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Desigualdade e Identidade Social
Trabalho de Sociologia
Professora: Leonor Alves
Ano Letivo: 2016/2017
Turma: 12º C
Elisa Sebastião nº32
Gilson Nunes nº28
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Índice
I. Introdução………………………………………………………………………………………………………………...Pág.3
II. Desigualdade Social……………………………………………………………………………………………………Pág.4
Tipos de Desigualdades Sociais…………………………………………………………………………..….Pág.5
Consequências……………………………………………………………………………………………………….Pág.5
III. Classes Sociais…………………….…………………………………………………………………………………….Pág.6
Classificação de Classe Social………………………………………………………………………………….Pág.6
IV.Mobilidade Social………………………………………………………………………………………………………Pág.7
V. Diversidade Cultural…………………………………………………………………………………………………..Pág.8
VI. Sexo e Género…………………………………………………………………………………………………………..Pág.9
VII. Conceito De Pobreza………………………………………………………………………………………………Pág.10
VIII. Critério de Pobreza……………………………………………………………………………………………….Pág.11
IX. Exclusão Social……………………………………………………………………………………………………..…Pág.12
X. Conclusão…………………………………………………………………………………………………………………Pág.13
XI. Referencias Biográficas……………………………………………………………………………………………Pág.14
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Introdução
O trabalho que realizarmos para a disciplina de Sociologia, tem como o tema a “Desigualdades
e Identidades Sociais”.
O objectivo é aprofundar mais o nosso conhecimento no referido tema, nomeadamente:
classes sociais, mobilidades sociais, diversidade cultual, distinção do sexo e do género, entre
outros temas que iremos abordar.
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O que é Desigualdade social:
Desigualdade social é um conceito que afeta principalmente os país não desenvolvidos e
subdesenvolvidos, onde não há um equilíbrio no padrão de vida dos seus habitantes, seja no
âmbito económico, escolar, profissional, de género, entre outros.
O fenómeno da desigualdade social é marcado principalmente pela desigualdade económica,
ou seja, quando a renda é distribuída heterogeneamente na sociedade; sendo uns detentores
de muitos bens, enquanto outros vivem na extrema miséria.
Entre os fatores que proporcionam a desigualdade social está a má distribuição de renda e a
falta de investimentos em políticas sociais.
A desigualdade social se configura pela falta de educação básica de qualidade; poucas
oportunidades de emprego; ausência de estímulos para o consumo de bens culturais, como ir
ao cinema, teatro e museus; entre outras características.
Alguns estudiosos dizem que o crescimento da desigualdade social começou com o surgimento
do capitalismo, com a acumulação de capital (dinheiro) e de propriedades privadas. O poder
económico ficou concentrado nas mãos dos mais ricos, enquanto as famílias mais pobres
ficaram "à margem" ("marginalizadas") na sociedade.
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A desigualdade social é uma porta para outros tipos de desigualdades, como a desigualdade
de género, desigualdade racial, desigualdade regional, entre outras.
Como consequência da desigualdade social, surgem vários problemas sociais que afetam a
sociedade como:
Fome e miséria;
Mortalidade infantil;
Desemprego;
Isolamento social;
Aumento da criminalidade;
Surgimento de diferentes classes sociais;
Atraso no desenvolvimento da economia no país;
Dificuldade de acesso aos serviços básicos, como saúde, transporte público e saneamento
básico;
Classes Sociais
Classe social é um grupo constituído por pessoas com padrões culturais, políticos e
económicos semelhantes. O fator financeiro é uma das características mais marcantes na
definição de uma classe social.
As classes sociais podem ser interpretadas por diferentes pontos de vista, no entanto, a
definição mais usual refere-se ao grupo limitador de indivíduos que constituem um mesmo
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nível e poder económico, além de terem acesso a oportunidades e opções de lazer e
entretenimento diferenciados.
De acordo com a teoria marxista sobre a divisão das classes, em toda a sociedade capitalista
existe um grupo dominante, responsável por ditar os padrões vigentes naquela sociedade,
além de influenciar o controlo do Estado, direta ou indiretamente.
Por outro lado, também existe uma classe dominada, formada por trabalhadores com baixa
instrução profissional e educacional.
