Neurose,+resistências,+experimentos+(+gestalt aline+)

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Neurose,+resistências,+experimentos+(+gestalt aline+)

  1. 1. Neurose em Gestalt terapia
  2. 2. Introdução, definição
  3. 3. Saúde <ul><li>O que é a saúde? </li></ul><ul><li>Existem muitas formas de doença, mas saúde é uma coisa só. </li></ul><ul><li>Saúde não é ausência de doença. </li></ul><ul><li>Ciclo saudável: baseado nas seqüências naturais de atendimento das necessidades da pessoa. Espontaneidade. </li></ul><ul><li>Habilidade para se dar suporte (eg. Respiração), “andar com as próprias pernas”. </li></ul><ul><li>Habilidade de abandonar velhos hábitos e identidades ultrapassadas, ficando disponível para novas experiências. </li></ul>
  4. 4. Neurose <ul><li>Surge a partir de interrupções no fluxo natural de abertura e fechamento de figuras, tornando-as inacabadas. </li></ul><ul><li>Perda da capacidade de hierarquizar necessidades, cristalizando situações e tornando-as “figuras rígidas”. </li></ul><ul><li>Indivíduo sobrecarregado não está aberto para a espontaneidade do aqui e agora: não estabelece figuras cristalinas. </li></ul><ul><li>Distúrbio na fronteira do contato. </li></ul><ul><li>Contato com o meio interrompido. </li></ul>
  5. 5. Neurose <ul><li>“ Todos os distúrbios neuróticos surgem da incapacidade do indivíduo encontrar e manter o equilíbrio adequado entre ele e o resto do mundo... Na neurose, o social e os limites do meio sejam mantidos como se estendendo demais sobre o indivíduo. </li></ul><ul><li>O neurótico é o homem sobre quem a sociedade influi demasiadamente. </li></ul><ul><li>Sua neurose é umamanobra defensiva para protegê-lo contra a ameaça de ser barradao por um mundo esmagador. </li></ul><ul><li>Trata-se de sua técnica mais efetiva para manter o equilíbrio e o sentido de auto-regulação numa situação em que sente que as probabilidades estão todas contra ele”. </li></ul><ul><li>Perls, 1981 </li></ul>
  6. 6. Neurose <ul><li>Neurótico tem um problema contínuo, no presente. </li></ul><ul><li>Dificuldades conectadas com as formas de agir no aqui e agora: ele se interrompe no presente. </li></ul><ul><li>Não vive totalmente no aqui e agora: está preso a negócios inacabados do passado e antecipações catastróficas do futuro. </li></ul>
  7. 7. Negócios inacabados <ul><li>Negócios inacabados : energia bloqueada ou interrompida; gestalt incompleta. </li></ul><ul><li>Quando a pessoa não se move espontaneamente no ciclo para atender à necessidade, o evento fica inacabado. </li></ul><ul><li>Ex. criança chora e não é atendida. </li></ul><ul><li>Necessidade humana de fechamento: leva a fechar de forma distorcida ou patológica. </li></ul><ul><li>Ex. Criança pára de chorar e sente que não tem valor. </li></ul><ul><li>A Gestalt é fixada de forma patológica. Energia bloqueada em torno da situação inacabada fica presa ou reprimida, fora da consciência, drenando recursos. </li></ul><ul><li>Fisicamente e psicologicamente a situação inacabada (ex. negligência) continua a pressionar por fechamento - a situação original não foi completa e a pessoa não pode apreciar as satisfações potenciais no presente. </li></ul>
  8. 8. Negócios inacabados <ul><li>A figura não completada não retorna completamente para o fundo, não desaparece do campo. </li></ul><ul><li>Ela deixa marcas, fantasmas, lembranças, impressões da imagem de uma figura que ficou incompleta, de uma necessidade que ficou insatisfeita. </li></ul><ul><li>Situações inacabadas passam a interferir na percepção da situação atual: a pessoa distorce a realidade. </li></ul><ul><li>As situações inacabadas insistem em voltar ao primeiro plano para serem concluídas: contaminam o campo sem deixar que a próxima figura emerja de forma clara. </li></ul><ul><li>Interferem na recuperação do equilíbrio organismo/meio. </li></ul>
