SlideShare uma empresa Scribd logo
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE CATARINA – CAMPUS GAROPABA
HISTÓRIA LOCAL / CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL / PRONATEC
Professor: Viegas Fernandes da Costa
AULA 1: 19/09/2013
PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ
Bertold Brecht
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis:
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída
Quem a reconstruiu tantas vezes?
Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo:
Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para os seus habitantes?
Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam
gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou?
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.
QUILOMBO – Etimologia
A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) e "ochilombo"
(Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos
povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente,
designava apenas um lugar de pouso, cemitério, ligado à chamada religião vodu.
Eram utilizados por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente, passou a
designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam
o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores. (Fonte:
Wikipédia)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE CATARINA – CAMPUS GAROPABA
HISTÓRIA LOCAL / CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL / PRONATEC
Professor: Viegas Fernandes da Costa
O QUE SÃO QUILOMBOS
Local isolado, formado por escravos negros fugidos... Esta talvez seja a primeira idéia
que vem à mente quando se pensa em quilombo. Se pedirem um exemplo, o Quilombo
de Palmares, com seu herói Zumbi será certamente a referência mais imediata.
Essa noção remete-nos a um passado remoto de nossa História, ligado exclusivamente
ao período no qual houve escravidão no País. Quilombo seria, pois, uma forma de se
rebelar contra esse sistema, seria onde os negros iriam se esconder e se isolar do restante
da população.
Consagrada pela “História oficial”, essa visão ainda permanece arraigada no senso
comum. Por isso o espanto quando se fala sobre comunidades quilombolas presentes e
atuantes nos dias de hoje, passados mais de cem anos do fim do sistema escravocrata.
Foi principalmente com a Constituição Federal de 1988 que a questão quilombola
entrou na agenda das políticas públicas. Fruto da mobilização do movimento negro, o
Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) diz que:
“Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras
é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos
títulos.”
A concretização desse direito suscitou logo de início um acalorado debate sobre o
conceito de quilombo e de remanescente de quilombo. Trabalhar com uma conceituação
adequada fazia-se fundamental, já que era isso o que definiria quem teria ou não o
direito à propriedade da terra.
No texto constitucional, utiliza-se o termo “remanescente de quilombo”, que remete à
noção de resíduo, de algo que já se foi e do qual sobraram apenas algumas lembranças.
Esse termo não corresponde à maneira que os próprios grupos utilizavam para se
autodenominar nem tampouco ao conceito empregado pela antropologia e pela História.
A Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na tentativa de orientar e auxiliar a
aplicação do Artigo 68 do ADCT, divulgou, em 1994, um documento elaborado pelo
Grupo de Trabalho sobre Comunidades Negras Rurais em que se define o termo
“remanescente de quilombo”:
“Contemporaneamente, portanto, o termo não se refere a resíduos ou resquícios
arqueológicos de ocupação temporal ou de comprovação biológica. Também não se
trata de grupos isolados ou de uma população estritamente homogênea. Da mesma
forma nem sempre foram constituídos a partir de movimentos insurrecionais ou
rebelados, mas, sobretudo, consistem em grupos que desenvolveram práticas de
resistência na manutenção e reprodução de seus modos de vida característicos num
determinado lugar.”
Deste modo, comunidades remanescentes de quilombo são grupos sociais cuja
identidade étnica os distingue do restante da sociedade.
É importante deixar claro que, quando se fala em identidade étnica, trata-se de um
processo de auto-identificação bastante dinâmico, e que não se reduz a elementos
materiais ou traços biológicos distintivos, como cor da pele, por exemplo.
A identidade étnica de um grupo é a base para sua forma de organização, de sua relação
com os demais grupos e de sua ação política. A maneira pela qual os grupos sociais
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE CATARINA – CAMPUS GAROPABA
HISTÓRIA LOCAL / CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL / PRONATEC
Professor: Viegas Fernandes da Costa
definem a própria identidade é resultado de uma confluência de fatores, escolhidos por
eles mesmos: de uma ancestralidade comum, formas de organização política e social a
elementos lingüísticos e religiosos.
Esta discussão fundamentou-se também nos novos estudos históricos que reviram o
período escravocrata brasileiro, constatando que os quilombos existentes nessa época
não eram frutos apenas de negros rebeldes fugidos. Eram inúmeros e não
necessariamente se encontravam isolados e distantes de grandes centros urbanos ou de
fazendas.
Esses estudos mostraram que as comunidades de quilombo se constituíram a partir de
uma grande diversidade de processos, que incluem as fugas com ocupação de terras
livres e geralmente isoladas, mas também as heranças, doações, recebimentos de terras
como pagamento de serviços prestados ao Estado, simples permanência nas terras que
ocupavam e cultivavam no interior de grandes propriedades, bem como a compra de
terras, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após sua abolição.
O que caracterizava o quilombo, portanto, não era o isolamento e a fuga e sim a
resistência e a autonomia. O que define o quilombo é o movimento de transição da
condição de escravo para a de camponês livre.
Tudo isso demonstra que a classificação de comunidade como quilombola não se baseia
em provas de um passado de rebelião e isolamento, mas depende antes de tudo de como
aquele grupo se compreende, se define.
Atualmente, a legislação brasileira já adota este conceito de comunidade quilombola e
reconhece que a determinação da condição quilombola advém da auto-identificação.
Este reconhecimento foi fruto de uma luta árdua dos quilombolas e seus aliados que se
opuseram às várias tentativas do Estado de se atribuir a competência para definir quais
comunidades seriam quilombolas ou não. O auto-reconhecimento garantido no Estado
do Pará desde 1999 (Decreto nº 3.572, de 22 de julho de 1999) só foi estabelecido na
legislação federal em novembro de 2003, através do Decreto nº 4.887.
(Fonte: http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_oque.html)
ATIVIDADE: memórias do Quilombo do Fortunato
 Reunidos em grupos, os alunos deverão:
1) Redigir uma receita tradicional da comunidade.
2) Narrar um “causo” local.
3) Contar a história de algum personagem da comunidade que já tenha falecido.
4) Escrever o que conhece a respeito da história da comunidade que hoje constitui o
Quilombo do Fortunato.
5) Identificar as características que, segundo a opinião do grupo, representam a identidade
do Quilombo do Fortunato.
 Para aula do dia 26/09 cada aluno deverá trazer uma foto e um objeto antigo que
pertença à família, juntamente com a descrição detalhada da foto e a história do objeto.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Inserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­gena
Inserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­genaInserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­gena
Inserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­gena
Deisy Bezerra
 