Classificação das classes sociais:
O conceito de estratificação social foi desenvolvido pelo economista alemão Max Weber.
Consiste na ideia de separar os indivíduos com características económicas, sociais,
educacionais e etc., em grupos específicos e hierárquicos.
A estratificação social universal contemporânea é classificada em três grupos: classe baixa,
classe média e classe alta.
De acordo com o país e o seu padrão económico e social, as classes sociais também pode ser
subdividas.
As classes baixas apresentam dificuldades em manter as necessidades básicas do ser humano,
como a alimentação, por exemplo. Além disso, dificilmente têm acesso a opções de
entretenimento cultural.
As classes médias são as mais comuns na maioria dos países. Neste grupo, os indivíduos já
conseguem manter um equilíbrio económico, garantindo todas as necessidades básicas. Na
classe média as pessoas tendem a ter um nível de escolaridade mais elevado, como o ensino
superior completo, por exemplo.
As classes altas são os ricos, que geralmente nasceram em famílias abastadas e são detentores
de grandes heranças e fortunas. Todas as necessidades básicas são alcançadas sem nenhuma
dificuldade, além de outras oportunidades exclusivas de lazer e entretenimento.
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Diferentemente das castas sociais, por exemplo, o indivíduo de uma classe social pode
“evoluir” ou “regredir” para outras classes sociais, de acordo com as variações dos fatores que
caracterizam cada grupo.
Mobilidade Social
Mobilidade social significa o fenómeno em que um indivíduo (ou um grupo) que pertence a
determinada posição social transita para outra, de acordo com o sistema de estratificação
social.
Existem dois tipos de mobilidade social: horizontal e vertical.
Mobilidade social horizontal: há uma alteração de posição provocada por fatores geracionais
ou profissionais, mas não implica uma mudança de classe social. A mobilidade acontece dentro
da mesma classe. Por exemplo, o caso de um trabalhador que migra do interior para a capital.
A sua posição social pode se alterar mas o nível de renda não sofre grandes alterações e, por
isso, permanece na mesma classe social.
Mobilidade social vertical: há uma alteração de classe social que pode acontecer de forma
ascendente (de uma classe baixa para outra superior) ou descendente (de uma classe alta para
outra inferior).
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A mobilidade social é um conceito estudado pela sociologia, que indica a possibilidade de um
indivíduo subir de classe social. Alguns autores afirmam que uma sociedade estratificada é
aquela onde não se verifica a mobilidade social. Em uma sociedade estruturada dessa forma,
um determinado indivíduo mantém a sua classe social independentemente das circunstâncias.
Diversidade Cultural
Diversidade cultural são os vários aspectos que representam particularmente as diferentes
culturas, como a linguagem, as tradições, a culinária, a religião, os costumes, o modelo de
organização familiar, a política, entre outras características próprias de um grupo de seres
humanos que habitam um determinado território.
A diversidade cultural é um conceito criado para compreender os processos de diferenciação
entre as várias culturas que existem ao redor do mundo. As múltiplas culturas formam a
chamada identidade cultural dos indivíduos ou de uma sociedade; uma "marca" que
personaliza e diferencia os membros de determinado lugar do restante da população mundial.
A diversidade significa pluralidade, variedade e diferenciação, conceito que é considerado o
oposto total da homogeneidade. Atualmente, devido ao processo de colonização e
miscigenação cultural entre a maioria das nações do planeta, quase todos os países possuem a
sua diversidade cultural, ou seja, um "pedacinho" das tradições e costumes de várias culturas
diferentes.
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Algumas pessoas consideram a globalização um perigo para a preservação da diversidade
cultural, pois acreditam na perda de costumes tradicionais e típicos de cada sociedade, dando
lugar à características globais e "impessoais".
Com o intuito de tentar preservar a riqueza da diversidade cultural dos países, a Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou a "Declaração
Universal sobre a Diversidade Cultural".
A Declaração da UNESCO sobre Diversidade Cultural reconhece as múltiplas culturas como
uma "herança comum da humanidade", e é considerada o primeiro instrumento que promove
e protege a diversidade cultural e o diálogo intercultural entre as nações.
Sexo e Género
Sexo se refere às categorias inatas do ponto de vista biológico, ou seja, algo relacionado com
feminino e masculino; o género diz respeito aos papeis sociais relacionados com a mulher e o
homem.
