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Produ+º+úo do espa+ºo e ambiente urbano simposio

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Produ+º+úo do espa+ºo e ambiente urbano simposio

  1. 1. Publicado em Sposito, M.Encarnação- org. Urbanização e Perspectivas -pg.211 a 230UNESP- Gasper 2001 Produção do Espaço e Ambiente Urbano Arlete Moyses Rodrigues 1 Endeusados ou endemoninhados os problemas da e na cidade, do e no urbano edo ambiente são controversos2. Desafiam pesquisadores a compreenderem suacomplexidade, preencher lagunas no conhecimento e explicitar clara e coerentemente osseus termos sem o que “pode-se cair no vazio ou na ambigüidade”3 . O tema‘ambiental; na geografia em especial, é defendido por uns e execrado por outros. DizEdgar Morin4 que os que endemoninham (não o considerando relevante, apontandoapenas críticas) acabam por endeusar e sacralizar um tema. Concordando com Morin,pretende-se com este texto, contribuir para a análise da problemática ambiental urbanaem sua complexidade, tema controverso e contraditório nas ciências da sociedade.Para realizar esta proposição, tecer-se-á considerações sobre o debate sobre a cidade edo urbano, natureza, desenvolvimento, técnica, ciência, enfatizando-se um dosproblemas urbanos tidos como ambientais quando na realidade são sociais. O urbano é tido, simultaneamente, como símbolo da ‘libertação do homem’ da‘natureza’5, no sentido genérico do Ser Humano e como lugar da opressão. Cidade eurbano, obras humanas, mostram o avanço científico/tecnológico- símbolos e signosdo período contemporâneo, a globalização dos fluxos - sociais, culturais, científicos,econômicos, financeiros, etc-. Cidade e Urbano mostram-se também como lugar deopressão para os que estão à margem da ‘urbanidade’, com fragmentação da vidaquotidiana, expressa pelas rupturas, violência, pobreza, miséria; falta de habitações, desaneamento básico, de segurança, de transportes coletivos, pela poluição do ar, da águae dos alimentos. A ‘natureza;’ cantada em verso e prosa é tida como fonte de recuperação das‘forças’ gastas no cotidiano citadino. Prega-se a volta ao mundo do ‘campo’6, atividades1 Profa.Livre docente - Unicamp - e-mail amoyses@mandic.com.br2 Controvérsias estão relacionadas ao debate científico e nem sempre às contradições da vida real.3 Milton Santos - FSP 21/11/99 - Caderno Mais página .54 Morin, E. 19965 Natureza está entre aspas pelos seus amplos significados. O domínio da natureza como ‘obra’ humanaé abordada por vários autores. Veja-se, em especial, Thomaz, K. 19896 “Campo” visto como benéfico, mas onde se ignoram o trabalho e o trabalhador. 1
  2. 2. turísticas ‘regenerativas’, replantio de árvores, uso de filtros antipoluição, a bicicletacomo meio de transporte etc. Simultaneamente, na cidade, a ‘natureza’ precisa serabolida para o porvir humano. Enterram-se rios e córregos (canalização);impermeabilizam-se ruas, avenidas, fundos de vale (asfalto) para possibilitar odeslocamento dos veículos, cada vez em maior número, derrubam-se matas paraedificar lugares de ‘convivência’, de produção e de consumo. Trata-se do mesmoprocesso - ‘o bem e o mal’- , ou seja a modernização reflexiva que“ significa apossibilidade de uma (auto)destruição criativa para toda uma era: aquela da sociedadeindustrial. O ‘sujeito’ desta destruição criativa não é a revolução, não é a crise, mas avitória da modernização ocidental” (Giddens, 1997:12)“ O conceito de modernização reflexiva, para Giddens, implica emautoconfrontação e não reflexão, ou seja, engrendra suas próprias contradições,porém as análises (e a mídia) fragmentam as informações que permitiriam compreenderaspectos da realidade ocultando, .endemoninhando, sacralizando, endeusando, virando‘moda’. Como diz Robert Kurtz7 (1999:5) “..a moda é o posto da crítica. Crítica radicalnão pode virar modismo sem perder a alma. O que está na crista da onda é maneiracomo idéias são transformadas em lixo de praia”. Quando o ambiente geográfico, virameio ambiente, perde suas substâncias e significados. Vira moda, captura discursos eagendas oficiais. Perde sua ‘alma’. Este texto não trata da ‘moda’ meio ambiente mas de aspectos de problemasurbanos denominados aqui de problemática ambiental urbana. As apologias - otimistase pessimistas - sacralizam ‘temas’ sem desvelar a vida na atualidade, não preenchem ovazio dos discursos sobre o meio ambiente. Afirma Edgar Morin que a ciência éaventura, que o conhecimento científico se constrói, sem cessar. É necessário,portanto, tentar desconstruir e reconstruir instrumentais analíticos para compreender acomplexidade do real. A complexidade não é a completude do conhecimento, mas suaincompletude. A complexidade é inerente ao pensamento científico mesmo quando seuobjetivo é revelar leis simples (Morin, 1996). No geral, porém, as análises sãosimplificadoras, sem revelar leis que por serem complexas necessitam de teoriasadequadas. O mundo mudou, mas as categorias de análise permanecem as do passado emuitas vezes tornaram-se vazias de conteúdo pois viraram ‘moda’.7 Robert Kurtz (1999) tece estas considerações na apresentação do livro de Anselm Jappe - 1999 GuyDebord - Editora Vozes 2
