Karlla vieira carmo

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Ensino de Ciências

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Karlla vieira carmo

  1. 1. UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Instituto de Ciências Biológicas Instituto de Física Instituto de Química Faculdade Unb Planaltina Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Habilidades e procedimentos da investigação científica – Observação, Registro e Inferência – no ensino de tópicos de Biologia Celular e Molecular. Karlla Vieira Do Carmo Proposta da ação profissional resultante da Dissertação de Mestrado realizada sob a orientação da Profª Drª Louise Brandes Moura Ferreira e co-orientação da Profª Drª Carla Maria Medeiros y Araújo apresentada à banca examinadora como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Ensino de Ciências – Área de concentração: Ensino de Biologia, pelo Programa de PósGraduação em Ensino de Ciências da Universidade de Brasília. Brasília Julho – 2012
  2. 2. SUMÁRIO 1 - APRESENTAÇÃO ................................................................................................... 02 2 - CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE OS TRÊS PROCEDIMENTOS .................................................................................................... 04 3 - AS AULAS ................................................................................................................ 09 4 - AULA 1: INTRODUÇÃO À REFLEXÃO DA OBSERVAÇÃO E REGISTRO DA OBSERVAÇÃO ...................................................................................................... 10 5 - AULA 2: OBSERVAÇÃO E REGISTRO NA BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR ............................................................................................................... 18 6 - AULA 3: COMPREENDENDO MELHOR OBSERVAÇÃO E REGISTRO PARA INFERIR ............................................................................................................ 27 7 - AULA 4: PRATICANDO A INFERÊNCIA .......................................................... 36 8 - AULA 5: PRATICANDO OBSERVAÇÃO, REGISTRO E INFERÊNCIA ...... 40 9 - AULA 6: REFLEXÕES FINAIS ............................................................................ 59 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 62
  3. 3. 2 APRESENTAÇÃO Muitas são as limitações encontradas nos currículos que integram o ensino de ciências na atualidade. A maneira como a ciência é vista por alunos e, até mesmo, por muitos professores como área altamente descritiva e memorística é um reflexo dessas limitações (KRASILCHIK, 1987). Adicionalmente encontra-se a falta de compreensão sobre a natureza da ciência em virtude da propagação de um ensino que não valoriza o entendimento dos processos que norteiam o fazer científico. Tal comportamento pode levar o estudante a acreditar na ciência como única e inflexível verdade. Por esses motivos, não é raro encontrar artigos, livros e demais publicações discutindo e propondo alternativas que sugiram uma educação em ciências mais instigante, envolvente e significativa. Ensinar ciências considerando os seus processos de construção, ou seja, as habilidades e procedimentos que envolvem a investigação científica pode ser uma dessas alternativas, apesar de não ser uma novidade na educação. As habilidades e procedimentos da investigação científica são, em síntese, o comportamento que as pessoas realizam quando fazem ciência, independentemente do nível de complexidade e podem auxiliar na compreensão de como são constituídos os produtos da ciência, os conteúdos estudados pelos alunos (REZBA; SPRAGUE; FIEL; FUNK, 1994). Essa perspectiva de ensino fundamenta-se nas ideias evidenciadas por Jonh Dewey no fim do século XIX e início do século XX. Dewey esclarecia que o ensino deveria objetivar, entre outros aspectos, o desenvolvimento de um pensamento reflexivo para que os estudantes compreendessem de que maneira os conteúdos estudados na escola haviam sido construídos. Ele considerava esse “pensar reflexivo” como uma maneira de pensar que fugia aos aspectos mecânicos da aprendizagem (DEWEY, 1910). Assim, embora tenha havido tentativas de desenvolver currículos que seguissem tais premissas educacionais, essa preocupação permeou principalmente o ensino básico e pouco, ou quase nada, o ensino superior. Entretanto, para que o professor seja capaz de trabalhar aspectos de desenvolvimento de habilidades e procedimentos na investigação científica com seus alunos, acredita-se que tais aspectos também devam ser abrangidos/aprendidos na graduação. E foi nesse ínterim que esse material didático foi organizado. O objetivo desse trabalho é propor, a partir de algumas práticas de Biologia Celular e Molecular, uma
  4. 4. 3 sequência didática de 30 horas-aula a serem desenvolvidas com graduandos em Licenciatura em Ciências Biológicas, oferecendo momentos que levem esses estudantes a refletirem especificamente sobre três habilidades e procedimentos da investigação científica: a observação, o registro e a inferência. E por que trabalhar esses três procedimentos? Classificam-se as habilidades e procedimentos da investigação científica em duas categorias: processos básicos e processos integrados (OSTLUND, 1995, PADILLA, 2011; REZBA et al, 1996). Os básicos são a observação, o registro, a inferência, a classificação, a mensuração e a predição. Os integrados são o uso de números, a construção de hipóteses, o controle de variáveis, a experimentação, a criação de definições operacionais, a elaboração e o uso de modelos, a interpretação dos dados e a comunicação de resultados. Acredita-se que o domínio dos processos básicos fornece a base para a aprendizagem dos processos integrados. Como a observação, o registro e a inferência são habilidades e procedimentos que estão no cerne do fazer científico, ou seja, são os procedimentos mais básicos da investigação científica, escolheu-se trabalhar nesse material didático esses três procedimentos.
  5. 5. 4 CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE OS TRÊS PROCEDIMENTOS A Observação A observação é indubitavelmente considerada o processo central na investigação científica. Conceitualmente, a observação é o ato ou a ação de verificar, examinar e assimilar uma informação Nas Ciências Naturais, as observações são essenciais na descrição dos fenômenos naturais, na construção de modelos científicos bem como na elaboração e teste de teorias. De acordo com filósofos e historiadores da Ciência (HANSON, 1958, KUHN, 1970, POPPER, 1974) e pesquisadores em Ensino de Ciências (EBERBACH; CROWLEY, 2009) algumas características específicas da observação científica são: - as observações dos fenômenos naturais não são cópias da realidade; - nosso equipamento cognitivo “filtra” o que é percebido pelos sentidos1; - é dependente dos conhecimentos prévios e também técnicos dos observadores. Nos processos de investigação científica, a observação se refere à associação de habilidades e coleta de dados utilizando os cinco sentidos e instrumentos que os potencializam (HAURY, 2002). Os cientistas também refinam seus dados oriundos de observação ao utilizarem processos do pensamento científico tais como a comparação, a categorização e a inferência. Além disso, tentam aplicar protocolos que minimizam vieses no momento da observação, apesar de sabermos que são influenciados principalmente por suas experiências e conhecimentos prévios (EBERBACH; CROWLEY, 2009, OGUZ-ÜNVER; YÜRÜMEZOGLU, 2009). Em uma investigação científica é necessário possuir conhecimentos específicos da área para se fazer uma observação acurada. Ensinar a observação dentro de uma área de conhecimento é, portanto, desafiador. Essa dificuldade se dá, principalmente, porque cientistas filtram suas 1 Não é objetivo desta proposta adentrar nos aspectos neurofisiológicos da percepção sensória. Para um texto de referência na área indicamos o livro de KANDEL, SCHWARTZ e JESSELL, 2000.
  6. 6. 5 observações de maneira diferente dos aprendizes. Para um especialista a observação tem o papel de parte de um processo de investigação enquanto que para observadores comuns geralmente a observação é uma atividade simples a partir da qual se fará toda a coleta de dados. Assim, para desenvolver essa habilidade é preciso articulá-la ao conhecimento apropriado, ferramentas corretas, realizar as perguntas certas para o que se quer observar, documentar o fenômeno e apoiá-lo sobre argumentações científicas. O Registro Complementarmente à observação está o registro da observação. Os registros de observações são formas de documentar o observado e de dar suporte às análises científicas (EBERBACH; CROWLEY, 2009). É uma forma de comunicação, que consiste em criar e usar a linguagem e símbolos para transmitir ideias, conceitos e pensamentos. Tal processo ainda possibilita preservar ideias que serão comunicadas futuramente. É por meio desse registro que futuros pesquisadores serão capazes de conhecer peculiaridades de determinadas descobertas e rotinas científicas. A História da Biologia é rica em exemplos (Mendel, Darwin, Hooke) da importância dos registros encontrados em diários pessoais e cadernos de campo dos pesquisadores (MAYR, 1982). Manter registros, descrevendo com precisão as observações, auxilia no ato de distinguir observações reais de ideias e especulações sobre o que foi observado, pois com o decorrer do tempo, caso não sejam registradas, essas observações podem se confundir com o que provavelmente se quer inferir. Desse modo, o registro é uma etapa importante na construção do conhecimento em ciências. A Inferência Inferências são conclusões ou hipóteses que explicam fenômenos ou fatos a partir de evidências. Historicamente, Aristóteles (384-322) foi o primeiro pensador
  7. 7. 6 ocidental a formalizar o estudo das inferências (1965). Para esse filósofo havia três tipos básicos de inferências: a dedutiva, a indutiva e a abdutiva. Entretanto, a maior parte do estudo de Aristóteles deteve-se em inferências dedutivas. Esse tipo de inferência parte de premissas verdadeiras e chega à uma conclusão verdadeira. O exemplo clássico é “todo homem é mortal”, “Sócrates é homem”, “logo, Sócrates é mortal.” Note-se, entretanto, que esse tipo de inferência não acrescenta nenhum conhecimento novo sobre o mundo ou sobre Sócrates. As inferências que as pesquisas científicas realizam são do tipo indutiva e abdutiva. As inferências indutivas partem de casos particulares observáveis na natureza (POPPER, 1974), alguns indivíduos, muitos indivíduos, mas raramente todos os indivíduos. Portanto de modo contrário às inferências dedutivas, as conclusões da pesquisa científica devem “ir além” daquilo que se pode observar, na busca pela generalização (MICHAEL, 2011). Por esse motivo é necessário que haja cuidado ao se fazer inferências indutivas pois, nem sempre, mesmo que a observação sobre um determinado fenômeno aconteça muitas, repetidas vezes, é possível concluir validademente, do ponto de vista lógico, uma conclusão geral a partir da observação de casos específicos e particulares 2. As inferências abdutivas também são indutivas e partem de casos particulares. Nelas está presente o processo criativo de construção de uma hipótese que seja capaz de explicar os fenômenos observados. Surge a partir de uma observação intrigante que é similar ou análoga a algo que já foi explicado por outras observações que fazem parte de um conhecimento previamente declarado, então “abduz-se, transfere-se” daquilo, na tentativa de explicar algo novo (LAWSON, 2009). Ou seja, ao examinar os fatos, elabora-se uma hipótese que os explique. Pesquisadores, por exemplo, elaboram hipóteses – partindo dos dados observacionais – para explicar fenômenos, escolhendo a hipótese mais plausível para aquele acontecimento de acordo com as evidências. A observação, o registro da observação e a inferência são processos intimamente conectados na investigação científica e nem sempre é possível estabelecer uma diferenciação precisa entre eles durante o processo (LAWSON, 2009). Alguns estudiosos da área sugerem que as diferenças entre tais habilidades e procedimentos 2 Esta problemática, denominada “problema da indução” foi tratada por David Hume (1711-1776) em seu An inquiry concerning human understanding (1977). O clássico de Hume é considerado um marco na teoria do conhecimento. Hume afirmava que nada na natureza nos garantia que as relações de causa e efeito se repetiriam sempre da mesma maneira.
