UFCD 5945 – Empreendedorismo
Percurso de Empreendedorismo
Jovem-VA JOVEM - 2022
Formador: Marcus Martins
1
Gestão de Stocks
2
Bens e serviços necessários:
 Mercadorias (stocks)
 Matérias-primas e subsidiárias
(stocks)
 Material de embalagem e expedição
 Artigos de limpeza
 Equipamentos
 Assistência técnica
3
Definição:
 Stock : Todo o bem que se
encontra armazenado com vista a
uma utilização futura (consumo).
4
Classificação dos Stocks
Stock normal: agrupa todos
os artigos consumidos de
modo mais ou menos regular.
Divide-se em stock ativo e
stock de reserva.
5
Classificação dos Stocks
Stock ativo: artigos que no
armazém ocupam espaço de
arrumação de onde são
retirados para satisfação
imediata das necessidades
correntes dos utilizadores.
6
Classificação dos Stocks
Stock de reserva:
constitui as existências do
stock normal que não têm
espaço no local destinado
ao stock ativo.
7
Classificação dos Stocks
 Stock de segurança ou proteção: parte do
stock global destina-se a prevenir rupturas de
material provenientes de eventuais excessos
de consumos em relação aos previstos, de
aumentos de prazos de entrega em relação
aos que tinham sido acordados, de rejeições
de material na sua recepção, de faltas de
material por deterioração, roubos, etc.
8
Classificação dos Stocks
 Stock afetado: parte do stock global que se
encontra destinado a fins específicos.
 Stock global: toda a existência física de
determinado artigo num dado momento, que
é igual à soma dos stocks normal, de
segurança e afetado.
S. Global: s. normal+ s. segurança+ s. afetado
9
Classificação dos Stocks
 Stock máximo: valor máximo atingido pelo
stock normal num determinado período de
tempo;
 Stock mínimo: valor mínimo atingido pelo
stock normal num determinado período de
tempo;
 Stock médio: valor médio das existências
em determinado período de tempo;
10
Classificação dos Stocks
 Stock em trânsito: aquele que estando
encomendado ainda não foi recepcionado;
 Stock de recuperados: constituído por
artigos que foram devolvidos ao armazém,
por não se encontrarem em boas condições
de utilização e, entretanto, tornados aptos
para aquela utilização.
11
Qual é o objetivo dos stocks?
 Anular ou minimizar as variações
imprevisíveis:
 -da procura;
 -do consumo de materiais;
 -dos prazos de entrega;
 -da qualidade dos materiais recebidos.
12
Qual é o objectivo dos stocks?
 Conseguir uma certa autonomia
entre a produção, as vendas e as
compras, não fazendo reflectir na
produção, e consequentemente
nas vendas, as variações
sazonais.
13
Qual é o objectivo dos stocks?
Permitir a compra a custos
mais favoráveis e,
consequentemente, a
produção de bens a custos
inferiores.
14
Gestão de Stocks
 Gestão Material;
 Gestão Administrativa;
 Gestão Económica.
15
Gestão Material de Stocks:
Evitar a deterioração dos
materiais e dos produtos
armazenados;
Facilitar a correcta
identificação de cada material
ou produto;
16
Gestão Material de Stocks:
Racionalizar as
movimentações dentro dos
armazéns, tanto nas
operações de recepção
como de fornecimento aos
serviços requisitantes.
17
Gestão Material de Stocks:
Promover o oportuno
e correcto
fornecimento dos bens
requisitados
18
Gestão Material de Stocks:
 Facilitar a recepção, conferência,
arrumação e expedição dos bens;
 Dispor as quantidades
armazenadas no mínimo espaço,
devidamente referenciado, com
fácil acesso e permitindo,
economicamente, as convenientes
movimentações; 19
Gestão Material de Stocks:
Proteger os bens de roubo;
Racionalizar as tarefas dos
trabalhadores que operam
nos armazéns e minimizar a
probabilidade de acidentes.
