Disciplina: Teorias e Técnicas da Comunicação Profa: Mara Baroni 9a aula- 13/10/2010
Edgar Morin- Teoria da Complexidade Biografia Principais obras Retomando Frankfurt Cultura, uma questão complexa Interdisciplinaridade Edgar Morin Shannon e Weaver Uma obra-prima Dialética Teoria da Complexidade –  O pensamento complexo Bibliografia
Biografia   “  Edgar Morin nasceu em 1921 em Paris. Seu nome verdadeiro é Edgar Nahoum. Fez os estudos universitários de História, Geografia e Direito na Sorbonne, onde se aproximou do Partido Comunista, ao qual se filiou m 1941. Teve papel ativo no movimento de resistência à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Depois do fim da guerra, participou da ocupação da Alemanha.
Em 1998, promoveu, com o governo francês, jornadas temáticas que originaram o livro A Religação dos Saberes.  Em 2002, a Justiça o condenou por difamação racial devido a um artigo no qual dizia que "os judeus, que foram vítimas de uma ordem impiedosa, impõem sua ordem impiedosa aos palestinos". Morin, que é judeu, pagou 1 euro como pena simbólica. Ainda diretor de pesquisas no CNRS, ele é doutor honoris causa em universidades de vários países e presidente da Associação para o Pensamento Complexo.
Principais obras: O Ano Zero da Alemanha   O Homem e a Morte   O Cinema ou o Homem Imaginário   As Estrelas: Mito e Sedução no Cinema   Revista Argumentos   Autocrítica   Filme)  Crônicas de Um Verão   L’Esprit du Temps: Neurose   Introdução à Política do Homem: argumentos políticos   Maio/68: A Brecha
Nova edição de  Introduction A Une Politique de L’Homme .  O Rumor de Orléans   O X da Questão: sujeito à flor da pele   Nova edição de  O Homem e a Morte  (de 1951).  A Unidade do Homem   O Método 1: a natureza da natureza   Os Primatas e o Homem ;  O Cérebro Humano ;  Por Uma Antropologia Fundamental   O Método 2: a vida da vida   Para Sair do Século XX   A Cabeça Bem Feita: repensar a reforma e reformar o pensamento   A Cabeça Bem Feita: repensar a reforma e reformar o pensamento   A Inteligência da Complexidade   Diálogo sobre o conhecimento.   (último livro)
Edgar Morin Pesquisador e diretor  do Centro Nacional da Pesquisa Científica da França, Edgar Morin, atualmente com 87 anos, se propôs a estudar o fenômeno da indústria cultural a partir do  princípio da complexidade .  Para ele, compreender  a questão  da sociedade de massas  implica uma série de variáveis  e não permite generalizações. O foco de sua preocupação é tanto  estética  quanto de ordem f ilosófico­cognitiva .
Retomando  Frankfurt Morin retoma em vários aspectos temas da Escola de Frankfurt, principalmente de Adorno quando, por exemplo, acata e emprega em suas obras o termo " indústria  cuItural " , mas agora  depurando do teórico alemão o viés pessimista.
Cultura, uma  questão complexa Morin, porém,  valoriza a questão da complexidade dos fenômenos comunicacionais, aproximando, em sua obra, o alemão das reflexões epistemológicas  do filósofo francês.  Gaston Bachelard  (1884-1962)
Interdisciplinaridade Morin deseja em  sua pesquisa teórica  conciliar os diferentes estudos e conclusões dos teóricos da comunicação e mesmo de outros ramos das ciências sociais e das ciências da natureza.
Shannon e Weaver Morin quer retomar   Shannon e Weaver  ( Teoria matemática) Também conhecida como matemática da informação .  Receptor­emissor,  quer   retomar os  frankfurtianos ,   quer conciliar também   outra dezena de autores de variadas disciplinas e produzir  uma ampla  Teoria da Comunicação .  O autor, portanto, torna-se defensor de  pesquisas interdisciplinares. Claude Shannon 1916-2001 Warren Weaver 1894-1978
Algumas conclusões  de Morin A cultura de  massa é o produto de uma  dialética  produção­ consumo, no seio de uma dialética global, que é a da  sociedade  no seu  conjunto.
Dialética Karl Marx  (1818 - 1883) Georg Hegel  (1770 – 1831)
Um sistema em  contínua contradição Segundo Morin,  a cultura de Massas alimenta-se de uma contradição entre a criação e a produção. À individualização da criação original, ele opõe a estandardização da produção conformista que permite a democratização do consumo cultural universal.
