Desigualdade Econômica   A  desigualdade econômica  (chamada imprecisamente de  desigualdade social , que ela acaba por provocar) é um problema que afeta atualmente a maioria dos países, mas principalmente os países menos desenvolvidos. Isso se dá pela  distribuição desigual de renda  de um país. A desigualdade social vem acontecendo em todos os países e o Brasil é o oitavo país que tem o maior indíce de desigualdade social e econômica no mundo.
Desigualdade Social Fala-se em desigualdade social quando, numa determinada sociedade, alguns grupos sociais se encontram em situações que se julgam mais vantajosas do que outras. Portanto, a desigualdade é uma diferença que os indivíduos e grupos sociais julgam segundo escalas de valor.  Rousseau e Marx viram na propriedade a origem da desigualdade, enquanto que, para Durkheim, é a divisão do trabalho que a origina. Na obra Discours sur l'origine de l'inégalité de Rousseau, "os homens no estado natural são livres e iguais e não possuem propriedade; cada um contenta-se com as dádivas da Natureza [...]. A partir do momento em que os homens começam a cooperar e a acumular bens, este estado primitivo vai alterar-se irremediavelmente: desaparece a igualdade, cria-se a propriedade e daí resulta a divisão do trabalho" (1995, Cherkaoui - "Estratificação". In  Tratado de Sociologia  (org. R. Boudon). Porto: Edições ASA).  À medida que se expande a divisão do trabalho as pessoas tornam-se cada vez mais dependentes umas das outras, pois cada um precisa dos bens e serviços dos outros. No entanto, os agentes económicos usufruem de diferente modo desses bens e serviços, pois estes não estão de igual modo acessíveis a todos: os seus rendimentos são diferentes e as suas situações sociais também.  No mal-estar contemporâneo (que se caracteriza pela crise do Estado-providência, pela crise do trabalho e pela crise do sujeito ou crise de identidade), a desigualdade mais visível é a que procede das alterações económicas. Fala-se, então, da desigualdade de rendimentos, na medida em que uns têm uma parte maior do que outros.  As desigualdades são essencialmente sociais, não se referem apenas à estratificação económica (relativa à repartição dos rendimentos, consumo, património...), mas também estão ligadas à existência de desigualdades de carácter mais qualitativo: políticas, de prestígio, etc. Por exemplo, em muitas sociedades, brancos e negros gozam de estatutos diferentes que, por esse facto, lhes conferem vantagens ou desvantagens.  Estas desigualdades "tradicionais" ou estruturais subsistem ou tendem a acentuar-se, mas, actualmente, acrescem a estas outras formas de desigualdade: "desigualdade perante o trabalho e o salário, ou ainda perante o endividamento, as incivilidades, as consequências da implosão do modelo familiar, as novas formas de violência. Instauradas pela dinâmica do desemprego ou pela da evolução das condições de vida", são vividas de forma dolorosa e silenciosa. "Entraram assim em cena desigualdades novas. Procedem da requalificação de diferenças no interior de categorias consideradas anteriormente homogéneas" (1997, Fitoussi e Rosanvallon -  A nova era das desigualdades  . Oeiras: Celta Editora).  Estas desigualdades "novas" são, antes de tudo, "intracategoriais" e podem passar a ser mais importantes e tão persistentes como as desigualdades intercategorias. No exemplo de uma situação de desemprego de longa duração (com todas as consequências que isso implica) dentro de uma mesma categoria, pode levar o indivíduo a questionar-se: "Porque é que a sorte daquele que me é próximo é tão diferente da minha?" (Fitoussi e Rosanvallon). Sente-se excluído, pondo em causa a sua identidade, pois continua a ter como referência a categoria a que pertencia antes.  "São assim os princípios de igualdade, que a intuição faz pensar serem essenciais à coesão social e que são postos em causa pela multiplicação das desigualdades complexas. [...] Estas desigualdades são precisamente sintoma da transformação social e de uma modificação da relação do indivíduo com outrem" (Fitoussi e Rosanvallon).

