Tuberculose 
Marcos Adams Goldraich 
Luis Garcia
Tuberculose 
Marcos Adams Goldraich 
Luis Garcia 
“tb or not tb. that’s the question” 
ney gulcó
Pneumotórax 
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. 
A vida inteira que podia ter sido e que não foi. 
Tosse, tosse, tosse... 
Mandou chamar o médico: 
- Diga trinta e três. 
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três... 
- Respire. 
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito 
infiltrado. 
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? 
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 
Manuel Bandeira
Tuberculose 
• Doença que pode ter sua resolução completa 
na APS, incluindo todas etapas do processo 
– Investigação de SR e contatos 
– Diagnóstico, tratamento e acompanhamento 
– Alta 
– 10% necessitam de Serviço Especializado 
– Qualidade no registro da INFORMAÇÃO!!
Tópicos 
• Importância da TB no Brasil e mundo 
• Investigação e diagnóstico 
• Tratamento e acompanhamento 
• ILTB 
• TB em gestantes 
• TB em crianças 
• TB extrapulmonar 
• DOT 
• Critérios de alta 
• Sistemas de registro 
• Indicadores de qualidade
1. India 2.500.000 
2. China 1.100.000 
3. África do Sul 600.000 
4. Indonésia 500.000 
5. Paquistao 400.000 
17. Brasil 70.000
55% dos casos
Taxa de incidência de TB por capitais. 
Brasil, 2013* 
Por 100.000 hab. 
Capitais 
Capitais: 55,5 
Fonte: SES/MS/Sinan e IBGE. * Dados preliminares sujeitos a revisão
TOTAL: 107/100.000 
FONTE: SUBPAV
FONTE: SUBPAV
Sintomático Respiratório 
• Tosse há mais de 3 semanas 
• 1% da população é SR 
– Destes, 4% são bacilíferos 
• Busca ativa 
- Todos SR 
- Contatos de pessoas com TB 
- Populações de risco (cárcere, moradores de rua, 
asilos, etilistas, usuário de drogas, imunodeprimidos) 
- Suspeita radiológica
FONTE: LCTB, SUBPAV
Baciloscopia 
• Detecta até 80% dos casos de TB pulmonar 
• Especificidade de 90% 
• Nas formas intersticiais, tem sensibilidade de 
32% 
• Acompanhamento dos SR no livro azul 
• Rendimento 
• 1ª amostra: 85% 2ª amostra: 12% 3ª amostra: 2%
Coleta 
• 1ª amostra: na CF 
– Área externa 
– 5 a 10ml 
– Evitar secreção aspirada do nariz 
• 2ª amostra: em casa 
– Tomar bastante água 
– Lavar a boca com água 
– Jejum 
• Sem tosse -> escarro induzido (SISREG) 
– Nebulização com solução salina hipertônica 3% 
• 5ml SF 0.9% + 0.5ml NaCl 20%
Cultura 
• Realizada com o teste de sensibilidade 
• Indicações: 
– Tto empírico (BAAR negativo) 
– Retratamento - alta ou recidiva 
– HIV+ 
– TB extrapulmonar 
– Suspeita de resistência 
– BAAR + no 2º mês de tratamento
FONTE: LCTB, SUBPAV
FONTE: LCTB, SUBPAV
FONTE: LCTB, SUBPAV
FONTE: LCTB, SUBPAV
TESTE RÁPIDO HIV 
FONTE: LCTB, SUBPAV
Contatos 
• Contato direto e prolongado com casos de TB 
pulmonar (P+) 
– principalmente domiciliares 
– mais de 6 horas de convívio diário 
– exposição de pelo menos 200h
FONTE: LCTB, SUBPAV
PNCT 2010
Quimioprofilaxia 
• Efetiva para diminuir a chance de contágio em 
pessoas que convivem com pacientes com TB 
ativa. 