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Toda sociedade é marcada por diferenças de género, havendo, ainda, grande variação dos
papeis associados em função da cultura e do tempo em que se vive. Ressalte-se, contudo, que
a determinação social de género pode ser alterada por uma ação consciente tomada –
inclusive por meio de políticas públicas. Em suma, enquanto sexo é uma categoria biológica,
género é uma distinção sociológica.
Sexo é, em regra, fixo; já o papel de género muda no espaço e no tempo (principalmente com
a tomada de consciência de distinções que são construídas socialmente, e que podem e devem
ser em inúmeros casos ‘desconstruídas’, para que haja igualdade do ponto de vista social).
Conceitos de Pobrezas
Podemos definir pobreza como “condição humana caraterizada por privação sustentada ou
crónica de recursos, capacidades, escolhas, segurança e poder necessários para o gozo de um
adequado padrão de vida e outros direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais”, ou
seja, de uma forma mais simples poderíamos dizer que a pobreza é a privação das condições
necessárias para termos acesso a uma vida digna.
No entanto, muitas vezes, limita-se o conceito de pobreza a uma dimensão meramente
monetária/financeira e transpõe-se para o conceito de exclusão social outras dimensões tais
como o acesso aos direitos e aos serviços. Neste caso, dentro da União Europeia, definiu-se
uma fórmula de cálculo para definir quem estaria ou não em situação de risco de pobreza.
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A variedade de elementos citada faz com que a tarefa de medir a pobreza seja regida por
diversos parâmetros. Sabe-se que existem dois critérios:
Pobreza Relativa: ocorre quando um indivíduo ou uma família tem o mínimo necessário para
substituírem, mas não possuem os meios necessários para viver de acordo com a área onde
estão inseridos, nem com pessoas de status social comparável.
Pobreza Absoluta: ocorre quando um indivíduo ou grupo se encontra num nível abaixo do
rendimento mínimo, o que não lhes permite comprar bens essenciais. A pobreza absoluta
divide-se em: pobreza primária, quando o rendimento permite apenas a manutenção, ainda
que ao mais baixo nível. E pobreza secundária, ocorre quando o rendimento é suficiente para
satisfazer as necessidades básicas, mas devido a má administração dos rendimentos, estas não
são satisfeitas.
As zonas que se registaram como mais comprometidas com este fenómeno são sem dúvida as
do terceiro mundo, destacando-se marcadamente as da África, na qual o percentual de
população abaixo da linha de pobreza chega a superar os setenta por cento em alguns países.
Logo depois vêm os países da América Latina, sendo Honduras a nação onde as cifras de
pobreza são mais volumosas em relação ao total da população.
Apesar deste predomínio de pobres nas nações subdesenvolvidas, os países do primeiro
mundo também deverão fazer frente a esta problemática, principalmente devido às ondas
imigratórias de pessoas que buscam melhoras em seus padrões de vida. Sendo assim fica
evidente que permanecer impávido ante os problemas económicos e sociais do terceiro
mundo não somente pode-se entender como uma postura objectiva desde um ponto de vista
ético, senão como uma política contra producente. Na atualidade, as pessoas mais afetadas
pelo flagelo da pobreza correspondem ao sexo feminino, registando neste grupo o maior
número de mortes por fome.
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Exclusão Social
A Exclusão Social designa um processo de afastamento e privação de determinados indivíduos
ou de grupos sociais em diversos âmbitos da estrutura da sociedade.
Trata-se de uma condição inerente ao capitalismo contemporâneo, ou seja, esse problema
social foi impulsionado pela estrutura desse sistema económico e político.
Assim, as pessoas que possuem essa condição social sofrem diversos preconceitos. Elas são
marginalizadas pela sociedade e impedidas de exercer livremente seus direitos de cidadãos.
Podemos salientar as condições financeiras, religião, cultura, sexualidade, escolhas de vida,
dentre outros. Os excluídos sociais geralmente são minorias étnicas, culturais e religiosas.
Como exemplos temos os negros, ciganos, idosos, pobres, homossexuais, toxicodependentes,
desempregados, pessoas portadoras de deficiência, dentre outros.
