Hidrovias, portos e aeroportos - aula 04 - pistas aeroportuárias geometria jba

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Quarta aula da disciplina de Aeroportos, Portos e Vias Navegáveis. Engenharia Civil. UNOESC, Campus Joaçaba (SC). Tópicos abordados:
- Dados aeronáuticos
- Regras de voos perante aspectos visuais
- Classificação das condições visuais dos voos
- Classificação da aproximação de aeronaves em pistas (ICAO)
1. Non-precision appoach runway
2. Visual approach runway
3. Precision approach runway
- Pista de pouso / decolagem
1. Layouts de pistas
2. Orientação da pista
3. Vento predominante do local
- Sistemas de auxílio de aterrissagem
1. VOR
2. ILS
3. MLS
- Precisão dos dados aeronáuticos
- Condicionantes aeroporto e aeronave para a geometria de pista
1. Altitude do aeroporto
2. Temperatura de referência do aeroporto
3. Declividade da pista do aeroporto
4. Direção e velocidade do vento do aeroporto
5. Peso de decolagem e de pouso da aeronave
6. Características aerodinâmicas da aeronave
7. Características dos motores da aeronave
- Pista de pouso / decolagem: fatores para dimensionamento geométrico
1. Velocidade de Decisão
2. Velocidade de Rotação
3. Velocidade de Decolagem
4. Velocidade de Início de Subida
5. Distância de Decolagem
6. Distância de Rolamento para Decolagem
7. Distância de Aceleração e Parada
8. Distância de Aterrissagem
- Condicionantes aeroporto e aeronave para a geometria de pista
- Layout de pistas
- Orientação da pista
- Distribuição dos ventos
- Superfícies limitadoras de obstáculos
- Pista de pouso / decolagem: dimensionamento
1. Largura
2. Declividade longitudinal
3. Acostamento
4. Stopway
5. Resa
6. Clearway
7. Baías de Espera

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Hidrovias, portos e aeroportos - aula 04 - pistas aeroportuárias geometria jba

  1. 1. 27291 – Hidrovias, Portos e Aeroportos Aula 04: Aeroportos, Portos e Vias Navegáveis - Pistas aeroportuárias geometria Prof. Eng. Rafael José Rorato Me. Engenharia de Transportes Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC Campus Joaçaba Departamento de Engenharia Civil
  2. 2. Dados aeronáuticos
  3. 3. Dados aeronáuticos • Regras de voos perante aspectos visuais – Voo visual: Visual Flight Rules (VFR) – Voo por instrumento: Instrument Flight Rules (IFR) • Classificação das condições visuais dos voos – Visual Meteorological Conditions (VMC) – Instrument Meteorological Conditions (IMC) • Classes de aproximação de aeronaves em pistas de aeroportos (ICAO) – Sem instrumentação: Non-precision approach runway & Visual approach runway – Com instrumentação: Precision approach runway Fonte: ICAO (1999)
  4. 4. Dados aeronáuticos • Sem instrumentação: Non-precision approach runway & Visual approach runway – Operação realizada por recursos visuais, cartas aeronáuticas e ajuda não-visual (barômetro/altímetro) – Caso o aeródromo não possua requinte de sinalização, não operará em período noturno e condições de visibilidade adversa Ponto de Mira Fonte: ICAO (1999)
  5. 5. Dados aeronáuticos • Sem instrumentação: Non-precision approach runway & Visual approach runway – A descida da aeronave é escalonada Ponto georreferenciado fisicamente 1. Latitude 2. Longitude 3. Altimetria Ponto georreferenciado virtualmente 1. Latitude 2. Longitude 3. Altimetria Pista Pontos de referênciaPista Minimum Descent Altitute (MDA ): Altura de referência para tomada de decisão em abortar ou aterrissar Fonte: IVAO (2016)