  9. 9. Gestalts fixas <ul><li>Necessidades não atendidas de forma repetida: a pessoa pode “desistir” e “fechar” a Gestalt, tornando-a fixa de modo patológico. </li></ul><ul><li>Explicações dadas para compreender o fenômeno: frequentemente incorretas, desenvolvem a auto-imagem. Ex. criança não é nutrida = há algo de errado comigo. </li></ul><ul><li>Gestalten / gestalts fixas : combinação de fechamentos fisiológico, cognitivo e emocional. </li></ul><ul><li>Padrão de comportamento repetitivo e previsível em relação ao mundo e a outras pessoas. </li></ul><ul><li>Tentativas de atender às necessidades originais não satisfeitas falham de novo, porque se baseiam em experiências originais de fracasso. </li></ul><ul><li>Fracasso em completar gera compulsão a repetir. </li></ul>
  10. 10. Neurose: etiologia (Latner) <ul><li>Maioria das desordens origina-se na infância. </li></ul><ul><li>Funções de segurança = respostas normais para situações emergenciais. </li></ul><ul><li>Situações emergenciais = comportamentos protetores ativados; funções de segurança disponíveis são usadas. </li></ul><ul><li>Acontecem distorções ou fechamentos na fronteira do contato. </li></ul><ul><li>Se a emergência persiste, o comportamento emergencial persiste – Gestalt é fechada da melhor forma possível, espontaneidade perdida. </li></ul><ul><li>Nos suprimimos, criamos um conflito interno que se torna inconsciente e crônico. </li></ul><ul><li>Continuamos funcionando como se existisse a emergência. </li></ul><ul><li>Exemplo: criança que não pode se expressar; adulto que não se expressa. </li></ul><ul><li>Criança que não é alimentada; adulto pode se alimentar e não o faz. </li></ul>
  11. 11. Neurose: etiologia (Latner) - 2 <ul><li>Perturbamos nossas habilidades de orientação e manipulação. </li></ul><ul><li>Algumas possibilidades são perdidas sem awareness. </li></ul><ul><li>Estas distorções no contato perturbam habilidade de lidar com sucesso em novas situações. </li></ul><ul><li>A energia gasta com o conflito sem awareness é perdida para lidarmos com novas situações. </li></ul><ul><li>Entramos em crise crônica operando nossas funções de segurança. </li></ul>
  12. 12. Disfunções no fluxo do Ciclo <ul><li>São mecanismos psicológicos que mantém no presente as situações inacabadas do passado, nos privando do atendimento das necessidades, e impedindo o bom contato conosco, com os outros e com o ambiente. </li></ul><ul><li>Perturbações na fronteira: fixações que interferem com o funcionamento saudável do self criativo na fronteira do contato. </li></ul><ul><li>Podem ser também escolhas saudáveis quando escolhidos conscientemente. </li></ul><ul><li>Não saudáveis: fixados em objetos impossíveis ou não disponíveis, envolvem empobrecimento da awareness, e previnem integração das necessidades e experiências. </li></ul><ul><li>Introjeção, deflexão, projeção, retroflexão etc. </li></ul>
  13. 13. Psicoterapia
  14. 14. Cura <ul><li>Tarefa de cura: remover impedimentos e obstáculos ao processo de auto-atualização do Self. </li></ul>
  15. 15. Neurose - tratamento <ul><li>A ferramenta de cura é a awareness direcionada ao auto-suporte. </li></ul><ul><li>Saúde: capacidade de lidar consigo mesmo e seus problemas com os meios presentes a seu comando, aqui e agora, na relação com o ambiente. </li></ul><ul><li>Terapia ensina a viver no presente. </li></ul><ul><li>Terapia gestáltica: lidar com interrupções no presente e com negócios inacabados. </li></ul>