  3. 3. A cidade e o urbano são medidas e mediadas pelo valor de troca,incessantemente alterado no processo indissolúvel de transformação da sociedade/ciência/ técnica/tecnologia/sociedade. Fruto da segmentação das disciplinas científicasas análises, contudo, são parciais e dicotomizadas. A ‘natureza’ também é mediada pelo valor de troca. Os elementos da ‘natureza,transformam-se em ‘recursos naturais’, que apropriados, devem ser transformados,modificados pela sociedade/ciência/técnica/ tecnologia/sociedade. São mercadorias quepodem ser utilizadas ‘in natura’ - água, vegetação, ar ou transformadas como ferro, aço,gasolina, álcool, entre vários outros. Da ‘natureza’ se extrai a vida. Da cidade e do urbano se ‘extrai’ a possibilidadeda realização da vida humana. Dos homens e mulheres, na cidade e no campo, se extraia energia transformada também, em ‘recursos humanos’ qualificados para o trabalho. Adam Smith (1776), citado por Masi (1999:14) apontava que o desenvolvimentoda divisão do trabalho limita a maioria a poucas operações simples8. No entanto,“o que forma a inteligência da maioria dos homens é necessariamente sua ocupaçãoordinária. Um homem que gasta toda sua vida realizando poucas e simplesoperações(...) não tem oportunidade de aplicar sua inteligência ou de exercitar suainventividade(...) , em geral torna-se tão estúpido e ignorante quanto pode sê-lo umacriatura humana”. A ‘criatura humana’ torna-se um ‘recurso humano’ para ser utilizado em tarefasrotineiras. A taylorização é o exemplo dos gestos repetitivos do processo industrial. Naatualidade, a forma rotineira modifica-se. O ‘gesto repetitivo’ parece deslocar-se paraas ‘compras’ da ‘sociedade do consumo’. Estas transformações, porém, são vistas oracomo ‘progresso’, como ‘mudança do mundo’, sem análises críticas aprofundadas, oracomo forma de espoliação e exploração da vida. Lasswel (citado por Masi 1999) afirma que as estruturas políticas sãoformalmente liberais e democráticas :“se fundamentam na prosperidade material, e , oque é ainda mais importante, além desta, no tédio, na apatia, na aceitação passiva, notácito acordo de não discutir questões capazes de ‘dividir’...” (p. 24). A aceitaçãopassiva não se dá apenas no cidadão comum, mas na ciência que se recusa a debaterquestões que podem dividir a comunidade científica, apegando-se a paradigmas quereafirmam teorias existentes.8 A divisão do trabalho que ocorre desde a antigüidade é intensificada no capitalismo. 3
  4. 4. É necessário desvendar no processo civilizatório, as desigualdades sociais,políticas e econômicas; concentração de renda, de propriedades; desemprego e baixossalários; exploração e espoliação urbana; violência; ausência de escolaridade;desigualdades entre regiões e nações; devastação das matas, poluição do ar , do solo edas águas enclaves, segregação sócio-espacial etc. como a outra face da mesma moedao avanço da ciência e da técnica. Verifica que ‘propostas, projetos, planos’ paraminorar problemas se pautam na crença de que a ciência e a técnica os resolverão. Cria-se o ‘consenso’ de que no futuro todos os problemas serão resolvidos, com o acordo‘tácito’ de não discutir a reflexividade da modernização9., ou seja os problemasgerados pelo próprio avanço científico e econômico. A ênfase das análises no período moderno pautou-se no ‘tempo’ e na ciênciacomo resolução para as desigualdades. O ‘passar do tempo’, o avanço da ciência e datécnica, têm acelerado a criação de novas problemáticas, entre as quais a ambientalurbana. O ‘passar do tempo’ , o avanço da ciência e da técnica resolveu algunsproblemas mas criou, necessariamente, outros. É onde o modo de produção demercadorias mais avançou que a devastação ambiental é também mais acelerada. 