Terapias Cognitivas Alexandre Rivero
Filosofia Filosofia estóica (350 a.C al 180 d.C)  Fundada pelo grego Zenón a vida deveria ser dirigida pela virtude. Deveriamos ter controle dos estados emocionais   ética estóica grega (Zenón de Citio, Crisipo e Epicteto) e a romana (Marco Aurélio, Séneca e Cicerón). Na obra "Enchiridon" afirma que  os homens se perturbam mais pela maneira como percebem os acontecimentos que pelos mesmos .  filosofia religiosa oriental budista y taoísta. No Oriente Gautama (Buda) 566 a.C    prega o domínio do sofrimento físico e emocional através do domínio das paixões. O budismo acredita que a  realidade é construída pelo pensamento , pelos juízos de valores.     
Terapia Racional Emotiva e Terapia Cognitiva Albert Ellis Aaron Beck
Teoria Racional Emotiva de Albert Ellis  O modelo A-B-C do funcionamento psicológico A maioria das pessoas sonham manter um modelo atribucional o causal sobre sua própria conduta centrado nos eventos externos. Podemos representar este modelo: A : acontecimentos.      C : conseqüências       De modo que podemos representá-lo: A -----------------------------------------------------------------  C ( Acontecimento )                                              ( Conseqüência )
Modelo da Terapia Racional-Emotiva O modelo da terapia racional-emotiva propõe que o processo que leva a produzir a "condutas" de "saúde" ou de "transtorno emocional" esta bem distinto: A -------------------------  B ---------------------------   C ( Acontecimento )          (" B elief":Crenças sobre A)  ( Conseqüências )
Modelo da Terapia Racional-Emotiva Resumindo não são os acontecimentos externos no geral  (salvo eventos externos o internos extremos: Ex:: "terremoto", "dor extrema") os que produzem as conseqüências comportamentais, emocionais e cognitivas. Mas sim o sujeito, valorizando pessoalmente estes evento. Os  eventos terão uma maior ou menor ressonância nas conseqüências, produzindo estados emocionais perturbadores extremos e irracionais ou racionais dependerá fundamentalmente das atitudes valorativas (crenças) do sujeito particular. Estes acontecimentos serão valorados tendo em vista as implicações nas metas pessoais do sujeito. As metas podem ser perseguidas de modo irracional, produzindo um "processamento da informação absolutista" e conseqüências psicológicas transtornantes" (Campell,1990) ou conseqüências emocionais saudáveis. Predominando um ou outro “processamento da informação”  teremos um perfil de “saúde psicológica ou transtorno psicológico”.
A natureza da saúde e das alterações psicológicas   Ellis (1962, 1981, 1989 e 1990) propõe que as  3 principais crenças irracionais primárias : a- Referente a meta de  Aprovação/Afeto : "TENHO que conseguir O AFETO E A APROVAÇÃO das pessoas importantes para mim". b- Referente a meta de  Êxito/Competência  o Habilidade pessoal: "TENHO que ser competente (o ter muito êxito), não cometer erros e conseguir meus objetivos". c- Referente a meta de  Bem estar   "TENHO que conseguir facilmente o que desejo (bens materiais, emocionais e sociais) e não sofrer por isto". Estas experiências são modelos-representacionais das três principais crenças irracionais que fazem VULNERABILIZAM as pessoas para sofrer de TRASTORNO EMOCIONAL.
A natureza da saúde e das alterações psicológicas 3 crenças irracionais secundarias: a- Referente ao valor aversivo da situação:  TERROR .     “Isto é horroroso, não pode ser tão mal como parece". b- Referente a capacidade para afrontar a situação desagradável:  INSUPORTABILIDADE .   "No posso suportar, não posso experimentar nenhum mal-estar nunca". c- Referente a  valorização de si mesmo e dos outros a partir de um acontecimento:  CONDENAÇÃO  “Eu/Ele é...um X negativo (Ex: inútil, desgraçado...) porque fez algo indevido". (3º estágio cognitivo e menos central determinando as conseqüências emocionais, estão as  DISTORÇÕES COGNITIVAS  Os erros influenciando o pensamento e que são alterações cognitivas ligadas as situações específicas e não centradas como as crenças irracionais.)