Democratização abre canais para a criação, mas é fruto da  padronização: o processo dialético prossegue.
Criação X Produção  X Consumo O investigador, centrando a análise, por um lado, na cultura de massas, que denomina de indústria cultural e, por outro, no fenômeno do consumo cultural, desenvolve a tese segundo a qual a cultura de massas é o produto de um processo dialético entre criação, produção e consumo.
Cultura de massa existe  no socialismo também Essa crítica à cultura de massa  não pode ser reduzida à crítica do capitalismo uma vez que, certamente nascida do desenvolvimento capitalista, ela responde às realidades mais complexas e profundas, como o demonstra a atração já exercida por ela na URSS e nas democracias populares.
Uma 'religião' pela metade A cultura de massa é um embrião de religião da salvação terrestre, ­mas falta-lhe a promessa da imortalidade, o sagrado e o divino, para realizar-se como religião. Os valores individuais por ela exaltados - amor, felicidade, auto-realização - são precários e transitórios . Quadro "Adoração" (1966), de Nélson Leiner (*1932)
Cultura marcada  pela transitoriedade O indivíduo terrestre  e mortal, fundamento da  cultura de massa,  ele próprio o que  há de mais precário  e transitório; essa  cultura está  comprometida  com a História  em movimento,  seu ritmo é o da  atualidade seu modo de participação é lúdico-estético, seu  modo de consumo é profano, sua relação  com o mundo é realista.
Entre o profano e o religioso, entre o mítico  e o empírico A contradição - a vitalidade e a fraqueza - da cultura de massa é a de desenvolver processos religiosos sobre o que há de mais profano, processos mitológicos sobre o que há de mais empírico.
Entre o profano e o religioso, entre o mítico e o empírico Amy Winehouse
A salvação individual, versão cultura de massa E inversamente: processos empíricos e profanos sobre a idéia-mãe das religiões modernas:  a salvação individual.
Mercado, consumo  e libido A cultura de massa, incapaz de cristalizar-se  verdadeiramente  como religião da  vida privada, é também incapaz de alcançar além da esfera privada.
Realidades além  do mercado A Religião, o  Estado, a Nação,  o Partido vivem  de realidades  humanas que a  cultura de massa  pode, em parte,  estancar, mas não  pode apreender.  A cultura de massa  não pode fazer  submergir ou  desagregar a  Religião ou o Estado.
Uma cultura  realista Os deuses ­estrelas, olimpianos - os demônios ­ criminosos, assassinos - estão entre nós, são de nossa ongem, são como nós mortais. A cultura de massa é realista.
Um processo de  contínua adaptação Em outras palavras,  a cultura de massa  se adapta aos já adaptados e adapta os adaptáveis; isto é, integra a vida social onde os desenvolvimentos econômicos e sociais lhe fornecem seus humos.
A era dos shoppings, o fim da poupança O homem consumidor não é apenas o homem que consome cada vez mais. E o indivíduo que se desinteressa do investimento.
Teoria da Complexidade –  O pensamento complexo
A certeza tem por causa e efeito o de dissolver a complexidade pela simplicidade   1-O princípio da ordem postula que o universo é regido pelas leis imperativas.  Até Newton, essa ordem superior chamava-se Deus .  De Newton prá cá, essa ordem se fundamenta sobre ela mesma, ou seja o mundo concebido como uma máquina perfeita onde as imperfeições ou desordem são, na verdade, lacunas de nosso saber ainda para serem descobertas e explicadas!
“ Efeitos de nossa ignorância provisória”. Atrás dessa desordem aparente existe uma ordem escondida a ser descoberta e é a pesquisa multiforme, obsessiva da ordem escondida das leis da natureza que a conduz às grandiosas descobertas da ciência física, de Newton a Einstein.  (MORIN, p.95)
2-. O princípio da separabilidade:  Para resolver um problema é preciso decompô-lo em elementos simples – Discurso do Método.  O problema é que “falta a consciência da dificuldade que coloca o conjunto enquanto conjunto”. (MORIN, p.96)
Desde o início a separabilidade se impôs no domínio científico pela especialização dos saberes que evolui para a hiperespecialização e compartimentalização disciplinar, em que conjuntos complexos como natureza e ser humano foram fragmentados em partes (especialidades) não comunicantes.
