomania – hábito ao uso de narcóticose/ou psicotrópicos;e...
TOXICOFILIASTOXICOFILIAS• OMSOMS““estado de intoxicação periódicaestado de intoxicação periódicaou crônica , nociva ao ind...
TOXICOFILIATOXICOFILIA• Conforme oConforme o Dictionnaire des DroguesDictionnaire des Drogues, a observação dos, a observa...
TOXICOFILIATOXICOFILIA• Tradicionalmente: forma de comportamento que,Tradicionalmente: forma de comportamento que,recorren...
HISTÓRIA DAS DROGASHISTÓRIA DAS DROGAS• Há cerca de 5 mil anos, uma tribo de pigmeus do centro daÁfrica saiu para caçar. A...
HISTÓRIA DAS DROGASHISTÓRIA DAS DROGAS• Há milênios o homem conhece plantas comoa iboga, uma droga vegetal. O historiadorg...
HISTÓRIA DAS DROGASHISTÓRIA DAS DROGAS• Somente no século 20 é que começaram a surgir proibiçõesglobais ao uso de entorpec...
DEPENDÊNCIADEPENDÊNCIA• Condicionamento do sujeito à droga;Condicionamento do sujeito à droga;• Caracteriza-se por:Caracte...
DEPENDÊNCIA FÍSICADEPENDÊNCIA FÍSICA• Estado de necessidade fiosiológica,Estado de necessidade fiosiológica,anormal, causa...
DEPENDÊNCIA PSÍQUICADEPENDÊNCIA PSÍQUICAAs manifestações são psíquicas;As manifestações são psíquicas;Leva o sujeito a que...
TOXICOMANIATOXICOMANIA• Pela OMS, é um transtorno mental,Pela OMS, é um transtorno mental,pois causa alteração da estrutur...
TIPOS DE TÓXICOSTIPOS DE TÓXICOS• Maconha (Maconha (skunkskunk););• Morfina;Morfina;• Heroína;Heroína;• Cocaína;Cocaína;• ...
PSICOLÉPTICAS: drogas depressoras; reduzem a atividademental. Causam depressão.Álcool, morfina, barbitúricos, ansiolíticos...
EFEITO DAS DROGASEFEITO DAS DROGAS
MaconhaMaconha•A presença do THC no SNC desencadeiaA presença do THC no SNC desencadeiaalterações cognitivas (afrouxamento...
•Funções meurobiológicas das estruturas anatômicasFunções meurobiológicas das estruturas anatômicasreguladas pelos recepto...
MaconhaMaconha•A procura por salas de emergência decorrenteA procura por salas de emergência decorrentede problemas relaci...
MaconhaMaconha•Sintomas desagradáveis, tais como ansiedadeSintomas desagradáveis, tais como ansiedadeee bad tripsbad trips...
MaconhaMaconha•O consumo de maconha pode evoluir com quadros deO consumo de maconha pode evoluir com quadros denatureza es...
TratamentoTratamento•Reasseguramento psicológico.Reasseguramento psicológico.•Benzodiazepínicos (diazepam) se ansioso.Benz...
CocaínaCocaína•A cocaína é uma substância natural, extraída de umaA cocaína é uma substância natural, extraída de umaplant...
CocaínaCocaína•A via de administração escolhida para oA via de administração escolhida para oconsumo da cocaína interfere ...
CocaínaCocaína•Via pulmonar (crack ou pasta-base)Via pulmonar (crack ou pasta-base)•InjetávelInjetável•IntranasalIntranasa...
Pureza (%)Pureza (%)•Pulmonar: 40-85Pulmonar: 40-85•Injetável: 7-100Injetável: 7-100•Intranasal: 20-80Intranasal: 20-80•Or...
Início da ação (s)Início da ação (s)•Pulmonar: 8-10Pulmonar: 8-10•Injetável: 30-45Injetável: 30-45•Intranasal: 120-180Intr...
Duração (min)Duração (min)•Pulmonar: 5-10Pulmonar: 5-10•Injetável: 10-20Injetável: 10-20•Intranasal: 30-45Intranasal: 30-4...
Biodisponibilidade (%Biodisponibilidade (%absorvida)absorvida)•Pulmonar: 6-32Pulmonar: 6-32•Injetável: 100Injetável: 100•I...
CocaínaCocaína•Boa parte dos indivíduos faz uso de cocaínaBoa parte dos indivíduos faz uso de cocaínaassociada a depressor...
CocaínaCocaína•A cocaína estimula o SNC por meio do bloqueio da recaptação deA cocaína estimula o SNC por meio do bloqueio...
CocaínaCocaína•Com o uso crônico, porém, o SNC torna-se toleranteCom o uso crônico, porém, o SNC torna-se toleranteaos efe...
Complicações no SNCComplicações no SNC•AVC isquêmico ou hemorrágico, convulsões,AVC isquêmico ou hemorrágico, convulsões,t...
Complicações pulmonaresComplicações pulmonares•Vasoconstrição arterial pulmonar e brônquica, levandoVasoconstrição arteria...
Complicações cardiocirculatóriasComplicações cardiocirculatórias•IAM, isquemias e arritmias (ventricular e supra), crisesI...
Complicações gastrintestinaisComplicações gastrintestinais•Isquemia secundária à vasoconstrição arterial intensaIsquemia s...
Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•O consumo de cocaína por via nasal em baixas dosesO consumo de coc...
Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•Doses elevadas podem resultar em comportamentosDoses elevadas pode...
Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•Uma dose suficientemente alta pode levar aUma dose suficientemente...
Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•As complicações mais comuns daAs complicações mais comuns da overd...
TratamentoTratamento•Uma avaliação clínica completa é o primeiro passo.Uma avaliação clínica completa é o primeiro passo.•...
Complicações psiquiátricasComplicações psiquiátricas•As complicações psiquiátricas agudas são o principalAs complicações p...
Complicações psiquiátricasComplicações psiquiátricas•Indivíduos com transtorno bipolar do humorIndivíduos com transtorno b...
Complicações psiquiátricasComplicações psiquiátricas•A sedação com benzodiazepínicos é uma opção ´paraA sedação com benzod...
Síndrome de abstinência daSíndrome de abstinência dacocaínacocaína•Os sintomas da síndrome de abstinência daOs sintomas da...
Síndrome de abstinência daSíndrome de abstinência dacocaínacocaína•OO cravingcraving ou fissura pode estar presente em qua...
Tratamento da síndrome deTratamento da síndrome deabstinênciaabstinência•PsicoterapiaPsicoterapia•Estabilizadores do humor...
LSDLSD•A dietilamida do ácido lisérgico é uma dasA dietilamida do ácido lisérgico é uma dassubstâncias com ação psicotrópi...
LSDLSD•O LSD é estruturalmente semelhante à serotonina, seuO LSD é estruturalmente semelhante à serotonina, seuprovável el...
IntoxicaçãoIntoxicação•O consumo de LSD e seus similares podeO consumo de LSD e seus similares podedesencadear quadros psi...
TratamentoTratamento•Quadros ansiosos e de pânico por qualquerQuadros ansiosos e de pânico por qualquertipo de alucinógeno...
TratamentoTratamento•A aplicação de antipsicóticos IM pode serA aplicação de antipsicóticos IM pode serindicada na agitaçã...
AnfetaminasAnfetaminas•Atuam no SNC aumentando a liberação deAtuam no SNC aumentando a liberação demonoaminas e possivelme...
AnfetaminasAnfetaminas•O uso crônico leva à depleção dosO uso crônico leva à depleção dosneurotransmissores, com desenvolv...
Usuário discretoUsuário discreto•O usuário discreto seria usuário de doses baixas (20 aO usuário discreto seria usuário de...
Usuário mais nocivoUsuário mais nocivo•Mais interessado nos efeitos euforizantes daMais interessado nos efeitos euforizant...
Complicações e tratamentoComplicações e tratamento•Quadros ansiosos, com sintomas de pânico eQuadros ansiosos, com sintoma...
EcstasyEcstasy•Também chamado de MDMA (3,4-Também chamado de MDMA (3,4-metilenedioxi-metanfetamina).metilenedioxi-metanfet...
EcstasyEcstasy•É uma anfetamina modificada, com grande afinidadeÉ uma anfetamina modificada, com grande afinidadepelos rec...
EcstasyEcstasy•A percepção para a música, as cores e asA percepção para a música, as cores e assensações táteis parece mai...
EcstasyEcstasy•As principais complicações sãoAs principais complicações são deliriumdelirium,,nistagmo, crises hipertensiv...
OpiáceosOpiáceos•São substâncias naturais (morfina e codeína),São substâncias naturais (morfina e codeína),semi-sintéticas...
OpiáceosOpiáceos•O organismo é capaz de sintetizar seusO organismo é capaz de sintetizar seuspróprios opiáceos, as endorfi...
OpiáceosOpiáceos•Inibem o peristaltismo (antidiarréico) e provocaInibem o peristaltismo (antidiarréico) e provocabradipnéi...
OpiáceosOpiáceos•O uso provoca quadro de sedação, analgesia,O uso provoca quadro de sedação, analgesia,euforia e bem-estar...
OpiáceosOpiáceos•A overdose por opiáceos é caracterizada porA overdose por opiáceos é caracterizada porinconsciência, mios...
SolventesSolventes•Solventes bastante voláteis presentes em aerossóis,Solventes bastante voláteis presentes em aerossóis,v...
SolventesSolventes•É absorvido pelo pulmão e distribuído pelasÉ absorvido pelo pulmão e distribuído pelasmembranas lipídic...
SolventesSolventesClinicamente funcionam como depressoresClinicamente funcionam como depressorescentrais.centrais.Seus efe...
SolventesSolventes•Doses iniciais causam sensação de euforia eDoses iniciais causam sensação de euforia edesinibição, asso...
SolventesSolventes•Podem causar convulsões, coma e morte.Podem causar convulsões, coma e morte.•Além de depressores do SNC...
SolventesSolventes•O uso continuado pode atravessar dias sem aporteO uso continuado pode atravessar dias sem aportealiment...
IMPLICAÇÕESIMPLICAÇÕESFORENSESFORENSES• O viciado, para obter a droga, costumaO viciado, para obter a droga, costumapratic...
IMPLICAÇÕES FORENSESIMPLICAÇÕES FORENSESGRAU DE DEPENDÊNCIAGRAU DE DEPENDÊNCIA• Avaliar o grau de dependência:Avaliar o gr...
IMPLICAÇÕES FORENSESIMPLICAÇÕES FORENSESGRAU DE DEPENDÊNCIAGRAU DE DEPENDÊNCIA• Avaliar o grau de dependência:Avaliar o gr...
USUÁRIO OU TRAFICANTE?USUÁRIO OU TRAFICANTE?• Deve-se diferenciar o traficante doDeve-se diferenciar o traficante dodepend...