• Efetividade de 60-90% 
• Algumas indicações: 
– RN co-habitantes de bacilíferos 
– Menores de 15 anos sem BCG com PPD reator 
– HIV+ contato domiciliar 
– HIV+ com PPD > 5mm 
– Aumento no PPD de 10mm em um ano 
– Segundo PNCT – PPD>5mm
FONTE: LCTB, SUBPAV
PNCT 2010
PNCT 2010
Gestantes 
• Gestação não altera PPD 
• Diagnóstico semelhante 
– BAAR 
– RX tórax 
• TB pulmonar não aumenta risco de aborto ou 
prematuridade, desde que tto seja correto 
• Risco aumentado de efeitos adversos do tto 
– Suplementação com piridoxina 
• Tratamento: RHZE 
• Aleitamento normal
TB pediátrica 
• 20% dos casos são extrapulmonares 
– Escrófulo, pleural, óssea e meningoencefálica 
• Maior risco de formas graves 
• Infecção leva a doença em 5-10% dos casos 
• Aspectos centrais 
1. Em menores de 5 anos diagnóstico é desafiador 
2. Evento sentinela 
3. Risco aumentado de progressão de TB latente para 
infecção ativa
Sintomas 
– Perda de peso, inapetência 
– Febre > 15 dias 
– Tosse, sintomas respiratórios > 3 semanas 
– Sudorese noturna 
– Contato recente com bacilífero
Diagnóstico 
– PPD sempre na suspeita 
– Radiografia de tórax 
• Infiltrado nos lobos superiores 
• Alargamento do mediastino por adenopatia 
• Opacidades ou atelectasias sem melhora com ATB 
• Cavitação é pouco frequente 
– BAAR 
• Baciloscopia negativa
FONTE: LCTB, SUBPAV
Esquema diagnóstico 
• Diagnóstico de certeza 
– Confirmação bacteriológica -> RARO 
• Diagnóstico muito provável (>40 pontos) 
– Tratamento indicado 
• Diagnóstico possível (30-35 pontos) 
– Candidato a tratamento 
• Diagnóstico pouco provável (<25 pontos) 
– Procurar diagnóstico alternativo
Tratamento 
• RHZ em menores de 10 anos 
• Rifampicina 10mg/kg/dia 
• Isoniazida 10mg/kg/dia 
• Pirazinamida 25-30mg/kg/dia 
• Fase de ataque (2 meses RHZ) + 
manutenção (4 meses RH) 
• DOT também é indicado 
• Solução oral ou comprimidos esmagados 
• Monitoramento mensal do peso
Controle de contatos sem o PPD 
Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil, MS 2011 
Contatos de Tuberculose sensível às drogas 
Recém-nascidos com 
mães bacilíferas 
Não vacinar com BCG e tratar ILTB por seis meses. 
Crianças sintomáticas < 10 
anos 
Investigação de tuberculose: RX de tórax, basciloscopia/cultura 
(a partir de 5 ou 6 anos de idade). Excluída a doença ativa, 
manter seguimento. 
Crianças ≤ 5 anos 
assintomáticas 
Exclusão TB = tratar a ILTB sem a PT. 
Crianças > 5 anos, 
adolescentes e adultos 
assintomáticos 
Exclusão TB = avaliar individualmente indicação de profilaxia 
com isoniazida sem PT. Levar em consideração o 
risco/benefício, grau de exposição e comorbidades. 
Adultos e adolescentes 
sintomáticos 
Investigação de tuberculose. 
Gestantes Postergar o tratamento da ILTB para após o parto, à exceção 
da gestante HIV+ (tratar após o 3º mês de gestação).