  6. 6. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway – Operação gerada com auxílio de equipamentos de precisão que interage entre a pista e a cabine, sinalização de pista (pintura e luminosa) e observação visual do piloto – Gera um caminho virtual que auxilia o piloto a realizar uma descida gradual até a pista – Possibilita a operação em condicionantes de visualização climática adversas, dentro do limite do sistema Fonte: ICAO (1999)
  7. 7. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=UV_vWtAJIow
  8. 8. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Sistema de Sinalização Luminosa FONTE:GoogleImages
  9. 9. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Sistema de Sinalização de Pista FONTE:GoogleImages
  10. 10. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Sistemas de Auxílio Aterrissagem – VHF Omnidirectional Range (VOR): • Antena fixa no aeroporto e receptor na aeronave • Estação de solo é alinhada com o Norte Magnético • Emite dois sinais: (a) multidirecional de 360°; (b) sinal omni-direcional de refêrencia • Pode-se instalar um sensor de distância: Distance Measuring Equipment (DME) Fonte: HOUSTON (2016)
  11. 11. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Sistemas de Auxílio Aterrissagem – VHF Omnidirectional Range (VOR): • Os sinais são comparados no receptor da aeronave, determinando uma posição radial • Voos baixos ou em regiões montanhosas tem dificuldades de identificar a antena VOR • Necessita de manutenção constante • Leituras erradas de posição quando aeronave voa próximo ou por cima da antena Fonte: HOUSTON (2016)
  12. 12. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Instrument Landing System (ILS) – Sistema instalado no solo que provêm a orientação lateral e vertical a aeronaves – Consistem em dois rádio transmissores localizados no aeroporto: Fonte: HORONJEFF, R., MCKELVEY. F.X., SPROULE, W.J., YOUNG, S.B. (2010) • Localizer: opera em VHF; provém a orientação horizontal: o quanto a direita ou esquerda do eixo da pista • Glide Slope: opera em UHF; provém a orientação vertical entre 3° a 7,5° Localizer Glide Slope
  13. 13. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Instrument Landing System (ILS) – Além dos rádios transmissores, possui dois marcadores eletrônicos de balizamento que realizam a leitura da posição da aeronave denominado markers • Outer Marker (LOM): instalado entre 4 a 7 milhas (6 a 11km) da borda final da pista • Middle Marker (MM): instalado entre 3.000 pés (915m) da borda da pista Fonte: HORONJEFF, R., MCKELVEY. F.X., SPROULE, W.J., YOUNG, S.B. (2010)
  14. 14. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Instrument Landing System (ILS) – Configuração do ILS Fonte: HORONJEFF, R., MCKELVEY. F.X., SPROULE, W.J., YOUNG, S.B. (2010)
  15. 15. ILS Aeroporto de Viena, Áustria Foto, fonte: http://www.panoramio.com/photo/15641303 Aeroporto ICAO categoria III B Localizer ( 48° 7'23.24"N 16°34'36.24"L) Middle Marker (48° 7'39.18"N 16°34'26.34"L) Glide Slope (48° 7'2.72"N 16°34'52.11"L)
  16. 16. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Instrument Landing System (ILS) – Categorias operacionais do ILS Fonte: HORONJEFF, R., MCKELVEY. F.X., SPROULE, W.J., YOUNG, S.B. (2010) Categoria Altura de Decisão / Teto de Visibilidade Alcance Visual da Pista (RVR) ILS Cat. I 200 pés (60m) 1800 a 2400 pés (548 a 731m) ILS Cat. II 100 a 200 pés (30 a 60m) 1200 a 2400 pés (366 a 731m) ILS Cat. IIIa 0 a 100 pés (0 a 30m) 700 pés (213m) ILS Cat. IIIb 0 a 50 pés (0 a 15m) 150 pés (46m) ILS Cat. IIIc Sem exigência Sem exigência