20
Gestão Material de Stocks:
Para cumprir eficazmente as tarefas anteriormente
enunciadas são necessários:
 Armazéns apropriados;
 Equipamentos para arrumação dos
materiais;
 Pessoal competente. 21
Gestão Material de Stocks:
Relativamente aos armazéns tem de se
considerar que:
Devem encontrar-se instalados
o mais próximo possível dos
utilizadores dos bens, com o
objectivo de minimizar custos
de transporte;
22
Gestão Material de Stocks:
A sua dimensão e configuração
deve ser devidamente
estudada, tendo em atenção a
natureza dos bens a
armazenar, as quantidades, as
condições de armazenamento
- layout 23
Gestão Administrativa de
Stocks:
 Fazer o correcto e oportuno
registo de qualquer
movimentação de materiais nos
armazéns;
 Controlar as quantidades
existentes, em cada momento,
dos produtos em armazém;
24
Gestão Administrativa de
Stocks:
Conhecer as quantidades de
materiais ainda em armazém
mas já comprometidas;
Previsionar as entradas de
novos materiais e produtos,
ventiladas em quantidades e
datas previstas. 25
Gestão Administrativa de
Stocks:
 Planear a entrega das
encomendas aos clientes;
 Manter actualizada as previsões
de recepção de encomendas dos
fornecedores;
 Analisar desvios entre as
quantidades existentes e as que
deveriam existir.
26
Gestão Administrativa de
Stocks:
As tarefas descritas realizam-
se através do
preenchimento de:
Guias de Entrada;
Guias de Saída;
Fichas de Armazém. 27
Gestão Económica de Stocks:
Controlar o montante
financeiro mobilizado em
stocks;
Controlar o custo de posse em
armazém;
Controlar os stocks obsoletos;
28
Gestão Económica de Stocks:
Controlar a ruptura de
stocks.
Racionalizar o
aprovisionamento com o fim
de minimizar o custo do
produto à saída do 29
Gestão Económica de Stocks:
Baseia-se em:
Previsões de consumo em
cada período;
Prazos de aprovisionamento;
Variações de preços por níveis
de encomenda;
30
Gestão Económica de Stocks:
 Custos de efetivação das
encomendas; ex custos de
transporte;
 Custos de armazenagem;
 Custos provocados por rupturas
de stocks.
31
Gestão Económica de Stocks:
Com o fim de vigiar o nível de
stocks e determinar o
momento ótimo da sua
renovação, as empresas
utilizam os seguintes
instrumentos:
32
Gestão Económica de Stocks:
Lote económico de
compra;
Ponto de encomenda;
Stock de segurança.
33
Lote Económico de Compra
É a quantidade a adquirir
por encomenda, que
minimiza o custo total de
cada unidade armazenada.
34
Lote Económico de Compra
O lote económico de
compra, é aquele onde o
custo total da
encomenda é inferior, de
acordo com a seguinte
expressão: 35
Lote Económico de Compra
 A quantidade económica de Encomenda
(Qe) ou Lote Económico obtém-se pela
expressão:
Le = 2 x A x N
R x p
36
Lote Económico de Compra
37
Le – n.º de unidades de cada
encomenda (Lote Económico)
A – Custo de efectivação de cada
encomenda (Transporte+Gastos
Admin.) ;
N- N.º total de unidades
encomendadas por ano;
p – preço de cada unidade;
R – Percentagem do valor médio
investido em stocks (Custo de
Posse)
Custo Total de
Aprovisionamento
CTA = N x p+A x N + R x Q x p
Q 2
CT – Custo Total da Encomenda ou Custo Total de Aprovisionamento
N- N.º total de unidades encomendadas por ano;
p – preço de cada unidade;
A – Custo de efectivação de cada encomenda (Transporte+Gastos Admin.)