  8. 8. 7 sejam explicitamente ensinadas. Isso requer, entretanto, que os professores sejam capazes de ajudar os alunos em atividades de metarreflexão, que os aprendizes sejam levados a interromper o fluxo de pensamento e refletir “estou realmente desenhando o que vejo?”, “isso é uma observação?”, “que inferências posso tirar daqui?”. Assim, ajudar estudantes a desenvolverem habilidades de observação, registro e inferência, enfatizando a importância de cada uma delas, pode auxiliá-los na compreensão e melhor entendimento de como os cientistas geram os conhecimentos sobre o mundo ao seu redor (HANUSCIN e ROGERS, 2008). Observação, registro e inferência no ensino de Biologia Celular e Molecular A escolha dessa área do conhecimento biológico para a elaboração da sequência didática deu-se por se tratar de um desafio educacional e por ser uma oportunidade de contribuir para uma melhor compreensão da temática celular pelos alunos. O ensino atual de Biologia Celular e Molecular é um imenso desafio, existindo um amplo distanciamento da rotina do pesquisador, sitiado em universidades e centros de pesquisas, com a do professor de Ensino Médio. Sem dúvida alguma, um paradoxo existe no ensino de área. A partir da década de 1980, deu-se um boom de técnicas em biologia molecular que, sistematicamente em evolução, contribuem de maneira crucial para a compreensão de questões citológicas fundamentais. Alguns dos resultados de pesquisas celulares são rapidamente inseridos nos livros didáticos de Ensino Médio, requerendo um profissional de ensino habilitado e atualizado para tratar o tema no ambiente escolar. Apesar desse galopante crescimento do conhecimento celular advindo da pesquisa, a literatura especializada em ensino (DÍAZ DE BUSTAMANTE; JIMÉNEZ ALEIXANDRE, 1996, FLORES et al, 2003, RODRÍGUEZ PALMERO, 2003, NIGRO et al, 2007) compartilha dados que ainda revelam a sistemática memorização e a falta de compreensão de conceitos celulares pelo alunos, acompanhadas de confusões relacionadas aos tamanhos de estruturas celulares. Como resultado, tem se um aprendiz inábil na apropriação do conteúdo celular, não havendo a formação de um cidadão que compreenda plenamente questões celulares relacionadas ao seu cotidiano.
  9. 9. 8 Não é difícil notar em currículos de ciências, e aí incluí-se a Biologia Celular e Molecular, conteúdos limitados ao ensino de vocábulos colocando a prática de memorização de nomes e conceitos como a principal estratégia para compreendê-los, com objetivos baseados em processos descontextualizados da realidade do educando. Devido a esse pensamento é que aulas em laboratórios, mesmo utilizando-se de técnicas e equipamentos próprios da experimentação, geralmente não vão além do aspecto da ilustração de uma teoria (BORGES, 2002). Uma educação voltada somente para memorização, conhecimento do produto científico, pode não atender às necessidades do aluno de contextualização da ciência, levando-os a transformar conceitos científicos em palavras sem qualquer significado (SANTOS, 2007). Portanto, é imperativa a mudança de postura no processo de ensino e aprendizagem de Biologia Celular e Molecular nas escolas brasileiras. Ao enfatizar a reflexão de habilidades e procedimentos do pensamento científico no transcorrer da efetivação de atividades didáticas nessa área do conhecimento biológico, talvez se possa, por meio da observação, do registro e da inferência, estimular a ocorrência de um processo de ensino e aprendizagem, pelo menos, menos enfadonho e menos abstrato. Cientes da complexidade inerente ao ensino de Biologia Celular e Molecular e atualizados com as atividades didáticas publicadas na última década, houve o resgate e a adaptação de uma série de protocolos de aulas práticas (MELLO; VIDAL, 1980; MESSAGE, et al, 1988) com imenso potencial para ainda proporcionar o alcance do objetivo maior deste trabalho: incentivar as reflexões e percepções de futuros professores acerca de algumas habilidades e alguns procedimentos da investigação científica no transcorrer de atividades didáticas citológicas.
  10. 10. 9 AS AULAS Professor, a seguir, encontram-se pormenorizadas as aulas dessa sequência didática que foi dividida em seis momentos, com cinco horas-aula cada um (momentos!). Isso ocorre, por ser comum que as aulas nas graduações sejam mais extensas, aproximando-se desse período de tempo (5h/a). Em cada uma delas, buscouse evidenciar os objetivos de cada aula bem como os procedimentos de observação, registro e inferência a partir das atividades propostas. Questionários, leituras de textos, visualizações de células ao microscópio de luz e o uso de jogo didático são algumas dos recursos educacionais utilizados ao longo das atividades propostas. na expectativa de que possam contribuir para o desenvolvimento das habilidades e procedimentos da investigação científica (observação, registro e inferência).. Entretanto, ressalta-se que, apesar dessa unidade de ensino ser uma proposta para desenvolvimento das habilidades e procedimentos de observação, registro e inferência a partir de atividades em Biologia Celular e Molecular para alunos de graduação, em especial, de licenciatura em Ciências Biológicas, não é restrita somente a esse grupo de estudantes. É possível utilizá-la com alunos de outros cursos de graduação que tenham a Biologia Celular e Molecular como disciplina no fluxo curricular. A sequência proposta também pode ser adaptada ao ensino médio. Boas aulas!!
  11. 11. 10 AULA 1 – INTRODUÇÃO À REFLEXÃO DA OBSERVAÇÃO E REGISTRO DA OBSERVAÇÃO Objetivos: - Refletir sobre o ensino de Biologia Celular e Molecular nos dias atuais; - Discutir sobre o processo de observação tanto no cotidiano quanto na ciência; - Compreender o caráter subjetivo da observação e a influência dos conhecimentos prévios sobre essa habilidade; - Perceber, de maneira geral, a importância dos registros da observação. Tempo estimado de duração da aula: 5h/a Procedimentos: Professor, para iniciar a aula, entregue a cada aluno um questionário com perguntas relacionadas ao aprendizado de Biologia Celular e Molecular e ao conhecimento acerca das Habilidades e Procedimentos da Investigação Científica. Peça aos alunos que respondam ao questionário e compartilhem, verbalmente, suas respostas com os demais colegas.
  12. 12. 11 Atividade 1: Questionário sobre os conhecimentos dos alunos acerca das habilidades e procedimentos da investigação científica e sua relevância no ensino aprendizagem de Biologia Celular e Molecular. Nome:________________________________________________________ Idade:_________ Ano de ingresso na universidade:_____________ a) Qual sua experiência com docência (aulas em instituição formal, aulas particulares de reforço?). Atua na educação básica (ensino fundamental, ensino médio)? Caso a resposta seja afirmativa, explicite a disciplina(s) e a série(s) que leciona. _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ b) Você estudou a disciplina de Biologia Celular e Molecular no ensino médio (e/ou na graduação)? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ c) Como eram as aulas? Você sentia facilidade ou dificuldade para aprender Biologia Celular e Molecular? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ d) O que você entende por observação, registro e inferência? Explique. _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ e) Você acredita que para aprender Biologia Celular e Molecular é necessário desenvolver, aprender ou aprimorar habilidades específicas? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________
  13. 13. 12 Nota para o professor: Após responder as questões, peça aos alunos que comentem suas respostas. Estimule-os a refletir acerca das três habilidades (observação, registro e inferência) a partir das respostas dadas nos itens b, c e d das questões. Lembre-se: essa atividade é muito importante, pois é o primeiro momento de reflexão dos alunos acerca das três habilidades e procedimentos. Provavelmente, suas respostas sobre observação, registro e inferência não serão satisfatórias. Contudo, não os corrija. Apenas instigue-os a explicar verbalmente suas conceituações. Permita, se possível, que todos os alunos expressem suas ideias. Ao fim dos comentários, finalize essa etapa de discussões esclarecendo aos alunos que as próximas atividades das aulas serão justamente para desenvolver as três habilidades: observação, registro e inferência. Atividade 2: Observação de dado com imagens de acontecimentos cotidianos. Professor, para esta atividade solicite aos alunos que disponham seus assentos formando um grande círculo na sala de aula. No centro do círculo, coloque um dado grande (feito de caixa de papelão, por exemplo) com imagens do cotidiano das pessoas em cada uma das faces laterais do dado. Peça aos alunos para que:  observem as imagens possíveis de serem visualizadas das faces dos dados, sem se movimentarem na cadeira.  registrem, em folha apropriada, as observações realizadas (como apresentado a seguir).