Escravidão racial o legado do racismo aula de história prof. silvânio barcelos
Escravidão racial o legado do racismo  aula de história prof. silvânio barcelosEscravidão racial o legado do racismo  aula de história prof. silvânio barcelos
Escravidão racial o legado do racismo aula de história prof. silvânio barcelos
Silvânio Barcelos
 
Quilombo mata cavalo
Quilombo mata cavaloQuilombo mata cavalo
Quilombo mata cavalo
Silvânio Barcelos
 
Educação quilombola
Educação quilombolaEducação quilombola
Educação quilombola
Fabiana Paula
 
Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...
Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...
Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...
Silvânio Barcelos
 
Atividade 3 neta
Atividade 3 netaAtividade 3 neta
Atividade 3 neta
MariaNetaSousa
 
Exercicios sociologia 2
Exercicios sociologia 2Exercicios sociologia 2
Exercicios sociologia 2
Escola Estadual Antônio Carlos
 
Quilombos um legado da escravidão
Quilombos um legado da escravidãoQuilombos um legado da escravidão
Quilombos um legado da escravidão
Silvânio Barcelos
 
Uma historia do negro no brasil
Uma historia do negro no brasilUma historia do negro no brasil
Uma historia do negro no brasil
natielemesquita
 
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado
O quilombo mata cavalo   territorialidade negra no mundo globalizadoO quilombo mata cavalo   territorialidade negra no mundo globalizado
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado
Silvânio Barcelos
 
Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...
Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...
Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...
Geraa Ufms
 
Fronteira. a degradação do outro nos confins do humano
Fronteira. a degradação do outro nos confins do humanoFronteira. a degradação do outro nos confins do humano
Fronteira. a degradação do outro nos confins do humano
Silvânio Barcelos
 