Crença Racional e Crença Irracional 1. TRISTEZA :  Derivada da Crença Racional:  “Sofri nesta situação, mas não há  nenhuma razão para não ter ocorrido” -VERSUS- 1. DEPRESSÃO :  Derivada da Crença Irracional:  "Não deveria ter sofrido esta perda e é terrível que seja assim" . Se acredita-se responsável condena-se : “Não sou bom", e se acredita fora das condições de controle :  “É terrível"  2. INQUIETUDE :  Derivada da Crença Racional:  "Espero que isto não ocorra e seria má sorte se ocorresse" -VERSUS- 2. ANSIEDADE :  Derivada da Crença Irracional:  “Isto não deveria ocorrer, seria horrível se ocorre-se“ 3. DOR :  Derivada da Crença Racional:  "Prefiro não fazer alguma coisa má, contudo se não conseguir paciência!"  -VERSUS- 3. CULPA :  Derivada da Crença Irracional:  "Não devo fazer alguma coisa má  e se fizer sou um Malvado" 4. DESGOSTO :  Derivada da Crença Racional:  "Não gosto do que foi feito, e me agradaria que não houvesse ocorrido, mas os outros podem quebrar minhas normas." -VERSUS- 4. IRA :  Derivada da Crença Irracional:  "Não deveriam ter feito isto. Não suporto e ele é um malvado por isso."
Aquisição e manutenção dos transtornos psicológicos. Ellis (1989) diferencia entre a  Aquisição  das crenças irracionais e a  Manutenção  das mesmas.  Aquisição     fatores que facilitam o surgimento: a-  Tendência inata dos humanos a  irracionalidade: os seres humanos tem nos seus cérebros regiões pré-corticais produtos da evolução como espécie que facilitam a aparição de tendências irracionais no comportamento. (Wallon    Subcortical e Vygotsky    Processos Elementares)
Aquisição e manutenção dos transtornos psicológicos. b- Historia de aprendizagem:   os seres humanos, sobretudo, na época de socialização infantil, podem aprender através da experiência direta e dos modelos  sócio-familiares  determinadas crenças irracionais. Também se destaca neste ponto que uma pessoa pode ter aprendido crenças e comportamentos racionais, mas devido a  tendência biológica  pode convertê-los em crenças irracionais.
Aquisição e manutenção dos transtornos psicológicos. Manutenção   fatores que facilitam a permanência: a-  Baixa tolerância a frustração : a pessoa, seguindo suas exigências de bem-estar, vive um hedonismo a curto prazo. ("Tenho que estar bem agora!"). b-  Mecanismos de defesa psicológicos : Derivados da baixa tolerância a frustração e intolerância ao mal-estar. c-  Sintomas secundários : Derivados também da baixa tolerância a frustração e intolerância ao mal-estar. Constituem problemas secundários e consistem em "ESTAR PERTURBADOS PELA PERTURBAÇÃO" (ex: ansiedade por estar ansioso: “Estou ansioso e não deveria estar”).
Para Ellis os três focos, que podem, produzir modificações emocionais, cognitivas e comportamentais são A, B, e C: O mais importante é o  B  do modelo A- B -C, a  modificação de crenças irracionais. Existem diferentes níveis de  "profundidade" e generalização: - INSHIGT Nº 1: Que a pessoa tome consciência de que seu transtorno deriva de  B  (Irracional) e não diretamente de A. - INSHIGT Nº 2: Que a pessoa tome consciência de que ela por  auto doutrinação ou auto reforço mantém a crença irracional. - INSHIGT Nº 3: Que a pessoa trabalhe ativamente a substituição das crenças irracionais por crenças racionais mediante intervenções comportamentais, cognitivas e  emocionais.
Aaron Beck 1956, A. Beck /clínico e investigador psicanalista   depressões   "hostilidade voltada contra si mesmo" formulação freudiana.  Os resultados obtidos não confirmaram esta hipótese, levando-o a questionar a psicanálise. Os dados obtidos apontam que os pacientes depressivos "selecionam" focalmente sua visão de seus problemas, percebendo-os como muito negativos.  Muitos anos de psicanálise (técnica habitual) de pacientes depressivos, com resultados pequenos para custo tão alto, levaram a abandonar o campo da psicanálise.
