Empoderando as Mulheres
As deusas na gravidez, parto e pós-parto
Adriana Tanese Nogueira
Psicologia perinatal.
Uma abordagem arquetípica e
pós-junguina
O que são os
arquétipos
Deusas e sua
psicologia
Héstia e o ...
Arquétipos
• Arque – tipos = modelos originários
• Padrões existencias/modo de ser
• Naturalidade do arquétipo • Jung, inc...
Deusas e sua psicologia
Héstia representa o fundamento
do lar, tornando-o um espaço
seguro e pacífico.
Deméter, deusa da m...
Mulheres e gravidez hoje
Estudar, trabalhar, ganhar
quase quanto um homem!
Puxa...
Ter filhos...
Não poder criá-los , não ...
Héstia, criando o ninho
Toda fêmea grávida precisa
de um ninho. A gestação é
um tempo para chocar a
cria, o que significa:...
Perséfone, voltando-se
para dentro
A gravidez convida ou arrasta
para o interior. A condição de
grávida dá à mulher maior
...
Deméter, gestando a mãe
A mulher, até então filha, ao
ingressar na maternidade, estará
dando início à transição da
condiçã...
Afrodite, a sensibilidade à
flor da pele
Os canais perceptivos de uma mulher
grávida estão ainda mais vivos e alertas do
n...
Atena, a mulher inteligente
Estar em Atena corresponde a ser inspirada, a
organizar-se, planejar, batalhar e executar. Seu...
Hera, o resgate necessário
As mulheres, com frequência temem serem
julgadas e se sentem estúpidas, porque o
médico é “quem...
Ártemis, a deusa do parto
Ártemis é aquela que dá coragem para abrir
caminhos, enfrentar novas e desafiadoras tarefas.
Ela...
A prova foi superada
O parto é o climax de um processo
que começa fisicamente na
gestação e psicologicamente no
desejo de ...
O futuro da maternidade
Durante longos séculos as mulheres foram
condenadas à maternidade como única
forma de:
• conseguir...
O movimento pela
humanização do
parto questiona o
papel passivo da
mulher diante do
atendimento
obstétrico
tradicional.
Ao...
Autora:TANESE
NOGUEIRA,
ADRIANA
Editora:
Biblioteca 24
horas,
156 páginas
2009
Onde comprar:
Biblioteca 24
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Apresentação Empoderando as Mulheres. Psicologia Perinatal. As Deusas na Gestação, Parto e Pós-Parto

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O livro propõe uma abordagem original às questões femininas emergentes no cíclo gravídico-puerperal. A psicologia arquetípica utilizada faz referência às perspectivas de Jean Shinoda Bolen e de Jennifer Barker Woolger e Roger Wooger, mas está sob a influência da psicologia pós-junguiana de Silvia Montefoschi (psicanalista italiana). O conteúdo do livro está contextualizado na realidade social e obstétrica brasileira e visa a promoção do protagonismo da mulher.

Cada Deusa fala de uma fase específica da gestação, com suas exigências e necessidades. Exercícios ao final de cada capítulo ajudam a leitora a proceder de forma positiva e saudável pela gestação e parto.

Começa-se com Héstia, pela qual criamos o ninho; segue Perséfone, que promove a introversão e o centramento, graças aos quais, Deméter, a maternidade plena, pode ser gestada e nascer; Afrodite ajuda a compreender a sensibilidade tão características das grávidas; Atena dá planos e estratégias; Hera estimula a autonomia e o auto-respeito. Por fim, Ártemis, a do “bom parto”, abre as portas para um parto ativo, saudável e empoderador. Citações e depoimentos encontram-se ao longo de todo o livro.