• Usam o tóxico,Usam o tóxico,viciam-se mas oviciam-se mas odelito não tem adelito não tem aintenção de obter aintenção de...
ESFERA CIVILESFERA CIVIL• Dependência grave: incapacidade total,Dependência grave: incapacidade total,cabe a interdição, i...
ESFERA CIVILESFERA CIVIL• Dependência moderada:Dependência moderada:• Deve-se levar em consideração o tipo deDeve-se levar...
INTERESSE MÉDICOINTERESSE MÉDICOFORENSEFORENSE• pesquisa e identificação da droga(flagrante);• quantidade consumida;• estu...
Ayahuasca• Índios da bacia Amazônica tomam esse cháalucinógeno há mais de 4 mil anos – um hábito quechamou a atenção de po...
• O nome quem deu foram os índios quíchuas,do Peru. Ayahuasca quer dizer “vinho dosespíritos” – segundo eles, o chá dá pod...
• No século 20, a fama do chá correu o mundo. Escritoresviajavam para a América do Sul, enfrentavam o calor e aumidade e d...
Cocaína• Quando chegaram à América, os espanhóis perceberam que osíndios da região tinham adoração pela folha da coca.Prag...
• O psicanalista Sigmund Freud investigou o uso da droga.Achava que ela serviria como remédio contra a depressão eembarcou...
Crack• Feita pela mistura da pasta de cocaína com bicarbonato desódio, leva em segundos a um estado de euforia intenso que...
• Em São Paulo, o crack ainda hoje é a droga maisvendida em favelas e entre os sem-teto. No Rio,demorou muito mais para ci...
Cogumelos• Existem cerca de 30 mil tipos de cogumelos no mundo, mas só70 provocam viagens. São os cogumelos alucinógenos, ...
• No Império Romano, o cogumelo utilizado era outro, ocaesarea, consumido com vinho em festas que terminavam emorgias. Out...
• No hemisfério sul, a variedade mais comum é o psilocybe quenasce nas fezes do gado. A mesma espécie aparece naAmérica Ce...
Maconha• A Cannabis sativa, originária da Ásia Central, é consumida hámais de 10 mil anos. Os primeiros sinais de uso medi...
• A planta apareceu no Brasil com escravos africanos, que ausavam em ritos religiosos. O sociólogo Gilberto Freyre anotoui...
• No século 19, a erva foi receitada até para a rainha inglesaVitória. Ela fez um tratamento à base de maconha contracólic...
Haxixe• A pasta formada pelas secreções de THC, princípio ativo damaconha, é consumida há milênios na Ásia – na China, for...
• O nome, no entanto, vem do árabe – hashish significa “ervaseca”. Ficou conhecido assim quando Hassan bin Sabbab, líderde...
• A droga se espalhou pela Europa no século 18. O poetafrancês Charles Baudelaire e seus amigos escritores AlexandreDumas ...
Ecstasy• Em 1912, um químico que investigava moderadores de apetitepara a empresa alemã Merck desenvolveu uma droga de nom...
• Não surpreende, portanto, o nome que fez a substânciafamosa: “ecstasy”, de êxtase mesmo. Em 20 anos, as pastilhasda drog...
Heroína• A substância foi descoberta em 1874, a partir de umaprimoramento na fórmula da morfina. Os trabalhos depesquisa n...
• Logo descobriram também que, injetada, a heroína éuma droga de efeito veloz, poderoso e que provocadependência rapidamen...
LSD• O químico alemão Albert Hofmann trabalhava no laboratórioSandoz, em 1938, investigando um medicamento para ativar aci...
• O americano Timothy Leary se encarregou de ser um dosembaixadores do LSD pelo mundo. Doutor em psicologiaclínica de Harv...
• Em 1967, o movimento era capaz de reunir até 100 mil pessoasnum parque. As farras lisérgicas muitas vezes acabavam emsex...
Ópio• O suco leitoso tirado da papoula branca é consumido há cercade 5 mil anos no sudoeste da Ásia, em ilhas do Mediterrâ...
• Na época das navegações, a Inglaterra chegou a monopolizar avenda mundial de ópio. Entre os principais importadores esta...
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Filmes com temática das drogasFilmes com temática das drogas..• 1- “A vida não é um sonho” (Requiem For a Dream, USA, rote...
Filmes com temática das drogas.Filmes com temática das drogas.• 8- “Meu Nome não é Johnny” (roteiro de Guilherme Fiúza, Ma...
Filmes com temática das drogasFilmes com temática das drogas..• 15- “Sexta-Feira em Apuros” (Friday, USA, roteiro deIce Cu...
Para saber mais• Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas -Henrique Carneiro, Elsevier, 2005• O Livro das Dro...
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Toxicomania

  1. 1. TOXICOFILIASTOXICOFILIAS
  2. 2. CONCEITOSCONCEITOS• Toxicomania – hábito ao uso de narcóticosToxicomania – hábito ao uso de narcóticose/ou psicotrópicos;e/ou psicotrópicos;• Do gregoDo grego toxicontoxicon: veneno no qual as flechas: veneno no qual as flechaseram embebidas; mania: loucura.eram embebidas; mania: loucura.Comportamento de dependência em relaçãoComportamento de dependência em relaçãoa uma ou mais substâncias psicoativas.a uma ou mais substâncias psicoativas.(Dicionário Larousse)(Dicionário Larousse)
  3. 3. TOXICOFILIASTOXICOFILIAS• OMSOMS““estado de intoxicação periódicaestado de intoxicação periódicaou crônica , nociva ao indivíduoou crônica , nociva ao indivíduoou à sociedade, produzida peloou à sociedade, produzida pelorepetido consumo de umarepetido consumo de umadroga natural ou sintética.”droga natural ou sintética.”
  4. 4. TOXICOFILIATOXICOFILIA• Conforme oConforme o Dictionnaire des DroguesDictionnaire des Drogues, a observação dos, a observação doscomportamentos da adicção em relação a drogas tais como ocomportamentos da adicção em relação a drogas tais como oálcool e o ópio data do começo do século XIX. A partir de 1840,álcool e o ópio data do começo do século XIX. A partir de 1840,o uso de produtos psicotrópicos se diversifica e se generalizao uso de produtos psicotrópicos se diversifica e se generalizaentre a população. O conceito de alcoolismo foi estabelecidoentre a população. O conceito de alcoolismo foi estabelecidoem 1849 pelos cientistas. Em 1875, fala-se de cocainomania eem 1849 pelos cientistas. Em 1875, fala-se de cocainomania emorfinomania. O termo genérico de toxicomania, utilizadomorfinomania. O termo genérico de toxicomania, utilizadodesde 1880, designava as condutas de adição em relação adesde 1880, designava as condutas de adição em relação adiversas drogas. Agrupou-se, em seguida, o termo toxicomaniadiversas drogas. Agrupou-se, em seguida, o termo toxicomaniaàs práticas mais diferentes de consumo, enquanto que aàs práticas mais diferentes de consumo, enquanto que aorigem dos critérios eram o comportamento aditivo, compulsivoorigem dos critérios eram o comportamento aditivo, compulsivoe provocador de uma situação de desmame quando dae provocador de uma situação de desmame quando dasuspensão do produto. O termo designa igualmente osuspensão do produto. O termo designa igualmente ofenômeno do consumo de drogas com uma conotaçãofenômeno do consumo de drogas com uma conotaçãopatológica, médica.patológica, médica.
  5. 5. TOXICOFILIATOXICOFILIA• Tradicionalmente: forma de comportamento que,Tradicionalmente: forma de comportamento que,recorrendo a meios artificiais - "os tóxicos" ou "asrecorrendo a meios artificiais - "os tóxicos" ou "asdrogas" - visa tanto a negação dos sofrimentos comodrogas" - visa tanto a negação dos sofrimentos comoa busca de prazeres. Trata-se, pois, de uma situaçãoa busca de prazeres. Trata-se, pois, de uma situaçãopsicoafetiva estruturando-se para encontrar umpsicoafetiva estruturando-se para encontrar umestado almejado que deve funcionar comoestado almejado que deve funcionar comoeuforizante das satisfações que o indivíduo nãoeuforizante das satisfações que o indivíduo nãoencontra na vida cotidiana. (Claude Olievenstein -encontra na vida cotidiana. (Claude Olievenstein - "A"Adroga"droga"))
  6. 6. HISTÓRIA DAS DROGASHISTÓRIA DAS DROGAS• Há cerca de 5 mil anos, uma tribo de pigmeus do centro daÁfrica saiu para caçar. Alguns deles notaram o estranhocomportamento de javalis que comiam uma certa planta. Osanimais ficavam mansos ou andavam desorientados. Umpigmeu, então, resolveu provar aquele arbusto. Comeu egostou. Recomendou para outros na tribo, que tambémadoraram a sensação de entorpecimento. Logo, um curandeiroavisou: havia uma divindade dentro da planta. E os nativospassaram a venerar o arbusto. Começaram a fazer rituais quese espalharam por outras tribos. E são feitos até hoje. A árvoreTabernanthe iboga, conhecida por iboga, é usada para finslisérgicos em cerimônias com adeptos no Gabão, Angola,Guiné e Camarões.
  7. 7. HISTÓRIA DAS DROGASHISTÓRIA DAS DROGAS• Há milênios o homem conhece plantas comoa iboga, uma droga vegetal. O historiadorgrego Heródoto anotou, em 450 a.C., que aCannabis sativa, planta da maconha, eraqueimada em saunas para dar barato emfreqüentadores. “O banho de vapor dava umgozo tão intenso que arrancava gritos dealegria.” No fim do século 19, muitos dessesprodutos viraram, em laboratórios, drogassintetizadas. Foram estudadas por cientistase médicos, como Sigmund Freud.
  8. 8. HISTÓRIA DAS DROGASHISTÓRIA DAS DROGAS• Somente no século 20 é que começaram a surgir proibiçõesglobais ao uso de entorpecentes. Primeiro, nos EUA, em 1948.Depois, em 1961, em mais de 100 países (Brasil entre eles),após uma convenção da ONU. Segundo um relatório publicadopela entidade em 2005, há cerca de 340 milhões de usuáriosde drogas no planeta. Movimentam um mercado de 1,5 trilhãode dólares. “Ao longo da história, as drogas tiveram usosmúltiplos que alimentaram e espelharam a alma humana”, diz oprofessor da USP Henrique Carneiro, autor de PequenaEnciclopédia da História das Drogas e Bebidas. Elas deramorigem a religiões, percorreram o planeta com o comércio,provocaram guerras, mudaram a cultura, música e moda.Acompanhe agora uma viagem pela história das substânciasmais famosas.