Aaron Beck Beck interessa-se aos aspectos cognitivos da psicopatologia e da psicoterapia. 1967 publicou “A Depressão" que pode ser considerada sua primeira obra na qual expõe modelo cognitivo de psicopatologia e de psicoterapia. Anos depois publica “A Terapia Cognitiva dos Transtornos Emocionais" (1976) extendendo seu enfoque terapêutico à transtornos emocionais. Mas sua obra "Terapia Cognitiva da Depressão" (1979)    obra de reconhecimento no âmbito clínico. Expõe como estruturar um caso, descrições das técnicas de tratamento.  Atualmente desenvolveu seu modelo dos transtornos de ansiedade.
Principais conceitos teóricos A-ESTRUTURA DO SIGNIFICADO E PSICOPATOLOGÍA: A terapia cognitiva (T.C) é um sistema de psicoterapia baseado numa teoria e psicopatologia que tem como pressuposto a idéia de que a  percepção  e a  estrutura das experiências  do individuo  determinam  seus  sentimentos  e  comportamentos  (Beck, 1967 e 1976).  O conceito de  estrutura cognitiva  pode receber outros nomes como o de  ESQUEMA COGNITIVO  e no âmbito clínico de  SUPOSIÇOES PESSOAIS  (Beck, 1979). Equivalem também as  Crenças  segundo a concepção de A. Ellis (1989 e 1990). A estrutura de pensamento de cada pessoa, os padrões cognitivos estabilizados mediante as conceitos idiossincráticos da experiência pessoal. Se refere a uma organização conceptual abstrata de valores, crenças e metas pessoais, que podem ser ou não conscientes.  Os  esquemas  podem permanecer "inativos ao longo do tempo" e diante situações desencadeantes (de ordem física, biológica ou social), se ativam e atuam através de situações concretas produzindo  distorções cognitivas  (processamento cognitivo da informação distorcido) e  cognições automáticas  (pensamentos negativos, que seriam os conteúdos das distorções cognitivas).
Principais conceitos teóricos B- COGNIÇÃO: Refere-se a valorização de acontecimentos vividos pelo individuo e refere-se a eventos temporais passados, atuais ou esperados. Os  pensamentos ou imagens  que podem ser conscientes ou não.(Beck, 1981): b.1.UM  SISTEMA COGNITIVO   MADURO  - Informação Real. Contém os processos que podemos denominar como  racionais  e a resolução de problemas a base de constatação de  hipóteses e verificação . b.2. UM  SISTEMA COGNITIVO PRIMITIVO-   Suposições Pessoais . Esta organização cognitiva é predominante nos transtornos  psicopatológicos . Esta forma de pensamento é similar a concepção freudiana dos "processos primários" e de Piaget de "Egocentrismo" e primeiras etapas do desenvolvimento cognitivo.
Principais conceitos teóricos C-DISTORÇÃO COGNITIVA E PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS: Os erros do processamento da informação derivados dos esquemas cognitivos ou suposições pessoais recebem o nome de  distorção cognitiva . Basicamente seriam  erros cognitivos . Beck (1967 e 1979) identifica na depressão não psicótica os siguintes: c.1.  INFERÊNCIA ARBITRARIA : proceso de adiantar una determinada conclusão na ausência da evidencia que a aprove ou quando a evidência é contrária. c.2.  ABSTRAÇÃO SELETIVA : Consiste em centrar-se em um detalhe extraído fora de contexto, ignorando outras características mais relevantes da situação, e valorizando toda a experiência na base deste detalhe. c.3.  GENERALIZAÇÃO : processo de elaborar una conclusão geral a partir de um ou vários feitos isolados e de aplicar esta conclusão a situações não relacionadas entre si. c.4.  MAXIMIZAÇÃO E MINIMIZAÇÃO : Dá-se um peso exagerado à acontecimentos ou subestima-os diante da evidência real. c.5.  PERSONALIZAÇÃO : tendência excessiva da pessoa atribuir acontecimentos externos como referidos a sua pessoa, sem que exista evidência para isto. c.6.  PENSAMENTO DICOTÔMICO OU POLARIZAÇÃO : tendência a classificar as experiências numa ou noutra categorias opostas e extremas. Não considerando a evidência de valorizações intermediárias.