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Observe que essas pessoas ou grupos sociais sofrem muitos preconceitos. Isso afeta
diretamente aspectos da vida, e, em muitos casos, gera outro problema chamado de
“isolamento social”.
Assim, a pobreza é representativa de um conjunto de carências e de escassez de recursos que
não permitem ao indivíduo satisfazer as suas necessidades mínimas; a exclusão social por
outro lado acentua os aspectos desse fenómeno e o conjunto de privações emocionais vividas.
A pobreza constitui, nos nossos dias, um fenómeno de grande dimensão e continua a provocar
sentimentos de repulsa e desprezo na maioria da população. Em muitos casos, os indivíduos
encaram a realidade da pobreza julgando-a segundo os seus padrões individuais, que têm por
base questões morais da sociedade ou conhecimentos do senso comum. Deste modo, a
pobreza é encarada em muitos casos como um juízo de valor, vista de forma depreciativa e
levando os indivíduos que se encontram nessa situação a serem vítimas de exclusão social.
Conclusão
Através da realização deste trabalho, podemos concluir que vivemos num mundo onde a
desigualdade e a exclusão social, tornou-se moda. Onde o capital fala mais alto do que
qualquer outra ação humana, e a medida que o tempo passa, vai aumentando mais o fosso
entre os ricos e os pobres, trazendo consigo vários problemas sociais, como, desigualdades de
géneros, raciais, exclusão, classes sociais, xenofobia, racismo e pobreza…
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Referencias Biográficas
_ CRISTO, Laura; SANTOS, Ana. Desigualdades e Identidades Sociais. Qta. Do Conde, 2015.
Disponível na Internet: https://goo.g/dLQuOC
_ JOÃO PAIS, Maria et al. SOCIOLOGIA 12º ANO. Lisboa, 2016, pp. 186-225
Almeida, João Ferreira de et al. (1992), Exclusão social: factores e tipos de pobreza em
Portugal. Oeiras: Celta Editora.
Chossudovsky, Michel (200), A globalização da pobreza e a nova ordem mundial.
Lisboa: Editorial Caminho.
Costa, Alfredo Bruto (1998), Exclusões Sociais, Lisboa: Gradiva. Cadernos democráticos
_ GOOGLE

Trabalho de sociologia

  • 1.
    1 Desigualdade e IdentidadeSocial Trabalho de Sociologia Professora: Leonor Alves Ano Letivo: 2016/2017 Turma: 12º C Elisa Sebastião nº32 Gilson Nunes nº28
  • 2.
    2 Índice I. Introdução………………………………………………………………………………………………………………...Pág.3 II. DesigualdadeSocial……………………………………………………………………………………………………Pág.4 Tipos de Desigualdades Sociais…………………………………………………………………………..….Pág.5 Consequências……………………………………………………………………………………………………….Pág.5 III. Classes Sociais…………………….…………………………………………………………………………………….Pág.6 Classificação de Classe Social………………………………………………………………………………….Pág.6 IV.Mobilidade Social………………………………………………………………………………………………………Pág.7 V. Diversidade Cultural…………………………………………………………………………………………………..Pág.8 VI. Sexo e Género…………………………………………………………………………………………………………..Pág.9 VII. Conceito De Pobreza………………………………………………………………………………………………Pág.10 VIII. Critério de Pobreza……………………………………………………………………………………………….Pág.11 IX. Exclusão Social……………………………………………………………………………………………………..…Pág.12 X. Conclusão…………………………………………………………………………………………………………………Pág.13 XI. Referencias Biográficas……………………………………………………………………………………………Pág.14
  • 3.
    3 Introdução O trabalho querealizarmos para a disciplina de Sociologia, tem como o tema a “Desigualdades e Identidades Sociais”. O objectivo é aprofundar mais o nosso conhecimento no referido tema, nomeadamente: classes sociais, mobilidades sociais, diversidade cultual, distinção do sexo e do género, entre outros temas que iremos abordar.
  • 4.