FONTE: LCTB, SUBPAV
BCG 
• Protege contra formas graves – até 80% 
– Disseminação hematogênica, miliar e 
meningoencefalite 
• NÃO evita infecção primária
DOT - TDO 
• Características relacionadas ao abandono 
– homens, solteiros, desempregados, baixa 
escolaridade 
– uso de álcool, tabaco e outras drogas 
– tto prévio para TB, multirresistência, 
– HIV+ 
– abandono prévio 
– população privada de liberdade (ou ex) 
– baciloscopia negativa no diagnóstico 
– moradores de rua ou alta vulnerabilidade social 
– tto não supervisionado 
• Maior risco de abandono entre 2º e 3º mês
DOT- TDO 
• OMS 
– 3 observações semanais na 1ª fase (mín 24 doses) 
– 2 observações semanais na 2ª fase (mín 48 doses) 
FONTE: LCTB, SUBPAV
Tuberculose extrapulmonar 
• Pode atingir qualquer órgão 
• Locais mais atingidos são os de maior 
concentração de oxigênio 
– Pulmões, rins, cérebro, extremidades de ossos 
longos, vértebras e adrenais 
– Linfonodos são infectados na primoinfecção 
– Pleura é atingida por contigüidade 
• Tratamento é semelhante
TB pleural 
• 40% das formas extrapulmonares 
• Foco caseoso parenquimatoso ou ganglionar se 
rompe para cavidade pleural 
• Dor ventilatório-dependente, febre, sudorese 
noturna, perda de peso, tosse seca 
• Diagnóstico -> toracocentese e biópsia pleural 
• ADA > 40 (sens 95%, spec 90%)
TB ganglionar 
• Forma extrapulmonar mais frequente em HIV+ 
• Cadeias cervical, supraclavicular, axilar e inguinal 
• Nódulo de crescimento lento, unilateral, com 
hiperemia da pele e drenagem 
• PPD reator 
• Diagnóstico por baciloscopia + biópsia 
• Pode haver aumento do LFN e fistulização após 
inicio do tto
Alta 
• Cura: melhora clínica e radiológica 
– Casos de TB pulmonar bacilífera: mínimo 2 baciloscopias 
negativas (pacientes com escarro) 
• Falência:BAAR + no 6º mês; 2 + após – com piora 
clínica e radiológica 
• Abandono: >30 dias 
• Transferência 
• Mudança de diagnóstico 
• Óbito
Sistemas de Registro e Vigilância 
• SINAN 
• Livro verde – controle de casos 
• Livro azul – sintomático respiratório 
• Livro amarelo – contatos 
• Pastas, prontuários, carteira de DOTs
Indicadores de qualidade 
• Diagnóstico 
– Registro SINAN 
– Local do registro 
– Atraso diagnóstico 
– Investigação de sintomáticos respiratórios 
• Acompanhamento 
– Anti HIV 
– Cultura (quando indicado) 
– Investigação de contatos 
– Proporção de DOT 
• Fechamento 
– Encerramento dos casos 
– Taxa de abandono
Percentual de realização de exame para HIV por UF. Brasil, 
2013* 
% 
Fonte: SES/MS/SINAN. * Dados preliminares, sujeitos a revisão. Realizado = positivo + negativo 
Brasil: 64,5 
UF
Referências 
• Manual de Recomendações para controle da 
Tuberculose no Brasil – MS, 2010 
• Tuberculose na Atenção Primária à Saúde. GHC – Porto 
Alegre, 2013 
– Disponível em http://escola.ghc.com.br/images/Publicacao/tuberculose%202013.pdf 
• Situação da Tuberculose no Brasil – Ministério da 
Saúde, 2013 
– Disponível em http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/agravos/Tuberculose/Tuberculose_Brasil.pdf 
• Global Tuberculosis Report. OMS, 2014 
– Disponível em http://www.who.int/tb/publications/global_report/en/ 
• Linha de Cuidado da Tuberculose – Gerência de 
Pneumologia Sanitária (SMSDC/RJ), 2012 
• Site SUBPAV

Tb rmfc 2014

  • 1.
    Tuberculose Marcos AdamsGoldraich Luis Garcia
  • 2.
    Tuberculose Marcos AdamsGoldraich Luis Garcia “tb or not tb. that’s the question” ney gulcó
  • 3.
    Pneumotórax Febre, hemoptise,dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse... Mandou chamar o médico: - Diga trinta e três. - Trinta e três... trinta e três... trinta e três... - Respire. - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado. - Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? - Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. Manuel Bandeira
  • 4.
    Tuberculose • Doençaque pode ter sua resolução completa na APS, incluindo todas etapas do processo – Investigação de SR e contatos – Diagnóstico, tratamento e acompanhamento – Alta – 10% necessitam de Serviço Especializado – Qualidade no registro da INFORMAÇÃO!!
  • 5.
    Tópicos • Importânciada TB no Brasil e mundo • Investigação e diagnóstico • Tratamento e acompanhamento • ILTB • TB em gestantes • TB em crianças • TB extrapulmonar • DOT • Critérios de alta • Sistemas de registro • Indicadores de qualidade
  • 7.
    1. India 2.500.000 2. China 1.100.000 3. África do Sul 600.000 4. Indonésia 500.000 5. Paquistao 400.000 17. Brasil 70.000
  • 8.
  • 9.