10.Elementos para geografizar problemas ambientais urbanos A ‘natureza’, tida como inesgotável, mediada pelo desenvolvimentocientífico/tecnológico e os elementos da ‘natureza’ que compõem a vida quotidiana nacidade e no urbano estão, muitas vezes, ocultos.11 Transformados de elementos danatureza em mercadorias, passaram a ser denominados de recursos naturais. Os nãorenováveis estão se esgotando, enquanto se busca alternativa, no futuro, para que outrossejam utilizados em seu lugar. Os recursos renováveis mudaram de categoria,passaram a não renováveis ou necessitam de longo período para que suarenovabilidade mantenha-se, assim mesmo, se a poluição for estancada. A preocupação com devastação e poluição é muito anterior ao períodocontemporâneo (Thomaz, K. 1989), mas a procura das causas e ‘soluções’ ocorre, emespecial, após 1972, com a publicação do Relatório do Clube de Roma (Meadows,9 Veja-se, Rodrigues, Arlete Moysés - 1988 - que aponta como os problemas são considerados comodesvios do modelo e como se sacralizam a ciência e a técnica, consideradas como solução, no futuro, paraos problemas do presente.10 Rodrigues, idem11 Ver Rodrigues, -ibidem . 4
  5. 5. 121972) , que apresentou um cenário pessimista, salientando os aspectos negativos doavanço da ciência, do crescimento econômico e populacional. Domenico de Masi dizque “os aspectos negativos, suscetíveis de transformar o triunfo do gênero humano emsua ruína” (1999:369) foram destacados pelo Relatório que apesar de muito criticadogeografiza os problemas ambientais, mostrando que não são apenas locais como eramentendidos até então, mas mundiais. Nas últimas décadas deste século, o meio ambiente, a questão ambiental, aproblemática ambiental (seja qual for o termo utilizado), institucionaliza-se. Passa afazer parte das agendas locais, nacionais e internacionais. Para a cidade e o urbanoinclui-se o tema nos ‘planos’, planejamento, projetos de saneamento básico, da voltado ‘verde’, despoluição, ‘educação ambiental’, ‘cidade sustentável’, ‘agenda 21,agenda, gestão ambiental, bacias hidrográficas como unidade de análise e intervenção,turismo ecológico, resíduos sólidos, reciclagem etc., etc. A preocupação intensifica-secom o aumento do buraco na camada de ozônio, chuvas ácidas, mudanças climáticasetc. Os problemas ambientais são apenas uma “moda”; mostram a ponta de um‘iceberg’ de autoconfrontação; representam a possibilidade de construção de um novoparadigma científico; a redescoberta dos limites dos recursos ‘naturais’; a incapacidadeda ciência/técnica dar conta dos problemas criados? É simultaneamente moda que homogeneiza ‘discursos retóricos’(sem teoria)considerando a ‘natureza’ como ‘bem comum da humanidade’, embora estejaapropriada privadamente; cria o consenso do ‘bem comum’ numa sociedade dedesiguais. Deslocam-se as análises: da produção e da desigualdade societária para o‘consumo’ dos objetos, da ‘natureza’. Cria o consenso de ‘bem comum dahumanidade’, enquanto o ‘comum’ da humanidade, sua capacidade de pensar , tem sidodilapidado pela repetitividade dos gestos e do sobreviver no mundo contemporâneo.Considera-se que os problemas são gerados pelos indivíduos, como no passado (epresente) os responsáveis pela miséria e pobreza são os pobres e os miseráveis. Palavrade ‘moda’ para obter-se financiamento para os países pobres. 1312 O Clube de Roma é formado por um grupo de cidadãos de todos os países individualmentepreocupados com a crescente ameaça implícita nos muitos problemas interdependentes que se apresentampara o gênero Humano ( Meadows, D. 1972).13 Um dos aspectos da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento é este deslocamento.Afirma-se que os países ‘desenvolvidos’ devem financiar (com recursos e técnicas) os ‘subdesenvolvidos’que têm problemas de meio ambiente. 5
  6. 6. O ambiente e seus problemas, entretanto, são também a ponta de ‘icebergs’,mostrando que nem a ciência/técnica, nem os ‘recursos financeiros’ deram conta deresolver os problemas do passado e, além disso, criou novos. Estes ‘novos’ problemasprecisam ser decodificados para sair-se da aparência e considerar a essência da ‘criseecológica’. Como diz Giddens: “A metamorfose dos efeitos colaterais despercebidos da produção industrial (ouda produção do meio técnico científico informacional, como afirma Milton Santos14) na perspectivadas crises ecológicas globais não parece mais um problema do mundo que nos cerca -um chamado ‘problema ambiental’-, mas sim uma crise institucional profunda daprópria sociedade. Enquanto estes desenvolvimentos forem vistos em contraposiçãoao horizonte conceitual da sociedade industrial e, portanto, como efeitos negativos daação permanentemente responsável e calculável do sistema permanecerãoirreconhecíveis... No autoconceito da sociedade de risco, a sociedade torna-sereflexiva, o que significa dizer que ela se torna um tema e um problema por elaprópria” (op. cit p.19-grifos nossos). Os problemas da e na cidade, do e no urbano, do e no ambiente são decorrentesdo triunfo do modo industrial de produzir