  16. 16. Neurose - tratamento <ul><li>Psicoterapia: restabelecimento do self através da integração das partes dissociadas da personalidade. </li></ul><ul><li>Deve levar o paciente a não mais se interromper. </li></ul><ul><li>Observamos como o paciente se interrompe no presente. </li></ul><ul><li>Experimento: “Você está consciente de como se interrompe? – concentre-se na interrupção.” </li></ul><ul><li>Em suma: “levar o paciente à awareness, no aqui e agora, através da concentração, de quais são as interrupções, e de como estas o afetam, assim podemos levar o paciente à integração.” Perls </li></ul>
  17. 17. Neurose - tratamento <ul><li>Terapia gestáltica: paciente re-experiencia seus problemas e traumas, em vez de “fala sobre”; para fecha-los no presente. </li></ul><ul><li>Paciente experiencia as forma com as quais que se interrompe no aqui e agora: assim, faz contato com o self que foi interrompido. Faz contato com necessidade. </li></ul><ul><li>Awareness e concentração: “Agora eu estou consciente de...” </li></ul><ul><li>Falar “eu”, traz responsabilidade e auto-expressão. Ex. De “minha cabeça está doendo” para “eu estou doendo”. </li></ul><ul><li>Exercício: “Fique com a dor, exagere a dor...” </li></ul>
  18. 18. Terapia do aqui e agora <ul><li>Perguntas que são reformulações de “Agora estou consciente de...”: </li></ul><ul><li>O que você está fazendo ? </li></ul><ul><li>O que você sente ? </li></ul><ul><li>O que você quer ? </li></ul><ul><li>O que você evita ? </li></ul><ul><li>O que você espera ? </li></ul><ul><li>Prestar atenção às respostas, não só às verbais. Terapeuta baseia suas perguntas nas suas observações. </li></ul><ul><li>Terapeuta age como um espelho de aumento. </li></ul><ul><li>Expressão do self – awareness do self : auto-suporte; </li></ul><ul><li>Terapeuta ajuda cliente a descobrir, ao experienciar o sintoma, como ele ligou o sintoma à interrupção de alguma emoção, e a substituir o sintoma por auto-expressão e auto-experiência. </li></ul>
  19. 19. Neurose - tratamento <ul><li>Olhar também para os negócios inacabados, presentificando, identificando os conflitos principais. </li></ul>
  20. 20. As interrupções do ciclo de contato
  21. 21. Dessensibilização <ul><li>Embotamento sensório-afetivo. </li></ul><ul><li>Barreira na fronteira do contato eu-outro. </li></ul><ul><li>Evitar experienciar a si mesmo e ao ambiente. </li></ul><ul><li>Sentimento de estar morto e anestesiado. </li></ul><ul><li>Sensações são negligenciadas, diluídas. </li></ul>
  22. 22. Dessensibilização <ul><li>Trabalho: </li></ul><ul><li>Identificar o que não pode ser sentido. </li></ul><ul><li>Trabalhar o suporte interno para poder sentir. </li></ul><ul><li>Trabalhar respiração, enraizamento, estimulação sensória, aprofundar o acolhimento – que suporte pode ajudar esta pessoa? </li></ul><ul><li>Facilitar o contato gradativo com sensações / sentimentos reprimidos. </li></ul>
  23. 23. Deflexão <ul><li>Forma de diminuir awarenss do contato ambiental, fazendo-o vago, generalizado e “sem sal”. </li></ul><ul><li>Usar linguagem abstrata, descrições desconectadas e evitar contato visual. </li></ul><ul><li>Tenta evitar o impacto de estímulo de si mesmo ou do ambiente. Alienação do self. </li></ul>