    4 O que éDesigualdade social: Desigualdade social é um conceito que afeta principalmente os país não desenvolvidos e subdesenvolvidos, onde não há um equilíbrio no padrão de vida dos seus habitantes, seja no âmbito económico, escolar, profissional, de género, entre outros. O fenómeno da desigualdade social é marcado principalmente pela desigualdade económica, ou seja, quando a renda é distribuída heterogeneamente na sociedade; sendo uns detentores de muitos bens, enquanto outros vivem na extrema miséria. Entre os fatores que proporcionam a desigualdade social está a má distribuição de renda e a falta de investimentos em políticas sociais. A desigualdade social se configura pela falta de educação básica de qualidade; poucas oportunidades de emprego; ausência de estímulos para o consumo de bens culturais, como ir ao cinema, teatro e museus; entre outras características. Alguns estudiosos dizem que o crescimento da desigualdade social começou com o surgimento do capitalismo, com a acumulação de capital (dinheiro) e de propriedades privadas. O poder económico ficou concentrado nas mãos dos mais ricos, enquanto as famílias mais pobres ficaram "à margem" ("marginalizadas") na sociedade.
  • 5.
    5 A desigualdade socialé uma porta para outros tipos de desigualdades, como a desigualdade de género, desigualdade racial, desigualdade regional, entre outras. Como consequência da desigualdade social, surgem vários problemas sociais que afetam a sociedade como: Fome e miséria; Mortalidade infantil; Desemprego; Isolamento social; Aumento da criminalidade; Surgimento de diferentes classes sociais; Atraso no desenvolvimento da economia no país; Dificuldade de acesso aos serviços básicos, como saúde, transporte público e saneamento básico; Classes Sociais Classe social é um grupo constituído por pessoas com padrões culturais, políticos e económicos semelhantes. O fator financeiro é uma das características mais marcantes na definição de uma classe social. As classes sociais podem ser interpretadas por diferentes pontos de vista, no entanto, a definição mais usual refere-se ao grupo limitador de indivíduos que constituem um mesmo
  • 6.
    6 nível e podereconómico, além de terem acesso a oportunidades e opções de lazer e entretenimento diferenciados. De acordo com a teoria marxista sobre a divisão das classes, em toda a sociedade capitalista existe um grupo dominante, responsável por ditar os padrões vigentes naquela sociedade, além de influenciar o controlo do Estado, direta ou indiretamente. Por outro lado, também existe uma classe dominada, formada por trabalhadores com baixa instrução profissional e educacional. Classificação das classes sociais: O conceito de estratificação social foi desenvolvido pelo economista alemão Max Weber. Consiste na ideia de separar os indivíduos com características económicas, sociais, educacionais e etc., em grupos específicos e hierárquicos. A estratificação social universal contemporânea é classificada em três grupos: classe baixa, classe média e classe alta. De acordo com o país e o seu padrão económico e social, as classes sociais também pode ser subdividas. As classes baixas apresentam dificuldades em manter as necessidades básicas do ser humano, como a alimentação, por exemplo. Além disso, dificilmente têm acesso a opções de entretenimento cultural. As classes médias são as mais comuns na maioria dos países. Neste grupo, os indivíduos já conseguem manter um equilíbrio económico, garantindo todas as necessidades básicas. Na classe média as pessoas tendem a ter um nível de escolaridade mais elevado, como o ensino superior completo, por exemplo. As classes altas são os ricos, que geralmente nasceram em famílias abastadas e são detentores de grandes heranças e fortunas. Todas as necessidades básicas são alcançadas sem nenhuma dificuldade, além de outras oportunidades exclusivas de lazer e entretenimento.
  • 7.
    7 Diferentemente das castassociais, por exemplo, o indivíduo de uma classe social pode “evoluir” ou “regredir” para outras classes sociais, de acordo com as variações dos fatores que caracterizam cada grupo. Mobilidade Social Mobilidade social significa o fenómeno em que um indivíduo (ou um grupo) que pertence a determinada posição social transita para outra, de acordo com o sistema de estratificação social. Existem dois tipos de mobilidade social: horizontal e vertical. Mobilidade social horizontal: há uma alteração de posição provocada por fatores geracionais ou profissionais, mas não implica uma mudança de classe social. A mobilidade acontece dentro da mesma classe. Por exemplo, o caso de um trabalhador que migra do interior para a capital. A sua posição social pode se alterar mas o nível de renda não sofre grandes alterações e, por isso, permanece na mesma classe social. Mobilidade social vertical: há uma alteração de classe social que pode acontecer de forma ascendente (de uma classe baixa para outra superior) ou descendente (de uma classe alta para outra inferior).