mercadorias (ou da modernização) e não dosseus fracassos. A realização humana, no seu devir e porvir, cria a reflexividade, seusproblemas, sem parcelamentos de análises. Temas da atualidade, como a globalização e fragmentação parecem opostos eexcludentes, porém, estão contidos em todas as esferas da vida. Mostram como oslimites e os avanços técnicos impedem o desenvolvimento da potencialidade humana.A mundialização das rotinas do taylorismo fragmentou o conhecimento, transformando-o em gestos repetitivos. A globalização atual fragmenta todas as esferas da vida e doconhecimento. Desnaturalizou a natureza humana nas suas próprias formas dereprodução. Está à disposição dos interessados, na Internet, bancos de DNA de óvulos demulheres ‘bonitas’ para escolha , não da sua própria reprodução, mas da reprodução da‘embalagem’. Ápice da socialização da própria natureza humana. Está a disposição dosinteressados, também, conhecer os ‘depósitos’ de menores (não de crianças), que sãomortos e se matam (revoltas da FEBEM no Estado de São Paulo- 10/99), os ‘pequenos’assassinatos dos jovens da classe média, a ausência de calorias mínimas para a maioria,14 Santos, Milton 1996 - A natureza do Espaço - técnica e tempo - razão e emoção - Editora Hucitec 6
  7. 7. a contaminação das águas e do solo, a poluição, a coleta de lixo nos depósitos dosinservíveis. O torpor anunciado por Adam Smith “estúpido como pode ser um serhumano”, destituído de sua capacidade de pensar, é a ponta de um iceberg. Como diz Morin, ciência é aventura, o conhecimento científico se constrói, sedesconstrói, sem cessar. É preciso argumentar para quem e porque se pretendedescortinar a realidade, fazer ciência com consciência. Se a aventura for a apenas a retórica e a busca da realização pessoal, então, otema ambiente é moda. É a moda dos discursos genéricos, fornecendo pressupostosnão passíveis de contestação, tais como: “o ‘desenvolvimento sustentável’ é umobjetivo a ser alcançado não só pelas nações em ‘desenvolvimento’, mas também pelas 15industrializadas” “A humanidade é capaz de tornar o desenvolvimento sustentável -de garantir que ele atenda as necessidades do presente sem comprometer a capacidadedas gerações futuras e atenderam também às suas”16. Nas cidades atuais “Tudo émuito poluído e barulhento, sem espaço e inseguro, a calçada vazia passa a serdominada por flanelinhas e, mais tarde, meliantes ameaçadores, violentos... Ruas comvida, diversidade e interesses costumam compor bairros sadios, de moradia atraente, ecidade sem exclusão”17 A ‘preocupação’ com a melhoria do ‘ambiente’ passou a ser considerada‘vontade geral’, trazendo-a diretamente para o campo da política nacional einternacional. Os discursos simplificam a realidade. Fetichizam-se problemasambientais, mostrando-se apenas a ponta final do processo, o consumo. Firma-se o‘consenso e a moda’ com o uso do termo desenvolvimento sustentável e da procura dobem-estar geral para as gerações presentes e futuras, no mercado. Abstrai-se darealidade concreta a desigualdade social. O tema é tratado sob o signo do bem-estargeral, perpassando classes sociais, propriedade e apropriação. Tenta-se atenuar osefeitos adversos através de instrumentos como os Relatórios de Impactos Ambientais -RIMAs, que se detêm quase sempre no âmbito local. Podem ter como objeto a construção do ‘ideal’, do desejo, mas não permitemconstruir uma nova utopia. São idéias deslocadas da vida real . A utopia18 é necessária15 Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - 199116 idem p.917 Sirkis, Alfredo - 1999 . A autor dá muitas ‘dicas’ tais como : plantar árvores, reformar as calçadas,delimitar áreas específicas para os camelôs, colocação de frades e grampos, criação de faixas parapedestres e muitas outras.18 Como afirma Boaventura Souza Santos “A utopia é a exploração de novas possibilidades e vontadeshumanas, por via da oposição da imaginação à necessidade do que existe , só porque existe, em nome de 7