    Taxa de incidênciade TB por capitais. Brasil, 2013* Por 100.000 hab. Capitais Capitais: 55,5 Fonte: SES/MS/Sinan e IBGE. * Dados preliminares sujeitos a revisão
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Sintomático Respiratório •Tosse há mais de 3 semanas • 1% da população é SR – Destes, 4% são bacilíferos • Busca ativa - Todos SR - Contatos de pessoas com TB - Populações de risco (cárcere, moradores de rua, asilos, etilistas, usuário de drogas, imunodeprimidos) - Suspeita radiológica
  • 14.
  • 15.
    Baciloscopia • Detectaaté 80% dos casos de TB pulmonar • Especificidade de 90% • Nas formas intersticiais, tem sensibilidade de 32% • Acompanhamento dos SR no livro azul • Rendimento • 1ª amostra: 85% 2ª amostra: 12% 3ª amostra: 2%
  • 16.
    Coleta • 1ªamostra: na CF – Área externa – 5 a 10ml – Evitar secreção aspirada do nariz • 2ª amostra: em casa – Tomar bastante água – Lavar a boca com água – Jejum • Sem tosse -> escarro induzido (SISREG) – Nebulização com solução salina hipertônica 3% • 5ml SF 0.9% + 0.5ml NaCl 20%
  • 17.
    Cultura • Realizadacom o teste de sensibilidade • Indicações: – Tto empírico (BAAR negativo) – Retratamento - alta ou recidiva – HIV+ – TB extrapulmonar – Suspeita de resistência – BAAR + no 2º mês de tratamento
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    TESTE RÁPIDO HIV FONTE: LCTB, SUBPAV
  • 23.
    Contatos • Contatodireto e prolongado com casos de TB pulmonar (P+) – principalmente domiciliares – mais de 6 horas de convívio diário – exposição de pelo menos 200h
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Quimioprofilaxia • Efetivapara diminuir a chance de contágio em pessoas que convivem com pacientes com TB ativa. • Efetividade de 60-90% • Algumas indicações: – RN co-habitantes de bacilíferos – Menores de 15 anos sem BCG com PPD reator – HIV+ contato domiciliar – HIV+ com PPD > 5mm – Aumento no PPD de 10mm em um ano – Segundo PNCT – PPD>5mm
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    Gestantes • Gestaçãonão altera PPD • Diagnóstico semelhante – BAAR – RX tórax • TB pulmonar não aumenta risco de aborto ou prematuridade, desde que tto seja correto • Risco aumentado de efeitos adversos do tto – Suplementação com piridoxina • Tratamento: RHZE • Aleitamento normal
  • 31.
    TB pediátrica •20% dos casos são extrapulmonares – Escrófulo, pleural, óssea e meningoencefálica • Maior risco de formas graves • Infecção leva a doença em 5-10% dos casos • Aspectos centrais 1. Em menores de 5 anos diagnóstico é desafiador 2. Evento sentinela 3. Risco aumentado de progressão de TB latente para infecção ativa
  • 32.
    Sintomas – Perdade peso, inapetência – Febre > 15 dias – Tosse, sintomas respiratórios > 3 semanas – Sudorese noturna – Contato recente com bacilífero
  • 33.
    Diagnóstico – PPDsempre na suspeita – Radiografia de tórax • Infiltrado nos lobos superiores • Alargamento do mediastino por adenopatia • Opacidades ou atelectasias sem melhora com ATB • Cavitação é pouco frequente – BAAR • Baciloscopia negativa
  • 34.
  • 35.
    Esquema diagnóstico •Diagnóstico de certeza – Confirmação bacteriológica -> RARO • Diagnóstico muito provável (>40 pontos) – Tratamento indicado • Diagnóstico possível (30-35 pontos) – Candidato a tratamento • Diagnóstico pouco provável (<25 pontos) – Procurar diagnóstico alternativo
  • 36.
    Tratamento • RHZem menores de 10 anos • Rifampicina 10mg/kg/dia • Isoniazida 10mg/kg/dia • Pirazinamida 25-30mg/kg/dia • Fase de ataque (2 meses RHZ) + manutenção (4 meses RH) • DOT também é indicado • Solução oral ou comprimidos esmagados • Monitoramento mensal do peso
  • 37.
