Teorias da Comunicação 1 Professor mestre Artur Araujo (araujofamilia@gmail.com) A teoria da complexidade -1  Edgar Morin (*1921)
Antes, alguns lembretes... Semana que vem vence o prazo de entrega do 3º exercício, que vale 4 pontos.  Hoje é o  último dia  para a entrega do 2º exercício, sobre Lasswell. Quem não entregar hoje, terá nota “0” no exercício.
Prazos Estamos a  14 dias  do tribunal de mídia (23 de abril). –  Vamos sortear hoje  qual grupo vai apresentar primeiro o trabalho Estamos a 35 dias da prova teórica (14 de maio).
Recapitulando Lemos na última aula excertos do texto “Comunicação de  massa, gosto popular  e ação social organizada”, de Merton e Lazarsfeld. Paul Felix Lazarsfeld (1901 - 1976) Robert King Merton (1910-2003)
Edgar Morin Pesquisador e diretor  do Centro Nacional  da Pesquisa Científica da França, Edgar Morin, atualmente com 87 anos, se propôs a estudar o fenômeno da indústria cultural a partir do  princípio da complexidade .  Para ele, compreender  a questão  da sociedade de massas  implica uma série de variáveis  e não permite generalizações. O foco de sua preocupação é tanto  estética  quanto de ordem f ilosófico­cognitiva . Edgar Morin (*1921)
Retomando  Frankfurt Morin retoma em vários aspectos temas da Escola de Frankfurt, principalmente de Adorno quando, por exemplo, acata e emprega em suas obras o termo " indústria  cuItural " , mas agora  depurando do  teórico alemão o viés pessimista. Edgar Morin (*1921) Theodor Adorno (1903 - 1969)
Cultura, uma  questão complexa Morin, porém,  valoriza a questão da complexidade dos fenômenos comunicacionais, aproximando, em sua obra, o alemão das reflexões  epistemológicas  do filósofo francês  Gaston Bachelard  (1884-1962). Edgar Morin (*1921) Gaston Bachelard  (1884-1962)
Interdisciplinaridade Morin deseja em  sua pesquisa teórica  conciliar os diferentes estudos e conclusões dos teóricos da comunicação e mesmo de outros ramos das ciências sociais e das ciências da natureza.  Edgar Morin (*1921)
Shannon e Weaver Morin quer retomar Shannon e Weaver   (receptor­emissor), quer  retomar os  frankfurtianos ,  quer conciliar também  outra dezena de autores  de variadas  disciplinas e  produzir  uma ampla  Teoria da Comunicação . O  autor, portanto, torna-se  defensor de pesquisas  interdisciplinares. Edgar Morin (*1921) Claude Shannon 1916-2001 Warren Weaver 1894-1978
Uma obra-prima A principal obra de  Morin na área da  teoria da comunicação  são os livros "O espírito  do tempo“. Nelas, o  autor procura aplicar  o princípio da  complexidade na  investigação sobre a comunicação. Edgar Morin (*1921)
Algumas conclusões  de Morin A cultura de  massa é o produto de uma  dialética  produção­ consumo, no seio de uma dialética global, que é a da  sociedade  no seu  conjunto. Edgar Morin (*1921)
Dialética Edgar Morin (*1921) Georg Hegel  (1770 – 1831) Karl Marx  (1818 - 1883)
Um sistema em  contínua contradição Segundo Morin, a  Cultura de Massas alimenta-se de uma contradição entre a criação e a produção. À individualização da criação original, ele opõe a estandardização da produção conformista que permite a democratização do consumo cultural universal. Edgar Morin (*1921)
Democratização abre canais para a criação, mas é fruto da  padronização: o processo dialético prossegue
Criação X Produção  X Consumo O investigador, centrando a análise, por um lado, na cultura de massas, que denomina de indústria cultural e, por outro, no fenômeno do consumo cultural, desenvolve a tese segundo a qual a cultura de massas é o produto de um processo dialético entre criação, produção e consumo. Edgar Morin (*1921)
 