3- O princípio da redução busca reduzir o conhecível àquilo que é mensurável, quantificável, formalizável, segundo axioma de Galileu:  os fenômenos só devem ser descritos com a ajuda quantidades mensuráveis.
O princípio da redução  anima todos os empreendimentos destinados a dissolver o espírito no cérebro, a reenviar o cérebro ao neurônio, a explicar o humano pelo biológico, o biológico pelo químico ou pelo mecânico. Ele anima todos os empreendimentos que tratam da história e da sociedade humana fazendo economia dos indivíduos, da consciência, dos acontecimentos.  (MORIN, p.96, 97)
4-  A lógia indutivo-dedutivo-identitária identificada com a Razão.  A dedução e a indução são os processos animais e humanos mais correntes para aquisição de um conhecimento. E essas são as bases da lógica clássica que se impregnaram na argumentação e construção teórica das ciências.  O problema é que a dedução e a indução deixam de fora tudo que opera a invenção e a criação.  .
Os quatro pilares são, de fato, interdependentes e se entre-reforçam um ao outro.  Disjunção e redução eliminam aquilo que não é redutível à ordem, às leis gerais, às unidades elementares.
As ciências clássicas foram divididas entre duas obsessões: aquela da unidade e aquela da variedade, cada uma correspondendo a um certo tipo de espírito e, aliás, seu antagonismo foi produtivo, permitindo desenvolver ao mesmo tempo a diversificação e a unificação do saber, sem contudo chegar à concepção da  unitas multiplex .  (MORIN, p. 99)
A conjunção dos quatro pilares determina o pensamento simplificador  e este só concebe os objetos simples que obedecem às leis gerais. Produz um saber anônimo, cego, sobre todo o contexto e todo o complexo; ignora o singular, o concreto, a existência, o sujeito, a afetividade, os sofrimentos, os gozos, os desejos, as finalidades, o espírito, a consciência.
.  Ele considera o cosmos, a vida, o ser humano, como máquina deterministas triviais através das quais poderiam prever todos os  outputs  se conhecêssemos todos os  inputs .
Correlativamente, a inteligência oriunda dos quatro pilares é de uma terrível eficácia. Ela permitiu e desenvolveu a manipulação de inúmeras vitórias técnicas, ignorando contudo os efeitos perversos que elas possam engendrar. Morin
O complexo é aquilo que é tecido simultaneamente, aí subentendido ordem/desordem, um/múltiplo, todo/partes, objeto/meio ambiente, objeto/sujeito, claro/escuro. A complexidade se reconhece portanto pelos traços negativos: incertezas, insuficiência da lógica. Mas se reconhece também pelos traços positivos: o tecido comum onde se unem o um e o múltiplo, o universal e o singular, a ordem a desordem e a organização.
A complexidade é desafio e não solução. O desafio de reunir. O desafio de tratar as incertezas. O desafio lógico: Como tratar os paradoxos? Como aceitar contradições e antagonismos? Como manter a lógica transgredindo-a  completamente? Como integrar a indissolubilidade? O desafio do método.  Morin,
O método de Morin. Instrumentos: 1. A noção de SISTEMA. 2. A idéia da Circularidade. 3. O looping auto-produtivo. 4. O operador dialógico. 5. A introdução do conhecedor no conhecimento. 6. A ética da tolerância.   .
CIRCULARIDADE Os indivíduos  produzem  a sociedade. Mas ela mesma, como sua linguagem e cultura retroage sobre os indivíduos transformando-os. Somos produtos e produtores ao mesmo tempo. A parte está dentro do todo, mas o todo está dentro das partes.
“ Partindo de um método do conhecimento cheguei em um pensamento e, de certo modo, em uma filosofia. Filosofia que não significa somente o conhecimento isolado da ética e da ação, mas que se prolonga nos diversos campos da existência”. Edgar Morin.