  24. 24. Deflexão <ul><li>“ Não sei / não penso”. Sente mas não sabe o quê, nem porque. Bloqueio cognitivo na fronteira do contato / redução do impacto do ambiente. </li></ul><ul><li>Trabalho: </li></ul><ul><li>Identificar o que não pode ser visto, tornar consciente. </li></ul><ul><li>O que pode acontecer (qual é a ameaça) se o sujeito se enxergar? </li></ul><ul><li>O que é real/imaginário nas fantasias catastróficas ? </li></ul><ul><li>Identificar qual é a fragilidade interna do cliente e trabalhar o desenvolvimento do suporte interno para ver. </li></ul><ul><li>Facilitar o contato gradativo (respiração, enraizamento), e quando o cliente ficar aware, trabalhar o que quer fazer com esta awareness. </li></ul>
  25. 25. Deflexão: Experimentos <ul><li>Aprender e praticar o contínuo de awareness. </li></ul><ul><li>Usar linguagem da responsabilidade. </li></ul><ul><li>Tomar consciência de auto-depreciação na linguagem, uso de humor. </li></ul><ul><li>Explorar comportamento não-verbal, exagerar movimento, ver vídeo de si mesmo sem som. </li></ul><ul><li>Redirecionar energia defletida: fazer contato visual, repetir sentença, tomar consciência de maneirismos. </li></ul><ul><li>Tocar o próprio corpo, sentir o próprio cheiro. </li></ul><ul><li>Respiração, enraizamento. </li></ul><ul><li>Inversão de papéis. </li></ul>
  26. 26. Introjeção <ul><li>“ Eu me deixo invadir pelo outro”. </li></ul><ul><li>Originalmente tomamos comida, idéias e regras das pessoas significantes no nosso ambiente. </li></ul><ul><li>Falta de direcionamento interno e auto-regulação das necessidades. </li></ul><ul><li>Podem ser estereótipos culturais ou introjetos mais pessoais. </li></ul>
  27. 27. Introjeção <ul><li>“ Eu me deixo invadir pelo outro”. </li></ul><ul><li>Trabalho: </li></ul><ul><li>Identificar quais crenças que foram introjetadas em relação ao que está sendo trabalhado. Que crenças, idéias se relacionam ao problema em questão. Fronteiras de valor. </li></ul><ul><li>Identificar qual é a ameaça – o que pode acontecer se a pessoa fizer diferente ? </li></ul><ul><li>Fantasias catastróficas. </li></ul><ul><li>Ressignificação das crenças: o que acredita ? </li></ul><ul><li>Identificar o micro-passo experimentando o novo padrão no setting terapêutico ou dever de casa. </li></ul><ul><li>O que acha que pode experimentar ? </li></ul>
  28. 28. Introjeção: Experimentos <ul><li>Diálogos dominador / dominado: dramatizar conflito intrapsíquico entre mensagens introjetadas para encontrar resolução, compreensão, ajuste ou divórcio permanente.(também representação) </li></ul><ul><li>Comer, mastigar, digerir, vomitar: prestar atenção a padrões de alimentação; acompanhar cliente bulímico ao reter alimento. </li></ul><ul><li>Externalizar os “devos”: tomar consciência dos imperativos, para si e para os outros. </li></ul><ul><li>“ Divorciar” os pais introjetados. </li></ul>
  29. 29. Questionamento de introjetos <ul><li>Avaliar forma de construção do significado das experiências e experimentar novas formas de responder. </li></ul><ul><li>O que você está pensando neste momento? – Identificação de pensamentos (acompanhados de afetos e sensações). Também as crenças e suposições mais profundas. </li></ul><ul><li>Tarefas: </li></ul><ul><ul><li>Considerar as avaliações como hipotéticas ou subjetivas, sujeitas a comprovação, investigação ou exame; </li></ul></ul><ul><ul><li>Gerar avaliações alternativas e suposições básicas mais adaptativas. </li></ul></ul><ul><li>Modelo “Quatro questões e virada”: </li></ul><ul><li>É verdade? </li></ul><ul><li>Você pode saber de forma absoluta que é verdade? </li></ul><ul><li>Como você reage quando pensa assim? </li></ul><ul><li>Quem você seria sem esta crença / pensamento? </li></ul><ul><li>“ Virada”. </li></ul>