  17. 17. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Microwave Landing System (MLS) – Criado para substituir o ILS – Fornece azimute, elevação e distância Fonte: ACTBC (2016) – Apresenta uma área de cobertura segmentada por azimutes para a aproximação das aeronaves – Possui: azimute aproximação e volta, elevação de aproximação, alcance e comunicações de dados
  18. 18. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Microwave Landing System (MLS) – Restrições: – As faixas azimutais são fixas e estreitas. Resulta no sequenciamento e separação de aviões: atrasos – Não abrangem aeronaves que operam em STOL1, aviões lentos e helicópteros – Veículos, aeronaves em taxiamento, aviões de baixo plano de voo e edifícios devem ser mantidos bem distanciados dos locais de transmissão para minimizar desvios de sinal Fonte: ACTBC (2016)1: Short Take Off and Landing
  19. 19. Dados aeronáuticos • Com instrumentação: Precision approach runway: Microwave Landing System (MLS) Fonte: ACTBC (2016)
  20. 20. Dados aeronáuticos • Assim... “independente da operação ser visual ou auxiliada por instrumentos, o aeroporto e o aeródromo necessitam de precisão de dados para ser informada em cartas aeronáuticas, nos sistemas de navegação, nos elementos de projeto e no controle/gestão operacional da instalação”
  21. 21. Dados aeronáuticos • Os requisitos de acurácia para dados aeronáuticos se baseiam em nível de serviço de confiança de 95% Fonte: ANAC (2012)
  22. 22. Dados aeronáuticos • Três tipos de dados posicionais devem ser identificados: – Pontos levantados (como a cabeceira da pista) – Pontos calculados (cálculos matemáticos, a partir de pontos fixos conhecidos, levantados, no espaço) – Pontos declarados (tais como pontos de contorno de regiões de informação de voo) • Coordenadas geográficas (Grau, Minuto, Segundo) e datum Sistema Geodésico Mundial WGS-84 Fonte: ANAC (2012)
  23. 23. Dados aeronáuticos • Ponto de Referência do Aeródromo – Um ponto de referência (coordenada geográfica: grau, minuto, segundo) deverá ser definido para identificação universal – Esse ponto deverá ser localizado no centro geométrico da pista [EM TESE!] – Identificação única e imutável Fonte: ANAC (2012)
  24. 24. Dados aeronáuticos • Elevação do Aeródromo e da Pista – Elevação do aeródromo – Aeródromo para aviação civil internacional: Non- precision approach runway • Elevação das duas cabeceiras • Elevação de fim de pista • Ponto intermediário ao longo da pista – Aeródromo classe precision approach runway • Elevação das cabeceira • Elevação de fim de pista • Elevação mais alta da zona de toque Fonte: ANAC (2012) Acurácia submétrica: Pelo menos 0,5m Acurácia submétrica: Pelo menos 0,5m Acurácia submétrica: Pelo menos 0,25m
  25. 25. Dados aeronáuticos Fonte: ANAC (2016a) Aeródromos Públicos
  26. 26. Dados aeronáuticos Fonte: ANAC (2016a) Aeroporto João Winckler, Xanxerê, SC Aeroporto Santa Terezinha, Joaçaba, SC
  27. 27. Dados aeronáuticos Aeroporto Serafin Enoss Bertaso, Chapecó, SC Aeroporto Hélio Wasum, São Miguel do Oeste, SC Fonte: ANAC (2016a)
  28. 28. Dados aeronáuticos Aeroporto Internacional Hercílio Luz, Florianópolis, SC Fonte: ANAC (2016a)
  29. 29. Dados aeronáuticos Fonte: ANAC (2016b) Aeródromos Privados
  30. 30. Dados aeronáuticos Fonte: ANAC (2016b) Aeródromo Privado Nelson Pizzani, Monte Carlo, SC Aeródromo Privado Asa Branca, Tubarão, SC
  31. 31. Dados aeronáuticos Fonte: ANAC (2016b) Aeródromo Privado Pouso na Serra, Bom Retiro, SC Aeródromo Privado Walter Ewaldo Siegel, Trombudo Central, SC
  32. 32. Dados aeronáuticos • Temperatura de Referência do Aeródromo – Deverá ser a média mensal das temperaturas máximas diárias para o mês mais quente do ano – O mês mais quente considera o mês com maior temperatura mensal média – Essa média mensal das temperaturas máximas deverá ser calculada ao longo de um período de alguns anos [não definido pela norma] Fonte: ANAC (2012)