O operador dialógico. Para ompreendermos alguns fenômenos complexos é necessário juntar duas noções que a princípio são antagônicas, e que são, ao mesmo tempo, complementares.” “ Viver de morte. Morrer de  vida.” Heráclito
BIBLIOGRAFIA OLIVEIRA, Mariella- Aula de competências profissionais- Teorias da Comunicação. Slides de Francisco de Assis; Disponível em:  http://www.slideshare.net/erlana/edgar-morin-1215204 http://www.slideshare.net/araujofamilia/tc1aula72008

Design gráfico 9a aula

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    Disciplina: Teorias eTécnicas da Comunicação Profa: Mara Baroni 9a aula- 13/10/2010
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    Edgar Morin- Teoriada Complexidade Biografia Principais obras Retomando Frankfurt Cultura, uma questão complexa Interdisciplinaridade Edgar Morin Shannon e Weaver Uma obra-prima Dialética Teoria da Complexidade – O pensamento complexo Bibliografia
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    Biografia “ Edgar Morin nasceu em 1921 em Paris. Seu nome verdadeiro é Edgar Nahoum. Fez os estudos universitários de História, Geografia e Direito na Sorbonne, onde se aproximou do Partido Comunista, ao qual se filiou m 1941. Teve papel ativo no movimento de resistência à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Depois do fim da guerra, participou da ocupação da Alemanha.
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    Em 1998, promoveu,com o governo francês, jornadas temáticas que originaram o livro A Religação dos Saberes. Em 2002, a Justiça o condenou por difamação racial devido a um artigo no qual dizia que "os judeus, que foram vítimas de uma ordem impiedosa, impõem sua ordem impiedosa aos palestinos". Morin, que é judeu, pagou 1 euro como pena simbólica. Ainda diretor de pesquisas no CNRS, ele é doutor honoris causa em universidades de vários países e presidente da Associação para o Pensamento Complexo.
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    Principais obras: OAno Zero da Alemanha O Homem e a Morte O Cinema ou o Homem Imaginário As Estrelas: Mito e Sedução no Cinema Revista Argumentos Autocrítica Filme) Crônicas de Um Verão L’Esprit du Temps: Neurose Introdução à Política do Homem: argumentos políticos Maio/68: A Brecha
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    Nova edição de Introduction A Une Politique de L’Homme . O Rumor de Orléans O X da Questão: sujeito à flor da pele Nova edição de O Homem e a Morte (de 1951). A Unidade do Homem O Método 1: a natureza da natureza Os Primatas e o Homem ; O Cérebro Humano ; Por Uma Antropologia Fundamental O Método 2: a vida da vida Para Sair do Século XX A Cabeça Bem Feita: repensar a reforma e reformar o pensamento A Cabeça Bem Feita: repensar a reforma e reformar o pensamento A Inteligência da Complexidade Diálogo sobre o conhecimento. (último livro)
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    Edgar Morin Pesquisadore diretor do Centro Nacional da Pesquisa Científica da França, Edgar Morin, atualmente com 87 anos, se propôs a estudar o fenômeno da indústria cultural a partir do princípio da complexidade . Para ele, compreender a questão da sociedade de massas implica uma série de variáveis e não permite generalizações. O foco de sua preocupação é tanto estética quanto de ordem f ilosófico­cognitiva .
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    Retomando FrankfurtMorin retoma em vários aspectos temas da Escola de Frankfurt, principalmente de Adorno quando, por exemplo, acata e emprega em suas obras o termo " indústria cuItural " , mas agora depurando do teórico alemão o viés pessimista.
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    Cultura, uma questão complexa Morin, porém, valoriza a questão da complexidade dos fenômenos comunicacionais, aproximando, em sua obra, o alemão das reflexões epistemológicas do filósofo francês. Gaston Bachelard (1884-1962)
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    Interdisciplinaridade Morin desejaem sua pesquisa teórica conciliar os diferentes estudos e conclusões dos teóricos da comunicação e mesmo de outros ramos das ciências sociais e das ciências da natureza.
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    Shannon e WeaverMorin quer retomar Shannon e Weaver ( Teoria matemática) Também conhecida como matemática da informação . Receptor­emissor, quer retomar os frankfurtianos , quer conciliar também outra dezena de autores de variadas disciplinas e produzir uma ampla Teoria da Comunicação . O autor, portanto, torna-se defensor de pesquisas interdisciplinares. Claude Shannon 1916-2001 Warren Weaver 1894-1978
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    Algumas conclusões de Morin A cultura de massa é o produto de uma dialética produção­ consumo, no seio de uma dialética global, que é a da sociedade no seu conjunto.
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    Dialética Karl Marx (1818 - 1883) Georg Hegel (1770 – 1831)
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    Um sistema em contínua contradição Segundo Morin, a cultura de Massas alimenta-se de uma contradição entre a criação e a produção. À individualização da criação original, ele opõe a estandardização da produção conformista que permite a democratização do consumo cultural universal.