Apresentacao slide

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    Desigualdade Econômica  A desigualdade econômica (chamada imprecisamente de desigualdade social , que ela acaba por provocar) é um problema que afeta atualmente a maioria dos países, mas principalmente os países menos desenvolvidos. Isso se dá pela distribuição desigual de renda de um país. A desigualdade social vem acontecendo em todos os países e o Brasil é o oitavo país que tem o maior indíce de desigualdade social e econômica no mundo.
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    Desigualdade Social Fala-seem desigualdade social quando, numa determinada sociedade, alguns grupos sociais se encontram em situações que se julgam mais vantajosas do que outras. Portanto, a desigualdade é uma diferença que os indivíduos e grupos sociais julgam segundo escalas de valor. Rousseau e Marx viram na propriedade a origem da desigualdade, enquanto que, para Durkheim, é a divisão do trabalho que a origina. Na obra Discours sur l'origine de l'inégalité de Rousseau, "os homens no estado natural são livres e iguais e não possuem propriedade; cada um contenta-se com as dádivas da Natureza [...]. A partir do momento em que os homens começam a cooperar e a acumular bens, este estado primitivo vai alterar-se irremediavelmente: desaparece a igualdade, cria-se a propriedade e daí resulta a divisão do trabalho" (1995, Cherkaoui - "Estratificação". In Tratado de Sociologia (org. R. Boudon). Porto: Edições ASA). À medida que se expande a divisão do trabalho as pessoas tornam-se cada vez mais dependentes umas das outras, pois cada um precisa dos bens e serviços dos outros. No entanto, os agentes económicos usufruem de diferente modo desses bens e serviços, pois estes não estão de igual modo acessíveis a todos: os seus rendimentos são diferentes e as suas situações sociais também. No mal-estar contemporâneo (que se caracteriza pela crise do Estado-providência, pela crise do trabalho e pela crise do sujeito ou crise de identidade), a desigualdade mais visível é a que procede das alterações económicas. Fala-se, então, da desigualdade de rendimentos, na medida em que uns têm uma parte maior do que outros. As desigualdades são essencialmente sociais, não se referem apenas à estratificação económica (relativa à repartição dos rendimentos, consumo, património...), mas também estão ligadas à existência de desigualdades de carácter mais qualitativo: políticas, de prestígio, etc. Por exemplo, em muitas sociedades, brancos e negros gozam de estatutos diferentes que, por esse facto, lhes conferem vantagens ou desvantagens. Estas desigualdades "tradicionais" ou estruturais subsistem ou tendem a acentuar-se, mas, actualmente, acrescem a estas outras formas de desigualdade: "desigualdade perante o trabalho e o salário, ou ainda perante o endividamento, as incivilidades, as consequências da implosão do modelo familiar, as novas formas de violência. Instauradas pela dinâmica do desemprego ou pela da evolução das condições de vida", são vividas de forma dolorosa e silenciosa. "Entraram assim em cena desigualdades novas. Procedem da requalificação de diferenças no interior de categorias consideradas anteriormente homogéneas" (1997, Fitoussi e Rosanvallon - A nova era das desigualdades . Oeiras: Celta Editora). Estas desigualdades "novas" são, antes de tudo, "intracategoriais" e podem passar a ser mais importantes e tão persistentes como as desigualdades intercategorias. No exemplo de uma situação de desemprego de longa duração (com todas as consequências que isso implica) dentro de uma mesma categoria, pode levar o indivíduo a questionar-se: "Porque é que a sorte daquele que me é próximo é tão diferente da minha?" (Fitoussi e Rosanvallon). Sente-se excluído, pondo em causa a sua identidade, pois continua a ter como referência a categoria a que pertencia antes. "São assim os princípios de igualdade, que a intuição faz pensar serem essenciais à coesão social e que são postos em causa pela multiplicação das desigualdades complexas. [...] Estas desigualdades são precisamente sintoma da transformação social e de uma modificação da relação do indivíduo com outrem" (Fitoussi e Rosanvallon).