  30. 30. Projeção <ul><li>“ Eu jogo no outro aquilo que é meu.” </li></ul><ul><li>Traço, atitude, sentimento ou comportamento que em vez de serem experienciados como partes da personalidade da pessoa, são vistos como direcionados contra a pessoa. </li></ul><ul><li>Tendência a fazer o ambiente responsável por aquilo que é originado no self. </li></ul><ul><li>Ex. paranóico. </li></ul><ul><li>Diferente de observação / percepção. </li></ul><ul><li>Projeta partes de si mesmo, e se vê como um objeto passivo, vítima das circunstâncias. </li></ul><ul><li>Ex. “Minha cabeça está incomodando”. </li></ul>
  31. 31. Projeção <ul><li>“ Eu jogo no outro aquilo que é meu.” </li></ul><ul><li>Trabalho: </li></ul><ul><li>Identificar o material projetivo: comentários sobre os outros. </li></ul><ul><li>Trabalhar dados da realidade para ajudar o cliente a discernir o que é real e o que é imaginário. </li></ul><ul><li>Trazer de volta para si o que está jogado no outro. Olhar como é na vida do cliente isso. Ex. imaginar as situações, observar a história na semana. </li></ul><ul><li>Trabalhar a aceitação e a projeção da polaridade negada: introjetos por trás do conteúdo projetado. </li></ul><ul><li>Pensar em situações em que se sente vitimizado e olhar o seu lado. </li></ul>
  32. 32. Projeção: Experimentos <ul><li>“ Brainstorming” (tempestade de idéias): depois de digerir ou “cuspir” introjetos sobre perfeição, por exemplo, focar na geração de opções sem julgamento ou censura. </li></ul><ul><li>Experimentar polaridade negada, diálogo polaridades: cadeira vazia, jogo de areia, desenhos. </li></ul><ul><li>Trabalho de sonhos. </li></ul><ul><li>Fantasias guiadas. </li></ul><ul><li>Fazer sentenças sobre um objeto ou pessoa; tomar posse das características projetadas. Ex. pensar na característica que mais despreza em alguém. </li></ul>
  33. 33. Retroflexão <ul><li>“ Eu faço em mim o que eu quero que o outro me faça ou o que eu quero fazer com o outro.” </li></ul><ul><li>“ Voltar-se contra si mesmo.” </li></ul><ul><li>A pessoa para de direcionar a energia para fora, para manipular o ambiente e atender suas necessidades; em vez disso, se coloca como alvo do comportamento. Divisão na personalidade: você se torna seu pior inimigo. </li></ul><ul><li>Ex. “Eu tenho vergonha de mim mesmo”. </li></ul><ul><li>Ex. Em vez de ter raiva do parente agressor, começa a castigar a si mesmo. </li></ul><ul><li>Energia usada para suprimir impulsos contidos, o que drena a capacidade de atender às necessidades. </li></ul><ul><li>Agressividade em Gestalt: uma conotação positiva. </li></ul>
  34. 34. Retroflexão <ul><li>“ Eu faço em mim o que eu quero que o outro me faça ou o que eu quero fazer com o outro.” </li></ul><ul><li>Trabalho: </li></ul><ul><li>Tomar consciência do que está sendo jogado em mim. </li></ul><ul><li>Tomar consciência da real necessidade. </li></ul><ul><li>Tomar consciência do que impede a real necessidade – como a ação para atender à necessidade foi bloqueada. </li></ul><ul><li>Tomar consciência de como mantém a ação retrofletida no presente. </li></ul><ul><li>Entender a verdadeira direção original da necessidade. </li></ul><ul><li>Trabalhar situações inacabadas, como crenças. </li></ul><ul><li>Trabalhar mudanças graduais no comportamento, nas escolhas e conseqüências. </li></ul>