O Espírito do  Tempo Mas o que é,  afinal, "espírito do tempo" (zeitgeist)? E uma definição do filósofo alemão Hegel. Para  ele, cada época tinha  seus próprios valores  e modo de encarar o  mundo. Edgar Morin (*1921) Georg Hegel  (1770 – 1831)
Alienação é  conceito alienante Não é o problema  da alienação,  palavra esvaziada de qualquer sentido se abrange tudo que é imaginário, sonho, divertimento, pois então a alienação seria e continuaria a ser não só consubstancial, mas necessária ao ser humano. Edgar Morin (*1921)
Cultura de massa existe  no socialismo também Essa crítica à  cultura de massa  não pode ser reduzida à crítica do capitalismo uma vez que, certamente nascida do desenvolvimento capitalista, ela responde às realidades mais complexas e profundas, como o demonstra a atração já exercida por ela na URSS e nas democracias populares. Edgar Morin (*1921)
Uma 'religião'  pela metade A cultura de massa é um embrião de religião da salvação terrestre, ­mas falta-lhe a promessa da imortalidade, o sagrado e o divino, para realizar-se como religião. Os valores individuais por ela exaltados - amor, felicidade, auto-realização - são precários e transitórios. Edgar Morin (*1921) Quadro "Adoração" (1966), de Nélson Leiner (*1932)
Cultura marcada  pela transitoriedade O indivíduo terrestre  e mortal,  fundamento da  cultura de massa,  é ele próprio o que  há de mais precário  e transitório; essa  cultura está  comprometida  com a História  em movimento,  seu ritmo é o da  atualidade seu modo de participação é lúdico-estético, seu modo de consumo é profano, sua relação com o mundo é realista. Edgar Morin (*1921)
Entre o profano e o religioso, entre o mítico  e o empírico A contradição - a vitalidade e a fraqueza - da cultura de massa é a de desenvolver processos religiosos sobre o que há de mais profano, processos mitológicos sobre o que há de mais empírico. Edgar Morin (*1921)
Entre o profano e o religioso, entre o mítico e o empírico Edgar Morin (*1921) Amy Winehouse
A salvação individual, versão cultura de massa E inversamente: processos empíricos e profanos sobre a idéia-mãe das religiões modernas: a salvação individual. Edgar Morin (*1921)
Mercado, consumo  e libido A cultura de massa, incapaz de cristalizar-se  verdadeiramente  como religião da  vida privada, é também incapaz de alcançar além da esfera privada.  Edgar Morin (*1921)
Mercado, consumo  e libido Assim como não pode institucionalizar-se em religião, também não pode basear-se no poder temporal e dispor de aparelho coercitivo. Não pode dispor de escola, partido, exército ou Estado. Baseia-se apenas no mercado, no consumo, na libidinagem. Edgar Morin (*1921)
Realidades além  do mercado A Religião, o  Estado, a Nação,  o Partido vivem  de realidades  humanas que a  cultura de massa  pode, em parte,  estancar, mas não  pode apreender.  A cultura de massa  não pode fazer  submergir ou  desagregar a  Religião ou o Estado. Edgar Morin (*1921)
Uma cultura  realista Os deuses ­estrelas, olimpianos - os demônios ­ criminosos, assassinos - estão entre nós, são de nossa ongem, são como nós mortais. A cultura de massa é realista. Edgar Morin (*1921)
Nossos "sósias"  em sonho A cultura de massa trabalha em duas direções inversas. De um lado, esses sósias vivem em nosso lugar livres, soberanos; eles nos servem de consolo para a vida que nos falta, nos servem de distração para a vida que nos é dada; de outro lado, incitam-nos à imitação, dão o exemplo da busca da felicidade. Edgar Morin (*1921) Cartum de Jayron  Zolgafhari - Irã
Acalmando e  agitando Esse duplo  movimento, hipnótico  e prático, integra sem dúvida um grande número de indivíduos na corrente das sociedades ocidentais, uma vez que acalma ou purifica as necessidades impraticáveis, mantém ou excita as necessidades praticáveis e, finalmente, adapta o homem aos processos dominantes. Edgar Morin (*1921)