  • 8.
    8 A mobilidade socialé um conceito estudado pela sociologia, que indica a possibilidade de um indivíduo subir de classe social. Alguns autores afirmam que uma sociedade estratificada é aquela onde não se verifica a mobilidade social. Em uma sociedade estruturada dessa forma, um determinado indivíduo mantém a sua classe social independentemente das circunstâncias. Diversidade Cultural Diversidade cultural são os vários aspectos que representam particularmente as diferentes culturas, como a linguagem, as tradições, a culinária, a religião, os costumes, o modelo de organização familiar, a política, entre outras características próprias de um grupo de seres humanos que habitam um determinado território. A diversidade cultural é um conceito criado para compreender os processos de diferenciação entre as várias culturas que existem ao redor do mundo. As múltiplas culturas formam a chamada identidade cultural dos indivíduos ou de uma sociedade; uma "marca" que personaliza e diferencia os membros de determinado lugar do restante da população mundial. A diversidade significa pluralidade, variedade e diferenciação, conceito que é considerado o oposto total da homogeneidade. Atualmente, devido ao processo de colonização e miscigenação cultural entre a maioria das nações do planeta, quase todos os países possuem a sua diversidade cultural, ou seja, um "pedacinho" das tradições e costumes de várias culturas diferentes.
  • 9.
    9 Algumas pessoas considerama globalização um perigo para a preservação da diversidade cultural, pois acreditam na perda de costumes tradicionais e típicos de cada sociedade, dando lugar à características globais e "impessoais". Com o intuito de tentar preservar a riqueza da diversidade cultural dos países, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou a "Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural". A Declaração da UNESCO sobre Diversidade Cultural reconhece as múltiplas culturas como uma "herança comum da humanidade", e é considerada o primeiro instrumento que promove e protege a diversidade cultural e o diálogo intercultural entre as nações. Sexo e Género Sexo se refere às categorias inatas do ponto de vista biológico, ou seja, algo relacionado com feminino e masculino; o género diz respeito aos papeis sociais relacionados com a mulher e o homem.
  • 10.
    10 Toda sociedade émarcada por diferenças de género, havendo, ainda, grande variação dos papeis associados em função da cultura e do tempo em que se vive. Ressalte-se, contudo, que a determinação social de género pode ser alterada por uma ação consciente tomada – inclusive por meio de políticas públicas. Em suma, enquanto sexo é uma categoria biológica, género é uma distinção sociológica. Sexo é, em regra, fixo; já o papel de género muda no espaço e no tempo (principalmente com a tomada de consciência de distinções que são construídas socialmente, e que podem e devem ser em inúmeros casos ‘desconstruídas’, para que haja igualdade do ponto de vista social). Conceitos de Pobrezas Podemos definir pobreza como “condição humana caraterizada por privação sustentada ou crónica de recursos, capacidades, escolhas, segurança e poder necessários para o gozo de um adequado padrão de vida e outros direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais”, ou seja, de uma forma mais simples poderíamos dizer que a pobreza é a privação das condições necessárias para termos acesso a uma vida digna. No entanto, muitas vezes, limita-se o conceito de pobreza a uma dimensão meramente monetária/financeira e transpõe-se para o conceito de exclusão social outras dimensões tais como o acesso aos direitos e aos serviços. Neste caso, dentro da União Europeia, definiu-se uma fórmula de cálculo para definir quem estaria ou não em situação de risco de pobreza.
  • 11.