  35. 35. Retroflexão: Experimentos <ul><li>Mobilizar os músculos: experienciar onde há tensão no corpo, tomar consciência da respiração. </li></ul><ul><li>Investigar comportamento mal dirigido: ex. pena de si mesmo, perguntar “quem você quer que tenha pena de você?” ou auto-punição, perguntar, “quem você quer punir?” </li></ul><ul><li>Desfazer: reverter a direção do ato retrofletido (para dentro do self) para fora do self. Tomar consciência de padrões no corpo, inibições musculares que se tornaram “couraças”, dirigi-las para fora (gradualmente). </li></ul><ul><li>Executar o ato inibido: bater ou “estrangular” almofada, fazer contato visual. </li></ul><ul><li>Trabalhos que levam à catarse. </li></ul>
  36. 36. Egotismo <ul><li>Bloquear a espontaneidade pelo controle. </li></ul><ul><li>A pessoa se coloca fora de si mesma e se torna espectadora ou comentadora de si mesma e de sua relação com o ambiente. </li></ul><ul><li>Perturba a satisfação da necessidade. </li></ul><ul><li>A pessoa tem um comentário sobre tudo, mas sente-se vazia, sem necessidade ou interesse. </li></ul><ul><li>Interfere com o processo de sentir-se pleno e satisfeito. </li></ul><ul><li>Narcisismo: falta de empatia, grandiosidade, rigidez na avaliação do outro. </li></ul>
  37. 37. Egotismo: Experimentos <ul><li>Focar e clarificar a figura. Ex. prestar atenção à Natureza. </li></ul><ul><li>Estabelecer confiança no fluir organísmico: aprender a confiar no próprio ritmo. </li></ul><ul><li>Apreciação e satisfação. </li></ul><ul><li>Abrir mão do controle excessivo. </li></ul><ul><li>Aceitar o que é “suficientemente bom”. </li></ul>
  38. 38. Confluência <ul><li>O organismo e o ambiente não são diferenciados. </li></ul><ul><li>As fronteiras estão confusas. </li></ul><ul><li>Indivíduos se misturam em crenças, atitudes ou sentimentos entre eles. Comportam-se como se fossem uma só pessoa. </li></ul><ul><li>Abrir mão da separação e de parte da personalidade. </li></ul><ul><li>Não conseguem lidar com conflito. </li></ul><ul><li>Defesa contra nossa solidão existencial. </li></ul><ul><li>Não conhecer os recursos do próprio self. </li></ul>
  39. 39. Confluência: Experimentos <ul><li>Trabalhar as fronteiras: discordar, rejeitar, definir o self. </li></ul><ul><li>Valorizar aspectos do self, o que pensa, o que sente. </li></ul><ul><li>Estabelecer preferências, por ex., quando anda na rua, no consultório. </li></ul><ul><li>Ensaiar: em fantasia, em role-playing, testar a própria força diante de obstáculos externos. </li></ul><ul><li>Dizer adeus ao “velho self”. </li></ul><ul><li>Dizer adeus a pessoas do passado, ao terapeuta no final da terapia. </li></ul><ul><li>Fazer luto por alguém: escrever cartas, acender velas, fazer rituais de despedida </li></ul>
  40. 40. Neurose: classificações
  41. 41. Características da neurose <ul><li>Baixa auto-estima. </li></ul><ul><li>Sentimento de menos-valia. </li></ul><ul><li>Necessidade de aprovação e confirmação por parte do outro. </li></ul><ul><li>Introjeção do outro como introjeto tóxico. </li></ul><ul><li>Divisão do self entre dominador e dominado. </li></ul><ul><li>Sentimentos de culpa. </li></ul><ul><li>Confusão de limite entre o Eu e o outro. </li></ul><ul><li>Fronteira de contato mal definida. </li></ul><ul><li>Dúvida em relação a prioridades. </li></ul><ul><li>Falta de auto-apoio e auto-confiança. </li></ul><ul><li>Tenório, 2009. </li></ul>
  42. 42. Neurose: contato e retraimento <ul><li>Fixação no contato: abre fronteiras para evitar o conflito e o abandono. </li></ul><ul><li>Fixação no retraimento: fecha-se dentro de si mesma, cirando barreira que bloqueia contato com os outros. </li></ul><ul><li>Swanson, J. L. (1988) </li></ul>
  43. 43. Psicodiagnóstico <ul><li>Fazer ou não fazer? </li></ul><ul><li>“ Cada pessoa traz em sua singularidade as pluralidades que sustentam sua singularidade.” Pinto, 2009. </li></ul><ul><li>O diálogo com instrumentos como o DSM-IV, eixos I e II. </li></ul>