  14. 14. 13 Atividade 2: Folha para registro de observações das imagens de acontecimentos cotidianos. Observação de dado com imagens de acontecimentos cotidianos. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________  ____________________________________________________________________  ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________
  15. 15. 14  em seguida, peça aos alunos que descrevam verbalmente a imagem visualizada especificando as características, as formas e o que a imagem representou para cada um deles;  solicite aos estudantes que ouçam atentamente a descrição das imagens vistas por seus colegas, para que construam uma imagem mental do que está sendo descrito;  posteriormente, gire o dado, de maneira que as imagens antes não observadas por um grupo de alunos sejam agora visualizadas;  discuta as impressões que os estudantes obtiveram das imagens que até o momento não haviam sido observadas, contrastando com a figura construída mentalmente a partir das descrições dos colegas;  questione sobre a subjetividade e sobre a influência de conhecimentos prévios diante de uma observação. Nota para o professor: Essa atividade, tal como descrita, é satisfatória para um grupo de, no máximo, 15 alunos. Caso sua turma possua mais que essa quantidade de alunos, é sugerida a formação de grupos menores. Não se esqueça que, nesse caso, é necessário confeccionar o material didático (dado) para cada um dos grupos.
  16. 16. 15 Atividade 3: Observação de dado com imagens de células.  Para essa atividade, você vai utilizar outro dado, confeccionado da mesma maneira como na atividade anterior, entretanto, contendo em suas faces, imagens variadas de células;  Siga o mesmo procedimento da atividade anterior para visualização do dado (com folha própria para o registro);  No momento das verbalizações, instigue os estudantes a discutirem sobre a subjetividade e sobre a influência de conhecimentos prévios diante de uma observação científica. Nota para o professor: O principal objetivo dessa atividade é induzir os alunos a perceberem a influência da subjetividade e dos conhecimentos prévios na observação. Questione se as descrições das imagens realmente correspondem às figuras ou se seus conhecimentos não influenciaram no momento da observação e, consequentemente, no registro. Induza os estudantes a compararem a diferença da atividade de visualização DAS IMAGENS CELULARES com a atividade de visualização DAS IMAGENS RELACIONADAS AO COTIDIANO. As imagens do cotidiano podem ser visualizadas a olho nu, enquanto que as imagens celulares, geralmente, só podem ser visualizadas com o auxílio do microscópio. Debata sobre a influência do instrumental para a observação das células. Permita, ainda, que os estudantes reflitam sobre a importância dos registros para essa atividade e a maneira como foi realizado: se foi confeccionado para que eles não se esquecessem de características das imagens observadas ou se houve preocupação com os possíveis leitores desse registro.
  17. 17. 16 Atividade 3: Folha para registro de observações das imagens de células. Observação de dado com imagens de células. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________
  18. 18. 17 Atividade 4: Leitura do texto “Fundamental Skills in Science: observation” (Habilidades fundamentais na ciência: a observação) Esse texto serve como aporte teórico às discussões realizadas nas atividades anteriores sobre a observação. Solicite aos alunos que leiam o texto para discussão e reflexão (na AULA 2) acerca das ideias nele evidenciadas. Nota para o professor: Sugere-se que você, professor, faça uma tradução do texto e entregue-a aos alunos. Essa leitura pode ser realizada individualmente durante a aula. Contudo, professor, fica ao seu critério realizá-la em grupos ou também como uma atividade para casa. Aconselha-se não entregar o roteiro de leitura anteriormente a sua realização, pois isso pode induzir o estudante a procurar por respostas aos questionamentos contidos no roteiro e não refletir sobre as demais ideias do texto. O texto está disponível na internet e pode ser acessado através do site: http://www.ericdigests.org/2004-1/skills.htm. Referência completa: HAURY, David L. Fundamental Skills in Science: Observation. Educational Resources Information Center. Clearinghouse for Science Mathematics and Enviromental Education, Columbus, September, 2002.
  19. 19. 18 AULA 2: OBSERVAÇÃO E REGIS TRO NA BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR Objetivos: - Relembrar as reflexões feitas sobre os processos de observação e registro do encontro anterior, esclarecendo possíveis dúvidas; - Relembrar as partes do microscópio de luz; - Compreender a subjetividade da observação na Biologia Celular e Molecular compreendendo como é visualizada a célula a partir de um microscópio de luz; - Perceber a influência do microscópio (instrumento) na observação em Biologia Celular e Molecular; - Refletir sobre alguns aspectos que envolvem a observação e sobre a importância dos registros para a Biologia Celular e Molecular. Tempo estimado de duração da aula: 5h/a Procedimentos: Para iniciar, relembre com os alunos as atividades desenvolvidas na aula anterior. Recorde sobre a influência da subjetividade e dos conhecimentos prévios na observação e, consequentemente, no registro. Atividade 5: Discussão sobre o texto “Fundamental Skills in Science: observation” (Habilidades fundamentais na ciência: a observação) Para essa discussão, entregue o roteiro a seguir:
  20. 20. 19 Roteiro de discussão e reflexão acerca do conteúdo do texto “Habilidades fundamentais na ciência: a observação”. a) De acordo com o texto, registros de observações são realizados desde a antiguidade. Conforme De Duve, qual o papel da observação na ciência? b) Você concorda com a afirmação de Martin (1972) que, nem toda observação corresponde à realidade? A observação pode ou não ser influenciada por algum conhecimento? c) A observação de um objeto será a mesma se realizada por um indivíduo leigo e por um indivíduo especialista em relação a um mesmo objeto? d) De acordo com o texto, qual a importância de se enfatizar as habilidades e processos da investigação científica, como por exemplo, a observação nas aulas de ciências? E no estudo da Biologia Celular e Molecular? Nota para o professor: A partir desses questionamentos, instigue os alunos a relatarem suas percepções e reflexões em relação à habilidade de observar. Lembre aos alunos, novamente, sobre a influência da subjetividade e dos conhecimentos prévios na observação e no registro.
  21. 21. 20 Atividade 6: Relembrando a estrutura física do microscópio de luz Antes de realizar qualquer atividade de visualização ao microscópio de luz, sugere-se que os alunos relembrem a estrutura física e óptica desse equipamento. Portanto, disponha microscópios de luz para a turma e peça para que os alunos observem o instrumento e cite suas partes incluindo, se possível, suas respectivas funções. Professor, à medida que os alunos fizerem as citações aleatoriamente, escreva-as no quadro ordenando-as conforme explicitado a seguir: a) Sistema de suporte: canhão, revólver, braço, platina, base. b) Sistema de focalização: macrométrico e micrométrico. c) Sistema de ampliação: ocular e objetivas. d) Sistema de iluminação: condensador, lâmpada, diafragma. Nota para o professor: Aproveite essa atividade para relembrar o procedimento de focalização da imagem ao microscópio de luz. É importante lembrar que essa sequência didática foi desenvolvida para alunos que já possuem conhecimento básico em microscopia de luz. Professor, caso não seja essa a realidade da sua turma, planeje um tempo maior para ensinar como manusear o microscópio. Atividade 7: Formação da imagem ao microscópio de luz e implicações para o ensino e aprendizagem de Biologia Celular e Molecular Proponha uma atividade de visualização ao microscópio de luz para possibilitar o entendimento da influência do “instrumental” na observação e, consequentemente, no registro. Aproveite para instruir os alunos no momento em que forem focalizar a imagem, caso apresentem dificuldades durante esse procedimento.
  22. 22. 21 Observação da formação de imagem em microscópio de luz *Este protocolo foi elaborado para a realização com um grupo de 15 alunos, dispostos em grupos com 3 integrantes. Materiais e equipamentos:  5 microscópios;  5 conta-gotas;  5 lâminas;  5 lamínulas;  5 tesouras;  água;  pedaços de papel com impressões;  papel toalha. Procedimentos:  Recorte os pedaços de papel de modo a utilizar algumas “letrinhas” (a, g, f, h, r, t) e ponha-o no centro da lâmina limpa e seca.  Faça o registro da letra a olho nu.  Com o conta gotas, coloque uma gota de água sobre o recorte e, em seguida, cubra-a com a lamínula. Se a quantidade de água for excessiva, retire o excesso com um lenço de papel. Para isso, basta encostar o papel junto a um dos bordos da lamínula.  Leve a lâmina, na mesma posição em que fez seu registro a olho nu, para a platina do microscópio.  Compare a posição da letra observada a olho nu com a imagem observada ao microscópio e registre suas conclusões (desenhe e escreva sua visualização). REFERÊNCIA: MEDEIROS, MARÍLIA. Prática em microscopia. Universidade Federal de Santa Catarina, 1991.