  9. 9. DEPENDÊNCIADEPENDÊNCIA• Condicionamento do sujeito à droga;Condicionamento do sujeito à droga;• Caracteriza-se por:Caracteriza-se por:• TolerânciaTolerância• AbstinênciaAbstinência• Deve haver obrigação imperiosa de consumir aDeve haver obrigação imperiosa de consumir adroga e repercussões sociais/laborais.droga e repercussões sociais/laborais.• Dependência psíquicaDependência psíquica• Dependência físicaDependência física
  10. 10. DEPENDÊNCIA FÍSICADEPENDÊNCIA FÍSICA• Estado de necessidade fiosiológica,Estado de necessidade fiosiológica,anormal, causada por suspensão súbitaanormal, causada por suspensão súbitaou dosagem insuficiente da substânciaou dosagem insuficiente da substânciaquímica;química;Ocorre a abstinência (miose, tremores,Ocorre a abstinência (miose, tremores,calafrios, convulsões, etc.)calafrios, convulsões, etc.)
  11. 11. DEPENDÊNCIA PSÍQUICADEPENDÊNCIA PSÍQUICAAs manifestações são psíquicas;As manifestações são psíquicas;Leva o sujeito a querer usar a droga deLeva o sujeito a querer usar a droga deforma periódica ou constante;forma periódica ou constante;PARA ALGUNS AUTORES, SÃO CONSIDERADAS COMOLEGÍTIMA ABSTINÊNCIA OS ESTADOSMAIS GRAVES, CUJA EXISTÊNCIA ÉOBSErVADA EM GRANDES CONSUMIDORESDESTAS SUBSTÂNCIAS
  12. 12. TOXICOMANIATOXICOMANIA• Pela OMS, é um transtorno mental,Pela OMS, é um transtorno mental,pois causa alteração da estrutura epois causa alteração da estrutura efuncionamento normal dofuncionamento normal doindivíduo;indivíduo;CONSTITUIÇÃO TOXICOFÍLICA:PREDISPOSIÇÃO, POSSIBILIDADEDE SE DEIXAR DOMINAR FÍSICA EPSIQUICAMENTE PELO TÓXICO
  13. 13. TIPOS DE TÓXICOSTIPOS DE TÓXICOS• Maconha (Maconha (skunkskunk););• Morfina;Morfina;• Heroína;Heroína;• Cocaína;Cocaína;• LSD 25;LSD 25;• Barbitúricos;Barbitúricos;• AnfetaminasAnfetaminas• Crack, CogumeloCrack, Cogumelo• Cola e MerlaCola e Merla
  14. 14. PSICOLÉPTICAS: drogas depressoras; reduzem a atividademental. Causam depressão.Álcool, morfina, barbitúricos, ansiolíticos, heroínaPSICOANALÉPTICAS: Aumentam a atividade cerebral ecausam excitação.Cafeína, tabaco, anfetamina, ecstasy, cocaína e inalantes.PSICODISLÉPTICAS: Perturbam e distorcem o funcionamentocerebral. São substâncias alucinógenas.Maconha, LSD, biperideno (Akineton), triexifenidil(Artane) .CLASSIFICAÇÃO
  15. 15. EFEITO DAS DROGASEFEITO DAS DROGAS
  16. 16. MaconhaMaconha•A presença do THC no SNC desencadeiaA presença do THC no SNC desencadeiaalterações cognitivas (afrouxamento dasalterações cognitivas (afrouxamento dasassociações, fragmentação do pensamento,associações, fragmentação do pensamento,confusão, alterações na memória de fixação),confusão, alterações na memória de fixação),prejuízos da atenção, alterações do humor,prejuízos da atenção, alterações do humor,exacerbação do apetite e incoordenaçãoexacerbação do apetite e incoordenaçãomotora, em vários graus.motora, em vários graus.
  17. 17. •Funções meurobiológicas das estruturas anatômicasFunções meurobiológicas das estruturas anatômicasreguladas pelos receptores canabinóidesreguladas pelos receptores canabinóides•Hipocampo e córtex frontal: funções cognitivasHipocampo e córtex frontal: funções cognitivassuperiores.superiores.•Gânglios da base e cerebelo: controle e coordenaçãoGânglios da base e cerebelo: controle e coordenaçãodos movimentos, atenção seletiva.dos movimentos, atenção seletiva.•Hipotálamo e complexo amgdalóide: controle do humorHipotálamo e complexo amgdalóide: controle do humore apetite.e apetite.•Giro do cíngulo anterior: atenção dividida.Giro do cíngulo anterior: atenção dividida.
  18. 18. MaconhaMaconha•A procura por salas de emergência decorrenteA procura por salas de emergência decorrentede problemas relacionados ao uso dade problemas relacionados ao uso dasubstância é rara e improvável.substância é rara e improvável.•A toxicidade da maconha é extremamenteA toxicidade da maconha é extremamentebaixa, não havendo casos de morte porbaixa, não havendo casos de morte porintoxicação confirmados na literatura.intoxicação confirmados na literatura.•Complicações agudas tampouco são relatadasComplicações agudas tampouco são relatadascom frequência.com frequência.
  19. 19. MaconhaMaconha•Sintomas desagradáveis, tais como ansiedadeSintomas desagradáveis, tais como ansiedadeee bad tripsbad trips, muitas vezes com sintomas de, muitas vezes com sintomas depânico, medo, disforia e reações depressivas,pânico, medo, disforia e reações depressivas,podem acompanhar o uso.podem acompanhar o uso.•Sintomas paranóides transitórios também sãoSintomas paranóides transitórios também sãopossíveis.possíveis.•Todos esses sintomas são influenciados pelaTodos esses sintomas são influenciados pelaexpectativa do usuário acerca dos efeitos,expectativa do usuário acerca dos efeitos,assim como pelo contexto sociocultural doassim como pelo contexto sociocultural doconsumo.consumo.
  20. 20. MaconhaMaconha•O consumo de maconha pode evoluir com quadros deO consumo de maconha pode evoluir com quadros denatureza esquizofreniforme, que algumas vezesnatureza esquizofreniforme, que algumas vezespermanecem mesmo após o período depermanecem mesmo após o período dedesintoxicação.desintoxicação.•Sintomas depressivos e maníacos também podemSintomas depressivos e maníacos também podemaparecer, principalmente quando relacionados ao usoaparecer, principalmente quando relacionados ao usocrônico.crônico.•Início de uso em idade precoce como adolescência,Início de uso em idade precoce como adolescência,assim como grandes quantidades e por longos períodosassim como grandes quantidades e por longos períodosde tempo, aumentam o risco para transtornosde tempo, aumentam o risco para transtornospsiquiátricos.psiquiátricos.
  21. 21. TratamentoTratamento•Reasseguramento psicológico.Reasseguramento psicológico.•Benzodiazepínicos (diazepam) se ansioso.Benzodiazepínicos (diazepam) se ansioso.•Benzodiazepínicos e antipsicóticosBenzodiazepínicos e antipsicóticos(risperidona ou haloperidol) em caso de(risperidona ou haloperidol) em caso desintomas psicóticos.sintomas psicóticos.•Em caso de alteração psicomotora importanteEm caso de alteração psicomotora importanteou risco de agressividade, deve-se usarou risco de agressividade, deve-se usarmedicamentos intramusculares.medicamentos intramusculares.
  22. 22. CocaínaCocaína•A cocaína é uma substância natural, extraída de umaA cocaína é uma substância natural, extraída de umaplanta (planta (Erythroxylon cocaErythroxylon coca), estimulante do SNC e), estimulante do SNC eanestésico local.anestésico local.•Foi isolada na virada do século XX e largamenteFoi isolada na virada do século XX e largamenteutilizada pela medicina até o início dos anos de 1920,utilizada pela medicina até o início dos anos de 1920,quando foi proibida em vários países da Europa e nosquando foi proibida em vários países da Europa e nosEstados Unidos devido à dependência e aosEstados Unidos devido à dependência e aoscomportamentos de abuso que causava.comportamentos de abuso que causava.•Ressurgiu nos anos de 1980 e é hoje a droga ilícitaRessurgiu nos anos de 1980 e é hoje a droga ilícitamais comumente mencionada nas admissões emmais comumente mencionada nas admissões empronto-socorros.pronto-socorros.
  23. 23. CocaínaCocaína•A via de administração escolhida para oA via de administração escolhida para oconsumo da cocaína interfere na quantidade econsumo da cocaína interfere na quantidade ena qualidade dos efeitos provocados pelana qualidade dos efeitos provocados pelasubstância.substância.
  24. 24. CocaínaCocaína•Via pulmonar (crack ou pasta-base)Via pulmonar (crack ou pasta-base)•InjetávelInjetável•IntranasalIntranasal•Oral (folhas mascadas ou ingestão do pó)Oral (folhas mascadas ou ingestão do pó)
  25. 25. Pureza (%)Pureza (%)•Pulmonar: 40-85Pulmonar: 40-85•Injetável: 7-100Injetável: 7-100•Intranasal: 20-80Intranasal: 20-80•Oral: 0,5-1 (folhas mascadas); 20-80 (ingestãoOral: 0,5-1 (folhas mascadas); 20-80 (ingestãodo pó)do pó)
  26. 26. Início da ação (s)Início da ação (s)•Pulmonar: 8-10Pulmonar: 8-10•Injetável: 30-45Injetável: 30-45•Intranasal: 120-180Intranasal: 120-180•Oral: 300-600 (folhas mascadas); 600-1800Oral: 300-600 (folhas mascadas); 600-1800(ingestão do pó)(ingestão do pó)
  27. 27. Duração (min)Duração (min)•Pulmonar: 5-10Pulmonar: 5-10•Injetável: 10-20Injetável: 10-20•Intranasal: 30-45Intranasal: 30-45•Oral: 45-90 (folhas mascadas)Oral: 45-90 (folhas mascadas)
  28. 28. Biodisponibilidade (%Biodisponibilidade (%absorvida)absorvida)•Pulmonar: 6-32Pulmonar: 6-32•Injetável: 100Injetável: 100•Intranasal: 20-30Intranasal: 20-30•Oral: 20-30 (folhas mascadas); 20-30Oral: 20-30 (folhas mascadas); 20-30(ingestão do pó)(ingestão do pó)
  29. 29. CocaínaCocaína•Boa parte dos indivíduos faz uso de cocaínaBoa parte dos indivíduos faz uso de cocaínaassociada a depressores do SNC, visando aassociada a depressores do SNC, visando acontrabalançar os efeitos simpaticomiméticoscontrabalançar os efeitos simpaticomiméticosda droga.da droga.•É possível haver dependência de álcoolÉ possível haver dependência de álcoolassociada, o que pode produzir sinais eassociada, o que pode produzir sinais esintomas de abstinência e/ousintomas de abstinência e/ou deliriumdelirium nos diasnos diasque se seguem à admissão.que se seguem à admissão.