  44. 44. Depressão: questões e tarefas <ul><li>Reações emocionais do presente evocam memórias de perdas anteriores – “senso fraco do self”: insegurança, inabilidade para o auto-suporte, sentido de si mesmo como fracassado, inadequado e incompetente. </li></ul><ul><li>Questões típicas: baixa auto-estima, dependência. Mantenedores: isolamento, pensamentos e crenças negativos. </li></ul><ul><li>TAREFAS: </li></ul><ul><li>Aliança terapêutica: acolhimento, não julgamento, compreensão empática. </li></ul><ul><li>Identificar marcos: </li></ul><ul><ul><li>(1) reações problemáticas e exageradas. </li></ul></ul><ul><ul><li>(2) Pessoa confusa e incapaz de sentir sua experiência, sensação de vazio. </li></ul></ul><ul><ul><li>(3) Conflitos nos quais um aspecto do self é crítico ou coercivo com o outro. </li></ul></ul><ul><ul><li>(4) Negócios inacabados com pessoas importantes. </li></ul></ul>
  45. 45. Depressão: atividades <ul><li>Escolher tarefas para lidar com sintomas e questões de fundo: </li></ul><ul><ul><li>Diálogo com o crítico, integração de opostos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Evocar situações de reação exagerada (fantasia, dramatização), determinar o elemento que incitou a reação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Acessar esquemas emocionais mal-adaptativos, negócios inacabados. </li></ul></ul><ul><ul><li>Tornar-se mais consciente de necessidades, sentimentos, encontrar sua voz, expressa-los. </li></ul></ul><ul><ul><li>Criar espaço para exploração: focar nas sensações corporais, deixar palavras surgirem. </li></ul></ul><ul><ul><li>Acessar capacidades para resiliência, buscar senso de direção e maior sentido de poder pessoal. </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprendizado experiencial de habilidades. </li></ul></ul>
  46. 46. Ansiedade: Modelo e técnicas <ul><li>1. Aliança terapêutica; </li></ul><ul><li>2. Terapia dos sintomas; </li></ul><ul><ul><li>Respiração diafragmática; </li></ul></ul><ul><ul><li>Contínuo de awareness; </li></ul></ul><ul><ul><li>Mudar da awareness reflexiva para a experiência sensorial do aqui e agora + externa (ambiente). </li></ul></ul><ul><ul><li>Desfazer interrupções: deflexão, dessensibilização, egotismo, projeção, retroflexão. </li></ul></ul><ul><ul><li>Restruturação cognitiva. </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Mindfulness”: notar mas não honrar pensamentos reflexivos; manter atenção na tarefa. </li></ul></ul><ul><ul><li>Identificar introjetos. </li></ul></ul><ul><ul><li>3. Explorar patologia do Self – raízes da ansiedade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Awareness de imagens e crenças (introjetos, negócios inacabados); </li></ul></ul><ul><ul><li>Resolução de conflitos (cadeira vazia, expressão etc.) </li></ul></ul>
  47. 47. Referências <ul><li>Latner, J. Gestalt terapia . </li></ul><ul><li>Perls, Hefferline e Goodman, Gestalt terapia. S.P.: Summus, 1997 . </li></ul><ul><li>Perls, F. Ego, fome e agressão. S. P.: Summus. </li></ul><ul><li>Perls, F. Abordagem gestáltica, uma testemunha ocular da terapia S.P.: Summus, 1981. </li></ul><ul><li>Pinto, E. B. Psicoterapia de Curta duração na abordagem gestáltica . S.P.: Summus, 2009. </li></ul><ul><li>Swanson, J.L. Boundary prcesses and boundary states. The Gestalt Journal, 11. </li></ul><ul><li>Tenório, C.M.D. O conceito de neurose em Gestalt terapia . In IGT na rede. </li></ul>

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