  23. 23. 22 Nota para o professor: Durante a atividade, discuta com os alunos acerca da visualização ao microscópio de luz e a influência desse instrumento na observação. Reflita sobre o fato da visualização ficar invertida e ampliada. Relacione isso com a biologia celular: quais são as implicações dessa visualização? Pensando na maneira como se observam as imagens ao microscópio, como se observam as células? Uma possível resposta dos alunos a esses questionamentos, provavelmente, será que vemos as células maiores e invertidas. Discuta as impressões dos alunos diante das visualizações ao microscópio de luz, ouvindo-os e permitindo que mostrem seus desenhos (registros de observação). Aproveite o momento para, mais uma vez, refletir sobre a existência da subjetividade na observação. Para prosseguir, sugira atividades que possibilitem aos alunos maior familiarização com o microscópio de luz (como as atividades 8 e 9 a seguir). Atividade 8 – Visualização de tecido epitelial vegetal (cebola) Esta atividade foi baseada em um protocolo de aula prática do Centro de Estudos do Genoma Humano/Universidade de São Paulo. Caso queira utilizá-la na íntegra, acesse o site genoma.ib.usp.br. Acesse a opção “Materiais didáticos” que aparece do lado esquerdo da tela. Em seguida, escolha o item “Protocolos de Aulas Práticas” , a aula “Observação de células vegetais” e faça o download do material completo. Durante essa atividade os alunos realizam observação de células da epiderme de cebola e registram suas observações em forma de desenho para, posteriormente, compartilharem com a turma. O objetivo dessa atividade, além de possibilitar aos estudantes maior familiarização com o microscópio de luz, é permitir aos alunos perceberem a influência desse aparelho na observação.
  24. 24. 23 Observação de células de epiderme de cebola *Este protocolo foi elaborado para a realização com um grupo de 15 alunos, dispostos em grupos com 3 integrantes. Materiais e equipamentos:  1 cebola de cabeça grande;  5 microscópios;  5 lâminas;  5 lamínulas;  5 lâminas de barbear;  5 pinças;  5 vidros com solução de azul de metileno 5% (5g diluído em 100 ml de água destilada);  papel toalha. Procedimentos  Coloque na região central de uma lâmina, com o auxílio de um conta gotas, uma gota de azul de metileno  Recorte, com o auxílio de uma lâmina de barbear, um triângulo, com cerca de 1 centímetro de lado, na parte interna de um catáfilo de cebola.  Com a pinça de ponta fina, retire a epiderme inferior do pedaço cortado e coloque-o sobre a gota de azul de metileno.  Pingue, com o auxílio do frasco conta gotas, mais uma gota de azul de metileno sobre a epiderme da cebola e aguarde 2 minutos.  Cubra a preparação com a lamínula e retire as bolhas de ar pressionando levemente a lamínula com a pinça.  Coloque a lâmina com a preparação dentro de um pedaço de papel de filtro dobrado e pressione levemente para retirar o excesso de líquido.  Observe a lâmina ao microscópio (focalize usando a objetiva de 10x e, em seguida, com a de 40x, girando vagarosamente o micrométrico para obter o melhor foco).  Faça um desenho das células observadas.
  25. 25. 24 Nota para o professor: A facilidade para o manuseio do microscópio de luz depende da qualificação dos estudantes diante desse instrumento. Sua turma pode não apresentar familiarização com esse tipo de microscópio. Contudo, é comum que os alunos não explicitem suas dificuldades. Portanto, durante a realização da atividade, procure se aproximar dos grupos para verificar se seus alunos apresentam dificuldades, auxiliando-os quando for necessário. Questione, sempre que possível, os registros dos estudantes: se correspondem à observação, se são partes da observação e se é possível ser absolutamente fiel à observação (no momento em que os alunos se manifestarem acerca dessas indagações, relembre-os sobre a subjetividade como característica inerente à observação). Atividade 9 - Visualização de lâmina de tecido epitelial bucal Esta atividade tem o objetivo de possibilitar reflexões sobre a influência dos corantes na observação de tecidos celulares. Após a sua realização, discuta com os alunos a importância dessa técnica para a observação em microscopia de luz. O roteiro, a seguir, também foi baseado em um protocolo de aula prática do Centro de Estudos do Genoma Humano/Universidade de São Paulo. utilizá-la na íntegra, acesse o site genoma.ib.usp.br. didáticos” que aparece do lado esquerdo da tela. Caso queira Acesse a opção “Materiais Em seguida, escolha o item “Protocolos de Aulas Práticas” , a aula “Observação de células humanas” e faça o download do material completo.
  26. 26. 25 Atividade Prática com Células do Epitélio Bucal *Este protocolo foi elaborado para a realização com um grupo de 15 alunos, dispostos em grupos com 3 integrantes Materiais e equipamentos:  5 microscópios;  5 lâminas;  5 lamínulas;  5 palitos de picolé;  5 conta gotas;  solução de azul de metileno 5% (5g diluído em 100 ml de água destilada);  papel toalha. Procedimentos  Antes de iniciar a atividade, higienize as mãos com água e sabão e enxague a boca.  Raspe a parte interna da bochecha com palito de picolé.  Esfregue o palito de picolé levemente em uma lâmina e cubra com a lamínula.  Observe ao microscópio de luz e registre.  Em seguida, retire a lâmina do microscópio e pingue duas gotas de azul de metileno ao longo de um dos bordos da lamínula.  Coloque o papel toalha na borda da lamínula, oposta à borda na qual foi colocada o corante, para auxiliar a infiltração do corante entre a lâmina e lamínula.  Leve a lâmina ao microscópio, observe e registre. Nota para o professor:
  27. 27. 26 Questione sobre a diferença da observação antes e depois da inserção do corante. Estimule os estudantes a refletirem acerca da técnica de coloração para a importância da visualização de estruturas celulares. Nesse momento, chame a atenção para que percebam como os corantes são responsáveis por uma das características da observação: a subjetividade. Isso porque a técnica de coloração pode induzir o observador a “se esquecer” que as estruturas não apresentam aquela cor naturalmente, além de evidenciar somente algumas estruturas existentes nas células. Instigue-os a pensarem como foram as primeiras observações de células coradas ao microscópio de luz. Explicite, caso os próprios alunos não o façam, que a observação na Biologia Celular e Molecular depende também de conhecimentos técnicos (conhecimentos sobre como manipular o microscópio; como, quando, em que quantidade e tipo de corante é preciso utilizar durante uma preparação de lâmina de um tecido celular) e que, portanto, esses conhecimentos podem influenciar a observação e também os registros.
  28. 28. 27 AULA 3: COMPREENDENDO MELHOR A OBSERVAÇÃ O E O REGISTRO PARA INFERIR Objetivos: - Relembrar as reflexões feitas sobre a habilidade de observar e registrar; - Relembrar a influência do microscópio de luz na observação do espécimen e também no seu registro; - Estimular a percepção de que os registros podem indicar “deduções” do observador e não propriamente a observação; - Iniciar o processo de ensino do procedimento de inferência. Tempo estimado de duração da aula: 5h/a Procedimentos: Atividade 10 – Questionário sobre aprendizado pessoal acerca da Observação e Registro Para iniciar a aula, entregue o questionário a seguir. Peça aos alunos que registrem suas impressões desenvolvidas, até o momento, sobre a observação e o registro. Talvez seja necessário relembrar as atividades desenvolvidas nas duas aulas anteriores. Contudo, não seja explícito sobre características e agentes influenciadores das habilidades de observação e registro, de modo que não influencie nas respostas dos alunos. Ao término da atividade, peça aos alunos que compartilhem suas respostas e, estimule a discussão acerca das habilidades e procedimentos da investigação científica aprendidos até o momento.
  29. 29. 28 Questionário de aprendizado e reflexão sobre observação e registro 1 - O que você aprendeu sobre observação e registro nas últimas aulas? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 2 – As atividades desenvolvidas na última aula o fizeram refletir sobre os procedimentos de observação e registro que nunca havia pensando anteriormente? Em caso afirmativo, escreva explicitando sua ideia. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ Nota para o professor: A partir das respostas dos alunos no questionário, faça um feedback das aulas anteriores relembrando os fatores que influenciaram a observação e o registro nas atividades práticas de Biologia Celular e Molecular apresentadas: o uso e a manipulação do microscópio e o uso de corantes. Questione os alunos se, ao observarem uma
  30. 30. 29 imagem de célula em um livro didático tem consciência de que as cores da imagem, na maioria das vezes, não correspondem à realidade do espécimen biológico (da célula). Atividade 11 – Observação e registro de corte histológico de fígado Essa atividade tem por objetivo proporcionar, mais uma vez, reflexões sobre a influência do instrumento e da técnica na observação em Biologia Celular e Molecular. Para realizá-la, utilize lâminas permanentes de cortes histológicos de fígado (ou qualquer corte histológico permanente no qual se utilizou o procedimento de coloração) para observação em microscópio de luz. Relembre os estudantes que essa atividade também é influenciada por duas características da observação e, consequentemente, do registro: a subjetividade e os conhecimentos prévios. O roteiro a seguir foi elaborado para ser desenvolvido em duplas e pode ser aplicado com uma turma com, no máximo, 20 alunos.