  8. 8. para o porvir humano. A utopia pressupõe que o que está à margem seja trazido para ocentro e o que está nas margens não é o consumo ou retóricas, mas o SER humano. Apesar de o debate sobre problemas ambientais ser histórico, esses problemasforam entendidos, até a década de 70, como locais. Sendo locais e localizados poderiamser resolvidos. A publicação do Relatório do Clube de Roma, já citado, mostra que nãosão locais, pois se o crescimento econômico continuasse na direção em que estava ahumanidade estaria fadada a sofrer um redimensionamento porque não se estavadando conta dos danos irreversíveis ao planeta. Redescobre-se19 que a natureza não tem fronteiras, que a alteração da qualidadeda água, ar, solo não se mantém nos limites dos territórios do Estado-Nação ou de locaisgeográficos. Esta redescoberta, porém não é suficiente, porque as análises da poluiçãodo ar e das águas, dos resíduos (sólidos, líquidos e gasosos) são deslocadas da produçãopara o consumo, sem que as desigualdades sociais levar em consideração asdesigualdades sociais, ‘todos são transformados em responsáveis’. Desde os que sóconseguem ‘consumir’ a ração necessária a uma parca sobrevivência até aqueles queapresentam consumo desperdiçador. A ciência e a técnica permanecem sacralizadas e tidas como remédios paratodos os males que serão resolvidos no ‘futuro’. Os problemas reais são vistosseparadamente do aparato do meio técnico/científico informacional20. No Brasil, écomum atribuir-se os problemas ambientais à falta de progresso, enquanto nos paísesditos desenvolvidos os problemas são mostrados como decorrentes do progresso. Éexatamente o ‘progresso’ que ocasiona muitos dos problemas da atualidade.Aspectos da reflexividade de problemas ambientais Paul Virilo(1996) mostra como o avanço científico altera a produção do espaçourbano. O conhecimento do território, das paisagens naturais, no processo dedesenvolvimento, na passagem do virtual ao efetivo, é analisado através de ‘cincoalgo radicalmente melhor que a humanidade tem direito de desejar e porque merece a pena lutar...(grifosnossos ) 1995:323). É na realidade, portanto, que podemos construir a utopia e não com pressupostossem significação.19 Redescobre-se porque os geógrafos, entre outros, sempre mostraram que a natureza tem limites, masnão fronteiras.20 Ver, numa análise oposta à que estamos demonstrando, Rybcswybsxi, W. 8
  9. 9. motores’, que modificam e modificaram o quadro de produção da história, do espaço eda própria ciência.21 O motor a vapor - máquina da revolução industrial - propicia mudanças naprodução em geral. O trem além da produção dos caminhos de ferro, possibilita umnovo tipo de deslocamento, não mais na velocidade do homem e dos animais, masnuma máquina construída pelos homens. Os caminhos de ferro mudam o mundomudado. Permitem um novo tipo de deslocamento e de velocidade. Altera oconhecimento da paisagem nos deslocamentos por trem. Chega-se mais rápido aosoutros lugares, encurta-se o tempo do percurso, embora ainda seja o mesmo território. Considerado o motor da revolução industrial, altera-se a produção do espaço: asindústrias localizam-se nas proximidades das fontes de energia - carvão vegetal e hulha.O uso do carvão vegetal provocou devastação de florestas, modificações no clima, norelevo, no solo e o modo capitalista nas relações societárias. O uso da hulha - umrecurso esgotável - apropriados pela sociedade, consumidos e os restos devem serrepostos em algum lugar: os resíduos aumentam. O motor a explosão e as máquinas-veículos constituem o segundo grandemotor da história e da produção do espaço. Destacam-se o automóvel e o avião, quealteram o conhecimento do território. O automóvel, além de promover estradasdiferentes da do ‘caminho de ferro’, precisa de ruas, avenidas, estradas recobertas comcamada asfáltica, extraída do petróleo (energia fóssil que movimenta também o motor aexplosão). Amplia os lugares percorridos, pode-se parar em qualquer ponto e observar oque está além da estrada: o transporte porta a porta e destrona o trem, pelo menos noBrasil. O petróleo, como fonte de energia, produz ‘inservíveis’ - nos seus primórdiospoucos derivados do mesmo eram utilizados -. O esgotamento previsto dessa fonte deenergia movimenta também poderes políticos e econômicos para conquistas deterritórios pelas corporações internacionais. Pelo domínio das reservas de petróleo,criam-se guerras e destruição. Muda a dinâmica da circulação, dos meios de transporte, muda-se também adinâmica da edificação das e nas cidades. O avião, além da rapidez de deslocamento,permite uma visão inédita do mundo, ver os lugares do alto, atravessar rapidamente osoceanos e mares e as denominadas terras inóspitas. O território pode ser fotografado,desenvolve-se a aerofotogametria e os mapeamentos sem necessidade de ‘aventuras’,21 Incluímos aspectos não abordados por Paul Virilio(1999), seguindo a cronologia dos motoresapresentada pelo autor. 9