  33. 33. Dados aeronáuticos • Dimensões do aeródromo e outras informações – Pista de Pouso e Decolagem • Azimute verdadeiro [precisão de um centésimo de grau] • Número de designação das cabeceiras • Extensão e largura (pista e faixa de pista) • Localização da cabeceira recuada [precisão métrica] • Declividade • Tipo da Superfície do Pavimento • Tipo de Pista de Pouso / Decolagem • Pista de Aproximação de Precisão (Categoria I) • Existência de Zona Livre de Obstáculo Fonte: ANAC (2012)
  34. 34. Dados aeronáuticos • Dimensões do aeródromo e outras informações – Pista de Pouso e Decolagem Fonte: ANAC (2012) Relação de uma deflexão P1 com o Norte Verdadeiro (Nv), Declinação Magnética (D), Norte Magnético (Nm), o Azimute Magnético (Azm) e o Azimute Verdadeiro (Azv) SBCH SBFL SBGR Azimute verdadeiro (ou azimute geográfico) Número de designação das cabeceiras
  35. 35. Dados aeronáuticos • Dimensões do aeródromo e outras informações – Pista de Pouso e Decolagem Fonte: ANAC (2012) Extensão: Distâncias Declaradas Localização da cabeceira recuada (submétrico) Larguras: (B) Pista de decolagem; (C) Faixa de pista Declividade longitudinal de pista Superfície de pavimento: (a) Pav. Flexível; (b) Terra; (c) Grama (a) (b) (c)
  36. 36. Dados aeronáuticos • Dimensões do aeródromo e outras informações – Pista de Pouso e Decolagem • Pista de Taxiamento: designação, largura e tipo superfície • Pátio de Aeronaves: tipo superfície e posição estacionamento • Limites de Serviço de Controle de Tráfego Aéreo • Zona desimpedida (clearway) • Auxílios visuais, sinalização (horizontal e luminosa) e orientações • Localização e frequência de auxílio-rádio • Localização e designação de rotas de taxiamento Fonte: ANAC (2012)
  37. 37. Dados aeronáuticos • Dimensões do aeródromo e outras informações – Pista de Pouso e Decolagem • Descrição, cadastro e trajetória dos componentes físicos e virtuais de sistemas de instrumentação para pousos: ILS – Coordenadas geográficas cabeceira – Coordenadas geográficas de pontos do eixo da pista de taxiamento – Coordenadas geográficas da posição de estacionamento de aeronaves Fonte: ANAC (2012)
  38. 38. Dados aeronáuticos • Dimensões do aeródromo e outras informações – Resistência de Pavimentos • Número de Classificação do Pavimento (PCN) • Tipo de Pavimento para determinação ACN-PCN – Pavimento Rígido (R) ou Pavimento Flexível (F) • Categoria de Resistência do Subleito – Alta resistência / Média resistência / Baixa resistência • Categoria de Pressão Máxima / Valor Máximo de Pressão nos Pneus – Alta / Média / Baixa / Muito baixa • Método de Avaliação Fonte: ANAC (2012)
  39. 39. Classificação da Pista
  40. 40. Classificação da Pista Número Código de Pista de Pouso Comprimento de Referência de Pista 1 Menos de 800 m 2 De 800 m até 1.199 m 3 De 1.200 m até 1.799 m 4 Mais de 1.800 m Fonte: ANAC (2012) Letra Código Envergadura (m) Distância entre os bordos externos do trem de pouso principal (m) A < 15 B < 4,5 B 15 < x < 23 4,5 < B < 5,9 C 24 < x < 35 6 < B < 8,9 D 36 < x < 51 9 < B < 13,9 E 52 < x < 64 F 65 < x < 79 14 < B < 15,9 Pista Aeronave
  41. 41. Pista de pouso / decolagem
  42. 42. Velocidade de decolagem • São 4 os padrões de velocidades da aeronave para o procedimento de decolagem: • V1 – Velocidade de Decisão: velocidade na qual admite-se que em caso de perda súbita e total de potência de uma unidade propulsora, é possível frear ou continuar a decolagem • Vr – Velocidade de Rotação: velocidade à qual o piloto levanta o nariz, tirando do chão as rodas do nariz Fonte: SÓRIA (2006)
