jornalismo impresso   Professor mestre Artur Araujo  (artur.araujo@puc-campinas.edu.br) A notícia como “estória” Acesse o site:  http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/  Acesse o FTP:  ftp://ftp-acd.puc-campinas.edu.br/pub/professores/clc/artur.araujo/  Gaye Tuchman Roland Barthes
 
Seminários sobre reportagens Serão nos dias 11 e 15 de maio.  Estamos a três dias do início dos seminários. A nota para a tarefa é até 3.
A prova A prova será 22 de maio (sexta-feira).  Estamos a 14 dias da prova. Será uma prova com consulta. Cada um terá duas perguntas para dissertar. A nota máxima será 4.
Os temas da prova serão: A reportagem narrativa A reportagem descritiva A resenha e a crítica A coluna jornalística O jornal como modelo de negócio O dilema web X papel. Edição e viés ideológico A crônica Quality papers e jornais populares Categorias do jornalismo
Palestra – 20 de maio
A visão da socióloga  Gaye Tuchman A notícia de jornal é uma  forma de literatura popular,  uma reencarnação das ainda  populares novelas apresentadas de uma outra forma. Os repórteres descobrem acontecimentos nos quais conseguem localizar os temas e os conflitos de uma sociedade em particular. Estes acontecimentos são recontados essencialmente através da mesma ‘estória’ de ano para ano ou mesmo de década para década.  Gaye Tuchman
Parábolas do cotidiano Os jornalistas aprendem  formas de narrativas (frames)  que eles usam como  dispositivo profissional,  como mecanismos que eles podem aplicar para transformar os acontecimentos no seu “produto”, que são relatos de fatos ou  news stories .  Gaye Tuchman
Enquadramentos Os frames organizam as  strips   do mundo quotidiano,  entendendo-se por  strip  uma  fatia ou corte arbitrário do fluxo  da atividade corrente.  Esses enquadramentos também podem governar a constante organização social dos próprios acontecimentos.  Gaye Tuchman
Estereótipos narrativos É claro que os “dispositivos de  framing” (noticiar e  acrescentar uma determinada  informação) identificam os  acontecimentos.  Trata-se de estereótipos narrativos. Gaye Tuchman
Estereótipos narrativos Lide clássico Jornalismo literário (uso de ‘clichês’ para contar ‘estórias’)
Uma forma de  comunicação Certamente, a importância das  “estórias” enquanto frames  está implícita na literatura  sobre a comunicação que trata o problema  da socialização dos jornalistas.  Gaye Tuchman
Estrutura rígida  fundamenta essa ‘literatura’ Aprender “estórias” inclui  aprender a identificar o  lide de uma “estória”, a  distinguir entre um lide de suíte, a fazer uma transição suave entre os parágrafos potencialmente disjuntivos, e a dispor os parágrafos de modo que caiam “naturalmente” numa pirâmide invertida.  Gaye Tuchman
Realidade ou ficção? Argumentar que as notícias são  “estórias” e que as “estórias”  são frames para identificar  e definir acontecimentos pode parecer implicar  que as “estórias” não são factuais nem objetivas.  Gaye Tuchman
Realidade, sob o manto dos padrões discursivos Não se trata de inventar, mas sim de dizer que há  necessidade de, ao se dizer os fatos, é necessário ter familiaridade com os padrões dissertativos, narrativos e descritivos consagrados. Essas convergências facilitam a comunicação e constituem elementos-chave do discurso jornalístico. Gaye Tuchman
Facticidade e  objetividade O fato de os repórteres como  profissionais terem em  princípio aderido às normas  de facticidade e objetividade  pode demonstrar até que ponto  o ato de contar ‘estórias’ é um aspecto coercitivo do trabalho de um repórter e também demonstrar que a ‘estória’ faz exigências ao repórter enquanto contador de ‘estórias’.  Gaye Tuchman
Não há contradição Ser um repórter que lida com  fatos e ser um contador de  ‘estórias’ não são actividades  antitéticas.  De fato, é muito provável que alguns acontecimentos nunca consigam ‘ser notícia’ porque o catálogo de antigos frames de ‘estórias’ não inclui um frame particular que se lhes possa aplicar.  Gaye Tuchman
As notícias ‘se parecem’ porque são estruturas Continua-se a ter a pretensão  de que todas as ‘estórias’  surgem diretamente de fatos  relativos a acontecimentos.  Se for verdade que se pode colocar seis repórteres num tribunal a assistir a seis horas de falação e eles saírem de lá com a mesma ‘estória’, os jornalistas preferem ver isto mais como a defesa da objetividade do que o triunfo da fórmula de construção narrativa.  Gaye Tuchman
Roland Barthes A tese de que o noticiário,  definido por Barthes como  ‘fait divers’ (notícias ‘sensacionais’), são uma forma de literatura popular, também encontra respaldo, com ressalvas, nas investigações teóricas do semiólogo francês. Vamos ler agora exertos de ‘a estrutura dos fait divers’ Roland Barthes

