RESIDÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
CARDIOPNEUMOLOGIA
INSTITUTO DO CORAÇÃO – INCOR
ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP -
EEUSP
Enf. R2 - Kátia
TUBERCULOSE PULMONAR
IDENTIFICAÇÃO
JJP, 39 anos, pardo, masculino, casado, 2 filhos, alfabetizado,
trabalhou na zona rural, atualmente trabalha na construtução
cívil, procedente de Santo Amaro e natural de Recife – PB.
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
JJP deu entrada no PSM no dia 09-09-14 com quadro de
dispnéia aos pequenos esforços, tosse seca, perda ponderal de
11kg em 5 meses(atual 40kg), hiporexia e fraqueza.
Realizado toracocentese diagnóstica com 40 ml de líquido
hemático em HTD.
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
Refere que estava em tratamento de TB pulmonar com
esquema RHZE no sexto mês
Recebeu alta hospitalar no dia 15-09
08-10 retornou no PSM com quadro de dispnéia em repouso,
associado a confusão mental e rebaixamento do nível de
consciência, com hipercapnia, acidose respiratória com
alcalose metabólica com instabilidade hemodinâmica
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
IOT e VM
Passado CVC VJD
Iniciado noradrenalina 0,53 mcg/kg/min e sedação
09-10 admitido na UTI
Colhido sorologias HIV, H1N1 e hepatite C – negativo
 BAAR – negativo
BIÓPSIA PULMONAR A CÉU ABERTO
15-10
Resultados
 Pleura espessada sem sinais de implante, com aderências
firmes entre pleura e pulmão.
 Realizada lise de aderências pleuro-pulmonares, com sinais
de sangramento difuso após a lise.
 Bx pleural - sem sinais de neoplasia ou granulomas
 Bx de pulmão - segmento de lobo inferior e superior, sem
intercorrências
 Pulmão com escape aéreo moderado difusamente.
 Dreno de tórax em HTE anterior e posterior
EVOLUÇÃO
24-10
Paciente em tentativa de desmame da VM, porém não tem
musculura pulmonar
Optado a passar cateter de pressão esofágica para estimar
valores e o trabalho respiratório
Condutas treinamento de musculatura respiratória com
diminuição de pressão de suporte entre 5 e 0 por 10 minutos
Associação de androlona para fortalecimento muscular
Medida da pressão esofágica consiste na utilização do sistema balão-cateter de
látex preenchido com ar e conectado a um transdutor de pressão
Para obter a curva de complacência do balão o cateter deve ser preenchido
com 0,5 mL de ar.
Posição final do balão terço inferior do
esôfago.
Testa-se a “oclusão” da via aérea e a
mensuração das duas pressões (Pva
e Pes)
FERNANDES, Cláudia Regina. A importancia da pressao pleural na Avaliação da Mecânica
Respiratória. Rev. Bras. Anestesiol. , Campinas, v. 56, n. 3, junho de 2006.
HIPÓSETES DIAGNÓSTICAS
 Pneumopatia intersticial a/e
 Choque séptico Resolvido - (Ceftazidima D0 10/10/14 -
18/10)
 IRA – Recebeu alta da Nefrologia
 PO (14/10) biópsia pulmonar a céu aberto (AP: granuloma de
corpo estranho + cristais de colesterol + bronquiolite leve sem
inflamação+ espessamento brônquico)
 Pneumotórax + fistula pulmonar
 Traqueobronquite - Ampicilina D0 02/11 + cefepime
31/10
 IRpA hipercapnica - fadiga muscular 03/11
 Tratamento para TB pulmonar há 1 mês com RIPE
(prévio - tto PNM em Pernambuco por 9m)
HIPÓSETES DIAGNÓSTICAS
 Pneumotórax + fistula pulmonar
 Traqueobronquite - Ampicilina D0 02/11 + cefepime
31/10
 IRpA hipercapnica - fadiga muscular 03/11
 Tratamento para TB pulmonar há 1 mês com RIPE
(prévio - tto PNM em Pernambuco por 9m)
HIPÓSETES DIAGNÓSTICAS
TUBERCULOSE PULMONAR
Agente etiológico
Mycobacterium tuberculosis
não esporulado e não encapsulado
sensível a luz e calor
 bactéria – aeróbica
TUBERCULOSE PULMONAR
Transmissão - VAS (aerossóis)
Apenas as partículas levitantes e ressecadas são capazes de infectar
 Tosse e expectoração de
mais 3 semanas
 Sudorese noturna
 Escarro - hemoptise
 Febre baixa (vespertina)
 Perda de peso
 Grupo de risco - Contactantes,
idosos, diabéticos e HIV+.
CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de
Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Implante
do bacilo
Reação
granulomatosa
TB Primária
- Deficiência da
imunidade
- Carga infectante
Cicatrização
Calcificação
Latência.
90%
10%
PATOGENIA DA TB PRIMÁRIA
VERONESI, Ricardo; FOCACCIA, Roberto - Tratado De Infectologia - 2 Volumes - 4ª
Edição, Editora Atheneu, 2010.
Implante
do bacilo
Foco
latente
Reação
granulomatosa
Reinfecção
exógena
Reativação
endógena
Doença Ativa
-Neoplasias
- Quimioterapia
- AIDS
PATOGENIA DA TB SECUNDÁRIA
CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de
Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
Miliar pós-
primária
(nódulos
grosseiros)
Liquefação
do cáseo e
formação
de cavidade
PATOGENIA DA TB SECUNDÁRIA
CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de
Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
PREVENÇÃO
Vacina da BCG nos primeiros dias
de vida
TESTE TUBERCULÍNICO - PPD
• Resposta é avaliada 72 a 96 horas após a aplicação
• Classificação é interpretada segundo o tamanho do nódulo
Resultados
0 – 4 mm: Não reator não infectados e anérgicos
5 – 9 mm: Reator fraco infectados por BK, atípicas, BCG
≥ 10 mm: Reator forte infectados e BCG recente
TRATAMENTO
CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de
Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
EXAME FÍSICO
14h- Consciente e orientado, Glasgow 11 TQT, sem déficits
focais aparentes com boa comunicação, calmo, colaborativo,
função motora preservada, caquético, hidratado, descorado
++/4+, afebril (T–36.1°C). Taquipneico (FR: 42 irpm) em uso de
BIPAP, Fi02 30%, SP02 94 %, intercalando com NBZ à 6 l/min.
Tórax simétrico com expansibilidade diminuída e uso de
musculatura acessória. AP: MV presente em ápices e terços
médios e abolidos em bases, sem RA, apresenta TQT com PQS,
de aspecto amarela clara e espesso e VAS com PQS de aspecto
claro e fluido. Mantém dreno de tórax em HTE anterior com
válvula de Heimlich aberta e inserção ocluída com curativo
convencional, limpo e seco.
Apresenta fadiga aos mínimos esforços. Taquicárdico (FC: 111
bpm), normotenso (PAM: 68 mmHg). ACV: BRNF 2 T, sem
sopro audível. Pulsos periféricos presentes, cheios e
simétricos; TEC <3 seg, panturrilhas livres e ausência de
edemas. Mantém APV em MSE, sanilizado e inserção sem sinais
flogisticos. Abdome escavado e flácido, RHA+, indolor à
palpação. Recebe dieta por SNE 150 mL de 3/3h, com aporte
calórico estimado de 1500 kcal/dia e AF 50 ml nos intervalos,
apresentou evacuação pastosa em grande quantidade. Micção
espontânea sem estímulo, em uso de uripen. Pele integra.
