Aulão de história regional - UNEMAT 2014

770 visualizações

Publicada em

Aula resumo com os principais tópicos da História de Mato Grosso.

Publicada em: Educação
1 comentário
1 gostou
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
770
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
1
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aulão de história regional - UNEMAT 2014

  1. 1. Aulão de História Regional Unemat (2014)
  2. 2. 1. Os bandeirantes: escravidão indígena e exploração do ouro • Expedições particulares que percorreram o interior do Brasil – Objetivos: buscar riquezas minerais e escravizar indígenas. – Origem: Vila de São Paulo. – Tipos de bandeiras: apresamento (caça ao índio), sertanismo de contrato (destruição de quilombos ou outros serviços no interior), busca de metais
  3. 3. Chegada dos bandeirantes em MT
  4. 4. 1.1. As bandeiras e a conquista do sertão mato-grossense • Manoel de Campos Bicudo e Bartolomeu Bueno da Silva: primeiros (1673-1682/Arraial de São Gonçalo Velho); • Objetivo dos bandeirantes em Mato Grosso: escravizar índios;
  5. 5. • A bandeira de Antônio Pires de Campos (1718): – Chegada à região do Coxipó-Mirim; – Objetivo: aprisionar os Coxiponé (Bororo);
  6. 6. • A bandeira de Pascoal Moreira Cabral (1719): – Interessada no apresamento indígena; – Encontrou ouro no rio Coxipó (Lavras do Coxipó- Mirim); – Confronto com os índios Coxiponé; – Auxílio da bandeira dos Irmãos Antunes Maciel e da bandeira de Fernão Dias Falcão; – Fundação do Arraial da Forquilha (confluência dos rios Coxipó e Mutuca); • Consequência da descoberta de ouro: aumento dos interesses dos paulistas e dos portugueses no território mato-grossense.
  7. 7. O Arraial da Forquilha
  8. 8. 2. A fundação de Cuiabá • Descobrimento das primeiras minas mato- grossenses (1719). • Início da colonização da região. • Ata do descobrimento de ouro valeu com documento fundador das minas cuiabanas. • Nomeação de João Antunes Maciel (Superintendente Geral das Minas) e Fernão Dias Falcão (Capitão-Mor Regente).
  9. 9. As lavras do Sutil
  10. 10. 2.1. As Lavras do Sutil • A chegada de Miguel Sutil (1722): – Descoberta de ouro no Córrego da Prainha; –“Lavras do Sutil”; – Deslocamento populacional para as “Lavras do Sutil”; – Início do povoamento às margens do Córrego da Prainha; • Origem histórica da atual cidade de Cuiabá.
  11. 11. O Arraial do Senhor Bom Jesus de Cuiabá
  12. 12. 2.2. Abastecimento das minas cuiabanas • Produtos de primeira necessidade – agricultura de subsistência (Rio Abaixo e Serra Acima); • Comércio de maior porte (Capitania de São Paulo – monções de abastecimento).
  13. 13. 2.3. As monções paulistas • Expedições fluviais de comércio - partiam da Capitania de SP com o objetivo de abastecer as regiões mineradoras. • Mercadorias: escravos, ferramentas de trabalho, manufaturas em geral. • Constituía-se no meio mais seguro de se atingir a vila de Cuiabá durante o século XVIII e início do século XIX. • Em razões das dificuldades enfrentadas, as mercadorias tinham preços exorbitantes.
  14. 14. ROTEIROS DE ACESSO À MT NO SÉC. XVIII
  15. 15. RODRIGO CÉSAR DE MENEZES EM CUIABÁ
  16. 16. 2.4. A Vila de Cuiabá • Elevação à categoria de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá; • Prêmio pela elevada extração de ouro.
  17. 17. A VILA REAL DO SENHOR BOM JESUS DE CUIABÁ
  18. 18. 3. A escravidão negra em MT • Mão de obra por excelência. • Trazidos através das monções e da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755-1778). • Determinante na edificação de aldeias, arraiais, fortes e vilas. • Utilizados em diversos ofícios. • Péssimas condições de trabalho, alimentação precária. • Intensamente marcada por vários atos de resistência à escravidão.
  19. 19. 3.1. Resistência negra • Queima de plantações. • Suicídio, infanticídio, aborto, banzo. • Assassinato de feitores e de proprietários de escravos. • Prática de religiões de matriz africana. • Formação de quilombos. • Prática do compadrio.
  20. 20. 3.2. Os quilombos • Comunidade de fugitivos da ordem colonial. • Apresentava população variada: negra, indígena e branca pobre. • Proliferaram-se em Mato Grosso nos séculos XVIII e XIX. • Principais quilombos: Piolho e Aldeia Carlota (Vila Bela), Rio Manso ou Cansanção (Chapada dos Guimarães).
  21. 21. DESTRUIÇÃO DO QUILOMBO DO PIOLHO