    Controle de contatossem o PPD Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil, MS 2011 Contatos de Tuberculose sensível às drogas Recém-nascidos com mães bacilíferas Não vacinar com BCG e tratar ILTB por seis meses. Crianças sintomáticas < 10 anos Investigação de tuberculose: RX de tórax, basciloscopia/cultura (a partir de 5 ou 6 anos de idade). Excluída a doença ativa, manter seguimento. Crianças ≤ 5 anos assintomáticas Exclusão TB = tratar a ILTB sem a PT. Crianças > 5 anos, adolescentes e adultos assintomáticos Exclusão TB = avaliar individualmente indicação de profilaxia com isoniazida sem PT. Levar em consideração o risco/benefício, grau de exposição e comorbidades. Adultos e adolescentes sintomáticos Investigação de tuberculose. Gestantes Postergar o tratamento da ILTB para após o parto, à exceção da gestante HIV+ (tratar após o 3º mês de gestação).
  • 38.
  • 39.
    BCG • Protegecontra formas graves – até 80% – Disseminação hematogênica, miliar e meningoencefalite • NÃO evita infecção primária
  • 41.
    DOT - TDO • Características relacionadas ao abandono – homens, solteiros, desempregados, baixa escolaridade – uso de álcool, tabaco e outras drogas – tto prévio para TB, multirresistência, – HIV+ – abandono prévio – população privada de liberdade (ou ex) – baciloscopia negativa no diagnóstico – moradores de rua ou alta vulnerabilidade social – tto não supervisionado • Maior risco de abandono entre 2º e 3º mês
  • 42.
    DOT- TDO •OMS – 3 observações semanais na 1ª fase (mín 24 doses) – 2 observações semanais na 2ª fase (mín 48 doses) FONTE: LCTB, SUBPAV
  • 43.
    Tuberculose extrapulmonar •Pode atingir qualquer órgão • Locais mais atingidos são os de maior concentração de oxigênio – Pulmões, rins, cérebro, extremidades de ossos longos, vértebras e adrenais – Linfonodos são infectados na primoinfecção – Pleura é atingida por contigüidade • Tratamento é semelhante
  • 44.
    TB pleural •40% das formas extrapulmonares • Foco caseoso parenquimatoso ou ganglionar se rompe para cavidade pleural • Dor ventilatório-dependente, febre, sudorese noturna, perda de peso, tosse seca • Diagnóstico -> toracocentese e biópsia pleural • ADA > 40 (sens 95%, spec 90%)
  • 45.
    TB ganglionar •Forma extrapulmonar mais frequente em HIV+ • Cadeias cervical, supraclavicular, axilar e inguinal • Nódulo de crescimento lento, unilateral, com hiperemia da pele e drenagem • PPD reator • Diagnóstico por baciloscopia + biópsia • Pode haver aumento do LFN e fistulização após inicio do tto
  • 46.
    Alta • Cura:melhora clínica e radiológica – Casos de TB pulmonar bacilífera: mínimo 2 baciloscopias negativas (pacientes com escarro) • Falência:BAAR + no 6º mês; 2 + após – com piora clínica e radiológica • Abandono: >30 dias • Transferência • Mudança de diagnóstico • Óbito
  • 48.
    Sistemas de Registroe Vigilância • SINAN • Livro verde – controle de casos • Livro azul – sintomático respiratório • Livro amarelo – contatos • Pastas, prontuários, carteira de DOTs
  • 49.
    Indicadores de qualidade • Diagnóstico – Registro SINAN – Local do registro – Atraso diagnóstico – Investigação de sintomáticos respiratórios • Acompanhamento – Anti HIV – Cultura (quando indicado) – Investigação de contatos – Proporção de DOT • Fechamento – Encerramento dos casos – Taxa de abandono
  • 59.
    Percentual de realizaçãode exame para HIV por UF. Brasil, 2013* % Fonte: SES/MS/SINAN. * Dados preliminares, sujeitos a revisão. Realizado = positivo + negativo Brasil: 64,5 UF
  • 62.
    Referências • Manualde Recomendações para controle da Tuberculose no Brasil – MS, 2010 • Tuberculose na Atenção Primária à Saúde. GHC – Porto Alegre, 2013 – Disponível em http://escola.ghc.com.br/images/Publicacao/tuberculose%202013.pdf • Situação da Tuberculose no Brasil – Ministério da Saúde, 2013 – Disponível em http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/agravos/Tuberculose/Tuberculose_Brasil.pdf • Global Tuberculosis Report. OMS, 2014 – Disponível em http://www.who.int/tb/publications/global_report/en/ • Linha de Cuidado da Tuberculose – Gerência de Pneumologia Sanitária (SMSDC/RJ), 2012 • Site SUBPAV