EVN=0
EXAME FÍSICO
RAIO X 08-10
RAIO X 22-10
RAIO X 05-10
TOMOGRAFIA 08-10
TOMOGRAFIA 28-10
TOMOGRAFIA 28-10
EXAMES LABORATORIAIS
Gasometria
Arterial
08-10-14 06-11-14
pH 7,1 7,34
PO2 138 119
PCO2 130 75,2
Sat 95,2 98,50%
BIC 38,7 39,6
BE 5,1 13,5
EXAMES LABORATORIAIS
Exames
Alterados
06-11
Hb 8,5 g/dL
Ht 28,0 %
creatina 0,26 mg/dL
uréia 41 mg/dL
PCR 123 mg/L
leucócitos 15 mil/mm³
PRESCRIÇÃO MÉDICA
Hipercalórica
Traqueobronqui
Deliruim
Sialorréia
Anabolizante
Prevenção TVP
DIAGNÓSTICOS -
NANDA
NIC/ ATIVIDADES
Padrão Respiratório Ineficaz –
caracterizado por alterações na
profundidade respiratória,
capacidade vital diminuída,
taquipneia e uso de musculatura
acessória relacionado à dano
músculo esquelético e fadiga da
musculatura respiratória.
Monitorização Respiratória
Controle Ácido-Básico: acidose respiratória
- Obter amostra laboratorial da gasometria
- Monitorar indícios de acidose respiratória crônica (uso de
músculos acessórios)
- Posionar paciente em posição de fowler ou semi fowler
- Manter via aerea desobstruída
- Monitorar padrão respiratório
- Monitorar a atividade respiratória (FR, FC, uso de
musculatura acessoria e diaforese)
- Oferecer suporte ventilatório mecânico, se necessário
- Oferecer uma dieta com baixo teor de carboidratos e alto
teor de gorduras (para reduzir a produção de C02)
- Monitorar estado neurológico
Troca de gases prejudicada –
caracterizado por alterações de
gases sanguíneos arteriais
anormais e hipercapnia
relacionados à desequilíbrio na
relação ventilação-perfusão.
Intolerância à atividade -
caracterizado por dispnéia e
desconforto aos esforços e relato
de fadiga e fraqueza, relacionado
ao desiquilibrio entre a oferta e
demanda de oxigênio
Controle de Energia
- Determinar as limitações físicas
- Monitorar, anotar e comunicar as alterações a resposta
cardiorespiratória (FR, taquicardias, arritmias cardíacas,
dispnéia e pressão arterial)
- Proceder à medida de saturação de 02, observando
DIAGNÓSTICOS -
NANDA
NIC/ ATIVIDADES
Comunicação Verbal
Prejudicada - caracterizado por
dificuldade para expressar
verbalmente os pensamentos
relacionado a barreiras físicas
(Traqueostomia)
Melhora da comunicação: déficit da fala
- Permitir que o paciente ouça a linguagem falada com a
frequência, conforme apropriado
- Usar palavras e frase curtas, conforme apropriado
- Colocar-se em pé em frente do paciente ao falar
- Solicitar o auxilio da familia para atender a fala do paciente,
conforme apropriado.
Risco de infecção
Relacionada à aumento da
exposição ambiental a
patógenos e procedimentos
invasivos.
Controle e Proteção de Infecção
-Monitorar sinais e sintomas sistêmicos e locais de infecção.
-Assegurar o manuseio asséptico de todas as linhas IV.
- Observar, anotar e comunicar presença de sinais flogísticos
-Oferecer material para realização de higiene das mãos.
- Orientar os visitantes para a lavagem das mãos ao entrarem
e saírem do quarto do paciente.
Ansiedade
Caracterizado por preocupação
relacionado à mudança no
estado de saúde
Redução da ansiedade
-Encorajar a verbalização de sentimentos, percepções e
medos.
- Usar uma abordagem calma e segura.
-Explicar todos os procedimentos, inclusive sensações que o
paciente possa ter durante o procedimento.
-Oferecer informações reais sobre diagnóstico e tratamento.
DESFECHO
Alta para a enfermaria da pneumologia, em uso de
BiPAP
Definidos cuidados paliativos proporcionados (não-
RCP, não retornar à UTI, não invadir)
Ações Implementadas na Prática Clínica
ou Atividades Prioritárias
Aspectos gerenciais e administrativos
 Implementação da SAE
 Assistência de enfermagem
 Acolhimento e orientações para paciente e família.