  22. 22. 4. Os tratados de fronteira entre Portugal e Espanha • Capitania de MT (09/05/1748). • O governo de Rolim de Moura. • O governo de Luís de Albuquerque. • Os tratados de limites – consolidação da fronteira oeste no século XVIII.
  23. 23. 4.1 Criação da Capitania de MT • Rolim de Moura: 1º capitão-general. • Fundação de Vila Bela: 1ª capital, instalada em local insalubre. • Abastecimento através da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755- 1778). • Estabelecimento do poder metropolitano no Vale do Guaporé. • MT = “Antemural da colônia”.
  24. 24. VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE
  25. 25. 4.2 Tratado de Madri (1750) • Principal dos tratados; • Princípio do “Uti Possidetis” – posse por ocupação reconhecida. • Defendido por Alexandre de Gusmão; • Garantiu a Portugal a bacia Amazônica e o oeste do Brasil. • Efetivação do “Uti Possidetis”: construção de Vila Bela (Guaporé);
  26. 26. INSTALAÇÃO DO MARCO DO JAURU
  27. 27. 4.3. Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres • Principal governante do período colonial. • Consolidou a fronteira Oeste. • Cidades e fortes em posições estratégicas: – Vila Maria de Cáceres, Casalvasco, Cocais, São Pedro D’El Rey, Albuquerque. – Fortes: norte: Príncipe da Beira; no sul, o Forte de Coimbra.
  28. 28. LUIS DE ALBUQUERQUE DE MELO PEREIRA E CÁCERES
  29. 29. 4. A Rusga (1834) • Definição: movimento de caráter sócio- político ocorrido em MT. • Causas: disputa pelo poder político entre liberais e conservadores. condições socioeconômicas de MT. • Grupos envolvidos: liberais (Sociedade dos Zelosos da Independência), conservadores (Sociedade Filantrópica) e camadas populares.
  30. 30. 4.1. Características da Rusga • Luta travada no interior das elites. • Contra os portugueses e demais estrangeiros da província de MT. • Apesar das reações de violência, o movimento não defendia nenhuma alteração nas relações de trabalho, no regime político ou no processo eleitoral.
  31. 31. 5. A Guerra do Paraguai • O maior conflito armado da América do Sul. • Tríplice Aliança X Paraguai. • O território mato-grossense foi invadido e ocupado pelo exército paraguaio.
  32. 32. 5.1. MT no início do conflito • Dificuldades de comunicação com o RJ. • Parte mais fragilizada da fronteira Oeste. • Província precariamente militarizada. • Defesa do território = militares + índios + população livre e escrava.
  33. 33. • Ocupação paraguaia no sul da província (Dourados, Corumbá, Miranda e Nioaque). • Batalhão dos “Voluntários da Pátria”: – Comando de Augusto Leverger; – Defesa da capital nas colinas de Melgaço. • Ao final da guerra, Augusto Leverger assumiu a presidência da província.
  34. 34. Trincheiras de Barão de Melgaço, por Moacyr Freitas
  35. 35. Augusto Leverger e os Voluntários da Pátria
  36. 36. 5.5. Repercussões em MT • Alteração no cotidiano da população (fome, medo e doenças). • Medo de uma invasão paraguaia à Cuiabá. • Intensificação dos ataques indígenas e de quilombolas (Quilombo do rio Manso – Chapada dos Guimarães). • Insegurança em relação aos escravos. • Dificuldades de abastecimento. • Epidemia de varíola.
  37. 37. 5.6. Consequências para MT • Reabertura da Bacia Platina. • Integração ao capitalismo internacional: - exportação de matérias-primas; - importação de produtos industrializados; • Emergência de uma burguesia comercial: - proprietária das casas comerciais; - desenvolvimento de cidades portuárias; • Lento processo de modernização da província de Mato Grosso.
  38. 38. 6. Características políticas durante a 1ª República • Personalismo dos chefes políticos, partidos políticos de pouca expressão. • Formação dos “batalhões patrióticos” sob o comando dos coronéis. • Lutas coronelísticas financiadas pela máquina estatal. • Domínio exercido pelos coronéis e ação de bandos e bandidos. • Primeiras manifestações separatistas no sul do estado.
  39. 39. 6.2. Movimentos políticos na República Velha em MT • A Revolução de 1892. • O massacre da Baía do Garcez (1901). • A Revolta de 1906. • A Caetanada (1916). • Morbeck X Carvalhinho (década de 1920).
  40. 40. 7. Economia de Mato Grosso na 1ª República (1889-1930) • Usinas de açúcar • Pecuária
  41. 41. 7.1. As Usinas de açúcar • Importação de máquinas e equipamentos. • Localização: margens do rio Cuiabá e do rio Paraguai. – facilidade de transporte do produto; – fertilidade do solo; • Importante atividade econômica até a meados do século XX (década de 1940).