Desterrados na própria terra.
Desterrados na própria terra.Desterrados na própria terra.
Desterrados na própria terra.
Jessica Nuvens
 
Capoeira
CapoeiraCapoeira
Capoeira
Evandro Diniz
 
Movimento negro brasil
Movimento negro  brasilMovimento negro  brasil
Movimento negro brasil
Rômulo Fernando
 
Etnia, cultura e cidadania
Etnia, cultura e cidadaniaEtnia, cultura e cidadania
Etnia, cultura e cidadania
Arare Carvalho Júnior
 
Bastide, Roger - As-Americas-Negras
Bastide, Roger - As-Americas-NegrasBastide, Roger - As-Americas-Negras
Bastide, Roger - As-Americas-Negras
Marcelo Lopes
 
Africa tecnologia
Africa tecnologiaAfrica tecnologia
Africa tecnologia
Laura Lopes de Paiva
 
Ciência, tecnologia e relações étnico-raciais
Ciência, tecnologia e relações étnico-raciaisCiência, tecnologia e relações étnico-raciais
Ciência, tecnologia e relações étnico-raciais
Vitor Vieira Vasconcelos
 
Dia da consciencia negra reeditado em 2020
Dia da consciencia negra   reeditado em 2020Dia da consciencia negra   reeditado em 2020
Dia da consciencia negra reeditado em 2020
Fabio Rogerio Nepomuceno
 

Mais procurados (20)

Inserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­gena
Inserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­genaInserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­gena
Inserã§ã£o da cultura e histã³ria afro brasileira e indã­gena
 
Escravidão racial o legado do racismo aula de história prof. silvânio barcelos
Escravidão racial o legado do racismo  aula de história prof. silvânio barcelosEscravidão racial o legado do racismo  aula de história prof. silvânio barcelos
Escravidão racial o legado do racismo aula de história prof. silvânio barcelos
 
Quilombo mata cavalo
Quilombo mata cavaloQuilombo mata cavalo
Quilombo mata cavalo
 
Educação quilombola
Educação quilombolaEducação quilombola
Educação quilombola
 
Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...
Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...
Diáspora negra, um olhar para além da visão idealizada do africano na bibliog...
 
Atividade 3 neta
Atividade 3 netaAtividade 3 neta
Atividade 3 neta
 
Exercicios sociologia 2
Exercicios sociologia 2Exercicios sociologia 2
Exercicios sociologia 2
 
Quilombos um legado da escravidão
Quilombos um legado da escravidãoQuilombos um legado da escravidão
Quilombos um legado da escravidão
 
Uma historia do negro no brasil
Uma historia do negro no brasilUma historia do negro no brasil
Uma historia do negro no brasil
 
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado
O quilombo mata cavalo   territorialidade negra no mundo globalizadoO quilombo mata cavalo   territorialidade negra no mundo globalizado
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado
 
Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...
Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...
Shirlei Marly Alves: Fuga de negros em anúncios de jornal do século XVIII - O...
 
Fronteira. a degradação do outro nos confins do humano
Fronteira. a degradação do outro nos confins do humanoFronteira. a degradação do outro nos confins do humano
Fronteira. a degradação do outro nos confins do humano
 
Desterrados na própria terra.
Desterrados na própria terra.Desterrados na própria terra.
Desterrados na própria terra.
 
Capoeira
CapoeiraCapoeira
Capoeira
 
Movimento negro brasil
Movimento negro  brasilMovimento negro  brasil
Movimento negro brasil
 
Etnia, cultura e cidadania
Etnia, cultura e cidadaniaEtnia, cultura e cidadania
Etnia, cultura e cidadania
 
Bastide, Roger - As-Americas-Negras
Bastide, Roger - As-Americas-NegrasBastide, Roger - As-Americas-Negras
Bastide, Roger - As-Americas-Negras
 
Africa tecnologia
Africa tecnologiaAfrica tecnologia
Africa tecnologia
 
Ciência, tecnologia e relações étnico-raciais
Ciência, tecnologia e relações étnico-raciaisCiência, tecnologia e relações étnico-raciais
Ciência, tecnologia e relações étnico-raciais
 