Participação das reuniões com a visita médica
Referências

Uti pneumo-katia (1)

  • 1.
    RESIDÊNCIA DE ENFERMAGEMEM CARDIOPNEUMOLOGIA INSTITUTO DO CORAÇÃO – INCOR ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP - EEUSP Enf. R2 - Kátia TUBERCULOSE PULMONAR
  • 2.
    IDENTIFICAÇÃO JJP, 39 anos,pardo, masculino, casado, 2 filhos, alfabetizado, trabalhou na zona rural, atualmente trabalha na construtução cívil, procedente de Santo Amaro e natural de Recife – PB. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL JJP deu entrada no PSM no dia 09-09-14 com quadro de dispnéia aos pequenos esforços, tosse seca, perda ponderal de 11kg em 5 meses(atual 40kg), hiporexia e fraqueza. Realizado toracocentese diagnóstica com 40 ml de líquido hemático em HTD.
  • 3.
    HISTÓRIA DA DOENÇAATUAL Refere que estava em tratamento de TB pulmonar com esquema RHZE no sexto mês Recebeu alta hospitalar no dia 15-09 08-10 retornou no PSM com quadro de dispnéia em repouso, associado a confusão mental e rebaixamento do nível de consciência, com hipercapnia, acidose respiratória com alcalose metabólica com instabilidade hemodinâmica
  • 4.
    HISTÓRIA DA DOENÇAATUAL IOT e VM Passado CVC VJD Iniciado noradrenalina 0,53 mcg/kg/min e sedação 09-10 admitido na UTI Colhido sorologias HIV, H1N1 e hepatite C – negativo  BAAR – negativo
  • 5.
    BIÓPSIA PULMONAR ACÉU ABERTO 15-10 Resultados  Pleura espessada sem sinais de implante, com aderências firmes entre pleura e pulmão.  Realizada lise de aderências pleuro-pulmonares, com sinais de sangramento difuso após a lise.  Bx pleural - sem sinais de neoplasia ou granulomas  Bx de pulmão - segmento de lobo inferior e superior, sem intercorrências  Pulmão com escape aéreo moderado difusamente.  Dreno de tórax em HTE anterior e posterior
  • 6.
    EVOLUÇÃO 24-10 Paciente em tentativade desmame da VM, porém não tem musculura pulmonar Optado a passar cateter de pressão esofágica para estimar valores e o trabalho respiratório Condutas treinamento de musculatura respiratória com diminuição de pressão de suporte entre 5 e 0 por 10 minutos Associação de androlona para fortalecimento muscular
  • 8.
    Medida da pressãoesofágica consiste na utilização do sistema balão-cateter de látex preenchido com ar e conectado a um transdutor de pressão Para obter a curva de complacência do balão o cateter deve ser preenchido com 0,5 mL de ar. Posição final do balão terço inferior do esôfago. Testa-se a “oclusão” da via aérea e a mensuração das duas pressões (Pva e Pes) FERNANDES, Cláudia Regina. A importancia da pressao pleural na Avaliação da Mecânica Respiratória. Rev. Bras. Anestesiol. , Campinas, v. 56, n. 3, junho de 2006.
  • 9.
    HIPÓSETES DIAGNÓSTICAS  Pneumopatiaintersticial a/e  Choque séptico Resolvido - (Ceftazidima D0 10/10/14 - 18/10)  IRA – Recebeu alta da Nefrologia  PO (14/10) biópsia pulmonar a céu aberto (AP: granuloma de corpo estranho + cristais de colesterol + bronquiolite leve sem inflamação+ espessamento brônquico)
  • 10.
     Pneumotórax +fistula pulmonar  Traqueobronquite - Ampicilina D0 02/11 + cefepime 31/10  IRpA hipercapnica - fadiga muscular 03/11  Tratamento para TB pulmonar há 1 mês com RIPE (prévio - tto PNM em Pernambuco por 9m) HIPÓSETES DIAGNÓSTICAS
  • 11.