  31. 31. 30 Roteiro da atividade de observação e registro de corte de fígado Materiais e equipamentos:  10 microscópios;  10 lâminas permanentes com corte histológico de fígado (ou qualquer corte histológico de tecido corado) Procedimentos:  Pegue uma lâmina de corte histológico de fígado (ou qualquer corte histológico de tecido corado) para visualizar.  Faça o procedimento de focalização da lâmina até alcançar a objetiva de 40x.  Explore bem a lâmina, tentando observar completamente o tecido.  Desenhe o que você está observando especificando as estruturas visualizadas (citoplasma, núcleo, nucléolo, etc)  Responda às questões: 1 - O que você pode observar a partir da visualização ao microscópio? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 2 - Quais são as estruturas celulares possíveis de observar? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 3 - Você conseguiu visualizar o núcleo celular? Descreva-o. _______________________________________________________________ _______________________________________________________________
  32. 32. 31 Nota para o professor: Ao longo das visualizações, analise os registros dos alunos e questione se correspondem às suas observações. Perceba que os estudantes, comumente, não fazem registros cuidadosamente e desenham células com o estereótipo “ovo frito”. Questione, a todo momento, os registros dos alunos. Caso os registros, de fato, não correspondam ao espécimen biológico visualizado, peça aos alunos para que observem novamente a lâmina ao microscópio para ver se a morfologia celular está bem representada no registro e se há estruturas que não foram evidenciadas no desenho. Indague-os, se necessário, sobre as razões que os fizeram não considerarem uma postura mais cuidadosa durante o registro. Explicite que essa postura é fundamental na ciência. Atividade 12 – Usando uma vela para realizar observação, registro e inferência Para iniciar as reflexões acerca do processo de inferência, proponha uma atividade na qual seja possível realizar os procedimentos de observação, registro e inferência. Contudo, foque as discussões na habilidade de inferir. A atividade foi elaborada para ser desenvolvida em grupo com 4 integrantes, e pode ser aplicada com uma turma de 20 alunos. O roteiro foi dividido em duas partes, conforme segue:
  33. 33. 32 Roteiro de atividade observação, registro e inferência (parte 1) Materiais e equipamentos:  4 velas  4 caixas de fósforos  4 placas de Petri Procedimentos:  Pegue uma vela inteira, uma caixa de fósforo e uma placa de Petri.  Acenda a vela e fixe-a na placa de Petri.  Observe a vela queimando.  Registre, abaixo, somente suas observações para posteriormente externá-las ao restante da turma. ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ____________________________________________________________
  34. 34. 33 Nota para o professor Divida o quadro em três partes e escreva em uma parte “OBSERVAÇÃO”, em outra “REGISTRO” e em outra “INFERÊNCIA”. Peça aos alunos que leiam seus registros. Provavelmente, suas anotações não se referem apenas às suas observações, mas também possuem inferências realizadas durante o ato de observar. Quando perceber isso, em alguma parte das descrições de cada grupo, escreva-a no local do quadro reservado para “REGISTRO” e questione com os alunos se realmente toda aquela descrição corresponde à observação realizada ou se há deduções inseridas naquele registro. O que for somente a observação, escreva no local do quadro reservado para “OBSERVAÇÃO”, e o que for dedução, escreva no local do quadro reservado para “INFERÊNCIA”. Faça isso com todos os grupos, e vá diferenciando no registro de cada um o que é observação e o que é inferência (lembre-se de fazer isso sempre questionando os estudantes se o que descreveram realmente foi observado). Explicite para os alunos que essas “deduções” a partir de evidências na observação são chamadas de inferências. Provavelmente os alunos terão resistência em diferenciar a observação e a inferência nessa atividade, e continuarão afirmando que viram o que deduziram. Cabe a você, professor, explicitar coerentemente os dois procedimentos. Explique que, mesmo que a dedução seja óbvia, não é uma observação.
  35. 35. 34 Roteiro de atividade observação, registro e inferência (parte 2) Materiais e equipamentos:  Vela quebrada ao meio, mas sem rompimento do fio do pavio, vela completamente cortada ao meio, vela usada, vela com seu corpo em parafina modelado por uma chapa quente. Procedimentos:  Pegue uma das velas fornecida pelo professor.  Observe a vela recebida.  A partir da observação, deduza o que aconteceu.  Registre suas deduções abaixo e posteriormente compartilhe com a turma. ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________
  36. 36. 35 Nota para o professor: No momento em que cada grupo estiver compartilhando seus registros acerca das inferências (“deduções”, conforme evidenciada na atividade), sobre o que pode ter ocorrido à vela recebida, questione quais foram as evidências que os levaram a fazer tais inferências. Mesmo que as inferências estejam coerentes, indague se não poderia haver outra inferência a partir do mesmo objeto. Tome, como exemplo, o grupo que recebeu a vela quebrada ao meio (se eles disserem que a vela foi quebrada): o que os levou a crer que a vela foi quebrada e não cortada? É possível concluir como a vela foi quebrada (alguém quebrou com as mãos, ela caiu no chão, etc)? Não se esqueça de deixar bem evidente o que é observação e o que é inferência nessa atividade para os alunos.
  37. 37. 36 AULA 4 – PRATICANDO A INFERÊNCIA Objetivos: - Refletir sobre o aprendizado da habilidade de inferir; - Relacionar inferência com observação e conhecimentos prévios; - Desenvolver a habilidade de fazer registros e inferências a partir da observação. Tempo estimado de duração da aula: 5h/a Procedimentos: Atividade 13 – Questionário sobre aprendizado acerca do processo de Inferência Ao iniciar a aula, utilize uma atividade para reflexão acerca do processo de inferência desenvolvido na aula anterior, conforme protocolo a seguir.
  38. 38. 37 Questionário sobre aprendizado acerca do processo de Inferência 1 - O que você aprendeu sobre inferência no último encontro? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 2 – As atividades da última aula – em laboratório – o levaram a pensar sobre o procedimento de inferência? Em caso afirmativo, escreva explicitando sua ideia. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 3 – Durante a atividade de observação da vela queimando, você teve o cuidado em registrar somente o que estava observando? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 4 – De que maneira a atividade utilizando as velas contribuíram para a sua compreensão do ato de inferir? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________
  39. 39. 38 Atividade 14 – Jogo Célula Adentro No intuito de aprofundar a reflexão sobre a inferência, sugira como atividade o jogo Célula Adentro desenvolvido pela Fiocruz (http://www.celulaadentro.com.br). De acordo com as explicações contidas no “Caderno do professor”: Célula adentro é um jogo de tabuleiro, investigativo, no qual os casos propostos abordam questões que envolvem a Biologia Celular e Molecular. O jogo permite que os alunos entendam, de forma lúdica, como os cientistas construíram alguns conceitos atuais fundamentais relacionados às células. O jogo se baseia na interpretação de Pistas que podem conter esquemas, figuras, experiências ou resultados com os quais a comunidade científica se deparou, além de informações atuais. Os jogadores agem como investigadores, fazendo anotações, discutindo e chegando as suas próprias conclusões para solucionar os Casos. (http://www.celulaadentro.com.br) Célula Adentro pode ser jogado de duas maneiras: – cada grupo de jogadores compete contra o relógio e, portanto, um determinado tempo é estabelecido para que se chegue à solução do caso; – os grupos de jogadores competem entre si e, portanto, aquele que solucionar o caso primeiro é o vencedor. Escolha uma dessas maneiras de jogar e divida a turma em grupos com, no máximo, 4 alunos, antes de iniciar o jogo. Distribua, para cada grupo, um jogo completo, com o caderno de instruções sobre o jogo e as regras da competição. Escolha um dos casos do jogo, e jogue com os alunos para esclarecer as dúvidas sobre a competição. Explique aos estudantes que ao encerrar o jogo, cada grupo compartilhará com a turma a resposta que formulou, explicando como chegaram até a solução e diferenciando as observações das inferências durante o jogo. Em todos as partidas do jogo, faça uma análise de cada caso com os alunos, mostrando o que são as observações, quais as possíveis inferências, quais as evidências que podem sustentar essas possíveis inferências e qual a importância dos registros para a solução de cada caso.
  40. 40. 39 Nota para o professor: É comum que os alunos percebam os jogos apenas como uma disputa, principalmente por seu caráter lúdico. Para os estudantes, o jogo é visto muito mais como uma diversão do que como um instrumento de aprendizagem. Portanto, não deixe de fazer uma análise conjunta com os alunos após cada partida do jogo, estimule-os a refletir sobre os procedimentos de observação, registro e inferência realizados em cada rodada. Instigue-os a perceber que tais habilidades e procedimentos são corriqueiros durante uma investigação científica.
  41. 41. 40 AULA 5 - PRATICANDO OBSERVAÇÃO, REGISTRO E INFERÊNCIA Objetivos: - Diferenciar observação de inferência a partir de situações diárias; - Refletir sobre o processo de inferência; - Inferir sobre a atividade metabólica celular a partir da observação da morfologia de células distintas. Tempo estimado de duração da aula: 5h/a Procedimentos: Atividade 15 – Diferenciação de observação e inferência a partir de imagens de situações diárias (atividade baseada no livro de Karen Ostlund: Science process skills: acessing hands-on student performance. New Jersey: Pearson Learning, 1995) Inicie a aula propondo uma atividade cuja finalidade é relembrar os processos de observação e inferência para diferenciá-los. Para elaborá-la, escolha imagens de situações cotidianas e peça para que os alunos, ao olharem cada imagem, escrevam o que observam e o que inferem a partir da imagem. Tome como exemplo para a atividade as imagens a seguir:
  42. 42. 41 Observação: uma criança segurando um limão____________________________________ Inferência: a criança arrancou o limão da árvore e está mostrando para alguém__________________ Observação: uma garrafa pet vazia e um pedaço de papel amassado sobre a grama______________ Inferência: alguém tomou o refrigerante, comeu um salgado e jogou a garrafa do refrigerante e o papel do salgado no chão___________________ Utilize para essa atividade 4 a 6 imagens para que os alunos, ao longo de sua realização, aprimorem suas concepções sobre a diferença entre observação e inferência. Nota para o professor: Ao término dessa atividade, é importante que os alunos leiam seus registros em voz alta para discussão com a turma sobre a diferença entre observação e inferência.