  30. 30. CocaínaCocaína•A cocaína estimula o SNC por meio do bloqueio da recaptação deA cocaína estimula o SNC por meio do bloqueio da recaptação dedopamina, serotonina e noradrenalina nas sinapses.dopamina, serotonina e noradrenalina nas sinapses.•Monoaminas são substancias bioquímicas derivadasMonoaminas são substancias bioquímicas derivadasde aminoácidos através do processo de descarboxilação.de aminoácidos através do processo de descarboxilação.•As monoaminas atuam no corpo humano comoAs monoaminas atuam no corpo humano comoneurotransmissores, sendo a norepinefrina, a serotonina e aneurotransmissores, sendo a norepinefrina, a serotonina e adopamina as mais abundantes no sistema nervoso.dopamina as mais abundantes no sistema nervoso.•O aumento da concentração das monoaminas na fenda sinápticaO aumento da concentração das monoaminas na fenda sinápticaestimula os receptores pós-sinápticos de modo mais intenso eestimula os receptores pós-sinápticos de modo mais intenso eprolongado, levando ao aumento do tônus simpático.prolongado, levando ao aumento do tônus simpático.
  31. 31. CocaínaCocaína•Com o uso crônico, porém, o SNC torna-se toleranteCom o uso crônico, porém, o SNC torna-se toleranteaos efeitos euforizantes da cocaína, por meio daaos efeitos euforizantes da cocaína, por meio dainibição da secreção de monoaminas, da redução dosinibição da secreção de monoaminas, da redução dosreceptores pós-sinápticos (receptores pós-sinápticos (downregulationdownregulation) e do) e doaumento da metabolização de neurotransmissores naaumento da metabolização de neurotransmissores nasinapse.sinapse.•O resultado é uma diminuição dos níveis deO resultado é uma diminuição dos níveis demonoaminas na fenda sináptica, provável elomonoaminas na fenda sináptica, provável eloneurobiológico entre o uso prolongado de cocaína e oneurobiológico entre o uso prolongado de cocaína e osurgimento dos sintomas de abstinência da substância.surgimento dos sintomas de abstinência da substância.•Além disso, ocorre um processo de sensibilização doAlém disso, ocorre um processo de sensibilização doSNC, com convulsões,SNC, com convulsões, cravingcraving e sintomas paranóides.e sintomas paranóides.
  32. 32. Complicações no SNCComplicações no SNC•AVC isquêmico ou hemorrágico, convulsões,AVC isquêmico ou hemorrágico, convulsões,transtornos do movimento (acatisia, discinesia,transtornos do movimento (acatisia, discinesia,distonia).distonia).•Em administração EV: aneurismas micóticos.Em administração EV: aneurismas micóticos.
  33. 33. Complicações pulmonaresComplicações pulmonares•Vasoconstrição arterial pulmonar e brônquica, levandoVasoconstrição arterial pulmonar e brônquica, levandoa hemorragia instersticial e alveolar.a hemorragia instersticial e alveolar.•Epistaxe, perfuração do septo nasal, ulceraçõesEpistaxe, perfuração do septo nasal, ulceraçõesorofaríngeas (via intranasal); lesões térmicas na viasorofaríngeas (via intranasal); lesões térmicas na viasaéreas superiores, escarro enegrecido ou hemoptíico,aéreas superiores, escarro enegrecido ou hemoptíico,broncoespasmo, pneumotórax, pneumomediastino (viabroncoespasmo, pneumotórax, pneumomediastino (viapulmonar); embolia pulmonar (EV).pulmonar); embolia pulmonar (EV).
  34. 34. Complicações cardiocirculatóriasComplicações cardiocirculatórias•IAM, isquemias e arritmias (ventricular e supra), crisesIAM, isquemias e arritmias (ventricular e supra), criseshipertensivas, lesões endoteliais com trombose arterial,hipertensivas, lesões endoteliais com trombose arterial,dissecção da aorta.dissecção da aorta.•No uso EV: Flebites, endocardites infecciosas.No uso EV: Flebites, endocardites infecciosas.
  35. 35. Complicações gastrintestinaisComplicações gastrintestinais•Isquemia secundária à vasoconstrição arterial intensaIsquemia secundária à vasoconstrição arterial intensae prolongada, com ulceração ou perfuraçãoe prolongada, com ulceração ou perfuraçãogastroduodenal.gastroduodenal.•BodypackersBodypackers ouou mulasmulas, narcotraficantes que ingerem, narcotraficantes que ingereminvólucros de cocaína a fim de transportá-los parainvólucros de cocaína a fim de transportá-los paraoutros locais: Risco de ruptura eoutros locais: Risco de ruptura e overdoseoverdose (VO)(VO)
  36. 36. Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•O consumo de cocaína por via nasal em baixas dosesO consumo de cocaína por via nasal em baixas doses(2 a 3 mg/kg) causa um aumento modesto da(2 a 3 mg/kg) causa um aumento modesto dafrequência cardíaca (17%), da pressão arterial (8%) efrequência cardíaca (17%), da pressão arterial (8%) eda pressão intraventricular esquerda (18% positivo eda pressão intraventricular esquerda (18% positivo e15% negativo).15% negativo).•Psiquicamente, há um quadro de euforia, sensação dePsiquicamente, há um quadro de euforia, sensação debem-estar e plenitude cognitiva, aumento da auto-bem-estar e plenitude cognitiva, aumento da auto-estima e da vontade sexual e diminuição do apetite.estima e da vontade sexual e diminuição do apetite.•Sudorese, tremor leve de extremidades e dilataçãoSudorese, tremor leve de extremidades e dilataçãopupilar, podem ser observados.pupilar, podem ser observados.
  37. 37. Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•Doses elevadas podem resultar em comportamentosDoses elevadas podem resultar em comportamentosestereotipados, bruxismo, irritabilidade,estereotipados, bruxismo, irritabilidade,comportamentos violentos, inquietação, hipervigilânciacomportamentos violentos, inquietação, hipervigilânciacom ou sem sintomas paranóides, quadros ansiosos,com ou sem sintomas paranóides, quadros ansiosos,de pânico oude pânico ou deliriumdelirium..•Esse quadro de estimulação pode evoluir comEsse quadro de estimulação pode evoluir comdepressão do SNC, caracterizada por paralisia dadepressão do SNC, caracterizada por paralisia daatividade motora, com possível arreflexia e estupor.atividade motora, com possível arreflexia e estupor.
  38. 38. Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•Uma dose suficientemente alta pode levar aUma dose suficientemente alta pode levar a overdoseoverdose,,ou seja, falência de um ou mais órgãos do corpo, comou seja, falência de um ou mais órgãos do corpo, comrisco significativo de morte.risco significativo de morte.•Qualquer tipo de usuário (crônico, eventual ouQualquer tipo de usuário (crônico, eventual ouiniciante) pode ser acometido.iniciante) pode ser acometido.•O mecanismo é o aumento do tônus simpático, porO mecanismo é o aumento do tônus simpático, pormeio do bloqueio da recaptação das monoaminas nomeio do bloqueio da recaptação das monoaminas noSNC.SNC.•A dose letal é incerta, mas influenciada por fatoresA dose letal é incerta, mas influenciada por fatorescomo tolerância, presença de patologias de base (porcomo tolerância, presença de patologias de base (porexemplo, insuficiência coronariana, aneurismas) e grauexemplo, insuficiência coronariana, aneurismas) e graude pureza e adulterantes da cocaína vendida nas ruas.de pureza e adulterantes da cocaína vendida nas ruas.
  39. 39. Intoxicação aguda eIntoxicação aguda e overdoseoverdose•As complicações mais comuns daAs complicações mais comuns da overdoseoverdosesão agitação psicomotora,são agitação psicomotora, deliriumdelirium, hipertensão, hipertensãoarterial sistêmica, arritmia cardíaca,arterial sistêmica, arritmia cardíaca, anginaanginapectorispectoris, infarto agudo do miocárdio,, infarto agudo do miocárdio,convulsões, AVC, hipertermia, rabdomiólise econvulsões, AVC, hipertermia, rabdomiólise eacidose metabólica.acidose metabólica.
  40. 40. TratamentoTratamento•Uma avaliação clínica completa é o primeiro passo.Uma avaliação clínica completa é o primeiro passo.•A rápida obtenção da glicemia e da temperatura éA rápida obtenção da glicemia e da temperatura éfundamental para evitar futuras complicaçõesfundamental para evitar futuras complicaçõesdecorrentes da hipoglicemia e da hipertermia.decorrentes da hipoglicemia e da hipertermia.•A dor precordial costuma ser sintoma de IAM em 3%A dor precordial costuma ser sintoma de IAM em 3%dos casos.dos casos.•Deve ser avaliado ECG, função renal e hepática,Deve ser avaliado ECG, função renal e hepática,hemograma completo, eletrólitos e glicemia.hemograma completo, eletrólitos e glicemia.
  41. 41. Complicações psiquiátricasComplicações psiquiátricas•As complicações psiquiátricas agudas são o principalAs complicações psiquiátricas agudas são o principalmotivo de procura por atendimento de emergênciamotivo de procura por atendimento de emergênciaentre os usuários de cocaína.entre os usuários de cocaína.•Em geral, prevalecem os quadros ansiosos,Em geral, prevalecem os quadros ansiosos,principalmente com sintomas de mal-estar e pânico.principalmente com sintomas de mal-estar e pânico.Nesses casos, a inquietação motora é umaNesses casos, a inquietação motora é umaapresentação bastante recorrente.apresentação bastante recorrente.•Alguns apresentam quadros paranóides transitórios,Alguns apresentam quadros paranóides transitórios,restritos ao período de intoxicação.restritos ao período de intoxicação.•A cocaína, porém, é um fator de risco para o início deA cocaína, porém, é um fator de risco para o início detranstornos psicóticos em indivíduos predispostos.transtornos psicóticos em indivíduos predispostos.
  42. 42. Complicações psiquiátricasComplicações psiquiátricas•Indivíduos com transtorno bipolar do humorIndivíduos com transtorno bipolar do humorpodem desencadear quadros de mania após opodem desencadear quadros de mania após oconsumo da substância, ou utilizá-la paraconsumo da substância, ou utilizá-la parapotencializar os sintomas da doença.potencializar os sintomas da doença.•O uso crônico de cocaína evolui com sintomasO uso crônico de cocaína evolui com sintomasdepressivos ou depressão maior em boa partedepressivos ou depressão maior em boa partedos indivíduos.dos indivíduos.
  43. 43. Complicações psiquiátricasComplicações psiquiátricas•A sedação com benzodiazepínicos é uma opção ´paraA sedação com benzodiazepínicos é uma opção ´paraos casos de inquietação aguda, com predomínio deos casos de inquietação aguda, com predomínio deansiedade.ansiedade.•Pacientes com sintomas psicóticos ou quadro dePacientes com sintomas psicóticos ou quadro deagitação psicomotora importante ou risco de agressãoagitação psicomotora importante ou risco de agressãodevem ser tratados com antipsicóticos.devem ser tratados com antipsicóticos.•Os antipsicóticos diminuem o limiar convulsivo eOs antipsicóticos diminuem o limiar convulsivo edevem ser administrados com cautela. Midazolam IMdevem ser administrados com cautela. Midazolam IM(benzodiazepínico) pode ser associado.(benzodiazepínico) pode ser associado.