Dia da consciencia negra reeditado em 2020
Dia da consciencia negra   reeditado em 2020Dia da consciencia negra   reeditado em 2020
Dia da consciencia negra reeditado em 2020
 

Destaque

Plano de ensino tme 2011.2
Plano de ensino tme 2011.2Plano de ensino tme 2011.2
Plano de ensino tme 2011.2
Charles Pereira
 
Plano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de Imbituba
Plano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de ImbitubaPlano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de Imbituba
Plano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de Imbituba
Viegas Fernandes da Costa
 
Plano de ensino atual
Plano de ensino atualPlano de ensino atual
Plano de ensino atual
JOAO AURELIANO
 
Plano de ensino6º ano história
Plano de ensino6º ano históriaPlano de ensino6º ano história
Plano de ensino6º ano história
Atividades Diversas Cláudia
 
Plano de ensino ciências
Plano de ensino   ciênciasPlano de ensino   ciências
Plano de ensino ciências
simonclark
 
Geografia 1º ano
Geografia 1º anoGeografia 1º ano
Geografia 1º ano
GERALDOGOMESDEBARROS
 

Destaque (6)

Plano de ensino tme 2011.2
Plano de ensino tme 2011.2Plano de ensino tme 2011.2
Plano de ensino tme 2011.2
 
Plano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de Imbituba
Plano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de ImbitubaPlano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de Imbituba
Plano de Ensino de História Local para o curso de Condutor Ambiental de Imbituba
 
Plano de ensino atual
Plano de ensino atualPlano de ensino atual
Plano de ensino atual
 
Plano de ensino6º ano história
Plano de ensino6º ano históriaPlano de ensino6º ano história
Plano de ensino6º ano história
 
Plano de ensino ciências
Plano de ensino   ciênciasPlano de ensino   ciências
Plano de ensino ciências
 
Geografia 1º ano
Geografia 1º anoGeografia 1º ano
Geografia 1º ano
 

Semelhante a Aula 1: História local no Quilombo do Fortunato

Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa AvanciniAula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
alexrrosaueja
 
A AtualizaçãO Do Conceito De Quilombo
A AtualizaçãO Do Conceito De QuilomboA AtualizaçãO Do Conceito De Quilombo
A AtualizaçãO Do Conceito De Quilombo
culturaafro
 
Aula 3 - Territorialidade.pptx
Aula 3 - Territorialidade.pptxAula 3 - Territorialidade.pptx
Aula 3 - Territorialidade.pptx
GiseleDias67
 
Plano de aula quilombolas- francisca roseane
 Plano de aula quilombolas- francisca roseane Plano de aula quilombolas- francisca roseane
Plano de aula quilombolas- francisca roseane
Roseane Ribeiro
 
Conceito de quilombo atual
Conceito de quilombo atualConceito de quilombo atual
Conceito de quilombo atual
Silvana Maciel
 
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
Silvânio Barcelos
 
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
guest322cf8
 
Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1
Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1
Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1
Thiago Almeida
 
RebelioesPopulares_Males.pdf
RebelioesPopulares_Males.pdfRebelioesPopulares_Males.pdf
RebelioesPopulares_Males.pdf
EzequielCanrio
 
Texto sobre Quilombo
Texto sobre QuilomboTexto sobre Quilombo
Texto sobre Quilombo
culturaafro
 
PPT Narrativas Quilombolas
PPT Narrativas QuilombolasPPT Narrativas Quilombolas
PPT Narrativas Quilombolas
Gelson Rocha
 
Quilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizado
Quilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizadoQuilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizado
Quilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizado
Silvânio Barcelos
 
Introdução ao Ensino de Historia da África
Introdução ao Ensino de Historia da ÁfricaIntrodução ao Ensino de Historia da África
Introdução ao Ensino de Historia da África
André Santos Luigi
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Azul Assessoria Acadêmica
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Azul Assessoria Acadêmica
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Azul Assessoria Acadêmica
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Azul Assessoria Acadêmica
 
a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.
a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.
a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.
Azul Assessoria Acadêmica
 
b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...
b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...
b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...
Azul Assessoria Acadêmica
 
e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...
e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...
e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...
Azul Assessoria Acadêmica
 