  10. 10. como a de Richard Burton ou de Humboldt. Novas máquinas, novas formas dedeslocamento, novas visões e a ampliação do mundo. Se o mundo já era conhecidodesde o século XVI, passa a ser visto em diferentes escalas. Permite aà guerra àdistância. Expande-se a visão do mundo e, contraditoriamente, são consumidos osrecursos naturais, como o carvão vegetal, o carvão mineral ( hulha), o petróleo paraproduzir as máquinas - veículos e combustíveis, lançando ao mesmo tempo naatmosfera gases poluídores -. Trata-se da contradição do desenvolvimento que aomesmo tempo em que utiliza recursos naturais precisa de recipientes para lançar osprodutos consumidos.22 O motor elétrico deu origem às turbinas, propiciando o avanço da indústria daaviação e a eletrificação, através da qual o escuro (ligada a rotação da terra em volta dosol) deixa de existir. Alterou, nas cidades, o ritmo do trabalho, não mais dado pelo diae noite - claro e escuro -. O tempo, parece tornar-se elástico, as metrópoles e as grandescidades fervilham durante 24 horas. O trabalho noturno aparece como uma forma detornar ‘elástico’ o tempo para as alterações urbanas23. Favoreceu a arte do cinema,televisão, alterando hábitos culturais e o conhecimento do mundo distante através dasimagens. Permitiu o desenvolvimento dos elevadores, que juntamente com a invençãodo telefone, possibilitou a construção dos arranha-céus, ‘criam’ solo urbano. Muda-sea ‘paisagem’ das e nas cidades. As redes de cidades passam a ser entranhadas, o território é esquadrinhado emostrado pelas telas do cinema e televisão. O real e o exótico são difundidos para omundo, expandem-se as atividades industrias e novas surgem como a atividadesturística que busca a ‘natureza’ como ‘fonte de descanso. A indústria não mais comanda sozinha o processo de urbanização que tambémcomanda a indústria. Na produção do urbano mediada e mediatizada pelo meiotécnico/científico/informacional, alteraram-se a ‘produção’ e o de consumo. Numpassado não muito distante , a forma de comercialização das mercadorias era realizadaem pequenas edificações: vendas, quitandas, padarias, feiras livres (realizadas noespaço público). Em pouco anos, os supermercados, depois os hipermercados e22 Veja-se a respeito Edmar Altvater - 1995 - Editora da Unesp- SP e um clássico da geografia : JeanBrunhes - Geografia Humana -1962.23 Sobre essas alterações que não se reproduzem biologicamente, ver-se , Arlete Moysés Rodrigues(1998) 10
  11. 11. sacolões (feiras em espaços fechados) adquiriram supremacia. Roupas e equipamentos‘sofisticados’ passaram das ‘lojas’ para galerias e shoppings centers24 As edificações decorrentes dessas formas de concentração do capital sãovisíveis no espaço urbano . As novas edificações aumentam a circulação de veículos,ambientes fechados (e ‘seguros’25) instalam-se ar condicionado, escadas rolantes, umtemplo de mercadorias. Representam progresso da ciência e da técnica. Consomemenergia (e para isto precisam de maior fontes geradoras), aumentam a poluição tantopela circulação de veículos, como do CFC lançado na atmosfera, os congestionamentos‘pioram’ a qualidade de vida dos moradores vizinhos. Aumentam o preço da terra. Areflexividade do progresso, do desenvolvimento não é atribuída aos chamados ‘agentesprodutores’ do espaço urbano, mas ao consumidor, usuário, cliente, categorias quetomaram conta do ideário geral. Alterou-se o ‘modo de consumo’ e o objeto do desejo do ‘consumidor’. Antesas embalagens eram simples e, muitas vezes, produtos, como arroz, feijão, óleo sevendiam agranel, as bebidas tinham cascos reutilizáveis, trocavam-se as embalagensde vidro vazias por outras cheias. A transformação do comércio fez desaparecer o‘vendedor’ , cada ‘consumidor’ é seu próprio ‘vendedor’., O trabalho passou a ser docomprador que escolhe a “marca”, a “mercadoria” e o ‘produto’ que quer comprar.Cabe indagar se escolhe ou se já foi ‘escolhido’ pela propaganda? As “ vendinhas”desapareceram ou são utilizadas para outro uso. Nos bairros mais ‘pobres’ permanecemas ‘vendas’, cujos preços são mais elevados 26, São tidos como permanência do atraso. As mercadorias, os objetos, as marcas, precisam, agora, vender-se, assim, entraem cena o ‘colorido embalagens”. Embalar pode ter vários significados: embalar,embrulhar. E embrulhar não é só colocar embalagem, mas também tapear. A‘embalagem” precisa agora ser comprada também, ou seja ser atrativa para os‘consumidores’ . Mudou o modo de ‘consumo’ e a forma de produção dasmercadorias. As embalagens ‘valem’ mais que o conteúdo. Mas , a relação entre aprodução e o consumo não tem sido devidamente analisada, a responsabilidade pelodescarte das embalagens é atribuída ao ‘consumidor’.24 Manoel Seabra, pioneiro nos estudos sobre o comércio, tem como sucessora Silvana Pintaudi (UNESP-Rio Claro) que, além de seus próprios trabalhos, orienta nesta linha de pesquisa.25 ‘Seguros’ contra os pobres e os mendigos,. mas não contra a violência da classe ‘média, como achacina que ocorreu dentro de um cinema do Shopping Morumbi, em São Paulo, no início de novembrode 1999.26 Engels demonstrou esse processo já na Inglaterra do Século XIX. 11