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Apresentação Empoderando as Mulheres. Psicologia Perinatal. As Deusas na Gestação, Parto e Pós-Parto

  1. 1. Empoderando as Mulheres As deusas na gravidez, parto e pós-parto Adriana Tanese Nogueira
  2. 2. Psicologia perinatal. Uma abordagem arquetípica e pós-junguina O que são os arquétipos Deusas e sua psicologia Héstia e o ninho Mulheres e gravidez hoje Perséfone e os quesitos Deméter e a mãe Afrodite e a sensibilidade Atena e o conhecimento Hera e o poder Ártémis e os instintos
  3. 3. Arquétipos • Arque – tipos = modelos originários • Padrões existencias/modo de ser • Naturalidade do arquétipo • Jung, inconsciente coletivo • Patrimônio histórico e cultural da humanidade ...disposição a reproduzir, em determinadas circunstâncias, certas representações típicas que correspondem às experiências fundamentais que a humanidade tem feito, desde os primórdios, no processo de desenvolvimento da consciência. Silvia Montefoschi
  4. 4. Deusas e sua psicologia Héstia representa o fundamento do lar, tornando-o um espaço seguro e pacífico. Deméter, deusa da maternidade e da comunidade. Alegre e simples, tem sabedoria instintiva. Atena, deusa do pensamento, da racionalidade e das artes ligadas à melhora da vida humana. Perséfone, a rainha do além, dos mistérios e do mundo invisível. Ártemis, deusa da voz rebelde contra todos os estereótipos e preconceitos. Hera, deusa que preside ao casamento e às relações sociais e institucionais. Afrodite, deusa da sensualidade, das artes e da sexualidade. Graça feita de cultura e espontaneidade.
  5. 5. Mulheres e gravidez hoje Estudar, trabalhar, ganhar quase quanto um homem! Puxa... Ter filhos... Não poder criá-los , não ter tempo e/ou dinheiro. Não saber o que fazer com eles, onde e com quem deixá-los 8-12 horas por dia enquanto trabalha. Estar dividida entre amor e obrigações, maternidade e trabalho.... É comum a mulher desconsiderar suas reais necessidades, surda ao pedido interno de introversão. Até por uma simples questão de inércia, ela tende a continuar fazendo o que sempre fez e quando sentir vontade de parar, de mudar o rítmo, ouvrá alguém dizendo: “Gravidez não é doença”, que, no contexto social atual, significa: sua vontade de parar, de mudar o rítmo é injustificada.
  6. 6. Héstia, criando o ninho Toda fêmea grávida precisa de um ninho. A gestação é um tempo para chocar a cria, o que significa: tempo para parar. Mesmo que isso possa parecer impossível, é indispensável entrar em Héstia, construir um templo primeiramente dentro de si onde ir, parar e contemplar. Dar um tempo e dar-se um tempo. Hésta é o centro da Terra, o âmago do lar e nosso próprio centro pessoal. Ela não deixa seu lugar; é preciso ir até ela. Ginette Paris, Meditações pagãs
  7. 7. Perséfone, voltando-se para dentro A gravidez convida ou arrasta para o interior. A condição de grávida dá à mulher maior proximidade com seu inconsciente, aumenta a intimidade com os conteúdos interiores. Neste processo, porém, ela irá se deparar também com o bloqueia aprendido a se relacionar consigo e com os próprios medos. O conselho que eu daria às mães de primeira viagem é o de enfrentarem os medos porque são neles que aprendemos o que fazer e como fazer, e para terem muita certeza de que querem ser mães, porque isso é uma coisa que não se desfaz depois e é bastante trabalhoso. Fernanda
  8. 8. Deméter, gestando a mãe A mulher, até então filha, ao ingressar na maternidade, estará dando início à transição da condição de quem é cuidada para aquela de cuidadora, assumindo um papel que era antes de sua mãe. Ao mesmo tempo, esta, sobretudo se morar perto, deverá abrir espaço para que sua filha se desenvolva como mãe, e do jeito dela. Antes da maternidade eu pensava e me questionava se seria uma boa mãe, depois do parto se eu iria dar conta dessa nova etapa de minha vida. Maria Sirlene
  9. 9. Afrodite, a sensibilidade à flor da pele Os canais perceptivos de uma mulher grávida estão ainda mais vivos e alertas do normal. Este fenômeno faz parte da gravidez e tem valor psicológico importante, pois é no coração que sua maternidade vai fincar raízes. Este tempo é a oportunidade para arejar os sentimentos, reciclar, reavaliar , tomar atitudes, criar prioridades. O que eu quero deixar claro é que meus partos normais não mudaram em nada a minha vida sexual, continuo gostando muito de sexo, sentindo muito prazer e me achando ainda mais mulher. Acredito até que meus partos me deixaram mais resolvida na cama, mais mulher, além de ser uma mãe apaixonada. Tacyana