  44. 44. Síndrome de abstinência daSíndrome de abstinência dacocaínacocaína•Os sintomas da síndrome de abstinência daOs sintomas da síndrome de abstinência dacocaína são marcadamente psíquicos.cocaína são marcadamente psíquicos.•Nas primeiras horas após a interrupção doNas primeiras horas após a interrupção doconsumo, aparecem sintomas de disforia econsumo, aparecem sintomas de disforia edepressão, associados a ansiedade e insônia.depressão, associados a ansiedade e insônia.•Há diminuição global da energia, na forma deHá diminuição global da energia, na forma delentidão e fadiga.lentidão e fadiga.•Tais sintomas desaparecem ao longo de diasTais sintomas desaparecem ao longo de diasou semanas.ou semanas.
  45. 45. Síndrome de abstinência daSíndrome de abstinência dacocaínacocaína•OO cravingcraving ou fissura pode estar presente em qualquerou fissura pode estar presente em qualquermomento da abstinência e permanece por váriosmomento da abstinência e permanece por váriosmeses, com períodos de intensidade flutuantes até suameses, com períodos de intensidade flutuantes até suaremissão.remissão.•É caracterizado como um desejo súbito e intenso deÉ caracterizado como um desejo súbito e intenso deutilizar uma substância, a memória da euforia emutilizar uma substância, a memória da euforia emcontraste com o desprazer presente.contraste com o desprazer presente.•Sua ocorrência é súbita, autolimitada (cerca de 30Sua ocorrência é súbita, autolimitada (cerca de 30minutos) e geralmente desencadeada por “gatilhos”, ouminutos) e geralmente desencadeada por “gatilhos”, ouseja, eventos que reportam o usuário a seu consumoseja, eventos que reportam o usuário a seu consumopregresso de cocaína, trazendo de volta o desejo depregresso de cocaína, trazendo de volta o desejo deutilizá-la.utilizá-la.
  46. 46. Tratamento da síndrome deTratamento da síndrome deabstinênciaabstinência•PsicoterapiaPsicoterapia•Estabilizadores do humor (topiramato,Estabilizadores do humor (topiramato,lamotrigina)lamotrigina)•AntidepressivosAntidepressivos•AntipsicóticosAntipsicóticos•BenzodiazepínicosBenzodiazepínicos
  47. 47. LSDLSD•A dietilamida do ácido lisérgico é uma dasA dietilamida do ácido lisérgico é uma dassubstâncias com ação psicotrópica maissubstâncias com ação psicotrópica maispotente: doses de 20 a 50 milionésimos depotente: doses de 20 a 50 milionésimos degrama produzem efeitos com 4 a 12 horas degrama produzem efeitos com 4 a 12 horas deduração.duração.•É utilizada preferencialmente por via oral ouÉ utilizada preferencialmente por via oral ousublingual, na forma de micropontos emsublingual, na forma de micropontos emtabletes.tabletes.
  48. 48. LSDLSD•O LSD é estruturalmente semelhante à serotonina, seuO LSD é estruturalmente semelhante à serotonina, seuprovável elo alucinógeno. Embora o LSD se ligue aprovável elo alucinógeno. Embora o LSD se ligue avários subtipos de receptores, o 5HT2 é o maisvários subtipos de receptores, o 5HT2 é o maisimportante em seu mecanismo de ação: está localizadoimportante em seu mecanismo de ação: está localizadono córtex cerebral, onde o alucinógeno exerceno córtex cerebral, onde o alucinógeno exercealterações cognitivas e perceptuais.alterações cognitivas e perceptuais.•Antagonistas 5HT2 são capazes de inibir suas açõesAntagonistas 5HT2 são capazes de inibir suas açõesfarmacológicas.farmacológicas.•A tolerância para os efeitos alucinógenos do LSD éA tolerância para os efeitos alucinógenos do LSD érápida e reversível. Isso talvez explique o usorápida e reversível. Isso talvez explique o usoesporádico e não-aditivo da substância.esporádico e não-aditivo da substância.
  49. 49. IntoxicaçãoIntoxicação•O consumo de LSD e seus similares podeO consumo de LSD e seus similares podedesencadear quadros psicóticos agudos edesencadear quadros psicóticos agudos eprolongados (normalmente em indivíduosprolongados (normalmente em indivíduospredispostos) e quadros depressivos epredispostos) e quadros depressivos eexacerbar doenças psiquiátricas prévias.exacerbar doenças psiquiátricas prévias.•Casos de hipertermia já foram relatados.Casos de hipertermia já foram relatados.•Outra complicação aguda sãoOutra complicação aguda são flashbacksflashbacks, o, oressurgimento dos sintomas na ausência deressurgimento dos sintomas na ausência deintoxicação.intoxicação.•Não há relatos deNão há relatos de overdoseoverdose..
  50. 50. TratamentoTratamento•Quadros ansiosos e de pânico por qualquerQuadros ansiosos e de pânico por qualquertipo de alucinógeno podem ser controladostipo de alucinógeno podem ser controladosapenas com reasseguramento e orientaçãoapenas com reasseguramento e orientaçãovoltada para a realidade.voltada para a realidade.•Sintomas de maior intensidade podemSintomas de maior intensidade podemrequerer a prescrição de benzodiazepínicosrequerer a prescrição de benzodiazepínicos(diazepam VO, repetindo se necessário, ou(diazepam VO, repetindo se necessário, oumidazolam IM nas agitações).midazolam IM nas agitações).
  51. 51. TratamentoTratamento•A aplicação de antipsicóticos IM pode serA aplicação de antipsicóticos IM pode serindicada na agitação grave e sintomasindicada na agitação grave e sintomaspsicóticos.psicóticos.•Comportamentos violentos ou agressivosComportamentos violentos ou agressivospodem requerer contenção mecânica, a fim depodem requerer contenção mecânica, a fim deassegurar a integridade física do paciente e deassegurar a integridade física do paciente e deterceiros.terceiros.•Não há relatos de síndrome de abstinênciaNão há relatos de síndrome de abstinênciapara o LSD.para o LSD.
  52. 52. AnfetaminasAnfetaminas•Atuam no SNC aumentando a liberação deAtuam no SNC aumentando a liberação demonoaminas e possivelmente como agonistasmonoaminas e possivelmente como agonistase bloqueadoras da recaptação das mesmas,e bloqueadoras da recaptação das mesmas,levando a um aumento do tônus simpático, comlevando a um aumento do tônus simpático, comdiminuição do sono e do apetite, aceleração dodiminuição do sono e do apetite, aceleração docurso do pensamento, sensação de energia,curso do pensamento, sensação de energia,diminuição da fadiga, midríase, taquicardia ediminuição da fadiga, midríase, taquicardia eelevação da pressão arterial.elevação da pressão arterial.
  53. 53. AnfetaminasAnfetaminas•O uso crônico leva à depleção dosO uso crônico leva à depleção dosneurotransmissores, com desenvolvimento deneurotransmissores, com desenvolvimento detolerância aos efeitos da anfetamina, propiciando otolerância aos efeitos da anfetamina, propiciando oabuso.abuso.
  54. 54. Usuário discretoUsuário discreto•O usuário discreto seria usuário de doses baixas (20 aO usuário discreto seria usuário de doses baixas (20 a40mg/dia) como hábito afim de melhorar seu40mg/dia) como hábito afim de melhorar seudesempenho social. Podem se expor a esforços edesempenho social. Podem se expor a esforços eatividades desnecessários, resultando em fadigaatividades desnecessários, resultando em fadigaexcessiva, depressão e letargia, algumas vezes comexcessiva, depressão e letargia, algumas vezes comidéias de suicídio.idéias de suicídio.•Seu perfil discreto e socialmente enquadrado faz comSeu perfil discreto e socialmente enquadrado faz comque o consumo de anfetamina passe despercebido, atéque o consumo de anfetamina passe despercebido, atéque procurem atendimento médico de emergência.que procurem atendimento médico de emergência.
  55. 55. Usuário mais nocivoUsuário mais nocivo•Mais interessado nos efeitos euforizantes daMais interessado nos efeitos euforizantes dasubstância.substância.•Pode chegar a doses diárias de 50 a 150mg porPode chegar a doses diárias de 50 a 150mg pordesenvolver tolerância aos efeitos euforizantes.desenvolver tolerância aos efeitos euforizantes.•Sedativos como álcool e benzodiazepínicos podem serSedativos como álcool e benzodiazepínicos podem serutilizados com o intuito de combater a insôniautilizados com o intuito de combater a insôniaprovocada pelo uso desregrado.provocada pelo uso desregrado.
  56. 56. Complicações e tratamentoComplicações e tratamento•Quadros ansiosos, com sintomas de pânico eQuadros ansiosos, com sintomas de pânico einquietação, podem aparecer na intoxicação aguda.inquietação, podem aparecer na intoxicação aguda.•O risco de overdose e de surgimento de complicaçõesO risco de overdose e de surgimento de complicaçõespsiquiátricas está sempre presente.psiquiátricas está sempre presente.•Seus mecanismos fisiopatológicos e as formas deSeus mecanismos fisiopatológicos e as formas detratamento são semelhantes aos observados entre ostratamento são semelhantes aos observados entre osusuários de cocaína.usuários de cocaína.
  57. 57. EcstasyEcstasy•Também chamado de MDMA (3,4-Também chamado de MDMA (3,4-metilenedioxi-metanfetamina).metilenedioxi-metanfetamina).•Se tornou mais popular com sua adoçãoSe tornou mais popular com sua adoçãodentro do ambiente musical dasdentro do ambiente musical das ravesraves, no início, no iníciodos anos de 1980.dos anos de 1980.
  58. 58. EcstasyEcstasy•É uma anfetamina modificada, com grande afinidadeÉ uma anfetamina modificada, com grande afinidadepelos receptores serotoninérgicos 5HT e 5HT2; talpelos receptores serotoninérgicos 5HT e 5HT2; talcaracterística parece ser a responsável por seus efeitoscaracterística parece ser a responsável por seus efeitosperturbadores do SNC, motivo pelo qual é conhecidaperturbadores do SNC, motivo pelo qual é conhecidacomo anfetamina alucinógena.como anfetamina alucinógena.•Os efeitos psicoativos duram de 4 a 6 horas.Os efeitos psicoativos duram de 4 a 6 horas.•Os efeitos procurados pelos usuários são um quadroOs efeitos procurados pelos usuários são um quadrode euforia e bem-estar, com sensação de intimidade ede euforia e bem-estar, com sensação de intimidade eproximidade com os outros.proximidade com os outros.