Q – n.º de unidades de cada encomenda;
R – Percentagem do valor médio investido em stocks (Custo de Posse)
38
Ponto de Encomenda
Para se calcular o ponto de
encomenda é necessário
conhecer:
 Lote económico de compra;
 Previsão de consumo;
 Prazo de aprovisionamento
previsto. 39
Ponto de Encomenda
 Exemplo:
Supondo que:
Lote económico de compra: 6000 unidades;
Previsão consumo mensal: 4000 unidades;
Prazo de Aprovisionamento Previsto: 15 dias
40
Ponto de Encomenda
 Graficamente:
pe pe pe
6000
5000
4000
3000
2000
1000
1 3
2 4 5
Qt. em
Stock
meses
A A A
Neste caso, o ponto de encomenda corresponde a 2000 unidades,
isto é, deve fazer-se nova encomenda quando o stock atingir este
valor.
A – Prazo de aprovisionamento
41
Stock de Segurança
 O stock de segurança tem como objectivo
minimizar a probabilidade de ruptura do
stock.
As rupturas acontecem quando:
 Os consumos reais são superiores ao
previsto;
 Os prazos de aprovisionamento são mais
dilatados que o previsto.
42
Previsão de Vendas
 A Previsão das vendas pode ser feita de 2
formas:
 Análise documental;
 Métodos Matemáticos.
43
Previsão de Vendas – Análise
Documental
 Registo de Encomendas;
 Registo de Facturas;
 Conta-Corrente de Clientes;
 Relatórios dos Vendedores;
 Publicações de associações industriais,
comerciais e patronais, ou organismos
públicos.
44
Previsão de Vendas -
Métodos Matemáticos
 Extrapolação: os acontecimentos irão
ocorrer de acordo com a evolução dos
últimos períodos;
 Covariação: Consiste em prever a
evolução de um acontecimento com base
na de um outro que lhe é complementar;
45
Previsão de Vendas -
Métodos Matemáticos
 Método dos Somatórios
Consiste em dividir os clientes em 3 grupos:
A- clientes que efectuem grandes compras
(60% a 70% das vendas)
B- clientes que efectuem compras médias
(25% a 35% das vendas)
C- clientes que efectuem pequenas compras
(5% a 10% das vendas)
46
Método dos Somatórios
 Procede-se a uma consulta a todos os
clientes do grupo A, e a 10% do
grupo B, escolhidos aleatoriamente;
 Somam-se os valores obtidos do
grupo A, a 10 vezes o obtido no
grupo B;
47
Método dos Somatórios
 Para estimar a parcela relativa ao
grupo C, iremos subtrair ao valor
já apurado dos grupos A mais B,
a expressão que resulta desse
valor vezes 100 a dividir pela
percentagem de vendas
acumulada dos grupos A e B.
48
Exercício de aplicação
Uma empresa tem 800 clientes.
 20 clientes somam 65% das vendas;
 300 clientes somam 25% das vendas;
 480 clientes somam 10% das vendas.
Depois de se fazer uma consulta, apurou-se que:
 Grupo A : 139000 unidades
 Grupo B : 5000 unidades
Qual seria a previsão de vendas, face ao exposto?
49
Classificação de Stocks:
Método ABC
 A curva ABC é um importante
instrumento para se examinar stocks,
permitindo a identificação daqueles
itens que justificam atenção e
tratamento adequados quanto à sua
administração.
50
Classificação de Stocks:
Método ABC
 Consiste na verificação, em certo
espaço de tempo (normalmente 6
meses ou 1 ano), do consumo em
valor monetário, ou quantidade dos
itens de stock, para que eles possam
ser classificados em ordem
decrescente de importância.
51
Classificação de Stocks:
Método ABC
 Aos itens mais importantes de todos,
segundo a óptica do valor, ou da
quantidade, dá-se a denominação de
itens da classe A, aos intermediários,
itens da classe B, e aos menos
importantes, itens da classe C.
52
Classificação de Stocks:
Método ABC
 A experiência demonstra que poucos
itens, cerca de 20% do total, são da
classe A, enquanto uma grande
quantidade, em torno de 50%, é da
classe C e 30% a 40%, são da classe
B.
53
Classificação de Stocks:
Método ABC
 A curva ABC é muito usada para
a administração de stocks, para a
definição de políticas de vendas,
para estabelecimento de
prioridades, para a programação
da produção, etc.
