Segundo Reinado (1840-1889)

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Segundo Reinado (1840-1889)

  1. 1. SEGUNDO REINADO (1840-1889)
  2. 2. Antecedentes <ul><li>No fim do Período Regencial , muitas revoltas ameaçavam a unidade territorial do país. </li></ul><ul><li>Alguns grupos políticos consideravam que apenas Pedro de Alcântara poderia conter estas revoltas. </li></ul><ul><li>No entanto, ele tinha 14 anos, e a Constituição permitia ao rei governar somente com 18 anos. </li></ul><ul><li>Para resolver este problema, foi feita uma alteração na Constituição, declarando a maioridade de Pedro de Alcântara, que recebeu o título de D. Pedro II. </li></ul><ul><li>Esta alteração na Constituição é denominado Golpe da Maioridade . Inicia-se, assim, o Segundo Reinado, em 1840. </li></ul>
  3. 3. O golpe da maioridade (1840)
  4. 4. SEGUNDO REINADO - POLÍTICA INTERNA E EXTERNA
  5. 5. Grupos políticos <ul><li>Os grupos políticos que predominaram, no Segundo Reinado, foram os Liberais e Conservadores. </li></ul><ul><li>Na teoria, Liberal significa aquele que busca mudanças significativas no país, nos aspectos políticos, sociais e econômicos. </li></ul><ul><li>Conservador , por sua vez, significa aquele que não deseja mudanças profundas, preferindo manter as coisas como estão. </li></ul><ul><li>No entanto, na prática, Liberais e Conservadores tinham muito em comum, pois pertenciam a grupos da elite brasileira, e geralmente eram fazendeiros e donos de escravos. </li></ul><ul><li>Por este motivo, se diz que eram “farinha do mesmo saco”, ou seja, não havia muita diferença entre eles. </li></ul>
  6. 7. Parlamentarismo às avessas <ul><li>Para agradar aos grupos políticos durante seu governo, D. Pedro II aceitou reduzir o seu poder, adotando o Parlamentarismo, em 1847. </li></ul><ul><li>O Parlamentarismo é um sistema de governo, caracterizado por concentrar o poder executivo nas mãos de um primeiro-ministro. </li></ul><ul><li>O Brasil procurou imitar o modelo parlamentarista inglês. Porém, o Poder Moderador ainda mantinha o controle político nas mãos de D. Pedro II. </li></ul><ul><li>Assim, o modelo parlamentarista brasileiro foi chamado de “Parlamentarismo às avessas”, pois foi o contrário do modelo inglês. </li></ul>
  7. 8. Parlamentarismo às avessas
  8. 9. Revolução Praieira <ul><li>A Revolução Praieira pode ser considerado uma extensão dos conflitos que aconteceram no Período Regencial. Seu nome deriva da rua da Praia, onde se concentrava o jornal Diário Novo, principal apoiador da revolta. </li></ul><ul><li>Ocorreu na província de Pernambuco, de 1848 a 1850. Foi uma revolta de caráter popular, liberal e separatista. Liderados por Pedro Ivo Veloso, os praieiros foram derrotados pelas tropas do imperador, em 1850. </li></ul><ul><li>Entre as causas da revolta, podemos destacar: </li></ul><ul><ul><li>1- Descontentamento dos políticos liberais diante do presidente conservador nomeado para a província. </li></ul></ul><ul><ul><li>2- Revolta da população contra a família Cavalcanti, que era do partido Conservador e concentrava a maior parte das terras em suas mãos. </li></ul></ul><ul><ul><li>3- Revolta do povo contra o controle do comércio pelos portugueses. </li></ul></ul><ul><ul><li>4- Defesa do fim do Império e implantação da República, de acordo com as idéias liberais iluministas. </li></ul></ul>
  9. 10. A Revolução Praieira de 1848