Pensamentos Automáticos Os pensamentos automáticos são os  conteúdos  destas  distorções cognitivas  derivadas da confluência da  valorização dos eventos  e das  suposições pessoais . As características gerais dos pensamentos automáticos são (Mckay, 1981): 1-Mensagens específicos  (“taquigráficas”). 2-Idéias irracionais  e não baseiam-se em evidencias suficientes. 3-São espontâneas ou involuntárias , difíceis de controlar. 4-Tendem a dramatizar  seus conteúdos na experiência. 5-Visão de Túnel  tendem a produzir uma determinada percepção e valorizar alguns eventos. Assim temos:    5.a. os indivíduos ansiosos se preocupam pela  antecipação de perigos .    5.b. os indivíduos deprimidos tem  obsessão por perdas .    5.c. as pessoas cronicamente irritadas se  centram na injusta e inaceitável   conduta dos outros...etc...
 
CONTROLANDO OS PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS SITUAÇÃO APREENSÃO (40) Preparei e ensaiei várias vezes a entrevista e sei  o que vou falar.  É  improvável que eu esqueça tudo. Qual  o  problema se eventualmente não souber alguma resposta? Provavelmente me expressarei de maneira confusa.  Minha apresentação será péssima. Com  certeza o entrevistador fará perguntas  que  eu  não saberei  responder. MEDO (90) Entrevista de Emprego, que devo fazer EMOÇÃO (0 – 100) RESPOSTA RACIONAL  PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS EMOÇÃO (0 – 100)
Alexandre Rivero Psicólogo, mestrado em Psicologia da Educação (USP) Especialista em Psicologia Clínica (Conselho Regional de Psicologia – CRP-6) Supervisor Clínico: Consultório de Psicologia e Resignificação Humana Professor Universitário Assessoria em Escolas www.oconsultorio.com [email_address]

Terapia Cognitiva

  • 1.
  • 2.
    Filosofia Filosofia estóica(350 a.C al 180 d.C) Fundada pelo grego Zenón a vida deveria ser dirigida pela virtude. Deveriamos ter controle dos estados emocionais  ética estóica grega (Zenón de Citio, Crisipo e Epicteto) e a romana (Marco Aurélio, Séneca e Cicerón). Na obra "Enchiridon" afirma que os homens se perturbam mais pela maneira como percebem os acontecimentos que pelos mesmos . filosofia religiosa oriental budista y taoísta. No Oriente Gautama (Buda) 566 a.C  prega o domínio do sofrimento físico e emocional através do domínio das paixões. O budismo acredita que a realidade é construída pelo pensamento , pelos juízos de valores.     
  • 3.
    Terapia Racional Emotivae Terapia Cognitiva Albert Ellis Aaron Beck
  • 4.
    Teoria Racional Emotivade Albert Ellis O modelo A-B-C do funcionamento psicológico A maioria das pessoas sonham manter um modelo atribucional o causal sobre sua própria conduta centrado nos eventos externos. Podemos representar este modelo: A : acontecimentos.      C : conseqüências       De modo que podemos representá-lo: A ----------------------------------------------------------------- C ( Acontecimento )                                             ( Conseqüência )
  • 5.
    Modelo da TerapiaRacional-Emotiva O modelo da terapia racional-emotiva propõe que o processo que leva a produzir a "condutas" de "saúde" ou de "transtorno emocional" esta bem distinto: A ------------------------- B --------------------------- C ( Acontecimento )          (" B elief":Crenças sobre A) ( Conseqüências )
  • 6.