  43. 43. Velocidade de decolagem • Vlof – Velocidade de Decolagem: velocidade à qual se tira o avião da pista, iniciando o voo propriamente dito [lift-off speed] • V2 – Velocidade de Início de Subida: velocidade mínima com a qual o piloto pode dar início à subida depois de ter passado a 10,7m de altura sobre a superfície da pista durante uma decolagem com um motor inoperante. Essa velocidade deve ser mantida até uma altura de 400 pés (122m) Fonte: SÓRIA (2006)
  44. 44. Processo de decolagem Decolagem com falha em uma turbina no ponto B, de velocidade V1 Fonte: SÓRIA (2006) Vamos identificar as ações do processo
  45. 45. Processo de decolagem • Na cabeceira da pista (A), início da corrida de decolagem com potência total dos motores • O deslocamento no segmento 𝐴𝐵 o piloto necessita identificar o comportamento dos motores, para identificar possível perda súbita e total da potência de um dos motores • Caso ocorra falha de motor, o ponto (B) com a aeronave com Velocidade de Decisão (V1), ele tem a escolha entre continuar ou abortar Fonte: SÓRIA (2006)
  46. 46. Processo de decolagem • Decisão de abortar: se a velocidade em (B) for menor que V1 ele deverá abortar, desacelerando no segmento 𝐵𝑌 • Decisão de continuar: se a velocidade em (B) for igual a V1, o piloto deverá acelerar até atingir a velocidade de rotação Vr (C) e iniciar decolagem com velocidade Vlof (D) • V1 em B: A aeronave não terá condição de frenagem em solo • A decolagem encerrada: [ponto Z; altura de 10,7m; velocidade V2] X Y Fonte: SÓRIA (2006)
  47. 47. Processo de decolagem Decolagem sem falha de turbina Fonte: SÓRIA (2006) • A decolagem encerrada: [ponto Z’; altura de 10,7m; velocidade V2]
  48. 48. Processo de aterrissagem • Aeronave aproxima-se em um ponto com 15m de altura em relação a pista • A velocidade nesse ponto é 1,3Vs, sendo Vs a velocidade de estol (velocidade mínima para um voo estável) V15m = 1,3Vs Fonte: SÓRIA (2006) 60% do comprimento da pista para frenagem
  49. 49. Condicionantes aeroporto e aeronave para a geometria de pista
  50. 50. Aspectos da Decolagem • Pista aeroviária – Altitude – Temperatura de referência – Declividade da pista – Direção e velocidade do vento • Tecnologia de Transporte: aeronave – Peso de decolagem e de pouso – Características aerodinâmicas – Características dos motores Fonte: ALVES (2014a)
  51. 51. Layouts de pistas • Alguns tipos de layout (paralelas) XX XX XX XX XX XX XX XX XX Simples Paralelas Paralelas afastadas Dual Lane Fonte: ALMEIDA (2014)
  52. 52. Layouts de pistas • Alguns tipos de layout XX Alinhamentos não paralelos Layout dos aeroportos de maior movimento no mundo em 2012 Fonte: ALMEIDA (2014)
  53. 53. Orientação da pista • O que define a orientação das pistas são: – Distribuição dos Ventos – Superfícies Limitadoras de Obstáculos • A orientação e a quantidade das pistas deve minimizar a interferência das trajetórias com a área residencial • Escolha do vento em relação ao vento de través e o comprimento de pista Fonte: ANAC (2012), ALVES (2014b) e ONDISA5 (2011)
  54. 54. Distribuição dos Ventos • Restrição a Operação da Pista Fonte: ANAC (2012) e ALVES (2014b) Vento de Través Comprimento de Pista 37km/h (20kt) 24km/h (em condições de aderência ruim pneu-pavimento) L ≥ 1.500m 24km/h (13kt) 1.200m ≤ L < 1.500m 19km/h (10kt) L < 1.200m Sentido do movimento Vento de Través • Fator de utilização do aeroporto não seja menor que 95% • Operando 365 dias / ano, temos: 365 x 0,95 = 18,25 dias • Medição dos Ventos • Projeto da infraestrutura • Operação do aeródromo No máximo, a pista pode ficar fechada 18 dia ao ano