  12. 12. Nos supermercados e hipermercados, alguns produtos, tidos como ‘essenciais’- arroz, feijão, óleo café, farinha, ovos, amido de milho, sal, açúcar - têm embalagenssimples. . Em geral, são os produtos mais sofisticados, ou menos ‘necessários’ para asobrevivência da maioria, que mudaram de embalagens, passando para vidro, plástico,alumínio ,’caixas sofisticadas’. Todos materiais jogados fora após o consumo doconteúdo. Mudaram de aparência e os preços aumentaram, como é o caso do leitevendido em caixas que é mais caro do que o de saco de plástico. As chamadas análises ambientais observam apenas a ponta final - o consumo .A produção das embalagens tem o objetivo de que o produto seja vendido pela suaaparência. A maioria dos estudos, contudo, analisa o ‘lixo doméstico’, a embalagemque é descartada após o consumo do conteúdo. Cabe destacar que analisar os resíduossólidos domiciliares e sua forma de deposição é importante, principalmente para osmunicípios, responsáveis pela coleta. Questiona-se o fato de que está faltando análisesque mostrem quem produz o lixo não é o ‘domicílio’, mas sim a produção(em geral) e onovo modo de consumo a ela relacionada. Para decodificar este problema da ‘moda’ da questão ambiental é precisoconsiderar a origem dos descartáveis e não apenas o momento do descarte que ocorrenas residências. Deve ser considerado o uso dos elementos da natureza tornadosrecursos (mercadorias) que se esgotam rapidamente nesse processo. O aumento destssmateriais originou a indústria da reciclagem que se atribui e a quem é atribuída umagrande contribuição para o ‘bem comum’. Oculta a geração dos problemas ambientais, cria-se a chamada educaçãoambiental. Como diz Paula Brugüer (1999), não se trata de educação ambiental, mas de‘adestramento ambiental’. As frases como : não jogue lixo na rua, separe os produtospara reciclagem para economizar ‘natureza separe e junte as latas de bebidas (nasescolas), trocando-as por computadores etc. não educam apenas treinam para atosrepetitivos sem consciência. Essa nova mercadoria - os resíduos sólidos recicláveis’ - é ‘vendida’ e‘comprada’ no mercado, contudo o preço é definido pelo comprador e não por aquelesque os ‘descartam’. Estranha mercadoria que só tem valor para quem a utiliza e não paraquem já pagou por ela nas outras mercadorias embaladas. Sem endeusar e sem endemoninhar o que é chamado de problemática ambientalé preciso considerar o processo de produção dos ‘riscos artificiais’ , a reflexividade queestá deslocada para o ‘consumo’ e o consumidor. Pode-se, assim, tentar compreender 12
  13. 13. o meio técnico científico informacional, como ensina Milton Santos, a complexidade davida ‘moderna’ onde as transformações societárias não são casuais, mas causais.Retoma-se Paul Virilio para alguns comentários sobre os dois últimos motores. O motor-foguete permitiu uma visão de fora da terra e, ao homem, escapar daforça da gravidade terrestre. Amplia o sistema de comunicação das imagens e dolevantamento através da imagem de satélites. O mundo todo pode ser visto pelasimagens da televisão e do cinema. Nem por isso a natureza deixou de ser dilapidada,embora passe a ser compreendida como sem fronteiras. Para a produção necessita-se,cada vez mais, dos elementos da natureza. Até o espaço sideral está cheio de lixo dosfoguetes que pesquisam esse espaço . O último motor é o da informática - que digitaliza a imagem e o som, assimcomo a realidade ‘virtual’. Como diz Paul Virilio , pode-se pensar em umaconcorrência do virtual com o real, da ‘derrota dos fatos’, na qual o mundo dos fatosreais é desqualificado, desacreditado, concorrendo com o mundo virtual. Todas associedades antigas viviam em tempos locais, aqueles em que viviam . Trata-se de umadeslocalização e destemporalização. Altera-se o tempo e os espaços locais. Quando se‘entra’ no tempo mundial, ingressa-se no virtual. Uma entrevista pode ser dada numlugar e ao mesmo tempo ser vista em outros, como se o tempo e o lugar fossem osmesmos, ou seja ‘juntos’, estando separados. Sintetiza o avanço dos motores dahistória. As atividades econômicas apropriam-se dessa produção histórica , da ‘era 27‘digital . Novos resíduos são criados e provocam danos à natureza (além do uso doselementos naturais como recursos). O corpo, segundo Paul Virillio, é o último ‘planeta’ a ser conquistado pelatécnica que já conquistou o planeta terra, redefiniu territórios, através de estradas, dasredes elétricas, das turbinas etc. Hoje a miniaturização das técnicas permite equipar ocorpo do homem. Pode-se dizer, afirma o autor, que o homem está só, exposto àtécnica tal como o planeta terra já foi exposto, provocando o desemprego de certosórgãos do corpo. O homem nu foi desvalorizado e vestiu-se. Atualmente o nu são osórgãos que são desqualificados. A endocolonização não ocorre somente com aspopulações, mas com o corpo humano - que é investido e fagocitado pela técnica27 Paul Virilio analisa a complexidade dessa produção. Detive-me, aqui, apenas em aponta algunselementos para mostrar como várias análises são simplificadoras como o processo de urbanização e datemática ambiental.. Ver também Rodrigues, 1999. 13