54
Classificação de Stocks:
Método ABC
Obtém-se a curva ABC
através da ordenação dos
itens que serão analisados,
conforme sua importância
relativa no grupo.
55
Classificação de Stocks:
Método ABC
1ª Etapa:
- relaciona-se todos os itens
que foram consumidos em
determinado período (1);
56
Classificação de Stocks:
Método ABC
- para cada item regista-se o preço
unitário (2) e o consumo (3) no
período considerado (se a análise
fosse sobre vendas, ou sobre
transporte, ao invés de consumo
seria usada a quantidade vendida,
ou a quantidade transportada,
etc.); 57
Classificação de Stocks:
Método ABC
- para cada item calcula-se o valor do
consumo (4), que é igual ao preço
unitário x consumo;
- regista-se a classificação (5) do valor
do consumo (1 para o maior valor, 2
para o segundo maior valor, e assim
por diante). 58
Exemplo, considerando um controle
de stock, composto de dez itens:
Material(1)
Preço
Unitário(2) Consumo(3)
Valor do
Consumo(4) Classificação(5)
Mat1 1,21 123 148,83 4
Mat2 11,9 15 178,5 3
Mat3 3,64 89 323,96 2
Mat4 5,98 12 71,76 7
Mat5 11,2 75 840 1
Mat6 11,98 6 71,88 6
Mat7 1,60 22 35,2 9
Mat8 0,38 84 31,92 10
Mat9 5,12 19 97,28 5
Mat10 21,6 3 64,8 8
59
Classificação de Stocks:
Método ABC
 2ª Etapa
- ordena-se os itens de acordo com a
classificação (5);
- para cada item, lança-se o valor de
consumo acumulado (6), que é igual ao seu
valor de consumo somado ao valor de
consumo acumulado da linha anterior;
60
Classificação de Stocks:
Método ABC
- para cada item, calcula-se a percentagem
sobre o valor total acumulado (7), que é igual
ao seu valor de consumo acumulado dividido
pelo valor de consumo acumulado do último
item.
61
Classificação de Stocks:
Método ABC
Material(1)
Valor do
Consumo(4)
Valor do
Consumo
acumulado (6)
% sobre valor
total
acumulado(7)
Classificação
ordenada(5)
Mat5 840,00 840,00 45,06 1
Mat3 323,96 1.163,96 62,44 2
Mat2 178,50 1.342,46 72,02 3
Mat1 148,83 1.491,29 80,00 4
Mat9 97,28 1.588,57 85,22 5
Mat6 71,88 1.660,45 89,07 6
Mat4 71,76 1.732,21 92,92 7
Mat10 64,80 1.797,01 96,40 8
Mat7 35,20 1.832,21 98,29 9
Mat8 31,92 1.864,13 100,00 10
62
Classificação de Stocks:
Método ABC
 Para a definição das classes A, B e C,
adoptando-se o critério de que A = 20%; B =
30% e C = 50% dos itens.
 Sendo assim, no exemplo de 10 itens, 20%
são os dois primeiros itens, 30% os três itens
seguintes e 50% os cinco últimos itens,
resultando, assim, os seguintes valores:
63
Classificação de Stocks:
Método ABC
- classe A (2 primeiros itens) = 62,44%;
- classe B (3 itens seguintes) = (85,22% -
62,44%) = 22,78%;
- classe C (5 itens restantes) = (100% -
85,22%) = 14,78%;
64
Classificação de Stocks:
Método ABC
Para o exemplo acima, se quiséssemos
controlar, digamos, 80% do valor do stock,
teríamos que controlar apenas os quatro
primeiros itens (já que eles representam
80,00%).
65
Classificação de Stocks:
Método ABC
O stock (ou as compras, ou o transporte, etc.)
dos itens da classe A, tendo em vista seu
valor, devem ser mais rigorosamente
controlados, e também devem ter stock de
segurança mais pequenos. O stock e a
encomenda dos itens de classe C devem ter
controles simples, podendo até ter stock de
segurança maiores. Já os itens da classe B
deverão estar em situação intermediária.