Semelhante a Aula 1: História local no Quilombo do Fortunato (20)

Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa AvanciniAula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
 
A AtualizaçãO Do Conceito De Quilombo
A AtualizaçãO Do Conceito De QuilomboA AtualizaçãO Do Conceito De Quilombo
A AtualizaçãO Do Conceito De Quilombo
 
Aula 3 - Territorialidade.pptx
Aula 3 - Territorialidade.pptxAula 3 - Territorialidade.pptx
Aula 3 - Territorialidade.pptx
 
Plano de aula quilombolas- francisca roseane
 Plano de aula quilombolas- francisca roseane Plano de aula quilombolas- francisca roseane
Plano de aula quilombolas- francisca roseane
 
Conceito de quilombo atual
Conceito de quilombo atualConceito de quilombo atual
Conceito de quilombo atual
 
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
 
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...O quilombo mata cavalo  territorialidade negra no mundo globalizado     subme...
O quilombo mata cavalo territorialidade negra no mundo globalizado subme...
 
Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1
Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1
Artigo quilombolas e novo constitucionalismo 1
 
RebelioesPopulares_Males.pdf
RebelioesPopulares_Males.pdfRebelioesPopulares_Males.pdf
RebelioesPopulares_Males.pdf
 
Texto sobre Quilombo
Texto sobre QuilomboTexto sobre Quilombo
Texto sobre Quilombo
 
PPT Narrativas Quilombolas
PPT Narrativas QuilombolasPPT Narrativas Quilombolas
PPT Narrativas Quilombolas
 
Quilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizado
Quilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizadoQuilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizado
Quilombo Mata Cavalo: O negro e a identidade quilombola no mundo globalizado
 
Introdução ao Ensino de Historia da África
Introdução ao Ensino de Historia da ÁfricaIntrodução ao Ensino de Historia da África
Introdução ao Ensino de Historia da África
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
 
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
Olá, futuro docente de História da Educação Básica! Nesta atividade MAPA te c...
 
a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.
a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.
a) Ler os materiais de apoio disponíveis na pasta: “Materiais da Disciplina”.
 
b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...
b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...
b) A partir de sua escolha, grave um vídeo (duração: mínimo 2 min. e máximo 5...
 
e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...
e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...
e) Justifique a escolha do material e explique porquê ele é imprescindível na...
 

Mais de Viegas Fernandes da Costa

Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Viegas Fernandes da Costa
 
Antigos reinos africanos
Antigos reinos africanosAntigos reinos africanos
Antigos reinos africanos
Viegas Fernandes da Costa
 
Hemeroteca Digital Catarinense
Hemeroteca Digital CatarinenseHemeroteca Digital Catarinense
Hemeroteca Digital Catarinense
Viegas Fernandes da Costa
 
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Viegas Fernandes da Costa
 
Tarde.
Tarde. Tarde.
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
Viegas Fernandes da Costa
 
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidadeCentro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Viegas Fernandes da Costa
 
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Viegas Fernandes da Costa
 
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinensesTurismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Viegas Fernandes da Costa
 
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
 TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov... TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
Viegas Fernandes da Costa
 
História de Santa Catarina
História de Santa CatarinaHistória de Santa Catarina
História de Santa Catarina
Viegas Fernandes da Costa
 
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Viegas Fernandes da Costa
 
Historia da arte 1
Historia da arte 1Historia da arte 1
Historia da arte 1
Viegas Fernandes da Costa
 
História de Garopaba, Imbituba e Imaruí
História de Garopaba, Imbituba e ImaruíHistória de Garopaba, Imbituba e Imaruí
História de Garopaba, Imbituba e Imaruí
Viegas Fernandes da Costa
 
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e ImbitubaPatrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Viegas Fernandes da Costa
 
Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento
Cultura, Memória, Identidade e DesenvolvimentoCultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento
Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento
Viegas Fernandes da Costa
 
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnicaHistória de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
Viegas Fernandes da Costa
 
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Viegas Fernandes da Costa
 
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Viegas Fernandes da Costa
 
A redução sociológica de Guerreiro Ramos
A redução sociológica de Guerreiro RamosA redução sociológica de Guerreiro Ramos
A redução sociológica de Guerreiro Ramos
Viegas Fernandes da Costa
 

Mais de Viegas Fernandes da Costa (20)

Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
 
Antigos reinos africanos
Antigos reinos africanosAntigos reinos africanos
Antigos reinos africanos
 
Hemeroteca Digital Catarinense
Hemeroteca Digital CatarinenseHemeroteca Digital Catarinense
Hemeroteca Digital Catarinense
 
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
 
Tarde.
Tarde. Tarde.
Tarde.
 