  55. 55. Distribuição dos Ventos • Medição de ventos: Anemômetro Fonte: ANAC (2012), ALVES (2014b) e ONDISA5 (2011) Anemômetros Móvel para Coleta de Campo Medição de sentido: N, NE, L, SW, S, SE, W, NW Intensidade: km/h ou kt (nós) Anemômetros Fixo para Monitoramento Contínuo • Estatísticas de 5 anos • 8 medições diárias (ANAC, 2012)
  56. 56. Distribuição dos Ventos • Para o estudo de implantação, basta instalar o equipamento e coletar os dados em um mesmo ponto • Em um aeródromo, a pista é existente, há necessidade de considerar o ângulo do vento (azimute) em relação ao alinhamento da pista. Direção do vento em relação ao alinhamento da pista e não ao Norte Fonte: ANAC (2012), ALVES (2014b) e ONDISA5 (2011)
  57. 57. Distribuição dos Ventos • Método de Cálculo – Coleta, tabulação e geração do anemograma – Coleta: 8 leituras diárias em 24h – Tabulação: Leitura Diária para Valor Anual – Elaboração do anemograma – Definição da orientação Fonte: ANAC (2012), ALVES (2014b) e ONDISA5 (2011) Abrir Planilha Excel
  58. 58. Superfícies Limitadoras de Obstáculos • Visual and Non-precision approach runway 1: Pista de Pouso e Decolagem 2: Faixa de Pista de Pouso e Decolagem 3: Superfície de Transição 4: Superfície de Aproximação 5: Superfície de Decolagem 6: Superfície Horizontal Interna 7: Superfície CônicaFonte: ALVES (2014b)
  59. 59. Superfície Horizontal Interna • Altura de 45m para todas as categorias de Aeródromos Fonte: ALVES (2014b)
  60. 60. Superfície Cônica • Gradiente de 5% para todas os aeródromos Fonte: ALVES (2014b)
  61. 61. Superfície de Transição Fonte: ALVES (2014b)
  62. 62. Superfície de Aproximação Fonte: ALVES (2014b)
  63. 63. Superfície de Aproximação Fonte: ALVES (2014b)
  64. 64. Superfície de Decolagem Fonte: ALVES (2014b)
  65. 65. Superfície de Decolagem Fonte: ALVES (2014b)
  66. 66. Pista de pouso / decolagem: Dimensionamento
  67. 67. Distâncias Declaradas • Distâncias disponíveis para que o piloto da aeronave possa planejar as operações • Pista disponível para corrida de decolagem – TORA (Take-Off Run Available) – Comprimento declarado da pista, disponível para corrida no solo de uma aeronave que decola • Distância disponível para decolagem – TODA (Take-Off Distance Available) – Comprimento da TORA, somado ao Comprimento da Zona de Parada (stopway), quando existente Fonte: SÓRIA (2006)
  68. 68. Distâncias Declaradas • Distância disponível para aceleração e parada – ASDA (Accelarate – Stop Distance Available) – Comprimento da TORA, somado ao Comprimento da Zona de Parada (stopway), quando existente • Distância disponível para pouso – LDA (Landing Distance Available) – Comprimento declarado de pista, disponível para a corrida no solo de uma aeronave que pousa Fonte: SÓRIA (2006)
  69. 69. Distâncias Declaradas Fonte: ANAC (2012)
  70. 70. Distâncias Declaradas: exemplo Pista 14 Dados Operacionais Pista 32 70+3.100+1.100 = 4.270m Dist. Disponível Decolagem – TODA 3.100+70 = 3.170m 70+3.100+100 = 3.270m Dist. Disponível Acel. e Parada – ASDA 100+3.100+70 = 3.270m 70+3.100 = 3.170m Pista Disp. Corrida de Decol. – TORA 3.100+70 = 3.170m 3.100 Dist. Disponível par a Pouso – LDA 3.100+70 = 3.170m
  71. 71. Dimensionamento: Comprimento de Pista Número Código de Pista de Pouso Comprimento de Referência de Pista 1 Menos de 800 m 2 De 800 m até 1.199 m 3 De 1.200 m até 1.799 m 4 Mais de 1.800 m Pista O código de pista somente é um indicativo para a determinação do respectivo comprimento. Faz-se necessário estudar os critérios de velocidade V1 e V2 para a aeronave padrão a ser utilizada no aeródromo