  10. 11. Questão Christie <ul><li>A Questão Christie foi um problema diplomático, entre o Brasil e Inglaterra, que ocorreu de 1862 a 1865. </li></ul><ul><li>Em 1862, alguns marinheiros ingleses foram detidos na cidade do Rio de Janeiro, por motivos de embriaguez e arruaças na rua. Devido a esta prisão, o embaixador inglês William Christie exigiu pedido de desculpas, por parte do governo brasileiro. </li></ul><ul><li>Além disto, exigiu indenização pelo naufrágio de um navio cargueiro inglês, Prince of Wales , na costa do Rio Grande do Sul. Sob protestos, o governo brasileiro pagou o custo da carga. </li></ul><ul><li>No entanto, em 1863, uma esquadra de guerra inglesa procedeu ao apresamento de cinco navios mercantes brasileiros. D. Pedro II exigiu indenização e desculpas pela violação do território nacional. </li></ul><ul><li>Diante da recusa inglesa, o Brasil cortou relações diplomáticas com a Inglaterra, neste mesmo ano. Estas relações foram reatadas quando, em 1865, a Inglaterra pediu desculpas ao governo brasileiro. </li></ul>
  11. 12. Guerra do Paraguai (1ª parte) <ul><li>A Guerra do Paraguai , que ocorreu de 1864 a 1870, é considerada o maior conflito armado da América do Sul. </li></ul><ul><li>Envolveu o Paraguai, governado por Solano López, contra a denominada Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. </li></ul><ul><li>O Paraguai, em 1862, era praticamente auto-suficiente. Como não tinha saída para o mar, desejava ampliar seu território para vender seus produtos. </li></ul><ul><li>Este aumento de território tinha, como objetivo, a conquista de uma importante rota fluvial, o rio Paraná, cujo controle também era interesse do Brasil. </li></ul><ul><li>A Argentina não só desejava frear os interesses expansionistas do Paraguai, como também desejava parte do território paraguaio. </li></ul>
  12. 14. Guerra do Paraguai (2ª parte) <ul><li>A Inglaterra, por sua vez, tinha interesse em abrir o mercado paraguaio aos seus produtos industrializados. </li></ul><ul><li>Assim, com dinheiro emprestado da Inglaterra, a guerra teve início, com prejuízos reais a todos os envolvidos diretos. Em 1870, com a morte de Solano López, o Paraguai foi derrotado. </li></ul><ul><li>Brasil e Argentina tiveram grandes dívidas com a guerra, assim como baixa de muitos soldados. A Inglaterra, por sua vez, teve lucros. </li></ul><ul><li>O Paraguai contabilizou 600 mil mortos, perdeu grande quantidade do seu território, e ainda teve que pagar indenização aos vencedores. </li></ul>
  13. 16. SEGUNDO REINADO: ECONOMIA, SOCIEDADE E CRISE DA MONARQUIA
  14. 17. O café <ul><li>No Segundo Reinado, o café se consagrou como grande produto agrícola nacional. </li></ul><ul><li>Os fatores que estimularam a produção do café foram: </li></ul><ul><ul><li>1- a grande demanda no mercado europeu. </li></ul></ul><ul><ul><li>2- as boas condições do clima e do solo brasileiros, em especial no Sudeste. </li></ul></ul><ul><ul><li>3- a mão-de-obra escrava e, posteriormente, a imigrante. </li></ul></ul><ul><li>O café fez surgir uma nova elite – os Barões do Café – que dominou o cenário político e econômico nacional, e causou fortes mudanças sócio-culturais no país. </li></ul>
  15. 19. A indústria <ul><li>A industrialização teve forte crescimento no Segundo Reinado, estimulada por alguns fatores como: </li></ul><ul><ul><li>1- A diminuição do fluxo de escravos, a partir de 1850, que aumentou o investimento nas atividades industriais. </li></ul></ul><ul><ul><li>2- A substituição da mão-de-obra escrava pela assalariada, que possibilitou a existência de um mercado consumidor. </li></ul></ul><ul><li>Neste período, o setor que mais cresceu foi o têxtil, ou seja, produção de tecidos. </li></ul><ul><li>A criação de ferrovias também faz parte deste contexto, possibilitando a circulação de mercadorias para exportação. </li></ul><ul><li>O crescimento urbano de algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi consequência do surto industrial e cafeeiro . </li></ul>
