O Teatro vicentino
O Teatro vicentino

Gil Vicente

 Gil Vicente é considerado, por muitos estudiosos, o primeiro grande
percursor do modo dramático em Portugal.
 A sua obra dramática é uma das mais importantes do século XVI.
 As suas peças teatrais apresentam um retrato do quotidiano da
época, recebido através das falas das personagens e das relações
que estabelecem entre si.
O Teatro vicentino
As peças vicentinas
Autos
pastoris

Recebem a influência de Juan del
Encina.
Diálogos de pastores, que se combinam
com alegorias, com funções em peças
profanas ou religiosas.

Exs.:
Auto da Fé
Auto de Mofina Mendes

Autos de
Teatro de ensinamentos morais e
moralidade religiosos.
Peças religiosas alegóricas, que são um
pretexto para a sátira ou caricatura
profana.

Exs.:
Auto da Alma
Auto da Feira
Auto da Barca do Inferno

Farsas

Exs.:
Quem tem farelos?
Farsa dos Almocreves
Auto da Índia

Episódios cómicos colhidos em flagrante
na vida da personagem típica.
Há ainda as farsas mais desenvolvidas,
com princípio, meio e fim.
O Teatro vicentino
As peças vicentinas

Autos
cavaleirescos

Meras encenações de episódios
sentimentais cavaleirescos.

Autos
alegóricos
de tema
profano

Alegorias de conjunto, à roda ou
dentro das quais se desenvolvem
episódios de farsas, cenas de amor,
cânticos ou até bailados.
Algumas alegorias exigem uma
cenografia vistosa e complicada.

Exs.:
D. Duardos
Amadis de Gaula

Ex.:
Cortes de Júpiter
O Teatro vicentino

Linguagem

 O autor representa, na história da língua, o ponto de transição da
forma arcaica (anterior ao século XVI) para a forma moderna,
revelando já a influência da renovação da língua própria da era
fecunda e luminosa dos Descobrimentos.
O Teatro vicentino

Crítica de costumes

 O

teatro

vicentino

recorre

a

personagens-tipo

–

estas

representam uma classe socioprofissional ou traços psicológicos/
sociais, denunciados e satirizados por Gil Vicente, de forma a
moralizar a sociedade da sua época.
 Ridendo castigat mores – esta máxima latina está presente nas
peças de Gil Vicente, dado que a crítica vicentina atinge toda a
sociedade, ainda que de modo indireto.
O Teatro vicentino

Os tipos de cómico

Cómico de linguagem

Consiste em utilizar a linguagem para provocar
o riso, através das repetições, dos registos de
língua e de outros recursos expressivos.

Cómico de caráter

Resulta quer da apresentação das
personagens, quer das suas atitudes e
comportamentos.

Cómico de situação

Resulta das situações criadas pelas
personagens que, pela forma caricaturada como
são apresentadas, levam ao riso.
O Teatro vicentino

Auto da Barca do Inferno
 O Auto da Barca do Inferno (1516), em conjunto com o Auto da Barca do
Purgatório (1518) e com o Auto da Barca da Glória (1519), forma uma
trilogia - “Trilogia das Barcas”.
 O Auto da Barca do Inferno não apresenta divisão externa, à semelhança
do teatro medieval.
 A peça apresenta apenas um ato.
 Através da sucessão de personagens, podemos dividir o auto em cenas
à maneira clássica.
 O cenário é constituído por um rio e um cais, onde estão ancoradas duas
barcas: a do Anjo, que leva as personagens ao Céu, e a do Diabo, que
as transporta ao Inferno.

Teatro vicentino

  • 1.
  • 2.
    O Teatro vicentino GilVicente  Gil Vicente é considerado, por muitos estudiosos, o primeiro grande percursor do modo dramático em Portugal.  A sua obra dramática é uma das mais importantes do século XVI.  As suas peças teatrais apresentam um retrato do quotidiano da época, recebido através das falas das personagens e das relações que estabelecem entre si.
  • 3.
    O Teatro vicentino Aspeças vicentinas Autos pastoris Recebem a influência de Juan del Encina. Diálogos de pastores, que se combinam com alegorias, com funções em peças profanas ou religiosas. Exs.: Auto da Fé Auto de Mofina Mendes Autos de Teatro de ensinamentos morais e moralidade religiosos. Peças religiosas alegóricas, que são um pretexto para a sátira ou caricatura profana. Exs.: Auto da Alma Auto da Feira Auto da Barca do Inferno Farsas Exs.: Quem tem farelos? Farsa dos Almocreves Auto da Índia Episódios cómicos colhidos em flagrante na vida da personagem típica. Há ainda as farsas mais desenvolvidas, com princípio, meio e fim.
  • 4.
    O Teatro vicentino Aspeças vicentinas Autos cavaleirescos Meras encenações de episódios sentimentais cavaleirescos. Autos alegóricos de tema profano Alegorias de conjunto, à roda ou dentro das quais se desenvolvem episódios de farsas, cenas de amor, cânticos ou até bailados. Algumas alegorias exigem uma cenografia vistosa e complicada. Exs.: D. Duardos Amadis de Gaula Ex.: Cortes de Júpiter
  • 5.
    O Teatro vicentino Linguagem O autor representa, na história da língua, o ponto de transição da forma arcaica (anterior ao século XVI) para a forma moderna, revelando já a influência da renovação da língua própria da era fecunda e luminosa dos Descobrimentos.
  • 6.
    O Teatro vicentino Críticade costumes  O teatro vicentino recorre a personagens-tipo – estas representam uma classe socioprofissional ou traços psicológicos/ sociais, denunciados e satirizados por Gil Vicente, de forma a moralizar a sociedade da sua época.  Ridendo castigat mores – esta máxima latina está presente nas peças de Gil Vicente, dado que a crítica vicentina atinge toda a sociedade, ainda que de modo indireto.
  • 7.
    O Teatro vicentino Ostipos de cómico Cómico de linguagem Consiste em utilizar a linguagem para provocar o riso, através das repetições, dos registos de língua e de outros recursos expressivos. Cómico de caráter Resulta quer da apresentação das personagens, quer das suas atitudes e comportamentos. Cómico de situação Resulta das situações criadas pelas personagens que, pela forma caricaturada como são apresentadas, levam ao riso.
  • 8.
    O Teatro vicentino Autoda Barca do Inferno  O Auto da Barca do Inferno (1516), em conjunto com o Auto da Barca do Purgatório (1518) e com o Auto da Barca da Glória (1519), forma uma trilogia - “Trilogia das Barcas”.  O Auto da Barca do Inferno não apresenta divisão externa, à semelhança do teatro medieval.  A peça apresenta apenas um ato.  Através da sucessão de personagens, podemos dividir o auto em cenas à maneira clássica.  O cenário é constituído por um rio e um cais, onde estão ancoradas duas barcas: a do Anjo, que leva as personagens ao Céu, e a do Diabo, que as transporta ao Inferno.