    11 A variedade deelementos citada faz com que a tarefa de medir a pobreza seja regida por diversos parâmetros. Sabe-se que existem dois critérios: Pobreza Relativa: ocorre quando um indivíduo ou uma família tem o mínimo necessário para substituírem, mas não possuem os meios necessários para viver de acordo com a área onde estão inseridos, nem com pessoas de status social comparável. Pobreza Absoluta: ocorre quando um indivíduo ou grupo se encontra num nível abaixo do rendimento mínimo, o que não lhes permite comprar bens essenciais. A pobreza absoluta divide-se em: pobreza primária, quando o rendimento permite apenas a manutenção, ainda que ao mais baixo nível. E pobreza secundária, ocorre quando o rendimento é suficiente para satisfazer as necessidades básicas, mas devido a má administração dos rendimentos, estas não são satisfeitas. As zonas que se registaram como mais comprometidas com este fenómeno são sem dúvida as do terceiro mundo, destacando-se marcadamente as da África, na qual o percentual de população abaixo da linha de pobreza chega a superar os setenta por cento em alguns países. Logo depois vêm os países da América Latina, sendo Honduras a nação onde as cifras de pobreza são mais volumosas em relação ao total da população. Apesar deste predomínio de pobres nas nações subdesenvolvidas, os países do primeiro mundo também deverão fazer frente a esta problemática, principalmente devido às ondas imigratórias de pessoas que buscam melhoras em seus padrões de vida. Sendo assim fica evidente que permanecer impávido ante os problemas económicos e sociais do terceiro mundo não somente pode-se entender como uma postura objectiva desde um ponto de vista ético, senão como uma política contra producente. Na atualidade, as pessoas mais afetadas pelo flagelo da pobreza correspondem ao sexo feminino, registando neste grupo o maior número de mortes por fome.
  • 12.
    12 Exclusão Social A ExclusãoSocial designa um processo de afastamento e privação de determinados indivíduos ou de grupos sociais em diversos âmbitos da estrutura da sociedade. Trata-se de uma condição inerente ao capitalismo contemporâneo, ou seja, esse problema social foi impulsionado pela estrutura desse sistema económico e político. Assim, as pessoas que possuem essa condição social sofrem diversos preconceitos. Elas são marginalizadas pela sociedade e impedidas de exercer livremente seus direitos de cidadãos. Podemos salientar as condições financeiras, religião, cultura, sexualidade, escolhas de vida, dentre outros. Os excluídos sociais geralmente são minorias étnicas, culturais e religiosas. Como exemplos temos os negros, ciganos, idosos, pobres, homossexuais, toxicodependentes, desempregados, pessoas portadoras de deficiência, dentre outros.
  • 13.
    13 Observe que essaspessoas ou grupos sociais sofrem muitos preconceitos. Isso afeta diretamente aspectos da vida, e, em muitos casos, gera outro problema chamado de “isolamento social”. Assim, a pobreza é representativa de um conjunto de carências e de escassez de recursos que não permitem ao indivíduo satisfazer as suas necessidades mínimas; a exclusão social por outro lado acentua os aspectos desse fenómeno e o conjunto de privações emocionais vividas. A pobreza constitui, nos nossos dias, um fenómeno de grande dimensão e continua a provocar sentimentos de repulsa e desprezo na maioria da população. Em muitos casos, os indivíduos encaram a realidade da pobreza julgando-a segundo os seus padrões individuais, que têm por base questões morais da sociedade ou conhecimentos do senso comum. Deste modo, a pobreza é encarada em muitos casos como um juízo de valor, vista de forma depreciativa e levando os indivíduos que se encontram nessa situação a serem vítimas de exclusão social. Conclusão Através da realização deste trabalho, podemos concluir que vivemos num mundo onde a desigualdade e a exclusão social, tornou-se moda. Onde o capital fala mais alto do que qualquer outra ação humana, e a medida que o tempo passa, vai aumentando mais o fosso entre os ricos e os pobres, trazendo consigo vários problemas sociais, como, desigualdades de géneros, raciais, exclusão, classes sociais, xenofobia, racismo e pobreza…
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    14 Referencias Biográficas _ CRISTO,Laura; SANTOS, Ana. Desigualdades e Identidades Sociais. Qta. Do Conde, 2015. Disponível na Internet: https://goo.g/dLQuOC _ JOÃO PAIS, Maria et al. SOCIOLOGIA 12º ANO. Lisboa, 2016, pp. 186-225 Almeida, João Ferreira de et al. (1992), Exclusão social: factores e tipos de pobreza em Portugal. Oeiras: Celta Editora. Chossudovsky, Michel (200), A globalização da pobreza e a nova ordem mundial. Lisboa: Editorial Caminho. Costa, Alfredo Bruto (1998), Exclusões Sociais, Lisboa: Gradiva. Cadernos democráticos _ GOOGLE