66

UFCD 5945 Gestão de Stocks.ppt

  • 1.
    UFCD 5945 –Empreendedorismo Percurso de Empreendedorismo Jovem-VA JOVEM - 2022 Formador: Marcus Martins 1
  • 2.
  • 3.
    Bens e serviçosnecessários:  Mercadorias (stocks)  Matérias-primas e subsidiárias (stocks)  Material de embalagem e expedição  Artigos de limpeza  Equipamentos  Assistência técnica 3
  • 4.
    Definição:  Stock :Todo o bem que se encontra armazenado com vista a uma utilização futura (consumo). 4
  • 5.
    Classificação dos Stocks Stocknormal: agrupa todos os artigos consumidos de modo mais ou menos regular. Divide-se em stock ativo e stock de reserva. 5
  • 6.
    Classificação dos Stocks Stockativo: artigos que no armazém ocupam espaço de arrumação de onde são retirados para satisfação imediata das necessidades correntes dos utilizadores. 6
  • 7.
    Classificação dos Stocks Stockde reserva: constitui as existências do stock normal que não têm espaço no local destinado ao stock ativo. 7
  • 8.
    Classificação dos Stocks Stock de segurança ou proteção: parte do stock global destina-se a prevenir rupturas de material provenientes de eventuais excessos de consumos em relação aos previstos, de aumentos de prazos de entrega em relação aos que tinham sido acordados, de rejeições de material na sua recepção, de faltas de material por deterioração, roubos, etc. 8
  • 9.
    Classificação dos Stocks Stock afetado: parte do stock global que se encontra destinado a fins específicos.  Stock global: toda a existência física de determinado artigo num dado momento, que é igual à soma dos stocks normal, de segurança e afetado. S. Global: s. normal+ s. segurança+ s. afetado 9
  • 10.
    Classificação dos Stocks Stock máximo: valor máximo atingido pelo stock normal num determinado período de tempo;  Stock mínimo: valor mínimo atingido pelo stock normal num determinado período de tempo;  Stock médio: valor médio das existências em determinado período de tempo; 10
  • 11.
    Classificação dos Stocks Stock em trânsito: aquele que estando encomendado ainda não foi recepcionado;  Stock de recuperados: constituído por artigos que foram devolvidos ao armazém, por não se encontrarem em boas condições de utilização e, entretanto, tornados aptos para aquela utilização. 11
  • 12.
    Qual é oobjetivo dos stocks?  Anular ou minimizar as variações imprevisíveis:  -da procura;  -do consumo de materiais;  -dos prazos de entrega;  -da qualidade dos materiais recebidos. 12
  • 13.
    Qual é oobjectivo dos stocks?  Conseguir uma certa autonomia entre a produção, as vendas e as compras, não fazendo reflectir na produção, e consequentemente nas vendas, as variações sazonais. 13
  • 14.
    Qual é oobjectivo dos stocks? Permitir a compra a custos mais favoráveis e, consequentemente, a produção de bens a custos inferiores. 14
  • 15.
    Gestão de Stocks Gestão Material;  Gestão Administrativa;  Gestão Económica. 15
  • 16.
    Gestão Material deStocks: Evitar a deterioração dos materiais e dos produtos armazenados; Facilitar a correcta identificação de cada material ou produto; 16
  • 17.
    Gestão Material deStocks: Racionalizar as movimentações dentro dos armazéns, tanto nas operações de recepção como de fornecimento aos serviços requisitantes. 17
  • 18.
    Gestão Material deStocks: Promover o oportuno e correcto fornecimento dos bens requisitados 18
  • 19.
    Gestão Material deStocks:  Facilitar a recepção, conferência, arrumação e expedição dos bens;  Dispor as quantidades armazenadas no mínimo espaço, devidamente referenciado, com fácil acesso e permitindo, economicamente, as convenientes movimentações; 19
  • 20.