  10. 10. Atena, a mulher inteligente Estar em Atena corresponde a ser inspirada, a organizar-se, planejar, batalhar e executar. Seu engenho aguçado e claro, lapidado como um diamante pela lucidez do pensamento criativo é sua arma mais poderosa. Graças a ele, ela resolve conflitos, toma as decisões certas, descobre caminhos e alcança metas. Comecei a me interessar por assuntos relacionados a gravidez, parto e filhos. Lia tudo o que via pela frente e pesquisei muito para ter uma idéia mais profunda e crítica sobre esses assuntos. Participei de um congresso de humanização do nascimento e, de lá pra cá, depois de ler e trabalhar muito, conversar com pessoas da área, fazer cursos e ouvir experiências relacionadas ao tema, me tornei uma ativista e defensora do parto normal e natural, por entender que o parto é um processo fisiológico do qual nós, mulheres, somos exclusivamente capazes e perfeitas para vivê-lo da forma mais saudável e normal possível. Carol
  11. 11. Hera, o resgate necessário As mulheres, com frequência temem serem julgadas e se sentem estúpidas, porque o médico é “quem sabe”. Há também um profundo sentimento de insegurança devido ao estado no qual nos encontramos. Parte dessa insegurança vem do fato que vive-se a gestação como que de fora, como algo que nos acontece perante e o qual nos sentimos presas passivas. Infelizmente, a questão não parece circunscrita ao parto: esta é apenas a ponta do iceberg. O nascimento dos brasileiros e todos os aspectos que circundam este evento é um ponto nevrálgico na conquista plena da nossa cidadania. Tami
  12. 12. Ártemis, a deusa do parto Ártemis é aquela que dá coragem para abrir caminhos, enfrentar novas e desafiadoras tarefas. Ela é a feminista de alma, a ecologista, a transgressora. Foi a Filha das Flores na década dos anos Sessenta e a promotora do parto ativo na década de Oitenta. Pois, Ártemis é ativa. Não espera por nada nem ninguém, não conhece a camisa de força que faz as mulheres se sentirem pequenas, incapazes e inseguras. Lembrando tudo o que aconteceu, minha atitude diante do trabalho de parto, a palavra que resume este dia foi “entrega” . Não posso conceber um trabalho de parto no qual não ocorra a entrega total. O corpo tem que agir sozinho. A mente ajuda se estiver focada no que o corpo pede. É ele quem vai determinar as emoções e reações deste momento tão lindo. O parto me proporcionou o dia mais bonito e emocionante que já vivi até hoje. Jucimara
  13. 13. A prova foi superada O parto é o climax de um processo que começa fisicamente na gestação e psicologicamente no desejo de ter um filho. Como numa festa, cheia de risos e fogos de artifício, o nascimento coroa um longo percurso durante o qual passamos por dúvidas e desafios, inseguranças e sonhos. A mulher que teve um parto ativo e sem drogas é invadida por uma enxurrada de hormônios; ela está potente, animada, feliz.
  14. 14. O futuro da maternidade Durante longos séculos as mulheres foram condenadas à maternidade como única forma de: • conseguirem um lugar no paraíso (a outra alternativa seria ser freiras ou beatas); • receber proteção e respeito; • obter dinheiro e status; • ter acesso a um nível social superior e alcançar o poder. Quando o movimento feminista surgiu, o primeiro papel feminino a ser questionado foi justamente o da maternidade.
  15. 15. O movimento pela humanização do parto questiona o papel passivo da mulher diante do atendimento obstétrico tradicional. Ao incentivar a mulher a ter um parto ativo, estamos, querendo ou não, despertando um processo que começa antes do parto – numa gestação informada e preparada – e que, inevitavelmente, refletir-se- á no pós-parto. Uma maternidade que quer ser a continuação de um parto humanizado precisa rever seu paradigma de base. A mãe, informada e ativa durante a gestação e o parto, estará agora frente ao desafio de fazer da criação de seus filhos um processo também ativo e consciente.
  16. 16. Autora:TANESE NOGUEIRA, ADRIANA Editora: Biblioteca 24 horas, 156 páginas 2009 Onde comprar: Biblioteca 24 Horas e Livraria Cultura También en español!

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