  72. 72. Dimensionamento: Comprimento de Pista X Y A corrida de decolagem é definida como 115% da distância para atingir Vlof
  73. 73. Dimensionamento: Largura • A largura de pistas de aeroportos e aeródromos não deve ser menor do que a especificada nessa relação Número e Letra Código Número Código Letra do Código A B C D E F 1 18m 18m 23m - - - 2 23m 23m 30m - - - 3 30m 30m 30m 45m - - 4 - - 45m 45m 45m 60m
  74. 74. Dimensionamento: Declividades • Longitudinal – Auxiliar da drenagem – Auxiliar em processo de decolagem – Definido pelas condições de operação da pista e ventos predominantes – Evitar declividades sucessivas ao longo do desenvolvimento da pista – Compreendendo os códigos de pista, variam entre 1 a 2%
  75. 75. Dimensionamento: Declividades • Longitudinal Código de Pista Declividade 1 e 2 2% 3 e 4 1% Declividades entre as cotas máx. e mín. Código de Pista Declividade 1 e 2 2% 3 1,5% (0,8% cat II e III) 4 1,25% (0,8%) Declividades máx. inseridos no greide da pista Exemplo de um perfil longitudinal entre cabeceiras de pista
  76. 76. Dimensionamento: Declividades • Longitudinal Fonte: ALVES (2014b)
  77. 77. Dimensionamento: Declividades • Transversal – Deve ser a mesma ao longo do comprimento da pista de pouso e decolagem – Ocorre mudança da declividade nas transições (curvas) para pista de taxiamento – Função de drenagem i%i% Letra Código Declividade Transversal A ou B 2% C, D, E ou F 1,5% Declividades inferiores poderão somente ser usadas em transição para pista de taxiamento, porém não podem ser inferiores a 1%
  78. 78. Acostamento • Devem ser implantadas em pistas com letra código D, E e F • Devem apresentar resistência para eventuais passadas ou paradas do trem de pouso e do jato de ar provocado pelo motor do avião • A declividade do acostamento deve ser menor que 2,5% Letra Código Largura D e E 60m F 75m
  79. 79. A B B Faixa de Pista • A faixa de pista é uma área livre e desimpedida de obstáculos a operação de decolagem e aterrissagem • São instaladas nessa faixa os dispositivos de drenagem do pavimento, dispositivos de sinalização, componentes do ILS, dispositivos de coleta de dados meteorológicos Dimensão VFR Código de Pista IFR Código de Pista 1 2 3 e 4 1 e 2 3 e 4 A (m) 60 80 150 150 300 B (m) 30 60 60
  80. 80. Stopway • Deve ter a mesma largura da pista principal • Área de auxílio para a desaceleração • Não é obrigatório, mas pode ser implantado pensando na expansão da pista de pouso • Não há um limite de comprimento para o dispositivo • Deve no mínimo estar inserida na área do clearway
  81. 81. Clearway: Zona Livre de Obstáculos • O comprimento do Clearway não pode ser a metade do comprimento da TORA • Largura mínima: 150m • Declividade da rampa: i = 1,25% • Não obrigatório
  82. 82. Resa: Runway end safety area • É uma área de segurança no fim de pista disponibilizado nas extremidades • Obrigatório para pistas código 3 e 4. Também obrigatório para pistas instrumentadas 1 e 2 C L Pista Código Comprimento mínimo/ideal (C) Largura (L) Declividade longitudinal e transversal 1 e 2 90m / 120m O dobro da largura de pista Máx. 5% 3 e 4 90m / 240m
  83. 83. Área de Giro • Destinado a manobra de retorno considerando a sobrelargura e arraste das aeronaves • Letra Código D, E e F • Ângulo de interseção da área de giro com a pista: 30° • Ângulo guiagem da roda do nariz: 45° Áreas de giros nas cabeceiras Aeroporto de Joaçaba
  84. 84. Área de Giro • Área de Giro para um A310