  59. 59. EcstasyEcstasy•A percepção para a música, as cores e asA percepção para a música, as cores e assensações táteis parece mais aguçada.sensações táteis parece mais aguçada.•Outros sintomas são anorexia, taquicardia,Outros sintomas são anorexia, taquicardia,sudorese, tensão maxilar, bruxismo.sudorese, tensão maxilar, bruxismo.•O uso crônico leva à depleção dosO uso crônico leva à depleção dosneurotransmissores, com desenvolvimento deneurotransmissores, com desenvolvimento detolerância aos efeitos dotolerância aos efeitos do ecstasyecstasy, propiciando a, propiciando aocorrência do abuso.ocorrência do abuso.
  60. 60. EcstasyEcstasy•As principais complicações sãoAs principais complicações são deliriumdelirium,,nistagmo, crises hipertensivas, precordialgias,nistagmo, crises hipertensivas, precordialgias,arritmias cardíacas, hepatites tóxicas,arritmias cardíacas, hepatites tóxicas,hipertermia, convulsões, rabdomiólise e coma.hipertermia, convulsões, rabdomiólise e coma.•As complicações não tem relação direta com aAs complicações não tem relação direta com adose, variando muito entre os indivíduos.dose, variando muito entre os indivíduos.
  61. 61. OpiáceosOpiáceos•São substâncias naturais (morfina e codeína),São substâncias naturais (morfina e codeína),semi-sintéticas (heroína) e sintéticassemi-sintéticas (heroína) e sintéticas(meperidina, metadona, fentanil) obtidas do(meperidina, metadona, fentanil) obtidas doópio.ópio.•No Brasil, seu consumo é incomum, e oNo Brasil, seu consumo é incomum, e oaparecimento de complicações nas salas deaparecimento de complicações nas salas deemergência, raro.emergência, raro.
  62. 62. OpiáceosOpiáceos•O organismo é capaz de sintetizar seusO organismo é capaz de sintetizar seuspróprios opiáceos, as endorfinas e aspróprios opiáceos, as endorfinas e asencefalinas (opiáceos endógenos), e possuiencefalinas (opiáceos endógenos), e possuireceptores específicos para eles.receptores específicos para eles.•A ativação de receptores opiáceos produz umA ativação de receptores opiáceos produz umquadro de sedação, euforia e bem-estar,quadro de sedação, euforia e bem-estar,responsável pelo comportamento de buscaresponsável pelo comportamento de buscacontinuada da substância (reforço).continuada da substância (reforço).
  63. 63. OpiáceosOpiáceos•Inibem o peristaltismo (antidiarréico) e provocaInibem o peristaltismo (antidiarréico) e provocabradipnéia, bradicardia e hipotensão.bradipnéia, bradicardia e hipotensão.•Os receptores opiáceos possuem antagonistasOs receptores opiáceos possuem antagonistasespecíficos, naltrexona e naloxona, capazes deespecíficos, naltrexona e naloxona, capazes dereverter a analgesia e a sedação produzidasreverter a analgesia e a sedação produzidaspela substância, bem como desencadearpela substância, bem como desencadearquadros de abstinência em usuários crônicos.quadros de abstinência em usuários crônicos.
  64. 64. OpiáceosOpiáceos•O uso provoca quadro de sedação, analgesia,O uso provoca quadro de sedação, analgesia,euforia e bem-estar.euforia e bem-estar.•Há supressão do reflexo da tosse e depressãoHá supressão do reflexo da tosse e depressãorespiratória, diminuição da peristalse e darespiratória, diminuição da peristalse e daliberação de enzimas digestivas, inibição doliberação de enzimas digestivas, inibição doreflexo urinário e diminuição da libido.reflexo urinário e diminuição da libido.•Intoxicações mais graves podem evoluir comIntoxicações mais graves podem evoluir comsedação excessiva e miose pronunciada.sedação excessiva e miose pronunciada.
  65. 65. OpiáceosOpiáceos•A overdose por opiáceos é caracterizada porA overdose por opiáceos é caracterizada porinconsciência, miose pronunciada, bradicardiainconsciência, miose pronunciada, bradicardiaacentuada, depressão respiratória e coma.acentuada, depressão respiratória e coma.•É uma emergência médica.É uma emergência médica.•Com tempo hábil, um manejo clínico podeCom tempo hábil, um manejo clínico podegarantir um bom prognóstico.garantir um bom prognóstico.
  66. 66. SolventesSolventes•Solventes bastante voláteis presentes em aerossóis,Solventes bastante voláteis presentes em aerossóis,vernizes, tintas, propelentes, colas, esmaltes evernizes, tintas, propelentes, colas, esmaltes eremovedores.removedores.•Já foram usados como anestésicos gerais, no caso doJá foram usados como anestésicos gerais, no caso doéter e do clorofórmio.éter e do clorofórmio.•A inalação voluntária ocorre em várias partes doA inalação voluntária ocorre em várias partes domundo, principalmente por crianças e adolescentes emmundo, principalmente por crianças e adolescentes empaíses subdesenvolvidos ou por populaçõespaíses subdesenvolvidos ou por populaçõesmarginalizadas em países mais desenvolvidos.marginalizadas em países mais desenvolvidos.
  67. 67. SolventesSolventes•É absorvido pelo pulmão e distribuído pelasÉ absorvido pelo pulmão e distribuído pelasmembranas lipídicas do organismo.membranas lipídicas do organismo.•O pico plasmático é atingido entre 15 e 30 minutos.O pico plasmático é atingido entre 15 e 30 minutos.•A eliminação pode ser renal ou pulmonar.A eliminação pode ser renal ou pulmonar.•O mecanismo de ação é pouco conhecido, tendo emO mecanismo de ação é pouco conhecido, tendo emvista a variedade de substâncias químicas envolvidas.vista a variedade de substâncias químicas envolvidas.
  68. 68. SolventesSolventesClinicamente funcionam como depressoresClinicamente funcionam como depressorescentrais.centrais.Seus efeitos intensos estimulam o usoSeus efeitos intensos estimulam o usocontinuado.continuado.Pode haver empobrecimento cognitivo e ataxia.Pode haver empobrecimento cognitivo e ataxia.Neuropatias, insuficiência renal crônica,Neuropatias, insuficiência renal crônica,hepatites tóxicas, complicações gastrintestinaishepatites tóxicas, complicações gastrintestinais(náuseas, vômitos, dores abdominais difusas e(náuseas, vômitos, dores abdominais difusas ediarréia) e respiratórias (pneumonites químicas,diarréia) e respiratórias (pneumonites químicas,tosse, broncoespasmos).tosse, broncoespasmos).
  69. 69. SolventesSolventes•Doses iniciais causam sensação de euforia eDoses iniciais causam sensação de euforia edesinibição, associada a tinidos e zumbidos, ataxia,desinibição, associada a tinidos e zumbidos, ataxia,risos imotivados e fala pastosa.risos imotivados e fala pastosa.•Com o prosseguimento do uso surgem alteraçõesCom o prosseguimento do uso surgem alteraçõescongruentes com depressão do SNC: confusão mental,congruentes com depressão do SNC: confusão mental,desorientação e possíveis alucinações auditivas edesorientação e possíveis alucinações auditivas evisuais.visuais.•Numa terceira etapa há redução do estado de alerta,Numa terceira etapa há redução do estado de alerta,incoordenação motora e piora das alucinações.incoordenação motora e piora das alucinações.
  70. 70. SolventesSolventes•Podem causar convulsões, coma e morte.Podem causar convulsões, coma e morte.•Além de depressores do SNC, atuam comoAlém de depressores do SNC, atuam comodepressores cardíacos (ação miocárdica direta) edepressores cardíacos (ação miocárdica direta) erespiratórios.respiratórios.•Intoxicações graves, com depressão respiratória,Intoxicações graves, com depressão respiratória,coma, arritmias cardíacas e convulsões, sãocoma, arritmias cardíacas e convulsões, sãoemergências médicas e devem receber tratamentoemergências médicas e devem receber tratamentoimediato.imediato.
  71. 71. SolventesSolventes•O uso continuado pode atravessar dias sem aporteO uso continuado pode atravessar dias sem aportealimentar, e o paciente, por vezes, chega ao pronto-alimentar, e o paciente, por vezes, chega ao pronto-socorro necessitando mais de reposições (reidratação,socorro necessitando mais de reposições (reidratação,reposição de glicose e eletrólitos, etc.) do que dereposição de glicose e eletrólitos, etc.) do que decuidados ligados à intoxicação.cuidados ligados à intoxicação.
  72. 72. IMPLICAÇÕESIMPLICAÇÕESFORENSESFORENSES• O viciado, para obter a droga, costumaO viciado, para obter a droga, costumapraticar atos desonestos (extorsão,praticar atos desonestos (extorsão,roubo, estelionato e o tráfico éroubo, estelionato e o tráfico éfreqüente);freqüente);• Os dependentes costumam ter aOs dependentes costumam ter ainteligência íntegra, apesar de muitasinteligência íntegra, apesar de muitasvezes a droga passarem a ser a razãovezes a droga passarem a ser a razãoda sua existência.da sua existência.
  73. 73. IMPLICAÇÕES FORENSESIMPLICAÇÕES FORENSESGRAU DE DEPENDÊNCIAGRAU DE DEPENDÊNCIA• Avaliar o grau de dependência:Avaliar o grau de dependência:• Leve – uso quando em grupo, eventualmente,Leve – uso quando em grupo, eventualmente,não há abstinência física ou psíquica. É umanão há abstinência física ou psíquica. É umaperturbação de saúde mental, porém háperturbação de saúde mental, porém háImputabilidade;Imputabilidade;• Moderada –Moderada –• Quantidade maior de droga, usando diariamenteQuantidade maior de droga, usando diariamenteou quase, mas não a qualquer hora do dia. Oou quase, mas não a qualquer hora do dia. Ouso pode ser em grupo ou sozinho, há crise deuso pode ser em grupo ou sozinho, há crise deabstinência moderada, física ou psíquicaabstinência moderada, física ou psíquica• Semi-imputabilidadeSemi-imputabilidade
  74. 74. IMPLICAÇÕES FORENSESIMPLICAÇÕES FORENSESGRAU DE DEPENDÊNCIAGRAU DE DEPENDÊNCIA• Avaliar o grau de dependência:Avaliar o grau de dependência:• Grave – verdadeiro transtorno mental,Grave – verdadeiro transtorno mental,uso diário da droga e sozinho, grandeuso diário da droga e sozinho, grandequantidade. Uso o dia inteiro, é umquantidade. Uso o dia inteiro, é umindivíduo isolado, com pequeno círculoindivíduo isolado, com pequeno círculode amigos, com interesse comum dede amigos, com interesse comum deusar a droga;usar a droga;• Inimputabilidade.Inimputabilidade.