    Modelo da TerapiaRacional-Emotiva Resumindo não são os acontecimentos externos no geral (salvo eventos externos o internos extremos: Ex:: "terremoto", "dor extrema") os que produzem as conseqüências comportamentais, emocionais e cognitivas. Mas sim o sujeito, valorizando pessoalmente estes evento. Os eventos terão uma maior ou menor ressonância nas conseqüências, produzindo estados emocionais perturbadores extremos e irracionais ou racionais dependerá fundamentalmente das atitudes valorativas (crenças) do sujeito particular. Estes acontecimentos serão valorados tendo em vista as implicações nas metas pessoais do sujeito. As metas podem ser perseguidas de modo irracional, produzindo um "processamento da informação absolutista" e conseqüências psicológicas transtornantes" (Campell,1990) ou conseqüências emocionais saudáveis. Predominando um ou outro “processamento da informação” teremos um perfil de “saúde psicológica ou transtorno psicológico”.
  • 7.
    A natureza dasaúde e das alterações psicológicas Ellis (1962, 1981, 1989 e 1990) propõe que as 3 principais crenças irracionais primárias : a- Referente a meta de Aprovação/Afeto : "TENHO que conseguir O AFETO E A APROVAÇÃO das pessoas importantes para mim". b- Referente a meta de Êxito/Competência o Habilidade pessoal: "TENHO que ser competente (o ter muito êxito), não cometer erros e conseguir meus objetivos". c- Referente a meta de Bem estar   "TENHO que conseguir facilmente o que desejo (bens materiais, emocionais e sociais) e não sofrer por isto". Estas experiências são modelos-representacionais das três principais crenças irracionais que fazem VULNERABILIZAM as pessoas para sofrer de TRASTORNO EMOCIONAL.
  • 8.
    A natureza dasaúde e das alterações psicológicas 3 crenças irracionais secundarias: a- Referente ao valor aversivo da situação: TERROR .   “Isto é horroroso, não pode ser tão mal como parece". b- Referente a capacidade para afrontar a situação desagradável: INSUPORTABILIDADE .   "No posso suportar, não posso experimentar nenhum mal-estar nunca". c- Referente a valorização de si mesmo e dos outros a partir de um acontecimento: CONDENAÇÃO  “Eu/Ele é...um X negativo (Ex: inútil, desgraçado...) porque fez algo indevido". (3º estágio cognitivo e menos central determinando as conseqüências emocionais, estão as DISTORÇÕES COGNITIVAS Os erros influenciando o pensamento e que são alterações cognitivas ligadas as situações específicas e não centradas como as crenças irracionais.)
  • 9.
    Crença Racional eCrença Irracional 1. TRISTEZA : Derivada da Crença Racional: “Sofri nesta situação, mas não há nenhuma razão para não ter ocorrido” -VERSUS- 1. DEPRESSÃO : Derivada da Crença Irracional: "Não deveria ter sofrido esta perda e é terrível que seja assim" . Se acredita-se responsável condena-se : “Não sou bom", e se acredita fora das condições de controle : “É terrível" 2. INQUIETUDE : Derivada da Crença Racional: "Espero que isto não ocorra e seria má sorte se ocorresse" -VERSUS- 2. ANSIEDADE : Derivada da Crença Irracional: “Isto não deveria ocorrer, seria horrível se ocorre-se“ 3. DOR : Derivada da Crença Racional: "Prefiro não fazer alguma coisa má, contudo se não conseguir paciência!" -VERSUS- 3. CULPA : Derivada da Crença Irracional: "Não devo fazer alguma coisa má e se fizer sou um Malvado" 4. DESGOSTO : Derivada da Crença Racional: "Não gosto do que foi feito, e me agradaria que não houvesse ocorrido, mas os outros podem quebrar minhas normas." -VERSUS- 4. IRA : Derivada da Crença Irracional: "Não deveriam ter feito isto. Não suporto e ele é um malvado por isso."
  • 10.
    Aquisição e manutençãodos transtornos psicológicos. Ellis (1989) diferencia entre a Aquisição das crenças irracionais e a Manutenção das mesmas. Aquisição  fatores que facilitam o surgimento: a- Tendência inata dos humanos a irracionalidade: os seres humanos tem nos seus cérebros regiões pré-corticais produtos da evolução como espécie que facilitam a aparição de tendências irracionais no comportamento. (Wallon  Subcortical e Vygotsky  Processos Elementares)
  • 11.