  14. 14. .Indaga-se que nesta grandeza do fim do milênio chegou-se ao limite: ao limite atômico,ao limite em relação à poluição do planeta, à técnica , à demografia. Uma grande época e um grande perigo. Será que o homem compreenderá o queestá em jogo? Qualquer inovação, descoberta colocada para a sociedade, altera, mesmosem que o pesquisador, inventor ou aventureiro saiba ou queria, a dinâmica societária esua relação com a natureza. Esse processo ocorre desde a hominização: provocar emanter o fogo, construir um abrigo, usar os animais como suporte para o transporte, aroda, o moinho - utilizando a água -, a máquina a vapor, o motor a explosão, as turbinaselétricas, o telefone, o elevador, o avião, os foguetes e, finalmente, os chips decomputadores. Toda a maquinária produzida, enfim, altera a forma de se relacionarcom a natureza e a produção do espaço. O avanço do meio técnico-científico-informacional intensifica o uso doselementos da natureza, transformados em recursos naturais - mercadorias, portanto -que provocam a alteração dos ecossistemas naturais de forma inusitada. Também sãonecessários lugares para depositar os inservíveis. Continuam as previsões sobre contase inflação, esquecendo-se de que os elementos da natureza, agora escassos, tornam-semais caros e provocam também inflação. Para finalizar, considera-se que os problemas ambientais trouxeram à tona aimportância do espaço geográfico28 . Cabe a nós geógrafos uma tarefa fundamental ,sem endeusar, endemoninhar, entrar na ‘moda’ o meio ambiente, compreender acomplexidade dos novos problemas colocados pela temática ambiental urbana. Ourbano como modo de vida está presente em toda a sociedade. Ao abordar a temáticaambiental, tentando analisar sua complexidade não se provoca um deslocamento doobjeto de estudo do geógrafo, pelo contrário, trata-se de geografizar - ver como segrafa o espaço - talvez até para afirmar a própria necessidade de compreender aprodução do espaço do e no mundo contemporâneo.Bibliografia citada :Altvater , Elmar - 1995 - “O preço da riqueza” - Editora Unesp - São PauloBrügger, Paula - 1999 - “Educação ou Adestramento Ambiental” - Editora Letras Contemporâneas - Rio de JaneiroBrunhes, Jean 1962 - “Geografia Humana” - Editora Fundo de Cultura -Rio de JaneiroComissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - 1991 “Nosso Futuro Comum”- Editora Fundação Getúlio Vargas - 2ª edição28 Sobre a importância que adquire o espaço geográfico com a problemática ambiental, veja-se entreoutros, Rodrigues, Arlete M. op.cit 14
  15. 15. Giddens; Beck e Lash - 1997 “Modernização Reflexiva - Política, tradição e estética na ordem social moderna” Editora da Unesp -Harvey, David 1992 “Condição Pós-Moderna” Edições Loyola -São PauloMasi, Domênico - 1999 - “A sociedade pós industrial” - Editora Senac - São PauloMeadows, D - 1972 - Limits to Growth - Potomac Associates -WashingtonMorin, Edgar - 1996 - “Ciência com Consciência” - Editora Bertrand Brasil - Rio de JaneiroRybczynski, W. 1996 - “Vida nas Cidades - Expectativas Urbanos no Novo Mundo”- Editora Record - rio de JaneiroRodrigues, Arlete Moysés - 1998 “Produção e Consumo do e no Espaço - Problemática Ambiental Urbana”- Editora Hucitec- São Paulo . 1999 -“Turismo e Sustentabilidade” In Revista de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Ano V nº 9 -Santos, Boaventura de S. 1995 “Pela mão de Alice - O social e o político na pós modernidade” Editora Cortez - São PauloSantos, Milton - 1996 - “A natureza do espaço - Técnica e Tempo - Razão e Emoção” - Editora Hucitec - São PauloSirkis, Alfredo - 1999 - “Ecologia Urbana e Poder Local” - Editora Onda Azul -Rio de JaneiroThomaz, Keit - 1988 - “O homem e o Mundo Natural “- Editora Cia das Letras - São Paulo.Virilio, Paul - 1996- “A arte do Motor” - Editora Estação Liberdade - São Paulo 1998 - “Os motores da História” - In Tecnociência e Cultura - ensaios sobre o Tempo Presente - Org. Hermete Reis Araujo - Editora Estação Liberdade - São Paulo 15

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