  42. 42. 7.2. A Pecuária • 1ª fase: no início da colonização: – Atividade complementar à mineração; – Chapada (Serra Acima) e Rio Abaixo; – Pantanal (Cáceres e Poconé); – Mão de obra livre; • 2ª fase: final do séc. XIX: – favorecida pela navegação fluvial; – exportação de derivados bovinos;
  43. 43. 8. Tanque Novo (1933) • Movimento social ocorrido em Poconé. • Contexto histórico: eleições para a formação da Assembleia Constituinte.
  44. 44. 8.1. Repressão ao Tanque Novo • Interventor Leônidas Matos. • Nomeação de Antônio Correa da Costa (prefeito de Poconé). • Perseguição aos opositores de Getúlio. • Prisão de Doninha, que apoiava o Partido Constitucionalista (oposição). Libertada pouco tempo depois.
  45. 45. 9. Características econômicas de MT na Era Vargas (1930-1945) • Marcha para o Oeste: – 1º movimento promovido pelo governo federal visando a ocupação e colonização das terras mato-grossenses. – Durante o Estado Novo, no inicio da década de 1940.
  46. 46. 9.1. Desdobramentos da Marcha para o Oeste • Criação de dois territórios federais em Mato Grosso: – Ponta Porã e Guaporé; – Questões políticas e militares;
  47. 47. MT – DOMÍNIO TERRITORIAL 1943
  48. 48. • Criação da Colônia Agrícola Federal de Dourados (1943): – Expansão da fronteira agrícola para o Oeste do país; – Estímulo à vinda de migrantes gaúchos; – Controle da fronteira; – Quebra do monopólio da Empresa Mate Laranjeira;
  49. 49. 10. Divisão do estado de MT (1977) • Proposta pela Lei Complementar nº 31 de 11/10/1977. • Efetivada em 1979. • O Sul possuía ligações históricas com os vizinhos (Paraguai, São Paulo, Minas Gerais e Paraná). • O Norte possuía ligação restrita com o Rio de Janeiro.
  50. 50. 10.1. O processo histórico da divisão do estado de MT • Longo movimento que permeou boa parte do século XX. • Concretização das lutas históricas das lideranças sulistas. • A crise separatista inicia-se ao final do século XIX (1896). • Na Revolução Constitucionalista (1932) o sul optou pelo engajamento com SP.
  51. 51. • Fundação da Liga Sul-mato-grossense (1932): defesa da bandeira do separatismo. • Criação do território de Ponta Porã (1943): segurança das fronteiras (reintegrado em 1946). • 1958: Surgimento do MDM (Movimento Divisionista de Mato Grosso). • Ditadura Militar (1964-1985): binômio desenvolvimento (tecnocratas) + segurança (militares).
  52. 52. • A lei que dividiu MT foi aprovada no governo do presidente Ernesto Geisel (Ditadura Militar). • Contou com o apoio das lideranças políticas estabelecidas no sul de Mato Grosso. • Garcia Neto (governador de MT) oposição à ideia de divisão. • Na ótica da geopolítica militar a divisão garantiria a soberania nacional.
  53. 53. A DIVISÃO DO ESTADO (11/10/1977) • MT após a divisão: 38 municípios; • MS após a divisão: 55 municípios.
  54. 54. 11. A colonização do norte de MT • A intenção de promover a colonização de MT não era novidade. • Discurso de integrar a Amazônia (MT, RO e AC). • Visava resolver os problemas sociais existentes nas regiões Nordeste e Sul. • Utilização de intensa campanha propagandística.
  55. 55. • Parceria do poder público com a iniciativa privada (colonizadoras particulares). • Criação do INCRA (1972): venda de terras devolutas da Amazônia para as colonizadoras privadas e instalação de projetos agropecuários e de exploração mineral. • Criação da SUDAM e da SUDECO. • Construção de rodovias: BR 163 e BR 364.
  56. 56. • Criação da CODEMAT (Companhia de Desenvolvimento do Estado de MT): – Estímulo ao projetos de colonização; – Criação da infraestrutura em áreas de fronteira; – Promoção do desenvolvimento da economia; – Integração territorial do estado. • Atração de muitos colonizadores e colonos (principalmente sulistas).
  57. 57. • Surgimento de cidades ao longo das rodovias. • Edificação de cidades planejadas pelas colonizadoras particulares. • Atração de novos moradores através da mídia. • Crescimento populacional de MT.
  58. 58. 11. Consequências da colonização • Conflitos com os índios, depredação da natureza, expulsão dos seringueiros e dos pequenos agricultores. • Concentração da terra (latifúndios). • Conflitos sociais no campo. • Alteração no espaço urbano de Cuiabá. • “Choque cultural”: chegada dos “paus- rodados”.

×