A notícia como gênero literário

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    jornalismo impresso Professor mestre Artur Araujo (artur.araujo@puc-campinas.edu.br) A notícia como “estória” Acesse o site: http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/ Acesse o FTP: ftp://ftp-acd.puc-campinas.edu.br/pub/professores/clc/artur.araujo/ Gaye Tuchman Roland Barthes
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    Seminários sobre reportagensSerão nos dias 11 e 15 de maio. Estamos a três dias do início dos seminários. A nota para a tarefa é até 3.
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    A prova Aprova será 22 de maio (sexta-feira). Estamos a 14 dias da prova. Será uma prova com consulta. Cada um terá duas perguntas para dissertar. A nota máxima será 4.
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    Os temas daprova serão: A reportagem narrativa A reportagem descritiva A resenha e a crítica A coluna jornalística O jornal como modelo de negócio O dilema web X papel. Edição e viés ideológico A crônica Quality papers e jornais populares Categorias do jornalismo
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    A visão dasocióloga Gaye Tuchman A notícia de jornal é uma forma de literatura popular, uma reencarnação das ainda populares novelas apresentadas de uma outra forma. Os repórteres descobrem acontecimentos nos quais conseguem localizar os temas e os conflitos de uma sociedade em particular. Estes acontecimentos são recontados essencialmente através da mesma ‘estória’ de ano para ano ou mesmo de década para década. Gaye Tuchman
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    Parábolas do cotidianoOs jornalistas aprendem formas de narrativas (frames) que eles usam como dispositivo profissional, como mecanismos que eles podem aplicar para transformar os acontecimentos no seu “produto”, que são relatos de fatos ou news stories . Gaye Tuchman
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    Enquadramentos Os framesorganizam as strips do mundo quotidiano, entendendo-se por strip uma fatia ou corte arbitrário do fluxo da atividade corrente. Esses enquadramentos também podem governar a constante organização social dos próprios acontecimentos. Gaye Tuchman
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    Estereótipos narrativos Éclaro que os “dispositivos de framing” (noticiar e acrescentar uma determinada informação) identificam os acontecimentos. Trata-se de estereótipos narrativos. Gaye Tuchman
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    Estereótipos narrativos Lideclássico Jornalismo literário (uso de ‘clichês’ para contar ‘estórias’)
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    Uma forma de comunicação Certamente, a importância das “estórias” enquanto frames está implícita na literatura sobre a comunicação que trata o problema da socialização dos jornalistas. Gaye Tuchman
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    Estrutura rígida fundamenta essa ‘literatura’ Aprender “estórias” inclui aprender a identificar o lide de uma “estória”, a distinguir entre um lide de suíte, a fazer uma transição suave entre os parágrafos potencialmente disjuntivos, e a dispor os parágrafos de modo que caiam “naturalmente” numa pirâmide invertida. Gaye Tuchman
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    Realidade ou ficção?Argumentar que as notícias são “estórias” e que as “estórias” são frames para identificar e definir acontecimentos pode parecer implicar que as “estórias” não são factuais nem objetivas. Gaye Tuchman
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    Realidade, sob omanto dos padrões discursivos Não se trata de inventar, mas sim de dizer que há necessidade de, ao se dizer os fatos, é necessário ter familiaridade com os padrões dissertativos, narrativos e descritivos consagrados. Essas convergências facilitam a comunicação e constituem elementos-chave do discurso jornalístico. Gaye Tuchman
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    Facticidade e objetividade O fato de os repórteres como profissionais terem em princípio aderido às normas de facticidade e objetividade pode demonstrar até que ponto o ato de contar ‘estórias’ é um aspecto coercitivo do trabalho de um repórter e também demonstrar que a ‘estória’ faz exigências ao repórter enquanto contador de ‘estórias’. Gaye Tuchman
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    Não há contradiçãoSer um repórter que lida com fatos e ser um contador de ‘estórias’ não são actividades antitéticas. De fato, é muito provável que alguns acontecimentos nunca consigam ‘ser notícia’ porque o catálogo de antigos frames de ‘estórias’ não inclui um frame particular que se lhes possa aplicar. Gaye Tuchman
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    As notícias ‘separecem’ porque são estruturas Continua-se a ter a pretensão de que todas as ‘estórias’ surgem diretamente de fatos relativos a acontecimentos. Se for verdade que se pode colocar seis repórteres num tribunal a assistir a seis horas de falação e eles saírem de lá com a mesma ‘estória’, os jornalistas preferem ver isto mais como a defesa da objetividade do que o triunfo da fórmula de construção narrativa. Gaye Tuchman
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    Roland Barthes Atese de que o noticiário, definido por Barthes como ‘fait divers’ (notícias ‘sensacionais’), são uma forma de literatura popular, também encontra respaldo, com ressalvas, nas investigações teóricas do semiólogo francês. Vamos ler agora exertos de ‘a estrutura dos fait divers’ Roland Barthes

Notas do Editor

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