    Aquisição e manutençãodos transtornos psicológicos. b- Historia de aprendizagem: os seres humanos, sobretudo, na época de socialização infantil, podem aprender através da experiência direta e dos modelos sócio-familiares determinadas crenças irracionais. Também se destaca neste ponto que uma pessoa pode ter aprendido crenças e comportamentos racionais, mas devido a tendência biológica pode convertê-los em crenças irracionais.
  • 12.
    Aquisição e manutençãodos transtornos psicológicos. Manutenção  fatores que facilitam a permanência: a- Baixa tolerância a frustração : a pessoa, seguindo suas exigências de bem-estar, vive um hedonismo a curto prazo. ("Tenho que estar bem agora!"). b- Mecanismos de defesa psicológicos : Derivados da baixa tolerância a frustração e intolerância ao mal-estar. c- Sintomas secundários : Derivados também da baixa tolerância a frustração e intolerância ao mal-estar. Constituem problemas secundários e consistem em "ESTAR PERTURBADOS PELA PERTURBAÇÃO" (ex: ansiedade por estar ansioso: “Estou ansioso e não deveria estar”).
  • 13.
    Para Ellis ostrês focos, que podem, produzir modificações emocionais, cognitivas e comportamentais são A, B, e C: O mais importante é o B do modelo A- B -C, a modificação de crenças irracionais. Existem diferentes níveis de "profundidade" e generalização: - INSHIGT Nº 1: Que a pessoa tome consciência de que seu transtorno deriva de B (Irracional) e não diretamente de A. - INSHIGT Nº 2: Que a pessoa tome consciência de que ela por auto doutrinação ou auto reforço mantém a crença irracional. - INSHIGT Nº 3: Que a pessoa trabalhe ativamente a substituição das crenças irracionais por crenças racionais mediante intervenções comportamentais, cognitivas e emocionais.
  • 14.
    Aaron Beck 1956,A. Beck /clínico e investigador psicanalista  depressões  "hostilidade voltada contra si mesmo" formulação freudiana. Os resultados obtidos não confirmaram esta hipótese, levando-o a questionar a psicanálise. Os dados obtidos apontam que os pacientes depressivos "selecionam" focalmente sua visão de seus problemas, percebendo-os como muito negativos. Muitos anos de psicanálise (técnica habitual) de pacientes depressivos, com resultados pequenos para custo tão alto, levaram a abandonar o campo da psicanálise.
  • 15.
    Aaron Beck Beckinteressa-se aos aspectos cognitivos da psicopatologia e da psicoterapia. 1967 publicou “A Depressão" que pode ser considerada sua primeira obra na qual expõe modelo cognitivo de psicopatologia e de psicoterapia. Anos depois publica “A Terapia Cognitiva dos Transtornos Emocionais" (1976) extendendo seu enfoque terapêutico à transtornos emocionais. Mas sua obra "Terapia Cognitiva da Depressão" (1979)  obra de reconhecimento no âmbito clínico. Expõe como estruturar um caso, descrições das técnicas de tratamento. Atualmente desenvolveu seu modelo dos transtornos de ansiedade.
  • 16.
    Principais conceitos teóricosA-ESTRUTURA DO SIGNIFICADO E PSICOPATOLOGÍA: A terapia cognitiva (T.C) é um sistema de psicoterapia baseado numa teoria e psicopatologia que tem como pressuposto a idéia de que a percepção e a estrutura das experiências do individuo determinam seus sentimentos e comportamentos (Beck, 1967 e 1976). O conceito de estrutura cognitiva pode receber outros nomes como o de ESQUEMA COGNITIVO e no âmbito clínico de SUPOSIÇOES PESSOAIS (Beck, 1979). Equivalem também as Crenças segundo a concepção de A. Ellis (1989 e 1990). A estrutura de pensamento de cada pessoa, os padrões cognitivos estabilizados mediante as conceitos idiossincráticos da experiência pessoal. Se refere a uma organização conceptual abstrata de valores, crenças e metas pessoais, que podem ser ou não conscientes. Os esquemas podem permanecer "inativos ao longo do tempo" e diante situações desencadeantes (de ordem física, biológica ou social), se ativam e atuam através de situações concretas produzindo distorções cognitivas (processamento cognitivo da informação distorcido) e cognições automáticas (pensamentos negativos, que seriam os conteúdos das distorções cognitivas).