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
 
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidadeCentro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
 
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
 
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinensesTurismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
 
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
 TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov... TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
 
História de Santa Catarina
História de Santa CatarinaHistória de Santa Catarina
História de Santa Catarina
 
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
 
Historia da arte 1
Historia da arte 1Historia da arte 1
Historia da arte 1
 
História de Garopaba, Imbituba e Imaruí
História de Garopaba, Imbituba e ImaruíHistória de Garopaba, Imbituba e Imaruí
História de Garopaba, Imbituba e Imaruí
 
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e ImbitubaPatrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
 
Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento
Cultura, Memória, Identidade e DesenvolvimentoCultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento
Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento
 
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnicaHistória de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
 
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
 
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
 
A redução sociológica de Guerreiro Ramos
A redução sociológica de Guerreiro RamosA redução sociológica de Guerreiro Ramos
A redução sociológica de Guerreiro Ramos
 

Aula 1: História local no Quilombo do Fortunato

  • 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE CATARINA – CAMPUS GAROPABA HISTÓRIA LOCAL / CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL / PRONATEC Professor: Viegas Fernandes da Costa AULA 1: 19/09/2013 PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ Bertold Brecht Quem construiu a Tebas de sete portas? Nos livros estão nomes de reis: Arrastaram eles os blocos de pedra? E a Babilônia várias vezes destruída Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas da Lima dourada moravam os construtores? Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta? A grande Roma está cheia de arcos do triunfo: Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio Tinha somente palácios para os seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida Os que se afogavam gritaram por seus escravos Na noite em que o mar a tragou? O jovem Alexandre conquistou a Índia. Sozinho? César bateu os gauleses. Não levava sequer um cozinheiro? Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada naufragou. Ninguém mais chorou? Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos. Quem venceu além dele? Cada página uma vitória. Quem cozinhava o banquete? A cada dez anos um grande Homem. Quem pagava a conta? Tantas histórias. Tantas questões. QUILOMBO – Etimologia A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) e "ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente, designava apenas um lugar de pouso, cemitério, ligado à chamada religião vodu. Eram utilizados por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente, passou a designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores. (Fonte: Wikipédia)
  • 2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE CATARINA – CAMPUS GAROPABA HISTÓRIA LOCAL / CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL / PRONATEC Professor: Viegas Fernandes da Costa O QUE SÃO QUILOMBOS Local isolado, formado por escravos negros fugidos... Esta talvez seja a primeira idéia que vem à mente quando se pensa em quilombo. Se pedirem um exemplo, o Quilombo de Palmares, com seu herói Zumbi será certamente a referência mais imediata. Essa noção remete-nos a um passado remoto de nossa História, ligado exclusivamente ao período no qual houve escravidão no País. Quilombo seria, pois, uma forma de se rebelar contra esse sistema, seria onde os negros iriam se esconder e se isolar do restante da população. Consagrada pela “História oficial”, essa visão ainda permanece arraigada no senso comum. Por isso o espanto quando se fala sobre comunidades quilombolas presentes e atuantes nos dias de hoje, passados mais de cem anos do fim do sistema escravocrata. Foi principalmente com a Constituição Federal de 1988 que a questão quilombola entrou na agenda das políticas públicas. Fruto da mobilização do movimento negro, o Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) diz que: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos.” A concretização desse direito suscitou logo de início um acalorado debate sobre o conceito de quilombo