  43. 43. 42 Faça as correções, se houver necessidade, chamando a atenção dos alunos para as distinções entre esses dois procedimentos. Caso seja necessário, explicite o conceito de inferência para os estudantes. Atividade 16 – Refletir sobre o processo de inferência a partir da leitura e discussão dos textos “Observação e Inferência” e “Aprendendo a inferir” Para que os alunos compreendam melhor o procedimento de inferência, faça a leitura dos textos: - Observation versus inference, de Craig Leager; - Learning to observe and infer, de Deborah L. Hanuscin e Meredith A. P. Rogers. Os dois textos podem ser encontrados na revista Science and Children de 2008, volume 45*. São textos curtos de divulgação científica. Durante a leitura dos textos discuta com os alunos as diferenças entre observação e inferência. Faça relações dos exemplos dos textos com as imagens da atividade anterior. *Fonte completa dos textos: HANUSCIN, Deborah L.; ROGERS, Meredith A. P. Learning to observe and infer. Science and Children. V. 45 n. 6 p. 56-57, february, 2008. LEAGER, Craig. R. Observation versus inference. Science and Children. V. 45 n. 6 p. 48, february, 2008. Atividade 17 – Leitura do texto de revisão sobre Núcleo e Nucléolo Para que os alunos possam inferir sobre a atividade metabólica celular a partir da observação da morfologia de células distintas, é importante fazer uma revisão das características do núcleo. Utilize o texto a seguir para esse objetivo.
  44. 44. 43 Texto retirado do livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988. Referência completa: MESSAGE Dejair; BARROS, Everaldo G.; GRASSIOTTO, Irani Q.; SILVA, Marco A.P.; FERNANDES, Ricardo G.; NETO, José L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988, p.101-102. NÚCLEO E NUCLÉOLO Composição Química e Estrutura O núcleo é uma organela característica de células eucariotas, contendo, basicamente, DNA, RNA e proteínas. No DNA estão as informações necessárias para o controle do metabolismo e da diferenciação celular. O núcleo apresenta um envoltório, que separa o seu conteúdo (cromatina, nucléolo e nucleoplasma) do restante do citoplasma. Visto ao microscópio eletrônico, o envoltório nuclear é formado por duas membranas concêntricas. A membrana externa apresenta ribossomas aderidos à sua face citoplasmática e a membrana interna apresenta cromatina associada a sua face nuclear. Essa associação possibilita a visualização do contorno nuclear ao nível de microscopia óptica. O envoltório nuclear não é contínuo, apresenta complexo de poros que permitem a passagem de macromoléculas, como, por exemplo, as moléculas de RNA, que são sintetizadas no interior do núcleo e agem ao nível do citoplasma. A cromatina é constituída, basicamente, de DNA associado a proteínas histônicas. No núcleo interfásico a cromatina pode ser encontrada na forma descondensada (eucromatina) ou condensada (heterocromatina). Existem evidências de que há uma relação entre o grau de condensação da cromatina e sua atividade gênica. Células com uma alta taxa metabólica, ou seja, intensa síntese protéica, apresentam cromatina descondensada (frouxa) em função da atividade de transcrição, que resulta na formação de diferentes tipos de RNA. Por outro lado, células com baixa atividade metabólica apresentam cromatina mais condensada. Isso pode ser evidenciado ao nível de microscopia óptica, através da intensidade de coloração do núcleo. A heterocromatina pode ser constitutiva ou facultativa. A heterocromatina constitutiva apresenta-se permanentemente condensada em todas as células de um
  45. 45. 44 organismo. A heterocromatina facultativa aparece condensada somente em certos tipos de células ou em fases específicas do desenvolvimento. A cromatina sexual ou corpúsculo de Barr, encontrada em certas células de fêmeas de mamíferos, é um exemplo de heterocromatina facultativa, onde um dos cromossomos “X” apresenta-se heterocromático. Nos machos não se observa a presença de cromatina sexual, por apresentarem somente um cromossomo “X”. Os nucléolos são estruturas altamente basófilas, encontradas no interior do núcleo. Em alguns casos, os nucléolos não são vistos, por estarem mascarados pela presença de cromatina densa. O tamanho e quantidade de nucléolos variam entre os diferentes tipos celulares e de acordo com o estado funcional da célula. Geralmente, os nucléolos são mais evidentes e/ou numerosos, em células com alta atividade de síntese protéica, por serem o local de síntese de RNA ribossomal e organização inicial dos ribossomos. Possui também uma pequena quantidade de DNA, correspondente à região organizadora nucleolar, além de proteínas. O nucleoplasma corresponde a uma solução aquosa, de proteínas, íons, e metabólitos, na qual se encontram a cromatina e os nucléolos. Nesta solução existe uma rede, ou matriz, de elementos frouxamente interligados, que ajuda na organização e manutenção da forma do núcleo.  Número, tamanho, forma e posição dos núcleos nas células As células apresentam uma variabilidade muito grande, quanto ao número, tamanho, forma e posição de seus núcleos. O número e tamanho dos núcleos, geralmente, estão relacionados com a atividade metabólica da célula. Células que apresentam uma alta taxa de síntese protéica e células muito grandes podem ter mais de um núcleo e/ou núcleos maiores. A diferença de tamanho dos núcleos pode ser devida a duplicação do DNA e do conteúdo de histonas, em células que vão entrara em divisão. Nos hepatócitos, os diferentes tamanhos dos núcleos podem ser devidos a duplicações do DNA sem ocorrência da divisão celular (poliploidia). O aumento de tamanho também pode ser resultante de uma descondensação da cromatina, acompanhada de intensa síntese de RNA, como ocorre nos neurônios, ou durante o desenvolvimento dos ovócitos. Certos tipos celulares apresentam o núcleo altamente condensado, como por exemplo, a maioria dos leucócitos de mamíferos. Nestes casos, a atividade de síntese de RNA é muito reduzida ou inexistente. Outras células, altamente especializadas, como
  46. 46. 45 as hemácias (eritrócitos) de mamíferos são anucleadas, em um determinado estágio de maturação, quando na corrente sanguínea. Os núcleos dos diferentes tipos celulares, em geral, ocupam uma posição central. No entanto, em certos casos, o núcleo é deslocado do centro, em conseqüência do acúmulo de materiais no citoplasma. Por exemplo, em células secretoras de glicoproteínas como as células da tranqueia, os núcleos são basais; em fibras musculares esqueléticas, com grande quantidade de microfilamentos organizados, os numerosos núcleos ovóides são periféricos; em adipócitos, o acúmulo de gordura desloca o núcleo para a periferia.
  47. 47. 46 Peça aos alunos que preencham o esquema didático a seguir: ESQUEMA DIDÁTICO DA ULTRAESTRUTURA DE NÚCLEO DE CÉLULA EUCARIONTE Com o auxílio do esquema, identifique as partes constituintes da estrutura do núcleo. Esquema baseado em imagens de núcleo celular do artigo: The size-wise nucleus: nuclear volume control in eukaryotes. The Journal of Cell Biology. Vol. 179, No. 4, November 19, 2007, p. 583–584
  48. 48. 47 Atividade 22 – Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz O objetivo dessa atividade é instigar os alunos a inferirem a atividade metabólica celular a partir da observação da morfologia de diversas células ao microscópio de luz. Roteiro da atividade: Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz Materiais e equipamentos:  10 microscópios;  10 kits de lâminas com cortes histológicos de diversos tipos celulares (sugestões: corte de fígado, esfregaço de sangue, corte de língua de mamífero, corte de intestino delgado de mamífero). Procedimento 1:  Observe, ao microscópio de luz, a forma, o tamanho, a posição e o número de núcleos em diferentes tipos celulares.  Observe o(s) nucléolo(s), em diferentes tipos celulares.  Relacione o grau de condensação da cromatina com a atividade metabólica das células observadas.  Faça inferências sobre o grau de atividade metabólica celular das células visualizadas, baseando-se nas observações realizadas.  Faça seus registros no quadro comparativo dessa atividade seguindo as seguintes orientações conforme “Procedimento 2”. Roteiro retirado do livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988. Referência completa: MESSAGE Dejair; BARROS, Everaldo G.; GRASSIOTTO, Irani Q.; SILVA, Marco A.P.; FERNANDES, Ricardo G.; NETO, José L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988.