  75. 75. USUÁRIO OU TRAFICANTE?USUÁRIO OU TRAFICANTE?• Deve-se diferenciar o traficante doDeve-se diferenciar o traficante dodependente:dependente:• Muitos deles praticam ambos os atos;Muitos deles praticam ambos os atos;Diferencia-se:Diferencia-se:O traficante visa o lucro, portanto eleva-seO traficante visa o lucro, portanto eleva-sefinanceira e materialmente;financeira e materialmente;A intenção do dependente é toxicofílica;A intenção do dependente é toxicofílica;O dependente vende o que tem, assalta eO dependente vende o que tem, assalta emata para conseguir manter o vício.mata para conseguir manter o vício.
  76. 76. • Usam o tóxico,Usam o tóxico,viciam-se mas oviciam-se mas odelito não tem adelito não tem aintenção de obter aintenção de obter adroga;droga;• Roubam e matamRoubam e matampara obter lucro;para obter lucro;• Intenção lucrativa eIntenção lucrativa enão patológica.não patológica.• Compram e vendem ,Compram e vendem ,o lucro dá apenaso lucro dá apenaspara o sustento dopara o sustento dovício;vício;• Roubam e matamRoubam e matamvisando a obtenção dovisando a obtenção dotóxico;tóxico;• Intenção toxicofílica eIntenção toxicofílica epatológica.patológica.TRAFICANTE – DEPENDENTETRAFICANTE – DEPENDENTE DEPENDENTE -TRAFICANTEDEPENDENTE -TRAFICANTE
  77. 77. ESFERA CIVILESFERA CIVIL• Dependência grave: incapacidade total,Dependência grave: incapacidade total,cabe a interdição, incapacidade paracabe a interdição, incapacidade paraguarda de menor, incapacidade paraguarda de menor, incapacidade paratestar e anulação do casamento;testar e anulação do casamento;• Dependência leve: capacidade total eDependência leve: capacidade total eincapacidade relativa paraincapacidade relativa paradeterminados atosdeterminados atos
  78. 78. ESFERA CIVILESFERA CIVIL• Dependência moderada:Dependência moderada:• Deve-se levar em consideração o tipo deDeve-se levar em consideração o tipo dedroga, o consumo, condições individuais, etc.droga, o consumo, condições individuais, etc.• Cabe a interdição parcial para determinadosCabe a interdição parcial para determinadosatos;atos;• São passíveis de anulação de testamentos,São passíveis de anulação de testamentos,casamentos, doações etc.casamentos, doações etc.• Porém o ato deve ter sido realizado de formaPorém o ato deve ter sido realizado de formaimpulsiva ou sob efeito da substância.impulsiva ou sob efeito da substância.
  79. 79. INTERESSE MÉDICOINTERESSE MÉDICOFORENSEFORENSE• pesquisa e identificação da droga(flagrante);• quantidade consumida;• estudo biopsicológico, para caracterizaro estado de dependência;• avaliação da capacidade de imputação;• recuperação do dependente.
  80. 80. Ayahuasca• Índios da bacia Amazônica tomam esse cháalucinógeno há mais de 4 mil anos – um hábito quechamou a atenção de portugueses e espanhóisassim que eles desembarcaram por aqui, no século16. Ao chegarem à Amazônia, padres jesuítasescreveram sobre o chá da “poção diabólica” e ascerimônias que os indígenas realizavam depois deconsumir o ayahuasca. Durante todo esse tempo, abebida provavelmente teve a mesma receita: umcozido à base de pedaços do cipó Banisteriopsiscaapi.
  81. 81. • O nome quem deu foram os índios quíchuas,do Peru. Ayahuasca quer dizer “vinho dosespíritos” – segundo eles, o chá dá poderestelepáticos e sobrenaturais. Mas os quíchuassão apenas um dos 70 povos na AméricaLatina que tomam o chá com freqüência. Namaioria dos casos, o chá é visto como umadivindade. Mas a ayahuasca também serveao prazer: ao final dos rituais, muitos índiostransam com suas parceiras.
  82. 82. • No século 20, a fama do chá correu o mundo. Escritoresviajavam para a América do Sul, enfrentavam o calor e aumidade e dormiam em aldeias para ter experiênciasalucinógenas. Entre os pirados estavam o poeta beatnik WilliamBurroughs. Burroughs esteve no Brasil e na Colômbia, em1953. Quando voltou aos EUA escreveu o livro Cartas do Yagé(yagé é outro nome do chá, tomado na periferia de Bogotá).“Uma onda de tontura me arrebatou. Brilhos azuis passavamem frente de mim”, escreveu. Depois, recomendou a bebida aoamigo Allen Ginsberg, que veio para a Amazônia em 1960.Hoje o chá é tão divulgado na internet (mais de 400 mil sites)que existem até pacotes turísticos vendidos por entidadesclandestinas. A pessoa paga hotel, avião e visitas a tribos quefazem o culto. O custo: entre 1 000 e 1 300 dólares.
  83. 83. Cocaína• Quando chegaram à América, os espanhóis perceberam que osíndios da região tinham adoração pela folha da coca.Pragmáticos, passaram a distribuí-la aos escravos paraestimular o trabalho. Acontece que os brancos tambémtomaram gosto pela coisa. E as folhas foram parar na Europa.• No Velho Continente, a planta era utilizada na fabricação devinhos. Um deles, o Mariani, criado em 1863, era o preferido dopapa Leão 13, que deu até medalha de honra ao produtor dabebida. Foi nessa mesma época que o químico alemão AlbertNiemann isolou o alcalóide cloridrato de cocaína. Como tantosoutros cientistas que você vai conhecer nesta reportagem, eleusou o corpo como cobaia: aplicou a droga na veia e sentiu aforça do efeito.
  84. 84. • O psicanalista Sigmund Freud investigou o uso da droga.Achava que ela serviria como remédio contra a depressão eembarcou na experiência: “O efeito consiste em uma duradouraeuforia. A pessoa adquire um grande vigor”. Até que um dospacientes, Ernst Fleischl, extrapolou e morreu de overdose.Freud, então, abandonou a droga.• Era normal laboratórios fazerem propaganda sobre a cocaína.Dizia-se que era “excelente contra o pessimismo e o cansaço”e, para mulheres, dava “vitalidade e formosura”. Somente nocomeço do século 20 é que políticos puritanos começaram alutar pela proibição da droga, que praticamente sumiu do país.Só voltaria no fim da década de 1970, quando a cocaínarefinada na Bolívia e Colômbia entrou nos EUA. E, mesmoproibida, não saiu mais.
  85. 85. Crack• Feita pela mistura da pasta de cocaína com bicarbonato desódio, leva em segundos a um estado de euforia intenso quenão dura mais do que 10 minutos. Assim, quem usa quersempre repetir a dose. O nome crack vem desse efeito rápido,que surge como estalos para o usuário.• O consumo de crack explodiu no meio dos anos 80, comoalternativa barata à cocaína. Mas a droga aparecia também emfestas de universitários e até de políticos. Um desses casosficou famoso. Em janeiro de 1990, o prefeito de Washington,Marion Barry, foi preso numa operação do FBI quando estavanum quarto de hotel com uma antiga namorada, cooptada pelospoliciais. Assim que ele começou a usar crack, os agentesentraram no lugar e o prenderam. Barry renunciou e ficoudetido por 6 meses numa prisão federal.
  86. 86. • Em São Paulo, o crack ainda hoje é a droga maisvendida em favelas e entre os sem-teto. No Rio,demorou muito mais para circular. “A disseminaçãodo crack é fruto de ação do vendedor de cocaína novarejo, que produz as pedras em casa. No Rio, aestrutura do tráfico não permitia essa esperteza”,afirma Myltainho Severiano da Silva, autor de SeLiga! O Livro das Drogas. Quem vendia crack eraassassinado. Mas, em crise por causa deapreensões de drogas pela polícia, os chefões dotráfico passaram a permitir a venda de crack no Riono fim da década de 1990.
  87. 87. Cogumelos• Existem cerca de 30 mil tipos de cogumelos no mundo, mas só70 provocam viagens. São os cogumelos alucinógenos, comalcalóides que, quando ingeridos, dão barato. Um segredo,aliás, há tempos conhecido pelo homem: 5 mil anos atrás ocogumelo Amanita muscaria já era colhido ao pé de carvalhosno norte da Europa e na Sibéria. Quando não o encontravam,os nativos da região bebiam até a urina de renas que comiam ocogumelo, para assim conseguir o efeito entorpecente.
  88. 88. • No Império Romano, o cogumelo utilizado era outro, ocaesarea, consumido com vinho em festas que terminavam emorgias. Outra espécie, Claviceps pupurea, que nasce deparasitas do centeio, fez sucesso por acaso em regiões daItália durante a Idade Média. Em algumas aldeias, os pãeseram feitos com farinha do centeio onde o fungo crescera. Sobo efeito do cogumelo, as pessoas dançavam sem parar emfestas. Os sábios, que não sabiam que era o pão que davabarato, diziam que a euforia era causada pela picada de umaaranha. Deram a essa sensação o nome de “tarantismo” (detarântula). Dessas festas teria surgido uma dança famosa – atarantela.
  89. 89. • No hemisfério sul, a variedade mais comum é o psilocybe quenasce nas fezes do gado. A mesma espécie aparece naAmérica Central, onde arqueólogos encontraram esculturas emforma de cogumelo misturadas com figuras humanas. Datam de500 a.C. e estão em El Salvador, Guatemala e México.
  90. 90. Maconha• A Cannabis sativa, originária da Ásia Central, é consumida hámais de 10 mil anos. Os primeiros sinais de uso medicinal docânhamo, outro nome da planta, datam de 2300 a.C., na China,numa lista de fármacos chamada Pen Ts’ao Ching – um estudoencomendado pelo imperador Chen Nong (a maconha serviatanto para prisão de ventre como para problemas demenstruação). Na• Índia, por volta de 2000 a.C., a Cannabis era consideradasagrada.
  91. 91. • A planta apareceu no Brasil com escravos africanos, que ausavam em ritos religiosos. O sociólogo Gilberto Freyre anotouisso no clássico Casa Grande & Senzala, de 1933: “Já fumeimacumba, como é conhecida na Bahia. Produz a impressão dequem volta cansado de um baile, mas com a música nosouvidos”. No Brasil, até 1905, podia-se comprar uma marca decigarros chamada• Índios. Era maconha com tabaco. Na caixa, um aviso curioso:“Servem para combater asma, insônia e catarros”.
  92. 92. • No século 19, a erva foi receitada até para a rainha inglesaVitória. Ela fez um tratamento à base de maconha contracólicas menstruais, indicado pelo médico do palácio. Hoje, háuma cultura em torno da droga que se mantém com revistasespecializadas, sites e ongs defendendo seu uso. A maconhatem até torneio anual, na Holanda: a Cannabis Cup, que avaliaa qualidade da droga de todos os continentes. O país, aliás,não permite o comércio livre da erva. A droga pode ser vendidaapenas nos coffee shops e o limite por pessoa é de 5 gramas –suficiente para 5 cigarros.