  • 16.
    Democratização abre canaispara a criação, mas é fruto da padronização: o processo dialético prossegue.
  • 17.
    Criação X Produção X Consumo O investigador, centrando a análise, por um lado, na cultura de massas, que denomina de indústria cultural e, por outro, no fenômeno do consumo cultural, desenvolve a tese segundo a qual a cultura de massas é o produto de um processo dialético entre criação, produção e consumo.
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    Cultura de massaexiste no socialismo também Essa crítica à cultura de massa não pode ser reduzida à crítica do capitalismo uma vez que, certamente nascida do desenvolvimento capitalista, ela responde às realidades mais complexas e profundas, como o demonstra a atração já exercida por ela na URSS e nas democracias populares.
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    Uma 'religião' pelametade A cultura de massa é um embrião de religião da salvação terrestre, ­mas falta-lhe a promessa da imortalidade, o sagrado e o divino, para realizar-se como religião. Os valores individuais por ela exaltados - amor, felicidade, auto-realização - são precários e transitórios . Quadro "Adoração" (1966), de Nélson Leiner (*1932)
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    Cultura marcada pela transitoriedade O indivíduo terrestre e mortal, fundamento da cultura de massa, ele próprio o que há de mais precário e transitório; essa cultura está comprometida com a História em movimento, seu ritmo é o da atualidade seu modo de participação é lúdico-estético, seu modo de consumo é profano, sua relação com o mundo é realista.
  • 22.
    Entre o profanoe o religioso, entre o mítico e o empírico A contradição - a vitalidade e a fraqueza - da cultura de massa é a de desenvolver processos religiosos sobre o que há de mais profano, processos mitológicos sobre o que há de mais empírico.
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    Entre o profanoe o religioso, entre o mítico e o empírico Amy Winehouse
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    A salvação individual,versão cultura de massa E inversamente: processos empíricos e profanos sobre a idéia-mãe das religiões modernas: a salvação individual.
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    Mercado, consumo e libido A cultura de massa, incapaz de cristalizar-se verdadeiramente como religião da vida privada, é também incapaz de alcançar além da esfera privada.
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    Realidades além do mercado A Religião, o Estado, a Nação, o Partido vivem de realidades humanas que a cultura de massa pode, em parte, estancar, mas não pode apreender. A cultura de massa não pode fazer submergir ou desagregar a Religião ou o Estado.
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    Uma cultura realista Os deuses ­estrelas, olimpianos - os demônios ­ criminosos, assassinos - estão entre nós, são de nossa ongem, são como nós mortais. A cultura de massa é realista.
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    Um processo de contínua adaptação Em outras palavras, a cultura de massa se adapta aos já adaptados e adapta os adaptáveis; isto é, integra a vida social onde os desenvolvimentos econômicos e sociais lhe fornecem seus humos.
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    A era dosshoppings, o fim da poupança O homem consumidor não é apenas o homem que consome cada vez mais. E o indivíduo que se desinteressa do investimento.
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    Teoria da Complexidade– O pensamento complexo
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    A certeza tempor causa e efeito o de dissolver a complexidade pela simplicidade 1-O princípio da ordem postula que o universo é regido pelas leis imperativas. Até Newton, essa ordem superior chamava-se Deus . De Newton prá cá, essa ordem se fundamenta sobre ela mesma, ou seja o mundo concebido como uma máquina perfeita onde as imperfeições ou desordem são, na verdade, lacunas de nosso saber ainda para serem descobertas e explicadas!
  • 32.
    “ Efeitos denossa ignorância provisória”. Atrás dessa desordem aparente existe uma ordem escondida a ser descoberta e é a pesquisa multiforme, obsessiva da ordem escondida das leis da natureza que a conduz às grandiosas descobertas da ciência física, de Newton a Einstein. (MORIN, p.95)
  • 33.
    2-. O princípioda separabilidade: Para resolver um problema é preciso decompô-lo em elementos simples – Discurso do Método. O problema é que “falta a consciência da dificuldade que coloca o conjunto enquanto conjunto”. (MORIN, p.96)
  • 34.
    Desde o inícioa separabilidade se impôs no domínio científico pela especialização dos saberes que evolui para a hiperespecialização e compartimentalização disciplinar, em que conjuntos complexos como natureza e ser humano foram fragmentados em partes (especialidades) não comunicantes.
  • 35.