  49. 49. 48 Procedimento 2:  Observe, ao microscópio, as lâminas que se encontram descritas a seguir e, quando necessário, utilize o ATLAS HISTOLÓGICO, no final deste roteiro.  Para cada observação, utilizando a objetiva de 40x, preencha o QUADRO COMPARATIVO, conforme as características e informações solicitadas.  Preencha cada coluna do QUADRO COMPARATIVO, seguindo a padronização: * forma das células: alongada; irregular; arredondada; cúbica. * forma dos núcleos: arredondada; irregular; ovóide; multilobulado. * posição dos núcleos: central; basal; periférica. * número de núcleos por célula: 0; 0 a 1; 1 a 2; mais de 2. * número de nucléolos por núcleo: não observável; 1; 2; vários. * grau de condensação da cromatina: descondensada; pouco condensada; muito condensada. *inferência da atividade metabólica em relação à síntese de proteínas: alta; baixa. * observações que fundamentam a inferência da atividade metabólica: forma das células; forma dos núcleos; posição dos núcleos; número de núcleos por célula; número de nucléolos por núcleo; grau de condensação da cromatina.  Lâmina 1: FÍGADO, mamífero (cão). Coloração: tricrômico de Gomori. Visualizar: hepatócitos 1. Focalize o material com a objetiva de 4x. Você já observou esta lâmina em outra aula prática deste curso. Lembre que os hepatócitos, células epiteliais típicas do fígado, se organizam em cordões celulares entremeando vasos sanguíneos de diversos calibres. Com a objetiva de 10x, observe que esses cordões de hepatócitos estão separados por espaços claros e tortuosos, que correspondem aos capilares hepáticos (sinusóides). Roteiro retirado do livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988. Referência completa: MESSAGE Dejair; BARROS, Everaldo G.; GRASSIOTTO, Irani Q.; SILVA, Marco A.P.; FERNANDES, Ricardo G.; NETO, José L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988. .
  50. 50. 49 2. Localize, com a objetiva de 40x, alguns desses cordões hepáticos e observe as células que os constituem. Compare com a Figuras 1a e 1b do Atlas. Procure observar os limites entre um hepatócito e outro, o núcleo central em cada célula, com nucléolos bem evidentes. É uma característica do epitélio hepático a presença de células com núcleos de diferentes tamanhos ou de células binucleadas.  Lâmina 2: ESFREGAÇO DE SANGUE, mamífero (humano). Coloração: Giemsa. Visualizar: hemácias e leucócitos 1. Focalize a lâmina com a objetiva de 4x e escolha um campo de observação no qual as células sanguíneas estejam bem separadas. Com as objetivas de 10x e 40x será possível distinguir os dois tipos celulares: hemácias e leucócitos (ver Figura 2 no Atlas). Agora, focalize com a objetiva de 100x, com auxílio de óleo de imersão (peça ajuda para a professora e/ou monitoras). As hemácias (eritrócitos) são as células predominantes e não possuem núcleo, no caso de mamíferos. Note o formato de disco bicôncavo das hemácias. Você pode observar hemácias crenadas (formato que lembra sementes de mamona) decorrente da perda de água para o meio extracelular quando da preparação do lâmina histológica, deformando as células sanguíneas vermelhas. Os leucócitos (glóbulos brancos) estão em menor número se comparados às hemácias. Os leucócitos são células esféricas e apresentam núcleos fortemente corados e de formas variadas, dependendo do tipo de leucócito. Das Figuras 3a, 3b, 3c do Atlas, você encontra imagens dos leucócitos mais abundantes no sangue circulante: neutrófilo, linfócito, monócito. Importante: para retirar esta lâmina e passar para a próxima observação, peça ajuda para a professora e/ou monitoras em função do uso do óleo de imersão. Roteiro retirado do livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988.Referência completa: MESSAGE Dejair; BARROS, Everaldo G.; GRASSIOTTO, Irani Q.; SILVA, Marco A.P.; FERNANDES, Ricardo G.; NETO, José L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988.
  51. 51. 50  Lâmina 3: LÍNGUA, mamífero (boi). Coloração: hematoxilina e eosina (H.E.). Visualizar: fibras musculares estriadas esqueléticas. 1. Focalize a parte mais periférica do corte de língua, com a objetiva de 4x. Nessa região você encontrará camadas de células epiteliais que revestem a língua. Desloque seu campo visual para a região mais interna do órgão no qual você visualizará cortes longitudinal e transversal de feixes de fibras musculares estriadas esqueléticas. Olhe a Figuras 4a e 4b do Atlas que apresenta uma imagem similar (não igual) à da sua lâmina, com destaque para as fibras estriadas. Com a objetivas de 10x e de 40x, escolha um campo visual no qual será possível observar estas fibras musculares em cortes longitudinal e transversal. Identifique os núcleos que se localizam na periferia de cada fibra. Importante: cada fibra muscular estriada esquelética é um conjunto de células formado pela fusão de células denominadas de mioblastos.  Lâmina INTESTINO DELGADO, região do jejuno, mamífero. Coloração hematoxilina-eosina (H.E.). Visualizar: células absortivas e células caliciformes. 1. Focalize o corte histológico com a objetiva de 4x. Identifique as vilosidades intestinais com auxílio da Figuras 5a e 5b do Atlas. Coloque uma das vilosidade no centro do seu campo de observação e focalize com as objetivas 10x e 40x. Nessa vilosidade você encontra um epitélio de revestimento composto por células absortivas (enterócitos) e células caliciformes, localizadas ao redor de muito tecido conjuntivo frouxo. Centre seu campo de observação no epitélio de revestimento e note que cada célula caliciforme se destaca porque não apresenta coloração no citoplasma. As células caliciformes estão em menor quantidade, sendo vizinhas das células absortivas. Olhe a Figura 5b do Atlas e faça uma comparação entre os dois tipos celulares epiteliais, localizando os núcleos basais. Roteiro retirado do livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988.Referência completa: MESSAGE Dejair; BARROS, Everaldo G.; GRASSIOTTO, Irani Q.; SILVA, Marco A.P.; FERNANDES, Ricardo G.; NETO, José L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988.
  52. 52. 51 Nota para o professor: Esta aula prática pode ser realizada com outros cortes histológicos de tecidos animais, desde que os núcleos tenham aspectos contrastantes como maior compactação ou menor compactação da cromatina. Caso não tenha microscópio no laboratório de ensino, você pode realizar a atividade por meio do site educacional www.histologia.unb.br e realizar a atividade em um laboratório de informática.
  53. 53. QUADRO COMPARATIVO Material Tipo Células Fígado Características Forma das células Formas dos núcleos Posição dos núcleos Nº de núcleos por célula Nº de nucléolos por núcleo Grau de condensação da cromatina Habilidades e Procedimentos da Investigação Científica Inferência da Observações atividade que metabólica fundamentam em relação a a inferência síntese de da atividade proteínas metabólica Hepatócitos Hemácias Sangue de mamífero Leucócitos Língua Epitélio intestinal Fibras musculares estriadas Células de absorção Células caliciformes Roteiro baseado no livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988. Referência completa: MESSAGE D.; BARROS, E.G.; GRASSIOTTO, I.Q.; SILVA, M.A.P.; FERNANDES, R.G.; NETO, J.L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988.
  54. 54. ATLAS HISTOLÓGICO DA PRÁTICA: Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz (Fonte: www.histologia.unb.br) Figura 1a – FÍGADO, mamífero (cão). Coloração: tricrômico de Gomori Visão histológica geral do parênquima de fígado. As células epiteliais são as mais abundantes no parênquima hepático e organizam-se em cordões celulares: os cordões de hepatócitos. Observar que estes agrupamentos celulares convergem para espaços do parênquima: os vasos sanguíneos (setas). O tecido conjuntivo é pouco abundante. Figura 1b –FÍGADO, mamífero (cão ). Coloração: tricrômico de Gomori. Detalhe do parênquima hepático. Os hepatócitos são células epiteliais com múltiplas funções: secreção de bilirrubina, síntese de proteínas do plasma sanguíneo, armazenamento de glicogênio e secreção de ácidos biliares. Para esta última tarefa, a justaposição entre as células hepáticas forma canais de condução de bile conhecidos como canalículos vistos, na imagem, em cortes transversais e longitudinais (setas).
  55. 55. 54 ATLAS HISTOLÓGICO DA PRÁTICA: Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz (Fonte: ) Figura 2 - ESFREGAÇO DE SANGUE, mamífero (humano). Coloração: Giemsa. Esfregaço sangüíneo, visão geral. Na composição celular do sangue, é perceptível a diferença de quantidade entre as células, sendo os eritrócitos ou hemácias as mais abundantes. Nesta imagem, 8 (oito) leucócitos estão presentes (círculos pontilhados) acentuando a desproporção entre os glóbulos vermelhos e os brancos no sangue humano.
  56. 56. 55 ATLAS HISTOLÓGICO DA PRÁTICA: Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz (Fonte: www.histologia.unb.br) a a b c Figura 3 - ESFREGAÇO DE SANGUE, mamífero (humano). Coloração: Giemsa. Figura 3a – Dois neutrófilos circundados por hemácias. Observar o núcleo com lóbulos em cada um dos neutrófilos. Figura 3b – Monócito circundado por hemácias. O característico núcleo riniforme (em forma de rim) é evidente. Figura 3c – Linfócito no centro da imagem de esfregação de sangue. Observar o núcleo arredondado circundado com uma pequena porção do citoplasma.
  57. 57. 56 ATLAS HISTOLÓGICO DA PRÁTICA: Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz (Fonte: www.histologia.unb.br) a b Figura 4 - LÍNGUA, mamífero (boi). Coloração: hematoxilina e eosina (H.E.). Detalhes da musculatura estriada esquelética de uma língua bovina. Esse tecido é formado por grupos celulares cilíndricos, longos e multinucleados que apresentam estriações transversais evidentes nos cortes longitudinais, vistos na Figura 4a. As fibras musculares apresentam núcleos periféricos (setas). Note a presença de células satélites (setas brancas) que, sob estímulo, podem regenerar áreas lesionadas de fibras musculares. Na Figura 4b, observe que entre as fibras musculares existe delgado tecido conjuntivo frouxo conhecido como epimísio (E). Ao redor dos feixes musculares, existe mais tecido conjuntivo conhecido como perimísio (P) essencial para a ramificação de vasos sanguíneos e terminações de nervos.