     Pneumotórax +fistula pulmonar  Traqueobronquite - Ampicilina D0 02/11 + cefepime 31/10  IRpA hipercapnica - fadiga muscular 03/11  Tratamento para TB pulmonar há 1 mês com RIPE (prévio - tto PNM em Pernambuco por 9m) HIPÓSETES DIAGNÓSTICAS
  • 12.
    TUBERCULOSE PULMONAR Agente etiológico Mycobacteriumtuberculosis não esporulado e não encapsulado sensível a luz e calor  bactéria – aeróbica
  • 13.
    TUBERCULOSE PULMONAR Transmissão -VAS (aerossóis) Apenas as partículas levitantes e ressecadas são capazes de infectar
  • 14.
     Tosse eexpectoração de mais 3 semanas  Sudorese noturna  Escarro - hemoptise  Febre baixa (vespertina)  Perda de peso  Grupo de risco - Contactantes, idosos, diabéticos e HIV+. CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 . MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
  • 15.
    Implante do bacilo Reação granulomatosa TB Primária -Deficiência da imunidade - Carga infectante Cicatrização Calcificação Latência. 90% 10% PATOGENIA DA TB PRIMÁRIA VERONESI, Ricardo; FOCACCIA, Roberto - Tratado De Infectologia - 2 Volumes - 4ª Edição, Editora Atheneu, 2010.
  • 16.
    Implante do bacilo Foco latente Reação granulomatosa Reinfecção exógena Reativação endógena Doença Ativa -Neoplasias -Quimioterapia - AIDS PATOGENIA DA TB SECUNDÁRIA CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
  • 17.
    Miliar pós- primária (nódulos grosseiros) Liquefação do cáseoe formação de cavidade PATOGENIA DA TB SECUNDÁRIA CONDE, Marcus Barreto et al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
  • 18.
    PREVENÇÃO Vacina da BCGnos primeiros dias de vida
  • 19.
    TESTE TUBERCULÍNICO -PPD • Resposta é avaliada 72 a 96 horas após a aplicação • Classificação é interpretada segundo o tamanho do nódulo Resultados 0 – 4 mm: Não reator não infectados e anérgicos 5 – 9 mm: Reator fraco infectados por BK, atípicas, BCG ≥ 10 mm: Reator forte infectados e BCG recente
  • 20.
    TRATAMENTO CONDE, Marcus Barretoet al . III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 35, n. 10, Oct. 2009 .
  • 21.
    EXAME FÍSICO 14h- Conscientee orientado, Glasgow 11 TQT, sem déficits focais aparentes com boa comunicação, calmo, colaborativo, função motora preservada, caquético, hidratado, descorado ++/4+, afebril (T–36.1°C). Taquipneico (FR: 42 irpm) em uso de BIPAP, Fi02 30%, SP02 94 %, intercalando com NBZ à 6 l/min. Tórax simétrico com expansibilidade diminuída e uso de musculatura acessória. AP: MV presente em ápices e terços médios e abolidos em bases, sem RA, apresenta TQT com PQS, de aspecto amarela clara e espesso e VAS com PQS de aspecto claro e fluido. Mantém dreno de tórax em HTE anterior com válvula de Heimlich aberta e inserção ocluída com curativo convencional, limpo e seco.
  • 22.
    Apresenta fadiga aosmínimos esforços. Taquicárdico (FC: 111 bpm), normotenso (PAM: 68 mmHg). ACV: BRNF 2 T, sem sopro audível. Pulsos periféricos presentes, cheios e simétricos; TEC <3 seg, panturrilhas livres e ausência de edemas. Mantém APV em MSE, sanilizado e inserção sem sinais flogisticos. Abdome escavado e flácido, RHA+, indolor à palpação. Recebe dieta por SNE 150 mL de 3/3h, com aporte calórico estimado de 1500 kcal/dia e AF 50 ml nos intervalos, apresentou evacuação pastosa em grande quantidade. Micção espontânea sem estímulo, em uso de uripen. Pele integra. EVN=0 EXAME FÍSICO
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
    EXAMES LABORATORIAIS Gasometria Arterial 08-10-14 06-11-14 pH7,1 7,34 PO2 138 119 PCO2 130 75,2 Sat 95,2 98,50% BIC 38,7 39,6 BE 5,1 13,5
  • 30.