    Gestão Material deStocks: Proteger os bens de roubo; Racionalizar as tarefas dos trabalhadores que operam nos armazéns e minimizar a probabilidade de acidentes. 20
  • 21.
    Gestão Material deStocks: Para cumprir eficazmente as tarefas anteriormente enunciadas são necessários:  Armazéns apropriados;  Equipamentos para arrumação dos materiais;  Pessoal competente. 21
  • 22.
    Gestão Material deStocks: Relativamente aos armazéns tem de se considerar que: Devem encontrar-se instalados o mais próximo possível dos utilizadores dos bens, com o objectivo de minimizar custos de transporte; 22
  • 23.
    Gestão Material deStocks: A sua dimensão e configuração deve ser devidamente estudada, tendo em atenção a natureza dos bens a armazenar, as quantidades, as condições de armazenamento - layout 23
  • 24.
    Gestão Administrativa de Stocks: Fazer o correcto e oportuno registo de qualquer movimentação de materiais nos armazéns;  Controlar as quantidades existentes, em cada momento, dos produtos em armazém; 24
  • 25.
    Gestão Administrativa de Stocks: Conheceras quantidades de materiais ainda em armazém mas já comprometidas; Previsionar as entradas de novos materiais e produtos, ventiladas em quantidades e datas previstas. 25
  • 26.
    Gestão Administrativa de Stocks: Planear a entrega das encomendas aos clientes;  Manter actualizada as previsões de recepção de encomendas dos fornecedores;  Analisar desvios entre as quantidades existentes e as que deveriam existir. 26
  • 27.
    Gestão Administrativa de Stocks: Astarefas descritas realizam- se através do preenchimento de: Guias de Entrada; Guias de Saída; Fichas de Armazém. 27
  • 28.
    Gestão Económica deStocks: Controlar o montante financeiro mobilizado em stocks; Controlar o custo de posse em armazém; Controlar os stocks obsoletos; 28
  • 29.
    Gestão Económica deStocks: Controlar a ruptura de stocks. Racionalizar o aprovisionamento com o fim de minimizar o custo do produto à saída do 29
  • 30.
    Gestão Económica deStocks: Baseia-se em: Previsões de consumo em cada período; Prazos de aprovisionamento; Variações de preços por níveis de encomenda; 30
  • 31.
    Gestão Económica deStocks:  Custos de efetivação das encomendas; ex custos de transporte;  Custos de armazenagem;  Custos provocados por rupturas de stocks. 31
  • 32.
    Gestão Económica deStocks: Com o fim de vigiar o nível de stocks e determinar o momento ótimo da sua renovação, as empresas utilizam os seguintes instrumentos: 32
  • 33.
    Gestão Económica deStocks: Lote económico de compra; Ponto de encomenda; Stock de segurança. 33
  • 34.
    Lote Económico deCompra É a quantidade a adquirir por encomenda, que minimiza o custo total de cada unidade armazenada. 34
  • 35.
    Lote Económico deCompra O lote económico de compra, é aquele onde o custo total da encomenda é inferior, de acordo com a seguinte expressão: 35
  • 36.
    Lote Económico deCompra  A quantidade económica de Encomenda (Qe) ou Lote Económico obtém-se pela expressão: Le = 2 x A x N R x p 36
  • 37.
    Lote Económico deCompra 37 Le – n.º de unidades de cada encomenda (Lote Económico) A – Custo de efectivação de cada encomenda (Transporte+Gastos Admin.) ; N- N.º total de unidades encomendadas por ano; p – preço de cada unidade; R – Percentagem do valor médio investido em stocks (Custo de Posse)
  • 38.
    Custo Total de Aprovisionamento CTA= N x p+A x N + R x Q x p Q 2 CT – Custo Total da Encomenda ou Custo Total de Aprovisionamento N- N.º total de unidades encomendadas por ano; p – preço de cada unidade; A – Custo de efectivação de cada encomenda (Transporte+Gastos Admin.) Q – n.º de unidades de cada encomenda; R – Percentagem do valor médio investido em stocks (Custo de Posse) 38
  • 39.