Um processo de  contínua adaptação Em outras palavras,  a cultura de massa  se adapta aos já adaptados e adapta os adaptáveis; isto é, integra a vida social onde os desenvolvimentos econômicos e sociais lhe fornecem seus humos. Edgar Morin (*1921)
A era dos shoppings, o fim da poupança O homem  consumidor não é apenas o homem que consome cada vez mais. E o indivíduo que se desinteressa do investimento. Edgar Morin (*1921)
Uma válvula de escape Na medida em que  as grandes  organizações ignoram ou esmagam o homem concreto, é no consumo, no lazer, na vida privada que este pode encontrar ou reencontrar interesse, competência e prazer. Edgar Morin (*1921)
O "Ser" morreu Os críticos  amargos do Espírito  do Tempo são mais cegos que os cegos de que são contendores; ignoram que o que morreu não foi propriamente Deus, cuja presença está fora do mundo, foi o Ser. Edgar Morin (*1921)
Edgar Morin (*1921) O "Ser"  Grande individualismo  Idéia de transcendência O "sendo"  Pequeno individualismo "Não há mais que cegueira, fuga ou divertimento na adesão ao presente"
Uma alta cultura  de massa? Os circuitos  internacionais de cinema independente e os cineclubes, os clubes do livro e do disco, os “terceiro-programa” do tipo BBC, os ensaios de televisão “cultural” como no Chile ou na França parecem pressagiar a constituição de uma nova esfera que se destacará da órbita da cultura de massa para gravitar em torno da "alta cuItura". Edgar Morin (*1921)
Uma esperança? Já se delineia o  esboço do cosmopithekos, um ser (dotado de mais consciência? e de mais amor?) que poderia encarar o devir e assumir uma condição cósmica. Edgar Morin (*1921)
Edgar Morin (*1921)
Tema da próxima aula: Leitura de excerto da obra “Espírito do Tempo”, de Edgar Morin  Edgar Morin (*1921)

tc1_aula7_2008

  • 1.
    Teorias da Comunicação1 Professor mestre Artur Araujo (araujofamilia@gmail.com) A teoria da complexidade -1 Edgar Morin (*1921)
  • 2.
    Antes, alguns lembretes...Semana que vem vence o prazo de entrega do 3º exercício, que vale 4 pontos. Hoje é o último dia para a entrega do 2º exercício, sobre Lasswell. Quem não entregar hoje, terá nota “0” no exercício.
  • 3.
    Prazos Estamos a 14 dias do tribunal de mídia (23 de abril). – Vamos sortear hoje qual grupo vai apresentar primeiro o trabalho Estamos a 35 dias da prova teórica (14 de maio).
  • 4.
    Recapitulando Lemos naúltima aula excertos do texto “Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada”, de Merton e Lazarsfeld. Paul Felix Lazarsfeld (1901 - 1976) Robert King Merton (1910-2003)
  • 5.
    Edgar Morin Pesquisadore diretor do Centro Nacional da Pesquisa Científica da França, Edgar Morin, atualmente com 87 anos, se propôs a estudar o fenômeno da indústria cultural a partir do princípio da complexidade . Para ele, compreender a questão da sociedade de massas implica uma série de variáveis e não permite generalizações. O foco de sua preocupação é tanto estética quanto de ordem f ilosófico­cognitiva . Edgar Morin (*1921)
  • 6.
    Retomando FrankfurtMorin retoma em vários aspectos temas da Escola de Frankfurt, principalmente de Adorno quando, por exemplo, acata e emprega em suas obras o termo " indústria cuItural " , mas agora depurando do teórico alemão o viés pessimista. Edgar Morin (*1921) Theodor Adorno (1903 - 1969)
  • 7.
    Cultura, uma questão complexa Morin, porém, valoriza a questão da complexidade dos fenômenos comunicacionais, aproximando, em sua obra, o alemão das reflexões epistemológicas do filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962). Edgar Morin (*1921) Gaston Bachelard (1884-1962)
  • 8.