    EXAMES LABORATORIAIS Exames Alterados 06-11 Hb 8,5g/dL Ht 28,0 % creatina 0,26 mg/dL uréia 41 mg/dL PCR 123 mg/L leucócitos 15 mil/mm³
  • 31.
  • 32.
    DIAGNÓSTICOS - NANDA NIC/ ATIVIDADES PadrãoRespiratório Ineficaz – caracterizado por alterações na profundidade respiratória, capacidade vital diminuída, taquipneia e uso de musculatura acessória relacionado à dano músculo esquelético e fadiga da musculatura respiratória. Monitorização Respiratória Controle Ácido-Básico: acidose respiratória - Obter amostra laboratorial da gasometria - Monitorar indícios de acidose respiratória crônica (uso de músculos acessórios) - Posionar paciente em posição de fowler ou semi fowler - Manter via aerea desobstruída - Monitorar padrão respiratório - Monitorar a atividade respiratória (FR, FC, uso de musculatura acessoria e diaforese) - Oferecer suporte ventilatório mecânico, se necessário - Oferecer uma dieta com baixo teor de carboidratos e alto teor de gorduras (para reduzir a produção de C02) - Monitorar estado neurológico Troca de gases prejudicada – caracterizado por alterações de gases sanguíneos arteriais anormais e hipercapnia relacionados à desequilíbrio na relação ventilação-perfusão. Intolerância à atividade - caracterizado por dispnéia e desconforto aos esforços e relato de fadiga e fraqueza, relacionado ao desiquilibrio entre a oferta e demanda de oxigênio Controle de Energia - Determinar as limitações físicas - Monitorar, anotar e comunicar as alterações a resposta cardiorespiratória (FR, taquicardias, arritmias cardíacas, dispnéia e pressão arterial) - Proceder à medida de saturação de 02, observando
  • 33.
    DIAGNÓSTICOS - NANDA NIC/ ATIVIDADES ComunicaçãoVerbal Prejudicada - caracterizado por dificuldade para expressar verbalmente os pensamentos relacionado a barreiras físicas (Traqueostomia) Melhora da comunicação: déficit da fala - Permitir que o paciente ouça a linguagem falada com a frequência, conforme apropriado - Usar palavras e frase curtas, conforme apropriado - Colocar-se em pé em frente do paciente ao falar - Solicitar o auxilio da familia para atender a fala do paciente, conforme apropriado. Risco de infecção Relacionada à aumento da exposição ambiental a patógenos e procedimentos invasivos. Controle e Proteção de Infecção -Monitorar sinais e sintomas sistêmicos e locais de infecção. -Assegurar o manuseio asséptico de todas as linhas IV. - Observar, anotar e comunicar presença de sinais flogísticos -Oferecer material para realização de higiene das mãos. - Orientar os visitantes para a lavagem das mãos ao entrarem e saírem do quarto do paciente. Ansiedade Caracterizado por preocupação relacionado à mudança no estado de saúde Redução da ansiedade -Encorajar a verbalização de sentimentos, percepções e medos. - Usar uma abordagem calma e segura. -Explicar todos os procedimentos, inclusive sensações que o paciente possa ter durante o procedimento. -Oferecer informações reais sobre diagnóstico e tratamento.
  • 34.
    DESFECHO Alta para aenfermaria da pneumologia, em uso de BiPAP Definidos cuidados paliativos proporcionados (não- RCP, não retornar à UTI, não invadir)
  • 35.
    Ações Implementadas naPrática Clínica ou Atividades Prioritárias Aspectos gerenciais e administrativos  Implementação da SAE  Assistência de enfermagem  Acolhimento e orientações para paciente e família. Participação das reuniões com a visita médica
  • 36.