    3- O princípioda redução busca reduzir o conhecível àquilo que é mensurável, quantificável, formalizável, segundo axioma de Galileu: os fenômenos só devem ser descritos com a ajuda quantidades mensuráveis.
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    O princípio daredução anima todos os empreendimentos destinados a dissolver o espírito no cérebro, a reenviar o cérebro ao neurônio, a explicar o humano pelo biológico, o biológico pelo químico ou pelo mecânico. Ele anima todos os empreendimentos que tratam da história e da sociedade humana fazendo economia dos indivíduos, da consciência, dos acontecimentos. (MORIN, p.96, 97)
  • 37.
    4- Alógia indutivo-dedutivo-identitária identificada com a Razão. A dedução e a indução são os processos animais e humanos mais correntes para aquisição de um conhecimento. E essas são as bases da lógica clássica que se impregnaram na argumentação e construção teórica das ciências. O problema é que a dedução e a indução deixam de fora tudo que opera a invenção e a criação. .
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    Os quatro pilaressão, de fato, interdependentes e se entre-reforçam um ao outro. Disjunção e redução eliminam aquilo que não é redutível à ordem, às leis gerais, às unidades elementares.
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    As ciências clássicasforam divididas entre duas obsessões: aquela da unidade e aquela da variedade, cada uma correspondendo a um certo tipo de espírito e, aliás, seu antagonismo foi produtivo, permitindo desenvolver ao mesmo tempo a diversificação e a unificação do saber, sem contudo chegar à concepção da unitas multiplex . (MORIN, p. 99)
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    A conjunção dosquatro pilares determina o pensamento simplificador e este só concebe os objetos simples que obedecem às leis gerais. Produz um saber anônimo, cego, sobre todo o contexto e todo o complexo; ignora o singular, o concreto, a existência, o sujeito, a afetividade, os sofrimentos, os gozos, os desejos, as finalidades, o espírito, a consciência.
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    . Eleconsidera o cosmos, a vida, o ser humano, como máquina deterministas triviais através das quais poderiam prever todos os outputs se conhecêssemos todos os inputs .
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    Correlativamente, a inteligênciaoriunda dos quatro pilares é de uma terrível eficácia. Ela permitiu e desenvolveu a manipulação de inúmeras vitórias técnicas, ignorando contudo os efeitos perversos que elas possam engendrar. Morin
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    O complexo éaquilo que é tecido simultaneamente, aí subentendido ordem/desordem, um/múltiplo, todo/partes, objeto/meio ambiente, objeto/sujeito, claro/escuro. A complexidade se reconhece portanto pelos traços negativos: incertezas, insuficiência da lógica. Mas se reconhece também pelos traços positivos: o tecido comum onde se unem o um e o múltiplo, o universal e o singular, a ordem a desordem e a organização.
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    A complexidade édesafio e não solução. O desafio de reunir. O desafio de tratar as incertezas. O desafio lógico: Como tratar os paradoxos? Como aceitar contradições e antagonismos? Como manter a lógica transgredindo-a completamente? Como integrar a indissolubilidade? O desafio do método. Morin,
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    O método deMorin. Instrumentos: 1. A noção de SISTEMA. 2. A idéia da Circularidade. 3. O looping auto-produtivo. 4. O operador dialógico. 5. A introdução do conhecedor no conhecimento. 6. A ética da tolerância. .
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    CIRCULARIDADE Os indivíduos produzem a sociedade. Mas ela mesma, como sua linguagem e cultura retroage sobre os indivíduos transformando-os. Somos produtos e produtores ao mesmo tempo. A parte está dentro do todo, mas o todo está dentro das partes.
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    “ Partindo deum método do conhecimento cheguei em um pensamento e, de certo modo, em uma filosofia. Filosofia que não significa somente o conhecimento isolado da ética e da ação, mas que se prolonga nos diversos campos da existência”. Edgar Morin.
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    O operador dialógico.Para ompreendermos alguns fenômenos complexos é necessário juntar duas noções que a princípio são antagônicas, e que são, ao mesmo tempo, complementares.” “ Viver de morte. Morrer de vida.” Heráclito
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    BIBLIOGRAFIA OLIVEIRA, Mariella-Aula de competências profissionais- Teorias da Comunicação. Slides de Francisco de Assis; Disponível em: http://www.slideshare.net/erlana/edgar-morin-1215204 http://www.slideshare.net/araujofamilia/tc1aula72008