  • 17.
    Principais conceitos teóricosB- COGNIÇÃO: Refere-se a valorização de acontecimentos vividos pelo individuo e refere-se a eventos temporais passados, atuais ou esperados. Os pensamentos ou imagens que podem ser conscientes ou não.(Beck, 1981): b.1.UM SISTEMA COGNITIVO MADURO - Informação Real. Contém os processos que podemos denominar como racionais e a resolução de problemas a base de constatação de hipóteses e verificação . b.2. UM SISTEMA COGNITIVO PRIMITIVO- Suposições Pessoais . Esta organização cognitiva é predominante nos transtornos psicopatológicos . Esta forma de pensamento é similar a concepção freudiana dos "processos primários" e de Piaget de "Egocentrismo" e primeiras etapas do desenvolvimento cognitivo.
  • 18.
    Principais conceitos teóricosC-DISTORÇÃO COGNITIVA E PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS: Os erros do processamento da informação derivados dos esquemas cognitivos ou suposições pessoais recebem o nome de distorção cognitiva . Basicamente seriam erros cognitivos . Beck (1967 e 1979) identifica na depressão não psicótica os siguintes: c.1. INFERÊNCIA ARBITRARIA : proceso de adiantar una determinada conclusão na ausência da evidencia que a aprove ou quando a evidência é contrária. c.2. ABSTRAÇÃO SELETIVA : Consiste em centrar-se em um detalhe extraído fora de contexto, ignorando outras características mais relevantes da situação, e valorizando toda a experiência na base deste detalhe. c.3. GENERALIZAÇÃO : processo de elaborar una conclusão geral a partir de um ou vários feitos isolados e de aplicar esta conclusão a situações não relacionadas entre si. c.4. MAXIMIZAÇÃO E MINIMIZAÇÃO : Dá-se um peso exagerado à acontecimentos ou subestima-os diante da evidência real. c.5. PERSONALIZAÇÃO : tendência excessiva da pessoa atribuir acontecimentos externos como referidos a sua pessoa, sem que exista evidência para isto. c.6. PENSAMENTO DICOTÔMICO OU POLARIZAÇÃO : tendência a classificar as experiências numa ou noutra categorias opostas e extremas. Não considerando a evidência de valorizações intermediárias.
  • 19.
    Pensamentos Automáticos Ospensamentos automáticos são os conteúdos destas distorções cognitivas derivadas da confluência da valorização dos eventos e das suposições pessoais . As características gerais dos pensamentos automáticos são (Mckay, 1981): 1-Mensagens específicos (“taquigráficas”). 2-Idéias irracionais e não baseiam-se em evidencias suficientes. 3-São espontâneas ou involuntárias , difíceis de controlar. 4-Tendem a dramatizar seus conteúdos na experiência. 5-Visão de Túnel tendem a produzir uma determinada percepção e valorizar alguns eventos. Assim temos:    5.a. os indivíduos ansiosos se preocupam pela antecipação de perigos .    5.b. os indivíduos deprimidos tem obsessão por perdas .    5.c. as pessoas cronicamente irritadas se centram na injusta e inaceitável conduta dos outros...etc...
  • 20.
  • 21.
    CONTROLANDO OS PENSAMENTOSAUTOMÁTICOS SITUAÇÃO APREENSÃO (40) Preparei e ensaiei várias vezes a entrevista e sei o que vou falar. É improvável que eu esqueça tudo. Qual o problema se eventualmente não souber alguma resposta? Provavelmente me expressarei de maneira confusa. Minha apresentação será péssima. Com certeza o entrevistador fará perguntas que eu não saberei responder. MEDO (90) Entrevista de Emprego, que devo fazer EMOÇÃO (0 – 100) RESPOSTA RACIONAL PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS EMOÇÃO (0 – 100)
  • 22.
    Alexandre Rivero Psicólogo,mestrado em Psicologia da Educação (USP) Especialista em Psicologia Clínica (Conselho Regional de Psicologia – CRP-6) Supervisor Clínico: Consultório de Psicologia e Resignificação Humana Professor Universitário Assessoria em Escolas www.oconsultorio.com [email_address]