    Ponto de Encomenda Parase calcular o ponto de encomenda é necessário conhecer:  Lote económico de compra;  Previsão de consumo;  Prazo de aprovisionamento previsto. 39
  • 40.
    Ponto de Encomenda Exemplo: Supondo que: Lote económico de compra: 6000 unidades; Previsão consumo mensal: 4000 unidades; Prazo de Aprovisionamento Previsto: 15 dias 40
  • 41.
    Ponto de Encomenda Graficamente: pe pe pe 6000 5000 4000 3000 2000 1000 1 3 2 4 5 Qt. em Stock meses A A A Neste caso, o ponto de encomenda corresponde a 2000 unidades, isto é, deve fazer-se nova encomenda quando o stock atingir este valor. A – Prazo de aprovisionamento 41
  • 42.
    Stock de Segurança O stock de segurança tem como objectivo minimizar a probabilidade de ruptura do stock. As rupturas acontecem quando:  Os consumos reais são superiores ao previsto;  Os prazos de aprovisionamento são mais dilatados que o previsto. 42
  • 43.
    Previsão de Vendas A Previsão das vendas pode ser feita de 2 formas:  Análise documental;  Métodos Matemáticos. 43
  • 44.
    Previsão de Vendas– Análise Documental  Registo de Encomendas;  Registo de Facturas;  Conta-Corrente de Clientes;  Relatórios dos Vendedores;  Publicações de associações industriais, comerciais e patronais, ou organismos públicos. 44
  • 45.
    Previsão de Vendas- Métodos Matemáticos  Extrapolação: os acontecimentos irão ocorrer de acordo com a evolução dos últimos períodos;  Covariação: Consiste em prever a evolução de um acontecimento com base na de um outro que lhe é complementar; 45
  • 46.
    Previsão de Vendas- Métodos Matemáticos  Método dos Somatórios Consiste em dividir os clientes em 3 grupos: A- clientes que efectuem grandes compras (60% a 70% das vendas) B- clientes que efectuem compras médias (25% a 35% das vendas) C- clientes que efectuem pequenas compras (5% a 10% das vendas) 46
  • 47.
    Método dos Somatórios Procede-se a uma consulta a todos os clientes do grupo A, e a 10% do grupo B, escolhidos aleatoriamente;  Somam-se os valores obtidos do grupo A, a 10 vezes o obtido no grupo B; 47
  • 48.
    Método dos Somatórios Para estimar a parcela relativa ao grupo C, iremos subtrair ao valor já apurado dos grupos A mais B, a expressão que resulta desse valor vezes 100 a dividir pela percentagem de vendas acumulada dos grupos A e B. 48
  • 49.
    Exercício de aplicação Umaempresa tem 800 clientes.  20 clientes somam 65% das vendas;  300 clientes somam 25% das vendas;  480 clientes somam 10% das vendas. Depois de se fazer uma consulta, apurou-se que:  Grupo A : 139000 unidades  Grupo B : 5000 unidades Qual seria a previsão de vendas, face ao exposto? 49
  • 50.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  A curva ABC é um importante instrumento para se examinar stocks, permitindo a identificação daqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua administração. 50
  • 51.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  Consiste na verificação, em certo espaço de tempo (normalmente 6 meses ou 1 ano), do consumo em valor monetário, ou quantidade dos itens de stock, para que eles possam ser classificados em ordem decrescente de importância. 51
  • 52.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  Aos itens mais importantes de todos, segundo a óptica do valor, ou da quantidade, dá-se a denominação de itens da classe A, aos intermediários, itens da classe B, e aos menos importantes, itens da classe C. 52
  • 53.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  A experiência demonstra que poucos itens, cerca de 20% do total, são da classe A, enquanto uma grande quantidade, em torno de 50%, é da classe C e 30% a 40%, são da classe B. 53
  • 54.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  A curva ABC é muito usada para a administração de stocks, para a definição de políticas de vendas, para estabelecimento de prioridades, para a programação da produção, etc. 54
  • 55.