  58. 58. 57 ATLAS HISTOLÓGICO DA PRÁTICA: Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz (Fonte: www.histologia.unb.br) a b Figura 5- INTESTINO DELGADO, região do jejuno, mamífero. Coloração hematoxilina-eosina (H.E.). Figura 5a - Intestino delgado, jejuno, visão geral. Um corte histológico longitudinal da parede intestinal revela como as vilosidades (V) estão dispostas em grupos, com um suporte de tecido conjuntivo denso da submucosa (S). As camadas de musculatura lisa (M) são desproporcionais, com a camada interna circular sendo mais espessa. Figura 5b - Intestino delgado, jejuno, vilosidade com vaso linfático. Característica importante no interior de cada vilosidade intestinal é a presença de um vaso linfático de fundo cego (L) circundado por tecido conjuntivo frouxo (C) e faixas de musculatura lisa (M). É pelo vaso linfático que ocorre o transporte dos triglicerídeos (gordura), absorvidos pelos enterócitos (E). A contração da musculatura lisa das vilosidades facilita o transporte dos triglicerídeos, pois os vasos linfáticos são formados apenas por epitélio de revestimento simples pavimentoso.
  59. 59. 58 Nota para o professor: A correção do QUADRO COMPARATIVO é muito importante para verificar as relações citológicas realizadas pelos alunos. Como a AULA 5 é extensa, a discussão do referido quadro pode ser realizada no início da AULA 6. Garanta, por meio da discussão do QUADRO COMPARATIVO, que as habilidades e procedimentos de observação, registro e inferência tenham se consolidado. Nucléolos são estruturas desconhecidas, na prática, pela maioria dos alunos! Atente para que realmente os observem durante as observações e para viabilizar os registros efetuados no QUADRO COMPARATIVO.
  60. 60. 59 AULA 6- REFLEXÕES FINAIS Objetivos: - Corrigir o QUADRO COMPARATIVO sobre inferência da atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz. - Refletir, de maneira geral, sobre a observação, registro e inferência no intuito de consolidar o processo de aprendizagem acerca dos procedimentos e habilidades. Tempo estimado de duração das aulas: 5h/a Procedimentos: Atividade 23 – Inferindo a atividade metabólica celular a partir da visualização de células em microscopia de luz Corrija o QUADRO COMPARATIVO com os alunos para garantir que as habilidades e procedimentos de observação, registro e inferência tenham se consolidado. Sempre que possível ouça atentamente seus alunos e responda as dúvidas. Use as questões a seguir como um roteiro para as possíveis correções.
  61. 61. 60 Roteiro para utilização durante a correção do QUADRO COMPARATIVO 1 – Ao considerar as células observadas, é correta a afirmação de que o formato dos núcleos acompanha sempre o formato das células? Justifique. 2 – Em que implica, para os hepatócitos, a presença de núcleos volumosos ou de dois núcleos por célula? 3 – Por que os núcleos das células caliciformes e das fibras estriadas esqueléticas apresentam-se deslocados do centro de cada célula? 4 – Que relação existe entre o grau de condensação da cromatina e a atividade metabólica das células? 5 – Ao tomar como exemplo a hemácia de mamífero, o que pode acarretar, para uma célula, a perda do seu núcleo? Roteiro retirado do livro “Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia)”, da Universidade Federal de Viçosa, 1988. Referência completa: MESSAGE D.; BARROS, E.G.; GRASSIOTTO, I.Q.; SILVA, M.A.P.; FERNANDES, R.G.; NETO, J.L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988. Atividade 24 – Relembrando os procedimentos da investigação científica Divida o quadro da sala de aula em cinco partes para que correspondam às cinco aulas anteriores. Instigue os alunos a relembrarem dos procedimentos aprendidos em cada uma das aulas. Coloque, em tópicos, as características de cada uma das habilidades e procedimentos aprendidos nas aulas. Atividade 25 – Relembrando os procedimentos da investigação científica Para finalizar a aula, distribua um questionário acerca dos conhecimentos desenvolvidos das habilidades e procedimentos da investigação científica, conforme segue:
  62. 62. 61 Questionário sobre as habilidades e procedimentos da investigação científica. 1. O que você aprendeu sobre observação nas nossas aulas? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2. Você acredita que refletir sobre a observação pode auxiliar no aprendizado de Biologia Celular e Molecular? Dê um exemplo, por favor. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 3. Como você vê a importância do registro no aprendizado de Biologia Celular e Molecular? Você poderia dar um exemplo? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4. Após as aulas, o que você entende agora por inferência? Em que momento das aulas isso aconteceu? Por favor, descreva esse processo fazendo relação com as aulas. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 5. Tente relembrar os momentos de todas as 6 aulas que tivemos e escreva quais foram as percepções que mais o (a) marcaram tendo em vista o que foi abordado (observação, registro e inferência) nessas aulas. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________
  63. 63. 62 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BORGES, Antônio T. Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física. Vol.19, n. 3, p.291-313, 2002. DEWEY, John. How we think. Buffalo, NY: Prometheus Books,1910. DÍAZ DE BUSTAMANTE, Joaquim; JIMÉNEZ ALEIXANDRE, Maria Pilar ¿Ves lo que dibujas? Observando células com el microscopio. Enseñanza de las ciencias, v. 14, n. 2, p. 183-194, 1996. EBERBACH, Catherine; CROWLEY, Kevin. From everyday to scientific observation: how children learn to observe the biologist’s world. Review of Education Research, v.79, nº 1, p. 39-68, março, 2009. FLORES, Fernando.; TOVAR, Maria Eugenia; GALLEGOS, Leticia. Representation of the cell and its processes in high school students: an integrated view. International Journal of Science Education, v. 25, n. 2, p. 269-286, 2003. HANUSCIN, Deborah L.; ROGERS, Meredith A. P. Learning to observe and infer. Science and Children. V. 45 n. 6 p. 56-57, february, 2008. HANSON, Norwood R. Patterns of discovery: an inquiry into the conceptual foundations of science. Cambridge: Cambridge University Press, 1958. HAURY, David L. Fundamental skills in science: observation. Educational Resources Information Center. Clearinghouse for Science Mathematics and Enviromental Education, Columbus, setembro, 2002. KRASILCHICK, Myriam. O professor e o currículo das ciências. São Paulo : EPU, 1987. KRASILCHIK, Myriam. Biologia -ensino prático. In: ANA MARIA A. CALDEIRA; ELAINE S. N. N. de ARAÚJO. Introdução à didática da Biologia. São Paulo: Escrituras, 2009, p. 249- 258. KUHN, Thomas. The structure of scientific revolutions. 2. ed. Chicago: University of Chicago Press, 1970. LAWSON, Anton. Basic inferences of scientific reasoning, argumentation, and discovery. Science & Education, Vol. 94, vol. 2, 336-364, 2009. MAYR, Ernst. The Growth of Biological Thought: Diversity, Evolution and Inheritance. Massachusetts: Harvard University Press, 1985. MELLO, M.L.S.M. ; VIDAL, B.de C. Práticas de Biologia Celular. Editora Edgard Blucher Ltda ; Fundação de Desenvolvimento da Unicamp. São Paulo, 1980.
  64. 64. 63 MESSAGE Dejair; BARROS, Everaldo G.; GRASSIOTTO, Irani Q.; SILVA, Marco A.P.; FERNANDES, Ricardo G.; NETO, José L. Práticas de Citologia (Morfologia e Fisiologia). Universidade Federal de Viçosa, 1988. MICHAEL, Robert S. Inquiry & Scientific Method. Disponível em <http://www.indiana.edu/~educy520/sec5982/week_1/inquiry_sci_method02.pdf> Acesso em 7 de janeiro de 2011. NIGRO, Rogério G. ; CAMPOS, Maria C.C. ; DESSEN, Eliana M.B. A célula vai até a escola. Genética na escola, v.2, n.2., p.4-10, 2007. OGUZ-ÜNVER, Ayse; YÜRÜMEZOGLU, Kemal. A teaching strategy for developing the power of observation in science education. Ondokuz Mayiz University Journal of Education, v. 28, p. 105-119, 2009. OSTLUND, Karen. Science process skills: Assessing hands-on student performance. New Jersey: Pearson Learning, 1995. PADILLA, Michael. The Science Process Skills. Research Matters – to the Science Teacher No. 9004. Disponível em: <http://www.narst.org/publications/research/skill.cfm>. Acesso em: 11 de novembro de 2011. POPPER, Karl. A Lógica da pesquisa científica. Tradução de Leônidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota. São Paulo: Cultrix, 1974. REZBA, Richard; SPRAGUE, Constance; FIEL, Ronald; FUNK, James; OKEY, James; JAUS, Harold. Learning and assessing science process skills. 3. ed. Dubuque: Kendall/Hunt Publishing Company, 1996. RODRÍGUEZ PALMERO, Maria Luz. La célula vista por el alumnado. How the students see the cell. Ciência & Educação, v. 9., n. 2, p. 229-246, 2003. SANTOS, Wildson. L.P. Educação científica na perspectiva de letramento como prática social: funções, princípios e desafios. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v.12, n.36, p. 474-491, setembro/dezembro, 2007. WATSON, Fiona L.; LOM, Barbara. More than a picture : helping undergraduates learn to communicate through scientific images. CBE-Life Sciences Education, v.7, p. 2735, Spring 2008.

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