  85. 85. Clearances: separações • Afastamento necessário entre a pista de pouso e as pistas de taxiamento Letra Código Distância entre os eixos das pistas de Pouso e Taxiamento Dept/ ept* Pouso Instrumentos Pouso Visual Número Código Número Código 1 2 3 4 1 2 3 4 A 82,5 82,5 - - 37,5 47,5 - - 23,75 B 87 87 - - 42 52 - - 33,5 C - - 168 - - - 93 - 44 D - - 176 176 - - 101 101 66,5 E - - - 182,5 - - - 107,5 80 F - - - 190 - - - 115 97,5
  86. 86. Clearances: separações • Afastamento necessário entre a pista de pouso e as pistas de taxiamento
  87. 87. Bibliografia Consultada (ordem da apresentação) • ICAO (1999). Aerodrome Standards: Aerodrome Desing and Operations. Cooperative Development of Operational Safety and Continuing Airworthiness. COSCAP – South Asia. Disponível em: <http://www.icao.int/safety/implementation/library/manual%20aerodrome%20st ds.pdf>. Acesso em: Ago/2016. • IVAO (2016). Precision Approaches. International Virtual Aviation Organisation, IVAO Belgium & Luxembourg. Disponível em: <http://www.ivao.be/>. Acesso em: Ago/2016. • HOUSTON, S. (2016). VOR Navigation System. Disponível em: <https://www.thebalance.com/vor-navigation-system-282557>. Acesso em: Ago/2016. • ACTBC (2016). Microwave Landing System: Chapter 10. Aircraft Technical Book Company. Disponível em: <https://www.aircraftspruce.com/catalog/pdf/13- 08721.pdf>. Acessado em Ago/2016. • ANAC (2012). Regulamento Brasileiro da Aviação Civil. RBAC n° 154, Emenda n° 01: Projeto de Aeródromos. Agência Nacional da Aviação Civil, Brasília.
  88. 88. Bibliografia Consultada (ordem da apresentação) • ANAC (2016a). Lista de Aeródromos Públicos – ANAC. Agência Nacional de Aviação Civil. Arquivo MS-Excel. Disponível em: <www2.anac.gov.br/arquivos/pdf/aerodromos/AerodromosPublicos.xls>. Acessado em Agosto 2016. • ANAC (2016b). Lista de Aeródromos Privados – ANAC. Agência Nacional de Aviação Civil. Arquivo MS-Excel. Disponível em: <www2.anac.gov.br/arquivos/pdf/aerodromos/aerodromosPrivados.xls>. Acessado em Agosto 2016. • ALVES, C.J.P (2014a). Módulo 2 - Aeronaves e Comprimento de Pistas. Disciplina de graduação, TRA 39. Instituto Tecnológico de Aeronáutica. São José dos Campos. Disponível em: <http://www.civil.ita.br/~claudioj/tra39.html>. Acessado em Julho 2016. • SÓRIA, M.H.A (2006). Comprimento de Pista. Apostila STT0618 Transporte Aéreo. Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. São Carlos, 2006.
  89. 89. Bibliografia Consultada (ordem da apresentação) • ALMEIDA, R.A. (2014). Aumento da Capacidade de Pistas Paralelas e Próximas: Um Estudo de Caso do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Dissertação de Mestrado. Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica. Instituto Tecnológico de Aeronáutica. São José dos Campos. Disponível em: <http://www.icea.gov.br/pesquisa/cns-atm/artigos/DM069_2014.pdf>. Acessado em Agosto de 2016. • ALVES, C.J.P (2014b). Módulo 4 – Zona de Proteção de Aeródromo. Disciplina de graduação, TRA 39. Instituto Tecnológico de Aeronáutica. São José dos Campos. Disponível em: <http://www.civil.ita.br/~claudioj/tra39.html>. Acessado em Julho 2016. • ONDISA5 (2011). Projeto Ondisa5. Hidrovia Tietê-Paraná: Alerta de Vento e Ondas para Segurança da Navegação. Projeto FINEP convênio nº 01.07.0784-00: FEPISA, UNESP e FATEC JAHU. Ilha Solteira, SP, 2011.
  90. 90. 27291 – Hidrovias, Portos e Aeroportos Aula 04: Aeroportos, Portos e Vias Navegáveis - Pistas aeroportuárias geometria Prof. Eng. Rafael José Rorato Me. Engenharia de Transportes Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC Campus Joaçaba Departamento de Engenharia Civil

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