    Classificação de Stocks: MétodoABC Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens que serão analisados, conforme sua importância relativa no grupo. 55
  • 56.
    Classificação de Stocks: MétodoABC 1ª Etapa: - relaciona-se todos os itens que foram consumidos em determinado período (1); 56
  • 57.
    Classificação de Stocks: MétodoABC - para cada item regista-se o preço unitário (2) e o consumo (3) no período considerado (se a análise fosse sobre vendas, ou sobre transporte, ao invés de consumo seria usada a quantidade vendida, ou a quantidade transportada, etc.); 57
  • 58.
    Classificação de Stocks: MétodoABC - para cada item calcula-se o valor do consumo (4), que é igual ao preço unitário x consumo; - regista-se a classificação (5) do valor do consumo (1 para o maior valor, 2 para o segundo maior valor, e assim por diante). 58
  • 59.
    Exemplo, considerando umcontrole de stock, composto de dez itens: Material(1) Preço Unitário(2) Consumo(3) Valor do Consumo(4) Classificação(5) Mat1 1,21 123 148,83 4 Mat2 11,9 15 178,5 3 Mat3 3,64 89 323,96 2 Mat4 5,98 12 71,76 7 Mat5 11,2 75 840 1 Mat6 11,98 6 71,88 6 Mat7 1,60 22 35,2 9 Mat8 0,38 84 31,92 10 Mat9 5,12 19 97,28 5 Mat10 21,6 3 64,8 8 59
  • 60.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  2ª Etapa - ordena-se os itens de acordo com a classificação (5); - para cada item, lança-se o valor de consumo acumulado (6), que é igual ao seu valor de consumo somado ao valor de consumo acumulado da linha anterior; 60
  • 61.
    Classificação de Stocks: MétodoABC - para cada item, calcula-se a percentagem sobre o valor total acumulado (7), que é igual ao seu valor de consumo acumulado dividido pelo valor de consumo acumulado do último item. 61
  • 62.
    Classificação de Stocks: MétodoABC Material(1) Valor do Consumo(4) Valor do Consumo acumulado (6) % sobre valor total acumulado(7) Classificação ordenada(5) Mat5 840,00 840,00 45,06 1 Mat3 323,96 1.163,96 62,44 2 Mat2 178,50 1.342,46 72,02 3 Mat1 148,83 1.491,29 80,00 4 Mat9 97,28 1.588,57 85,22 5 Mat6 71,88 1.660,45 89,07 6 Mat4 71,76 1.732,21 92,92 7 Mat10 64,80 1.797,01 96,40 8 Mat7 35,20 1.832,21 98,29 9 Mat8 31,92 1.864,13 100,00 10 62
  • 63.
    Classificação de Stocks: MétodoABC  Para a definição das classes A, B e C, adoptando-se o critério de que A = 20%; B = 30% e C = 50% dos itens.  Sendo assim, no exemplo de 10 itens, 20% são os dois primeiros itens, 30% os três itens seguintes e 50% os cinco últimos itens, resultando, assim, os seguintes valores: 63
  • 64.
    Classificação de Stocks: MétodoABC - classe A (2 primeiros itens) = 62,44%; - classe B (3 itens seguintes) = (85,22% - 62,44%) = 22,78%; - classe C (5 itens restantes) = (100% - 85,22%) = 14,78%; 64
  • 65.
    Classificação de Stocks: MétodoABC Para o exemplo acima, se quiséssemos controlar, digamos, 80% do valor do stock, teríamos que controlar apenas os quatro primeiros itens (já que eles representam 80,00%). 65
  • 66.
    Classificação de Stocks: MétodoABC O stock (ou as compras, ou o transporte, etc.) dos itens da classe A, tendo em vista seu valor, devem ser mais rigorosamente controlados, e também devem ter stock de segurança mais pequenos. O stock e a encomenda dos itens de classe C devem ter controles simples, podendo até ter stock de segurança maiores. Já os itens da classe B deverão estar em situação intermediária. 66