  16. 21. O fim da escravidão I <ul><li>A mão-de-obra escrava negra, utilizada durante séculos no país, começou a ser cada vez mais questionada, a partir do Segundo Reinado. </li></ul><ul><li>Isto porque o modelo capitalista e industrial que iniciou na Europa, e aos poucos veio para o Brasil, era incompatível com o escravismo. </li></ul><ul><li>Assim, a Inglaterra passou a pressionar pelo fim do tráfico de escravos na América, visando investimento em seus produtos industrializados. </li></ul><ul><li>Em 1845, os ingleses assinaram a Lei Bill Aberdeen , que proibia o comércio de escravos entre a África e a América. </li></ul><ul><li>Em 1850, foi assinado, no Brasil, a Lei Eusébio de Queiróz , que proibia o tráfico de escravos no país. </li></ul>
  17. 23. O fim da escravidão II <ul><li>Foi com o fim da Guerra do Paraguai , em 1870, que os esforços pelo fim da escravidão se intensificaram. </li></ul><ul><li>Isto porque a maioria dos negros, que lutaram nesta guerra, não queriam voltar a condição de escravo. Alguns chegaram a receber alforria. </li></ul><ul><li>O movimento que condenou o escravismo brasileiro, exigindo o seu fim, ficou conhecido como Abolicionismo . </li></ul>
  18. 25. O fim da escravidão III <ul><li>Com a pressão internacional e dos abolicionistas, o governo brasileiro foi cedendo, através da criação de leis, como: </li></ul><ul><ul><li>1- Lei do Ventre Livre : criada em 1871, declarou livres os filhos de mulher escrava nascidos a partir da aprovação da lei. </li></ul></ul><ul><ul><li>2- Lei do Sexagenário : criada em 1885, declarou livres os escravos que chegassem aos 65 anos de idade. </li></ul></ul><ul><ul><li>3- Lei Áurea : criada em 1888, declarou livres todos os escravos. </li></ul></ul><ul><li>Vale ressaltar que, apesar da liberdade aparente, não foi dado aos escravos condições para se integrar à sociedade brasileira. </li></ul>
  19. 27. Os imigrantes <ul><li>Os imigrantes , em grande parte europeus, vieram para substituir a mão-de-obra escrava. </li></ul><ul><li>Boa parte tentava fugir do desemprego, buscando, no Brasil, melhores condições de vida. Outros foram seduzidos pelas propostas de parcerias dos cafeicultores. </li></ul><ul><li>Conhecida como Sistema de Parceria, os cafeicultores propunham custear o transporte dos imigrantes europeus até suas fazendas e estes, por sua vez, pagariam os fazendeiros com trabalho. </li></ul><ul><li>Este sistema, no geral, não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos imigrantes, e também dos maus tratos sofridos por eles. </li></ul><ul><li>Muitas cidades do sul do Brasil, como Criciúma, foram colonizadas por imigrantes europeus. </li></ul>
  20. 30. Crise e fim do Império <ul><li>A crise que levou ao fim do Império, no Brasil, foi decorrente de vários fatores sociais e econômicos. </li></ul><ul><li>O abolicionismo, e a libertação dos escravos, fez o governo perder apoio dos fazendeiros. Além disso, alguns problemas envolvendo a Igreja Católica, abalaram as relações entre esta instituição e o imperador. </li></ul><ul><li>O movimento para instalar o regime republicano, no Brasil, ganhava cada vez mais força, inspirado em países vizinhos. O regime imperial passou a ser considerado ultrapassado. </li></ul><ul><li>O exército adquiriu muito prestígio depois da Guerra do Paraguai, e exigia maior participação nas decisões políticas. E foi o maior responsável pela mudança de regime. </li></ul><ul><li>Assim, em 15 de novembro de 1889, representantes do exército proclamam a República , enterrando a Monarquia. </li></ul>

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