e de remanescente de quilombo. Trabalhar com uma conceituação adequada fazia-se fundamental, já que era isso o que definiria quem teria ou não o direito à propriedade da terra. No texto constitucional, utiliza-se o termo “remanescente de quilombo”, que remete à noção de resíduo, de algo que já se foi e do qual sobraram apenas algumas lembranças. Esse termo não corresponde à maneira que os próprios grupos utilizavam para se autodenominar nem tampouco ao conceito empregado pela antropologia e pela História. A Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na tentativa de orientar e auxiliar a aplicação do Artigo 68 do ADCT, divulgou, em 1994, um documento elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre Comunidades Negras Rurais em que se define o termo “remanescente de quilombo”: “Contemporaneamente, portanto, o termo não se refere a resíduos ou resquícios arqueológicos de ocupação temporal ou de comprovação biológica. Também não se trata de grupos isolados ou de uma população estritamente homogênea. Da mesma forma nem sempre foram constituídos a partir de movimentos insurrecionais ou rebelados, mas, sobretudo, consistem em grupos que desenvolveram práticas de resistência na manutenção e reprodução de seus modos de vida característicos num determinado lugar.” Deste modo, comunidades remanescentes de quilombo são grupos sociais cuja identidade étnica os distingue do restante da sociedade. É importante deixar claro que, quando se fala em identidade étnica, trata-se de um processo de auto-identificação bastante dinâmico, e que não se reduz a elementos materiais ou traços biológicos distintivos, como cor da pele, por exemplo. A identidade étnica de um grupo é a base para sua forma de organização, de sua relação com os demais grupos e de sua ação política. A maneira pela qual os grupos sociais
  • 3. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE CATARINA – CAMPUS GAROPABA HISTÓRIA LOCAL / CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL / PRONATEC Professor: Viegas Fernandes da Costa definem a própria identidade é resultado de uma confluência de fatores, escolhidos por eles mesmos: de uma ancestralidade comum, formas de organização política e social a elementos lingüísticos e religiosos. Esta discussão fundamentou-se também nos novos estudos históricos que reviram o período escravocrata brasileiro, constatando que os quilombos existentes nessa época não eram frutos apenas de negros rebeldes fugidos. Eram inúmeros e não necessariamente se encontravam isolados e distantes de grandes centros urbanos ou de fazendas. Esses estudos mostraram que as comunidades de quilombo se constituíram a partir de uma grande diversidade de processos, que incluem as fugas com ocupação de terras livres e geralmente isoladas, mas também as heranças, doações, recebimentos de terras como pagamento de serviços prestados ao Estado, simples permanência nas terras que ocupavam e cultivavam no interior de grandes propriedades, bem como a compra de terras, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após sua abolição. O que caracterizava o quilombo, portanto, não era o isolamento e a fuga e sim a resistência e a autonomia. O que define o quilombo é o movimento de transição da condição de escravo para a de camponês livre. Tudo isso demonstra que a classificação de comunidade como quilombola não se baseia em provas de um passado de rebelião e isolamento, mas depende antes de tudo de como aquele grupo se compreende, se define. Atualmente, a legislação brasileira já adota este conceito de comunidade quilombola e reconhece que a determinação da condição quilombola advém da auto-identificação. Este reconhecimento foi fruto de uma luta árdua dos quilombolas e seus aliados que se opuseram às várias tentativas do Estado de se atribuir a competência para definir quais comunidades seriam quilombolas ou não. O auto-reconhecimento garantido no Estado do Pará desde 1999 (Decreto nº 3.572, de 22 de julho de 1999) só foi estabelecido na legislação federal em novembro de 2003, através do Decreto nº 4.887. (Fonte: http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_oque.html) ATIVIDADE: memórias do Quilombo do Fortunato  Reunidos em grupos, os alunos deverão: 1) Redigir uma receita tradicional da comunidade. 2) Narrar um “causo” local. 3) Contar a história de algum personagem da comunidade que já tenha falecido. 4) Escrever o que conhece a respeito da história da comunidade que hoje constitui o Quilombo do Fortunato. 5) Identificar as características que, segundo a opinião do grupo, representam a identidade do Quilombo do Fortunato.  Para aula do dia 26/09 cada aluno deverá trazer uma foto e um objeto antigo que pertença à família, juntamente com a descrição detalhada da foto e a história do objeto.