  93. 93. Haxixe• A pasta formada pelas secreções de THC, princípio ativo damaconha, é consumida há milênios na Ásia – na China, foramencontrados registros de seu uso medicinal em 2500 a.C. Masfoi o comércio de especiarias que fez do haxixe uma droga“global”. Acredita-se que por volta de 2 d.C. a substânciaseguiu para o norte da África e Oriente Médio pelas mãos decomerciantes que iam ao Oriente em busca de especiarias.Eles recebiam haxixe como cortesia nas operação de compra evenda.
  94. 94. • O nome, no entanto, vem do árabe – hashish significa “ervaseca”. Ficou conhecido assim quando Hassan bin Sabbab, líderde uma seita xiita da Pérsia no século 11, reuniu seguidoresnuma fortaleza para matar soldados das Cruzadas. Antes deentrar em ação, usavam a droga. Os homens de Hassan,conhecido como Velho da Montanha, eram chamados deaschinchin – alguém sob influência do haxixe. Daí derivou apalavra assassin, ou assassino.
  95. 95. • A droga se espalhou pela Europa no século 18. O poetafrancês Charles Baudelaire e seus amigos escritores AlexandreDumas e Victor Hugo se reuniam para fumá-la. Baudelairegostava tanto de haxixe que fazia parte de uma ordem, a Clubdes Haschichiens. Nos encontros, além de usar haxixe, osparticipantes tinham um estranho ritual: exaltar Hassan binSabbab. Todos vestiam roupas árabes e um dos integrantesera eleito o Velho da Montanha.
  96. 96. Ecstasy• Em 1912, um químico que investigava moderadores de apetitepara a empresa alemã Merck desenvolveu uma droga de nomeimpronunciável: metilenedioxianfentamenia, ou MMDA.Experimentou, sentiu uma leve euforia, mas arquivou adescoberta. Na década de 1960, o cientista americanoAlexander Shulguin procurava um remédio que estimulasse alibido. Encontrou os papéis da pesquisa da Merk e incluiu oMMDA na lista de mais de 100 substâncias que ele testou emtratamentos psiquiátricos. A que fez mais sucesso foijustamente a MMDA, que ganhou a fama de “droga do amor”.Os pacientes diziam que ela os ajudava a ser mais carinhosos– hoje, sabe-se que a droga estimula a produção de serotoninano cérebro, responsável pela sensação de prazer.
  97. 97. • Não surpreende, portanto, o nome que fez a substânciafamosa: “ecstasy”, de êxtase mesmo. Em 20 anos, as pastilhasda droga estavam circulando nas ruas. Eram combinadas como som da música eletrônica em festas chamadas raves, queatravessavam o dia e só terminavam à tarde. Em 1988, oêcstasy foi a febre no verão inglês, que acabou batizado deSummer of Love, ou “verão do amor” , mesmo nome que oshippies deram ao ano de 1967, quando eles se entupiram deLSD. A comparação não era exagerada: as duas drogasestiveram por trás de boa parte da produção cultural jovem desuas épocas.
  98. 98. Heroína• A substância foi descoberta em 1874, a partir de umaprimoramento na fórmula da morfina. Os trabalhos depesquisa nessa área já haviam levado, por exemplo, àinvenção da seringa, criada em 1853 por um cientista francêsque procurava maneiras de melhorar a aplicação da morfina.Batizado de heroína, o novo remédio começou a ser vendidoem 1898 para curar a tosse. A bula dizia: “A dose mínima fazdesaparecer qualquer tipo de tosse, inclusive tuberculose”. Onome fazia referência às aparentes capacidades “heróicas” dadroga, que impressionou os farmacêuticos do laboratório daBayer.
  99. 99. • Logo descobriram também que, injetada, a heroína éuma droga de efeito veloz, poderoso e que provocadependência rapidamente. Viciados em crise deabstinência têm alucinações, cólicas, vômitos edesmaios. Assim, a heroína teve suacomercialização proibida em 1906, nos EUA. Em1913, o fabricante alemão parou de produzi-la, masela manteve intensa circulação ilegal na Europa e,principalmente, na Ásia. A droga voltou a aparecernos EUA somente no começo dos anos 70, quandosoldados servindo na Guerra do Vietnã começaram aconsumi-la com asiáticos. Estima-se que cerca de10% dos veteranos voltaram para casa viciados.
  100. 100. LSD• O químico alemão Albert Hofmann trabalhava no laboratórioSandoz, em 1938, investigando um medicamento para ativar acirculação. Testava a ergotamina, princípio ativo do fungo docenteio, que ele sintetizou e chamou dietilamida. Tomou umadose pequena e sentiu um efeito sutil. Somente em 19 de abrilde 1943 Hofmann resolveu testar uma dose maior. O químico,então com 37 anos, voltou para casa de bicicleta. Teve aprimeira viagem de ácido de que se tem notícia: “Vi figurasfantásticas de plasticidade e coloração”, contou. Apresentou oLSD (iniciais em alemão de ácido lisérgico) a amigos médicos.Hofmann hoje tem 100 anos e é um dos integrantes do comitêque escolhe o Prêmio Nobel.
  101. 101. • O americano Timothy Leary se encarregou de ser um dosembaixadores do LSD pelo mundo. Doutor em psicologiaclínica de Harvard, ministrava a droga para seus pacientes e arecomendava a alunos do campus – até ser expulso pelauniversidade, em 1963. Na época a cidade de São Franciscocomeçava a se tornar capital da cultura hippie. Uma dasprincipais atrações eram shows de rock para uma platéiaencharcada de ácido fabricado em laboratórios clandestinos.Os freqüentadores pregavam o amor livre, a vida emcomunidade e veneravam religiões orientais. O lema deles vocêconhece: “paz e amor”.
  102. 102. • Em 1967, o movimento era capaz de reunir até 100 mil pessoasnum parque. As farras lisérgicas muitas vezes acabavam emsexo coletivo. Não é à toa que o ano tenha entrado para históriacomo Summer of Love, o “verão do amor”.
  103. 103. Ópio• O suco leitoso tirado da papoula branca é consumido há cercade 5 mil anos no sudoeste da Ásia, em ilhas do Mediterrâneo eno Oriente Médio. Fez parte até da mitologia grega – era usadopara venerar a deusa Demeter. A lenda dizia que, após ter suafilha Proserpina raptada, Demeter passou a procurá-la.Encontrou e comeu sementes de papoula, diminuindo a dor daperda. A imagem da deusa, então, ficou ligada à papoula – erituais em sua homenagem incluíram o uso da droga. O nomeópio vem do grego opin, ou suco. A chegada da civilizaçãoromana não diminuiu a sua popularidade, inclusive para finsmedicinais. “O ópio era a aspirina de seu tempo. No ano 312,havia na cidade de Roma 793 estabelecimentos que odistribuíam”, afirma Antonio Escohotado, em O Livro dasDrogas.
  104. 104. • Na época das navegações, a Inglaterra chegou a monopolizar avenda mundial de ópio. Entre os principais importadores estavaa China, apesar de o produto ser proibido lá desde 1729. A lutacontra o contrabando levou a um conflito militar entre os doispaíses, que durou de 1839 a 1842 e ficou conhecido comoGuerra do Ópio. Os ingleses venceram e obrigaram a China apermitir o comércio da droga. Ficaram também com o territóriode Hong Kong, que só foi devolvido em 1997.
  105. 105. www.i-doser.com
  106. 106. Filmes com temática das drogasFilmes com temática das drogas..• 1- “A vida não é um sonho” (Requiem For a Dream, USA, roteiro deHubert Selby Junior, direção Darren Aronofsky, 2000, 102 min);• 2- “Bicho de Sete Cabeças” (roteiro de Luiz Bolognesi para livro deAustregésilo Carrano Bueno, direção de Laís Bodanky, 2001, 88 min);• 3- “Profissão de Risco” (Blow, USA, roteiro de Bruce Porter, DavidMcKenna, Nick Cassavetes, direção de Ted Damme, 2001, 124 min);• 4- “Jovens, Loucos e Rebeldes” (Dazed and Confused, USA, roteiro edireção de Richard Linklater, 1993, 103 min);• 5- “Eu, Christiane F. – 13 anos, Drogada e Prostituida” (Christiane F. -Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, DE, roteiro de Herman Weigel, KaiHermann, Horst Rleck, direção de Ulrich Edel, 1981, 136 min);• 6- “Traffic” (USA, Roteiro de Stephen Gaghan, direção de StevenSoderbergh, 2000, 147 min);• 7- “Trainspotting – Sem Limites” (Trainspotting, VG, Roteiro de JohnHodge, direção de Danny Boyle, 1996, 94 min);
  107. 107. Filmes com temática das drogas.Filmes com temática das drogas.• 8- “Meu Nome não é Johnny” (roteiro de Guilherme Fiúza, MarizaLeão, Mauro Lima, direção de Mauro Lima, 2008, 118 min);• 9- “Vicio Maldito” (Days of Wine and Roses, USA, Roteiro de J. P.Miller, Direção de Blake Edwardes, 1962, 117 min);• 10- “Más Companhias” (The Chumscrubber, DE, roteiro de ZacStanford, baseado em história de Arie Posin, direção de Arie Posin,2005, 108 min.);• 11- “Maria Cheia de Graça” (Maria, Llena eres de Gracia, Colômbia,USA, roteiro e direção de Joshua Marston, 2009, 101 min);• 12- “Despedida em Las Vegas” (Leaving Las Vegas, USA, roteiro deJohn OBrien, Mike Figgis, direção de Mike Figgis, 1995, 122 min.);• 13- “Drugstore Cowboy” (Drugstore Cowboy, USA, roteiro de Gus VanSant, Daniel Yost direção de Gus Van Sant, 1989, 102 min);• 14- “Scarface” (Scarface, USA, roteiro de Oliver Stone, direção deBrian de Palma, 1983, 168 min);
  108. 108. Filmes com temática das drogasFilmes com temática das drogas..• 15- “Sexta-Feira em Apuros” (Friday, USA, roteiro deIce Cube, DJ Pooh, Direção de F. Gary Gray, 1995,91 min);• 16- “Medo e Delírio” (Fear and Loathing in LasVegas, USA, roteiro Adaptação:Terry Gilliam, TonyGrisoni, Alex Cox (crédito apenas) Tod Davies(crédito apenas) Romance: Hunter S. Thompson,direção de Terry Gilliam, 1998, 118 min).
  109. 109. Para saber mais• Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas -Henrique Carneiro, Elsevier, 2005• O Livro das Drogas - Antonio Escohotado, Dynamis, 1995• Se Liga! O Livro das Drogas - Myltainho Severiano da Silva,Record, 1997• Álcool e Drogas na História do Brasil - Org. Renato PintoVenâncio e Henrique Carneiro, Alameda e PUCMinas, 2005• http://www.neip.info/• http://www.erowid.org/psychoactives/psychoactives.shtml

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