    Interdisciplinaridade Morin desejaem sua pesquisa teórica conciliar os diferentes estudos e conclusões dos teóricos da comunicação e mesmo de outros ramos das ciências sociais e das ciências da natureza. Edgar Morin (*1921)
  • 9.
    Shannon e WeaverMorin quer retomar Shannon e Weaver (receptor­emissor), quer retomar os frankfurtianos , quer conciliar também outra dezena de autores de variadas disciplinas e produzir uma ampla Teoria da Comunicação . O autor, portanto, torna-se defensor de pesquisas interdisciplinares. Edgar Morin (*1921) Claude Shannon 1916-2001 Warren Weaver 1894-1978
  • 10.
    Uma obra-prima Aprincipal obra de Morin na área da teoria da comunicação são os livros "O espírito do tempo“. Nelas, o autor procura aplicar o princípio da complexidade na investigação sobre a comunicação. Edgar Morin (*1921)
  • 11.
    Algumas conclusões de Morin A cultura de massa é o produto de uma dialética produção­ consumo, no seio de uma dialética global, que é a da sociedade no seu conjunto. Edgar Morin (*1921)
  • 12.
    Dialética Edgar Morin(*1921) Georg Hegel (1770 – 1831) Karl Marx (1818 - 1883)
  • 13.
    Um sistema em contínua contradição Segundo Morin, a Cultura de Massas alimenta-se de uma contradição entre a criação e a produção. À individualização da criação original, ele opõe a estandardização da produção conformista que permite a democratização do consumo cultural universal. Edgar Morin (*1921)
  • 14.
    Democratização abre canaispara a criação, mas é fruto da padronização: o processo dialético prossegue
  • 15.
    Criação X Produção X Consumo O investigador, centrando a análise, por um lado, na cultura de massas, que denomina de indústria cultural e, por outro, no fenômeno do consumo cultural, desenvolve a tese segundo a qual a cultura de massas é o produto de um processo dialético entre criação, produção e consumo. Edgar Morin (*1921)
  • 16.
  • 17.
    O Espírito do Tempo Mas o que é, afinal, "espírito do tempo" (zeitgeist)? E uma definição do filósofo alemão Hegel. Para ele, cada época tinha seus próprios valores e modo de encarar o mundo. Edgar Morin (*1921) Georg Hegel (1770 – 1831)
  • 18.
    Alienação é conceito alienante Não é o problema da alienação, palavra esvaziada de qualquer sentido se abrange tudo que é imaginário, sonho, divertimento, pois então a alienação seria e continuaria a ser não só consubstancial, mas necessária ao ser humano. Edgar Morin (*1921)
  • 19.
    Cultura de massaexiste no socialismo também Essa crítica à cultura de massa não pode ser reduzida à crítica do capitalismo uma vez que, certamente nascida do desenvolvimento capitalista, ela responde às realidades mais complexas e profundas, como o demonstra a atração já exercida por ela na URSS e nas democracias populares. Edgar Morin (*1921)
  • 20.
    Uma 'religião' pela metade A cultura de massa é um embrião de religião da salvação terrestre, ­mas falta-lhe a promessa da imortalidade, o sagrado e o divino, para realizar-se como religião. Os valores individuais por ela exaltados - amor, felicidade, auto-realização - são precários e transitórios. Edgar Morin (*1921) Quadro "Adoração" (1966), de Nélson Leiner (*1932)
  • 21.
    Cultura marcada pela transitoriedade O indivíduo terrestre e mortal, fundamento da cultura de massa, é ele próprio o que há de mais precário e transitório; essa cultura está comprometida com a História em movimento, seu ritmo é o da atualidade seu modo de participação é lúdico-estético, seu modo de consumo é profano, sua relação com o mundo é realista. Edgar Morin (*1921)
  • 22.
    Entre o profanoe o religioso, entre o mítico e o empírico A contradição - a vitalidade e a fraqueza - da cultura de massa é a de desenvolver processos religiosos sobre o que há de mais profano, processos mitológicos sobre o que há de mais empírico. Edgar Morin (*1921)
  • 23.
    Entre o profanoe o religioso, entre o mítico e o empírico Edgar Morin (*1921) Amy Winehouse
  • 24.
    A salvação individual,versão cultura de massa E inversamente: processos empíricos e profanos sobre a idéia-mãe das religiões modernas: a salvação individual. Edgar Morin (*1921)
  • 25.
    Mercado, consumo e libido A cultura de massa, incapaz de cristalizar-se verdadeiramente como religião da vida privada, é também incapaz de alcançar além da esfera privada. Edgar Morin (*1921)
  • 26.
    Mercado, consumo e libido Assim como não pode institucionalizar-se em religião, também não pode basear-se no poder temporal e dispor de aparelho coercitivo. Não pode dispor de escola, partido, exército ou Estado. Baseia-se apenas no mercado, no consumo, na libidinagem. Edgar Morin (*1921)
  • 27.
    Realidades além do mercado A Religião, o Estado, a Nação, o Partido vivem de realidades humanas que a cultura de massa pode, em parte, estancar, mas não pode apreender. A cultura de massa não pode fazer submergir ou desagregar a Religião ou o Estado. Edgar Morin (*1921)
  • 28.
    Uma cultura realista Os deuses ­estrelas, olimpianos - os demônios ­ criminosos, assassinos - estão entre nós, são de nossa ongem, são como nós mortais. A cultura de massa é realista. Edgar Morin (*1921)
  • 29.
    Nossos "sósias" em sonho A cultura de massa trabalha em duas direções inversas. De um lado, esses sósias vivem em nosso lugar livres, soberanos; eles nos servem de consolo para a vida que nos falta, nos servem de distração para a vida que nos é dada; de outro lado, incitam-nos à imitação, dão o exemplo da busca da felicidade. Edgar Morin (*1921) Cartum de Jayron Zolgafhari - Irã
  • 30.
    Acalmando e agitando Esse duplo movimento, hipnótico e prático, integra sem dúvida um grande número de indivíduos na corrente das sociedades ocidentais, uma vez que acalma ou purifica as necessidades impraticáveis, mantém ou excita as necessidades praticáveis e, finalmente, adapta o homem aos processos dominantes. Edgar Morin (*1921)
  • 31.
    Um processo de contínua adaptação Em outras palavras, a cultura de massa se adapta aos já adaptados e adapta os adaptáveis; isto é, integra a vida social onde os desenvolvimentos econômicos e sociais lhe fornecem seus humos. Edgar Morin (*1921)
  • 32.
    A era dosshoppings, o fim da poupança O homem consumidor não é apenas o homem que consome cada vez mais. E o indivíduo que se desinteressa do investimento. Edgar Morin (*1921)
  • 33.
    Uma válvula deescape Na medida em que as grandes organizações ignoram ou esmagam o homem concreto, é no consumo, no lazer, na vida privada que este pode encontrar ou reencontrar interesse, competência e prazer. Edgar Morin (*1921)
  • 34.
    O "Ser" morreuOs críticos amargos do Espírito do Tempo são mais cegos que os cegos de que são contendores; ignoram que o que morreu não foi propriamente Deus, cuja presença está fora do mundo, foi o Ser. Edgar Morin (*1921)
  • 35.
    Edgar Morin (*1921)O "Ser" Grande individualismo Idéia de transcendência O "sendo" Pequeno individualismo "Não há mais que cegueira, fuga ou divertimento na adesão ao presente"
  • 36.
    Uma alta cultura de massa? Os circuitos internacionais de cinema independente e os cineclubes, os clubes do livro e do disco, os “terceiro-programa” do tipo BBC, os ensaios de televisão “cultural” como no Chile ou na França parecem pressagiar a constituição de uma nova esfera que se destacará da órbita da cultura de massa para gravitar em torno da "alta cuItura". Edgar Morin (*1921)
  • 37.
    Uma esperança? Jáse delineia o esboço do cosmopithekos, um ser (dotado de mais consciência? e de mais amor?) que poderia encarar o devir e assumir uma condição cósmica. Edgar Morin (*1921)
  • 38.
  • 39.
    Tema da próximaaula: Leitura de excerto da obra “Espírito do Tempo”, de Edgar Morin Edgar Morin (*1921)